segunda-feira, 25 de março de 2013

Espiritismo e os Animais: Ciência,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt4


O Espiritismo,  a Ciência e os Animais



Parte 4

Há quem diga que não, mas como Centelhas Divinas, nós evoluímos pelos mais diversos reinos, negar tal fato é negar sistematicamente a Bondade Divina de nos criar como seres iguais, iguais em seu amor, iguais em capacidade, iguais em tudo. Ao contrário do que às vezes pensamos, não temos menos capacidade que esse ou outro irmão, Deus seria injusto se assim nos houvesse criado e como nos diz Kardec, se fosse injusto não seria Deus, o que pode ocorrer talvez seja exatamente a etapa, a diferença evolutiva, assim como no caso das plantas, dos animais e dos seres humanos. Deus nos dotou de igual capacidade de aprendizado, nós é que às vezes nos esquecemos disso. Senão houvéssemos passado de reino em reino, teríamos deixado valiosos aprendizados de lado. È esse traço que nos traz a responsabilidade pelos animais: não somos mais apenas instinto , eles não são apenas corpos providos de instinto, hoje inúmeros pesquisadores trabalham para decifrar a complexidade da inteligência animal.O que prova que algo os move, que não são autômatos instintivos em busca de abrigo e comida, mas que podem fazer suas próprias escolhas, conforme suas necessidades .

593. Pode-se dizer que os animais agem apenas por instinto?
R. Ainda assim é um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais, mas não vedes que muitos agem com uma vontade determinada? É inteligência, porém limitada.

Muitos debates se iniciaram acerca da inteligência animal, segundo alguns eles poderiam ser mortos e consumidos por não possuírem inteligência, o que é errado da mesma forma, pois filosoficamente, o conceito de inteligência já demonstrou sua fraqueza na defesa da morte de animais por excluir além destes, seres humanos desprovidos de capacidade mental, embora detentores de Espírito mais intelectualizado, essas pessoas não possuem a linguagem para se expressar (outro fator que os seres humanos usam para se diferenciarem dos animais) e muitas possuem inteligência extremamente limitada ao nosso olhar, mas que da mesma forma não permite que sejam maltratadas devido a essa condição. E vemos que o Espírito ao responder essa questão, coloca que muitos animais se movem por vontade própria, o que é sinal de inteligência. Isso foi dito há 200 anos atrás quando os estudos sobre a inteligência animal não eram tão representativos quanto são hoje em dia. Há pelas livrarias uma gama enorme de estudos sobre a inteligência dos animais que deixa claro como eles evoluíram e como ainda evoluem ao nosso lado, desde que lhes permitamos isso. 

O polvo, que muitas pessoas vêem apenas como alimento é um dos animais mais inteligentes do oceano, capaz de identificar e resolver problemas, capacidades estas que os seres humanos usam para se diferenciar dos demais; golfinhos possuem uma linguagem que segundo alguns cientistas, contêm mais palavras que nossa própria linguagem, atendem por nomes e também são excelentes na resolução de problemas. Não há mais apenas instinto neles como muitas vezes insistimos em colocar para nos sentirmos melhores diante de suas mortes. E mesmo que não fossem inteligentes, o que nos permitiria colocar fim as suas vidas? Até mesmo o porco, considerado por alguns seres humanos como um animal inútil, tem uma inteligência superior a do cão que nos faz companhia e que, por algum motivo quando nos cansamos dele, também o abandonamos. Nos esquecemos além de tudo isso a senciência desses nossos irmãos- como já o dissemos- a capacidade de sentirem, perceberem a dor, o medo, a alegria e mesmo a compaixão, nos igualando em tais sensações, nos mostrando como podem sofrer tal como nós.O que nos faltaria então para finalmente passarmos a respeitá-los? Nossa cultura selvagem , nossas tradições centradas nos corpos de animais, nossa inabilidade em tentarmos mudar usando como muleta a ideia de que por pertencermos a um Planeta de provas e expiação[1] ainda não estamos prontos para mudar, pois é preciso respeitar o desejo de cada irmão e sua vontade, mesmo que ele desrespeite as vidas criadas por Deus, porém ainda mais quando se trata de animais do que propriamente de quando se trata de seres humanos.

Muitos afirmaram durante anos que seria a inteligência fragmentada deles que nos permitiria seu extermínio. Para tanto, devemos nos lembrar que a  ciência se baseia  nos conceito de raciocínio , na resolução de problemas e na  memória, para argumentar se um ser é inteligente ou não.

