quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sinais de uma Casa despreparada para o tratamento espiritual de animais








Começamos noutro post, uma série de cuidados que os tutores de animais devem tomar ao ingressar numa Casa onde o mote possa ser o tratamento/assistência espiritual de animais; não somos contra elas, ao contrário, somos a favor do trabalho, o problema é que  muitos pensamentos que auxiliariam os trabalhadores no início foram desvirtuados, culminando num trabalho fraco e que não progride moralmente nem os tutores nem os trabalhadores.


Muitos iniciam o trabalho acreditando que trabalhar com animais é tão “fácil” quanto trabalhar com pessoas, se esquecem de que pessoas não morrem para virar alimento, mas os animais sim.


Várias vezes questionamos algumas pessoas se elas realmente sabiam onde estavam se metendo e elas diziam “Sim, sabemos” e como observadores as vimos cometer erros grotescos tais como: vender convites de festas com carnes nos dias do tratamento/assistência espiritual de animais, como se animais fossem apenas aqueles que são levados “Vivos” as entidades e não os que servem de alimentos por serem mortos.


Vimos pessoas que diziam saber onde se metiam utilizando objetos de couro, comendo carne escondidos, escorregando ao dizer que haviam ido comprar “Kibes” em determinadas lojas para comer em casa ou levando palestrantes que não sabiam diferenciar o que era  uma lenda de internet de uma verdade no reino animal. Vimos palestrantes defendendo a venda de animais de raça, contestando veementemente a castração, promovendo o aluguel de cães para segurança patrimonial, entre outros desastres como alegarem que todas as aranhas vivem somente 15 dias...


Trocando medicações de veterinários pois, segundo a espiritualidade eles, os veterinários haviam se enganado.


O que queremos não é prejudicar nenhuma Casa que possua este trabalho, mas alertar para o despreparo de muitas delas em relação aos animais e alertar os tutores sobre os riscos que podem correr se  não prestarem atenção.


Os sinais mais característicos e que sabemos - ao lerem o post as Casas tentarão esconder ou se modificar - iremos colocar abaixo o que notamos, se você leitor notou outros, pedimos que nos auxilie aqui.


·        * Quadros anunciando festas com corpos dos irmãos animais ( churrascos, almoços, pizzas etc, eles podem esconder isso nos dias do tratamento dos animais, mas não o farão no restante dos dias, pois faz parte do trabalho de algumas Casas angariar dinheiro com a morte de animais)


·        * Vestimentas a base de animais (cintos, sapatos de couro, jaquetas, etc), alguns usaram como desculpa o fato dos animais, ainda que mortos, colaborarem para que as pessoas andem vestidas


·                   Palestras que apoiam o uso de animais em qualquer circunstância, guarda patrimonial, experimentação, roupas...


·                      Reprovação as contestações de ordem científica/filosófica ou religiosa( já que a maioria estuda, somente e tão somente as obras espiritas esquecendo que os animais vivem mais num mundo material onde são abusados pelos seres humanos). Leituras mais pesadas ou assuntos mais pesados referentes a morte dos animais, costumam irritar alguns trabalhadores, pois envolve mudança de hábito alimentar.


·                      Palestras repetitivas ou palestras que só versem sobre questões espiritas, baseadas somente no Evangelho e excluindo os animais do assunto(isso mostrará a falta de conhecimento do vasto assunto Animal). Palestras repetitivas demonstram pouco ou quase nenhum conhecimento sobre a relação ser humano x animal o que é perigoso, pois não ensina apenas vicia. Aliás temos várias palestras no Blog para resolver esses problemas.


·                              * Trabalhadores que aleguem não comer carne (normalmente depois de um tempo a maioria alega isso mais por vergonha do que propriamente por moral) mas, apoiam todos os almoços da Casa que utilizem animais.


·                                 * Erros grotescos da espiritualidade/mentores em relação aos animais (questões mal respondidas por falta de informação, não adianta alegar que a espiritualidade não sabe tudo, ao menos as coisas mais simples eles terão que saber ou demostrarão despreparo para o trabalho).


·                                    Irritações diante de contestações (elas geralmente, diante de despreparo, não são bem vindas).


