sábado, 15 de dezembro de 2012

Espiritismo e Alimentação


Em qualquer época e em qualquer lugar, quando o homem tenha perdido os seus pêlos, é provável que habitasse então um país quente, condições favoráveis para um regime Vegetariano que, segundo as Leis da Anatomia, devia ser o seu.
Charles Darwin



Atualmente, graças ao movimento de proteção animal e ao surgimento de Casas Espíritas que recebem animais, o tema “Alimentação” vem aguçando a curiosidade de muitas pessoas que, ao passarem a aceitar que os animais possuem senciência e uma alma semelhante a dos seres humanos, começaram a rever suas atitudes em relação a estes irmãos. Uma delas é a reeducação alimentar através da opção vegetariana. Embora muitas ideias a favor da alimentação a base de animais tenha, durante alguns anos, se alicerçado em algumas questões do Livro dos Espíritos , publicado em 18 de Abril de 1857, hoje, através do estudo mais refinado dessas mesmas questões, é possível notar que foi um erro interpretativo que fez com muitos acreditassem que Kardec e os Espíritos fossem a favor a morte de outros irmãos que estagiam conosco no orbe terrestre.

Seria impossível em poucas páginas realizarmos todo um estudo sobre o conteúdo do Livro dos Espíritos no que toque a alimentação de carne animal, por isso e com intuito de aguçar a curiosidade do querido leitor, escolhemos uma única questão que é capaz, também, de dar conta de toda a confusão que muitos fizeram em torno desta e de outras questões. Mas o que poderia ter causado tal confusão? Talvez o fato de não sabermos, em relação aos animais, o que sabemos hoje, a certeza de que possuem alma , de que são seres sencientes e de que possuem, cada um dentro de suas necessidades, um grau de inteligência.

Foram todas essas mudanças dentro do campo físico terrestre, nosso e dos animais, que fizeram com que hoje tenhamos a obrigação moral de ressignificar nossos antigos conhecimentos, olhando com ingenuidade para essas mesmas questões, a fim de poder enxergar tudo com um novo olhar. As questões 722, 723 e 724 são algumas das muitas questões que também tratam da alimentação a base da carne de nossos irmãos animais, mas que deixaremos para estudar numa outra oportunidade.

Em meados do século 19, época em que o Livro dos Espíritos foi publicado, bem pouco se conhecia sobre os animais. A Revista Espírita de Janeiro de 1866 ainda precisava reafirmar a realidade da alma das mulheres coisa que hoje em dia , somente a menção de que as mulheres , os índios e os negros não possuam alma, passa a ser ridícula. O conhecimento evoluiu desde então.

A questão 722 do Livro dos Espíritos trata - se nos atentarmos melhor a pergunta elaborada por Kardec - dos valores culturais de cada povo e da proibição de determinados alimentos , não necessariamente fala sobre a carne. Em muitas religiões consideravam-se duas categorias de animais : os limpos e os imundos. Os limpos seriam todos os animais que possuíssem unhas fendidas e ruminassem como os bois, cordeiros, carneiros entre outros. Os animais considerados imundos seriam todos os que possuíssem apenas as unhas fendidas ou apenas os que ruminassem tais como o porco, que possui a unha fendida, porém não é ruminante. Era proibido, portanto, alimentar-se da carne dos animais considerados imundos.

O que nos esquecemos é que também nós,nos dias atuais,temos nossos tabus culturais. Nos é proibido moralmente a alimentação a base de carne de cães e gatos, porém não a base de carne de bois e frangos, isso implica em um tabu cultural nosso, enquanto que por outro lado nos revoltamos ao saber que alguns povos orientais comem cães e gatos sem o menor constrangimento. Daí surge a questão 722 e é necessário estar atento ao enunciado para que se possa, realmente, compreender a resposta.

722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos? R. “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”

Vamos rever esse trecho em particular: “Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus”. O Espírito que responde a questão coloca que alguns “Legisladores” criaram leis próprias a atribuindo posteriormente a Deus, por isso, e somente por atribuir ao homem a criação de uma “verdade”, é que o Espírito coloca que é “Permitido ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde”. O que não significa, como geralmente é interpretado, que Deus tenha fornecido aos seres humanos uma autorização para matar seus outros filhos, os animais, em nome da manutenção de seus organismos, tal como não autorizou aos homens e mulheres a se matarem como ocorre desde a antiguidade.

