terça-feira, 14 de maio de 2013

A criminologia e o maltrato animal

Por Loren Claire Canales (da Redação do ANDA)

“Embozalado” (Amordaçado), obra de Daniel Segura Bonnet, artista colombiano.

Em um interessante artigo reproduzido esta semana nas redes sociais, Laurent Bègue, professor de Psicologia Social na Universidade Pierre Mèndes-France de Grenoble, se refere ao maltrato animal como um novo medidor que está servindo a criminologia internacional para analisar a extrema violência que o ser humano pode desenvolver no meio social.

Maltratar um animal é, em muitos casos, a consequência de uma frustação ou de um trauma e é um comportamento que se adquire durante a infância. Pode se desenvolver também na adolescência. O maltrato animal nasce no seio familiar ou escolar e pode se transformar em um comportamento anti-social.

O maltratado e em especial o maltrato aos animais de companhia está presente em qualquer grupo humano, pois as crianças assim como os animais domésticos são os primeiros catalizadores de nossas frustrações.

No entanto, em nossa época, o maltrato animal chegou a um nível considerável de tortura. Um exemplo disso é a denúncia que um colaborador do Soyperiodista.com fez há pouco tempo. “Os animais importam”, publicado dia 03 de maio e que se referia ao caso de um homem em Ibagué (Tolima, Colômbia), que matou um cachorro segurando pela cauda e lançando o animal violentamente contra o chão.

A violência contra os animais é mais frequente do que imaginamos, ainda que uma proteção para não vê-la e não sofrê-la seja a de tomá-la como uma violência banal: “são somente animais”.

Os atos de crueldade contra os animais falam muito sobre a personalidade de quem os comete. Esse tipo de crueldade pode variar desde golpes até a retirada da pele dos animais ainda vivos (cachorros e gatos pequenos), sem contar a utilização para fins sexuais a que são submetidos.

Essa relação de violência do homem com o animal impulsionou os pesquisadores de criminologia a tomá-la como um medidor fiável do grau de violência em indivíduos que cometeram ou que podem cometer crimes e outros delitos graves.

Psiquiatras e especialistas em Psicologia Social da Universidade do Pacífico, na Califórnia, comprovaram, por exemplo, que 45% dos autores de nove massacres cometidos em escolas nos Estados Unidos durante os últimos 20 anos haviam praticado atos de barbárie contra seus animais domésticos.

O professor Laurent Bègue cita um estudo que merece atenção, é o caso que aconteceu após o massacre na Escola de Columbine, Colorado, dia 20 de abril de 1999.

Os criminologistas constataram que Eric Harris e Dylan Klebold, os dois estudantes que mataram 12 de seus colegas de escola, um professor e feriram mais 20 pessoas antes de cometerem suicídio, haviam confessado que quando eram crianças gostavam de praticar mutilações e provocar sofrimento aos seus animais.

O professor Bègue se refere a outros dois casos: “Em um estudo retrospectivo realizado em uma prisão com 36 autores de assassinatos, 36% deles admitiram ter matado ou torturado animais durante a infância e 46% cometeram atos de crueldade durante a adolescência. Em outro estudo realizado em um meio carcerário com 180 presos, Brandy Henderson, da Universidade do Tennessee, comprovou que os atos de violência contra animais que os detidos declararam haver cometido eram particularmente frequentes”.

Tipos de maus-tratos que os detidos praticam com os seus animais ou com outros animais:

- afogamento (17,5%);
- espancamento (82,5%);
- disparos (33,0%);
- pontapés (35,9%);
- estrangulamento (17,5%);
- queimaduras (15,5%);
- utilizam para fins sexuais (22,3%)


A crueldade com os animais segundo Franck Ascione, da Universidade de Denver, é um comportamento socialmente inaceitável, pois o intuito do torturador é causar dor, sofrimento, angústia e/ou morte do animal por puro prazer.

A psiquiatria permite afirmar que os atos de crueldade cometidos por uma criança podem revelar uma precoce predisposição para desenvolver condutas anti-sociais. Uma criança torturadora de animais é suscetível a ter problemas com a justiça quando for adulta.