·                                              Desconhecimento do assunto ( são vários e baseados em opiniões pessoais como presenciamos a alegação de que a castração acabaria totalmente com os animais e que era um crime, afinal como o palestrante poderia comprar um animal de raça se tal raça fosse extinta? , lembrando que devemos lutar contra a venda de animais, pois eles não são objetos, abaixo relataremos outros casos obtusos e decepcionantes que ouvimos de alguns palestrantes)


·       
 Encarado como Normal : Venda constante de convites para angariação de fundos para o “bem maior “ da Casa.(NÃO FAÇAIS DA CASA DE MEU PAI UM COMÉRCIO :


"Jesus sobe ao Templo de Jerusalém e constata que o Templo é usado para maquinações e injustiças, formas de ganhar mais, exigindo a quem tem menos. A reação de Jesus é inesperada. Os que por ali andam já nem estranham. Jesus escandaliza-se, faz um chicote, expulsa os vendilhões e os seus animais, derruba as mesas e o dinheiro dos cambistas e diz aos que vendem as pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio»."


Como fazer para analisar tudo isso?


Sabemos que existem dois tipos de pessoas as que são ainda “Donos” de animais e as que são Tutores de animais. A maioria ainda é dono, vê o animal como propriedade, pode até tratar bem, mas impõe ao animal os costumes do dono (roupas, tatuagens, brincos, sapatinhos etc) e não as necessidades do animal como ser ainda não-humano). São pessoas que compram o animal como se ele fosse um mero objeto para adornar o lar porque amam mais um cão de raça, comprado, do que um SRD que sofreu na mão de donos cruéis. Essas pessoas, desligadas das verdades que ocorrem com animais ou que ignoram os verdadeiros fatos, talvez não consigam notar tantos problemas nas Casas porque lhes apraz o “Seu Animal”, pouco importando o do outro.


Já alguns tutores e sobretudo os que são realmente protetores de animais, que são vegs, acolhem e auxiliam cães/gatos de rua, esses terão mais condições de perceber determinadas atitudes que irão contra o amor que se deve ter aos animais.


Mas como fazer para perceber tudo o que citamos acima?


Fácil e não há desculpa para alegar dificuldades hoje com a existência da Internet.


1-      Estudar o tema animais, tanto dentro do espiritismo como fora dele. Buscar para isso informações na rede mundial de computadores, ou seja na Internet, mas o mais indicado são os livros , fontes inesgotáveis de sabedoria.


2-      Não ter vergonha de questionar e o fazer quantas vezes forem necessárias; as pessoas que olharem feio para você é porque desconhecem o assunto, sinta-se bem com isso e não mal.


3-      Observar atentamente os trabalhadores (roupas de couro, alimentação, etc) e a Casa em si (convites para churrascos, etc) e como tratam tutores e animais, bem como tratam aqueles mais questionadores, eles mesmo vão alegar que não sabem tudo, sua chance de mostrar se estão certos ou errados.


4-      Conversar com o palestrante antes, durante ou depois da palestra para ver se ele realmente conhece o assunto ou se leu apenas para fazer aquela palestra.


5-      Verificar se a Casa faz um trabalho de assistência somente dentro de quatro paredes, o que é fácil ou se consegue auxiliar animais fora dali, muitas vezes vimos trabalhadores agradarem animais abandonados e lhes voltarem as costas após o afago, como se isso auxiliasse o animal. Sabemos que as Casas não podem recolher todos os animais, mas também é sabido que auxiliam fora da Casa mulheres gravidas, órfãos e idosos, porque não  fazer o mesmo com animais? Seria por que são apenas animais?


6-      Quais veterinários trabalham com eles, vimos casos em que veterinários frequentavam a Casa única e exclusivamente para “Ganhar” clientes e não por amor aos animais.


Não se pode Acreditar apenas por Acreditar, é preciso uma Fé Raciocinada segundo Kardec, pois a Fé cega é Falsa e leva a graves consequências.


É preciso notar o uso correto dos 3 pilares que sustentam o Espiritismo:


CIÊNCIA


FILOSOFIA


RELIGIÃO


Religião é a que é mais seguida devido a constante busca dos tutores por saber para onde seu animal vai depois do desencarne, mas não há qualquer interesse, até pelo lado dos espiritas de saber o que ocorre com um boi antes do desencarne e de que modo seu espirito chega do outro lado. Por isso no caso dos animais é muito mais importante o uso equilibrado dos 3 pilares, o que geralmente não ocorre.


Sabemos que em Casas que realizam o tratamento a distância reconhecer estes deslizes é bem mais complicado, contudo, basta que o interessado escreva para os coordenadores do trabalho solicitando as informações básicas a respeito das atividade: a Casa promove festas com corpos de animais? Todos os trabalhadores são vegetarianos? Que linha de estudo a Casa se orienta e orienta seus tutelados? Contudo é preciso prestar atenção as respostas, se forem as que os espiritas veem utilizando há anos, é necessário ficar esperto com a Casa em questão, pois ela ainda considera animais apenas os que são domesticáveis.


