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domingo, 14 de julho de 2013

A humanização dos animais


Camisetas que pintamos para arrecadação
Domesticamos tanto os animais que segundo o teólogo Rafael Rodrigues eles não sabem mais ser “animais”. E chegamos tanto a este excesso de humanização de seres que estão em determinado grau de evolução que começamos a interferir em sua evolução espiritual.

Ao interferirmos em suas vidas estamos causando a eles problemas que antes não existiam. Espíritos benfeitores sinalizam o problema da humanização e as dificuldades criadas no desencarne e na preparação para o reencarne destes nossos irmãos. O abuso com que os tratamos, o casamento entre cães, as pinturas das unhas, sapatos, chapéus, casaquinhos, entre outras coisas são desejos e necessidades puramente humanas. Em sua natureza os animais possuem as próprias defesas biológicas para o frio, para o calor, não necessitando muitas vezes, da nossa intervenção. Podemos alegar que cães extremamente peludos necessitam de tosa. Sim, concordamos, até porque foi nossa interferência em suas vidas – fomos nós que os tiramos de seu país de origem muitas vezes frio para um país quente como o nosso e vice versa-. Podemos notar que toda vez que um animal, desde que tenha sido retirado de seu habitat sofre, sofre por nossa causa, através de nossa interferência.Não é opção dele é nossa, tal como vestir sapatos, colocar lacinhos ou pintar as unhas.

Assim criamos hábitos desnecessários para eles como festas de aniversários, o uso de colares de ouro, de roupas que apenas enfeitam e não possuem qualquer função de proteção, entre tantas coisas que os obrigamos a fazer para “Nossa Satisfação Pessoal”, pois nos projetamos neles ao invés de tentarmos compreender suas necessidades. Humanizar os animais faz bem a quem? Ao animal com certeza não é pois, ao desencarnar, ele não consegue se “reconhecer” nem como animal nem como humano o que vai, como já dissemos, causar problemas à ele na nova reencarnação.

É preciso que os animais, por mais que os amemos, sejam respeitados como animais e não como seres humanos para que satisfaçam as nossas necessidades; a necessidade do animal é ser animal, a do humano é ser humano. Humanizá-los é desequilibrá-los e desequilibrá-los não é prova de amor.Eles não são nossos “filhinhos”, não são nossos “bebezinhos”, não são nossas “criancinhas”, estão ainda animais e merecem sim nosso amor e não sua humanização em relação aos nossos desejos.

Se nós os amamos, se nós nos preocupamos com sua evolução espiritual, humanizá-los só vai prejudicar sua caminhada rumo ao arcanjo. É preciso para amar, antes de tudo saber respeitar.


S.N.

Redação do Blog Irmãos Menores Animais





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sábado, 15 de dezembro de 2012

Espiritismo e Alimentação


Em qualquer época e em qualquer lugar, quando o homem tenha perdido os seus pêlos, é provável que habitasse então um país quente, condições favoráveis para um regime Vegetariano que, segundo as Leis da Anatomia, devia ser o seu.
Charles Darwin



Atualmente, graças ao movimento de proteção animal e ao surgimento de Casas Espíritas que recebem animais, o tema “Alimentação” vem aguçando a curiosidade de muitas pessoas que, ao passarem a aceitar que os animais possuem senciência e uma alma semelhante a dos seres humanos, começaram a rever suas atitudes em relação a estes irmãos. Uma delas é a reeducação alimentar através da opção vegetariana. Embora muitas ideias a favor da alimentação a base de animais tenha, durante alguns anos, se alicerçado em algumas questões do Livro dos Espíritos , publicado em 18 de Abril de 1857, hoje, através do estudo mais refinado dessas mesmas questões, é possível notar que foi um erro interpretativo que fez com muitos acreditassem que Kardec e os Espíritos fossem a favor a morte de outros irmãos que estagiam conosco no orbe terrestre.

Seria impossível em poucas páginas realizarmos todo um estudo sobre o conteúdo do Livro dos Espíritos no que toque a alimentação de carne animal, por isso e com intuito de aguçar a curiosidade do querido leitor, escolhemos uma única questão que é capaz, também, de dar conta de toda a confusão que muitos fizeram em torno desta e de outras questões. Mas o que poderia ter causado tal confusão? Talvez o fato de não sabermos, em relação aos animais, o que sabemos hoje, a certeza de que possuem alma , de que são seres sencientes e de que possuem, cada um dentro de suas necessidades, um grau de inteligência.

Foram todas essas mudanças dentro do campo físico terrestre, nosso e dos animais, que fizeram com que hoje tenhamos a obrigação moral de ressignificar nossos antigos conhecimentos, olhando com ingenuidade para essas mesmas questões, a fim de poder enxergar tudo com um novo olhar. As questões 722, 723 e 724 são algumas das muitas questões que também tratam da alimentação a base da carne de nossos irmãos animais, mas que deixaremos para estudar numa outra oportunidade.

