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segunda-feira, 30 de abril de 2018

RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE








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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fanatismo Religioso - Parte 1

Ursos polares: mãe e seu filhote


"...todos os crentes parecem escandalosos e indiscretos: procura evitá-los" (Nietzsche)




Hoje mais do que nunca, vemos em cada esquina uma igreja ou um salão religioso, que arrastam dezenas de pessoas para seus cultos. Nunca a religião foi tão democrática, porém talvez nunca tenha sido tão mal compreendida pelos homens.

Quantas vezes não tivemos que ouvir os cultos no último volume, como se Deus fosse surdo e o homem tivesse que gritar para que Ele ouvisse? Quantas vezes não tivemos que aguentar aquele cara que tentava - a qualquer custo - nos transformar em outra pessoa não respeitando nossa própria religião.

"Sempre a minha é a melhor"

Quem garante isso? Há algum selo de qualidade de Deus? Algum APD, Aprovado Por Deus.

Por que o homem se tornou tão religioso e ao mesmo tempo tão fanático?

A palavra fanático vem do latim - fanaticus, fanum e significa templo, lugar consagrado. Fanatismo é a cega obediência a uma fé ou um conceito, mas que é seguida com obstinação, tudo que é bom para mim será bom para você. No fanatismo não há liberdade de consciência, tornando a pessoa realmente intolerante e porque não dizer, insuportável.

Desde as cruzadas até os atuais homens-bomba nós temos a clara visão sobre o fanatismo religioso e suas consequências desastrosas para o mundo. Matam-se homens em nome de deus - sim, deus com "d" minúsculo mesmo, matam-se seres humanos em nome de uma única religião.

Quantas vezes também já não tentamos impor nossas ideias às pessoas, sem nos lembrarmos de que todo excesso é prejudicial?

O fanatismo não escolhe religião, todas elas possuem seus "fanáticos de plantão" que não percebem o que fazem e não aceitam conselhos nem críticas. Os espíritas também podem se transformar em fanáticos fervorosos. Você duvida? Sonde ao seu redor e veja se você não age às vezes como aquele seu vizinho que não sai do culto.

Pessoas que descobrem que "fora da caridade não há salvação" e que constroem seu próprio jeito de praticar a caridade. Primeiro pensam em ajudar os outros depois em se ajudar e resolvem aceitar, as cegas, todo e qualquer trabalho que lhe é oferecido. Para eles não existe mais família, amigos, lazer ou qualquer outra coisa que não seja o trabalho espiritual. O "trabalho" torna-se mais importante do que qualquer outra coisa, cegando-lhe a visão da fé raciocinada igualmente pregada por Kardec.

Muitas vezes os dirigentes das casas espíritas veem essas pessoas apenas como trabalhadores esforçados, sem perceberem o perigo que pode se alastrar numa Doutrina de princípios tão fáceis de serem seguidos. 

O orgulho cresce em alguns médiuns: apenas ele sabe, apenas ele vê. Jamais contesta ou procura pesquisar o lado científico da doutrina: "Se Deus fez, para que tentar descobrir como", "A alma existe, é de Deus, para mim está bom". Sim, em parte é verdade, mas Kardec já afirmava que a Ciência, quando caminhasse ao lado de qualquer religião, essa seria a verdadeira e a fé cega deixaria de existir. 

E nosso amigo vai: cursos e mais cursos, palestras e mais palestras. Toma um passe e tudo se resolve. Uma simples dor nas costas pode ser obra de um obsessor. Tudo então passa a ser coisa dos "espíritos", transformando-o num espírita doentio que se recusa a receber auxílio.

"Fanático eu, jamais".

O Espiritismo nos traz a fé viva e racional, por isso o amor a Deus não deve ser doentio.

Vamos buscar o equilíbrio em tudo o que fazemos, principalmente na fé que carregamos dentro de nós, quando em dúvida, pensemos:

O que faria Jesus?



Simone Nardi








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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Só rindo mesmo ...

