segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A Humildade, Cárcere do Orgulho, Flagelo da Humilhação


Garoto acariciando Boi


Humildade


Essa palavra tantas vezes usada pelo Cristo, tão disseminada por todas as religiões é ainda tão confundida, até mesmo pelos mais fervorosos crentes (todo aquele que Crê). Humildade é uma palavra que vem do latim " humilitas, de humilis = pequeno". Alguns lhe dão o nome de virtude e se orgulham de serem humildes!?

É isso mesmo, muitos se orgulham de serem humildes e tentam encarcerar, discretamente, esse orgulho perante os amigos e conhecidos. Quantos não ouvimos por aí exaltando a humildade de seus corações? "Eu sou humilde, não peço muito. Eu sou humilde não falo isso." Esquecendo-se que a humilde não se exalta, ao contrário, passa muitas vezes despercebido diante de todos. Tais humildes geralmente são os mais ambiciosos e invejosos, fingem se rebaixar para tentar se elevar.

A humildade não é também sinônimo de pobreza, como muitos dizem;"Oh coitadinho é tão humilde nem tem onde morar. O infeliz é tão humilde que nem tem um prato de comida para saciar a fome." Muitos desses são até mais orgulhos que outros em situação mais privilegiada, e vice versa.

A humildade tampouco é amiga da humilhação e da inferioridade como geralmente é confundida, esmagadoramente, por algumas religiões. "Sê humilde, sê servil, sê humilde, humilhe-se. Isso não é humildade, pois o ranço do ódio se aloja nesses corações".

Humildar-se não significa ter de humilhar-se. O Cristo foi humilde. O Cristo serviu sem rebaixar-se.Se impôs e foi firme diante das massas, porém, com generosidade. Foi benevolente sem, contudo, ser fraco.

Humildade é isso, é força de caráter, é conhecimento íntimo de seu potencial, os humildes geralmente são grandes, porém aos olhos do povo parecem pequenos.

O humilde serve com o vigor de suas forças, pois ele é forte assim como foi o Mestre; é caridoso sem se orgulhar, é misericordioso, sem se humilhar.Conhece o amor e a verdade que o Cristo deixou.

A Humildade não se deixa levar pelos elogios : Todo sábio é humilde, porque sabe que só sabe pouco do muito que deveria saber.

A humildade é o cárcere do orgulho porque não o deixa aflorar e o sufoca, nada restando dele em seu coração. É o flagelo da humilhação, porque ao contrário do que pensam aqueles que desejam humilhá-lo, sua força e sua fé são grandes, sua benevolência é tão firme que os desarma e os expões a suas próprias mazelas.

O humilde está armado de fé e temperança, por isso sê sim, mas sê humilde de coração e de alma, pois a humildade sim é exemplo de amor e somente o amor é que nos elevará ao Pai.





Simone Nardi





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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A cura pelas mãos



Mãos unidas


Hoje, quando o espiritismo é tão amplamente divulgado na mídia, quando tantas casas recebem dezenas, centenas de pessoas, quando temos tantos livros a nossa disposição, ainda vemos que quanto mais lemos, menos sabemos.

Tenho um grupo de amigos que adora conversar e debater sobre espiritismo e é, dentro dessa roda de amigos, que descobrimos o quanto ainda precisamos aprender. Conversávamos exatamente sobre esse assunto: “o poder curativo das mãos”.

Sim, Jesus curava com as mãos e seus apóstolos também. Quantos outros não fizeram isso, depois deles?

Talvez os verdadeiros estudos científicos sobre a cura, tenham começado lá atrás, por volta do ano de 1774, com Franz Anton Mesmer (1734/1814), doutor, filósofo, teólogo entre outros títulos que obteve. No início a cura, segundo ele, acontecia pelo imã.

Sim esse imã que conhecemos hoje.Com o avanço dos estudos, Mesmer acabou descobrindo que a cura na verdade provinha das mãos, ou seja, magnetismo animal.

O certo é que seus estudos influenciaram Kardec, segundo ele mesmo disse: “ o magnetismo preparou o caminho do Espiritismo”.

Nas obras espíritas, a cura pelas mãos é enfocada como a “doação de fluídos”. Como disse Kardec, há 150 anos atrás: “Quem atua é o magnetizador, quase sempre assistido por outros Espíritos”.

E por que relembrar tudo isso?

