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quarta-feira, 31 de maio de 2017

As religiões, o ateísmo e os animais

Clara, garota propaganda do Blog




Não me recordo bem quando iniciei na Proteção Animal seja recolhendo animais abandonados ou virando Veg, só sei que faz tempo. 

Mas tenho notado de alguns anos para cá que o número de ateus tem aumentado significativamente, arrisco a dizer que não é porque descobriram a "proteção " agora, mas porque muitos que ainda não haviam se interessado por qualquer religião, com esses tempos modernos e cheios de guerras, desligaram-se de vez dela.

Por um lado acho até saudável, porque mostra que as religiões não estão cumprindo com suas obrigações morais e éticas de encaminhar aqueles que as seguem por um caminho de amor Universal.

Afinal os ateus fazem a Caridade sem esperar a Salvação, o que é muito mais benéfico para o Planeta; sem moeda de troca, fazer somente porque é o certo e não porque receberá algo em troca.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sofrimento dos Animais: de quem é a Culpa?




Sabemos que o sofrimento dos animais é um tema que comove, intriga, causa revolta e aguça a curiosidade daqueles que se interessam pelo bem estar geral dos animais.

Embora a resposta a questão :  Por que sofrem os animais? ; seja tão cristalina e evidente, constantemente empreendemos uma busca distante do agressor para encontrarmos um culpado a altura do sofrimento que assistimos, buscamos sempre encontrar Um Culpado que consiga tranquilizar nossa consciência.

A grande maioria culpa Deus utilizando-se das mesmas razões milenares : 

"Ele ama somente os seres humanos."

"Ele pune uns e poupa outros"

"Ele é cruel".

E são tantos Ele é isso ou Ele é aquilo , isso quando Ele sequer existe, sua Não existência é o que causaria o sofrimento dos animais, ou seja, de qualquer modo só há um culpado para o sofrimento animal e seu nome é : DEUS.

É sempre bem mais fácil e comodo culpar um Ser no qual , primeiramente não se acredita e posteriormente, que não reclama de ser acusado de algo. Se um trem bateu porque o maquinista  ou seus controladores falharam e milhares de pessoas morreram logo surge a Frase : Por que Deus não fez nada?

Ora porque uma outra parcela da população também alega que Ele não existe e não existindo, inclusive para alguns que se encontravam no trem, o que Ele poderia fazer? Mas existindo e nada fazendo, Ele repentinamente se torna um Ser cruel.

Não existe escapatória para Ele.

Mas aí eis que surge outro grande problema. Alguns que alegam que Deus não existe o fazem porque afirmam que se Ele, caso existisse, não permitiria tanto sofrimento , não permitindo que sob seu reino existisse tanta dor.


Mas existem tantos filhos humanos que cometem atrocidades bestiais mundo afora. 

Concordamos que alguns são filhos de pais realmente ausentes, que pouco se importam com os caminhos que o filho seguir já que também eles estão perdidos no Mundo, mas há outros porém que são filhos de pais devotados e amorosos, que tudo fazem para o bem estar do filho, que de todas as formas lutam para que aquele filho, hoje criminoso e causador de sofrimento, retorne ao caminho do bem, muitas vezes sem sucesso.

O que dizer a respeito disso? 

Que quando erramos, seja muito ou seja pouco, a culpa sempre será de nossos pais : ou por não se incomodarem com o rumo que tomamos ou por , mesmo amorosos, nos permitirem a confiança do Livre Arbítrio, a confiança de que como seres do Mundo temos o total direito de escolher para onde rumar, independente de seus valorosos conselhos?

Seria mesmo perfeito se não existisse um Deus, pois assim os seres humanos olhariam sua crueldade para com os animais por um outro ângulo, veriam sua bestialidade incessante realmente desvelada.

Eles deixariam de se endeusar como se aqueles que hoje cobram e apontam para um único culpado, nunca antes em suas vidas houvessem cometido qualquer delito contra os animais. Porque hoje, do lado que julgam ser o Bem, ele se vê na condição de culpar a quem - ainda - não pensa como ele.

Assim começam os fanatismos. 