O que mais se usou, e é ainda frequentemente utilizado como forma de rebaixamento dos animais para o nível de seres inferiores, portanto, passíveis de serem negligenciados e esquecidos pelos seres humanos, é sua capacidade mental, sua capacidade de aprendizado ou memorização. Segundo  alguns isso seria o suficiente para que os animais fossem abatidos, abandonados, aprisionados e devorados sem piedade por aqueles que se colocavam acima deles. Devemos, como cristãos, nos colocar nesse mesmo patamar, pois a maioria de nós apóia essa ideia de inferioridade dos animais, já que muitos se alimentam deles apoiados nesse conceito de que não sendo inteligentes como os seres humanos, os animais podem e devem ser utilizados a revelia. É claro que muitos desses cristãos que se apóiam nessa ideia jamais presenciaram ou desejam ainda presenciar o cruel abate de animais, pois suas sensibilidades seriam extremamente afetadas e não é do desejo deles sofrerem por algo que desprezam.

Mas o que a Ciência na qual muitos se apóiam hoje para travar essa guerra contra os animais dizia?
Para Descartes os animais não eram de forma alguma capazes de raciocinar ou pensar, não passavam de seres autômatos das quais suas ações eram apenas reflexos de seu automatismo, eram também incapazes de possuir uma linguagem inteligível ou de sentirem qualquer tipo de sensação, eram apenas bestas, como o filósofo costumava conceituar. Porém ao longo do tempo, a ideia cartesiana mecanicista foi se mostrando completamente errônea, sobretudo no que se referia ao fato de adquirirem experiências através de suas ações:

Em primeiro lugar, parece evidente que os animais, como os ho­mens, apreendem muitas coisas da experiência e inferem que os mes­mos eventos resultarão sempre das mesmas causas. Mediante este prin­cípio, familiarizam-se com as propriedades mais evidentes dos objetos externos, e gradualmente, a partir de seu nascimento, acumulam co­nhecimentos sobre a natureza do fogo, da água, da terra, das pedras, das altitudes, das profundidades etc., e daquilo que resulta de sua ação. Aqui se distingue claramente a ignorância e a inexperiência do jovem frente à astúcia e à sagacidade dos velhos que têm aprendido, por uma longa observação, a evitar o que os fere e a perseguir o que lhes proporciona bem-estar e prazer. [...] Um velho galgo confiará a parte mais fatigante da caça aos mais jovens e se colocará em posição apropriada para abocar a lebre quando esta de repente se voltar; as conjeturas que faz neste caso não têm outro fun­damento senão sua observação e experiência.(Hume)

 David Hume, filósofo, faz duas colocações importantes no que se refere a contradizer o pensamento cartesiano, primeiro ele coloca homens e animais num mesmo patamar ao dizer “parece evidente que os animais, como os ho­mens, apreendem muitas coisas da experiência e inferem que os mes­mos eventos resultarão sempre das mesmas causas.”. Ou seja, assim como os homens os animais eram capazes de aprender e através desta experiência, inferir nos próximos eventos que surgissem, porém, nos parece que a colocação mais importante de Hume ocorre ao colocar o seguinte: “sagacidade dos velhos que têm aprendido, por uma longa observação, a evitar o que os fere e a perseguir o que lhes proporciona bem-estar e prazer.” Ao contrário de Descartes, seja por vontade própria ou mesmo sem intenção, Hume coloca que os animais, através da experiência adquirida, são capazes de evitar qualquer coisa que lhes cause dor, bem como são capazes de “perseguir o que lhes proporciona bem-estar e prazer”.
E Hume prossegue numa clara distinção entre autômatos e sencientes: “Não é a experiência que faz com que um cão tema a dor, quando o ameaçais e levantais o látego para enxotá-lo?”(Hume).
Se é a experiência da dor que faz com que o cão a tema e se afaste, não é este o sinal de que os animais, independente de serem capazes de pensar como os seres humanos, sejam sencientes e sendo sencientes, não sejam autômatos? E Hume prossegue , embora colocando que não é o raciocínio que guia os animais mas que essa mesma ação se repete em  crianças e em alguns homens:
"Portanto, os animais não são guiados pelo raciocínio nestas inferências; nem as crianças, nem a generalidade dos homens em suas ações e conclusões ordinárias; nem os próprios filósofos, que, em todos os momentos ativos de sua vida, são, em sua maioria, parecidos com o vulgo e deixam-se governar pelas mesmas máximas".(Hume)
Como negar então essa inteligência  e essas senciência animal diante da colocação de Hume diante da dor e do prazer?Fato esse  que ainda hoje, apesar de todos os estudos que contrariem a ideia cartesiana do mecanicismo, sobrevive ? Que neguemos isso, mas como nós, cristãos, imbuídos dos votos de caridade, benevolência, indulgência e amor, podemos ainda hoje negar a vida aqueles que sabemos, são nossos irmãos?



