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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A importância de cada ser no plano Divino

 

Todo ser vivo tem sua importância



Cada ser vivo existente nesse mundo possui uma função única e especifica nos planos divinos.

Muitas vezes nos esquecemos do evangelho onde Jesus afirma que até os cabelos de nossa cabeça estão contados.

Nos esquecemos que Deus, em seu poder supremo, conhece cada uma de suas criaturas e se preocupa com cada uma delas em específico, atribuindo a cada um uma tarefa importantíssima, que muitas vezes pela nossa inferioridade não conseguimos enxergar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O neurocientista das plantas





O biólogo Frantisek Baluska pesquisa neurobiologia vegetal, estudo que acredita que as plantas têm inteligência para resolver problemas. Em entrevista ao site de VEJA, ele explica o porquê da resistência científica a seu objeto de trabalho e decifra as capacidades de árvores e arbustos


Rita Loiola - Veja.com - 21/03/2014

Para o biólogo eslovaco Frantisek Baluska, de 56 anos, a espécie humana sofre de bloqueio psicológico que a impede de aceitar que as plantas podem ser inteligentes. "Gostamos de nos considerar o topo da evolução, essa é a nossa natureza", afirma o pesquisador da Universidade de Bonn, na Alemanha, um dos nomes mais importantes em todo o mundo no estudo de neurobiologia vegetal.

O título controverso do seu campo de estudos foi criado por ele e por mais quatro colegas em 2007, em um manifesto que pretendia chamar a atenção para o estudo de sistemas vegetais extremamente refinados. Com isso, Baluska não queria dizer que as plantas têm cérebro ou neurônios, mas que dispõem de ferramentas biológicas que lhes permitem resolver problemas. Uma capacidade chamada por ele de inteligência. 

Além de conduzir pesquisas na universidade alemã, o biólogo faz parte do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal, em Florença, na Itália, é co-fundador da Sociedade de Comportamento e Sinalização Vegetal e edita uma revista científica dedicada a pesquisas na área. Depois de quase trinta anos estudando a biologia e fisiologia das plantas, ele encontrou, nos últimos meses, evidências de que as raízes têm sua própria versão de processos que, nos animais, são chamados de sinapses. Em entrevista ao site de VEJA, Baluska discute a resistência a suas pesquisas e, com sua visão de neurocientista das plantas, explica o que é acognição vegetal.
Qual o seu conceito de inteligência?Há muitas definições, a maior parte antropocêntrica. Sigo aquela que vê na inteligência a habilidade para resolver problemas apresentados pelo ambiente. 

Sob essa ótica, plantas são seres inteligentes? Sim. Elas resolvem problemas o tempo todo. E como são imóveis, arraigadas no solo, seus problemas são ainda mais sérios que aqueles dos animais.

No entanto, a maior parte de seus colegas não concorda que exista uma inteligência vegetal. Isso é muito interessante. 
Acredito que a fonte desse problema está em nossa natureza humana: gostamos de nos considerar como o topo da evolução. Temos um bloqueio psicológico em reconhecer que existam outros seres tão ou mais inteligentes que nós. No entanto, não temos a capacidade de sustentar a civilização sem os vegetais. Na verdade, se todos eles se extinguissem subitamente, sobreviveríamos alguns meses, anos nos máximo. Por outro lado, a maior parte das plantas viveria se todos os animais e a raça humana desaparecessem.

Você e seus colegas publicaram uma carta em 2007, no periódico Trends in Plant Science, defendendo o uso de termos como inteligência e comportamento em plantas. Por que, até hoje, é difícil que esses termos sejam empregados para descrever vegetais? 
A situação melhorou desde então. Alguns termos - comportamento, comunicação e sinalização - são aceitos agora. Mas as maiores dificuldades ainda persistem: não é possível obter recursos de agências de fomento se o projeto for escrito com palavras como inteligência, cognição ou neurobiologia vegetal.