Vagarosamente, procurando um culpado para que sua "Causa" possa existir, procurando diferenças que sempre irão existir e com dedos em riste sempre explosivos, zangados, vingativos e revoltados, cuspindo ódio ao invés do amor:

"Se não for da minha religião, não presta"

"Se não for ateu, não presta"

"Se não for vegetariano, não presta"

E vamos colocar que, ao contrário do que muitas pessoas repetem como papagaios :

"Se não vier pelo amor, vem pela dor"

O esperado é que se venha sempre pelo amor. Sempre é mais benfazejo conquistar um coração pelo amor, jamais pela dor.

A vida só é injusta quando a esperança morre, quando o amor desaparece, quando se vive no fanatismo cego de que só minha palavra é lei.

Os animais sofrem sim, porque muitos que hoje lutam por eles já comeram suas carnes, já lhes devoraram as entranhas, já os ignoraram um dia.

Sofrem porque muitos de nós já nos mantivemos por anos a fio cegos as suas súplicas, tais como os que hoje ainda os ignoram. E os animais sofrem mais ainda para nos mostrar o que somente HOJE conseguimos enxergar;

"Cegos guiando cegos, ambos cairão no abismo"



Deus não é o culpado pelos erros humanos nem pela dor dos animais, existindo ou não.

Os animais sofrem e continuarão sofrendo enquanto não formos capazes de mudar e sobretudo de amar, não em nome de Deus, nem em nome de nossa saúde, mas por respeito à eles mesmos.

Àqueles que creem, fiquem com Deus.

Aos amigos ateus, fiquem em paz.


Simone Nardi


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Karma e Consumo de Carne na Literatura Védica

