segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vampiros Existem? pt. 1

Vampiro Mitológico

O que são realmente essas criaturas?



Voltamos com mais um tema intrigante, pois essa é a missão do Blog, levar a reflexão sempre e falar do espiritismo através de uma visão mais científica, afinal, quando a ciência provar a existência da Alma, não haverá mais discussões sobre esse assunto.

Retornamos com um artigo já pedido e prometido há muito tempo atrás.


Vampiros existem?


Claro que o amigo internauta mais cético irá logo soltar um sonoro. 

Não!

Mas vamos analisar inúmeros casos, científicos e religiosos, vamos saber a opinião de psiquiatras e do repórter espiritual André Luiz, que tanta informação nos traz a esse respeito.

Depois, somente no final do artigo, volte para cá e leia a mesma pergunta.

Vampiros existem?

Só depois de ler e analisar o texto responda e veja se eles existem mesmo ou não.

Um abraço e Boa Leitura.




Vampiros Existem ?



Parte 1


Vampiro Mitológico 2

Os vampiros assombram nossas mentes há séculos. Drácula, o mais famoso de todos está em livros, filmes, contos e em comunidades pela internet. Todos conhecem esse assunto. Alguns chegam a dizer que Caim foi o primeiro dos vampiros, expulso por Deus de suas terras, após ter assassinado o irmão.Uns acreditam que essas criaturas da noite, impossibilitadas de se exporem a luz do Sol por alguma maldição, capazes de se transformar em morcegos e comandar os animais noturnos realmente existam. Outros acreditam que não passam de uma lenda que surgiu apenas para impedir que os cristãos abandonassem a religião e se juntassem as festas pagãs de tempos remotos.

Por isso as cruzes e a água benta que tanto espantavam os ditos "Demônios noturnos". O alho, muito usado na época, servia para combater qualquer tipo de infecção, doenças do pulmão, cicatrização, por isso também era usado contra os vampiros.

Mas desde Vlad Dracul, o mais famoso vampiro da Romênia, o homem foi estudando, se espiritualizando e hoje, em pleno século 21, esse mito continua assustando e causando curiosidade, mas já tem explicação.

Inúmeros escritores espíritas já dissertaram sobre eles, André Luiz, Herculano Pires, Miramez. Todos deram-lhe a mesma definição.


Vampiros astrais, desenho
Vampiros são espíritos que sugam a energia de outras pessoas, que se utilizam, da fragilidade humana para absorverem e manterem os vícios que tinham quando ainda encarnados.

Mas o que são os vampiros?E eles realmente existem?

Sim!


Essa na verdade é a resposta mais correta para tal pergunta. O espiritismo desvendou para o homem, o real significado do termo Vampiro e a ciência comprova a existência deles.

Como?

Vamos estudar juntos o que cada uma diz a respeito da :

Real existência dos Vampiros.




Vampirismo


A psiquiatria explica


De acordo com alguns psiquiatras a origem do vampirismo ocorre devido a uma encelafopatia causada pela falta de oxigenação do cérebro que ocorre enquanto a criança ainda está no útero o que acaba afetando seu sistema nervoso central. Provocando entre outras consequências o chamado Vampirismo.


Imagem: Benedito de Carvalho é acusado de matar 17 pessoas em cerca de 7 Estados do Brasil, dentre eles um garoto que foi encontrado morto com os punhos cortados, provavelmente para sugar o sangue.


Para a pisiquiatria os doentes mentais com vampirismo jamais poderão se integrar a sociedade . Segundo os estudos, os doentes bebem sangue para incorporar as virtudes das vítimas, e os crimes são feitos com extrema violência e sem premeditação do ato, com múltiplos golpes. A principal característica é a ausência de remorso. 

O que podemos notar nos dias atuais é que isso não ocorre apenas de humanos para humanos. Constantemente nos deparamos com casos de animais que são torturados por esses mesmos vampiros, alguns posteriormente irão matar outras pessoas. Porém , o que se pode notar é a total falta de preparo de muitos pais diante dessas cenas de torturas, afinal, ainda hoje em pleno Século 21 ouvimos as pessoas repetindo , quando uma "criança" mata ou tortura uma animal que apenas "coisa de criança ou coisa de moleque".




Imagem: Massacre de Baleias Piloto na Dinamarca. Em um ano podem ser mortos mas de 1500 animais num ritual conhecido pelos dinamarqueses como “assassinato de baleias-piloto”, ao menos o vampiro mitológico mata para se alimentar, os encefalopatas matam por uma deficiência ao nascimento ,e os dinamarqueses, por que matam? Qual a desculpa deles?