Falar em neurobiologia significa dizer que plantas fazem sinapses? Desde que Charles Darwin se interessou por plantas carnívoras, no fim do século XIX, sabemos que elas funcionam por meio de pulsos elétricos. Sabemos que há versões vegetais de neurotransmissores e receptores que integram e talvez ‘animem’ o corpo das plantas, da mesma forma que animam nosso corpo. Sinais elétricos controlam também a respiração e a fotossíntese em qualquer vegetal. Dados preliminares sugerem que esses sinais elétricos transmitidos por longas distâncias também controlam o tropismo nas raízes.

Como assim?Estamos estudando a endocitose, processo em que as células absorvem materiais através da membrana celular, o principal processo de comunicação sináptica neuronal em nossos cérebros. Encontramos processos muito semelhantes nas raízes.

Em um seu livro Communication in Plants - Neuronal aspects in plant life (Comunicação em Plantas - Aspectos neuronais da vida das plantas, publicado em 2007 e sem tradução no Brasil), você afirma que as plantas "reconhecem outros organismos como bactérias, fungos, outras plantas, insetos, pássaros e animais que, provavelmente, incluem os humanos". Isso quer dizer que elas têm consciência de si e do ambiente em que vivem?Ninguém sabe isso porque, como expliquei, ainda não é possível estudar esses assuntos com toda a liberdade. No entanto, a comunidade científica aceita que as plantas têm sistemas sensoriais que permitem que elas conheçam os vegetais ao redor, bactérias, insetos, animais e, sim, humanos. É muito provável que elas tenham a sua própria consciência e compreensão vegetal. Elas podem manipular insetos, animais e, talvez, os homens (por meio de aromas, formas, cores e substâncias que alteram a consciência) para o seu proveito. 

E essas habilidades foram comprovadas por estudos científicos? 
Sim, todos esses aspectos já foram muito bem estudados, mas ainda não foram interpretados pela perspectiva da neurobiologia vegetal. Eles são muito importantes para a ciência agrícola.

Várias das novas descobertas em neurobiologia vegetal admitem que haja novos significados para o tropismo, a conhecida capacidade das plantas de se movimentar segundo estímulos como luz ou água. O que você afirma é que os vegetais não respondem automaticamente a esses sinais, mas escolhem fazer isso? 
As plantas leem ao menos vinte parâmetros diferentes do ambiente e integram todas essas informações em suas células e tecidos para responder de maneira inteligente - senão, elas não sobreviveriam. Isso requer memória, aprendizado, atenção e cognição. Mas é preciso lembrar que elas têm sua própria versão dessas habilidades, ditada por sua vida vegetal. Nesse aspecto, a parte da planta mais interessante é a raiz, que busca água e minerais no solo, um lugar muito heterogêneo. Essa é uma tarefa difícil e ela se une a fungos e bactérias para ser bem-sucedida. Recentemente, além desse comportamento de busca, foram identificados na raiz também os de fuga e evasão. Raízes são capazes de comunicar suas experiências de stress, reconhecer a si e a outras raízes, identificar plantas da sua família e as estranhas e ter comportamento coletivo. Um único pé de centeio precisa coordenar suas 13 815 672 raízes e radículas, com um comprimento total de 622 quilômetros. 

Você mencionou a memória. Plantas se lembram de suas experiências passadas?
É claro que as plantas têm memória. Ela é necessária para sua adaptação e sobrevivência em ambientes que estão, o tempo todo, se modificando. Mas reforço: são memórias específicas de vegetais e nossa compreensão a seu respeito ainda é muito restrita.

Você é especialista em comunicação entre as plantas. Por que resolveu pesquisar um tema tão controverso?A sobrevivência humana depende das plantas. Na verdade, nossa evolução foi dividida com os vegetais cultivados por nós e, como a comunicação entre as árvores é muito importante para nos manter vivos, devemos entendê-la. Além disso, jamais seremos capazes de compreender a biosfera e a natureza humana sem ter um melhor conhecimento dos vegetais em toda a sua complexidade sensorial e neurobiológica.