Embora eles insistentemente se neguem a aceitar o fato de que bois(carne), vacas(leite), galinhas(ovos), frangos(carne), suínos(carne) sejam também animais, posto que os comem naturalmente, nosso dever Moral é fazê-los compreender que o trabalho deve ser feito por inteiro e não pela metade como alguns desejam.


Eles irão dizer que um dia o Planeta Terra irá se modificar, que todos se tornarão vegetarianos, que os animais deixarão de sofrer, que cada um tem seu tempo, cuidado com essas palavras, são um engodo para bloquear a mudança, já que sabem que um dia tudo se modificará, mas que não será através do trabalho deles e sim de outros, já que num Planeta vegetariano, serão obrigados a se tornarem o que nunca desejaram ser(se não for por amor será pela dor), afinal , não trabalham na Vinha( Terra) por esta mudança em respeito a eles mesmos e não aos animais.


Desconfie deles.


Desconfie das frases batidas de que Chico comia carne e Hitler era vegetariano, puro mergulho na ignorância do assunto.


Também não acredite quando lhes disserem dos tais “prejuízos financeiros”, alegado por Emmanuel num possível caso onde todos se tornem vegetarianos no curto prazo de um ano, pois todos os abatedouros seriam fechados. Isso não ocorreria num prazo tão curto e se pensássemos assim, deveríamos abrir mais fábricas de cigarros ao invés de proibi-los, de bebidas, não poderíamos mais sermos contra o trafico de drogas que igualmente é considerado trabalho para algumas famílias mais miseráveis, fora tantos outros recursos que mais prejudicam do que auxiliam.


Faça esse trabalhador que lhe disse isso repensar suas palavras, mesmo que embasado em Emmanuel, faça-o ver os milhares de seres humanos que são obrigados a matar diariamente os animais para que ele, limpo de mãos mas não em moral, possa comer aquela carne retalhada de um  irmão. Diga á ele que ele é o culpado pelas doenças psíquicas de outros seres humanos que matam os animais para ele, mostre os traumas, as doenças, isso somente já deveria fazê-lo parar de comer carne e extinguir os abatedouros.


A melhor forma de se proteger é ler.


É estudar.


É evidenciar o desconhecimento e o despreparo de diretores e trabalhadores que muitas vezes mais prejudicam do que auxiliam, sobretudo os demais animais que não podem recorrer as Casas espíritas.


Ninguém mais pode alegar desconhecimento, este é o fato.


Este Blog procura responder a maioria dos questionamentos e existem muitos outros como este espalhados pela rede. Divergências todos temos, mas somos todos contra qualquer tipo de  maltrato aos animais : compra, venda, vestuário, alimentação , experiência, guarda, nem mesmo com a desculpa de que seu uso é para um “bem maior”.


O bem maior é a vida de cada um deles. O bem maior é nossa reconstrução moral. O bem, maior não é auxiliar dando passes apenas em cães e gatos, mas mostrando ao mundo que outros animais também são possuidores de alma e sofrem pela mão humana,sofrem pelo seu desconhecimento e por sua má informação.


Não é preciso que o boi morra como morre diariamente para que seu cão/gato tenha um lugar onde possa receber passes da espiritualidade. Ou que uma criança tenha paredes que a abriguem ou que os velhos abandonados tenham um lar. O trabalho limpo de crueldade é capaz de erguer muros e paredes, só falta quem tenha Boa Vontade em fazê-lo e conhecimento do amor verdadeiro.

É preciso realmente passar a Amar os Animais.

 

Simone Nardi


Para Ler Mais

Falsos Profetas

Casas espiritas e o tratamento espiritual de animais



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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Falsos Profetas




Lobo em pele de cordeiro



"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!
Mateus 7:15-20



Desde o surgimento do espiritismo e com o consequente desencarne de seu unificador, Allan Kardec, o que se tem visto é a dominação do ser humano por sobre todas as palavras deixadas pela codificação. Há muito que as palavras foram modificadas e seu entendimento e compreensão idem. Há muito e não temos receio em dizer, que os tais “grandes” da  Doutrina as usam em proveito próprio criando também, dentro da mesma, uma “Crise de Linguagem”.


É daí que surgem os falsos profetas, aqueles que prometem visões, que prometem curas e toda sorte de sortilégios em proveito próprio e não de seus seguidores. Cria ele a idolatria em torno de si e qualquer palavra contraria é duramente rechaçada com o que já sabemos :

 “O irmão diz isso porque tem inveja”,  “o irmão diz isso porque está obsediado”,  “o irmão diz isso porque queria aparecer e não permitimos” e todos os comentários criados pela mente do falso profeta que, se fosse mesmo um profeta, jamais abriria seus lábios para falar desse ou daquele irmão.