As razões que levam um indivíduo a maltratar um animal

Os americanos Stephen Kellert e Alan Felthous, das Universidades de Yale e do Texas, citam oito razões que levam um indivíduo a maltratar ou torturar os seus animais domésticos:
1-      Controle: o animal é golpeado para que não continue manifestando comportamentos indesejados (latir, saltar, brincar…);

2-      Castigo: aplicar um castigo extremo para que não volte a repetir algum hábito incômodo (ensujar ou vomitar em lugares que são proibidos para ele);

3-      Falta de respeito: Está relacionado a preconceitos culturais. É quando uma pessoa acredita que pode maltratar ou negligenciar um animal já que sua condição de inferioridade não o faz merecedor de nenhuma consideração;

4-      Instrumentalização: Utilizar os animais para “dramatizar” a violência, é o caso das rinhas de cães;

5-      Amplificação: o animal é utilizado para impressionar, ameaçar ou ferir uma pessoa. Aqui se verifica a transferência da violência humana contra o animal;

6-      A violência como provação ou como exemplo: Maltratar um animal perante um grupo com a finalidade de fazer com que os seus membros se convertam em testemunhas de uma forma de superioridade do agressor. O indivíduo também pode torturar por diversão;

7-      Vingança: O indivíduo agride um animal para vingar-se de seu proprietário;

8-      Por deslocamento: O animal é maltratado porque o indivíduo não tem a possibilidade ou é incapaz de maltratar quem lhe provocou uma frustração ou uma decepção. Não consegue fazê-lo porque tem medo ou porque a pessoa é inatingível. É o caso do empregado que espera uma promoção e que na impossibilidade de tê-la, regresa a casa e dá pontapés em seu animal doméstico.


A análise do professor Laurent Bègue nos leva a concluir que a tortura contra os animais nasce de uma má qualidade de vida. Os animais pagam pela nossa dificuldade para viver, pagam por serem testemunhas inocentes da nossa própria mediocridade.


Fonte: ANDA 




* O artigo saiu logo após o espancamento de  um filhote de poodle, o que causou indignação à muitas pessoas, mas não podemos nos esquecer também, que dentro dos frigorificos e granjas, trabalhadores cometem as mesmas atrocidades e dessa vez com a nossa permissão, pois pagamos a eles para que matem/maltratem os animais, que será consumido posteriormente.Não podemos nos indignar somente quando é um cão, mas devemos nos indignar pelo ser vivo que sofre, seja cão, gato, boi, galinha ou suino.




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vivissecção:mal necessário?

Baseada em uma visão positivista e pragmática, a ciência utiliza animais como cobaia de experimentos. Mas será que não é mesmo possível utilizar métodos alternativos que não sacrifiquem e maltratem seres vivos?



Por João Epifânio Regis Lima*



 
Shutterstock

Por vivissecção entendemos o uso de animais vivos como cobaias em laboratórios de pesquisa biológica ou biomédica. Animais vêm sendo utilizados como cobaias em investigações e explorações sobre a natureza há muito tempo. Sabemos, por exemplo, que Aristóteles observou e dissecou cadáveres de animais e lemos algumas das conclusões por ele obtidas em sua História dos Animais ou em Partes dos Animais ou em seus textos sobre o Movimento dos Animais, a Progressão dos Animais e a Geração dos Animais. Sabemos também dessa prática, já no Renascimento, associada aos estudos de anatomia de Andrea Vesalius
ou mesmo de Leonardo da Vinci, em um momento em que a valorização do experimento preparava a revolução científica do século 17. O passo decisivo, entretanto, para que a vivissecção assumisse a importância que hoje em dia lhe é atribuída no meio científico foi dado pelo fisiologista francês aClaude Bernard (1813-1878) em sua Introdução ao Estudo da Medicina Experimental, publicada em 1865. Claude Bernard é considerado o pai da moderna fisiologia experimental e o que fez para receber tal homenagem foi justamente tratar a vivissecção como parte indispensável do método experimental nas ciências biomédicas.