Seja como for, a questão 722 foi perfeitamente respondida a partir do momento em que seu enunciado foi perfeitamente compreendido, afinal até bem pouco tempo muitos acreditavam que comer manga e tomar leite levava a morte. O tomate mesmo era tido como fruto venenoso e cultivado apenas como ornamento, até o Coronel Robert Gibbon Johnson subir nas escadarias do Tribunal de Salem, New Jersey em 26 de setembro de 1820 e comer uma cesta repleta de tomates, mais de 2000 mil pessoas assistiam o que acreditavam ser total suicídio. Johnson não morreu e encerrou ali um tabu alimentar.

O que ocorre é que, normalmente, o trecho onde se lê que tudo é permitido remete a alguns, a ideia de que Deus criou os animais para os seres humanos se alimentarem, como se nossos irmãos menores fossem meros objetos utilizados a cada toque de nossos desejos. Mas, seria correto? Para responder a essa questão seria preciso repetir aqui o Paradoxo de Epicuro para nos lembrarmos o que é Deus:

Ou Deus quer eliminar o mal e não pode; ou pode e não quer; ou não pode nem quer; ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente, o que não corresponde a Deus; se pode e não quer, é mau, o que é estranho a Deus. Se não pode nem quer, é ao mesmo tempo impotente e mau, logo não é Deus. Se quer e pode, o que corresponde somente a Deus, de onde então vem o mal ou por que Deus não o suprime? (Epicuro)

Livre Arbítrio, esta seria a resposta para a questão de Epícuro. Podemos acusar a Deus, mas, se Deus é bom, inteligência suprema e força primária de todas as coisas, podemos pensar: Que tipo de Deus permitiria este massacre diário que se torna ainda mais voraz no Natal, nascimento de Jesus?

Segundo a resposta do Espírito , quando os legisladores proibiram determinados alimentos alegando ordens divinas, o fizeram em beneficio próprio, contudo, hoje muitos de nós fazemos o mesmo ao atribuir ao Livro dos Espíritos a permissão para o extermínio de animais . Tais como os antigos legisladores hoje nós nos escondemos atrás de “leis divinas” para permitir que os animais sejam abatidos, tudo em benefício próprio. Por isso a necessidade de rever esses antigos conceitos que durante anos acabaram por sedimentar hábitos que se apropriam de vidas alheias com total naturalidade. Muitas podem ter sido as razões que levaram a proibição da alimentação, teníase, intoxicações, alergias e uma infinidade de outras doenças, porém, em nenhum momento recebemos a habilitação Divina para matarmos outros animais, façam eles bem ou mal a nossa saúde.


Referências 

Allan Kardec – Livro dos Espíritos e Revista Espírita -Jornal de Estudos Psicológicos -ANO IX JANEIRO de 1866 Nº1

Tomatoes Lore and Legend http://homecooking.about.com/od/foodlore/a/tomatolore.htm

The Problem of Evil(Paradoxo de Epícuro) http://plato.stanford.edu/entries/evil/


Simone Nardi



Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana



Este artigo pode ser lido no site da Feal.


Imagem de Maria, Mãe de Jesus e de todos nós : SirioArt






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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Animais e a espiritualidade na Revista Sexto Sentido



 Muitos questionam o termo utilizado por Francisco de Assis "Irmão Menor Animal", a Revista Sexto Sentido da Editora Mythos nos deu a oportunidade de esclarecer o termo "menor" e e assim finalizar todas as dúvidas em relação a esse modo humilde e amoroso com que Francisco de Assis se dirigia a  esses nossos irmãos menores.
A revista ainda pode ser encontrada nas bancas, ou pode ser adquirida diretamente pelo site da Editora Mythos, a quem agradecemos a oportunidade do esclarecimento e da divulgação.




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana

domingo, 9 de dezembro de 2012

É possível oferecer uma dieta vegetariana caseira para cães?

Imagem: Gato se esticando
Silvia Angélico do site Cachorro Verde  , em sei site fala sobre alimentação natural para animais,  muitas são as dúvidas e  as dicas, você confere algumas deles abaixo.


