sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Kruzada , pela Vida (Conto)

Imagem: Onça-Pintada
 
Os olhos de Kerodon desceram pela figura trêmula de Falco. Ele havia perdido a robustez de anos atrás. Seu rosto envelhecia e seus cabelos branqueavam com o passar dos meses, mas ainda era o mais bravo guerreiro que Kruzada já havia conhecido. As cicatrizes espalhadas pelo corpo provavam a sua coragem. Cada um deles lhe devia a vida. Falco deveria ser o líder, não ele.

O Príncipe correu o olhar pelos poucos guerreiros que lhe restavam. Nem toda a coragem do mundo os ajudaria a vencer os Ycrons. Não havia chance para eles, mas ao menos as mulheres e as crianças estariam a salvo. 

Kerodon era um guerreiro decidido. Com seus quase dois metros de altura, era ele quem decidira lutar ao invés de entregar-se e servir ao exército de Gorgun. Não, jamais ele submeteria seu povo a tal humilhação. Jamais os deixaria morrerem nas minas de Alderyon. Que morressem todos os seus guerreiros, mas que o povo de Kruzada permanecesse livre.

Livres para vagarem pelas florestas. Livres para nadarem nos lagos perfumados de Betsaym. Apenas livres das correntes negras dos Ycrons.

Kerodon fechou os olhos. Há três dias que não dormiam, apenas lutavam. O exército inimigo era  superior em armas e homens, embora os Ycrons não pudessem receber a honra de serem chamados de homens. Eram na verdade seres bestiais, uma raça de homens que se deixara levar pelo poder , pela ambição e pela ganância. Que devastavam o mundo em busca de riquezas. Que matavam sem se importarem com a vida. 

Bem pouco possuíam da forma humana que lhes dera origem. A cabeça desproporcional era grande e ovalada, coberta por uma pelagem negra que lhes cobria até acima dos lábios. Os olhos  eram vermelhos e os dentes eram como as presas de antigos animais selvagens. Possuíam três dedos nas mãos e dois nos pés enormes e achatados. A pele, desprovida de pêlos, era grossa e ressecada como as escamas de um peixe. Definitivamente eles não eram mais homens, sua selvageria os haviam transformado nas bestas que eram hoje.

Tayassu aproximou-se do Príncipe e sentou-se ao seu lado, sabia que teriam poucas horas de vida, mas não temia a morte pois sabia que seu povo sobreviveria àquela batalha.

      Lembra-se dos aromas de Betsaym ?

      Jamais esquecerei- respondeu Kerodon abrindo os olhos e fitando o rosto do amigo.

Onça
      Me banhei lá antes de vir com nosso exército, ainda posso sentir seu sabor e seu cheiro. Cariama adorava os lagos. Sentirei saudades deles. Quando os Ycrons nos vencerem, na certa destruirão  nossas belezas e a Kruzada que conhecemos deixará de existir.

      É verdade Tayassu, mas nossa honra e nosso desejo de liberdade prevalecerão sobre os Ycrons.

      E muitos deles irão perecer antes que eu caia- falou Felis juntando-se aos dois amigos

Kerodon fitou-os com olhar cansado. Felis era um poderoso guerreiro, seu cabelo amarelo-avermelhado chamava e muito a atenção. Era pequeno, mas valente. A noite levava grande vantagem sobre os inimigos, tal a sua astúcia e visão. Trazia um pesado machado numa das mãos e garras poderosas na outra.

Gato
O Príncipe correu então os olhos pela pequena legião de guerreiros que o acompanhara até o desfiladeiro. Alouata era corpulento e ágil. A barba longa e trançada estava agora mal cuidada. Sempre fora um dos principais guerreiros que possuíra. Ao seu lado, Cereus se encontrava parado, trazia no rosto pinturas escuras que o confundiam com a vegetação. Melro assobiava, embalado pelas antigas canções de seu povo. Alguns outros dormiam, aguardando a madrugada feroz que se aproximava. Rezando para Kaneus, o deus de seu povo, para que levasse os guerreiros mortos ao paraíso de Guenardy, onde repousariam em paz.