Notas

[1] Verdade e  mentira no sentido extra-moral . F.Nietzsche


Referência Bibliográficas


Alan Kardec – Livros dos Espíritos
David Hume - Da Razão dos Animais
René Descartes – Discurso do Método/Meditações Metafísicas
F. Nietzsche. Genealogia da Moral


Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter    




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2013 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2013


segunda-feira, 18 de março de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor-pt 3


O Espiritismo e os Animais

Parte 3



"Se os animais inspiram somente ternura, o que houve, então, 
com os homens?"
Guimarães Rosa




Nesta pequena frase de Guimarães Rosa vemos o que diferencia homens e animais, já que por tantas vezes presenciamos gestos nobres desses irmãos inferiores e gestos brutalizados por parte de alguns seres humanos, como se as almas destes estivessem invertidas, isso ocorre, pois nos ensinaram a ver os animais como selvagens, como bestas ferozes, quando na verdade ainda impera neles a força do instinto que aos poucos irá se acalmar e com o caminhar evolucionário, se transformar naquela força que já habita os seres humanos: a Moral. Nossa noção de ser humano hoje é a de que somos o “Tudo desse pequeno Planeta”, que por sermos inteligentes – somente a pouco tempo alguns aceitaram que “mecanicamente”, também pertencemos a classe animal- por temos uma noção do espaço e do tempo podemos tudo, sobre todos. Nos enxergamos como o “Centro do Universo” ignorando tudo mais a nosso redor e nos enganamos exatamente porque ainda nos desconhecemos, usamos nosso intelecto como uma arma e como um disfarce para abusarmos dos demais seres vivos, ignorando que somos iguais a eles e eles iguais a nós. E fazemos isso exatamente porque, nas raras vezes em que conseguimos nos encarar, nos descobrimos como seres moralmente fracos e finitos materialmente, muito embora acreditemos na espiritualidade , na eternidade do Espírito. Somos Espíritos(as) apegados demais a matéria, embora preguemos a vida eterna fora do corpo carnal. Que grande contradição vamos nos tornando por desconhecermos nossas próprias fraquezas e não lutarmos contra elas. É por isso que ainda hoje, apesar de todo nosso acesso ao conhecimento, continuamos nos brutalizando com a violência que praticamos com nossos irmãos animais, muitas vezes mais preparados para a vida na matéria do que nós mesmos, já que a natureza os dotou com tudo aquilo do que eles necessitam. Vivemos de lados opostos quando deveríamos viver juntos, como verdadeiros irmãos: Os animais e os homens:

592. Se compararmos o homem e os animais sob o ponto de vista da inteligência, a linha de demarcação parece difícil de se estabelecer, porque alguns animais têm, sob esse aspecto, uma superioridade notória sobre alguns homens. Essa linha pode ser estabelecida de uma maneira precisa?
R. Sobre esse ponto vossos filósofos não estão de acordo em quase nada: uns querem que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem; todos estão errados. O homem é um ser à parte que desce muito baixo algumas vezes, ou que pode se elevar bem alto. Fisicamente o homem é como os animais, e até menos dotado que muitos deles; a natureza deu aos animais tudo o que o homem é obrigado a inventar com sua inteligência para satisfazer suas necessidades e sua conservação. É verdade que seu corpo se destrói como o dos animais, mas seu Espírito tem uma destinação que somente ele pode compreender, porque apenas o homem é completamente livre. Pobres homens que vos rebaixais além da brutalidade! Não sabeis vos distinguir? Reconhecei o homem pelo sentimento que ele tem da existência de Deus.