18 01
Karma

Sri Nandanandana
Muitas vezes, parece haver confusão ou falta de clareza acerca do tópico de se o caminho védico permite ou condena o consumo de carne. Ouço frequentemente indianos e seguidores do caminho védico explicarem que não há erro em consumir carne e que os shastras védicos não condenam tal coisa. É claro que hoje a situação é pior, pois comer carne significa abastecer toda a indústria da carne, que é a matança sistemática de milhares de animais diariamente. Contudo, se de fato pesquisarmos nos textos védicos, encontraremos que há numerosas referências nas várias porções da literatura védica explicando em termos claros os perigos cármicos de comer carne e de tirar a vida de animais desnecessariamente. Tais referências indicam que o consumo de carne deve ser renunciado pelo progresso espiritual e mesmo material.
Referências Védicas contra o Consumo de Carne e o Abate de Animais
Manu-samhita, para começarmos nosso estudo, diz de maneira lógica e clara que “a carne jamais pode ser obtida sem ferir outras criaturas vivas, e ferir outros seres sencientes é danoso à obtenção da bem-aventurança celeste. Portanto, que haja abstenção do consumo de carne. Tendo considerado bem a origem repulsiva da carne e a crueldade envolvida em prender e matar seres corpóreos, que haja completa abstenção do consumo de carne”. (Manu-samhita 5.48-49)
Contudo, não é simplesmente a pessoa que come a carne do animal morto que se enreda, senão que há consequências a todos aqueles que auxiliam no processo. “Aquele que permite o abate de um animal, aquele que o corta, aquele que o mata, aquele que compra ou vende carne, aquele que a cozinha, aquele que a serve e aquele que a come devem ser todos considerados os matadores do animal. Não há pecador maior do que aquele que, em vez de o fazer pela adoração aos deuses e aos antepassados, tenta crescer através da carne de outros seres”. (Manu-samhita 5.51-52)
Conforme estudamos mais da Manu-samhita, encontramos alertas mais sérios, como este: “Se alguém tem o forte desejo de comer carne, ele pode fazer um animal de ghi ou de farinha e comê-lo, mas que jamais busque a morte de um animal sem um motivo legítimo. Tantos quantos forem os pelos do animal, tantos serão, com efeito, as mortes violentas que o indivíduo experimentará em nascimentos futuros”. (Manu-samhita 5.37-38)
A única circunstância em que é necessário matar animais para o consumo é quando há uma emergência, como quando não há simplesmente mais nada que possa ser comido. De outro modo, quando há grãos, folhas, frutas e similares disponíveis para o consumo, não é nada senão os desejos egoístas da humanidade que motivam alguém a matar outros seres para a satisfação da própria língua mediante a degustação de sangue e carne, ou para enriquecer por meio da participação na distribuição ou cozimento de carne. Tais atos violentos criam reações contrárias à satisfação. Por esse motivo, os avisos são apresentados. “Aquele que fere animais inofensivos com o desejo de conferir prazer a si mesmo jamais encontra felicidade nesta vida ou na próxima”. (Manu-samhita 5.45)
Um significado esotérico da palavra “carne” é revelado na mesma obra: “‘Ele me [mam sah] devorará no próximo mundo, aquele cuja carne eu como nesta vida’; os sábios declaram que esse é o verdadeiro significado da palavra ‘carne’ [mam sah]”. (Manu-samhita 5.54-55)
Também se mencionam benefícios obteníveis pela simples conduta de não comer desnecessariamente os corpos de outras criaturas: “Aquele que não busca causar os sofrimentos da prisão e da morte a outras criaturas viventes, mas deseja, em vez disso, o bem de todos, obtém interminável bem-aventurança. Aquele que não faz mal a nenhuma criatura obtém sem esforço aquilo em que ele pensa, aquilo com o que se compromete e aquilo em que fixa sua mente”. (Manu-samhita 5.46-47)
Também diz: “Por não matar nenhum ser vivo, a pessoa se torna apta para a salvação”. (Manu-samhita 6.60)
Textos mais antigos, como o Rig-veda (10.87.16), também proclamam a necessidade de abandono do consumo de animais abatidos. “Ó rei, Vossa Majestade não deve hesitar decapitar aquele que come carne humana, a carne de cavalos ou a carne de outro animal caso semelhante homem nocivo não desista dessa conduta”.
Há também referências no Mahabharata sobre a atividade de consumir carne. “Aquele que deseja o crescimento de sua própria carne através do consumo da carne de outras criaturas vive em sofrimento em quaisquer espécies em que acaso nasça na próxima vida”. (Mahabharata, Anu. 115.47)
“Aquele que compra carne comete violência através de sua riqueza, aquele que come carne comete violência através do saborear da carne, e aquele que mata comete violência por de fato atar o animal e matá-lo. Assim, há três formas de matar. Aquele que transporta carne ou a envia, aquele que corta os membros de um animal e aquele que compra, vende, cozinha ou come a carne – todos estes devem ser considerados comedores de carne”. (Mahabharata, Anu. 115.40) Todas essas pessoas sofrerão as mesmas reações cármicas por sua participação na morte através da distribuição, consumo etc., reação esta explicada a seguir.
“Os pecados gerados pela violência encurtam a vida do perpetrador. Portanto, mesmo aqueles ansiosos por seu bem-estar pessoal devem se abster do consumo de carne”. (Mahabharata, Anu. 115.33)
A reação pecaminosa compartilhada por quem participa de alguma forma da matança de animais é séria. Com efeito, a Bíblia compara o abate de vacas ao assassinato de um homem. “Quem mata um boi é como se matasse um homem”. (Isaías 66.3) Também se explica no Sri Chaitanya-charitamrita(Adi-lila, 17.166) que “quem mata uma vaca está condenado a apodrecer em vida infernal por tantos anos quantos eram os pelos no corpo da vaca”. Quem é inteligente, portanto, tentará evitar esse destino.
“Quem é ignorante do verdadeiro dharma considera-se virtuoso apesar de perverso e arrogante e apesar de matar animais sem qualquer sentimento de remorso ou de medo de punição. Nas próximas vidas, tais pessoas pecaminosas serão comidas pelas mesmas criaturas que mataram neste mundo”. (Bhagavata Purana 11.5.14)
O consumo de carne e a matança de animais também perturba ou ignora a doutrina de ahimsa, ou “não violência”. Não é possível, sem violência, matar animais para o prazer da língua. O Padma Purana (1.31.27) diz simplesmente que “ahimsa é o dever mais elevado”. Ahimsa é mais diretamente explicado nos Yoga-sutras (2.30), onde Patanjali declara: “Não ter sentimentos negativos para com nenhum ser vivo, de todas as maneiras possíveis e a todo tempo, chama-se ahimsa, o que deve ser a meta almejada por todos os buscadores”. Também se diz na escritura budista Mahaparinirvana-sutra que “o consumo de carne extingue a semente da grande compaixão”.
Um dos princípios que a pessoa tem que seguir nos esforços para não obter mau karma e para avançar espiritualmente é ser misericordiosa, o que se baseia em ahimsa. Misericórdia é mais do que ser bom. Misericórdia é ser amável para com todas as entidades vivas, isto é, não apenas para com humanos, mas também para com animais, insetos e assim por diante. Portanto, para desenvolver e manter a qualidade da misericórdia, tem-se que seguir o princípio de não comer carne, que inclui não comer carne de aves, animais terrestres, peixes, ovos e insetos. Destarte, quem é sério quanto ao caminho espiritual permanece livre de muitíssimas reações cármicas dispensáveis.