Pelo simples fato de que, durante nosso bate papo sobre a doutrina, surgiu a velha lembrança do curso de médiuns, quando muitos de nós se propuseram a fazer o curso para poder “Curar” as pessoas.

Acho que todo mundo que estuda a doutrina, há um certo tempo já se deparou com esse tipo de médium ainda em formação: O médium de cura. Sim, todo mundo quer ser médium de cura.
Morador de rua e seu cão

Alguns querem psicografar, outros querem ser videntes, mas o “the best” é ser médium de cura. Ajudar a propagar a caridade,ajudar a sanar doenças, e muitos seguem para os diversos cursos ministrados nas casas espíritas, achando que sairão de lá, verdadeiros Apóstolos do Cristo, e se frustram ao descobrirem que são , segundo eles, apenas “Médiuns de Sustentação. “

Ah! se soubessem a importância desse médium, se soubessem que o trabalho dele é tão curativo quanto os demais. O que segura sua casa, em pé, são os alicerces e o médium de sustentação é o alicerce de todos os médiuns presentes.

O que é preciso saber hoje em dia é que a cura pelas mãos não é apenas através do passe ou do heike, embora muitos ainda não enxerguem, há varias outras formas de curar, mesmo sem qualquer curso.

O trabalho em prol dos necessitados, é uma cura com as mãos. A sopa nas ruas. A arrecadação de brinquedos. O amparo e o carinho. Cada um tem um dom.

Os avisos que recebemos, e as coisas as quais buscamos, nem sempre nos são claras. Qualquer atitude para o bem do próximo é, e deve ser encarado como, uma cura.

Não devemos ficar imaginando que, com nossas mãos, poderemos fazer reviver os mortos, fazer andar aos aleijados ou fazer ver aos cegos, não quando ainda somos também, tão cegos. Mas podemos secar uma lágrima. Podemos abraçar e acalentar.Podemos escrever uma carta de auxilio, podemos limpar as feridas, pois jamais estaremos desamparados pela espiritualidade.

Vamos curar com aquele potencial que Deus nos deu. Podemos achar que não temos o dom da cura, podemos nos sentir frustrados por sermos médiuns de sustentação, podemos continuar cegos, e surdos, até descobrirmos uma forma de nos curarmos primeiro, para depois, sim, curarmos aquele que nos estende a mão.

Potencial todos temos. Precisamos apenas aprender a aceitá-lo, seja ele qual for; e depois de aceitarmos nossa tarefa, devemos nos colocar a disposição daqueles que realmente precisam.

Assim, e somente assim, nossas mãos irão realmente curar as chagas que se apresentem diante de nós.

Examinai tudo, retende o que for bom.




Simone Nardi



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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Harmonia

Posicionamento dos instrumentos musicais



Harmonia no dicionário significa: concordância de sentimentos entre pessoas dentro de um grupo. Musicalmente falando, harmonia significa concordância ou sucessão de diversos sons agradáveis ao ouvido. Disposição bem equilibrada entre as partes de um todo.

Mas o que tem haver essa palavra com esse artigo? Tudo!

Hoje em dia muito se fala na prática da caridade para com o próximo em diversas instituições, religiosas ou não, e que realizam trabalhos grandiosos na área social. Mas analisando a fundo a situação de nosso pequeno Planeta, será que apenas o trabalho na área social é o suficiente?

Vemos com certo espanto os noticiários falando do tal “Aquecimento Global” que pode vir a destruir o Meio Ambiente, ouvimos falar a todo instante do degelo na Antártica e na Groelândia.Do aumento no nível dos oceanos.Mas o que fazemos efetivamente a esse respeito?

Para muitos a resposta é: nada.

Mas se não fazemos nada, como vamos impedir que isso aconteça? Que será de nossas grandiosas obras sociais, das creches que construímos, dos asilos que auxiliamos, das palestras que ainda vamos proferir, dos passes que precisamos dar, quando o planeta começar a ruir?

Ah, mas tem “aqueles caras”, aqueles que se metem em tudo, são contra a poluição, contra o desmatamento, contra as guerras, contra a destruição do planeta. Eles vão impedir que o pior aconteça.


Vão mesmo, mas ainda hoje, ouvimos pessoas, espíritas mesmos, menosprezando o trabalho desses amantes da vida, pois ao contrário de muitos, eles não são egoístas, não salvam o planeta apenas para eles poderem viver, mas lutam para salvar um mundo onde todos nós vivemos.