Esse é exatamente um dos trechos onde há sempre  muita confusão na interpretação quando o Espírito diz que “o homem é um ser a parte”, muitos compreendem que os seres humanos são criações diferenciadas de Deus, que são únicos e quase perfeitos, mas sabemos que existem muitos Espíritos acima de nós que já galgaram uma atitude moral e ética superior aquela a que ainda desejamos alcançar, estamos ainda num pequeno estágio para nos acreditarmos como seres a parte em toda a Criação Divina. Somos seres “diferenciados” dos demais porque atingimos uma certa “maturidade moral e intelectual” que os espíritos que animam  os corpos dos animais ainda irão atingir com o avanço em sua evolução, o que nós torna não melhores que eles, porém mais “responsáveis por eles”, já que possuímos o conhecimento sobre Deus e sobre nosso destino após o desencarne. Ao morrerem os animais são tutelados e encaminhados as Colônias onde são cuidados e encaminhados a reencarnação, já os seres humanos permanecem na erraticidade, alguns em lugares benfazejos, outros às sombras de irmãos desviados do bem e assim permanecem por sua própria opção, o que não é permitido aos animais. Essa capacidade intelectual foi conquistada ao longo de nossa evolução e não poderá ser perdida, ela não nos foi doada por Deus para que fôssemos diferentes dos demais e os escravizássemos como fazemos aos animais, basta reconhecer as palavras do Espírito que diz : “Reconhecei o homem pelo sentimento que ele tem da existência de Deus”, para os animais nós somos os deuses, pois é esse o estágio onde esses espíritos que os animam ainda se encontram. E nós, um pouco mais capacitados, o que fazemos a eles, como deuses que lhes parecemos?

Usamos de nossa intelectualidade de irmãos mais velhos para abusarmos de seus corpos, esquecendo-nos que são nossos irmãos caçulas de caminhada. Somos seres a parte porque podemos compreender o que fazemos de bom e de mau, somos seres a parte porque diferentemente dos animais podemos optar por sermos morais ou imorais : “que desce muito baixo algumas vezes, ou que pode se elevar bem alto”, somos seres a parte porque já conquistamos esse degrau evolucionário com muito suor e ranger de dentes, mas isso não nos torna “donos” dos demais seres, nos torna apenas deuses cruéis que possuem um amor exclusivista por sua própria espécie, por sua própria família e no mais das vezes por si próprio, esquecendo que o amor não se restringe apenas ao círculo de sangue ou da espécie, mas se estende por tudo aquilo que nossos olhos enxergam, pois tudo isso é Criação Divina e deveria ser amada e respeitada como tal, afinal nós já alcançamos inteligência suficiente para concebermos um Deus de amor, um Pai que criou a todos e que ama a todos com igualdade, só precisamos olhar para nós mesmos e encontrar esse grande Pai dentro de nós e estender esse amor a todos os filhos que Ele criou. E o Espírito prossegue dizendo : “Fisicamente o homem é como os animais, e até menos dotado que muitos deles.” 

Esse trecho : ”fisicamente o homem é como os animais”, é uma séria advertência e que passa totalmente despercebida pela maioria das pessoas que estudam os Livro dos Espíritos. Ser fisicamente igual é sentir fisicamente as mesmas dores, ou seja, tanto homens quanto animais possuem uma sensibilidade idêntica a dor, talvez alguns deles ainda sofram mais do que nós, já que todos conhecemos a elevada sensibilidade física dos cavalos a qualquer tipo de dor. No entanto nos esquecemos que não existe o falacioso abate humanitário , no qual muitos irmãos ainda se escudam. O medo, tanto em humanos quanto em animais, causa liberação de inúmeros males, muitos se urinam e defecam quando estão com medo, assim ocorre também com os animais. Vamos, por poucos segundos já que não suportaríamos mais do que isso, nos colocar no lugar dos animais que vão para o abate ou no lugar daqueles que ficam meses e meses engaiolados ou no lugar daqueles que têm usurpadas suas crias em benefício de uma única espécie. A dor é idêntica em humanos e em animais.

O que significa a dolorosa verdade de que não somos seres a parte na criação Divina e que, como nos coloca Nietzsche,  nossa inteligência de nada nos servirá se um dia a espécie humana desaparecer :

 “No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da  história universal , mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer [1].

Se fôssemos seres a parte na Criação Divina, deveríamos começar a desconfiar de um deus que se diz amor e que no entanto cria duas raças distintas, uma para nascer, sofrer e morrer e a outra apenas para reinar e matar aqueles que não obtiveram desse deus uma minúscula parte de seu amor.  O que talvez nos diferencie dos animais, mas que coloca sobre nossos ombros uma grande responsabilidade, é o fato de já conhecermos, como nos coloca o Espírito, o que nos ocorre após a morte, seja em qual religião for : “ uma destinação que somente ele pode compreender, porque apenas o homem é completamente livre”.
Somos completamente livres, até mesmo aqueles que não acreditam em Deus e é isso que aumenta nossa responsabilidade, pois podemos escolher entre fazer o que é certo ou errado, seja nessa vida ou na outra, o que não podemos nunca é não escolher.