Eles possuem a fala meiga e doce. São afetivos, convincentes, mentirosos contumazes e bons "compreendedores" das religiões. São Tudo. E ao mesmo tempo não são nada.


Eles se vestem de cordeiros para poder acercar-se de suas vítimas/presas e como lobos as devoram sem que elas percebam. É assim em todas as religiões, não é privilégio de uma única, mas pensamos no espiritismo isso é ainda pior, porque ali a grande maioria das pessoas acredita sem ver, sem sentir, sem dar-se conta do que ocorre.


Todos somos médiuns, mas nem todos possuem a mediunidade aflorada a ponto de notar tais farsas que acometem muitas Casas  Espiritas, esse é um grande problema.


Ao contrário do que a maioria das Casas Espíritas apregoam, nem todos tem a obrigação de  trabalhar dentro de uma entidade, até porque é muito fácil ser bom , digno , moral e solicito dentro de uma Casa Espirita, mas a maior Vinha de trabalho é fora de suas paredes, é o mundo que habitamos, este sim o verdadeiro desafio.


Por isso um alerta do que temos visto dentro de muitas entidades espiritas das quais passamos e um alerta maior para aqueles que frequentam Casas que estão realizando trabalhos com Animais.


Os princípios de Marcel Benedeti, que estão sendo aos poucos esquecidos, são bem claros. Auxiliar espiritualmente tutores e animais de forma a beneficiar mais os animais, ensinando seus tutores a tratá-los com amor e ensinando-lhes o vegetarianismo.  Em muitos lugares estes princípios do amigo Marcel estão se perdendo. 

Em muitas conversas que tivemos, ele alegava que antes de trabalhar com animais os médiuns trabalhadores tinham a obrigação de serem vegetarianos, para poder ensinar isso aos tutores e para cuidar dos animais, assim foi com a primeira Casa que fundou a  ASSEAMA, da qual se  afastou algum tempo depois.


O que temos visto agora é que se montam os grupos que irão cuidar dos animais primeiro e depois se cogita  possibilidade de se tornarem vegetarianos, usando sempre as mesmas alegações de que necessitam de um tempo maior para se modificarem, alegando que a espiritualidade protege os animais dos malefícios que eles trazem dentro de seus organismos por se alimentarem dos corpos dos irmãos que eles se comprometeram a auxiliar. 

Respeita-se o tempo do médium, olvida-se a necessidade dos animais, bem como o respeito ao trabalho empreendido.

Mas é um erro esperar o tempo do médium?


Não de modo algum, desde que não esteja envolvido diretamente no trabalho com animais.


Mas se formos esperar médiuns vegetarianos não haverá trabalhadores, o que fazer?

Que se aguarde a abertura dos trabalhos em respeito aos animais, pois eles são o principal motivo da abertura deste trabalho e não os médiuns, que se estude nesse período, que se busque conhecimento não apenas dentro da Doutrina como muitos fazem, mas que procurem descobrir como a carne vira carne e somente quando determinado médium tiver conseguido modificar seus hábitos, que se junte ao trabalho.

Mas Jesus andava com cobradores de impostos....

Sim, mas ele não exigia que nenhum deles fosse vegetariano para andar ao seu lado, já que sua prioridade não eram os animais, apesar das varias demonstrações que deu em favor deles. Mas ele exigia bondade e amor e não se acuava quando era preciso chamar-lhes a atenção pela falta de fé.

Mas, cada um tem seu tempo....


Sim, e se o médium acredita que não está em seu tempo de mudar, escolha outro trabalho onde não seja necessário que exercite a hipocrisia de dar passe em um animal tendo ingerido outro.


Essas são apenas algumas das defesas /frases, que ouvimos quando afirmamos que todas as pessoas que desejam trabalhar com animais tem a obrigação Moral de serem vegetarianos.


Obrigação Moral!



A Moral é toda a Unificação do Espiritismo.


Cego guiando cego, caindo no abismo

Se o trabalho fosse realizado do modo como deveria, ou seja, meses de estudo, preparação para somente posteriormente a  mudança moral para o vegetarianismo e a partir daí tornar-se um trabalhador , tudo seria bem diferente para os animais e seus tutores.


Mas como dissemos, ocorre bem o inverso, ou seja, mais uma vez o ser humano se apoderando das palavras para usá-las em beneficio próprio.


