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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os animais perdem a consciência ao desencarnarem??? (Estudo)



 

Foto by SN: Hime, raça Akita

Introdução: grifamos várias vezes Consciência destacando se é C maiúsculo ou minúsculo para facilitar a compreensão daqueles que estudam conosco e que possuem deficiência visual, aprendemos com eles, dia a dia, como melhorar o Blog . Pode ficar cansativo para os que enxergam, mas fica bem mais facil no caso de leitores para DVs que não distinguem letras maiúsculas ou minúsculas.

Agradecemos a ajuda e a compreensão de todos, sobretudo da nossa grande amiga e colaboradora, Fernanda Almada, pelas dicas preciosas.  Vamos aos estudos


  Questão : Os animais têm consciência, sentimentos e emoções?



O Livro dos Espíritos coloca o seguinte :

598. Após a morte, conserva a alma dos animais a sua individualidade e a consciência de si mesma?

“Conserva sua individualidade; quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.”


Essa questão precisa ser revista com muita atenção.

Muitos palestrantes são taxativos ao afirmarem que o animal mantém sua individualidade porém não mantém sua consciência. Vamos pensar primeiro o que é Consciência e o que é consciência( com C maiúsculo e com c minúsculo).

Consciência (C maiúsculo) é a capacidade de relacionar-se com o meio onde vive, a capacidade de ser senciente, de sentir física e emocionalmente é o dar-se conta do qual nos fala César Ades. A memória faz parte da Consciência e muitos peixes se utilizam dela(quem afirma existir alma grupo geralmente diz que peixes pertencem a ela e deixam de ser tanto individuais quanto Conscientes ao desencarnarem).

Temos no Blog uma palestra que pode ser baixada sobre Consciência Animal e que traz as explicações de César Ades e fala sobre Ades e sobre o manifesto abaixo.

O Manifesto de 2011 , assinado por mais de 20 neurocientistas e pelo maior físico do nosso século nós diz que sim, eles possuem Consciência ( C maiúsculo) enquanto matéria.Todos os mamíferos, as aves e principalmente os polvos.

Agora vejamos passo a passo o que sabemos e vamos dar uma sacudida nos conhecimentos.

A Consciência ( C maiúsculo) é que lhes permite interagir, reconhecer e apreender (conhecimentos), seria impossível alegar que ele perderia tudo o que foi apreendido durante o desencarne. Não seria?

Isso não inviabilizaria toda uma evolução?

Como evoluir se não poderíamos partir do ponto exato onde paramos?

Quando lemos que após o desencarne eles mantém a individualidade (vasos também são objetos individuais, só que não possuem Consciência - C maiúsculo), mas não sua Consciência (grifado com C maiúsculo), podemos compreender de uma maneira diferente.

Eles não perdem a Consciência ( C maiúsculo) , pois esta fica em estado latente, assim como nos coloca Miramez:

“Após a morte, conserva a alma do animal a sua individualidade, porque ela é indivisível, no entanto, a consciência do seu eu fica em estado latente por lhe faltar evolução para tal."

E o que seria esse estado latente?

Latente significa estar velado, seria um certo adormecimento, o animal perderia nesta inconsciência (de “inconsciente”), sua relação com aquilo que o cerca. Assim, ao reassumir seu estado consciente/desperto, despertaria também sua Consciência, agora com C maiúsculo.

Imagem: Lobo olhos azuis
Alguns animais, não todos, ficariam desligados do mundo por um determinado período, até porque, como sabemos, André Luiz relata inúmeros avistamentos de animais no plano espiritual, animais que Trabalham do lado de lá, portanto, animais que necessitam de uma Consciência para Interagir com o meio ambiente do Plano Astral.

Outra afirmação de Miramez:

“Em muitos lugares na Terra, eles, em corpo astral, cooperam com os homens, até o ponto que o destino permite. Até nos templos de caridade cristã, muitos deles ficam de ronda, para não permitir invasão das sombras. Os animais, no plano do Espírito, são mais obedientes aos Espíritos que os comandam, por encontrarem neles mais amor do que os homens podem dar.”