Um rosto suave apareceu diante de seus olhos. Columba, sua adorada esposa. A mulher que levava no ventre seu filho. Despedir-se dela havia sido mais duro do que enfrentar mil Ycrons. Mas precisavam morrer para que seu povo pudesse viver. Tinham que enfrentar o inimigo por tempo suficiente para que seu povo pudesse escapar de Kruzada rumo às terras desconhecidas ao Norte de Karan. Somente lá eles teriam uma chance de reconstruir o povo soberano que Gorgun tentava aprisionar. 

Lá eles seriam protegidos pela ordem dos Sirenia. Manati, seu principal líder cuidaria bem de seu povo, ensinado-lhe novos hábitos, até que pudessem se sustentar sozinhos naquelas terras estranhas.

Puma
A madrugava esfriava. Nem mesmo as Luas de Kruzada conseguiam iluminar o céu avermelhado. O eco de uma trombeta ecoou ao longe. Outras se seguiram à ela. Era o aviso de Gorgun que seu exército se preparava para atacar. 

Imediatamente Kerodon reuniu seus homens e olhou profundamente no rosto de cada um deles.

      Kaneus irá nos proteger. Àqueles que tombarem hoje, viverão  a fartura de Guenardy. Preparando o caminho para os outros que um dia os seguirão. Lembrem-se que não lutamos por nós, e sim por um povo inteiro. Kaneus esteja em vossos corações.

Quando Kerodon acabou de falar, eles já conseguiam ouvir os gritos alucinados dos Ycrons que invadiam o desfiladeiro.  Era uma visão aterradora. Milhares deles avançavam na direção do exército de Kruzada. Se passassem, em menos de duas horas alcançariam as mulheres que fugiam para Sirenia. 

      Lembrem-se meus amados irmãos, eles não devem atravessar o desfiladeiro. Pelo menos não até ao amanhecer. Quando Manati já terá em segurança nosso povo. Lutem até o último guerreiro e que Kaneus esteja com todos vocês.

Kerodon ergueu a espada que empunhava e avançou contra o inimigo, numa luta em que só um lado poderia vencer.

Leão
Durante horas, a árdua batalha desenhou-se nas  rochas do desfiladeiro de Kruzada. Em menor número, mas lutando com o coração, os guerreiros de Kerodon conseguiram manter os Ycrons presos entre as rochas até o amanhecer. Sabiam que seu povo já estava em segurança, mesmo assim lutavam, agora por sua liberdade.

Gorgun, o chefe dos Ycrons, apenas observava seu exército tentando esmagar um inimigo inferior, mas determinado. Ele não notou a aproximação de Cereus. Tampouco viu Alouata disparar seu arco.

Seguia agora em direção a Kerodon, o gigante que derrubava seus homens com um único golpe. Kerodon se mostrara um guerreiro forte. Ao contrário do que imaginara. Eram uma raça que deveria ser destruída ou destruiriam com aquela coragem e perseverança ,seu império de terror.

Quando Gorgun ergueu seu machado contra as costas de Kerodon, tudo o que sentiu foi uma flecha trespassando-lhe o peito. Mesmo assim conseguiu atingir o Príncipe que caiu inerte sobre o chão rochoso.

Arara
Os poucos Ycrons que haviam sobrado debandaram. Felis, Polyborus, Tinamus entre outros, perseguiram os Ycrons para fora do desfiladeiro. Sorriam por terem conseguido vencer uma batalha que já estava perdida. Quando retornaram, seus corações se oprimiram. Kerodon agonizava.

Ao seu lado,  Caiman e Ateles faziam seus ritos para o moribundo. Caiman ergueu-se e fitou com olhos embaciados, o rosto de Falco que chorava a perda do grande líder.

