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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ANDA

ANDA- Agência Nacional de Direitos Animais 

Para quem ainda não conhece; o ANDA é um portal jornalístico sobre Direitos Animais, criado pela amiga jornalista Silvana Andrade. É o primeiro jornal a tratar somente sobre animais, com uma visão esclarecedora sobre a realidade do que ocorre com eles no dia a dia. 


Parabéns Silvana, grande batalhadora da causa animal


Bjs
Simone





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domingo, 14 de julho de 2013

A humanização dos animais


Camisetas que pintamos para arrecadação
Domesticamos tanto os animais que segundo o teólogo Rafael Rodrigues eles não sabem mais ser “animais”. E chegamos tanto a este excesso de humanização de seres que estão em determinado grau de evolução que começamos a interferir em sua evolução espiritual.

Ao interferirmos em suas vidas estamos causando a eles problemas que antes não existiam. Espíritos benfeitores sinalizam o problema da humanização e as dificuldades criadas no desencarne e na preparação para o reencarne destes nossos irmãos. O abuso com que os tratamos, o casamento entre cães, as pinturas das unhas, sapatos, chapéus, casaquinhos, entre outras coisas são desejos e necessidades puramente humanas. Em sua natureza os animais possuem as próprias defesas biológicas para o frio, para o calor, não necessitando muitas vezes, da nossa intervenção. Podemos alegar que cães extremamente peludos necessitam de tosa. Sim, concordamos, até porque foi nossa interferência em suas vidas – fomos nós que os tiramos de seu país de origem muitas vezes frio para um país quente como o nosso e vice versa-. Podemos notar que toda vez que um animal, desde que tenha sido retirado de seu habitat sofre, sofre por nossa causa, através de nossa interferência.Não é opção dele é nossa, tal como vestir sapatos, colocar lacinhos ou pintar as unhas.

Assim criamos hábitos desnecessários para eles como festas de aniversários, o uso de colares de ouro, de roupas que apenas enfeitam e não possuem qualquer função de proteção, entre tantas coisas que os obrigamos a fazer para “Nossa Satisfação Pessoal”, pois nos projetamos neles ao invés de tentarmos compreender suas necessidades. Humanizar os animais faz bem a quem? Ao animal com certeza não é pois, ao desencarnar, ele não consegue se “reconhecer” nem como animal nem como humano o que vai, como já dissemos, causar problemas à ele na nova reencarnação.

É preciso que os animais, por mais que os amemos, sejam respeitados como animais e não como seres humanos para que satisfaçam as nossas necessidades; a necessidade do animal é ser animal, a do humano é ser humano. Humanizá-los é desequilibrá-los e desequilibrá-los não é prova de amor.Eles não são nossos “filhinhos”, não são nossos “bebezinhos”, não são nossas “criancinhas”, estão ainda animais e merecem sim nosso amor e não sua humanização em relação aos nossos desejos.

Se nós os amamos, se nós nos preocupamos com sua evolução espiritual, humanizá-los só vai prejudicar sua caminhada rumo ao arcanjo. É preciso para amar, antes de tudo saber respeitar.


S.N.

Redação do Blog Irmãos Menores Animais





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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Cultura da Frieza e da Indiferença: Um Grito pela Liberdade


Do ponto de vista moral, há uma cultura de frieza e total indiferença enraizada nas pessoas no que se refere aos animais, todas parecem totalmente incapazes de delegar um pouco de atenção quando o assunto gira em torno da alimentação, dos maus tratos e da desconsideração ética para com eles. Essa barreira que levantam,sabemos, é de autoproteção, é uma cultura de medo e uma frieza de incapacidade moral e ética no que tange a coragem de modificar suas atitudes. 

Sabemos que dia após dia os animais são torturados, explorados e mortos, por pessoas incapazes de rejeitar essa antiga cultura de indiferença, sabemos que a grande maioria das religiões também é incapaz de se posicionar com coragem diante desse assunto, mantendo-se na imparcialidade e no obscuro reduto do silêncio que ajuda a propagar a dor e a morte, talvez acreditando que seu silêncio irá calar os gemidos de dor dos animais. Já é do conhecimento de todos que a sociedade, desde seu início, estabeleceu padrões de comportamento na teoria,na prática, na ética e na moral falaciosa de que os animais foram criados para servidão.

“Nos achamos bons, nos achamos caridosos diante desse teatro de mentiras da qual nos servimos socialmente, porque sabemos que não temos coragem de encarar de frente, a senciência animal. Somos covardes diante de mudanças, relutantes diante de verdades, imorais diante dos animais. Não notamos que estamos cada vez mais frios e indiferentes, não notamos que nada no mundo importa além de que sobrevivamos, não notamos que essa nossa indiferença nos fere tal qual ferimos os animais.”