Se literalmente perdessem a Consciência (C maiúsculo) isso tudo não seria possível. E essa pequena reflexão nos propícia a olharmos essa questão agora por um novo prisma.

Consciência - LE q 598 – [...] mantém sua individualidade mas não a consciência(c minúsculo), mantendo porém sua Consciência ( C maiúsculo).

Sendo: consciência (com c minúsculo) apenas a capacidade de manter-se alerta e interagindo com o ambiente e Consciência (com C maiúsculo) a capacidade de dar-se conta, de apreender valores morais e éticos.

Como ele pode SER sem uma Consciência?(C maiúsculo)

Como podem continuar evoluindo se a Consciência (C maiúsculo) se dissipa?

Ela não pode ser perdida posto que fica gravada em nós como verdadeiras tatuagens astrais, então como dizer que mantém a individualidade e não ela? Porque compreendemos errado por muito tempo e é preciso novamente re-estudar a luz de novos aprendizados.

O ser não é sem Consciência (C maiúsculo), nem no plano material nem no plano espiritual, pois ele é, como nós mesmos somos, sua própria Consciência (C maiúsculo).
Peixes são maquiavélicos




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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Programa diz que animal não sente - Email 6





Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais





Até o Sr. Sidnei Carvalho.

Sr. Carvalho, ao ouvir o programa “Chama Crística” transmitido no último dia 23 de novembro, pelas ondas da prestigiada Rádio Boa Nova, causaram-me espécie algumas exarações de Vossa Senhoria acerca da evolução animal. Mormente quando o egrégio espiritista se referiu à polêmica “alma-grupo”, afirmando que em todos os animais, inclusive cães, gatos e outros mamíferos em geral, não há qualquer individualidade, já que seriam apenas meras “porções energéticas” da suprarreferida alma coletiva que, após o trânsito na matéria, retornariam à massa espiritual da qual se desprenderam. Soou-me ilógica, paradoxal e desprovida de fundamento tal teoria, visto, em meu entendimento, demolir o mérito pessoal das criaturas, no referente à arregimentação de valores evolutivos capazes de conduzi-las à conquista da láurea do raciocínio.

Aceitar como verdadeiro tal postulado significa jogar por terra alguns dos preceitos básicos do Espiritismo, como a meritocracia, o valor da busca pelo progresso individual e o alcance da consequente premiação relativa ao esforço próprio de cada um. Afinal, se os seres não humanos, independentemente das experiências pelas quais passem na romagem terrena, simplesmente imergem numa alma coletiva após o desencarne, onde a razão de tais experiências únicas para cada espírito? Onde o mérito do ente que, solitariamente, sofre, luta, cai, levanta, aprende, progride, se deixa de existir como indivíduo depois da morte? Carece de consistência tal assertiva.

Discordo também de sua afirmação de que as “almas-grupo” um dia se “hominizarão”, isto é, transformar-se-ão em seres humanos. Parece-me bastante confusa e contraditória essa teoria, devido ao fato de igualmente atentar contra os pressupostos anteriormente tangidos, atinentes ao princípio da individualidade das criaturas. Para mim, cada espírito hominal provém da evolução multimilenar de um um único espírito animal e ambos são, basicamente, o mesmo ser, desde a origem, escalando a montanha íngreme do progresso.

Outro tópico contra o qual me insurjo é a maneira, a meu ver, imprudente pela qual Vossa Senhoria utilizou, à guisa de exemplo da ausência de sentimentos nos animais, a agressão a estes, asseverando que se pode bater em um cão que ele volta depois, abanando o rabo, sem guardar mágoa. Tal colocação pode dar a entender a alguém menos avisado que não há mal algum em agredir os bichos, quando, na verdade, essa atitude, além de desumana, constitui um ilícito, punível por nosso arcabouço legal.