Muitos biólogos argumentam que não devemos antropomorfizar as plantas. Por que vocês gostam de usar o mesmo vocabulário para descrever plantas e animais?Acho que o antropocentrismo de nossa ciência é um problema muito maior. Todo o nosso esforço científico começou com humanos, depois se dirigiu aos animais e só então chegou às plantas. Toda a terminologia científica é recheada de termos antropomórficos. É muito interessante como o conceito de inteligência bacteriana recebe uma oposição menor, indicando que, realmente, temos algum problema psicológico em relação aos vegetais. 

Árvores têm um sistema neuronal semelhante ao animal?Sim, plantas têm seu próprio sistema neuronal específico e vegetal espalhado por todo o seu corpo. Raiz e flores representam os dois polos da planta e estão ligados por não só por sistemas vasculares especializados em transporte de nutrientes, água e químicos, mas também por meio de sinais elétricos vegetais.

Sendo assim, elas sentem dor?Não sabemos. Mas podemos especular que elas tenham versões específicas de dor, pois sintetizam diversos anestésicos, como etileno e éter, quando são feridas ou estão sob stress. Para qualquer organismo vivo é importante estar a par dos estragos sofridos e a dor é um sinal fundamental. Plantas são também sensíveis a todos os anestésicos e têm suas próprias versões de olhos, audição e olfato. Necessitam tudo isso para sobreviver na natureza.

O naturalista britânico Charles Darwin foi o primeiro a perceber as habilidades "inteligentes" das plantas. Você se considera um de seus seguidores?Ele foi um visionário nesse assunto também e, por isso, o consideramos o "pai" da neurobiologia vegetal. Mas seu avô Erasmus e seu filho Francis também eram muito ativos nesse tema. Inclusive, para o primeiro simpósio de neurobiologia vegetal organizado por mim e pelo biólogo italiano Stefano Mancuso em maio de 2005, criamos um logo com a foto de Darwin sobre uma raiz.


Planeta Sustentável





Para ler mais: 


As Plantas








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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O ESPÍRITO DOS ANIMAIS: Umbanda

Olá irmãos



Que a paz de Oxalá esteja com todos




 As voltas nos deparamos com uma pergunta: "Animais tem espíritos ?"


Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?


Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.



Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.



Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "



Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.



Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.



Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.



O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:



- O que foi, Divaldo?



Foi o cachorro, mas está tudo bem!



Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!



- Tem sim, esse pastor aí!



- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!



E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!



Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.



Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.



Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.



Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).



Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.



Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.



E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.



Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.



Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.



Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.



Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.



Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".



Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.



Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.



Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.



A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.



Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que 
facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".



E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.



Extraído do livro: A questão espiritual dos animais 



Que Oxalá nos abençoe sempre

Saravá .'.








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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Alimento que Ingeres

MIRAMEZ


Carne


O alimento que ingeres é de grande utilidade quando bem orientado para o equilíbrio da saúde, conseguindo a paz interior. É bom que não te esqueças da escolha dos alimentos, consultando bons livros, em se referindo à comida.
 
Precisamos de muita paciência na especulação da alimentação, fornecendo ao complexo orgânico as coisas naturais e as forças da natureza, empregadas no amparo as nossas forças, para o bem da nossa própria vida.
 
A resignação em relação ao que aparece como problema no correr da existência é de grande utilidade, desde quando não faltem o amor e o bem-estar, que surge da alegria. 
 
Procura alimentar-te nos moldes em que se mostra o equilíbrio, sem estimular a vontade exagerada; devemos comer para viver, e não viver para comer.
 
Não te deixes viciar no que tange à alimentação; procura triturar com perseverança a comida, retirando dela as substâncias da paz orgânica, buscando sempre, onde existem mais experiências, o que falta para enriquecer as tuas.
Frango
 
Alguns dizem que religião nada tem com a alimentação; como se enganam! Tem e muito! Devemos cuidar do corpo e do Espírito, para o equilíbrio interno. Tudo o que aprendemos de bom é útil a vida, como exemplos aos outros.
 
