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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vivei e Deixai Viver

Brilho animal, Leão

Ella Eheeler Wilcox 





Eu sou a voz dos que não falam,

Por mim falarão os que são mudos.

Minha voz ressoará nos ouvidos do mundo

Até o cansaço, até que escutem e saibam

Os erros que cometem com os débeis

Que não podem falar.

O mesmo poder formou o pardal,

O homem e o rei.

O Deus do Todo deu uma

Chispa anímica a todos

Os seres de pêlo e pluma.

Eu sou o guardião dos meus irmãos;

Lutarei sua batalha e farei

A defesa do animal e da ave,

Até que o mundo faça

As coisas como se deve.


Ella Eheeler Wilcox 





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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Peixes,dor, alma grupo e muita confusão

Peixe pego pelo anzol.
"Os peixes gritam tanto de dor quanto de medo." 
 Michael Fine, biólogo marinho



É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que são vegetarianas e que comem apenas peixe, como se a carne de peixe fosse diferente da carne de qualquer outro animal. Também é muito comum ouvirmos alguns espíritas alegarem que é permitido a alimentação a base de peixes por dois motivos:

* Eles não possuem uma alma individual e sim uma alma grupo
* Eles não sentem dor

Peixe fisgado
Vamos estudar sobre isso e desmistificar esse pensamento  antigo de que peixes podem ser mortos para a alimentação pois nada significam, nem materialmente nem espiritualmente.


Podemos começar indicando a leitura do excelente artigo :

  
Aliás, podemos indicar toda a revista , já que se especializou em artigos abolicionistas : Revista Cahiers-Antispecistes

Esse artigo sozinho já no mostra o quanto os peixes, esses animais tão esquecidos, são sencientes  e tão sencientes quanto os mamíferos.

Já para falarmos da alma grupo, indicamos o artigo que se encontra aqui mesmo no Blog :

Quando desencarnam os animais voltam a Alma grupo?

Isso apenas para que angariemos os conhecimentos necessários para podermos debater o assunto da total falta de alteridade para com estes animais.

Peixes presos em rede de pesca

No primeiro artigo reconheceremos a capacidade de sentir , pensar e planejar dos peixes e no segundo aprenderemos o real significado de Alma Grupo, que normalmente visa excluir os peixes do processo de alteridade ao invés de incluí-los.

Sendo assim e depois de vermos o quanto são sensiveis e que o conceito Alma Grupo sequer é um conceito espírita, como manter a ideia de que eles nem sofrem nem possuem alma individual?

Apenas demonstrando que estudamos pouco, mas muito pouco sobre esse assunto. 

Para não sermos repetitivos e para auxiliar aqueles que porventura não conseguiram ler todos os outros artigos por falta de tempo, vamos colocar abaixo o que sabemos sobre esses animais:

Física e psicologicamente

1-possuem compaixão

2-são maquiavélicos(capazes de planejar o futuro)

3-vocalizam a sua maneira comunicando estados diferenciados (medo, aproximação, alegria, etc)

Peixe com a boca perfurado por anzol

4-são capazes de detectar leves vibrações através da pele (sensibilidade inclusive a luz)

5- possuem papilas gustativas que lhes permite escolher o alimento

6- reconhecem odores

7- possuem capacidade de sentir física(dor) e psicológica(medo), o que se evidencia quando são feridos e tentam fugir, ou se contorcem quando pegos pelos anzóis.

8-possuem memória capaz de lhes mostrar de quem ou não fugir ou se aproximar

Concluindo: Biologicamente, anatomicamente e fisiologicamente , o sistema de dor dos peixes é idêntico ao das aves, outro animais muito esquecido pela maioria.

Espiritualmente

1- Alma grupo é apenas um conceito que veio da Teosofia e foi "absovido" por alguns estudiosos que mesclaram Teosofia com Espiritismo

2- Embora vivam juntos, cada peixe, individualmente já possui seu PI, que lhe possibilita escolher, pensar e planejar de modo próprio, isso seria impossível se fossem um amalgama de almas.

Concluindo: Mesmo que o conceito de alma grupo fosse válido , o que não é, o que nos daria o aval de matá-los se já fomos capazes de reconhecer que eles são seres sencientes?

Peixe se retorce para se livras do anzol

O que nós fazemos: Algumas pessoas acreditam que os peixes não sofram, mas na pesca com redes/anzóis eles morrer asfixiados. Outros, adeptos da falaciosa e cruel pesca esportiva ou pesque e solte, não tem, ou não querem, ter noção da crueldade que praticam, primeiro porque o anzol perfura uma parte extremamente sensível do peixe que é a boca, e que pode inflamar, infeccionar impedindo que o peixe depois de solto se alimente e possibilitando que oputros peixes o ataquem devido a ferida aberta, o que culmina,cedo ou tarde, em sua morte, mas isto é um fato longe dos olhos do pescador.