Chega a ser impressionante a indisposição moral e ética da grande maioria das pessoas em reconhecer que os animais também possuem direito a vida. São capazes de amar um cão quando filhote e abandoná-lo depois de velho. São capazes de chorar ao assistir um filme onde o protagonista é um porquinho ou uma galinha, mas não percebem que são os mesmos animais que eles matam e devoram com grande indiferença, como se fossem os animais reais, seres totalmente diferentes daqueles do cinema.

Porque tanta omissão diante de tanta crueldade? Como explicar esse amor insano e assassino pelos animais?

Loucura. Insanidade. Frieza. Indiferença.

Seja na religião que deveria pregar o Bem, nos bancos acadêmicos que deveriam pregar a Ética ou mesmo nas ruas, essa insanidade ecoa nas mentes desligadas da vida, da moral e do verdadeiro respeito, e as pessoas parecem nem se dar conta disso.

A ausência de sentimento é a causa da indiferença, a ausência do amor é a causa da dor.
A verdade é que a frieza e a indiferença da sociedade é algo realmente assustador e deplorável, onde as pessoas se enganam acreditando que estão realmente vivendo, acreditando que realmente amam os animais. O que podemos esperar de uma sociedade cega, fria e indiferente? O que podemos esperar de pessoas adormecidas no tempo e que mentem para si mesmas? Acreditar que irão aceitar facilmente a verdade dos Direitos Animais? Não, muitas ainda são incapazes disso e, infelizmente, ainda serão durante um longo tempo. Esmorecer? Isso jamais. É preciso que continuemos falando, que continuemos lutando, não apenas no campo teórico, mas na pratica cotidiana que nos coloca frente a frente com essa indiferença. É preciso que exercitemos a nossa teoria colocando em prática tudo aquilo no qual acreditamos a fim de despertá-las desse profundo sono social no qual se encontram, para que um dia todo esse tormento pela qual os animais passam, seja apenas uma triste marca do passado remoto de uma sociedade que vivia na escuridão.

É preciso romper essa barreira da invisibilidade animal, eles existem, eles sofrem, eles possuem direitos, não é mais possível vivermos aprisionados a um mundo intelectual que se omite diante da verdade, esse é um papel essencial a todos, principalmente da Filosofia, libertar corpos e mentes que estão inertes frente a tanto sofrimento. É dever da Filosofia vencer seus próprios medos e mostrar ao Mundo a realidade e os problemas nos quais estamos todos imersos, não podendo ficar igualmente fria e indiferente diante da realidade que cerca os animais, como mera reprodutora de idéias antigas e que não se adéquam mais aos dias de hoje; o sofrimento animal nos exorta a quebrarmos esses antigos grilhões intelectuais rumo a Libertação Animal, não existe outro caminho.

Só podemos lutar para que nossas palavras sejam as luzes que iluminarão e aquecerão esses frios corações que ainda hoje renegam aos animais um direito Divino, o direito da Vida. 




Simone Nardi


Fonte: Feal


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SANTO ANTÃO E SEU SUÍNO


SANTO ANTÃO E SEU SUÍNO

 Os peixes e Santo António — As "Semanais" da «Ave Maria"


(...)Já escala gradativa dos seres, todos os sentimentos morais: o remorso, o senso moral, o sentimento do justo e do injusto, tudo está em germe em todos os animais.

Pode-se dizer que esses sentimentos diferem, na alma dos animais e na alma humana, unicamente em grau.

O naturalista Agassiz chega a proclamar, a despeito de seus princípios religiosos, a identidade do princípio pensante no homem e no animal.

E por falar em "princípios religiosos", vamos transcrever das "Semanais", da revista católica "Ave Maria", alguns fatos lembrados nessa crônica, a propósito da "morte trágica de uma porca" na Vila Americana, noticiada por essa revista.

Na História dos Santos os animais têm um belo relevo. Santo Antão era sempre acompanhado de um porco que lhe devia a saúde e a vida.
Certa vez, em Espanha, o célebre cenobita terminava a cura milagrosa de uma rainha quando, de repente, ouviu um grunhido e um puxão no seu velho burel.
Voltou-se surpreso e viu uma porca cega acompanhada de um leitão doente.

Condoído do estado do enfermo, curou-o com carinho, e, desde aí, nunca mais o leitão, que com o tempo ficou adulto, abandonou o seu médico e amigo.