Uma dica opcional para qualquer dieta canina ou felina – vegetariana ou onívora – é a adição de Pó Saudável (Healthy Powder). Trata-se de uma receitinha do Dr. Richard Pitcairn elaborada com intuito de incluir valiosos micronutrientes às refeições dos pets. Anote aí:


2 xícaras de levedura de cerveja em pó

1 xícara de grânulos de lecitina
¼ de xícara de pó de fucus
2 colheres de sopa de pó de casca de ovo (fonte de cálcio)
1.000mg de vitamina C moída ou ¼ de colher de chá de ascorbato de sódio (opcional)

Diariamente (ou regularmente) ofereça:
1 colher de café rasa para cães de porte pequeno
1 colher de chá rasa para cães de porte médio
1 colher de sobremesa rasa para cães de porte grande
1 colher de sobremesa cheia para cães de porte gigante

Os ingredientes do Pó Saudável podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, supermercados elitizados, farmácias de manipulação e em algumas drogarias. Você pode ainda mandar manipulá-los com prescrição veterinária. Já o pó de casca de ovo (fonte natural de cálcio) você pode fazer em casa. É fácil e grátis. Basta deixar algumas cascas de ovo no forninho elétrico ou convencional em temperatura média por 10 minutos, e em seguida triturá-las no liquidificador até obter um pó bem fino.



Como preparar as receitas


Abaixo você encontra sete receitas vegetarianas para cães adultos saudáveis. Se o animal apresenta alguma doença de controle alimentar (insuficiência renal, diabetes, etc), consulte seu médico-veterinário para saber se a dieta vegetariana pode ser mantida.

No lugar de um cardápio semanal propriamente dito, abaixo você encontra sete receitas. Com exceção da primeira (Mingau de Aveia/Musli), que deve ser oferecida como refeição principal até duas vezes por semana (salvo se oferecida como lanche para cães muito ativos), as demais receitas podem ser servidas com maior freqüência.
Algumas receitas rendem porções muito generosas, permitindo o preparo de refeições para muitos dias. Você pode preparar no mesmo dia duas ou três receitas e separar as porções em tupperwares para serem congeladas. Deste modo é possível variar regularmente a alimentação. Se você tem poucos cães ou cães de pequeno porte, prepare essas receitas reduzindo pela metade (ou até mais) a quantidade indicada para cada ingrediente.



Quanto oferecer de cada receita ao cão

Depende muito. Fatores como grau de atividade física do cão, metabolismo, genética, idade e saúde influenciam na quantidade de alimentos que ele deve receber diariamente. Para fins ilustrativos calculamos as porções para cães com cerca de 7 quilos de peso. Tente chegar à quantidade que seu cão deve comer a partir desse exemplo.

A regrinha da porcentagem sugerida aqui também pode ser aplicada. Os cães adultos devem comer de 1,5 a 3,5% em média de alimentos por dia. Mas não tem segredo. Ofereça uma certa quantidade dentro dessa porcentagem (por exemplo, 2,5% do peso do animal) e monitore a forma física dele. Engordou? Ofereça uma porcentagem maior. Emagreceu? Reduza as porções.

Receitas vegetarianas para cães




Biscoitos de linhaça – para humanos e caninos

Ingredientes:
- 300g de farinha de trigo (você pode fazer uma opção de 50% de farinha de trigo branco e 50% de trigo integral)
sugestão da equipe Cachorro Verde: como alguns cães não se dão bem com farinha de trigo, poderia-se usar 50% farinha de aveia integral e 50% farinha de centeio integral.
- 50g de aveia em flocos
- 1 colher (chá) de fermento biológico seco
- 200 ml de água morna
- 4 colheres (sopa) de óleo
sugestão equipe do Cachorro Verde: para um resultado ainda mais nutritivo, use óleo de coco.  
- 1 colher (chá) de sal iodado
- ¼ xícara (chá) de sementes de linhaça
sugestão equipe Cachorro Verde: para os cães, as sementes de linhaça mais facilmente digestíveis e melhor aproveitadas pelo organismo são as escurinhas e trituradas (não as douradas, cruas).
Modo de preparo:
Misture a farinha com o sal e a aveia numa tigela grande. Faça uma cova no meio da mistura, como um vulcãozinho, e acrescente o óleo e a água pouco a pouco, de forma que a farinha vá incorporando o líquido devagar. Reserve ¼ de xícara (chá) de água para dissolver o fermento e o acrescente no final. A massa não deve ser muito sovada, para ficar bem macia. Cubra a tigela com um pano seco e reserve-a, até que ela dobre de tamanho.
Quando dobrar de tamanho, leve-a a geladeira, para facilitar sua abertura. Enfarinhe uma superfície e abra a massa com um rolo, até a espessura de 1 centímetro. Corte-a com um cortador redondo ou quadrado e faça furos com um garfo para que os biscoitos não estufem no forno.
Asse os biscoitos em forno médio, em forma baixa, sem untar, até ficarem dourados.”
Espere esfriar e ofereça ao peludo (e à família!). Lembre-se de oferecer petiscos com moderação a cães e gatos, para não predispô-los ao sobrepeso. 