O que pode nos fazer refletir é estudarmos não apenas o Livros dos espíritos, mas compará-lo com nossa realidade. Homens e animais são iguais diante de um conceito: a senciência.

Mas o que seria um ser senciente? 

Essa é a primeira questão que devemos levantar ao início desse breve estudo. Hoje, o abuso cometido contra os animais e quando falamos abuso devemos incluir neles o número altíssimo de abates de animais para a alimentação humana, se baseiam numa antiga crença de que os animais não sentem dor, não possuem inteligência e nem tampouco emoções, ou seja, não são seres sencientes, seres que podem ter emoções, sensações, vontades, etc. É isso que facilita à grande maioria das pessoas, o ato da alimentação dos corpos desses nossos irmãos. Algumas pessoas um pouco mais sensibilizadas, propuseram o falacioso Abate Humanitário, esquecendo-se de que a senciência dos nossos irmãos animais não se restringe simplesmente a dor, mas se estende ao medo intenso que padecem diante da momento de suas mortes disfarçadas, uma tortura consentida e que a grande maioria deseja, permaneça oculta da sociedade. Se tomarmos a senciência como ponto de partida e nos colocarmos no lugar da vítima, como seres sencientes que somos, veremos que não será melhor que vivamos confinados, mesmo que com boa comida. Veremos que não será vantajoso nem satisfatório que vivamos sendo furados, obrigados a ingerir medicamentos, anestesiados, abertos e costurados, mesmo que no fim de tudo sejamos eutanasiados sem dor . O medo é algo que não pode ser anestesiado, nem apagado da mente e medo nada mais é do que um reflexo da experiência da dor.

Para Darwin a relação entre a evolução das espécies ocorria em graus, o que permitiria a presença das emoções e até um certo comportamento moral nos animais:

"Nos animais inferiores vemos o mesmo princípio do prazer causado pelo contato associado ao amor. Cães e gatos manifestamente tem prazer no contato com seus donos e donas, recebendo afagos e tapinhas[...] descreveu o comportamento de dois chimpanzés, um pouco mais velhos do que os que normalmente eram trazidos a este país, quando se encontraram pela primeira vez.Eles ficaram frente a frente, tocando-se com seus lábios bastante protraídos; e cada um pôs sua mão sobre o ombro do outro.Eles então se abraçaram. Depois, ficaram em pé um com o braço por cima do ombro do outro, ergueram a cabeça, abriram a boca e gritaram de contentamento. (Darwin,2009,p.182)

A senciencia não se restringe também apenas aos animais de companhia, mas aos bois, vacas, galinhas, frangos, suínos, aos perus e chesters que perdem a vida durante a comemoração do Natal e a tantos outros irmãos marginalizados que anualmente são abatidos sem que os seres humanos levem em conta sua sensibilidade. Infelizmente para manter-se a frase “a carne nutre a carne” neste momento, seria necessário tornar a senciencia animal algo falacioso, porém a senciência é algo inegável, tornando nossa atitude para com os animais algo realmente perturbador.






Referências




Allan Kardec – Livros dos Espíritos


Charles Darwin – A Origem das Espécies


F. Nietzsche. Genealogia da Moral



Simone Nardi




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter    




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2013 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt2


O Espiritismo,  a Ciência e os Animais


Parte 2








Às vezes esbarramos com outra dificuldade, alguns amigos , sobretudo no que se refira a alimentação carnívora, simplesmente dispensam as demais obras que acaso façam citações contrárias ao abate de animais e se agarram unicamente a uma ou duas perguntas do Livro dos Espíritos, como se ele fosse uma lei a ser seguida. Se fossemos acreditar que somente as Obras Básicas estão corretas, como esses amigos desejam o tal “Purismo Doutrinário”, teríamos que esquecer  os livros de outros autores espirituais que se colocam contra o consumo de carne animal, muitos desses amigos espirituais que escreveram pelas mãos de Francisco Candido Xavier. Talvez o mais marginalizado de todos, devido a sua sensatez no trato do assunto e sua extrema sinceridade seja ainda Ramatis, apavorando aqueles que ainda não estão abertos às mudanças de nossa ciência terrena que comprovaram não somente a senciência [1]animal, mas sua  inteligência, dois motivos que antes, “permitiam” suas mortes pelos mais intelectualizados que eles.