Por fim, repilo veementemente sua afirmação de que os animais não têm sentimentos. E o faço calcado não em obras religiosas, das quais os mais céticos podem refutar os argumentos, mas em experiências empíricas pessoais e trabalhos científicos sérios da atualidade, que vêm comprovando, dia a dia, a capacidade emocional e a notável inteligência dos bichos, com resultados surpreendentes. Enumerá-los nesta já longa arenga seria fastidioso. Daí, o recomendar a Vossa Senhoria a consulta ao Google ou a outros mecanismos de pesquisa da WEB, caso se interesse em pesquisar mais a fundo o assunto.

Encerro minhas considerações alvitrando-lhe, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado, mais prudência e comedimento no trato com a questão animal, haja vista o grande poder de influenciação sobre públicos específicos detido por aqueles que militam em veículos de imprensa tão conceituados como a Rádio Boa Nova. Tal medida certamente evitará que conceitos polêmicos e bastante passíveis de contestação sejam espargidos arrogantemente como verdades absolutas entre os milhares de ouvintes da emissora, confundindo-os de forma lastimável, devido ao fato de não haver a possibilidade do contraditório no exato instante em que são emitidos.

Respeitosamente,

Jones Mendonça




Peço a todos que mandem comentários ao e-mail da rádio:
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Programa diz que animal não sente - Email 5


Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais
http://radioboanova.com.br/programacao/chama-cristica/



A Sidnei Carvalho.



Ao ouvir o programa “Chama Crística”, não pude me calar diante de uma resposta dada a uma ouvinte. A ouvinte, em relação à evolução dos animais, indagou se um dia chegarão a ser humanos. Confesso que fiquei realmente entristecida com a resposta dada, porque me pareceu uma resposta baseada em “achismos” e poucos estudos. Não somos donos da verdade, somos todos aprendizes em busca da nossa própria evolução e, consequentemente, com ela, sentiremos vontade de auxiliar a todos os que nos cercam. Sendo assim, gostaria de expor a minha opinião acerca do assunto veiculado no dia 23 de novembro de 2013 no programa supramencionado.

Primeiramente, Allan Kardec disse que “se algum dia a ciência provar que o Espiritismo está errado em determinado ponto, abandone esse ponto e fique com a ciência”. Sendo assim, poderia discorrer aqui acerca de vários artigos científicos nacionais e internacionais que vêm comprovando os sentimentos dos animais, sua individualidade e até sua inteligência – claro, em estados rudimentares. Como os de uma criança de até três anos, por exemplo.

Em dado momento, o senhor diz à ouvinte que, se batermos em um cão ele nem sentirá, e virá abanando o rabo, porque não sente raiva. Isso é uma inverdade. A ciência também já comprovou que eles sentem dor sim, que são sencientes. Por isso, penso ser perigosa sua afirmativa, porque pode parecer uma espécie de apologia aos crimes contra animais, tão arduamente combatidos atualmente.

Quanto a guardarem raiva, isso se manifesta conforme a individualidade de cada animal, pois, de acordo com a condição evolutiva de cada um, alguns demonstram sim, esse sentimento. Alguns têm, por exemplo, raiva de tratadores que os maltratam, em circos. Já outros são mais dóceis, provavelmente por terem tido mais experiências reencarnatórias.

Desculpe-me, mas acreditar em “alma grupo” é mais irracional e difícil do que acreditar em contos de fadas. Isso vai contra o evolucionismo, que é o princípio básico do Espiritismo.

Em segundo lugar, não sei de onde foi retirada a fonte da chamada “alma grupo”, porque esse princípio fere a lei de evolução que rege todos os espíritos. Que mérito teria um animal que sofresse mais do que o outro caso retornasse a uma “alma grupo” e depois reencarnasse como todos os seus iguais? A evolução seria toda simétrica? Sendo assim, não teríamos nós, humanos, que estarmos mais ou menos no mesmo estágio evolutivo, já que partimos do princípio de que vimos de uma “alma grupo” ? Onde está o mérito? O esforço de cada espírito? Quem convive com animais pode perceber claramente que todos têm, sim, uma individualidade. Podemos conviver com cem cães e cada um reage de forma diferente a um mesmo estímulo. Isso é individualidade.