Aí está o senso moral testemunhando a gratidão suína, virtude que poderia ser cultivada em alto grau pelos homens, mas, na verdade, bem esquecida de todos". 

Mas, prossegue o missivista:

"Certos animais até têm dado lições de moral a muita gente. Vejamos os "Milagres de Santo Antônio" em Rimini; pregando ao povo pecador, ninguém o ouvia: foi quando os peixes saíram d’água e vieram escutar o Santo.
Os pecadores, arrependidos ante a atitude dos peixes, correram a Santo Antônio a confessar o negror de suas faltas".

Não há dúvida de que o homem carece de imagens impressionantes para se render às exigências da Lei, mas é bem verdade que essas imagens se desdobram a todos os momentos a seus olhos, e que às mais das vezes, os olhos ficam voluntariamente cerrados com o intuito de se absterem da luz que os ofusca.

O poder sugestivo do Santo atraindo os peixes que se movimentavam à tona dágua, à Palavra do Evangelho, demonstra cabalmente o espírito de receptividade dos seres inferiores da Criação, quando não seja para assimilar as grandes verdades, ao menos para admirá-las no seu esplendor maravilhoso.

É pena que a "Ave Maria", com os seus padres, conhecendo essas coisas, não venham também afirmar ao "mundo romanista" a existência do princípio anímico na escala inferior da Criação e sua evolução para o reino hominal, onde não paramos, mas prosseguimos, de degrau em degrau, ao reino espiritual ou angélico, para mais e mais nos aproximarmos de Deus!

Cairbar Schutel


Fonte: A Gênese da Alma, Cairbar Schutel




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana





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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Animais e a espiritualidade na Revista Sexto Sentido



 Muitos questionam o termo utilizado por Francisco de Assis "Irmão Menor Animal", a Revista Sexto Sentido da Editora Mythos nos deu a oportunidade de esclarecer o termo "menor" e e assim finalizar todas as dúvidas em relação a esse modo humilde e amoroso com que Francisco de Assis se dirigia a  esses nossos irmãos menores.
A revista ainda pode ser encontrada nas bancas, ou pode ser adquirida diretamente pelo site da Editora Mythos, a quem agradecemos a oportunidade do esclarecimento e da divulgação.




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Água irradiada para os irmãos menores animais


          Ainda existe certa resistência quando se fala em passes para animais ou irradiação da água para estes irmãos, mas tudo é simples quando visto a luz da própria Doutrina. Porém a dúvida sempre persiste: Água fluidificada ou água irradiada? 

         A resposta também é simples : Para seres humanos água fluidificada, para animais água irradiada. Mas há diferença? Sim, e muita.Iniciemos com uma importante frase de Bezerra de Menezes, do livro Loucura e Obsessão -As Consultas-, quando ele coloca que : “A água, em face da constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada”. 

         Ou seja, a fluidificação da água é aquela em que fluídos vitais necessários à cura do Espírito são colocados e agem como medicamentos no corpo astral, já que nos seres humanos, devido à lei de Causa e Efeito, a doença se inicia no Espírito e posteriormente surge no corpo físico. Nos animais o processo da doença não é o mesmo, ela se inicia no corpo físico , na maioria das vezes as doenças surgem mais por culpa, se podemos assim colocar, do tutor do que propriamente pela necessidade do tutelado,  pois que os animais não estão sujeitos a lei de Causa e Efeito, portanto é necessário que a água aja não no corpo espiritual e sim no corpo material que absorve o magnetismo negativo que muitas vezes provêm dos tutores, por isso a necessidade de se atentar a grande responsabilidade que os tutores têm por seus tutelados. 

Nos dois casos o processo de mudança ocorre através da prece e do auxílio dos benfeitores espirituais, tanto para irradiá-las quanto para fluidificá-las. Assim, diferentemente da água fluidificada onde os fluidos medicamentosos agem no Espírito a água irradiada é, em suas moléculas, acrescida de componentes magnéticos mais materiais, que irão criar uma condição diferente para a melhora da saúde física dos animais, já que, tal como ocorre no passe, muito embora a matéria destes irmãos assemelhe-se a nossa, a energia que a reveste bem como suas necessidades materiais e espirituais são diferentes das dos seres humanos, mas ambas possuem a mesma finalidade, a qual foi bem definida por André Luiz, quando se refere a cura : "[...] precioso esforço de medicação pode ser levado a efeito. Há lesões e deficiências no veículo espiritual a se estamparem no corpo físico, que somente a intervenção magnética consegue aliviar, até que os interessados se disponham à própria cura".