Hoje, acreditar que a Doutrina não se opõe contra o consumo de carne, é negar-se a acreditar que o espiritismo avança todos os dias, é negar que em 200 anos nós também conseguimos evoluir – “caminhando com o progresso” - mesmo que pouco, porém o suficiente para começarmos a compreender que os animais, todos eles, são mesmo nossos irmãos e que devemos a eles um tratamento de respeito e amor. Não é assim que os anjos nos tratam? Não é assim que Deus nos trata? Não é para Ele que caminhamos? Se somos todos luzes da Luz Maior  como podemos cometer atos que vão contra sua bondade? Porque nos desconhecemos como luzes da Luz Maior. Devemos refletir então: Por quanto tempo ainda desejaremos nos esconder de nós mesmos, nós “homens do conhecimento”?

É claro que cada um tem sua necessidade ou mais corretamente dizendo, acredita que a tenha, porém é inerente na frase  “a carne nutre a carne”, que somos ainda seres mais pesados materialmente e que seremos mais leves ou menos densos, quanto mais nos afastarmos da alimentação carnívora. É para esse desprendimento da matéria que o Espiritismo trabalha. Ou não? O problema para alguns que ainda assim não conseguem ou mais apropriadamente dizendo, não desejam ver os animais como verdadeiros irmãos, é que para se chegar a Luz Maior não há outro caminho. 


A frase “a carne nutre a carne” na verdade hoje, através dos conhecimentos que adquirimos sobre o que ocorre aos animais antes e durante o abate, tornou-se mais uma armadilha do que uma permissão para que continuemos a praticar essa violência brutal contra eles, ela é agora e talvez sempre tenha sido, uma armadilha contra nós mesmos. É essa “desculpa” que nos torna mais densos materialmente e é esse ser mais pesado  que se alimentará da carne, do que é igualmente feito, pois acredita que necessita dela para sobreviver, tal como os irmãos desencarnados que se agrupam ao redor daqueles que fumam, bebem ou ingerem a carne ainda acreditam que necessitam desses vícios mesmo fora do fardo carnal. Como ainda nos desconhecemos não conseguimos ver uma infinidade de outros alimentos igualmente “densos”, porém isentos de qualquer crueldade, que serviriam ao nosso corpo material e que nos alimentariam ainda melhor: as frutas e os legumes são exemplos disso. Ao repetirmos sem pensar “ a carne nutre a carne” esquecemos de ver que defendemos uma bandeira que nos força a ficarmos mais pesados, mais distantes da liberdade espiritual que buscamos todos os dias quando oramos a Deus pedindo perdão por nossos atos, ou quando auxiliamos aquele próximo que se encontra em dificuldade. Não notamos que ao dizermos isso na verdade estamos dizendo que “ a carne de nosso irmão de jornada, nutre o nosso insaciável instinto predatório“  e assim estamos nos colocando como seres densos, violentos, ávidos pela morte de nosso irmão e isso é algo sobre o que devemos urgentemente nos debruçar afim de realizarmos uma maior reflexão.


Ao que parece queremos nos despir dessa carne densa, materialmente pesada, então por que não caminhar com o progresso e ver agora a frase “ a carne nutre a carne”  como um passo vencido  na evolução - ou a ser vencido -, ao invés de um escudo para que continuemos a nos preocupar somente com a alma dos animais e não com o momento que antecede seu desencarne, sobretudo dentro dos abatedouros? Porque estamos acostumados a ouvir alguns oradores dizerem que “não há mal em se comer um bifinho”, mas ignoramos que esses comentários “gentis” nunca surgem seguidos das imagens que ocorrem dentro de um matadouro de animais, nem do som emitido por eles no momento em que antecede seu assassínio, porque isso chocaria alguns espíritas, devotados samaritanos de Deus.


Vamos reler juntos algumas questões do Livro dos Espíritos, tecer alguns comentários entre o Livro dos Espíritos e a Realidade concreta que já conhecemos a respeito do que acontece aos animais, somente para tentar esclarecer este que é um passo a ser vencido em nosso progresso e porque usamos nossa fraqueza como o escudo de nossos medos:  o Vegetarianismo.


Para conjecturarmos para a próxima parte , deixo aqui uma questão que deve ser refletida com muito carinho:

 1) O que é Deus?

 R. Deus é a Inteligência suprema, força “Primária” de todas as coisas.



NOTAS




[1] Capacidade sentir física e psiquicamente, ou seja, capacidade de percepção as dores e as emoções.