Bolinho de Carne Vegetariano

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de arroz integral bem cozido
  • 1/2 xícara de castanhas do pará e de cajú
  • 1/2 colher de sopa de manteiga (muito mais saudável que margarina)
  • 1/2 dente de alho picado na hora
  • 1/4 de berinjela (se for grande, se for pequena, use 1/2) picadinha (pode substituir por 1/4 xícara de cogumelos)
  • salsinha picada
  • 1 ovo
  • 2 colheres de sopa de iogurte natural caseiro
  • 100g de queijo ralado na hora (mussarela, prato, parmesão – qualquer um que derreta)

Modo de preparo:

1. Comece cozinhando o arroz, caso você não o tenha pronto. Enquanto o arroz cozinha, toste as castanhas numa frigideira grande e quente, até que fiquem perfumadas, sem deixar queimar. Pique e reserve.
2. Pré-aqueça o forno a 190ºC.
3. Limpe os resquícios de nozes da frigideira e derreta a manteiga em fogo moderado. Junte a beringela, o alho e as ervas. Cozinhe até que todo o líquido se evapore.
4. Bata ligeiramente o ovo numa tigela. Junte o arroz cozido, a berinjela refogada, as castanhas, o iogurte, o queijo e misture muito bem.
5. Unte forminhas de empada com manteiga (muito mais saudável que margarina). Espalhe uniformemente a mistura nas formas, preenchendo bem e alisando a superfície com uma colher.
6. Asse até que os bolinhos estejam inflados, bem dourados e pareçam firmes. Retire do forno e deixe descansar por 10 minutos antes de desenformar e servir



Receita de Cookies de Fibras para Cães

Você vai precisar de:
  • 2 xícaras (chá) de farinha de linhaça
  • 3/4 de xícara (chá) de farinha de aveia
  • 3/4 de xícara (chá) de farinha de banana (à venda em lojas de produtos naturais)
  • 2 ovos grandes
  • 2 colheres (sopa) de óleo de coco (na falta, pode-se usar óleo de canola ou girassol)
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 colher (chá) de caldo de aniz (pegue 1 e ½ colher de sopa de água fervendo e coloque o aniz em imersão por 15 minutinhos, e pronto!)
  • 1 pitada de sal
  • 200 gramas de bagaços ou frutas amassadas, como abacate, ameixa fresca, caju, kiwi, morango… (boa dica pra aproveitar os bagaços que sobram dos seus sucos!)
  • Instruções:
    • Numa vasilha, misture os ingredientes secos, e na outra, os bagaços (ou frutas amassadas) com os ovos e o óleo. Depois junte tudo gradativamente e misture bem até ficar uma massa homogênea.
    • Numa forma untada e enfarinhada, coloque 1 colher (sopa) para formar cada cookie e deixe descansar por 10 minutos.
    • Depois amasse levemente um por um e leve para assar a 180ºC por mais ou menos 25 min. Essa é uma receita pro seu pet, mas que duvido que você não vá provar ao menos um! ;)
    Observação: para não desequilibrar a dieta de seu peludo, predispô-lo à obesidade ou provocar desarranjos intestinais, ofereça os cookies, ocasionalmente, com moderação.