No caso dos animais, onde a doença  existe no corpo material, esses componentes da água irradiada irão criar uma aglutinação nas células desses irmãos, fortalecendo-as assim como a seus órgãos afetados,  possibilitando que o tratamento recebido pelos veterinários da Terra surtam um efeito mais positivo , pois a irradiação da água vem para unificar esses tratamentos e harmonizar o sistema nervoso central de nossos irmãos.

Ao contrário da água fluidificada, a qual sempre se pode adicionar mais água e o efeito será o mesmo, a adição de mais água, no caso da irradiada, não permitirá que o mesmo efeito ocorra, exatamente por se tratar mais da parte material que espiritual, assim, a adição de água acaba por enfraquecer, diminuindo a quantidade de componentes que iriam agir na matéria. 

             Uma questão que pode surgir ainda é: pode-se irradiar a água em casa ou em clínicas veterinárias para fortalecer assim o campo magnético do animal assistido? Sim, tal como é possível fluidificar a água durante o Evangelho no Lar, é possível também irradiar a água que será ministrada aos irmãos menores animais, basta para isso a utilização de um recurso simples, o recurso da prece e da comunhão de pensamentos com os irmãos zoófilos que irão transformar nosso magnetismo, tal como no passe, para a energia necessária a esses irmãos. A água é um recurso necessário tanto para os animais humanos, quanto para os animais não humanos, tal como diz Allan Kardec ao se referir à água em seu livro A Gênese : “[...] as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou, se quiserem, de reservatório.”

Sendo assim, a irradiação da água para os irmãos menores animais, bem como a fluidificação da água para os seres humanos, ou animais humanos, serve como veículo, ou ainda como coloca o próprio Kardec “como reservatório de poderosos componentes que irão agir no organismo de cada um”, transformando-se num poderoso recurso para as necessidades e desequilíbrios que causamos a nossos pequemos irmãos .


Referências


Allan Kardec- A Gênese
Divaldo Franco-  Loucura e Obsessão
André Luiz -Nos Domínios da Mediunidade







Este Artigo foi publicado na revista  Animais: Doutrina e espiritualidade da editora Mythos juntamente com mais dois artigos que tratavam sobre a Espiritualidade dos animais. 








Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Saindo da Caverna


Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo, realizada na Universidade Georgia Tech, nos EUA, no verão de 2010. Ouça a esse sensacional palestrante que vai desmitificar mitos,inundar sua mente com fatos interessantes e ajudá-lo a fazer escolhas éticas para ter um coração e uma alma mais saudáveis . Seu estilo carismático de discurso é único e tem de ser visto por qualquer um que se preocupe com animais ou que deseje transformar o mundo um lugar melhor




Para mais informações, por favor, visite: 


A sessão de perguntas e respostas pode ser vista aqui:

POR FAVOR, COMPARTILHE esse discurso brilhante da forma que puder.
Obrigado.

Por que você deveria compartilhar esse discurso da forma que puder?
A quantidade de respostas positivas que Gary recebe dos espectadores e estudantes diz tudo:


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Homenagem à Balzac


Balzac aos 12 anos
Inverno, que custa a chegar ! Gosto do frio, nem sei bem como explicar. Mas, os últimos dias foram secos, céu aberto, sol reinando absoluto no céu. Mudança do clima, apocalipse, efeito estufa, e viva a conspiração verde. Dias de folga e, numa destas tardes, resolvi descansar num dos bancos do quintal. Eu, alguns pensamentos, algumas preocupações, coisas minhas...


Ele já não saia muito de dentro ...

da casa, limitou suas idas apenas para as necessidades e pedir para beber água direto de uma das torneiras. Meu lorde inglês, que mais parece um maloqueiro, definha. São doze anos, uns oitenta e quatro anos caninos.


Nos entreolhamos, com o respeito e a admiração de sempre. Naquela quarta-feira iniciava-se uma despedida. Desde o último ano, venho me preparando. Oitenta e quatro anos caninos. Minha avó materna morreu com mais de oitenta anos. Um primo querido também. Estes mistérios da vida, da razão e do coração. Entender e querer. Entendo, e não quero deixa-lo ir.

- Fica um pouco mais vai ?
- Não dá ! Minha permissão expirou ! Já cumpri meu dever por aqui. Tenho que ir pra algum outro lugar.
- Dói um bocado ! Tem que ser assim ?
- Foi a maneira que escolhi ! 
- Mas, tem quer ser assim ? Não poderia ser algo tranquilo, dormir e não acordar ?
- Tem que ser assim, pra você crescer mais um pouco.

Crescer. Nem sempre de maneira tão divertida, altos, baixos e alguma dor de barriga. 