No desespero de angariar trabalhadores e montar um trabalho de assistência espiritual aos animais, algumas Casas sequer os fazem estudar , acreditando que somente a leitura do LE ou deste ou daquele livro de Marcel Benedeti opere o milagre da transformação moral do carnívoro em vegetariano.


Pode até funcionar para alguns, porém não para todos.


A maioria acaba protelando, naõ comendo carne - como se isso resolvesse o ato Moral- somente no dia anterior ao trabalho ou comendo a inventada “carne branca” do frango ou do peixe que para alguns ignorantes do assunto, não possuem inteligência e possuem alma grupo, e ficam assim por meses/anos sem incomodar-se com os demais animais, já que cuidam com tanto carinho dos Poodles, dos Yorks, dos Labradores, dos Dogue Alemães, dos Pastores e Cia de seus assistidos.


Como podemos notar Animais para alguns são apenas cães e gatos, muitas vezes de raça, que frequentam as Casas Espiritas, os SRD ficam a proteção de Francisco de Assis e seus Frades que buscam desesperadamente protetores de animais que os recolham, cuidem de suas feridas e os alimentem, já que o trabalho de assistência aos animais não fica reservado - para a espiritualidade - somente dentro das Casas.


Vimos durante meses/anos o despreparo de alguns trabalhadores em relação ao que ocorre com os animais  no mundo fora das Casas Espíritas, fazendo com que muitos tutores saíssem delas sem a perfeita compreensão da grandeza do trabalho e do verdadeiro significado de “irmãos animais”.


O alerta vai para todas as Casas Espiritas e principalmente aos tutores que as buscam.


Por quê?


Porque muitos acreditam que o trabalho de assistência é somente conhecer a doença e dar um passe e o tutor irá feliz para casa com “SEU” animal, ignorando qualquer outro que lhe cruze o caminho.


Porque algumas Casas acreditam que ouvir uma palestra de como abrir um trabalho ou ter indicações dos livros de Marcel para aprender um pouco mais sobre um assunto  -que até então não lhe interessava - ou se interessava era somente para saber pra onde o animal vai quando morre ou como proceder no momento do passe, já é suficiente para ter um trabalho com animais.


Lobo em pele de cordeiro
A esmagadora maioria, senão todas, acredita que o material necessário deva vir apenas do espiritismo (Religião) e transbordam em leituras repetitivas  de livros revisados, de guias elaborados, de livros reeditados mil vezes, sobre o que é mediunidade, o que é passe, o que é alma, para onde vai o animal, ele retorna, tem alma grupo, isso ou aquilo, esquecendo mais uma vez do principal: o Animal material.


Tanto é que muitas  Casas sequer mudam sua Moral em relação aos Animais, continuam com suas festas extremamente carnívoras para arrecadação da melhoria material do lugar, como se isso em nada afetasse o ambiente onde os animais são tratados.


Ah, mas a espiritualidade limpa tudo..


Hum, então a obrigação é da espiritualidade e não nossa não é? Isso é modificação da moral???


Ah, mas eu não como mais carne.....


Mas a noite prepara a pizza de carne, vende kibe, coxinha e churrasco para ganhar dinheiro para a Casa....


Mas o dinheiro era para um bem maior...


Se os espíritas saíssem da leitura assídua das obras saberiam que Hitler também alegava agir para um bem maior e repensariam as besteiras que usam como desculpas.


Afinal,  o bem maior é para quem? 

Para  aquele cãozinho de raça que seu tutor vai levar no dia dos trabalhos ou para aquele boi que morreu para que o cão de raça tivesse ar condicionado na sala??


Na certa não foi para o bem dos bois, frangos e suínos que são servidos como objetos e não como Vidas.


Fica o Alerta



Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. 


Todos vocês que buscam auxilio espiritual para seus animais nas Casas Espíritas: Olhem com os olhos dos animais a todos que ali trabalham e toda a Casa como uma só.


Contestem as palavras.(Filosofia/Ciência)


Vejam como os trabalhadores se comportam diante de suas contestações: se sabem responder, se enrolam, se ficam irritados ou alterados de alguma forma.


Olhares enviesados. Rostos fechados. Palavras rudes. Tudo irá demonstrar que eles desconhecem, o motivo da contestação e pior, não estão preparados para este trabalho, pois ele exige ainda mais doação de si mesmo, acima dos demais trabalhos, já que mexe com um hábito enraizado na sociedade, mesmo a espirita, que é o costume de comer animais.


Prestem atenção ao redor, não entrem com o se a Casa trouxesse o profeta da verdade, analisem, estudem, há muitos por ai alegando que são veganos sem saber o real significado de veganismo, sem saber as atitudes éticas e morais dele.


