segunda-feira, 27 de março de 2017

Funk da Fala Bicho

Este é um vídeo muito interessante, com uma letra bem inteligente sobre a proteção animal, é da nossa Amiga Sheila, da Fala Bicho.


Vale a pena ouvir a letra.


















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sexta-feira, 24 de março de 2017

Eles não sabem o que comem

Mesmo os olhos que veem , não enxergam





Há poucos dias a Operação " Carne Fraca", trouxe a tona os inúmeros problemas da carne abatida, processada e vendida por 3 dos maiores frigoríficos do País. Imediatamente o Governo Federal tentou mudar o foco alegando que a culpa não era dos frigoríficos, mas sim da Polícia Federal que teria alardeado ao lançar ao público uma questão de vigilância sanitária sem pensar antes na situação financeira do País e claro, dos frigoríficos ali envolvidos.

Na segunda feira seguinte a União Européia, a China, o Japão e o Chile, preocupados com a má qualidade da carne, proibiram a importação brasileira, afinal é uma questão de saúde publica e não financeira.

Aqui, porém, o Governo desviava a todo o momento a visão da má produção da carne para o “alarde da PF”, como e de costume desviarmos o foco toda vez que algo que nos enoja nos atinge.

Mas o que a PF descobriu que poderia ser novidade?

Papelão nos embutidos?

Carne podre?

Data de vencimento alterada?

Qual a novidade?

Desde quando não sabemos que tais coisas realmente ocorrem e que, quem come carne simplesmente ignora, tal como ignora o fato de que está comendo um pedaço que pertenceu a um animal tão senciente quanto o gato ou o cachorro que ele trata tão bem?

Quantas vezes não ouvimos dizer que se processavam jornais junto com a massa da salsicha? Que juntava-se ao jornal bicos e unhas das aves que era descartadas e simplesmente para perseverar num hábito alimentar de morte, simplesmente tais fatos eram ignorados?

Aqueles que comiam e os que ainda comem carne sempre souberam da carne podre, do papelão nos embutidos, da água injetada nas carnes, da remarcação das datas, do pedaço de cadáver temperado no prato para tirar o odor e a cor putrefata de um cadáver que pertenceu a um animal abatido de forma “Humana”, sim de forma humana porque parece ser inato do ser Humano matar.

Isso sempre foi ignorado.

Agora as pessoas carnívoras ficam assustadas porque descobriram o que ignoravam há tantos anos.

Ficam apavorados porque descobriram que o cadáver foi remarcado, que produtos químicos foram utilizados para realçar a cor e eliminar o odor.

Quando , ainda assim permanecem ignorando o crime principal: A criação de um animal senciente para a morte.

O que  os carnívoros comem não é “carne”, carne é apenas o nome que vocês usam para se distanciar do crime que ajudam a cometer, é o nome que que usam para se sentirem melhor de tanta dor e tormento.

Se você mata um ser vivo para comer, que mal há em você comer papelão que e inanimado?

Carne com sangue pode, papelão não.

Qual mal existe em comer um cadáver remarcado quando, no momento do abate, quando o sangue deixa as artérias dos animais a carne já  inicia seu processo de degradação pois que não é mais irrigada por vasos, capilares e artérias. Tanto que necessita de produtos químicos e congelamento para ser conservada , ou melhor, para evitar o que deve ocorrer ao corpo inerte: apodrecimento.

Duvido muito que alguns carnívoros parem de comer carne diante das denuncias da PF. Acredito mesmo que não e sabe por quê? Porque eles não sabem o que comem, porque nunca tiverem a capacidade de parar e pensar o que e a carne, porque nunca tiveram capacidade de se preocupar com os animais que ajudam a matar todos os dias.

Eles irão apenas ter outro surto, daqui a mais alguns anos, quando forem mostrados outros crimes envolvidos no processo da produção de carne, mas como não estão dispostos a pensar muito, logo vão ignorar e voltar a comer, e farão assim levando chocalhões de tempos em tempos até , quem sabe um dia, despertem. Eu pessoalmente duvido de muitos.

Tenho pena desses que não pensam, pois realmente continuarão num eterno e sofrido “ Eles não sabem o que comem”.


Simone Nardi

 20/03/2017



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quarta-feira, 22 de março de 2017

Igualdade sem igualdade, engole essa...

Cérebro verde.



Além de sermos taxados de misantropos - e hoje começo a perceber o motivo desse “ódio” dos onívoros em relação a nós que não comemos animais - ainda temos que conviver com os tais "experts" do assunto que agora proclamam por aí que é Incompatível o namoro entre quem come carne e quem não come, tudo porque os ideais são diferentes.