Muitos peixes de porte grande, quando capturados, são erguidos pelo próprio anzol para que o pescador cruel tire fotos,  o que aumenta a perfuração do anzol e aumenta a possibilidade de morte do animal.Alguns sites citam a possibilidade de se destroncar o maxilar do animal.Mas , mesmo que tais fatos não ocorressem, somente o fato de perfurarmos a boca de um animal senciente por mera diversão já caracteriza o quanto somos cruéis com as demais espécies.

Anzol de pesca

Ouvimos certa feita uma palestra sobre "vegetarianismo" que prosseguia até bem, até que a palestrante ao falar sobre os peixes alegou que ele não sentiam dor e que pertenciam a uma alma grupo, por isso, nas palavras dela que repetiremos aqui , em termos de alimentação " os peixes estão liberados".

Questionada sobre o que acabamos de ler, sobre a senciência dos peixes, a palestrante  demonstrou não saber responder, por isso acreditamos que,aqueles que ainda usam tais termos como não sentir dor ou pertencer a alma grupo, não o fazem por maldade, mas por puro desconhecimento.

Cabe a cada um questionar tais termos durante as palestras, afim de acabar com tal confusão que faz dos peixes meros objetos de consumo,mesmo para alguns vegetarianos.


Simone Nardi

 

Vídeo


 



Referências


Os Peixes: uma sensibilidade fora do alcance do pescador 

Peixes, uma sensibilidade: Vídeo

Quando desencarnam os animais voltam a Alma grupo?

Revista Cahiers-Antispecistes

 



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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Vegetarianismo e a Lei do Amor

Mão segurando a luz entre os dedos

TEOSOFIA


O vegetarianismo é muitas vezes, adotado por questões de saúde, como um regime alimentar mais saudável, higiênico e substancioso. Porém, o aspecto mais importante do sistema, é ser UM MODO DE PENSAR E DE SENTIR, visto estar profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da natureza - mineral, vegetal, animal e humano - são partes de um Todo. 

A ciência e algumas religiões aceitam e explicam a Lei da Evolução, processando-se através do desenvolvimento da consciência. O homem, ser dotado de maior consciência, é por isso mesmo o maior responsável no mundo. Por seu continuo pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os tempos Por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades, é que a LEI DO AMOR é a única lei que conduzirá o homem a um estágio de real grandeza espiritual. Sem o amor, poderemos conhecer grandes progressos materiais, porém não alcançaremos uma verdadeira civilização. Ora, a LEI DO AMOR não pode admitir a inútil e cruel matança de animais como a que é executada em larga escala em pleno final do século 20. 

Dizemos inútil e cruel, porque se é com fins de alimentação, milhões de vegetarianos em todo o mundo provam que vivem em iguais ou ainda melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos. Lembremo-nos de escritores como George Bernard Shaw, idealistas como Gandhi, atletas olímpicos e outros aqui mesmo no Brasil. Se é com fins esportivos, nada pode ser mais vexatório para o nosso orgulho de supostos civilizados, do que ver homens e mulheres divertirem-se e fazendo seus filhos seguirem o exemplo, matando fria e calculadamente, animais, os quais se tornam inúteis para a própria alimentação. 

Se é com fins ornamentais, como acontece com o uso de casacos de pele e de couro, penas e aves para chapéus, mais se evidencia a inutilidade da destruição, porque inúmeras são as pessoas que vivem muito bem com outros agasalhos e enfeites que não exigem destruição de vidas. Poucas pessoas comeriam carne se tivessem elas próprias de sacrificar os animais ou, simplesmente assistissem á carnificina nos matadouros. Compreende-se que no passado, quando o cultivo da terra era reduzido, difícil mesmo em muitas regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas de hoje, ignorado o valor alimentício da maior parte das frutas, cereais e legumes, a caça fosse o maior abastecimento das mesas. 

Hoje, porém; enriquecidos de tão grandes progressos e conhecimentos, como explicar que ainda não tenhamos vencido a herança desumana de comer carnes? Podemos cultivar o sentimento de FRATERNIDADE UNIVERSAL aprovando, apoiando, participando ou sendo omissos diante da crueldade com que se sacrificam nossos irmãos menores, os animais? 

Não é uma incoerência, festejarem-se grandes datas nas quais reverenciamos o Senhor do Amor, do Perdão - JESUS CRISTO - sacrificando, para nossa mesa, vidas e vidas dos animais? Poderá ser agradável ao Senhor, que foi o maior paradigma da Compaixão, a destruição de seres que já possuem sensibilidade e conhecem o sofrimento justamente nas mãos dos que deveriam ser seus irmãos maiores, os homens?

 O vegetarianismo se impõe por questões de saúde, científicas e, sobretudo, porque corresponde a uma atitude de obediência à LEI DO AMOR. Seria muito interessante que pessoas ou organizações reproduzissem, de alguma maneira, esta publicação, fortalecendo esta corrente de solidariedade à vida animal no mundo.




Fonte: O Teosofista - Julho/Setembro de 1985( o texto chegou as nossas mãos de forma impressa, sem link)





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