Veganos não usam roupas ou objetos de couro, conhecemos pessoas que após ler este post vão escolher outra vestimenta, que utilizam roupas de couro e bradam que são veganos, só esquecem do boi que usam para cobrir os pés.


Veganos não promovem festas, por um bem maior, tendo como arrecadação os corpos dos animais que ele jura não utilizar.


Veganos não apoiam o uso de animais como objeto, para exposição, para o uso em guarda patrimonial ou qualquer outro uso onde o “dono” irá lucrar em cima do animal.


Esses são os sintomas de uma casa doente( Ler Aconteceu na Casa Espíritas, livro). De uma casa onde a diretoria e seus trabalhadores não estão preparados para cuidar de animais e quem sabe até, de seus tutores...


Fique atento.


Fique Alerta


Lobo enganando o cordeiros
Mas o profeta que ousar falar em meu nome alguma coisa que não lhe ordenei, ou que falar em nome de outros deuses, terá que ser morto'. "Mas talvez vocês se perguntem: 'Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor?' Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele.
Deuteronômio 18:20-22


Lembre-se que seu animal não leva você até lá, é você quem o leva até a Casa, é você quem o arrasta até um lugar onde, muitas vezes, ele é apenas um animal e você o cara que vai contribuir pra o bem maior da Casa.


Cuidado com a Casa onde leva seu tutelado, pode ser que você não consiga reconhecer um falso profeta e quando isso ocorrer, pode ser desastroso para ambos.


Colocamos sim uma lista de casas que realizam o tratamento espiritual de animais, ou alegam, algumas já confirmaram que seus trabalhadores ou suas festas são regadas a carne, todas usaram as mesmas desculpas que colocamos aqui para continuar matando animais, agora a escolha é sua.


Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos.
Romanos 16:17-18




Simone Nardi

 

 


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quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Crise Da Linguagem



A crise da linguagem



Investigar a linguagem, e sua "crise", é um dos desafios mais intrincados para os pensadores. Conheça a visão de três grandes autores sobre o assunto

POR SIMONE DE NARDI GRAMA*




Platão, Sócrates, Crátilo e tantos outros já se debruçaram sobre a investigação da linguagem, sobre a significação dos nomes e sobre a relação entre a linguagem e o ser. Os sofistas fizeram uso hábil da linguagem, transformando o que poderia ser "falso", em "real". A Filosofia faz uso da linguagem para buscar o conhecimento, e vamos tentar identificar o que levou a linguagem a entrar em crise, se ela mesma por não conseguir expressar o mundo em palavras, ou se o ser humano a fez entrar em crise por fazer um uso degenerado das palavras com as quais ela nos serve.

COMMONS
Qual seria efetivamente a relação do ser humano com a linguagem, essa nunca foi uma pergunta nova, contudo, essa questão foi um dos temas que chamou a atenção de Mauthner que como muitos outros filósofos, tentou buscar na essência da linguagem a solução para o problema que se apresentava. Realmente seriam as palavras capazes de expressar a beleza da vida, a concepção humana de mundo?Estaria ela limitada e se estivesse, quais seriam seus limites e qual o papel que ela desempenha? Para responder a essas questões Mauthner vai examinar a linguagem em si, não as linguagens dos povos, mas a Linguagem, aquilo ao qual ele poderia chamar de essência da linguagem. Em sua crítica, ele não deseja separar ou diferenciar, como fez Kant, pois para ele isso seria uma mera observação da linguagem e não é essa sua intenção, ele deseja buscar uma visão mais clara, ou seja, a essência da linguagem em si. Suas reflexões visam demonstrar que a linguagem nada mais é do que uma grande ilusão, uma abstração, para isso ele vai demolir essas ilusões, revelando assim a verdadeira face da linguagem.
Mauthner
Fritz Mauthner (1849- 1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.

Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

Segundo podemos encontrar no texto " A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle", para Mauthner a linguagem está subordinada aos nossos hábitos e as nossas convenções, não tento por isso, elementos universais, por isso a ausência da unidade e a variação no significado das palavras. Mauthner nos diz então, que devido a tudo isso, a linguagem não possui uma essência, sendo apenas um apanhado de convenções que, apesar de precárias, desempenham de forma eficiente, seu papel dentro da sociedade, sendo que tais convenções ocorrem exatamente por causa do "papel vil", entre as relações humanas, reduzindo a linguagem ao uso que fazemos dela que pode ser Bom ou Mau. Mauthner propõe então o suicídio da linguagem, sua desconstrução, insinuando o ingresso da filosofia no reino do silêncio, pois para ele apenas entre os incultos existe uma linguagem sã, enquanto que, no seio intelectual e artístico, evidenciava-se o uso vazio da linguagem. Mauthner propõe também o silêncio para alcançar o mítico,de forma a se alcançar uma vida harmoniosa com o mundo, ou seja, o silêncio faria com que o homem se harmonizasse novamente consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.