É justo que tenhamos constância em tudo o que é bom, favorecendo a harmonia, sendo porta aberta para a luz do entendimento. Sejamos pacíficos em tudo o que venhamos a fazer, porque essa tranquilidade nos faz aceitar o amor e vivê-lo, nos faz aceitar a caridade e vivê-la, nos faz aceitar o perdão e vivê-lo. E esse conjunto de virtudes forma em nossa intimidade a paz, bem como estimula o coração, senão a consciência. Compete a cada um esforçar-se para alcançar o estágio da benevolência que alegra e nos faz crescer na luz de Deus. 
 
O que se chama alimento para que possamos viver não é somente o pão de cada dia; a água é alimento, o ar o é também, como igualmente o amor.
 
Esses últimos se fazem diretamente sustento para a alma, como também para o corpo e as suas funções entre os dois mundos.
 
Sejamos ordeiros nas investidas do corpo para a alma e da alma para o corpo, meditando no que ocorre, no sentido de aprender a nos comportar, para melhor tirar proveito das lutas que sempre nos trazem um bom rendimento.
 
Tenhamos paciência no desenrolar do tempo, que somente assim nós crescemos, deixando fulcros de exemplos para os outros, colhendo os frutos da paz, aquela que o mundo não pode dar. As nossas vidas significam luta permanentemente, porque é no intenso trabalho para aprender que nós instruímos e enriquecemos as qualidades do coração.
Verificamos que, em tudo na vida, estamos nos alimentando; e a escolha é de grande utilidade, sendo que podemos viver bem ou mal, de acordo com o que escolhemos para nos alimentar. 
 
Apaziguar o que vem a nós é o nosso dever, para que surja disso o maior dos ambientes da vida - o Amor.

 
(Mensagem extraída do livro Cura-Te A Ti Mesmo - João Nunes Maia / pelo Espírito Miramez) 
 

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Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo-nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna.

   
(De Vinha de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)


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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Devemos intervir na predação?

Pessoas que defendem o uso de animais frequentemente argumentam que "na natureza, os animais comem uns aos outros", usando esta "ordem natural" para justificar os atos de dominação dos humanos sobre os animais não-humanos. Os defensores dos animais, por sua vez, geralmente respondem que, por possuirmos a capacidade para a agência moral (que os animais não-humanos presumidamente não possuem), isto gera em nós uma obrigação que não é gerada para eles. Essa resposta é suficiente para colocar por terra aquele argumento. Contudo, encerrar a discussão com esta resposta acaba evitando o debate sobre o problema do sofrimento e morte causados pela existência da predação no mundo. No seu entender, não haveria o dever de pesquisarmos formas de minimizar esse sofrimento, mesmo que ele não tenha sido causado ativamente (mas sim passivamente) por nós, e mesmo que os predadores não tenham culpa pelo que fazem, analogamente ao dever que assumimos quando intervimos sobre ações de outros seres amorais, como crianças muito pequenas? Ou o limite da ética animal deveria ser a abolição dos males causados ativamente por humanos?

Qual sua posição sobre o tema e respectivos argumentos para sustentá-la?

Sua posição sobre esse tema específico mudou ao longo do tempo? Se sim, quais argumentos o fizeram mudar?


Simone Nardi 



Predador e presa. Vida e morte. Isso é tão antigo quanto o Universo. A sobrevivência de um, em alguns casos, depende da morte de outros, faz parte do equilíbrio não da ética ou da moral apenas, mas de todo um equilíbrio que rege o Universo, e não foram os animais que quebraram essa linha que suavemente equilibrava a Terra. Não podemos comparar o que se passa em uma Savana, com o que ocorre numa grande Acrópole onde existe uma gama enorme de alimentos que podem nos nutrir e de onde a comida chega através de pedidos realizados via web .