Aí é que finalmente surge a palavra harmonia. Disposição bem equilibrada entre as partes de um todo. E nós, acreditamos ou não, somos esse todo. Somos, ou deveríamos ser, tão harmoniosos quanto uma orquestra sinfônica.

Uma sinfônica é a reunião de muitos talentos e não depende apenas de um único músico, mas sim da atuação de vários deles, trabalhando em Harmonia para transformar acordes em sinfonias, todos tocando como se fossem um só. Assim também deveríamos ser para a harmonia da Terra.

Há tantos instrumentos, tantos timbres e tudo soando na mais harmoniosa paz: violinos, violas e violoncelos, contrabaixos, flautas e oboés, clarinetes fagotes e trompas, instrumentos de madeira ao lado de instrumentos de metais, cada um doando um pouco de si para a Harmonia do grupo.

Nosso planeta é como uma grande orquestra e nós somos os instrumentos encarregados de harmonizá-lo. Cada qual com a sua função, cada qual com o seu timbre. Não sejamos apenas violinos ou violoncelos, não sejamos apenas flautas ou oboés, sejamos aquilo que a nossa orquestra necessita.

Não olhemos apenas para frente, e se ainda assim quisermos olhar, não critiquemos aqueles que olham para o lado, ou os que olham para cima, ou os que olham para trás. Há muito que se fazer, em todos os reinos da Terra. Então façamos a nossa parte.

Sejamos a flauta, para que o outro seja o violino. Sejamos o fagote, para que o outro seja o piano. Mas jamais vamos desmerecer qualquer um dos instrumentos que Deus utiliza, pois do menor deles é que depende a harmonia para a Divina Orquestra, de um dos maiores regentes de Deus, o Mestre Jesus.

Simone Nardi




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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ESPIRITISMO E VEGETARIANISMO

Peixes


Por Rafael Van Erven Ludolf



Andre Luiz
Veneráveis Espíritos, como Emmanuel, Humberto de Campos, André Luiz e seus luminosos instrutores já se manifestaram, há mais de 50 anos, de forma clara e objetiva, em diversas obras psicografadas por Chico Xavier, sobre os graves malefícios da dieta carnívora para o planeta e para o ser, informando que tal dieta facilita obsessão e vampirismo, dificulta a mediunidade e a desencarnação, além de provocar enfermidades nos corpos espirituais e físicos, dentre outras questões evolutivas de suma importância individual e coletiva.

São vastas e antigas as advertências dos benfeitores espirituais.

Todavia, é no próprio Movimento Espírita que encontramos, infelizmente, resistências sobre o assunto vegetarianismo, apesar da clareza das informações do Mundo Maior, trazidas pela mediunidade abençoada de Francisco Cândido Xavier.

Existem na web artigos "espíritas" assustadores, justificando o consumo de carne e até combatendo as ideias vegetarianas, ou seja, contestando movimentos de amor ao próximo, no caso os animais, que também são nossos irmãos.

No capítulo 9 da obra Nosso lar, André Luiz informa que no século XIX a Governadoria da conhecida colônia espiritual demorou 30 anos, sob muitos protestos, para instituir as reformas dos vícios alimentares terrenos em determinados Ministérios. Foi preciso a vinda de 200 Instrutores de uma esfera muito elevada para ajudar na reforma alimentar.

Emmanuel
Mesmo assim, esse tema ainda é tabu em nosso meio. Dizemos isso porque em 2014 realizamos uma pesquisa/palestra cronológica sobre "Vegetarianismo e Espiritismo” desde a codificação de Allan Kardec até as obras de Chico Xavier, com a ideia de carinhosamente apresentar estas informações ao público, buscando conscientizar e sensibilizar, sem quaisquer intenções de crítica, ou de superioridade, que sabemos não possuir,  mas apenas com a intenção de apresentá-la em nossa própria Casa Espírita (Servidores de Jesus), visto que nenhuma outra instituição aceitou discutir o tema proposto naquela época.

Hoje, o assunto tem avançado bastante, mas fora do Movimento Espírita, que, em nosso entendimento, talvez não tenha dado a devida atenção ao seu estudo e divulgação nas casas espíritas, não obstante a clareza de que se reveste e a despeito da opinião abalizada dos benfeitores espirituais que o defendem.

Já presenciamos um caso muito triste, em que um companheiro foi impedido de apresentar vídeos com matérias relacionados ao vegetarianismo aos jovens de uma Mocidade Espírita, por ocasião de um grande evento doutrinário, para citarmos apenas um exemplo.