Hofmannsthal também se debruçou sobre o problema da linguagem. Assim como Mauthner, Hofmannsthal acreditava que a linguagem era solidão, sobretudo porque sentia-se mal ao dizer palavras como "alma", espírito" ou "corpo", certos diálogos o deixavam furioso e lhe pareciam sobretudo, falsos, o que o fazia sentir-se amargamente solitário, para ele as palavras eram estéreis, destituídas de um sentido e lhe traziam imobilidade, afastando-o e anulando-o frente ao mundo. Assim como Mauthner, Hofmannsthal apelou ao místico, buscou uma ligação mais forte com o mundo pautada apenas nos sentidos, buscando como Mauthner, o reino do silêncio, onde para ele a Vida sim se revelava com sua verdadeira linguagem. Assim ele coloca que a crise da linguagem ocorre porque ela não possui uma capacidade eficiente, para a expressar a Vida em palavras. Como Mauthner, Hofmannsthal acusa a linguagem de ser incapaz de demonstrar o mundo, por ser restrita e limitada.

KRAUS: DEGENERAÇÃO DA CULTURA, DEGENERAÇÃO DA LINGUAGEM

Karl Kraus, ao contrário de Mauthner e Hofmannsthal, dirige ao ser humano, a culpa pela crise da linguagem. A degeneração da cultura vienense para ele, causou também a degeneração da linguagem, que foi asfixiada pelo mau uso que fizeram dela, sobretudo artistas e jornalistas. Devemos lembrar que Hofmannsthal, embora tenha rompido com sua veia poética, escrevia peças de óperas. Kraus concordava com Mauthnner ao dizer que o povo humilde é que conhecia a verdadeira linguagem, porém para Kraus, isso vinha sendo tirado pelo mau uso dela em folhetins, e a crise da linguagem ocorreu exatamente com a relação de mau uso da imprensa no uso da língua, foi esse uso degenerado da imprensa que destruiu a linguagem. Ao contrário de Mautner e Hofmannsthal, Karl Kraus não acreditava que a linguagem em si fosse o problema, não acreditava que fosse incapaz de demonstrar o mundo em palavras , nem por isso inconsistente, sua corrupção ocorreu com a morte da cultura, onde para ele, a imprensa teve enorme influência. Era, na opinião de Kraus, a imprensa quem fornecia novas práticas e novos valores sociais a cultura vienense, era ela quem os manipulava e conduzia para onde bem entendesse e desejasse. O jornal possuía poder, e seu poder se espalhava por todas as classes, construindo aos poucos a opinião pública, produzindo um novo paradigma, uma nova cultura, através de interesses, puramente financeiros de quem pudesse pagar mais. "Ela tornou-se a principal responsável pela redução da palavra escrita a um envelope conveniente para uma opinião"( "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle")

Mauthner
Fritz Mauthner (1849-1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.
Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