A educação pode moldar tanto para o bem, quanto para o mal. 

Pois é amigos, esse é apenas o início da nossa explanação sobre o significado da palavra vampiros, fique atento, amanhã estaremos trazendo a segunda parte da explanação científica sobre a existência dos vampiros e finalizaremos com o estudo de caso através da Doutrina Espírita.



Simone Nardi

 


 


  Assuntos ligados

 

Espiritismo, Alimentação e Vampirismo

Licantropia, Zoantropia e Cinantropia -parte 1 

Licantropia, Zoantropia e Cinantropia -parte 2

Licantropia, Zoantropia e Cinantropia -parte 3

Licantropia, Zoantropia e Cinantropia -parte 4


 



Para saber mais  : 

Sol Nas Almas- André Luiz

Vampirismo- Herculano Pires

Nosso Lar- André Luiz

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Grande Batalha


“Certamente é doloroso arrancar a venda dos olhos,
deixar de viver na ficção que criamos dia a dia
para poder contemplar a realidade tal qual ela é,
além das fantasias comodistas. ”(N.Acrópole)


Um campo de batalha! Ali está prestes há ocorrer uma grande guerra. Existem dois grandes exércitos poderosos e bem armados dispostos a se enfrentar até a morte. Todo o céu parou para assistir essa grande luta, tamanha sua importância para a humanidade, mas essa guerra somente irá ocorrer se um guerreiro, um único guerreiro resolver lutar.

Nosso valoroso guerreiro se encontra agora no meio do campo de batalha, de um lado o exército dono das terras que serão ou não conquistadas, os verdadeiros donos, aqueles a quem por direito o guerreiro deve defender. De outro, o exército invasor, que deseja algo que não lhes pertence e que deseja tomar à força a terra que já é morada de outros.

O guerreiro olha para ambos os exércitos, aqueles a quem deve defender e os invasores, então descobre que entre os invasores se encontram seus parentes, pais, tios e irmãos, e do outro os verdadeiros possuidores da terra. De que lado lutar então?

Esse guerreiro é Arjuna e a batalha se passa no livro Bhagavad Gita, do Mahabarata hindu, guerra essa travada entre dois poderosos exércitos, os Pandavas e os Kuravas. E é Khirsna quem vai guiar com sabedoria os passos do jovem guerreiro.

O mais interessante nessa batalha é que ela não é travada fora do guerreiro, mas é uma batalha interna do homem contra si mesmo.

A terra pela qual os dois exércitos lutam é Hastinapura, a Sabedoria, conhecida pelos hindus como a Cidade do elefante; o exército Pandava nada mais é do que nossas virtudes, nossa essência espiritual, o altruísmo universal, nossa essência Divina, os Kuravas as nossas emoções, nossos apegos materiais e todo nosso egoísmo, ou seja , nosso lado materialista. O campo de batalha, Antakarana, é nosso corpo que luta pela busca de nossa essência Divina enquanto nos deixamos envolver pelo lado material. A Batalha é a busca pela posse de nossa própria Sabedoria, o retorno ao Bem , ao verdadeiro Eu que é imagem e semelhança de Deus e da qual a entrada no mundo do material nos desvirtuou. Os Kuravas usurparam o trono do rei, ou seja, usurparam de nós, os Arjunas, a nossa essência Divina, cegando-nos em busca do que é apenas material. Nossa personalidade egoísta usurpou o trono da alma em troca daquilo que desejamos ardentemente. Essa guerra é o que vai nos tornar, dependendo claro do lado que vamos escolher, mestres de nós mesmos, realizando o dever por dever, não mais por uma expectativa de recompensas vindouras.

É no Bhagavad Gita que encontramos o momento de mudança em um guerreiro.Toda nossa vida é assim, guerreando contra nós mesmos para vencer a batalha mais importante de nossas vidas que é o retorno ao Pai.

Em meio ao campo de batalha, assim como Arjuna, nós não queremos lutar, não queremos “matar” nossos vícios, nossos desejos materiais pela posse de Hastinapura, optamos sempre pelo mais fácil porque gostamos de nos sentir fracos e despreparados para essa batalha. Não lutamos por medo e não por fraqueza, porque assim como Khrisna confiou em Arjuna, temos a confiança Divina de que se tivermos coragem para lutar, venceremos.

Mas tal como Arjuna : Não queremos lutar. Como matar aqueles a quem estamos tão intimamente ligados, o desejo, o prazer, os vícios?? Como viver sem isso depois de tantos anos na matéria? Como lutar se somos acariciados com palavras de consolo sobre nossas fraquezas de que temos o nosso livre arbítrio, de que ainda não temos força, que errar faz parte de nossa jornada. Como lutar se nos espelhamos na fraqueza e não na coragem de mudar?

