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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Família multiespécie




Tendência crescente no resto do mundo, também verifica-se no Brasil. Cerca de 60% dos lares brasileiros têm como moradores pessoas e animais de companhia, especialmente cães e gatos. Fazendo com que os estudiosos revejam o conceito de família. Se, antes, o principal critério eram os laços de sangue, formando o modelo tradicional de pai, mãe e filhos, hoje, são os laços afetivos que unem pais, filhos e pets.

É impossível pensar em família, atualmente, sem considerar a interação humano-animal. É a chamada família multiespécie.

A Antrozoologia, nova área do conhecimento que estuda as interações entre seres humanos e animais, tenta explicar esta tendência mundial. Nos estudos da Antrozoologia são apresentadas diferentes teorias para os laços cada vez mais fortes entre pessoas e bichos.

Uma das mais aceitas é que a crescente associação entre seres humanos e animais dá-se como estratégia para enfrentar os desafios da sobrevivência. Humanos e animais de companhia são seres gregários. E ambos gostam de estar em companhia um do outro, além de que os bichos oferecem suporte para a sobrevivência das sociedades. No mundo atual, onde são incentivados o individualismo, a perda de laços familiares e a solidão, a presença dos animais serve como apoio social, fortalece o sentimento de que somos pertencentes à sociedade, amados, e absolutamente necessários para alguém.

Nos lares com animais de estimação, há uma troca de afetividade permanente, uma vez que os animais são claramente verdadeiros na expressão de seus sentimentos.


Enquanto os humanos podem dissimular sentimentos, os animais, especialmente os cães, são claros na manifestação de seu amor incondicional.


Mas voltamos a lembrar que essa relação tem que ser benéfica aos dois participantes, os animais são grandes amigos e membros da família que agregam muita alegria e afetividade, mas também tem suas necessidades afetivas, psicológicas e físicas.


Um lar feliz é um lar com animais, respeito e amor !




Ricardo Capuano, médico veterinário e colaborador do Blog

 

 

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domingo, 6 de janeiro de 2013

Sempre ao seu lado?

Richard Gere e Hachico
  
  

 Sempre ao seu lado!?!?! ou Cento e um abandonados?







É claro que a conta é mais alta, há muito mais que cento e um animais abandonados pelas ruas do País, aliás, da Terra, mas a verdade é que filmes, livros ou qualquer outra coisa com animais se “vende” sozinho, e os criadores oportunistas riem de orelha a orelha com a oportunidade. O problema é que essa imensa massa humana, cega, surda e na maior das vezes ignorante, não vê o que ela mesma, faz aos animais.


Muitas  vezes se ocupam em repassar emails bonitinhos de filhotinhos ou de animaizinhos, enquanto se deixam levar pelo próprio preconceito em relação aos animais não-humanos, aliás, elas nem sabem direito o que são animais não-humanos, pois em sua egoísta lista pessoal, animais são apenas cães e gatos. E os protetores de animais recebem emails com textos sugestivos como “Lição de Vida”, “Vitoriosos”, mas os “repassantes” se esquecem de enviar junto um auxílio para que o protetor possa cuidar do animal resgatado.


E vai crescendo o número de animais abandonados… Cento e um Dálmatas, a refilmagem saiu quando a raça Dálmata estava, vamos dizer “em baixa”, de repente nunca se vendeu tantos filhotes de Dálmata, depois tornou-se comum ver alguns deles vagando, solitários pelas ruas, afinal a febre “Dalmatiana” havia se acabado.


Então veio a “Marleymania”, ouvia-se a todo instante: “Eu comprei um Marley”, “Eu ganhei um Marley” , ninguém nem lembrava da raça, era , como era mesmo, “Lavrador?”, “Labador” , “La…..é o Marley”. Mas o Marley era o cachorro “deles”, não é o que as pessoas compram, é daí que vem a decepção e o provável abandono.


Agora mais um filme, e tremo de medo ao ver que AKITAS não são para donos preconceituosos que assistem um filme, choram e acham que encontraram o cão da sua vida.Ele não nasce para viver ao lado de qualquer pessoa e mesmo antes do filme já haviam dezenas de Akitas abandonados pelas ruas , só espero que não vejamos mais daqui há um, dois, cinco anos , quando a febre dos “AkitasGeres”for superada pelo próximo filme e pela próxima “raça”.


 Simone Nardi 





Fonte original do artigo : ANDA









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