Shutterstock

Questionamento
Entretanto, o quadro apresentado acima, muito lido simplesmente como mais um capítulo enfadonho da história da ciência (deveríamos dizer "histórias das ciências"), suscita questionamentos importantes quando examinado mais atentamente. Considere-se, por exemplo, que a filha e a esposa de Claude Bernard, após o abandonarem, fundaram a primeira sociedade antivivisseccionista francesa, em reação aos horrores que presenciavam em sua própria casa. Bernard mantinha um laboratório e um biotério nos porões de sua residência, de onde se podia ouvir, dia e noite, os gritos desesperados dos animais que eram ali diariamente torturados. É importante saber que se estima que em apenas 15% dos experimentos envolvendo animais vivos é utilizado algum tipo de anestesia nos dias de hoje (WERMUS, 1984). No tempo de Bernard, esse número era certamente menor. Era comum entre os vivisseccionistas da época - e ainda é hoje em dia - uma concepção mecanicista acerca da natureza que, no caso específico das ciências biomédicas, confundia mecanismo com organismo
Segundo essa concepção, os seres vivos são considerados máquinas que obedecem apenas a leis mecânicas e que são incapazes de sentir dor. Essa ideia deriva da distinção entre corpo e alma proposta por Descartes, mas não sem lhe fazer injustiça. A injustiça vem da confusão que aqui se opera entre distinção e separação. Corpo e alma são substâncias distintas, diz Descartes nas Meditações e em As paixões da alma, mas inseparáveis.
A analogia, adotada por Claude Bernard, entre o grito do animal que sofre e o ranger das engrenagens de uma máquina explica-se - mas não se justifica - pela consideração unilateral e parcial do composto corpo-alma cartesiano. Deriva da atenção que se detém nas características do corpo segundo o que nos apresenta Descartes, mas esquece a unidade indissociável entre o corpo e a alma. Se tivermos, portanto, que pensar uma medicina cartesiana, será necessário pensar uma medicina psicossomática e não puramente mecanicista como aquela implicada no modelo assumido por Bernard.


"A concepção materialista acerca dos animais que os vê como meras máquinas bioquímicas, animais sem anima, incapazes de sofrer, inserese no contexto do desencantamento do mundo moderno"

Reducionismo Bioquímico
O mecanicismo que impregna a concepção científica de natureza predominante na modernidade encontra no reducionismo bioquímico um aliado indissociável na formação do conceito de organismo que se disseminou nas ciências da vida e na medicina ocidental a partir do século 18. No contexto de tal quadro conceitual, é natural que se concebam procedimentos investigativos que operem o desmembramento do organismo em suas partes constituintes. Do estudo de tais partes segue-se o exame do todo por meio da consideração das relações que podem ser entre elas estabelecidas. Tais procedimentos analítico-sintéticos operam de acordo com as segunda e terceira regras cartesianas para a condução do espírito, a saber, a regra da decomposição (segundo a qual se deve dividir o objeto de estudo em quantas partes forem necessárias) e a regra da ordem (que preconiza a partir dos problemas mais simples para os mais complexos).
A concepção materialista acerca dos animais que os vê como meras máquinas bioquímicas, animais sem anima, incapazes de sofrer, insere-se no contexto do desencantamento do mundo moderno. Pensá-los assim torna menos problemático e incômodo, do ponto de vista ético, utilizá-los friamente como meros objetos de estudo. Ainda assim, o incômodo não é de todo eliminado, não sendo raro ouvir declarações de que a vivissecção é um mal necessário. Pensar em que medida a vivissecção é de fato necessária implica refletir sobre os elementos determinantes de um paradigma das ciências biológicas que inclui a vivissecção como técnica indispensável.
O mecanicismo reducionista mencionado certamente faz parte dessa história. Vejamos que outros elementos ainda poderíamos considerar. Uma coisa é crer na ciência como algo que dá a conhecer as coisas como são, resolve todos os reais problemas da humanidade e é suficiente para satisfazer todas as necessidades legítimas da inteligência humana; outra é crer que os métodos científicos devem ser estendidos, sem exceção, a todos os domínios da vida humana; e uma terceira é, dentro do contexto científico, crer em apenas uma forma particular de resolver problemas específicos. A primeira crença diz respeito à imersão na ideologia cientificista, a segunda na ideologia tecnicista e a terceira em um paradigma científico qualquer de caráter específico (no caso, aqui, considerado um paradigma que envolve a vivissecção).

viés positivista
Por "viés positivista",
entende-se toda a visão da
ciência ou da filosofia fundada
na concepção do positivismo,
isto é, a doutrina
na qual a "ciência posivita"
seria utilizada para o progresso
da sociedade. O
principal formulador teórico
do positivismo foi Auguste
Comte (1798-1857). Essa
escola filosófica foi muito
forte no final do século 19
e marcou presença nas
ciências naturais e sociais,
na fi losofia, na criminologia
e no direito, entre outros
campos do conhecimnto.

