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sexta-feira, 29 de junho de 2018

A GREVE DOS CAMINHONEIROS ACABOU



OS ANIMAIS DEIXARAM DE SOFRER





O Brasil quase parou com a greve dos caminhoneiros. Faltou combustível. Faltou alimentos. Faltou senso de raciocínio.

Inúmeros caminhões carregados de frutas, legumes, produtos eletrônicos, rações para animais e mesmo caminhões com animais, ficaram parados ao longo das estradas do País.

E o que mais ouvimos nestes dias, por incrível que pareça não é se a greve era correta ou não. Se traria benefícios ou não. O que se ouvia de alguns protetores que fizeram o nome na mídia e nas redes sociais era:

“Os caminhoneiros estão matando os animais de fome”

“Os caminhoneiros estão cometendo um crime contra os animais”

Eu entrei em uma discussão dessas com uma famosa protetora que parecia querer defender um partido ao invés de realmente falar pelos animais. Porque é muito improvável que um protetor dedicado não saiba o sofrimento pelo qual os animais irão passar quando chegarem aos abatedouros.




Ela gritava a plenos pulmões que os caminhoneiros estavam abusando dos animais ao retê-los nas estradas ou em não entregar a ração necessária a manutenção de frangos de abate.

Muitos outros protetores tentaram esclarecer que, morrer os animais iriam morrer de qualquer modo, porém daquele modo( de fome) não trariam qualquer lucro para os verdadeiros criminosos: os criadores de animais para o abate.
Mas o alvo, parecia não ser os animais e sim a greve, pois ela dizia que era contra esse tipo de abuso que os caminhoneiros(sempre eles) estavam cometendo contra os animais.

Respondemos, eu e muitos outros, que abuso eles sofrem desde o dia do nascimento. Que de 60 mil frangos morressem dando prejuízo era tão dolorido quanto todos os 60 mil pintinhos que são moídos Vivos (e não são os caminhoneiros que realizam isso) quando são descartados pelas mesma indústria que choramingava na TV, não ter ração para alimentar os frangos que eles, iriam matar mais adiante.

Como uma tresloucada, a famosa protetora clamava para o fim da greve, pelo alimento dos frangos, pelo caminho livre até o abatedouro.




A greve terminou.


A ração chegou.


O caminho até o abatedouro foi liberado.

Ela deve estar feliz, o “Abuso” acabou e a normalidade voltou.

Os frangos que não morreram de fome, ah estes morreram abatidos também, com a garganta cortada, mergulhados em agua fervendo, muitas vezes ainda vivos. Mas, este abuso a famosa aceita, afinal, eles comeram antes de serem assassinados e isso não lhe significa abuso, e ela deve estar dormindo bem feliz.
Bem fez uma amiga minha que espalhou essa frase pelas redes sociais

DA SÉRIE: LI EM ALGUM LUGAR


"FRANGOS QUE MORRERIAM DE FOME FORAM SALVOS E JÁ FORAM ENCAMINHADOS PARA O ABATE."




Simone Nardi




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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Anticristo

“O anticristo será um convicto espiritualista, um admirador filantrópico, um pacifista aplicado e primoroso, um vegetariano observador, um defensor dos animais determinado e ativo”.


Esse é o trecho de uma notícia que foi veiculada na mídia já há algum tempo e que foi dita pelo cardeal Giacomo Biffi ao papa Bento 16. É impossível não relembrar um trecho da obra de mesmo nome de Friederich Nietzsche, quando ele propõe que, tal como mudamos Deus, nós mudamos as palavras do Cristo e passamos a matar em seu nome e com seu consentimento.


Anticristo, como o próprio nome diz, é aquele que é contra o Cristo, que faz tudo contra o que Cristo pregou e ensinou. Cristo pregou o amor, a benevolência, o perdão. Hoje em dia não nos damos conta de quantas coisas contra Ele nós fazemos. Um exemplo simples e que quase ninguém se dá conta é o Natal, a festa do nascimento do Cristo.


Não vamos nos ater muito ao fato do Nazareno ter nascido num local destinado a animais e nos presépios sempre se apresentarem deitados ao seu lado um burrinho e uma vaquinha, não vamos lembrar que entrou em Jerusalém sentado sobre o lombo de outro dócil jumentinho, mas vamos mergulhar em nossos atos “anticrísticos”.


O Natal é a maior prova de que vamos contra tudo aquilo que o homem de Nazaré ensinou. Mais de 80 milhões de animais são mortos para que se comemore o nascimento de um homem que era apenas amor e que nasceu rodeado de animais, o mesmo homem que teve coragem de dizer que Deus proibia o “sacrifício” de animais no Templo. O Templo, como sabemos, tinha um grandioso lucro com a venda de animais para sacrifício, vendiam cada animal a um preço diferente conforme seu tamanho, usavam o couro, o sangue as tripas e esse Homem se interpôs contra tudo isso afirmando que Deus não exigia nenhum tipo de sacrifício. Dizer tal coisa hoje implica em ouvirmos que tal ato prejudicaria economicamente milhares de famílias que sobrevivem da exploração animal, prova de que não nos importamos mesmo com os animais; Jesus ao contrário não se importou com isso ao proibir o abate de animais no Templo, mesmo sabendo que disso dependiam, igualmente como hoje, centenas de famílias; haviam aqueles que criavam os animais para o abate, vendiam e sustentavam suas famílias, haviam aqueles que construíam as mesas de sacrifício, os que vendiam a pele e o sangue, os que vendiam as rações para alimentar os animais, os que limpavam o templo, nada mudou, a não ser a visão que colocamos de que a morte de animais é necessária hoje e não o era naquela época. Jesus sabia de tudo isso, mesmo assim não se importou em proibir os sacrifícios, as famílias que viviam da morte desses seres inocentes com certeza buscariam recursos melhores para sobreviver.


E matamos milhares de animais hoje para comemorar o dia do nascimento desse mesmo Homem.


Vamos propor uma reflexão e um desafio ao amigo leitor:


O amigo consegue colocar uma faca na mão de Jesus e vê-lo matando um animal ? Aquela imagem de docilidade que conhecemos combina com mãos manchadas de sangue, com a frieza do assassinato, com a dureza de um coração ao olhar nos olhos de um animal e mesmo assim arrancar-lhe a vida por achar isso uma coisa natural ou porque nos disseram, há muitos anos atrás, que a carne nutre a carne ? O amigo consegue fazer essa ligação entre dor e morte dos animais com o que o Cristo pregou e com o modo como viveu?


É só isso que queremos pedir, uma reflexão sobre quem é o Cristo e quem é o anticristo. Talvez esse anticristo já esteja entre nós há tantos séculos que já nos acostumamos a chamá-lo apenas de “cristo”, e talvez, sem compreendermos bem, um novo Anticristo esteja surgindo, mas para nos livrar desse “cristo” de morte e de dor o qual desejamos, e que irá finalmente nos trazer um Cristo de amor e de paz, aquele que deveria ter permanecido entre nós desde o princípio. Porque o verdadeiro Cristo foi tudo isso:


“(…) um convicto espiritualista, um admirador filantrópico, um pacifista aplicado e primoroso, um vegetariano observador (segundo muitos escritos ele conviveu com os essênios), um defensor dos animais determinado e ativo”, e que precisa regressar para resgatar do “cristo” criado pelos homens, todas as indicações de amor que Ele, o verdadeiro Cristo nos legou.


Simone Nardi 



Fonte original do artigo : ANDA








Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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