Foto by.S.N. : Círius


Ser vegetariano é com certeza uma coisa divertida, desde que você não seja aquelas pessoas rabugentas, que reclamam de tudo e acreditam que o mundo conspira contra você. Já temos que conviver com a segregação interna da coisa toda tipo: Somos veganos não vegetarianos, vegetarianos degradam o planeta, somos “proto”(epa)vegetarianos, somos veganos veganis sensatus, somos somos somos somos tantos somos que perdemos a real indentidade e lutamos uns contra os outros esquecendo-nos do respeito que nos levou a mudar os hábitos alimentares, porque tornamos o irmão de jornada inimigo de caminhada, uma hora vegetariano não pode namorar onívoro, depois vegano não poderá namorar vegetariano, depois começaremos a segregar tanto que viveremos isolados e nossa palavra não chegará ao ouvidos daqueles que ainda desconhecem o que se passa com os animais, porque estamos mais preocupados e dar nomes aos “bois” do que em fazer a coisa certa que é salvar os bois, os cães, as lebres , os gatos ... como se dar nome, apontar, segregar, fosse a coisa certa a se fazer...

Depois limpamos a boca e dizemos - enquanto tentamos esconder os 10, 20 anos em que fomos onívoros , tentamos mostrar nos 10 anos recentes de vegetarianismo ou veganismo que somos criaturas boas - que fazemos o bem aos animais, enquanto por outro lado, minamos, mesmo que discretamente a amizade de vegetarianos com vegans e destes com os onívoros.Somos tão cegos quanto qualquer um, só não queremos admitir. Depois alguns reclamam quando são chamados de chatos....

È claro que é chato ouvir que você mata bichos para comer sem qualquer necessidade, mas é mais chato ainda você ouvir de um cara que era carnívoro e se tornou vegetariano primeiro e depois vegano, que você , ainda engatinhando pelo vegetarianismo é covarde, é cruel e tantas outras coisas, coisas essas que esse mesmo cara era uns poucos anos atrás. Como se ele tivesse virado um “santo” quando se tornou vegano, tão santo que hoje com toda sua atitude de bondade e dignidade aponta o outro para jogar na cara dele, algo que ele também não viu em si mesmo.

Respeito é bom para todos os lados, do contrário o ideal morre sem trazer resultados, como no espiritismo Emmanuel dizia que: “O maior problema do espiritismo são os espíritas”, temos que evitar que o problema dentro da Libertação animal, sejam os Vegetarianos, os vegans, os tantos somos que ROTULAMOS ao invés de lutarmos juntos.

Só rindo mesmo...



Simone Nardi
Veganismo sem fanatismo gente








Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Dogmas e Polêmicas no Espiritismo? - Parte 2

"O sinal mais característico da imperfeição do homem é o seu interesse pessoal".
Allan Kardec


Polêmica. Nem sei quantas vezes já ouvi essa palavra saindo da boca de muitos companheiros espíritas. Polêmica é algo que provoca disputas e controvérsias (que não se compreenda aqui como discórdias ou rusgas) em campos discursivos. Polêmica é quando você coloca seu ideal sobre determinado assunto à mostra ou refuta alguma tese já elaborada e, em geral, seu companheiro não está pronto para aceitar ou compreender, então ele se vira para você e diz que você está "gerando polêmica" com aquelas idéias que colocou. Mais uma vez, vemos o campo espírita repleto de polêmicas das mais diversas.Mas o que os companheiros de Doutrina se esquecem é que a polêmica é necessária para o avanço de muitos de nossos conhecimentos.Ela gera o debate e o debate traz o conhecimento e o conhecimento eleva a moral e consequentemente, a alma. 


domingo, 6 de julho de 2008

Dogmas e Polêmicas no Espiritismo? -Parte 1

"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade". (Allan Kardec) 


Dogma do grego δόγμα, plural δόγματα significa uma crença/doutrina, imposta e que não admite contestação, é uma verdade divina revelada e que deve ser acatada pelos fiéis. O Espiritismo, por ter bases filosóficas, e, até por isso, racionais, não deveria ter dogmas, porém, o que vemos, é que houve um certo afastamento da filosofia e da ciência, deixando um espaço grandioso apenas para a religião, e, já discutimos em outros artigos, que o fanatismo religioso é um mal que assombra e faz adoecer todas as religiões, principalmente aquelas que se esquecem do raciocínio lógico, passando a aceitar qualquer imposição como verdadeira, ou seja, criando dogmas.Sabemos que não é um erro da religião Espírita em si, mas, sim, daqueles que a conduzem como bem o desejam e que são levados somente por seus dogmas pessoais, e entenda-se aqui, que não há generalização por parte de todos os dirigentes.