Unindo o útil ao desagradável
A "necessidade" da vivissecção apresenta um viés positivista
, na medida em que é concebida em termos pragmáticos. Revela, assim, um tom particular da cultura científica, por meio da exaltação das ideologias cientificista e tecnicista. Defender a vivissecção como técnica única (ou
unicamente confiável) de investigação nas ciências biomédicas é partir do princípio positivista de que apenas os fatos concreta e diretamente observáveis são fonte segura de conhecimento. Tal concepção tira sua grande aceitação de seu maior objetivismo pragmático, o que possibilita maior controle e operacionalização do mundo e, se quisermos incluir o contexto capitalista, de obtenção de lucros.
Poderíamos perguntar: se a vivissecção é necessária, ela o é para quê? O aspecto relativo à sobrevivência da nossa espécie em sua luta contra as difi culdades impostas pelo ambiente nos vem imediatamente à mente. Tal preocupação direta com a sobrevivência não é, entretanto, nem o único nem o principal motivador da manifestação da necessidade da referida prática. Preocupar-se com a sobrevivência da espécie pura e simplesmente não implica, necessariamente, defender uma única forma de atingir esse objetivo. Certamente há, e a história e outras culturas insistem em nos mostrar, formas diversas de garantir a preservação de nossa espécie. A questão aqui é defender em massa uma técnica ou prática específica (vivissecção) como sendo a única seriamente capaz de dar conta do problema, o que parece não deixar dúvidas quanto a seu caráter ideológico e à afirmação de um paradigma. Tal paradigma é tido como fato consumado, e todo pensamento fica restrito a seus limites. Assim, por exemplo, quando alguém diz: "(...) se não fizermos em animais em quem iremos fazer?" "Não podemos fazer em seres humanos..." "Então vamos fazer isto em criancinhas?"
Raciocínio
Não é vislumbrado o caráter eletivo da técnica, sendo o raciocínio construído apenas com os elementos fornecidos pelo paradigma. Ou seja, já se parte do princípio de que é necessário abrir e dissecar alguma coisa para que se chegue a um conhecimento confiável sobre a biologia do organismo desses animais. Isso não se discute; resta apenas decidir em quem realizar a exploração. Neste pensar-dentro-doslimites há uma ênfase e grande preocupação em dar continuidade e fazer progredir algo que já existe (o paradigma), que é fato consumado e acima de suspeitas (e, portanto não é alvo de críticas) e que se acredita só poder manter-se de uma única forma.
Examinemos alguns depoimentos colhidos de estudantes e pesquisadores praticantes da vivissecção (os depoimentos foram extraídos de livro de minha autoria, intitulado Vozes do Silêncio, publicação de minha dissertação de mestrado):
"(...) se não fizermos isso, como vamos descobrir novos remédios e vacinas? Não vejo outra forma de testar métodos ou substâncias que poderão ser utilizadas em favor da humanidade."
"O uso destes animais é para o bem da ciência."
"Apesar do sacrifício destes animais, acho que há justificativa para o avanço da ciência."
"[a vivissecção] é necessária e já trouxe muitos avanços para a biologia, medicina etc."
"(...) desde que traga vantagens à ciência."
"Não sou a favor da (sic) matança por hobby! Sou apenas a favor do desenvolvimento da ciência."
"Em laboratórios científicos, os animais são sacrificados (mesmo com sofrimento, muitas vezes), mas em prol do avanço em pesquisas."
" (...) [a vivissecção] é fundamental para o progresso da medicina."