Os espíritas costumam repetir, aos quatro ventos, a sublime máxima de Allan Kardec: "Fora da caridade não há salvação", mas resistem em aplicá-la aos nossos amados irmãos, os animais, sacrificando-lhes a vida para deles se alimentarem.

Não que faltem pesquisas nacionais e internacionais, constatando que o Planeta não mais comporta a indústria da carne. Não se trata de mera filosofia de vida, de religião, mas de sobrevivência! Os dados são alarmantes e estão à disposição de todos.

Quanto à família espiritista, como falar em "regeneração do planeta" sem também pensar numa simples e individual mudança de hábitos alimentares, a do prato de cada dia?

A reforma íntima, tão apregoada e tão pouco internalizada, também passa pela digestão dos alimentos. Em outras palavras, pelo estômago!

E, naturalmente, pela edificação interior do "amai ao próximo", onde se incluem também nossos irmãos – os animais –, que são Espíritos em evolução, dotados de alma, e não mercadorias, alimentos, pratos sofisticados para todos os paladares.

A Ciência já atestou que os animais são seres sencientes, que sofrem, sentem prazer, felicidade, depressão, empatia e choram. Sim, choram! O lamento da vaca, quando o bezerro é arrancado de seu seio e abatido na sua frente, ecoa dolorosamente na Terra inteira!

Reflitamos: nós, que fazemos parte do Movimento Espírita, estaremos aproveitando de forma coerente as informações trazidas pelos benfeitores espirituais quanto à alimentação animal? Nosso amor ao próximo se estende até eles, a ponto de lhes pouparmos as vidas pela escolha de outras fontes de alimentação?

Não é nossa intenção agredir a quem quer que seja, nem concordamos com vegetarianos que criticam de forma agressiva os que consomem carne. Quisemos apenas reunir e apresentar as informações trazidas pelos Imortais, contidas em obras espíritas confiáveis, que muitos não leram ou, se o fizeram, não atentaram devidamente para a gravidade do assunto, perdendo a chance de sensibilizar o próximo quanto à mudança de hábitos alimentares, para o seu próprio bem, para o bem dos animais e até mesmo do Planeta.

E, para concluir, meditemos sobre as sábias orientações do Espírito Humberto de Campos, extraídas do livro febiano Cartas e crônicas:


“[...] Você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte [...]? Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição [...]” 



Autor e colaborador do blog Rafael Van Erven Ludolfvanervenludolf@hotmail.com






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Alimentação dos animais



A alimentação é a base da vida saudável, através dela são adquiridas as vitaminas, proteínas e demais componentes para a formação e manutenção do corpo.

Os humanos e demais animais possuem muitas características em comum, mas em relação à alimentação, segundo pesquisas, seus organismos são muito diferentes.

No cão e gato, o olfato é muito mais desenvolvido do que no homem, assim na escolha da alimentação, ele é um fator importante. O paladar, em oposição, é menos elaborado, o sabor é menos importante que para nós, humanos.

Na digestão e absorção dos alimentos também existem muitas diferenças. O intestino dos cães e gatos é menor e o tempo de digestão é mais curto, assim é necessária a ingestão de alimentos de alta digestibilidade que permitam a rápida absorção de maior quantidade possível de nutrientes.

Considerando outros animais, tais como, coelhos, aves e répteis a diferença é ainda maior. Evite, assim, de fugir da ração específica para cada animal. As rações são consequências de pesquisas elaboradas e constantes para suprir as necessidades de cada animal. Seu formato, cor, odor, e composição são rigorosamente funcionais para uma vida melhor, mais saudável e mais longeva.

Utilize a ração certa para cada espécie. No caso de cães e gatos, existem até aquelas especificas para cada fase da vida e raças.

Existe ainda rações naturais, vegetarianas, veganas e até padarias e empresas especializadas em fazer “marmitex” para animais. O importante é que a alimentação seja elaborada por um veterinário levando em conta as necessidades do animal.

              Não se esqueça, ainda, que no caso das aves: a mistura de sementes não é igual à ração. As rações de aves geralmente são em forma de pellets, como as de cães só que menores, ou na forma de farinhadas.

              Não dê sua comida a seu animalzinho, evite problemas e, em caso de dúvidas ou para maiores orientações, consulte sempre um veterinário.






