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| Mão segurando a luz entre os dedos |
TEOSOFIA
O
vegetarianismo é muitas vezes, adotado por questões de saúde, como um regime
alimentar mais saudável, higiênico e substancioso. Porém, o aspecto mais
importante do sistema, é ser UM MODO DE PENSAR E DE SENTIR, visto estar
profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da
natureza - mineral, vegetal, animal e humano - são partes de um Todo.
A ciência
e algumas religiões aceitam e explicam a Lei da Evolução, processando-se
através do desenvolvimento da consciência. O homem, ser dotado de maior
consciência, é por isso mesmo o maior responsável no mundo. Por seu continuo
pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os
tempos Por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades, é que
a LEI DO AMOR é a única lei que conduzirá o homem a um estágio de real grandeza
espiritual. Sem o amor, poderemos conhecer grandes progressos materiais, porém
não alcançaremos uma verdadeira civilização. Ora, a LEI DO AMOR não pode admitir
a inútil e cruel matança de animais como a que é executada em larga escala em
pleno final do século 20.
Dizemos inútil e cruel, porque se é com fins de
alimentação, milhões de vegetarianos em todo o mundo provam que vivem em iguais
ou ainda melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos.
Lembremo-nos de escritores como George Bernard Shaw, idealistas como Gandhi,
atletas olímpicos e outros aqui mesmo no Brasil. Se é com fins esportivos, nada
pode ser mais vexatório para o nosso orgulho de supostos civilizados, do que
ver homens e mulheres divertirem-se e fazendo seus filhos seguirem o exemplo,
matando fria e calculadamente, animais, os quais se tornam inúteis para a
própria alimentação.
Se é com fins ornamentais, como acontece com o uso de
casacos de pele e de couro, penas e aves para chapéus, mais se evidencia a
inutilidade da destruição, porque inúmeras são as pessoas que vivem muito bem
com outros agasalhos e enfeites que não exigem destruição de vidas. Poucas
pessoas comeriam carne se tivessem elas próprias de sacrificar os animais ou,
simplesmente assistissem á carnificina nos matadouros. Compreende-se que no
passado, quando o cultivo da terra era reduzido, difícil mesmo em muitas
regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas de hoje, ignorado o valor
alimentício da maior parte das frutas, cereais e legumes, a caça fosse o maior
abastecimento das mesas.
Hoje, porém; enriquecidos de tão grandes progressos e
conhecimentos, como explicar que ainda não tenhamos vencido a herança desumana
de comer carnes? Podemos cultivar o sentimento de FRATERNIDADE UNIVERSAL
aprovando, apoiando, participando ou sendo omissos diante da crueldade com que
se sacrificam nossos irmãos menores, os animais?
Não é uma incoerência,
festejarem-se grandes datas nas quais reverenciamos o Senhor do Amor, do Perdão
- JESUS CRISTO - sacrificando, para nossa mesa, vidas e vidas dos animais?
Poderá ser agradável ao Senhor, que foi o maior paradigma da Compaixão, a
destruição de seres que já possuem sensibilidade e conhecem o sofrimento
justamente nas mãos dos que deveriam ser seus irmãos maiores, os homens?
O
vegetarianismo se impõe por questões de saúde, científicas e, sobretudo, porque
corresponde a uma atitude de obediência à LEI DO AMOR. Seria muito interessante
que pessoas ou organizações reproduzissem, de alguma maneira, esta publicação,
fortalecendo esta corrente de solidariedade à vida animal no mundo.
Fonte: O Teosofista - Julho/Setembro de 1985( o texto chegou as nossas mãos de forma impressa, sem link)
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