Isso traz aquela velha lembrança dos livros de história onde era incompatível o casamento entre um negro e uma branca, era incompatível aceitar o voto das mulheres, era incompatível aceitar que escravos possuíssem alma ou era incompatível com a verdade de quem pronunciava que os animais sentissem dor, tal como hoje muitos desses "experts" gritam aos 4 ventos que as plantas igualmente nada sentem, contrariando assuntos sérios sobre o tema.. 

Hoje para alguns onívoros é incompatível conceber que possa se viver sem carne, tudo isso devido ao fruto do desconhecimento, o mesmo desconhecimento que tem levado alguns veganos a dizerem que um vegano não pode  namorar uma pessoa que ainda coma carne tanto quanto foi incompatível à Romeu namorar Julieta....

Já existe tanta segregação no mundo e esses mesmos "experts" que dizem lutar contra o especismo, contra o sexismo criam outra segregação. Como vão batizar "namorecismo" ou "carnivocismo" . Deve ser "carnivocismo", porque possuem horror a pessoas que ainda  comem carne, então vão, é mais que provável, abandonar suas famílias, empregos, estudos...amigos.

Ah mas eu falei apenas namorar. Pois é, é mais fácil namorar com quem passamos poucas horas na semana do que conviver com a familia, estudos e trabalho onde o tempo de convivência é maior. Ou não trabalha , não estuda e mora sozinho???

Olhemos o mundo, vejamos como se encontra porque uma pessoa simplesmente se recusa a aceitar a opinião da outra, quantas guerras, quantas mortes,só porque um é incapaz de compreender a opinião do outro. É errado matar animais, claro que é, mas quem hoje é contra o namoro entre vegs e não vegs nasceu, é bem provável, de um casal que pasmem, era carnívoro. Que cresceu, fez suas escolhas sempre ombreado por carnívoros.

Se não conseguimos conviver com as diferenças, como poderemos viver, para quem vamos falar de vegetarianismo, somente para vegetarianos? Vamos conviver apenas com eles, fazer uma faculdade que segregue vegs e não vegs somente porque temos uma opinião divergente. O EI tem uma opinião divergente das demais religiões. Existem os católicos, os espiritas, os evangélicos, os palmeirenses, os corinthianos, os judeus, os mulçumanos, os democratas e os comunistas agora seremos obrigados a ver vegs e não vegs?

Fora que para a pessoa pensar assim deve ter tido alguma desilusão amorosa, porque tenho inúmeros amigos vegs que namoraram com pessoas não vegs e hoje , casados, formam casais vegs formidáveis, tudo devido a compreensão de um para com o outro e de ambos pela causa animal.

Fico me  questionando o que faz alguns veganos se acharem tão melhores que as demais pessoas se, ao fim de tudo, segregam tal como elas o fazem. Porque, se conseguimos pedir igualdade entre seres humanos e animais, como podemos reprimir essa igualdade entre humanos??? 

A questão aqui é de ética: Você não pode pedir ética para com os animais não humanos se suprime sua ética diante dos humanos, a ética não pode ter o seu limite baseado em sua tese de “achismo”. Se assim fosse, muitos casamentos deveriam ser desfeitos ; Ah, mas aí o cara  vai dizer: falei sobre namoro......

Ou seja, tentou remendar a ética que ele mesmo descosturou,ética é sempre ética e deve ser ética com ética, ou seja, se vale para um vale para todos .....do contrário....

Só rindo mesmo....



Simone Nardi




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segunda-feira, 20 de março de 2017

Os animais também possuem livre arbítrio






O homem, apesar das regras sociais e dos outros tipos de restrições, goza de livre arbítrio. Segundo pesquisadores, os animais também, desde as moscas até os mais evoluídos.
Claro que a ideia de “livre arbítrio” precisa ser redefinida. Entre os animais, o processo é semelhante, não idêntico.