Autor: M. Veterinário Ricardo Luiz Capuano

                                                                                                                      












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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Conceito de autonomia em relação aos Direitos Animais


Recebemos, através do Fale Conosco, uma pergunta muito interessante que colocaremos a seguir e dela desenvolveremos nosso estudo.A questão foi respondida através de email, mas relendo- a, achei prudente dividir com mais amigos as nossas conjecturas.


Leão e sereia 







Calvin pergunta
“Pode-se pensar no conceito de autonomia em relação aos 
direitos animais? Ou seja, sem necessitarmos de justificativas de que eles tem alma .... de que são seres sencientes ... piedade ... etc. Pelo simples fato de identificarmos neles um "outro" que "tem" que ser respeitado?”


Primeiro é preciso avaliar a pergunta antes de passarmos diretamente para a resposta.  O amigo internauta  deseja saber se os Direitos Animais , no caso os Animais, possuem autonomia em si mesmos por serem Animais. Ou seja, não precisam estar atados a um adjetivo, a um atributo para que pudessem ser respeitados. Desta forma não precisaríamos afirmar que os animais possuem -por exemplo- alma para serem respeitados, nem tampouco a afirmação de senciência para serem considerados seres possuidores de Direitos. A ideia do enunciado é o simples fato de "serem animais"  já lhes deveria fornecer o Direito, o Respeito o Cuidado. Nossa Alteridade, que é vê-los como nosso “Outro”, já estaria diretamente atrelada a palavra Animais.

Mais abaixo no email o amigo internauta afirmou que o fato de termos, obrigatoriamente de atrelar a palavra animal a alma, a senciencia e a piedade é uma das coisas que tanto o incomoda, pois demonstra um cegueira humana em relação a eles.

Meu TCC de conclusão do curso de graduação em Filosofia identificou-os como "meu Outro", portador do direito de minha Alteridade por que os colocava como seres excluídos, marginalizados, ou seja, para demonstrar que deveriam ser vistos tive que forçosamente atrelar a palavra animal a um outro adjetivo: sofredor, excluído, marginalizado.

Mesmo assim, embora tivesse tirado a nota máxima,nenhum dos professores se tornou vegetariano ou viu nos animais o Outro que eu busquei no trabalho.

Aos poucos parece-nos, continua o amigo a nos dizer, que parece um vício em meio a todas as entidade de proteção em forçar esse reconhecimento através dos adjetivos, como se justificássemos, implorássemos pela sensibilização das pessoas - tanto de fora como de dentro das entidades - para conseguir esse respeito; agimos ,para que as pessoas possam enxergar novamente os animais, como quem mendiga, como quem pede um Direito que sempre lhe foi devido e no entanto, lhe foi tirado.

Implorar pela consciência de cada um exige mesmo um grande esforço.

Eu havia terminado de ler, na semana em que recebi essa questão, o livro “ Holocausto Brasileiro”, sobre a verdadeira face do manicômio de MG conhecido como O Colônia, onde morreram mais de 60 mil pessoas; onde em determinada época se “assassinava” cerca de 16 pessoas por dia e seus corpos, sem nome e sem alteridade, eram vendidos às faculdades de MG e SP. 

Quando as faculdade ficaram abarrotadas de corpos,os funcionários do Colônia amontoavam os corpos dos ignorados em meio ao pátio do manicômio e diante de todos os outros ignorados e tidos como loucos, os seres "racionais' jogavam ácido para dissolver as carnes e assim, claro, vender os ossos para as faculdades de medicina que nunca questionaram de onde provinham corpos e ossos. Cenas de tortura, de sadismo, da mais pura maldade humana podem ser lidas em cada uma das páginas deste livro, que posteriormente virou documentário. Poucos foram os que levantaram a voz contra o Colônia, poucos foram os que se importaram.

O Governo de MG.

Os médicos.

Os psicólogos.

Os auxiliares de enfermagem.

Os cozinheiros.

A polícia de MG.

Havia um silêncio doloroso em seus corações que lhes permitiu deixar de enxergarem seres humanos como seres humanos e os permitiu verem seres h-umanos apenas como peças ou objetos a serem descartados e vendidos para as faculdades de medicina.

Vez ou outra uma voz se levantava contra tanta crueldade, os que assim o faziam literalmente mendigavam - para usar a expressão colocada pelo amigo leitor- para que o Colônia fosse fechado, pois aquelas pessoas, sem nome, sem passado e muitas vezes sem futuro, eram seres humanos  assim como quaisquer outros: ela sentiam medo, dor, frio, fome, sede...