A linguagem usada nos folhetins era ornamentada, maquiada, nada mais era do que uma linguagem estéril, coberta de más intenções e que possuía, simplesmente, a função de moldar opiniões, o que foi destruindo assim, a cultura vienense e destruindo, distorcendo por assim dizer a essência da linguagem. Essa "morte da cultura" afastava mais e mais a sociedade do místico, do real, de si mesma e talvez um detalhe que Kraus tenha disto, e que nos remete aos dias atuais: "escrever com a linguagem ou escrever guiado pela linguagem?", o certo é que os folhetins vienenses escreviam com a linguagem, encobriam, enganavam e iniciavam, para Kraus, a crise da linguagem. Karl Kraus pede a revalorização da linguagem, a superação de sua crise através do envolvimento no "interior da linguagem", de sua lógica, à volta ao bom uso da palavra, o que havia sido, com certeza, esquecido pela cultura vienense.
COMMONS
Três pensadores, um só objetivo, desvendar o que levou a linguagem a uma crise, de um lado a acusação de Mauthner e Hofmannsthal a linguagem, como sendo ela uma mera ilusão, incapaz de definir o mundo em que vivemos, segundo eles, apenas no reino do silêncio, dos sentimentos é que permaneceria a verdadeira linguagem, que não poderia ser descrita em palavras; esse retorno ao místico une Mauthner e Hofmannsthal, esse retorno ao mundo, a hora de aprender a calar, a silenciar, pois para eles, não há um universal, não há uma essência que possa tornar a linguagem algo eficiente para demonstrar a vida, por isso a necessidade da destruição da linguagem e a busca pelo mundo interior. De outro lado Karl Kraus, que dirige a culpa pela crise da linguagem a própria sociedade, ao uso degenerativo que as pessoas fizeram das palavras, aos interesses financeiros que os conduziram e a degeneraram, ela sim uma vítima da incapacidade humana de comunicar-se, pede ele a revalorização da mesma, para que possa , a linguagem, sobreviver.
Será que a crise da linguagem foi realmente superada?Pela visão de Kraus, é possível dizer que não, pois hoje os folhetins foram substituídos pelos telejornais, pela internet que fazem a massificação da sociedade, e a leva a morte da cultura,esmagando sob seus pés a linguagem das palavras, tal como ocorreu em Viena, sinal de que talvez também estejamos, em nosso fim de século cultural, e que Como Mauthner e Hofmannsthal concluíram, talvez apenas no silêncio, o homem possa realmente encontrar a verdadeira linguagem.
Hofmannsthal
Um dos fundadores do Festival de Salzburgo, o escritor e dramaturgo austríaco Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal (1874- 1929) foi um colaborador do compositor e maestro alemão Richard Strauss (1864-1949).
REFERÊNCIAS
PANSARELLI, Daniel (org.) Metafísica, Epistemologia e Linguagem. São Bernardo do Campo: Umesp, 2009.
SILVA, José Fernando da. "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle". Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, 2008.
*Simone De Nardi Grama é graduada em Filosofia e especialista em Filosofia Contemporânea e História pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).


Link original:

A crise da linguagem

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filosofia.uol.com.br/filosofia
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Só rindo mesmo...


Alien vegetariano


Ser vegetariano é com certeza uma coisa divertida, desde que você não seja aquelas pessoas rabugentas, que reclamam de tudo e acreditam que o mundo conspira contra você. Já temos que conviver com a segregação interna da coisa toda tipo: Somos veganos não vegetarianos, vegetarianos degradam o planeta, somos protovegetarianos, somos veganos veganis sensatus, somos somos somos somos tantos somos que perdemos a real indentidade e lutamos uns contra os outros esquecendo-nos do respeito que nos levou a mudar os hábitos alimentares, porque tornamos o irmão de jornada inimigo de caminhada, uma hora vegetariano não pode namorar onívoro, depois vegano não poderá namorar vegetariano, depois começaremos a segregar tanto que viveremos isolados e nossa palavra não chegará ao ouvidos daqueles que ainda desconhecem o que se passa com os animais porque estamos mais preocupados e dar nomes aos “bois” do que em fazer a coisa certa que é salvar os bois, os cães, as lebres , os gatos ... como se dar nome, apontar, segregar, fosse a coisa certa a se fazer...

Depois limpamos a boca e dizemos - enquanto tentamos esconder os 10, 20 anos em que fomos onívoros - que somos bons e tentamos mostrar nos 10 anos recentes de vegetarianismo ou veganismo que somos criaturas ligadas no tempo, que fazemos o bem aos animais, enquanto por outro lado, minamos, mesmo que discretamente a amizade de vegetarianos com vegans e destes com os onívoros.Somos tão cegos quanto qualquer um, só não queremos admitir. Depois alguns reclamam quando são chamados de chatos....

É claro que é chato ouvir que você mata bichos para comer sem qualquer necessidade, mas é mais chato ainda você ouvir de um cara que era carnívoro e se tornou vegetariano primeiro e depois vegano que você , ainda engatinhando pelo vegetarianismo é covarde, é cruel e tantas outras coisas, coisas essas que esse mesmo cara era uns poucos anos atrás. Como se ele tivesse virado um “santo” quando se tornou vegano, tão santo que hoje com toda sua atitude de bondade e dignidade aponta o outro para jogar na cara dele, algo que ele também não viu em si mesmo.

Apontar o dedo é dose mesmo, eu sou vegana, tenho amigos vegetarianos que namoram pessoas carnívoras, tenho amigos carnívoros também, e convivemos muito bem, sem nos apontarmos, sem nos cobrarmos, apenas respeitando, porque eu fui carnívora um dia e hoje, penso que sou vegana, mas com tanta gente re-renomeando quem não come carne, fico sem saber direito o que seremos um dia...

Para conviver pacificamente com tudo isso....

Só rindo mesmo...


Simone Nardi 






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