Nota-se que não foi dito que o uso dos animais serve à sobrevivência do homem, mas ao bem da ciência e da medicina, que devem ser, elas e não o homem, perpetuadas. Sendo assim, a vivissecção serviria, para além da óbvia obtenção de informação acerca dos organismos, para o progresso e manutenção de uma forma específica de conhecer tida, ideologicamente, como a mais eficiente ou exclusiva. Nesse tipo de depoimento, dificilmente é feita referência a métodos alternativos ou substitutivos de pesquisa. Não se concebe outro modo de estudar a fisiologia dos animais. O caráter monolítico, unidimensional, acrítico e alienado dos discursos aponta a vivissecção como prática inercial e tradicional, além de parte integrante, tida como indispensável, do paradigma moderno das ciências biológicas. Vista como mal necessário, a prática da vivissecção cega cientistas e educadores para a busca de métodos alternativos ou substitutivos. Com ela, ficam ciência e homem empobrecidos.


*João Epifânio Regis Lima é doutor em filosofia e mestre em psicologia pela universidade de são paulo. é professor de filosofia da ciência e estética na universidade metodista de São Paulo


Referências

Descartes, R. Meditações metafísicas. Tradução de Maria E. Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

_____________. O discurso do método. Tradução de Maria E. Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

_____________. Regras para a direção do espírito. Lisboa: Edições 70, 1989.

Kuhn, T.S. The Structure of Scientific Revolutions. Chicago, 1982.

Lima, J.E.R. Vozes do silêncio: cultura científica e alienação no discurso sobre vivissecção. São Paulo: Instituto Nina Rosa, 2008.
Wermus, D. Pour une Science Sans Violence; l'expérimentation animale en Suisse. Genève, Payot Lausanne, 1984



FONTE: Filosofia UOL




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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alimentação Animal

Desde que o Homem começou a pensar, existiu nele várias formas de desejo, entre elas: desejo de vingar-se, de ajudar, etc. tudo fluindo através do pensamento. Basta que pensemos em uma pessoa e já se está levando nisso o Espírito, e junto, o calor da vibração, da energia magnética, para o lado bom, ou para o lado do mal.


Um fluido maligno pode expandir-se e levar uma criatura à dor, ou a enfermidade, ao passo que, os bons fluidos a auxiliarão ou curarão.


Quando unimos nosso pensamento ao Pai, ou nos ligamos a Jesus numa conversa em oração, estamos movimentando as ondas positivas, embalando nosso Espírito beneficamente no auxílio do bem, modificando as vibrações negativas próprias e de irmãos que queremos socorrer.


Num trabalho espiritual, onde médiuns trazem consigo os ensinos de Kardec, entrosamento fraterno, praticando a doutrina cristã, com eles estarão os bons Espíritos, a auxiliarem e ampararem a fim de que seja desenvolvida uma tarefa sadia. Entretanto, temos ainda que preocupar-nos com a nossa saúde, cuidando da higiene, repouso, alimentação, etc. para que tenhamos um estado físico-mental bastante harmonioso e equilibrado.


No livro Desdobramento, pelos Espíritos: Eurípedes Barsanulfo,Ismael Alonso, Miguel de Alcântara, encontramos informações sobre o prejuízo da alimentação carnívora. Eis o que nos informam os Espíritos:


..."Insistimos ainda sobre o prejuízo do alimento carnívoro. Todos devem encarar essas tarefas sem se valerem da alimentação de carne de qualquer espécie, porque os seus fluidos, impregnados no organismo, são completamente contrários à ação dos fluidos dispensados nas correntes eletromagnéticas, onde as pessoas sentadas à volta de uma mesa se dão as mãos para praticar um tratamento à distância em prol de uma criatura que sofre. Há de estar-se bem preparado, além de moralmente, também fisicamente, porque o fluido ectoplásmico gerado pela carne é bastante pesado, e na medida em que a pessoa dele portadora recebe o fluido mais leve a circular pela corrente, ela sente um choque e passa mal. Pessoas desmaiam, vomitam, porque, repetimos, não estão de fato preparadas para o trabalho. A carne leva um fluido pesadíssimo, emanando um fluido ectoplásmico, como insistimos em repetir, que atrapalha bastante as pessoas. Observe-se uma pessoa que come a carne e ver-se-á como ela tem mais sono, mais vontade de repousar, enquanto o vegetariano consegue ficar por mais tempo acordado, sem sentir o peso do estômago".