Delícia de tofu 



100 gramas de tofu enriquecido com sulfato de cálcio, frito
20 gramas de queijo minas cortado em cubos

2 xícaras de feijão cozido

1 xícara e ½ de arroz integral cozido
2 colheres de sopa de óleo de girassol
1 ½ colher de chá de levedura de cerveja
½ dente de alho cru
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico, pó saudável)



Polenta suculenta



½ xícara de leite em pó + 4 xícaras de água (ou um total de 4 xícaras de leite desnatado)

1 xícara de farinha de milho ou fubá de milho (cru)

2 ovos grandes, batidos
½ xícara de queijo ralado
¼ de colher de chá de pó de casca de ovo
½ colher de sopa de pó saudável
1 colher de chá de óleo vegetal
½ xícara de legumes (ralados e crus, crus e liquidificados ou cozidos)
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: em uma panela, ferva o leite em pó e a água (se estiver usando somente leite, mexa o tempo todo para evitar que queime). Acrescente o fubá rapidamente e mexa até obter uma mistura de textura lisa. Cubra a panela e diminua o fogo por 10 minutos, até que o fubá esteja macio e grudento. Com o fubá ainda quente, adicione os ovos e o queijo. Deixe esfriar um pouco e acrescente os demais ingredientes.
Substitutos para os grãos: 1 xícara de painço (+ 3 xícaras de água = 3 xícaras cozido); 1 xícara de cuscuz de trigo integral (+ 1 ½ xícaras de água = 2 ½ xícaras cozido); 2 xícaras de aveia crua (+ 4 xícaras de água = 4 xícaras de mingau aveia).


Feijões à Caçarola


4 xícaras de feijão cru (ou 10 xícaras de feijão cozido)

3 xícaras de leite integral
1 xícara de farinha de milho ou fubá de milho
2 xícaras de queijo cheddar ralado
4 ovos grandes
2 colheres de sopa de óleo vegetal
¼ de xícara de pó saudável
2 ¾ colheres de chá de pó de casca de ovo
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: 1 a 2 xícaras de vegetais (crus e liquidificados, ou cozidos)
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: deixe os feijões na água durante a noite na véspera. Retire a água, lave-os e descarte os feijões quebrados ou com defeitos. Ferva os feijões em 8 a 10 xícaras de água. Deixe cozinhar, com a panela tampada por 1 ½ horas ou até que você consiga retirar a casca do feijão. (Para evitar que o cão apresente gases – descarte a água usada para o cozimento após a primeira meia hora e complete com água nova para a hora restante.) Enquanto espera, prepare a cobertura de fubá. Ferva o leite. Gradualmente acrescente a farinha ou fubá de milho, mexendo com o garfo. Cubra e asse até ficar macio, por cerca de 10 minutos. Retire do fogo e acrescente o queijo e os ovos. Após a mistura ter esfriado, acrescente os ingredientes restantes e sirva. Congele tudo o que não puder ser comido em três dias.


Omelete + grãos

Esse prato fácil de preparar tem como base protéica os ovos. Os ovos são uma fonte econômica de proteína e contêm generosos teores de gordura e lecitina, um nutriente essencial para a saúde neurológica. Para tornar essa receita ainda mais completa, procure em lojas de produtos naturais um pó protéico sem sabor à base de lactoalbumina e albumina de ovos. Rende 5 xícaras ou pouco mais de duas refeições para um cão com aproximadamente 7 quilos.
1 xícara de triguilho
4 ovos
1 colher de sopa de salsinha picada ou ½ xícara de legumes cozidos
3 colheres de sopa de pó protéico
2 colheres de pó saudável
3 colheres de sopa de óleo vegetal (recomendação: óleo de linhaça)
1 colher de chá cheia de pó de casca de ovo
1 dente de alho amassado (opcional)
½ colher de chá de molho de soja tamari ou uma pitada de sal
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: ferva 2 xícaras de água. Acrescente o triguilho, cubra e reduza o fogo deixando cozinhar até que os grãos estejam macios, por 10 a 20 minutos. Misture os ovos e mexa-os enquanto o triguilho ainda está quente. Deixe esfriar, acrescente os ingredientes restantes e sirva.

Grãos substitutos: 1 xícara de painço (+ 3 xícaras de água = 3 xícaras cozidas); 1 xícara de cuscuz de trigo integral (+ 1 ½ xícaras de água = 2 ½ xícaras cozidas); ou 2 xícaras de aveia crua (+ 4 xícaras de água = 4 xícaras de mingau de aveia).