Há tanta contradição nas palavras das pessoas que argumentam que "na natureza os animais comem uns aos outros, por isso também temos o direito de fazer o mesmo", quanto aqueles que insistem em dizer que os veganos são pessoas más somente porque comem plantas. E como é de se esperar, a contradição que rompeu com o equilíbrio planetário está dentro da humanidade. O ser humano luta constantemente para se colocar acima dos animais não humanos, cria diferenças, montam sistemas filosóficos, tudo para afastar-se da tal "Bestialidade" que ele acredita revestir os animais; A filosofia bate no peito e nos diz que o "homem é um animal racional" porque possui uma inteligência superior; a ciência apregoa que somos racionalmente superiores porque possuímos a linguagem articulada; a psicologia nos exalta ao colocar que somos racionais porque temos a capacidade de elaboração de conceitos abstratos; a antropologia nos coloca acima dos demais animais ao dizer que somos o que somos pela nossa capacidade na fabricação de ferramentas e equipamentos; e todos eles juntos acreditam que somos a "medida de todas as coisas" porque temos uma vida social complexa.

E, numa única frase, conseguimos derrubar toda essa luta sobrehumana para nos colocarmos acima dos animais e assumimos o posto "bestial" daqueles seres de quem tanto queremos distância: os animais selvagens que matam para comer. Nada mais nos tornamos do que : Seres inferiores e selvagens, que não se importam em matar e quando o fazem, o fazem de forma violenta.

A partir do momento que nos colocamos como iguais, o que temos agora acima deles, que nos permita maltratá-los então?

Nada.

Exatamente nada nos permite maltratar um animal não-humano, seja em qualquer colocação que façamos, pois a lógica da situação nos impediria de praticar esse ato brutal.

Primeiro porque se nos colocamos como seres racionais, deveríamos ter em mente que somos literalmente obrigados a tutelar aqueles a quem julgamos inferiores e tutelar significa proteger, nem matar nem mutilar, mas proteger. A verdadeira inteligência superior deve, ou pelo menos deveria, levar o homem ao bem, não o contrário.

Segundo, se nos colocamos como iguais, ou seja, porque eles matam nós igualmente temos o direito de matar, estamos abrindo mão de sermos então a "medida de todas as coisas", para sermos apenas "mais um", no reino da criação. Só que não temos, tal como os animais, coragem para atacar nossa presa, destroçá-la nos dentes (que muitos insistem em dizer que são dentes de carnívoros) e comer-lhes as vísceras em busca do nutriente vegetal, e não temos além de coragem, capacidade para isso.Já passamos nossa fase animal, é preciso prosseguirmos na evolução.

Eles matam para sobreviver, e nós, matamos por qual motivo? Pela Racionalidade? Seria ilógico pensarmos dessa forma, porque já vimos que a racionalidade é algo que deve nos trazer o bem; se é para termos algo que nos diferencie dos demais seres, mas que nada nos agregue de bom, melhor seja então que nada tenhamos de diferente das demais criaturas.
Tentar resolver o problema da predação na Natureza também seria, neste momento atual, violar, igualmente, os direitos a ela dispostos de reger o equilíbrio do Planeta. Seria remexer um campo onde a humanidade já mexeu e de certa forma, vem destruindo com sua invasão. Ainda nem conseguimos vencer a "Nossa própria" predação , como então desejar contê-la no seio da Natureza? Ainda não domesticamos a nós mesmos nos mais simples atos diários, como querer então tornar seres, ainda em evolução, mais perfeitos, éticos e morais?
O fato é que, nós temos opção de fazer ou não o mal, nós temos opção de escolher uma alimentação isenta de crueldade, os animais selvagens ainda não, o que não significa que sejam bestas irracionais, mas sim que é o momento da evolução deles que lhes exige essa atitude de predação. Não sendo a predação dentro da Natureza o maior causador do sofrimento animal, e sim a nossa influência Irracional sobre os corpos animais, daí a predação humana ser mais perigosa para os animais do que a predação natural dos mesmos dentro da Natureza. Nós devemos influir na vida somente quando tivermos Absoluta Certeza de que nosso envolvimento irá causar o bem para está e para as futuras gerações, doutro modo, qualquer influência nossa, mesmo revestida da mais pura boa intenção, poderá no futuro, causar um desequilíbrio ainda maior do que aquele que já causamos até aqui.