O terceiro ponto que gostaria de comentar é que respeito muito os saudosos Marcel Benedeti e Dona Ana Gaspar, que também tiveram seu espaço nessa rádio, e fico triste por perceber que não contam nem ao menos com a caridade dos irmãos espiritistas, no modo de abordar o tema ao qual eles tanto se dedicaram – e ao qual devem continuar se dedicando, do “Outro lado”. No caso do Dr. Marcel, até deixou livros bastante esclarecedores. Bom, mas caridade é de foro íntimo. Perdoem-me se invado esse espaço também. 

Para concluir, gostaria de deixar dois ótimos textos do nosso querido Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, para reflexão, nos quais afirma que, sim, os animais possuem alma, evoluem e são nossos irmãos. Assim como os anjos estão para nós, deveríamos estar para eles, protegendo-os, amando-os e respeitando-os. Mas, infelizmente, parece que isso vai demorar bastante, porque dizem por toda parte que vem aí um mundo de regeneração, entretanto, todos estão de braços cruzados, esperando que o companheiro do lado mude primeiro.

Meus agradecimentos e desde já meus pedidos de desculpas se tomei seu precioso  tempo.

Atenciosamente,

Fernanda Almada




SOBRE  OS  ANIMAIS

Emmanuel

Com o desenvolvimento das idéias espiritualistas no mundo, torna-se um estudo obrigatório, e para todos os dias, o grande problema que implica o drama da evolução anímica.

Teria sido a alma criada no momento da concepção, na mulher, segundo as teorias antirreencarnacionistas? Como será a preexistência? O espírito já é criado pela potência suprema do Universo, apto a ingressar nas fileiras humanas? E os pensadores se voltam para os vultos eminentes do passado. As autoridades católicas valem-se de Tomás de Aquino, que acreditava na criação da alma no período de tempo que precede o nascimento de um novo ser, esquecendo-se dos grandes padres da antigüidade, como Orígenes, cuja obra é um atestado eterno em favor das verdades da preexistência. Outras doutrinas religiosas buscam a opinião falível da sua ortodoxia e dos seus teólogos, relutando em aceitar as realidades luminosas da reencarnação. Pascal, escrevendo na adolescência o seu tratado sobre os cones, e inúmeros Espíritos de escol, laborando com a sua genialidade precoce nas grandes tarefas para as quais foram chamados à Terra, constituem uma prova eloqüente, aos olhos dos menos perspicazes e dos estudiosos de mentalidades tardas no raciocínio, a prol da verdade reencarnacionista.

O homem atual recorda instintivamente os seus labores e as suas observações do passado. Sua existência de hoje á a continuação de quanto efetuou nos dias do pretérito. As conquistas de agora representam a soma dos seus esforços de antanho, e a civilização é a grande oficina onde cada um deixa estereotipada a própria obra.

A  SOMBRA  DOS  PRINCÍPIOS

  Contempla-se, porém, até hoje, a sombra dos princípios como noite insondável sobre abismos.

Os desencarnados de minha esfera não se acham indenes, por enquanto, do socorro das hipóteses. A única certeza obtida é a da imortalidade da vida e como não é possível observar a essência da sabedoria, sem iniciativas individuais e sem ardorosos trabalhos, discutimos e estudamos as nobres questões que, na Terra, preocupavam o nosso pensamento.

Um desses problemas, que mais assombram pela sua singular transcendência, é o das origens. Se na Terra o progresso humano se verifica, através de dois caminhos, o da Ciência e o da Revelação espiritual, ainda não encontramos, em identidade de circunstâncias, em nossa evolução relativa, nenhuma estrada estritamente científica para determinar o Alfa do Universo, senão a das hipóteses plausíveis. Contudo, saturada da mais profunda compreensão moral, copiosa é a nossa fonte de revelações, a qual constitui para nós um elemento granítico, servindo de base à sabedoria de amanhã.