Os animais têm sempre uma variedade de opções disponíveis para eles. Essas “escolhas” se encaixam numa probabilidade complexa. Entre os seres humanos, as escolhas são vistas como decisões conscientes. E nos animais?
Foi estabelecido há muito tempo que o “comportamento determinístico” – a ideia de que um animal provocado de tal forma vai reagir com a mesma resposta toda vez – não é uma descrição completa do comportamento animal.
Segundo os pesquisadores, mesmo os animais mais simples não são previsíveis. No entanto, a ausência de determinismo não sugere um comportamento completamente aleatório também – é por isso que a pesquisa mostra que o comportamento animal não é nem totalmente restrito, nem totalmente livre.
Experimentos com moscas revelaram que, embora o comportamento animal possa ser imprevisível, as respostas parecem vir de uma lista fixa de opções. Os cientistas acreditam que o livre arbítrio seja uma propriedade biológica, um traço de personalidade: o cérebro possui a liberdade de gerar comportamentos e opções.
O mecanismo exato pelo qual os cérebros de todos os animais produzem essa liberdade continua a ser uma questão sem resposta convincente.
Os pesquisadores utilizaram modelos matemáticos para simular a atividade do cérebro em um computador, descobrindo que o que funcionou melhor foi uma combinação de comportamento determinístico e um outro comportamento conhecido como estocástico (que parece aleatório, mas na verdade, segue um conjunto definido de probabilidades).
Essa “estocasticidade” mostra-se, por exemplo, em terremotos. Eles não podem ser previstos com precisão, mas ao longo do tempo se pode perceber que eles se encaixam perfeitamente em uma curva.
Tal como acontece com o comportamento animal, há uma ordem subjacente e a probabilidade de um processo que pode aparecer ao acaso. Segundo os pesquisadores, a probabilidade é a melhor descrição para a “livre escolha animal”, já que lidamos com a situação de que animais não pensam.
Ao pensar, os seres humanos têm todas as opções e, teoricamente, todas as opções têm a mesma probabilidade. Mas na vida real não é bem assim. Existem opções com probabilidades extremamente raras. Os pesquisadores também afirmam que os cérebros podem criar mecanismos que transtornem o elemento probabilístico do comportamento, dependendo da situação em mãos.
Os cientistas acreditam que o livro arbítrio animal seja resultado de uma evolução. A variabilidade que é inerente ao comportamento é um pré-requisito para a sobrevivência em um ambiente competitivo.
Ou seja, um predador não deve ser sempre capaz de adivinhar as ações de sua vítima, mas as ações não devem ser tão aleatórias que incluam opções ainda mais perigosas do que o predador.
No mundo da neurobiologia, a ideia tem certo apoio. Porém, são necessários mais resultados experimentais que correspondam aos modelos matemáticos.
Ainda assim, o debate sobre livro arbítrio é muito mais complexo, e a discussão atual não aborda temas como a consciência, as suas origens, ou se os animais a compartilham.
O livre-arbítrio, como descrito neste estudo, vem com um significado geral, um pré-requisito necessário, mas não está nem perto de ser suficiente para lidar com coisas como moralidade e responsabilidade. Ainda assim, lembram os cientistas, sem essa capacidade muito básica de escolher entre as opções, nós não teríamos que pensar em todas as outras coisas que vêm antes: consciência, educação, etc. [BBC]


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sexta-feira, 17 de março de 2017

TROVOADAS E CHUVAS - Kahena


Raios sobre a montanha


Os fenômenos da Natureza são dignos de serem analisados em todas as suas expressões e, para conhecê-los, os canais a serem seguidos são aqueles que o Evangelho indica, usando os processos do amor.

A alma está ligada a Deus, seu Criador e, para tanto, existem leis regulando a própria vida. Quando obedecidas, a harmonia se faz sem competição com outras forças: se fomos feitos para o amor, o dever maior é amar; se a caridade é o clima da vida maior, o nosso caminho é ela; se o perdão nos ajusta a paz, por que não perdoar?

Nessas linhas de vida, encontraremos uma visão mais ampla, de maneira que poderemos observar com mais verdade a própria natureza que nos cerca. Jesus foi um mestre nesses ensinamentos, deixando para a humanidade conceitos luminosos, para o bem-estar de todas as criaturas.

Falemos de uma dessas bênçãos de Deus, por intermédio das chuvas e trovoadas. A água é, pois, o elemento divino que nos dá mais vida e nos faz alcançar mais esperança. Ela se encontra em tudo na face da Terra: nos minerais, nos vegetais - com abundância - , nos animais, nos homens, na atmosfera que todos respiram e até a luz dá noticia desse milagroso liquido.

A água deve ser usada com carinho; mesmo no banho diário, em se fazendo uma oportunidade para a saúde, deve você trabalhar com os pensamentos, visualizando fluidos envolvidos na água, que caem em seu corpo sem esquecer a alegria e a confiança em Deus e nos Seus agentes, que operam em todas as circunstâncias.