E os anos se passam e o tempo se escoa e vamos perdendo uma batalha após a outra porque somos vítimas de nós mesmos e porque ocupar esse lugar de vítima nos faz bem.

Porque ocupar esse lugar de fracos, de seres que necessitam de auxilio a todo o momento nos faz bem, só que esquecemos que temos ao nosso lado alguém que sabe que só poderemos vencer se deixarmos de nos comportar como crianças fracas e mimadas e nos tornarmos realmente guerreiros, guerreiros que honram a confiança depositada nele.

A Grande Batalha já está ocorrendo, só precisamos de uma coisa: Decidir lutar ou permanecer estagnados em nossas fraquezas, nos tornarmos guerreiros ou permanecermos como Vítimas eternas de nós mesmos.

A escolha é nossa. 



Simone Nardi

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Salvem as Baleias? Não, salvem os Humanos!

Se fosse para salvar a vida dos humanos e não a vida dos animais apenas, você mudaria seus hábitos? Essa é a primeira coisa na qual devemos refletir antes de prosseguirmos com a leitura do artigo.

Sim ou não?

Há cerca de 15/20 anos atrás, ou até mais, ouviam-se os clamores de: Salvem as baleias, salvem os golfinhos, a Amazônia, a onça-pintada, o mico-leão, os ursos polares e a cada dia a lista aumentava e ainda aumenta. Porém agora, não somente os animais encaram de frente a ameaça da extinção, mas os seres humanos acabaram sendo incluídos nessa seleta e obscura lista, para a qual muitas pessoas nunca deram grande importância.

Quando há mais de 30 anos atrás o oceanógrafo francês Jacques Cousteau, depois de algumas expedições ao Ártico e a Antártica, falou pela primeira vez em público sobre o buraco na camada de ozônio e o risco de uma catástrofe global, foi chamado de louco por muitos outros cientistas. Hoje o tal “buraco no ozônio” continua lá, firme e forte, e bem maior do que quando Cousteau se referiu a ele pela primeira vez.

As pessoas tem disso. É algo que parece nascer com os seres humanos. Ignorar tudo o que, além de novidade, possa ser uma ameaça ao “jeitinho” de viver delas.

Trabalhei com um médico que não acreditava no tal “Aquecimento Global”. Ele dizia que isso tudo não passava de mentira para assustar a população, puro Marketing. E os furacões ficando mais fortes, tornados no Brasil, secas em locais antes equilibrados, a temperatura do Planeta subindo, pura balela, era o tal do Marketing!?!

Realmente. Agora depois de anos e anos de alarme, algumas pessoas parecem realmente assustadas. Outras ainda não, mas os fatos estão aí para que todos vejam e não temos mais como negar e nos sentirmos confortáveis esquecendo o assunto. Cada um agora terá que lutar pela coletividade, ou seja, tudo o que ignoramos até então, porque achávamos que não nos atingia (baleias, micos, golfinhos, ursos polares), faz parte do equilíbrio do nosso Planeta e faz parte do trabalho que temos agora para permanecermos vivos sobre a Terra. As matas que derrubamos, a água que desperdiçamos, hoje são as únicas esperanças de sobrevivência da raça humana.

Se não aprendemos a ter respeito pela Mãe Natureza antes, agora estamos sendo obrigados a respeitá-la através do medo, enfrentando suas consequências.

E lembro-me agora de uma propaganda, feita por Heródoto Barbero onde ele dizia:
“ Vamos cobrar?Vamos cobrar, mas a minha atitude tem que mudar”

Pois é, em meio a tanto caos e abandono de nossa parte, agora são os ursos polares que estão fazendo a parte deles vestindo camisetas com os escritos:
“Salvem os humanos também”.


Simone Nardi
  

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terça-feira, 12 de maio de 2009

"Orai e Vigiai"

 


Uma crônica de desobsessão

Deves agir conforme falas, do contrário tuas palavras serão mortas.


Silvana bufou. O trânsito de sexta à tarde a irritava.

Aliás, tudo a irritava. O calor, a chuva. O frio, a garoa. Como sempre, chegou em casa apressada. Thor, o cão labrador da família correu agradar sua dona, o rabo abanava de um lado a outro, ele estava feliz por revê-la.