Continuando com os estudos sobre a alimentação carnívora, encontramos no Boletim de Sinais, no 3, de julho/1999 , a revelação feita por Rudolf Steiner em "Crônica do Alaska": ... O sangue revela os hábitos alimentares de uma pessoa. Examinemos o processo físico que ocorre sob influência da alimentação carnívora: os glóbulos vermelhos tornam-se mais pesados, mais escuros, e o sangue apresenta uma tendência maior para coagular. Formam-se com mais facilidade incrustações de fosfatos e outros sais. Sob uma alimentação predominantemente vegetariana, a velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos é bem menor. É possível ao ser humano não deixar que seu sangue chegue a uma cor tão escura; justamente por isso, ele se torna então muito mais capaz de alcançar a partir do controle de seu EU interno, a coesão de pensamentos, enquanto um sangue mais pesado exprime uma tendência para se entregar de maneira servil àquilo que se incorpora ao seu corpo astral pela alimentação carnívora".


Steiner prossegue: "pela alimentação carnívora o ser humano incorpora em si elementos que aos poucos se transformam em substâncias estranhas, que seguem dentro dele seu próprio caminho. Isto é evitado quando a alimentação é predominantemente vegetariana. Quando as substâncias em nós seguem seu próprio caminho, elas exercem influências que desencadeiam estados histéricos e epilépticos. Como o sistema nervoso recebe de fora essas impregnações, torna-se vulnerável às mais diversas doenças".


No livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, temos uma pergunta, a de número 4, sobre:


Procedem as preocupações relativamente à superpopulação do Planeta?"
Resposta:
- Nas condições egoístas em que vive a atual sociedade, é natural que a superpopulação pareça ameaçar as estruturas econômicas e morais do homem no mundo, trabalhando para que as calamidades da fome, da violência fomentem o seu extermínio. No entanto, a colocação carece de fundamentos legítimos, quando examinada sob a óptica do Espírito. A Terra tem condições para manter quase cinco vezes mais o número dos seus atuais habitantes, já que nas Esferas espirituais estão programados para a reencarnação mais de vinte bilhões de seres, que aguardam o momento próprio. Avançando com o progresso, as técnicas para descobertas alimentícias propiciarão recursos para atender a todas as necessidades, particularmente aqueles que podem ser retirados dos oceanos, das terras improdutivas, dos rios, lagos e mares, e, sobretudo, os que poderão ser produzidos em laboratório, diminuindo a voracidade do ser humano que aprenderá, mediante experiências respiratórias elevadas, a retirar do próprio ar inúmeros nutrientes para a preservação da existência corpórea. Para tanto serão alcançados níveis mais elevados de consciência, de respeito à Natureza e à Vida".


A Ciência já analisou detidamente os vários tipos de carne-alimento e descobriu que vários elementos que a compõem são contra-indicados à saúde humana. 


Eurípedes Kühl que escreveu o livro Animais-nossos irmãos, menciona:
... "Os milhões de animais que são mortos, quase sempre de forma brutal, fornecem energias protéicas ao homem, mas esse mesmo homem resgata essa crueldade nos campos de batalha, na matança repulsiva das guerras intermináveis. Tal perdurará até que a Humanidade transforme seus hábitos alimentares e suas estruturas sociais, empregando recursos materiais não em arsenais bélicos, mas nas lavouras, eliminando de vez o fabrico de armas, os matadouros e a alimentação carnívora".


No caso dos médiuns, o que deve ser considerado e respeitado é o efeito negativo que a carne produz no corpo e, por reverberação fluídica, no Espírito. Tal afirmação ficará mais bem compreendida, ouvida em resumo as palavras do Espírito Lancellin em Iniciação-Viagem Astral, cap. "Valores Imortais" :
... "Ao serem mortos os animais (no caso, bois) têm o fluido do plasma sangüíneo sugado por espíritos-vampiros, com habilidade espetacular. Tais vampiros fazem fila, um líder na frente, para sorver tal energia. Com o magnetismo inferior dos animais fortalecem seus baixos instintos, retribuindo fluidos pesados em infeliz reciprocidade; assim, carne e ossos do animal ficam impregnados dessa fluidificação negativa, a qual será transmitida aos homens que deles se alimentam".