Karma significa que, para toda ação, há uma reação igual e contrária. Matar um animal para comer é certamente um ato de violência que cria uma reação negativa na atmosfera, que retorna como mais violência. Isso volta para nós como tribulações na vida, as quais teremos que viver no futuro.
Comer carne é a forma mais grosseira de ignorância espiritual. Matar outras entidades vivas para o prazer da língua é uma atividade cruel e egoísta que requer que o sujeito seja quase completamente cego para a realidade espiritual de que, dentro do corpo, está uma alma como ele, uma parte integrante da Alma Suprema. Também faz com que o coração do sujeito permaneça endurecido e insensível ao bem-estar e aos sentimentos alheios.
A partir desta breve apresentação, não deve haver dúvidas de que o shastra védico recomenda que esse consumo de carne, baseado no egoísmo, tem que ser abandonado caso se tenha alguma preocupação com outros seres vivos ou com a própria existência futura ou com a obtenção de algum mérito espiritual.
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Fonte:



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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS É CARMA?

Foto: Sebastião Salgado


A Bendita Lei de Causa e Efeito (carma, para alguns) explica, sem dúvida, por exemplo, a expiação de crianças nascidas com anomalias graves e/ou irreversíveis, que as sentenciam, muitas vezes, a décadas de sofrimento para si e seus familiares, quando não desencarnam precocemente.

Nenhum espiritualista questiona a explicação de que tão pesada cruz seja o resultado de pretéritas ações equivocadas do reencarnante e, por acréscimo, de sua família também.

Igualmente compreendemos, através desta Lei, as diferenças sociais aberrantes, poder e riqueza paralelos a situações de pobreza e ostracismo de seres humanos, nossos irmãos.

Tão magnânimo quanto justo é o Criador desta Lei, à cuja sombra sucedem-se encarnações e desencarnações, vida e “morte” com a única finalidade de evolução e aperfeiçoamento de Seus filhos, todos nós.

Nem todas as criaturas, porém, se beneficiariam desta Lei de Justiça, segundo a convicção de alguns. Nem todas.

Algumas correntes espiritualistas acreditam em dois pesos e duas medidas no que concerne à esta Lei de Justiça, pois de forma alguma se aplicaria àqueles seres da Criação que, apenas por se encontrarem em patamar “inferior” ao nosso, passariam pela fieira de dores atrozes e padecimentos inenarráveis sob o inconsistente pretexto de adquirir um aprendizado (!?)

Estariam os animais excluídos desta Justiça e Magnanimidade ou nosso orgulho, vaidade e prepotência é que os considera assim, tão pouca coisa para merecer, do Criador um pouco mais?

Apenas para “assimilar lições” seriam atingidos, assim, implacavelmente, não apenas por um sofrimento casual e leve (palmadinhas) mas por prolongadas torturas, abandonos, maus tratos, escravização e abate advindos, principalmente, das mãos do racional superior, exatamente: NÓS, os privilegiados pela Santa Lei do Carma!

Meus irmãos, POR DEUS DO CÉU!

Que pai humano, por mais rude fosse, em sã consciência, basicamente bom e afetuoso, aplicaria corretivos físicos e/ou morais em seus filhos inocentes, sob o pretexto de corrigir os seus erros ANTES de serem cometidos?

Pressupõe-se que os animais, crianças evolutivas, ignorantes do bem e do mal são então punidas com implacável rigor, mesmo sem terem escolhido qual das duas opções?!

Antes de ter errado sofrem punições para aprender a não errar?

Mesmo sem consultar o abençoado LIVRO DOS ESPÍRITOS é possível responder, sob a luz da Razão e da própria Consciência, se com humildade considerarmos os animais como os seres da Criação que um dia fomos, vivenciando experiências que foram nossas, em passado não muito distante, como viajores da Eternidade.

Pais humanos costumam aplicar reprimendas (verbais ou físicas) aos seus filhos, como uma consequência direta de faltas cometidas, jamais por erros ainda não praticados.

Aos bons, por que o “castigo”?