Silvana o ignorou, tinha pressa, vida de médium era assim. Perseverante e pontual.
Disciplinada e dedicada. Não poderia atrasar-se. Entrou em casa ainda reclamando do trânsito. Banho, jantar leve, rua de novo. Era dia de reunião de desobsessão. Na rua da Casa Espírita, outra irritação. Não havia sequer uma vaga para que Silvana estacionasse o carro, teve que rodar dois quarteirões e voltar a pé. Parecia que tudo tentava impedi-la de chegar ao Centro.

Passo apertado. Rosto franzido. Silvana algo mais irritada, cruza os umbrais da porta principal.

Antônio, o velho presidente do Centro a olha com doçura. Sabe que algo vai mal. A médium segue para a câmara de passe. Fechada. Tem gente lá dentro. Demora.

A hora passa. Mais uma irritação, ela quer trabalhar, quer ajudar, sabe que precisam dela ali, há anos trabalha nesse e noutros centros, “há anos”, pensa entrando na câmara. Um rápido autopasse, Ela também faz isso há anos, ele já sai automático. Encaminha-se apressada para a sala onde alguns trabalhadores já se encontram.

Cumprimenta-os rapidamente. Lázaro, o doutrinador, Célia e Carla, médiuns de sustentação, Ana e Paula, passistas, César, “o metido”, e Onofre ,médiuns de desobsessão. Silvana senta-se, um Pai Nosso desliza por sua mente.

“Será que fechou o gás?... Santificado seja..... Apagou as luzes ?..... O vosso nome ......O carro na rua, perigo... “

Lázaro , o doutrinador apaga as luzes, desliza os olhos pela inquieta Silvana e lhe toca o ombro.

- Célio, Onofre, hoje apenas vocês dois, há pouca gente. Silvana, Célia, Carla, vibrações.

O rosto de Silvana arde. A irritação chega ao auge, ela quase não se controla se cala a custo.

Prece inicial, início das tarefas. O primeiro irmãozinho.

- Bem-vindo, meu irmão - fala a voz serena de Lázaro.

Sinta-se a vontade entre nós, fala ele com carinho. O espírito, algo irônico, começa a sorrir.

- Adoro eles. Os que se acham intocáveis, infalíveis. Esses são os mais divertidos.

- Mas o irmãozinho sabe que está no caminho errado.....

- Eu não. Eu fui chamado.A arrogância e o orgulho deles me atrai. Essa soberbia de achar-se intocável, e não ser. Não admitir. Não pensar. Eu faço apenas o que eles me permitem, nada mais. Erra mais aquele que tem o conhecimento.

- Mas você também possui o conhecimento.

- Eu fui chamado, apenas isso. Posso deixá-los hoje, mas eles me chamarão amanhã. São pessoas de palavras e não pessoas de ação.

Houve silêncio. Silvana sentiu o corpo se arrepiar. O coração parecia afogar-se em dor.
A mente se esvaneceu e quando ela deu por si, a reunião havia terminado.

No silêncio da sala, apenas a respiração de Silvana era percebida. Duas lágrimas rolaram pela face , agora, entristecida.

- Orai e vigiai - falou Lázaro com a voz carinhosa de sempre. Nós médiuns, podemos ser alvo de muitos ataques se não mantivermos o equilíbrio, a fé e a vibração de amor. Não devemos nos orgulhar de nossa mediunidade e sim vigiar-nos sempre, para que ela não nos leve à quedas. Assim como o doente, os médiuns obsediados necessitam do antídoto para a dor. O amor. Quando o médium se desvia de seu verdadeiro caminho, mesmo não querendo, deixa uma porta aberta aos obsessores.

- Orai e vigiai - repetiu Silvana lembrando-se que ela mesma se distanciara de seu principal objetivo quando passara a ver com orgulho e inveja, sua mediunidade.
Sim, pensava ela no silêncio de suas lágrimas, aquele irmãozinho que viera obsediava apenas os médiuns, poderia até mesmo tê-la obsediado, se é que já não o estava fazendo.
Silvana lembrou-se das discussões com os companheiros de seara, das irritações, da falta de controle, todos os sinais de uma perturbação para a qual ela insistia em fechar os olhos.

- Eleve a vibração, ame e, sobretudo, vigie, para que nada de mal lhe aconteça - terminou Lázaro abraçando cada um de seus companheiros.

Silvana deixou a Casa Espírita mais calma naquela noite. Agora ela compreendia o que era deixar-se dominar pelo orgulho tolo da mediunidade, pela vaidade tola do trabalho.
Mediunidade era amor, não medalhas para que colocasse no peito e bradasse aos povos. Era silêncio e resignação. O amor não era aquilo que ela vinha fazendo , era muito mais e somente agora ela compreendia que o antídoto para esse mal era o amor. 