Ser “louco” -expressão utilizada no livro pelos empregados do Colônia- não os isentava da senciência.

Assim podemos conjecturar como trabalha o cérebro humano. Quando você o adestra para o bem ou quando você o adestra para o mal.

De qualquer forma você precisa mostrar a ele, inicialmente, que todo e qualquer ser é como ele, pois ao tirar dele todo e qualquer resquício de alteridade ele passa a achar que somente ele é possuidor de direito . Ele deixa de acreditar que qualquer um possa realmente ser o seu Outro.

A tarefa de trazer novamente a consciência é a abordagem com o uso do adjetivo.

Muitos médicos que lutaram contra o Colônia fora processados, e lembremos que não se tratava de animais que foi nosso questionamento inicial, mas de pessoas, de seres humanos que em sua grande maioria nem possuíam qualquer deficiência mental.

Diante da leitura deste livro e da visão de tantos participantes graduados neste Holocausto, lembrei de outro livro, muito interessante também “Os Cientistas de Hitler”, onde o autor questiona se os cientistas eram realmente perversos ao fabricarem e utilizarem armas químicas contra seus inimigos e se eram cientistas se comportando como cientistas ou se eram seres humanos se comportando como seres humanos?

E no Colônia? Eram médicos se comportando como médicos ou seres humanos perversos exercendo a medicina? Ou simplesmente seres h-umanos¹ se comportando como seres h-umanos?

Por isso mendigamos pelo respeito não somente aos animais, mas entre os próprios seres h-umanos, sexistas, preconceituosos, racistas, especistas, anti semitistas . Por isso ainda não é possível a autonomia nem dos Direitos Animais e nem sequer dos Direitos Humanos.E usamos que respeitamos os humanos por sermos h-umanos e que não respeitamos os animais por serem apenas animais.

A vida é direito sagrado, pensamos, desde que ela seja h-umana, só nos esquecemos que nem assim a respeitamos. Como então alcançar essa autonomia?

Não sei, e é fantástico não saber porque assim buscaremos por uma resposta para problema.Enquanto isso usaremos adjetivos, imploraremos por misericórdia ensinando que sim os animais são sencientes, sim os animais tem alma, sim eles são nossos irmãos. Adestrando nosso hábito no bem e não mais na escuridão.

Para que deixemos de que como h-umanos, continuemos a praticar a imoralidade que praticamos com aqueles a quem ignoramos, pois quando cremos que o outro não possui valor, ao contrario de o desvalorizar, nós desvalorizamos a nós mesmos.




1- Já explicamos, noutro post, a ideia de escrevermos muitas vezes h-umanos ao invés de humanos como todos fazem, exatamente por conseguirmos nos enxergar falhos e por sermos seres ainda in-completos.


Simone Nardi





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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Escolhemos o lado do mal


Há alguns anos atrás (09/01/2008+-)recebemos um e-mail alegando que veganismo era coisa do demônio, nem me recordava do fato, mas lendo artigos na internet encontrei minha singela resposta que coloco abaixo para dividis com vocês , meus amigos de jornada.


Filhote de simio preso


Escolhemos o lado do mal. Somos endemoniados (sic), mas não matamos e nem permitimos que matem [seres com sistema nervoso central, de onde vem a dor] para que nos alimentemos. Somos satanistas, mas não sacrificamos animais em nome de nossa "religião".

Somos loucos, porém não atiramos cães da janela do apartamento e nem tampouco jogamos crianças em lagos. Somos uma seita, porém lutamos pelo fim da crueldade animal, hominal e um dia, vegetal. Somos mal vistos porque alimentamos quem tem fome, aliviamos a dor de quem tem sede e agasalhamos quem tem frio


"Tudo o que fizeres por um de meus pequeninos, estará fazendo a mim"

Somos temidos porque não temos medo de dizer que os seres humanos, [não] são criações a parte, mas sim, tudo farinha do mesmo saco.

 "O que nós une, é que respiramos todos os mesmo ar".(JFK)

Somos alucinados porque não não somos racistas, nem sexistas, nem anti-semitas, nem especistas, aquele que vive em paz consigo mesmo e com o mundo sempre é temido. Somos tolos porque acreditamos que um dia, os homens poderão aprender a amar.

É escolhemos o lado errado, mas é melhor ser minoria(como Jesus foi), do que ser maioria como aqueles que o crucificaram.




E agora depois de tantos anos eu pergunto:


Qual lado você escolheu?


Grande abraço




Simone Nardi



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