As trovoadas, que por vezes anunciam as chuvas, descarregam a atmosfera pesada dos miasmas magnéticos dos animais de todos os tipos, que se acomodam no ar e viajam em suas asas, atingindo todas as coisas.

Os relâmpagos educam certas castas de espíritos, que dormem na natureza, em busca de oportunidades para se ligarem às criaturas, pelos processos de sintonia. Eles temem tanto o barulho quanto a energia elétrica que emana dos trovões. E, em muitos casos, os benfeitores da natureza usam esses momentos para recolhê-los a lugares determinados pela justiça de Deus, onde muitos deles acordam para as tarefas morais recomendadas pelo Evangelho de Nosso Senhor.

Nada existe de errado na natureza; ela, como já dissemos alhures, é um livro de Deus que deveremos estudar todos os dias, esforçando-nos para compreendê-lo na sua estrutura divina e humana. Quantos de nós, no plano espiritual, ficamos centenas de anos em observação deste campo imenso de vida, como instrutores que vêm do mais alto para nos ajudar a compreender as belezas imortais das repartições na natureza e suas leis! Para nós, é uma grande alegria aprender a usar essas possibilidades em favor dos que sofrem, na orientação dos que desejam aprender, para beneficiá-los, onde quer que seja. As águas que se acomodam no seio da Terra têm uma grande missão de colher dela o magnetismo solar e, sendo usada pelos homens, extraída dos poços ou colhida nos rios, oferece-lhes esse medicamento natural, pela alegria dos agentes de Deus. Elas sobem em forma de chuvas, limpando a atmosfera depois das trovoadas, como se fosse a vassoura fina, limpando todas as impurezas, para que os viventes respirem mais felizes. Já observou você quanto é bom respirar a atmosfera, depois de uma descarga elétrica das trovoadas, seguida de pesada chuva?

A chuva nem sempre é lembrada, nas suas benfeitorias, porque não é vendida e poucos são os que dela falam, mostrando coisas que faz, por vezes imprestáveis, outras trazendo grandes benefícios para toda a Terra.

Passemos a agradecer a Deus pelas chuvas e trovoadas, e confiemos, pois esses processos são canais por onde Deus opera maravilhas. O Senhor não se esquece de Seus filhos, procurando ajudá-los por todos os meios, e usa ainda Seus filhos maiores, para conforto e paz dos menores.

A água é divina; ela percorre todos os lugares, viaja por todos os espaços, e não deixa de percorrer as entranhas da terra, com a missão de estabilizar, enriquecendo a própria vida das coisas, dos animais e homens. Não escolhe a quem ajudar; o seu amor está na freqüência da universalidade e a sua caridade é movida por esse amor de Deus.








Trecho do livro "Canção da natureza", de João Nunes Maia, pelo Espírito Kahena





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quarta-feira, 15 de março de 2017

Vingança ou compaixão- parte 2

Cavalo Negro



Será que já descobrimos o que desejamos dos animais quando vamos a palestras que falam sobre eles? Queremos saber por que sofrem ou se possuem "alma"? Queremos saber se habitamos corpos de animais e se eles, os animais, um dia em seus espíritos evoluindo, chegarão a hominais (os espíritos , não os corpos físicos)? Ainda temos dúvidas sobre isso? Mas o que desejamos deles quando ainda encarnados: Vingança ou Compaixão?

Vingança, explico eu, é quando fazemos porque eles passem pelas mesmas torturas pelas quais passamos - e aqui abro um apêndice importante, pois sabemos que muitas pessoas dizem que o sofrimento é necessário para a evolução espiritual, mas acho que devemos nos lembrar das sábias palavras de Jesus : " O escândalo há de vir, mas ai daquele por quem o escândalo vier " ; seremos nós então os causadores da dor nos animais? Seria correto? Sabemos que levam anos a fio para que saiamos dos minerais e ingressemos nos vegetais, depois animais, depois hominais, depois angelicais, etc e tal, mas vamos nos concentrar na Terra, como se pudéssemos aumentar a velocidade de evolução no Planeta.

Habitamos os corpos de animais no ano passado, evoluímos para hominais esse ano, porém, o que fazemos com os espíritos daqueles que estagiam no reino dos animais hoje? Matamos, comemos, vestimos, abandonamos, maltratamos, usamos seus corpos vivos em pesquisas, enjaulamos, adestramos com crueldade e os transformamos em palhaços para que nos alegrem.

Essa é a nossa vingança, nós habitamos corpos de animais um dia, nós sofremos, agora que vocês estão animais, sofram...