Em meados do século 19, época em que o Livro dos Espíritos foi publicado, bem pouco se conhecia sobre os animais. A Revista Espírita de Janeiro de 1866 ainda precisava reafirmar a realidade da alma das mulheres coisa que hoje em dia , somente a menção de que as mulheres , os índios e os negros não possuam alma, passa a ser ridícula. O conhecimento evoluiu desde então.

A questão 722 do Livro dos Espíritos trata - se nos atentarmos melhor a pergunta elaborada por Kardec - dos valores culturais de cada povo e da proibição de determinados alimentos , não necessariamente fala sobre a carne. Em muitas religiões consideravam-se duas categorias de animais : os limpos e os imundos. Os limpos seriam todos os animais que possuíssem unhas fendidas e ruminassem como os bois, cordeiros, carneiros entre outros. Os animais considerados imundos seriam todos os que possuíssem apenas as unhas fendidas ou apenas os que ruminassem tais como o porco, que possui a unha fendida, porém não é ruminante. Era proibido, portanto, alimentar-se da carne dos animais considerados imundos.

O que nos esquecemos é que também nós,nos dias atuais,temos nossos tabus culturais. Nos é proibido moralmente a alimentação a base de carne de cães e gatos, porém não a base de carne de bois e frangos, isso implica em um tabu cultural nosso, enquanto que por outro lado nos revoltamos ao saber que alguns povos orientais comem cães e gatos sem o menor constrangimento. Daí surge a questão 722 e é necessário estar atento ao enunciado para que se possa, realmente, compreender a resposta.

722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos? R. “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”

Vamos rever esse trecho em particular: “Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus”. O Espírito que responde a questão coloca que alguns “Legisladores” criaram leis próprias a atribuindo posteriormente a Deus, por isso, e somente por atribuir ao homem a criação de uma “verdade”, é que o Espírito coloca que é “Permitido ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde”. O que não significa, como geralmente é interpretado, que Deus tenha fornecido aos seres humanos uma autorização para matar seus outros filhos, os animais, em nome da manutenção de seus organismos, tal como não autorizou aos homens e mulheres a se matarem como ocorre desde a antiguidade.

Seja como for, a questão 722 foi perfeitamente respondida a partir do momento em que seu enunciado foi perfeitamente compreendido, afinal até bem pouco tempo muitos acreditavam que comer manga e tomar leite levava a morte. O tomate mesmo era tido como fruto venenoso e cultivado apenas como ornamento, até o Coronel Robert Gibbon Johnson subir nas escadarias do Tribunal de Salem, New Jersey em 26 de setembro de 1820 e comer uma cesta repleta de tomates, mais de 2000 mil pessoas assistiam o que acreditavam ser total suicídio. Johnson não morreu e encerrou ali um tabu alimentar.

O que ocorre é que, normalmente, o trecho onde se lê que tudo é permitido remete a alguns, a ideia de que Deus criou os animais para os seres humanos se alimentarem, como se nossos irmãos menores fossem meros objetos utilizados a cada toque de nossos desejos. Mas, seria correto? Para responder a essa questão seria preciso repetir aqui o Paradoxo de Epicuro para nos lembrarmos o que é Deus:

Ou Deus quer eliminar o mal e não pode; ou pode e não quer; ou não pode nem quer; ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente, o que não corresponde a Deus; se pode e não quer, é mau, o que é estranho a Deus. Se não pode nem quer, é ao mesmo tempo impotente e mau, logo não é Deus. Se quer e pode, o que corresponde somente a Deus, de onde então vem o mal ou por que Deus não o suprime? (Epicuro)

Livre Arbítrio, esta seria a resposta para a questão de Epícuro. Podemos acusar a Deus, mas, se Deus é bom, inteligência suprema e força primária de todas as coisas, podemos pensar: Que tipo de Deus permitiria este massacre diário que se torna ainda mais voraz no Natal, nascimento de Jesus?

Segundo a resposta do Espírito , quando os legisladores proibiram determinados alimentos alegando ordens divinas, o fizeram em beneficio próprio, contudo, hoje muitos de nós fazemos o mesmo ao atribuir ao Livro dos Espíritos a permissão para o extermínio de animais . Tais como os antigos legisladores hoje nós nos escondemos atrás de “leis divinas” para permitir que os animais sejam abatidos, tudo em benefício próprio. Por isso a necessidade de rever esses antigos conceitos que durante anos acabaram por sedimentar hábitos que se apropriam de vidas alheias com total naturalidade. Muitas podem ter sido as razões que levaram a proibição da alimentação, teníase, intoxicações, alergias e uma infinidade de outras doenças, porém, em nenhum momento recebemos a habilitação Divina para matarmos outros animais, façam eles bem ou mal a nossa saúde.


Referências 

Allan Kardec – Livro dos Espíritos e Revista Espírita -Jornal de Estudos Psicológicos -ANO IX JANEIRO de 1866 Nº1

Tomatoes Lore and Legend http://homecooking.about.com/od/foodlore/a/tomatolore.htm

The Problem of Evil(Paradoxo de Epícuro) http://plato.stanford.edu/entries/evil/


Simone Nardi



Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana



Este artigo pode ser lido no site da Feal.


Imagem de Maria, Mãe de Jesus e de todos nós : SirioArt






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