      Escolha um mensageiro. Diga-lhe que siga para Sirenia e conte a todos que Kerodon foi levado por Kaneus, mas que vencemos a dura batalha. Mande-o dizer que nosso Príncipe evitou o extermínio de nossa raça. Que os Ycrons foram derrotados por um pequeno exército de guerreiros que lutavam por sua liberdade, e pela liberdade de sua terra.

      Que os todos cantem canções – continuou Falco- onde alegrem seus corações pois que a morte de Kerodon e seus guerreiros, trouxe vida à um grande povo. Que os Ycrons em sua cegueira, destruíram a si mesmos. Que seu desejo pela destruição foi quem os matou. Um povo não sobrevive sem o outro.
Falco afastou-se. Era quase noite quando Kerodon morreu, mas não havia dor em seu rosto, apenas o sorriso daqueles que nasceram para vencer.

Onça
Em Sirenia, Columba sorriu ao ver a grande estrela cruzando o ar rumo ao céu. Nesse mesmo instante seu filho nascia e seu choro forte quebrava o silêncio e a angustia daquele povo. 

Ao seu lado, Manati baixava os olhos e em silêncio se retirava. Todos sabiam o significado daquela estrela, e das outras que já a aguardavam no céu.

Kerodon retornava à Guenardy, o paraíso de paz que abrigava os filhos de Kaneus. Há horas que seu povo contava as estrelas que subiam aos céus. Cada uma delas tinha um nome.

Pandion, Gueken, Blastocerus ,Wiedii , Piaya , Inia , Huika ,Auratsim, Didelphis, Alouata , Tayassu , Melro , Epicrates e Kerodon.

As estrelas dos guerreiros que haviam morrido para salvar  vidas.

Que o mundo viva em Paz.

Ekinate Kaneus



Sobre o Texto.

                         Cada um dos  personagens representa um dos animais abaixo, que os homens(Ycrons), em sua loucura cega, tentam destruir .Cada um deles correndo risco de extinção, por isso Kruzada, pela vida. Pela vida deles, pela nossa vida, pela vida do Planeta.

Kerodon Ruprestis-(Mocó) Pequeno roedor, quando ouve algum barulho, fica tão imobilizado que é difícil percebê-lo. Conhecido como Mocó, sua presença indica que o ambiente está preservado. 
Cariama Cristata –(Seriema)É arisca se perseguida, poucas vezes voa, mas corre tão ligeira que só um cavalo a alcança. A noite descansa em árvores, onde constrói seu ninho de ramos e barro. 
Didelphis albiventris – (Gambá) Mamíferos dos mais antigos do planeta. Com bolsa como o canguru, onde os filhotes se protegem. Tem hábitos noturnos e se alimenta de frutas . Enrola-se nos galhos das árvores.
Alouata Caraya ( Guariba) – Corpulento e ágil. Macho é barbado. São pretos e a fêmea amarelo escura. Vivem em bandos, guiados pelo macho mais velho.Uivam ou roncam, no topo das árvores. Alimentam-se de brotos , folhas e frutos. 

Tayassu Tajacu ( Caititu) – Porco do mato, vive em grupos com mais de cem. Come frutas, raízes e talos.Alguns animais pequenos também. É muito caçado. O Caipora vive montado no último caititu para evitar sua morte. 

Felis Concolor ( Onça-vermelha) Ou Suçuarana. Seu pelo é amarelo-vermelho, caça a noite e não é atrevida. Não ataca o gado e foge do homem. 

Falco Rufigularis- (Falcão)Ou gavião coleirinha, por causa  da coleira branca abaixo do pescoço. Valentão de 30 cm de comprimento. De visão aguçada. Usa os rochedos como ninho. 

Epicrates Cenchria ( Salamanta) Serpente sem veneno, conhecida como cobra de veado. Em contato com a luz, suas cores mudam.  Vive nos troncos e chega a dois metros. 

Cereus- (Mandacaru) Cactus 

Pilocereus Gounellei- Xiquexique- Cactus 

Melro( Turdus) Pássaro Preto, canta ao anoitecer 

Columba Picazuro(Asa Branca) Ave que possui uma faixa branca na asa. Familia dos pombos. 