Predator and prey. Life and death. This is as old as the Universe. The survival of one, sometimes, depends on the death of other. It’s part of the balance, not ethics or moral only, but a whole balance that rules the Universe, and were not the animals that broke this soft line that equalized the Earth. We cannot compare what’s happening in a Savannah, with what happens in a big city where are huge sum of food that can nourish us and where food can be purchased online.
There is so much contradiction in the words of people who argue that “in nature, animals eat each other, so we also have the right to do so”, as are in those that insist in saying that vegans are evil people only because they eat vegetables. And as you can imagine, the contradictions that broke with the world balance is in humanity. Human being constantly fights to put himself over the non human animals, creates differences, makes philosophical systems, all to be away of said “Bestiality” he believes enfold the animals; Philosophy hits its chest and tells us “humans are rational animals” because he has superior intelligence; science folds that we are rationally superior because we have articulate language; psychology praises us by saying that we are rational because we can elaborate abstract concepts; anthropology places us above all other animals saying that we are what we are thanks to our ability in tools and equipment making; and all them together believe we are the “measure of all things” because we have a complex social life.
And, with one line, we put down all this hard fight to get us above animals e take the “bestial” place of those beings that we want so much distance from: the wild animals that kill to eat. We are nothing more than inferior and wild beings that doesn’t mind killing, and when we do so, we do it violently.
From the moment we place ourselves as equals, what do we have above them, that allows us mistreat them?
Nothing.
Absolutely nothing allows us mistreat a non-human animal, whatever statement we use, because the logic would stop us from practicing this brutal act.
First because if we place ourselves as rational beings, we should keep in mind that we are literally bound to guard those we judge as inferior and guard means protect, not kill or mutilate, but protect. True superior intelligence must, or should, drive man to goodness, not otherwise.
Secondly, placing ourselves as equals - meaning, they kill, so equally we have the right to kill – we’re giving up being the “measure of all things”, to be only “another one” in the creation kingdom. Only we don’t have, unlike the animals, courage to strike our prey, rip it in our teeth (that many insist in saying are carnivore teeth) and eat its viscera in search of vegetal nutrient, and we are not capable to do it. We have been through our animal fase, we must go on with evolution.
They kill to survive. And us? We kill for what reason? Rationality? It would be illogical to think this way, because its proved rationality is something to bring us wellness; if it is supposed us to have something to apart us from the other beings - only nothing to gather us good things – it would be better to have nothing different from them.
Trying to solve the predation problem in nature would also be, in this very moment, to violate, equally, the right given to it to rule the balance of the Earth. It would be like messing up with an area that humanity have already messed up and, someway, have been destroying with its invasion. We couldn’t even win “our own” predation yet, how then wish to keep it in nature’s heart? We haven’t domesticated ourselves yet in the most daily acts, how are we supposed to want to become the most perfect, ethic and moral – yet in evolution – beings?
The thing is we have the option to do or not to do evil. We can choose a cruelty free subsistence, wild animals not yet. That doesn’t mean they are irrational beasts, but that is the moment of their evolution that demand them such attitude. As natural predation is not the greatest cause of animal suffering, but our irrational influence over animal bodies, human predation is much more dangerous to the animals then the natural predation of themselves. We must influence life only we are absolutely sure that our involvement will only cause good to this generation and the following ones. Otherwise, any human influence, even if filled with the best of intentions, can, in the future, cause an imbalance even bigger than that we have already cause up to now.


Simone Nardi
Simone Nardi






Escritora pós graduada em Filosofia, é autora deste blog e do blog Consciência Humana, colunista do Site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz), e fundadora do Grupo de discussão espírita Clara Luz, que discute a alma dos animais e o respeito a eles.

Pensata Animal






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