OS  ANIMAIS,  NOSSOS  PARENTES  PRÓXIMOS

 Se bem haja no próprio circulo dos estudiosos dos espaços o grupo dos opositores das grandes idéias sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, sou dos que o estudam, atenta e carinhosamente.

Eminentes naturalistas do mundo, como Charles Darwin, vislumbram grandiosas verdades, levando a efeito preciosos estudos, os quais, aliás, se prejudicaram pelo excessivo apego à ciência terrena, que se modifica e se transforma, com os próprios homens; e, dentro das minhas experiências, posso afirmar, sem laivos de dogmatismo, que oriundos na flora microbiana, em séculos remotíssimos, não poderemos precisar onde se encontra o acume as espécies ou da escala dos seres, no pentagrama universal. E, como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.

Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano a aceitação dessas verdades. E pergunta-se como poderíamos admitir um princípio espiritual nas arremetidas furiosas das feras indomesticadas, ou como poderíamos crer na existência de um rio de luz divina na serpente venenosa ou na astúcia traiçoeira dos carnívoros. Semelhantes inquirições, contudo, são filhas de entendimento pouco atilado. Atualmente, precisamos modificar todos os nossos conceitos acerca de Deus, porquanto nos falece autoridade para defini-lo ou individualizá-lo. Deus existe.

“São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo”

Eis a nossa luminosa afirmação, sem poder, todavia, classificá-lo, em sua essência. Os que nos interpelam por essa forma, olvidam as histórias de calúnias, de homicídios, no seio das perversidades humanas. Para que o homem se conservasse nessa posição especial de perfectibilidade única, deveria apresentar todos os característicos de uma entidade irrepreensível, dento do orbe onde foi chamado a viver. Tal não se verifica e, diariamente, comentais os dramas dolorosos da Humanidade, os assassínios, os infanticídios nefandos, efetuados em circunstâncias nas quais, muitas vezes, as faculdades imperfeitas dos irracionais agiriam com maior benignidade e clemência, dando testemunho de melhor conhecimento das leis de amor que regem o mecanismo do mundo.

A  ALMA  DOS  ANIMAIS

 Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.

Seria difícil ao médico legista determinar, nas manchas de sangue, qual o que pertence ao homem ou ao animal, tal a identidade dos elementos que o compõem. A organização óssea de ambos é quase a mesma, variando apenas na sua conformação e observando-se diminuta diferença nas vértebras.

O homem está para o animal, simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. O sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado e muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades, exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo ao próximo, as faculdades de imitação, o gosto da beleza. Para verificar a existência desses fenômenos, basta que se possua um sentimento acurado de observação e de análise.

Inúmeros espíritos trouxeram à luz o fruto de suas pacientes indagações, que são para vós elementos de inegável valor. Entre muitos, citaremos Darwin, Gratiolet e vários outros estudiosos dedicados a esses notáveis problemas.

Os mais ferozes animais têm para com a prole ilimitada ternura. Aves existem que se deixam matar, quando não se lhes permite a defesa das suas famílias. Os cães, os cavalos, os macacos, os elefantes deixam entrever apreciáveis qualidades de inteligência. É conhecido o caso dos cavalos de um regimento que mastigavam o feno para um de seus companheiros, inutilizado e enfermo. Conta-se que uma fêmea de cinocéfalo, muito conhecida pela sua mansidão, gostava de recolher os macaquinhos, os gatos e os cães, dos quais cuidava com desvelado carinho; certo dia, um gato revoltou-se contra a sua benfeitora, arranhando-lhe o rosto, e a mãe adotiva, revelando a mais refletida inteligência, examinou-lhe as patas, cortando-lhe as unhas pontiagudas com os dentes. Constitui um fato observável a sensibilidade dos cães e dos cavalos ao elogio e às reprimendas.

Longe iríamos com as citações. O que podemos assegurar é que, sobre os mundos, laboratórios da vida no Universo, todas as forças naturais contribuem para o nascimento do ser.