Seria Deus menos justo e coerente ao infringir sofrimento aos animais que ainda não pecaram? Claro que não!

Que explicação espiritual plausível para, exemplo, passarinhos engaiolados por toda a sua vida, décadas, enquanto outros, da mesma espécie, se destinam a escalar horizontes infinitos, escolhendo cada minúscula palha de seu ninho ou dourado grão de árvore abundante, dessedentando-se em poça d'água cristalina, optando pela chuva ou pelo sol?

Que lições de tão grande valor precisa aprender a pobre ave em minúsculo metro quadrado de espaço que não aprenderia lá, onde as outras estão?

Assim como para os humanos, as diferenças notórias de escravidão e liberdade não são meras lições de cruel professor mas, sim, respostas da Lei cuja justiça, quando lesada ou transgredida se aplica a todos os seres, TODOS!

Animais não são ROBÔS.

Pensam, amam, odeiam, sentem. Deduz-se, com isso, que efetuam escolhas
Escolher chama-se também: ARBITRAR.

Entretanto, impossibilitadas de arbitrar encontram-se, igualmente, as criaturas humanas padecentes de irreversíveis danos cerebrais, atrofiadas mental e fisicamente que, infelizmente, em razão da própria condição, situam-se, pelo menos nesta vida, quiçá em condição inferior aos animais que, livre de semelhante sofrimento, podem escolher opções do mal ou do bem, por exemplo. Tênue é esta linha de demarcação entre o raciocínio ou a idiotia e quase impossível demarcá-la, perfeitamente, entre as várias espécies da Criação de Deus.

Humanos agem por instinto selvagem, algumas vezes, onde animais se nos apresentam como heróis de coragem e bravura, salvando vidas.

Diariamente assistimos o filme de horror de noticiários em que animais são espancados sem piedade por humanos, atirados de grande altura, amarrados em veículos e arrastados até a morte, queimados vivos, abatidos para o consumo do ser racional “superior” privilegiado pela Santa Lei de Causa e Efeito: NÓS.

Infernos de animais não são castigos, tanto quanto paraísos de animais não são prêmios.
São apenas a colheita dos atos praticados, assim como a nossa.

Fidelidade e bravura não são prerrogativas, apenas, de alguns humanos. Poderíamos, então considerá-las expressões do instinto, apenas porque provenientes de seres “menos evoluídos”?
Ou, se pensarmos com justiça, para uns e outros, são a MESMA COISA?

Doutrinas espiritualistas não admitem inteligência e/ou livre arbítrio nos animais. No entanto, ao considerar, neles, um princípio inteligente, estão simplesmente corroborando que: se pensam, escolhem; se escolhem arbitram; e, se arbitram conseguem estruturar prisão em uma gaiola ou liberdade nos céus amanhã, dependendo, exclusivamente dos próprios atos, hoje.

Pronto, aí está, límpida como a água, porém inaceitável para muitos, a razão do sofrimento nos animais. O carma.

Na verdade todos somos o resultado das próprias escolhas anteriores. Os animais, idem.

Um cão se atira a um rio gelado, arriscando a própria vida para salvar a do seu tutor, ouvindo a voz do seu coração, mesmo quando o instinto grita-lhe para salvar a própria.

Animais abnegados doam o naco de alimento a outro, ferido, por Compaixão, quando o instinto os faria saciar a própria fome.

Mães animais amamentam bebês de outras espécies, por Amor, quando o instinto as faria guardar o leite para a própria cria.

Aonde a mão Divina se absteve de traçar limites a sentimentos tão sagrados, aí, não deveria a mão humana estabelecer diferenças de prerrogativas entre humanos e animais, ao considerá-los desprovidos de pensamentos, emoções e atos, não raras vezes, superiores aos de humanos.

Fidelidade ou altruísmo tanto quanto ódio ou crueldade são movimentos da alma, passíveis de consequências, boas ou más, tanto para nós, quanto para “eles”.

Existem animais perversos tanto quanto humanos, da mesma forma que animais bondosos e altruístas, tanto quanto nós. A colheita, em vida futura, chama-se  Lei de Causa e Efeito equivalente à Justiça, porque proveniente DELE.

Palavras humanas, infelizmente, ainda geram questionamentos, polêmicas, indefinições.

 Não há problema para os animais. Eles ENTENDEM. Pode se chamar de CARMA.



Sandra





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