- Lembra quando você me deixou preso no telhado, por ter derrubado a escada ?
- Lembro ! Na verdade, briguei com ela. Arrastei pra lá e pra cá. Eu pensei que ela tinha tirado você de mim e que nunca mais você desceria lá de cima.
- Tolo ! Quer dizer que a porta do meu carro foi destruída pois você deve ter achado que ele havia me engolido ?
- Não, a porta me pareceu gostosa !
- Tão gostosa quanto aquela meia dúzia de refrigerantes que você derrubou e tomou ?
- Não gostei do gosto, mas gostei das bolhas no meu focinho

Ele havia chegado num momento de euforia ! Estávamos todos bem, depois de furacões e terremotos na família. Lembro-me que estava no auge profissional e já me dava o direito de possuir alguns luxos. Seria o primeiro cachorro de raça e, lógico, optei por um lorde inglês, de aspecto excêntrico. A primeira vez que vi a raça foi na fila de uma feira alternativa aqui em São Paulo. Fui saber um pouco mais sobre aquele cão de olhos puxados, nariz longo e sem testa. English Bull Terrier, que nome afetado ! Quem me ajudou encontrar um “belo exemplar” foi uma enfermeira da empresa onde trabalhava na época, uma doçura de pessoa. Destas que doa a alma ao diabo pra salvar a bicharada. 
Raça identificada, ninhadas pesquisadas, tudo acertado e lá vou eu, do trabalho, lá no Brooklin, até as imediações de Interlagos buscar o meu tão sonhado cachorro. No canil, todos eles lindos, já separados da mãe. O maiorzinho e mais espoleta, chamou-me a atenção. Não era tão belo e não tinha as desejadas manchas na orelha ou no olho. Era todo branco. Sequer olhou pra mim, estava mais preocupado em morder e atazanar os irmãozinhos. Decidi levá-lo . Minha mãe não queria, “cachorro não entra mas aqui “. Fazia frio, Agosto.
A chegada em casa não foi das melhores ! Mãe brava, estupefata pela maluquice do filho mais velho, cão mijando e cagando pelos cantos da sala. Condição para ficar: minha mãe escolheria o nome. Balzac. Homenagem ao escritor francês e ao falecido Collie de uma prima nossa.

- Você, de lorde inglês, nunca teve nada ! Ainda é um súdito mal-educado. Um maloqueiro de quatro patas ! Fui enganado !
- Ah, esta foi uma maneira de colocar um pouco de alegria no coração de cada um de vocês!
- E agora, vai embora. Quanta tristeza !
- Calma ! Talvez não seja tão logo assim. Mas, me dê a dignidade de não sofrer.
- Tarefa difícil ! Muito difícil ! Dói !
- Faz isto por mim ?
- Faço... ...entendo mas...
- Não tem nada de mas, será tranquilo.
- E agente aqui, como é que fica ?
- Ficarão bem e cheios de boas histórias pra contar. Dor de bicho, se cura com outro bicho.
- Ah, não vale ! Quem disse isto foi sua veterinária ! 
- Ela é uma sábia !
- Quando você se for e, ao chegar lá em cima, diga a todos que vieram antes de você para me perdoar ! Não fiz muito por eles. 
- Fez e não fez. Eram outros tempos mas, trato feito ! 

São exames, remédios, a mudança de padrões e da rotina. Desde a última semana, houve uma melhora. O prognóstico não foi tão bom e, talvez não há muito o que fazer. Entender eu entendo, mas, não quero...

Quem sabe você tenha vindo pra esta casa justamente pra ensinar como fazer, o quê fazer e como amar. Você sempre será o meu doce karma. 

You stretch your wings
You take a breath
You hide your feet
Embrace your head

Alexandre e Balzac
(Alexandre Borracha, 05/08/2012 SCaetano do Sul)




Um dia chega a hora dos amigos partirem, e parte de nosso coração segue com eles, a metade que fica se restaura aos poucos, com amigos novos, com lembranças antigas daqueles que nos fizeram tão felizes.


Dor de bicho, se cura com outro bicho.(Balzac)









Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Não é mais possível dizer que não sabíamos"


Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.


Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência. A afirmação não é de ativistas radicais defensores dos direitos dos animais. Pelo contrário. Um grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicou um manifesto asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento divulgado no último sábado (7), em Cambridge, esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos. 


É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante. 



Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica. 



Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora. 



Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados. 



As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo. 



O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: Veja Abril

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Sem argumentos as Crianças viram escudos





Sempre as crianças
Presidente da camara de Portugal é a favor de touradas
Sempre as crianças