Sirenia- Peixe-boi ou Manati 

Pandion- águia-pesquira 

Blastocerus dichotomus- cervo do pantanal 

Caiman latirostris – jacaré do papo amarelo 

Chrysocyon brachyurus – lobo guará (Nomes Indíginas: Gueken, guelken, huika(tehuelche septentrional). Indios Kamaiuras (alto rio Xingu)o auratsim.Tupí-guaraní: guará 

Ateles geoffroyi  - macaco aranha 

Tinamus solitarius – macuco 

Felis wiedii- maracajá 

Piaya cayana- Alma de gato 

Polyborus plancus- Carcará


 


Ekinate Kaneus
Deus o proteja




Simone Nardi 





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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Amar enquanto há tempo

Foto: Sebastião Salgado
Eu sempre venho aqui falando sobre o respeito aos animais, sobre o auxilio a estes irmãozinhos tão desventurados.Falo nas Casas espíritas, falo nas ruas, falo para pessoas que muitas vezes não querem ouvir, e a maioria não deseja mesmo ouvir. E um certo dia, já há muito tempo atrás, dentro de uma Casa Espírita, numa reunião mediúnica, eu pensava exatamente nisso.

Por que nunca apareciam espíritos que pregassem o respeito e o amor aos animais? Seria mesmo que os animais não mereciam qualquer atenção de Deus Pai Criador, nem um espírito, nenhuma mensagem, nada. Será que eles não valiam a atenção de nenhum ser mais esclarecido? Pois todas as mensagens ali recebidas eram dirigidas apenas de pessoas para pessoas.

E eu vagava nesses pensamentos quando me veio a mente à imagem de um senhor muito alto, de rosto muito severo e decidido. Sua voz poderosa soou dentro de minha mente e tal qual como seu rosto, era séria e cheia de uma força que jamais eu vira em qualquer outra pessoa, ou qualquer outro espírito de luz. E é sua mensagem que descrevo abaixo, sentindo ainda o peso de suas mãos sobre meus ombros, sentindo a obrigação de esclarecer aqueles que muitas vezes desejam permanecer cegos e surdos nesta trilha solitária que é a defesa animal.E ele começou a falar com sua voz imponente e cheia de severidade, como quem dá uma bronca gentil, porém severa.

“Vocês aprendem na escola que passam por todos os reinos: mineral, vegetal, animal e hominal . E são como crianças que começam no pré-primário, passam pelo primário, ginásio, colégio e galgam a faculdade. O orgulho os cega e passam a ser “doutores”, que só conversam com “doutores”, esquecendo-se das criancinhas do pré-primário.

Que tristeza.

Nós temos um trabalho importante, mas as Casas Espíritas não nos dão abertura para continuarmos, não se lembram de nós em suas vibrações embora digam que todas as criaturas são filhas de Deus.

Aprendam a amar enquanto há tempo.”

E sua voz silenciou, porém sua imagem marcante ficou gravada em minha mente e suas palavras em meu coração.

“Amar enquanto há tempo.”

Muitos aqui podem não gostar de animais, compreendo, mas um pensamento em intenção a eles se transforma em energia e esses abnegados trabalhadores necessitam dessa energia. Pedimos a tantos, em tantos lugares, que custaria uma pequena intenção em nome desses irmãos esquecidos?

Eu ainda chorava quando meus ouvidos foram invadidos pelo som das ondas do mar e uma voz amorosa e delicada declamou esse pequeno verso, depois se despediu agradecendo a oportunidade de falar em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. 


Um dia a voz da Baleia no oceano
Não mais irá ecoar
E o canto do Pássaro na Terra
Se extinguirá
Os mares serão poluídos
E a sede como a vida, se acabará
Que triste destino o do homem
Que nem mesmo a lembrança
O tempo irá guardar

Deus guarda todos os seus filhos no coração, aprendamos a amar enquanto há tempo, essa é a grande lição.