Referência Bibliográficas



Allan Kardec – Livros dos Espíritos

F. Nietzsche. Genealogia da Moral



Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter    




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2013 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor


Amigos, já há algum tempo que iniciamos os estudos sobre os animais e postaremos nos próximos meses algumas partes desses estudos , ao fim, manteremos o livreto para que seja baixado. Levamos em consideração a Ciência, A Filosofia e a religião, partindo do princípio de que são nesses pilares que se alicerça o espiritismo, não pretendemos trazer polêmicas, mas pretendemos derrubar muitos dogmas enraizados nas mentes e nos corações de muitos estudiosos da Doutrina. Contamos com auxílio de todos para que este estudo não se finde jamais.
Simone Nardi


Parte 1








"Somente quando entendermos, nos importaremos. Somente quando nos importarmos, ajudaremos.Somente quando ajudarmos, os salvaremos."

Dra. Jane Goodall





Gostaria de iniciar esse trabalho com uma citação de Nietzsche, apesar de longa acredito que ela irá ajudar a iluminar nossa mente e abrir nossos olhos nos livrando de toda vaidade da qual nós, humanos, nos investimos quando nos referimos aos demais seres da Criação Divina, aqui especificamente nesse trabalho falamos sobre os animais não-humanos:


Nós, que somos homens do conhecimento, não conhecemos a nós próprios; somos de nós mesmos desconhecidos e não sem ter motivo. Nunca nós nos procuramos: como poderia, então que nos encontrássemos algum dia? Com razão alguém disse: "onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração". Nosso tesouro está onde se assentam as colméias do nosso conhecimento. Estamos sempre no caminho para elas como animais alados de nascimento e recolhedores do mel do espírito, nos preocupamos de coração propriamente de uma só coisa - de "levar para casa" algo. No que se refere, por demais, a vida, as denominadas "vivências" - quem de nós tem sequer suficiente seriedade para elas? Ou o suficiente tempo? Jamais temos prestado bem atenção "ao assunto": ocorre precisamente que não temos ali nosso coração - e nem sequer nosso ouvido! Antes bem, assim como um homem divinamente distraído e absorto a quem o sino acaba de estrondear fortemente os ouvidos com suas dozes batidas de meio-dia, e de súbito acorda e se pergunta "o que é que em realidade soou?", assim também nós abrimos às vezes, os ouvidos depois de ocorridas as coisas e perguntamos, surpreendidos e perplexos de tudo, "o que é que em realidade vivemos?, e também " quem somos nós realmente? e nos pomos a contar com atraso, como temos dito, as doze vibrantes campainhas de nossa vivência, de nossa vida, de nosso ser - ah! e nos equivocamos na conta... Necessariamente permanecemos estranhos a nós mesmos, não nos entendemos, temos que nos confundir com outros, e, em nós servirá sempre a frase que disse "cada um é para si mesmo o mais distante" continuamos a nos considerar "homens do conhecimento".  NIETZSCHE[1]

Nada temos a acrescentar a citação, apenas pedir que cada um reflita a respeito do que leu, pois será de grande importância ao final de toda a leitura dessa pequena obra de estudo e reflexão. O título do trabalho, a respeito, já é por si mesmo imensamente sugestivo, pois se trata de falar do que o Espiritismo diz sobre os animais e não propriamente sobre o que os espíritas dizem a respeito deles. E sabemos que não são poucos os que repetem constantemente as perguntas e as respostas do Livro dos Espíritos como se, ao decorá-las, estivessem trabalhando para o bem da Doutrina, quase, ou até às vezes, se considerando “homens do conhecimento”. Constantemente somos forçados a repetir que Kardec nos pediu Fé, uma Fé raciocinada, ou seja, sem fanatismos, sem absurdos e uma Fé realmente aberta às novas mudanças : ler, aprender, compreender, sem decorar perguntas ou respostas como muitos outros decoram também capítulos e versículos. Isso não nos deixa mais sábios nem nos traz qualquer conhecimento, o que nos deixa mais conscientes é aceitarmos o fato de que a Doutrina se sustenta em três pilares que são: Ciência, Filosofia e Religião e que , conhecendo a ela através desses seus três pilares chegaremos a nós mesmos. Conseguindo nos encontrar , nos compreender, eliminando nossos medos e nossas fraquezas, eliminando a vaidade que nos afasta do nosso próximo mais próximo, que somos nós mesmos, e viabilizando assim que consigamos enxergar o outro[1] diante de nós despidos de todo orgulho , egoísmo e preconceito com o qual hoje nos referimos a tudo aquilo que não consideramos como igual.