Conclui alertando :
... "Os espíritas se livram desse magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas ... "


É tão importante a maneira como nos alimentamos, que André Luiz no livro Missionários da Luz, descreve várias situações sobre a alimentação, seus excessos e qualidade. Encontramos no cap.3, anomalia no aparelho digestivo assim descrito :
... "O estômago dilatara-se-lhe horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. Presenciava não o trabalho de um aparelho digestivo usual, mas sim de um vasto alambique, cheio de pasta de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitas conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição ".


André Luiz continua no cap. 4 a descrever os malefícios de uma alimentação carnívora, associados a comprometimentos espirituais :
... "A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso, certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mãe, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o Lar, será também sagrado". 


E a Espiritualidade superior continua a nos informar sobre a necessidade de nossa educação, enquanto encarnados:
... "Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?"


Muitas pessoas buscam nas respostas dos Espíritos dadas a Kardec, uma atenuante para sua alimentação a base de carnes. As respostas que os Espíritos deram a Kardec no O Livro dos Espíritos - questão 723 - sobre a alimentação animal estava de acordo com o entendimento da ciência e da sociedade da época. Julgavam que só a proteína animal é que beneficiava o corpo físico, desconheciam outras vitaminas que poderiam substituir a carne. Para demonstrar que com o processo evolutivo pode haver substituições, vejamos na Revista Espírita de 1858, no mês de abril, a colocação do Espírito de Bernard Palissy que foi um célebre oleiro do séc. XVI, habitante de Júpiter, que possui uma Humanidade bem mais evoluída do que a nossa. O Espírito informa a Kardec, que a alimentação nesse Planeta, é puramente vegetal e acrescenta: "O homem é protetor dos animais ."


Kardec pergunta ainda: "disseram-nos que parte da sua alimentação é extraída do meio ambiente cujas emanações nutritivas eles aspiram.”
É verdade? Resposta do Espírito: "Sim".


Mais adiante, informa que "os animais no Planeta Júpiter não são carnívoros e se amam".
Alimentação Animal Perante a Ciência :
Todos sabemos que uma vida saudável depende de uma boa alimentação, mas poucos têm a consciência do que isso representa em termos de benefício para cada órgão do corpo humano. Do cérebro ao coração, aquilo que ingerimos diariamente tem um papel fundamental na manutenção e no intrincado sistema que nos mantém vivos. Assim, o ser humano precisa entender que a energia e outras substâncias que necessitamos para poder ter uma vida saudável tem basicamente duas fontes: a nossa genética e aquilo que ingerimos ao longo da vida. Assim a questão é como se alimentar para ter saúde e suprir todas as necessidades do corpo, sem excessos ou deficiências? Cada vez mais médicos e determinadas instituições recomendam que as pessoas reduzam a quantidade de carne vermelha e a porcentagem total de gordura de sua dieta. O excesso de gordura na alimentação está ligado a várias doenças, entre as quais doenças cardíacas e câncer, as duas doenças que mais provocam óbito. Um estudo recente do Dr. Dean Ornish, publicado no jornal médico The Lancet constatou que a maioria dos pacientes que seguia uma dieta vegetariana, apresentavam melhoras, ao contrário daqueles que se alimentavam de produtos de origem animal, e pioravam o entupimento das artérias coronárias. Quanto aos tumores malignos (câncer) , até 1990, apenas um câncer havia sido relacionado ao açougue, o do intestino, (terceiro que mais mata no mundo), mas de lá para cá, apareceram os de boca, da faringe e do estômago (o campeão de mortes no Brasil). Segundo o Instituto Nacional do Câncer, os tumores do estômago terão sido responsáveis pela morte de 13.200 brasileiros em 1998.


Gordura - conforme informou o Dr.Fabio Levi, da Universidade de Lausanne, à Revista Super Interessante: "dificulta a digestão, forçando o fígado e o estômago a produzir ácido em excesso fazendo com que a corrosão das paredes do intestino provoque mutações cancerígenas".


Enxofre - contido na carne vermelha, possa estar participando de uma conspiração com as bactérias moradoras do intestino, é o que nos informa o oncologista John Cummings da Universidade Cambridge, na Inglaterra: "é quase certo que as toxinas expelidas pelas bactérias ao devorar o enxofre colaboram para o aparecimento da doença". 