Fonte: Feal 

Republicação 




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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O homem de branco

Cão usado em experimentação



Ao término de uma das aulas práticas notei aquele homem de branco; seus olhos desprovidos de qualquer sentimento de piedade; ele olhava o corpo estendido numa das mesas, imóvel, gelado. Não havia qualquer sinal de que se importasse com ele.

Talvez porque se achasse superior aquele corpo pequeno, nada harmônico, sem raça como o que, provavelmente, ele tinha em casa. É, o animal estava muito abatido, mas era a fome, porque ele encontrara pelo caminho apenas pessoas como aquele homem de branco que o olhava. Sim, o animal era mesmo um dos mais desfavorecidos na Terra, pois, assim como era aquele homem que o olhava, ele só conhecera o lado mais vil e desumano daqueles seres que se achavam superiores, só encontrara pessoas como aquele homem de branco, sem amor, sem sentimento e sem compaixão pelos seres por eles, considerados inferiores, se houvesse um dia cruzado com alguém que não se achasse superior, talvez seu corpo não estivesse agora, diante daquele frio e orgulhoso homem de branco.

Se tivera dono não era importante, o importante era que muitos homens diante dele tiveram a chance de se tornarem grandes, realmente grandes, fazendo brotar em seus corações o sentimento que eleva a humanidade; o Amor.Nenhum dos homens que encontrara fora capaz de amar. Todos possuíam corações duros, orgulhos, perdidos, todos iguais.

Se ele não tivera amigos não era importante, importante é que ele dera a muitos, inclusive ao homem de branco que o fitava, a chance de aprender a Ser Amigo e eles todos, inclusive o homem de branco, mostrara-se incapaz de tornar-se amigo.

Ele dera chance aos homens, inclusive ao homem de branco,de ser fiel, leal, afetivo, mas ele se negara veementemente a ser tudo o que era bem e se engalfinhara no mal que existia nele.

A morte não provocava o fim de uma existência, ao contrário, ela mostrava que a existência humana sequer era digna da morte, pois que não acreditavam em nada a não ser neles mesmos. 

Macaco usado em experimentaçao
Que orgulho tolo e infantil nos olhos do homem de branco.

Nada sabia da vida pregressa do homem de branco, mas ali, diante dele, descobri em pouco minutos o que ele era. Era um ser humano incapaz de amar, de se relacionar, de tornar-se amigo e ter compaixão; como é triste saber que desperdiça a chance de tornar-se bom que todos os dias esses amigos lhes trazem e ele continua adormecido no orgulho de sua mente débil e obsoleta.

Certamente nada que fizera em sua vida fora relevante, já que voltava às costas diariamente para o bem e para a compaixão. Com certeza quando morresse, estaria tão só quanto aquele corpo frio que agora fitava, pois ainda tolo, acreditava que a morte traria a vida. 

Tenho pena dele, mais do que sentiu de mim ao me abrir sem qualquer piedade, ao me eutanasiar quando tudo o que eu lhe pedia era o seu progresso sentimental e não o meu, tenho pena dele por mostrar que nada aprendeu da vida a não ser matar e matar e matar. 

Tenho pena dele por achar que foi piedoso ao matar um ser que desejava ardentemente viver. Deixando-me só ao abandono e acreditando-se ainda um deus, falso, corruptível, cheio de rancor.

Peço a Deus que se apiede dele, mais do que ele se apieda daqueles a quem tira a vida inutilmente, pois não busca por outras soluções, está tão calcado em si mesmo que não consegue reconhecer o avanço da ciência.
Filhotes de simios

Peço a Deus que não o deixe morrer como ele me matou, peço a Deus que o embale e lhe estenda a mão como ele se negou a fazer por mim e por outros companheiros que partiram em suas mãos, pois apesar dele me achar irracional, eu ainda acredito em Deus e sei amar , respeitar e pedir por pessoas como ele e a quem me oferece abrigo.