A ideia deste trabalho surgiu da necessidade do estudo mais aprofundado da obra em questão, baseada também em pesquisas filosóficas e descobertas da ciência que parecem querer ficar adormecidos dentro de alguns  estudos espíritas sobre o Livro dos Espíritos. Este trabalho não quer renegar o Espiritismo como muitos irão querer dizer, ao contrário, ele deseja clarear profundamente e retirar do abismo os pensamentos trazidos pelo Livros dos Espíritos em que, infelizmente muitos deixaram na obscuridade. Iremos desvelar uma frase que muitos usam quando ouvem falar sobre o tema “alimentação carnívora”, frase que é ainda hoje muito mal compreendida na defesa do carnivorismo:  “A Carne Nutre a Carne ”. Falaremos também  da insistência em dizer que no Livro dos Espíritos não há, ao menos diretamente, “a proibição do consumo de animais”, o que veremos, faz parte de uma má compreensão das palavras escritas nele, por isso o motivo na escolha do título ser  “O  Espiritismo e os Animais”  e não “Os espíritas e os animais” . Partindo desse pressuposto, a primeira coisa que devemos ter em mente é que a Doutrina Espírita não proíbe absolutamente nada: Ela não nos proíbe de roubar, apenas nos passa a Moral de que isso é errado. Ela não nos proíbe de matar, porém nos passa a Moral de que isso além de errado acarretará muitos problemas em nosso futuro. Ou seja, a Doutrina nada proíbe, seu trabalho é apenas elevar a nossa Moral de forma a que consigamos distinguir o certo do errado, sozinhos , assim nos afastaremos daquilo que poderá ser prejudicial não apenas ao nosso próximo, porém a nós mesmos.O trabalho da Doutrina não é proibir, é ensinar e advertir. Mesmo que seja, como nos coloca Plotino,filósofo, através do hábito, nos policiando muitas vezes não por sabermos que é errado fazer tal coisa, porém mais pelo medo da punição que surgirá se errarmos aqui ou ali.  Esse medo da punição , nos obrigando dia a dia a fazermos o que é correto, nos fará nos habituarmos a fazer o correto, a fazer o bem, a nos tornarmos a cada dia seres mais virtuosos[2], ou seja, nosso comportamento correto diante das leis e o medo da punição que ela pode nos acarretar, acaba moldando nosso sentimento em relação aquelas atitudes as quais nos “forçam” as leis, infiltrando-se dentro de nós a tal ponto que um dia aprenderemos a amar ou a agir corretamente, porque aquela moral aprendida já é parte de nós, assim nos “habituaremos[3]” a amar.

Sendo assim, gostaria de avaliar junto aos meus amigos de jornada alguns obstáculos que nós próprios colocamos diante de nós contra o caminhar de nossa elevação Moral, veja bem que não é a Doutrina Espírita , Doutrina essa que não termina com o Pentateuco, mas que se estende por centenas de novas mensagens que recebemos todos os dias de outros irmãos encarnados e desencarnados. Analisemos juntos então, alguns dos textos mais usados a favor do hábito da alimentação carnívora e vejamos se a Doutrina permite ou se nós mesmos é que a usamos como um poderoso escudo para impedir nossa elevação moral, permitindo assim que continuemos a matar aqueles a quem muitas vezes chamamos de “irmãos de jornada”.

Necessário é que jamais nos esqueçamos que o Livro dos Espíritos foi escrito há mais de 200 anos, para cabeças capacitadas e que pensavam nos termos exigidos para aquela época , mas que o mundo vive em constante transição e nós, queiramos ou não, temos a obrigação de evoluir moralmente e não de optar pela cômoda posição de ficarmos postergando essa elevação moral para as futuras reencarnações - como se não fizéssemos também parte dela- assim como muitos o fazem. O Livro dos Espíritos é um mapa a ser seguido, e o amor o tesouro a ser encontrado. Não nos esqueçamos jamais das palavras de Kardec:

"O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe mostrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita."(Allan Kardec)
Nós evoluímos em 200 anos ou não? Será que queremos evoluir ou não?


Referência Bibliográficas


Allan Kardec – Livros dos Espíritos
F. Nietzsche. Genealogia da Moral

NOTAS

[1] Estado ou qualidade do que é outro, distinto, diferente.
[2] “A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso. (Allan Kardec,Evangelho Segundo o Espiritismo,Sedes Perfeitos.  8-A Virtude, p. 279)
[3] Antonio Simões, A era do gelo e o hábito virtuoso de amar

Simone Nardi

 Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana







Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter    




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2013 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2013