Amino Heterociclico- é outra substância perigosa contrabandeada para dentro do organismo. Ele é criado pelo calor da grelha ou da panela, formando aquele pretinho crocante dos churrascos e das frituras. "Os aminos acabam no interior das células, onde se ligam ao DNA e provocam mutações cancerígenas" diz Bárbara Pence, da Universidade Técnica do Texas, nos Estados Unidos.


Alcatrão - Contido na fumaça que sobe da carne na brasa, e o SAL que recobre a carne seca (sozinho o sal é inofensivo) , mas misturado a uma substância de nome N-Nitrosamida , segregado pela ligeira fermentação da carne ao sol - se transforma em toxina cancerígena.
Países pobres, que antes não tinham acesso a carne vermelha, e os países como o Japão e Coréia do Sul que não se alimentavam de carne bovina, segundo o especialista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, John Cummins, os cânceres do sistema digestivo, antes quase inexistentes, estão começando a aparecer com freqüência cada vez maior naqueles países. É sinal de que a troca de sua mesa tradicional farta em peixes, pelo anacrônico modismo ocidental, está custando caro.


As proteínas de origem animal criam um grande fardo no corpo, porque contêm alta quantidade de enxofre na composição de seus aminoácidos e são rapidamente absorvidas pela corrente sangüínea. 


A Questão das Proteínas:
Ao contrário da crença popular, as necessidades de proteínas para o corpo humano é bem modesta e fácil de encontrar. Se consumirmos uma VARIEDADE de alimento, com adequadas calorias para o nosso peso e o nosso nível, estaremos comendo o suficiente em proteínas. A Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas recomenda 4,5% de calorias fornecidas pelas proteínas como quantidade diária ideal.


Podemos entender que no futuro a Humanidade terrestre também deixará de se alimentar de carne. Hoje, já encontramos alimentação nos produtos de origem vegetal, sem necessidade da proteína animal. Emmanuel, e muitos outros Espíritos, nos orientam sobre isso, e felizmente, a ciência que cuida da parte alimentar não só demonstra essa possibilidade, como ainda nos previne sobre os excessos e os males ocasionados pela carne vermelha, principalmente a de porco. Emmanuel, no livro O Consolador, pergunta 129, diz que "a alimentação animal é um erro de enormes conseqüências do qual derivam vícios da nutrição humana".


A Lei Natural do Progresso é uma constante que, no futuro, erradicará dos costumes humanos a alimentação de carne, tendo em vista que ela só é conseguida tirando a vida do animal, o que demonstra ainda nosso atraso espiritual (cenas de animais sendo mortos em matadouros não são de fácil contemplação: pessoas sensíveis não a suportam - desmaiam).


Saberemos que não mais cometeremos esses abusos com os animais, quando ao evoluir, o Espírito, pelo Amor, terá aprimorado o seu revestimento perispiritual que, por sua vez, modificará o envoltório carnal - nosso corpo físico.


Conselho Doutrinário
CENL-CAL- abril/2000

BIBLIOGRAFIA :
Desdobramento - Eurípides Barsanulfo, Ismael Alonso, M.Alcantara
Boletim de Sinais, no.3 - julho/99
Atualidade do Pensamento Espírita - Vianna de Carvalho
Animais - nossos irmãos - Eurípedes Küel
Iniciação - Viagem Astral - Espirito Lancellin
O Livro dos Espíritos - Allan Karde
Revista Espírita - 1858 - Allan Kardec
Consolador - Emmanuel
Missionários da Luz - André Luiz
Vegan - (Internet) 




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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Palestras em PPS disponíveis para download

Amigos , disponibilizamos na página "Irmãos Menores Animais- Palestras", algumas das muitas palestras que fizemos no GFFA e que desejamos compartilhar com todos vocês, devido as muitas solicitações que nos foram feitas.

Elas já se encontram disponíveis para serem baixadas, estudadas e comentadas, pois é fruto de muito trabalho e estudo em prol dos animais.


Acesse o link  Irmãos Menores Animais- Palestras  e bons estudos.




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana



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