Simone De Nardi




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quarta-feira, 25 de março de 2009

Terra, um Planeta de expiação e provas

Quantas vezes não ouvimos isso durante nossa vida:


Foto:Sebastião Salgado

“Ah, somos assim porque este ainda é um Planeta de expiação e provas. Não podemos fazer isso ainda porque esse é um Planeta de expiação e provas.”

E vamos andando a passos lentos e arrastados em nossa evolução, usando essa, entre outras frases, como escudo para nossas fraquezas. Porque um espírito disse isso um dia e agora virou lema para que nos acomodemos; acredito que a intenção dele foi esclarecer e não de fazer esmorecer.

Quando falamos sobre alguma mudança, pois as mudanças são as mais difíceis, de rebatida ouvimos que nem todos estão preparados porque esse é um Planeta de expiação e provas. Então meu amigo, você que ainda acredita que não está pronto para mudar, você que acredita que ainda não pode amar como se deve, fique atento.

A Terra muitas vezes é comparada a uma grande faculdade, onde estamos reunidos para aprender. As faculdades terrenas, até onde eu saiba, não são vistas como espaços de expiação e provas, a não ser para aqueles alunos que não gostam muito de estudar, e sabe por quê? Porque alguns têm “preguiça” de estudar, preferem sair para divertir-se ao invés de ler e aprender, ao invés de estudar. Para alguns a faculdade nada mais é do que uma chance de fazer amigos, de mostrar-se ao Mundo, de ter um “status” diferenciado, mas estudar que é bom, nada. Então como sempre acontece nos dias de prova, alguns desses estudantes vão expiar àquelas horas perdidas de estudo e como quase sempre acontece, na maioria das vezes vão reprovar. Outros acabam desistindo pelo meio do caminho e precisam refazer o mesmo ano novamente.

Por outro lado, há aqueles que entram na faculdade com o desejo de aprender, deixam de lado momentos de diversão para estudar, para ler, para compreender o que lhes está sendo ensinado; esses são aqueles alunos que não possuem dificuldades durante as provas, são os alunos que irão passar de ano por seu próprio esforço, por sua própria força de vontade em vencer. Eles não enxergam a faculdade como um lugar de expiação e provas, mas, se assim a vissem, com certeza iriam lutar da mesma forma, estudar mais, ler mais, trabalhar mais suas fraquezas para poderem atingir seus objetivos , não ficariam se lamentando pelos cantos, alegando que não conseguem fazer isso ou aquilo porque a faculdade lhes representa um campo de expiação e provas.

Ilha, foto Sebastião Salgado
Assim é a Terra. Uma faculdade aonde entramos para aprender a difícil lição de amar, a difícil lição de compartilhar. Não viemos para pular lições ou matérias sobre a vida só porque as achamos mais difíceis, não viemos para apontá-la como algo do mal (expiação e provas assusta a quem leva isso ao pé da letra), não viemos para sofrer assim como o aluno não entra na faculdade para sofrer, e sim para Aprender.

Se viéssemos aqui somente para sofrer teríamos apenas um tipo de aprendizado. Como se tivéssemos na faculdade apenas um tipo de matéria. Que seria do médico se aprendesse somente sobre a pele e desconhecesse sobre os demais órgãos? Que seria do filósofo se somente Parmênides lhe fosse falado, e nada mais soubesse sobre o “Ser”?

Não viemos a Terra para aprender somente o que gostamos, existem várias lições, várias matérias a qual temos que estudar, gostemos ou não. A Terra nunca vai mudar enquanto nós mesmos não mudarmos, enquanto não ocuparmos nosso tempo para mudarmos, para aprendermos ao invés de usarmos algumas frases apenas como apoio “Moral” para nossas deficiências.

Se não podemos mudar em determinados assuntos porque achamos que esse é um Planeta de expiação e provas, seremos como o mau aluno que não gosta de determinada matéria e não a estuda; sabemos que ficaremos detidos nela por mais um ano, e mais um ano e outro até que tenhamos conseguido compreendê-la na integra. Aí tanto nossa faculdade, quanto nosso amado Planeta nos parecerá como um lugar de expiação e provas e um Planeta regido pelo Mestre Jesus não pode ser algo que nos pareça ruim.

Quando mudarmos, e esse esforço depende apenas de cada indivíduo, esse Planeta vai mudar conosco e, como numa faculdade, iremos todos passar de ano e festejar a nossa formatura com o Mestre Jesus.

Simone Nardi





Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!


Fonte: Feal 

Republicação




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