TODOS  SOMOS   IRMÃOS


De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.

Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.

Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.

É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.


Retirado do livro "Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões  Que Preocupam a Humanidade", " -  Chico Xavier/Emmanuel.


Fernanda Almada





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sábado, 2 de novembro de 2013

Protetores de animais- Carta enviada à Rádio


Imagem: Por do Sol
Esta carta, tal como as demais foi enviada a uma rádio espírita em 2008 , pois o locutor novamente se referiu aos protetores de animais com descaso. Novamente não obtivemos resposta da rádio nem do locutor.



Bom Dia, senhores
 
Domingo, ouvindo o programa dos senhores, ouvi uma coisa que me arrepiou o corpo, ainda mais sendo ecoado por uma Rádio Espirita que prega o amor e a Fraternidade. Lembrei-me logo do “Não julgueis para não serdes julgados , o que alguns dos companheiros dessa querida rádio as vezes se esquecem e extrapolam opiniões pessoais e impensadas.
Dizia o amigo Guerra, que uma entidade multimilionária como o Greenpeace, não se preocupava com o aborto(que ele tanto defendia e que acho justo), para se preocupar somente com bichos e o meio ambiente.
Ora companheiro Guerra, não deve contudo, ter refletido em suas palavras, pois sabemos desde cedo que é difícil se construir um castelo, mas é bem fácil para quem não participou da construção, apontar os erros.
Falhas todos nós temos, mas é inadmissível que numa rádio, num programa que deve pregar o amor, se julgue outros grupos que lutam por um ideal. Assim como a Rádio luta pelo ideal dela.
Deve ainda o amigo lembrar-se que tal grupo, que preocupa-se  como foi dito, ”Apenas com os bichos”, luta para a Preservação da vida na Terra, por sinal, onde ainda os senhores da rádio fazem morada.
Pois é, esse grupo de pessoas luta pelo ar que o senhor respira. Pela terra em que o senhor pisa, pelo mar que o senhor admira.
Ele luta para que não se esgote aquele peixe que o senhor come, pela água que o senhor bebe, pela árvore que lhe faz sombra. Ele luta para que o senhor possa levantar sua bandeira contra o aborto e fazer assim como eles, um movimento internacional que abrace o mundo.
Se ele lutasse apenas pelo aborto, milhares de crianças iriam nascer e com o tempo e a destruição do planeta não poderiam de qualquer modo sobreviver, diga-se de passagem o protocolo de Kyoto, o senhor deve ter percebido  as mudanças no clima da Terra. E isso afeta a todos, mas graças a Deus existem homens que decidiram lutar contra a poluição
Eles lutam pelo Meio Ambiente para que o senhor possa lutar contra o aborto, para que outras pessoas possam lutar contra a clonagem humana, para que outras pessoas possam lutar contra o uso de armas.
Todos, lutando junto , poderão conquistar a Paz para o Planeta, ao custo que, se ficarmos apontando o que não gostamos, ao invés de fazer o que gostamos, não estaremos construindo e sim destruindo.
Aprendemos na religião espírita a vibrar pelo bem e não pelo mal das pessoas.
Lute sim pelo aborto , senhor Guerra, é uma causa mais do que justa, mas não queira que o mundo inteiro lute ao seu lado pela mesma coisa quando há tanto desequilíbrio pelo mundo, pois Deus nos dá, a todos, uma capacidade e sentimentos diferentes que devem ser respeitados.
Respeite isso, por favor.
Só queria dizer que não sou ativista do Greenpeace, mas quem assiste o que eles fazem não pode deixar de admirá-los. Como o senhor, eu tenho meu ideal, e entre eles se encontra o aborto, mas jamais, nem que que toda a Radio  seja contra, eu vou deixar de lutar também pelo respeito aos animais e o nosso Meio Ambiente. Pois isso também foi feito pelas mãos de Deus.
Fique com Ele em seu coração.

SN 




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