Ferro Extra
Rende 14 xícaras ou cerca de 5 refeições para um cão de aproximadamente 7 quilos.
2 xícaras de feijão (ou 5 xícaras de feijão cozido)
2 xícaras de painço (ou 6 xícaras de painço cozido)
4 xícaras de queijo cottage light
6 colheres de sopa de óleo vegetal
4 colheres de sopa de pó saudável
3 colheres de chá cheias de pó de casca de ovo
½ xícara de cenouras cozidas, brócolis, ou ervilha (opcional)
2 colheres de chá de molho de soja tamari (ou 1/2 colher de chá de sal)
1 a 2 dentes de alho amassados ou picados (opcional)
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: deixe os feijões na água durante à noite, na véspera do preparo. Retire a água, lave e descarte feijões quebrados ou estragados. Ferva os feijões em 6 a 8 xícaras de água. Deixe cozinhar, com a panela tampada, por 1 ½ hora ou até que a casca esteja mole. (Para reduzir os gases intestinais, descarte a água após meia hora de cozimento e acrescente água fresca para deixar os feijões cozinharem por mais 1 hora). Enquanto isso prepare o painço. Ferva seis xícaras de água. Acrescente o painço, cubra a panela e deixe cozinhar no fogo baixo por 20 a 30 minutos, até que fique macio. Combine o feijão e o painço quando ambos estiverem prontos. Espere esfriar, acrescente os demais ingredientes e sirva.
Substitutos: Grãos - triguilho, arroz integral e cevada (2 xícaras crus).
Feijões: lentilhas, grão de soja, feijão preto ou feijão branco.



Croquetinhos caseiros vegetarianos



Receita interessante, que permite a você preparar em casa saudáveis “grãos” (pellets) vegetarianos para cães.
4 xícaras de grãos diversos (pelo menos três diferentes. exemplo: aveia, cevada e painço)
2 xícaras de farinha de arroz
1/2 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa rasa de pó de casca de ovo
1 colher de sopa de levedura de cerveja
1 colher de sopa de fucus
Meia xícara de óleo vegetal
4 ovos
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Misture todos os ingredientes muito bem, e então acrescente os ingredientes molhados e misture até deixar tudo úmido. Com uma colher de chá pingue meia colher dessa mistura em forminhas de biscoito untadas e asse a 180 graus por trinta minutos. Remova do forno quando estiver dourado.


* Fucus - é um tipo de alga





Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana : Outras receitas podem ser adquiridas no site do Cachorro Verde, é preciso notar porém, que essa alimentação vegetariana e não vegana ,  ainda se utiliza da visão de outros animais como meros objetos, os ovos e os queijos da receita devem ser vistos como provindos de animais que também possuem alma e que também são nossos irmãos e sempre se deve pensar como podem ser substituídos, pois uma alimentação totalmente vegan aos animais também é possível.
A substituição da ração industrial pela alimentação caseira é muito importante para a saúde dos animais.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Veganismo sem fanatismo