Ou queremos compaixão para com esses nossos irmãos?Acho desnecessário explicar a compaixão, afinal somos espíritas e sabemos que a caridade nasce da compaixão.Nós sofremos, não queremos isso para vocês...

Os seres humanos impuseram que os animais não são inteligentes para que pudessem ser aproveitados em todos os ramos, afinal,como se poderia fazer mal a um ser que é inteligente?Seria imoral não é? Bem mais fácil a um ser que não pensa, nem tem sentimentos, nem dor.

Mas a Ciência provou o contrário e agora? E quanto ao que Kardec disse: "Quando a ciência demonstrar que o espiritismo estiver errado em um ponto, ele se modificará neste ponto", Como reagir diante disso agora?

Como negar o que a ciência nos diz ou ir contra o que Kardec pediu? Será que não é hora de pensarmos, de revermos nossos conceitos, ver se nós mesmos não mudamos a Doutrina para que ela fique a nosso favor.Mas como esquecer que a Doutrina tem três pilares a serem seguidos:
Filosofia. Ciência.Religião.

A Filosofia nos faz pensar, refletir em nossas ações: É certo maltratar um animal, seja para qualquer fim? A Ciência nos mostra que eles evoluíram, possuem uma inteligência, e mais do que isso, possuem sentimentos: É certo ignorarmos a ciência então?

A Religião nos pede amor, compaixão, há quanto tempo temos ignorado tudo isso só porque resolvemos acreditar que somos seres à parte na Criação Divina : É certo termos compaixão apenas com quem amamos?

Se Deus é soberanamente bom.Sendo bom, não pede a morte, se a permite, é porque o principio inteligente do homem também não se desenvolveu para a vida.

Há 200 anos a carne nutria a carne, hoje a carne causa o aquecimento global. Evoluímos? Sim, descobrimos que os animais pensam, sentem dor e o pior talvez, possuem sentimentos; como ainda podemos matar um ser que possui sentimentos, apenas enraizados numa frase como "a carne nutre a carne", ignorando totalmente o que Kardec nos pede? Alguns seres humanos conseguem.

1- Se a Doutrina admite que os animais são nossos irmãos, porque foram criados por Deus, devemos respeitar sua Criação não destruí-la.Nós matamos, destruímos, pesquisamos!

2- Se a Doutrina admite que os animais possuem alma, que se individualiza e mantém sua individualidade após a morte, como André Luiz sempre narra, temos ainda mais como espíritas, o dever de protegê-los, respeitá-los e não abusar deles.Abusamos!

3- Se a Doutrina admite que a carne faz mal durante os dias de sessões, por que ignorar que no restante na semana, embora longe do CE, ainda somos os mesmos médiuns e passamos a ver o bife, não como um animal que Deus criou, não como um animal que possui alma individualizada, não como um animal que está aqui para aprender e a evoluir, mas apenas como um principio inteligente que Deus criou para nos alimentar.Se Deus é bom, como admitir que Ele criaria uma espécie para reinar e outra para sofrer?

Hoje se sabe que a ciência admite que os animais conquistaram a inteligência, mas não vejo necessidade de um "ser vivo" passar a ser ou não inteligente para que possamos respeitá-lo e protegê-lo.

Existem aqueles que diferenciam os humanos dos não humanos, agora imaginem os anjos se diferenciando de nós, míseros seres em perpetua evolução, estou ouvindo-os dizer:
"São macacos, jamais o deixaram de ser!"

Mas os anjos possuem uma coisa que ainda não conquistamos: COMPAIXÃO Sem ela, nada será maior do que nós, nada reinará mais do que nós, nada sobreviverá a nós, nem mesmo, nós mesmos. Respeitamos que cada um tem o seu tempo de mudar, por isso mesmo não devemos nos calar, a semente só germina se for plantada no coração.

"O Deus átomo repousa nas rochas,
cresce nas plantas,
anda nos animais,
pensa nos homens,
ama nos anjos.
Por isso, respeite:
As rochas como se fossem plantas,
as plantas como se fossem animais,
os animais como se fossem homens
e os homens como se fossem anjos."

Simone Nardi


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segunda-feira, 13 de março de 2017

Vingança ou compaixão- parte 1

Legumes em forma de boi



É de alguns poucos anos para cá que o tema "Animais", tem tomado conta dos círculos espíritas; como tudo que é novo, porém, o tema passa pela negação, pela ironia e em alguns casos, pela aceitação.