É inegável que a maioria das pessoas que se torna vegana ou vegetariana o faz por um sentimento em relação aos nossos irmãos animais,   é uma ética que nos força a não compactuar com a violência a qual eles  são submetidos por aqueles que ainda não conseguem enxergá-los como seres dignos de benevolência e caridade.
Numa amigável troca de emails, recebemos de um amigo uma nota onde ele colocava que alguns veganos/vegetarianos, escreviam desejando que todos aqueles que submetem animais a dor/sofrimento, sofressem um dia como eles, tal como na Lei de Talião “ Olho por olho dente por dente”  e ele questionou:
“Onde está o mérito de ser vegetariano ou vegano, quando se deseja mal a alguém???
Questão contundente que muitas vezes faz com que se desperte nos onívoros uma certa  animosidade em relação a luta pela Libertação Animal e que revolta , de certa forma, aqueles que estão dentro da causa e que tentam informar do melhor modo possível aqueles que não desejam ser informados.
Não há mérito nenhum em se tornar vegano e ainda assim segregar, em apontar o dedo em riste, em desejar o mal. Essa não é a atitude ética que leva uma pessoa ao veganismo, ainda mais porque ela se esquece que um dia pode ter sido tão cega quanto aqueles a quem hoje ela deseja o mal. Ainda mais se tem um pai ou uma mãe que não é vegano, um amigo, um irmão. Que ética tenho ao dizer a outro:  “Você causa mal aos animais”, se por outro lado trago no coração o desejo de que ela sofra como eles?
Isso não é caridade nem amor, pois passamos a agir como aqueles a quem, suostamente, apontamos o dedo em riste. Continuamos afirmando que SIM, as Casas Espíritas devem esclarecer as pessoas sobre o problema da alimentação carnívora, sobre o mal que causamos aos animais com esse tipo de alimentação, pois ao “Informar”, ela é capaz de “Transformar” as pessoas através do conhecimento passado, não informar é omitir-se perante um mal que existe, é compactuar com ele. Deixar àqueles que ouvem, o Livre Arbítrio de querer mudar ou não é a tarefa do Espiritismo, lembrando a todos que muito será cobrado, daqueles que muito sabem.
Ramatis, talvez o mais ardoroso espírito que luta em prol do esclarecimento sobre o vegetarianismo, nos coloca que não adianta sermos os “Bons Samaritanos” da humanidade se não nos entrelaçarmos com todos os seres vivos , podemos nos despir de nossas vestes, doarmos tudo ao nosso irmão humano, mas se ainda nos alimentarmos com a carne desses nossos outros irmãos, ainda estaremos em dívida com o Criador. Não poderemos chegar ao Divino enquanto matarmos animais para nos alimentarmos , pois estaremos tornando nossas vestes pesadas demais para alçar um vôo mais livre. Essa chegada ao Divino faz parte de um “pacote de deveres” que temos para com Deus, que é o de aprender realmente a Amar, a trabalhar pelo irmão e frisamos, podemos parecer bons aos olhos humanos, até mesmo aos olhos de Deus, mas enquanto não nos harmonizarmos com todas as suas criaturas, não poderemos chegar até Ele e isso em relação aos humanos e aos animais, não podemos amar um e esquecer o outro  e vice versa.
O vegetarianismo não “santifica” ninguém, faz apenas parte desse "pacote de deveres", ele é um passo dentre tantos e os que já são bons com os humanos, para se completarem, terão que deixar, obrigatoriamente , de comer animais, não sou eu quem diz, é o próprio Livro dos Espíritos que diz na frase "a carne nutre a carne", podemos achar que esses irmãos são maravilhosos, porem a roupagem astral deles, devido a carne, ainda está pesada e eles terão que voltar e rever esses conceitos.Com os veganos irá ocorrer o mesmo se não conseguirem enxergar nos irmãos onívoros, irmãos em evolução.
Se não conseguimos vê-los assim, como queremos que eles compartilhem do nosso pensamento, como a nossa ação de termos conseguido olhar para um irmão que ele ainda não viu? Não é isso que nos elevará a Deus e ser ateu para livrar-se ao peso de Deus, também não irá diminuir nossa responsabilidade pelo próximo, pois seremos tão errados quanto aqueles que acusamos de trabalhar apenas pela humanidade.
O equilíbrio na ação é tudo, se alguns não chegam agora ao vegetarianismo, devemos ter em mente que um dia chegarão, assim como nós mesmos chegamos, isso é fato.Esse é o porvir de que Emmanuel nos fala, nós é que insistentemente o negamos achando que esse porvir ocorrerá daqui há 1, 2, 10 séculos, quando somos nós mesmos que devemos construí-lo. 
Não há mérito nenhum em ser vegetariano se não amarmos ao próximo, essa é que é a grande verdade, como não haverá mérito em fazermos o bem aos filhos humanos e continuarmos negando a condição animal na hora do abate, enquanto enchermos nossa boca de belas orações e mais tarde a cobrirmos com a carne do animal abatido. Por isso insistimos: Equilíbrio é tudo; aos poucos iremos nos modificando, uns antes, uns depois, só não podemos nos calar.
O hábito é fácil de ser modificado desde que as pessoas sejam informadas do mau que ele pode causar, tanto a elas quanto aos outros, mas não é só virar vegetariano, é trabalhar pelo amor, é informar, é servir, isso é caminhar ao Divino.O ódio e a segregação não devem guiar os seres humanos; ser vegano e odiar é ser avesso ao que o veganismo nos traz: Paz de espírito.
O problema, maior que assola o mundo é que muitas pessoas ainda não tem amor no coração, viram vegetarianas e se esquecem de amar o resto do mundo, assim como muitos amam os humanos e ignoram os filhos animais ,o que não passa de desconhecimento e despreparo. Algo que encontramos na grande maioria das pessoas, onívoras e vegetarianas.
Que o equilíbrio no amor seja o guia dos nossos passos.


Simone Nardi



Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana


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