Mas o amigo leitor me questionará: Aceitação de quê? - Se já sabemos que os animais possuem alma.

Sabemos sim, e sabemos muito mais do que isso. Sabemos que os animais reencarnam, que embora no Livro dos Espíritos esteja escrito que não existam animais na erraticidade, e está certo Kardec nisso, existem animais no plano espiritual sim. O termo erraticidade aí é que não foi compreendido, julgando-se que os animais, todos eles, reencarnam assim que desencarnam o que nem sempre acontece e que já foi esclarecido por muitos outros espíritos : Sim, existem animais no mundo espiritual e muitos deles trabalhando no auxílio de espíritos perdidos nos umbrais.

O Livro dos Espíritos ainda nos diz que os animais são princípios inteligentes e, embasados nesse pensamento, muitos espíritas negam a inteligência desses nossos irmãos de caminhada, aproveitando-se disso para usá-los como seres desprovidos de qualquer emoção ou sensação, Kardec porém nos diz uma frase que nenhum espírita utiliza com a constância que deveria:

"Quando a ciência demonstrar que o espiritismo estiver errado em um ponto, ele se modificará neste ponto"; e qual a atitude que tomamos em relação a isso?

Bom, mas se esquecêssemos essa frase de Kardec e continuássemos a acreditar que os animais são apenas princípios inteligentes, o que nos daria o direito de usurparmos a vida deles?

Viu como o tema "Animais", hoje se desenvolvendo ainda timidamente nos círculos espíritas, não é totalmente compreendido e sua explanação ainda não é clara como deveria?

Vemos centenas de pessoas falando sobre animais, lemos em revistas, na internet, em inúmeros lugares. A grande maioria fala da Alma dos Animais, uma determinada parte quer saber por que eles sofrem e a minoria fala sobre respeito, amor e caridade para com eles.

A alma é o espírito, vamos colocar assim, desencarnado.O sofrimento sem carma, no caso dos animais, é necessário para sua evolução.Sabemos tudo sobre a alma deles, tudo mesmo.Mas e onde fica nosso respeito, amor e caridade para com esses animais, que a Doutrina também nos ensinou: São nossos irmãos!? Quando ainda estão vivos?

São poucos os que se aventuram a falar sobre isso, pois se nota que não há muito interesse por essa tão esquecida, porém a mais importante fase dos animais: Sua vida enquanto encarnado.

Aqui hei de esclarecer que não falo dos cãezinhos e gatinhos criados a mimo por seus donos humanos, mas falo de todos os animais, principalmente daqueles que são quase sempre esquecidos durante as palestras sobre o tema. O amigo leitor sabe de quais animais eu falo?

Não são os pássaros encarcerados em minúsculas gaiolas para alegrar os ouvidos humanos com sua melodia triste e solitária, nem os peixes presos em seus aquários também, muitas vezes minúsculos; não, eu falo dos esquecidos, daqueles que não possuem alma e nem passam pela evolução!? Os bois, os frangos, os suínos, os esquecidos; animais sem alma ou valor, do qual ninguém deseja ouvir falar. Porém, igualmente animais.

Se possuem alma ou não, não importa agora . Se são eles inteligentes ou não, e hoje até mesmo a Ciência(a qual Kardec se referia), tem dado o braço a torcer que erraram em alguns aspectos nesse parâmetro, não importa. Se fossem mesmo os animais movidos somente pelo instinto, tal como máquinas movidas a diesel (alimentação), qual seria nosso dever para com eles, já que como espíritas sabemos que eles possuem alma, são seres como nós, em evolução e que nós, sejamos ricos ou pobres, facultativos ou analfabetos, já passamos por esse reino? Quem desejar saber mais sobre nossa evolução entre os reinos, pode ler o livro de Cairbar Schutel, a Gênese da Alma.O certo é que: não importa a inteligência do outro ser, quando sabemos que devemos, acima de tudo, respeitá-lo como criatura Divina. Esse é o ponto de partida.

Deixarei o leitor refletir um pouco sobre o tema, sobre o que lhe interessa saber ou não, pois esse assunto está apenas nascendo no meio espírita e veio com certeza, para ficar e para mostrar que Kardec não estava errado, nem que a Doutrina estava errada ou tampouco a Ciência, mas que nós é que a usamos de modo a nos protegermos do que é novo, do que nos assusta , daquilo que pode nos fazer mudar. Não apenas nós espíritas, mas nós seres humanos superiores intelectualmente, o que desejamos dos animais agora?

Vingança ou compaixão?

Simone Nardi


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