E hoje, apesar de ser ignorado como ser vivo, por pessoas como ele, estou em paz, ao contrário dele, que jamais na vida saberá reconhecer a paz e o amor.

Carta de um dos muitos cães para um dos muitos homens que ainda não descobriram que a ciência deveria humanizar os homens e não desumanizá-los.



01/11/2006

Simone Nardi











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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Segunda sem carne- Sopa de brócolis


Segunda sem carne é muito mais que uma simples doação de um dia para a vida.....

Acesse para conhecer:


Devastação Amazônica soma área equivalente a duas Alemanhas 

<http://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2014/06/1465110-devastacao-amazonica-soma-area-equivalente-a-duas-alemanhas.shtml> - Folha de São Paulo

Divulgados novos dados do desmatamento da Mata Atlântica



<http://www.sosma.org.br/17811/divulgados-novos-dados-sobre-o-desmatamento-da-mata-atlantica/>


SOS Mata Atlântica. Infográfico

<https://www.facebook.com/photo.php?fbid=724816027581731&set=a.161872207209452.40745.139007399495933&type=1&theater>.




Ingredientes:
1 maço médio de brócolis (630 g)
1 batata grande (392 g)
1 cenoura pequena (154 g)
1,2 litro de água
3 minibrócolis, para enfeitar (156 g)
1 colher (sopa) rasa de sal marinho (12 g)
1 colher (sopa) cheia de amêndoas (16 g)
Instruções de preparo:
Descasque a batata e a cenoura. Coloque-as na panela de pressão, junto com os brócolis e 1 litro da água. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar por 25 minutos (a contar do momento em que a panela começar a apitar). À parte, em uma panela pequena, leve para ferver os 200 ml de água restantes e acrescente os minibrócolis. Tampe a panela (para formar vapor) e deixe cozinhar por apenas 10 minutos. Deixe que os legumes da panela de pressão esfriem um pouco e bata-os no liquidificador, com o sal, até obter um creme homogêneo. Acrescente os minibrócolis e as amêndoas picadas, para enfeitar. Sirva quente.
Sugestões:
Se preferir, pode coar a sopa para eliminar alguma fibra. Croûtons também são uma boa opção na hora de servir.
Esta receita é rica em proteína, fibra, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, manganês e vitaminas C, B3, B.
Preparo: 15 minutos – Cozimento: 25 minutos – Dificuldade: Fácil – Rendimento: 4 porções
Fonte: Livro “A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer”.
Contato: dra.astridpfeiffer@gmail.com http://astridpfeiffer.blogspot.com.br/
Referência: Menu Vegano



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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Vegetarianismo e a Lei do Amor

Mão segurando a luz entre os dedos

TEOSOFIA


O vegetarianismo é muitas vezes, adotado por questões de saúde, como um regime alimentar mais saudável, higiênico e substancioso. Porém, o aspecto mais importante do sistema, é ser UM MODO DE PENSAR E DE SENTIR, visto estar profundamente ligado à ideia da Fraternidade Universal. Todos os reinos da natureza - mineral, vegetal, animal e humano - são partes de um Todo. 

A ciência e algumas religiões aceitam e explicam a Lei da Evolução, processando-se através do desenvolvimento da consciência. O homem, ser dotado de maior consciência, é por isso mesmo o maior responsável no mundo. Por seu continuo pensar, há de se aproximar cada vez mais das verdades proclamadas em todos os tempos Por sábios, filósofos, santos e profetas. A base dessas verdades, é que a LEI DO AMOR é a única lei que conduzirá o homem a um estágio de real grandeza espiritual. Sem o amor, poderemos conhecer grandes progressos materiais, porém não alcançaremos uma verdadeira civilização. Ora, a LEI DO AMOR não pode admitir a inútil e cruel matança de animais como a que é executada em larga escala em pleno final do século 20. 

Dizemos inútil e cruel, porque se é com fins de alimentação, milhões de vegetarianos em todo o mundo provam que vivem em iguais ou ainda melhores condições físicas e intelectuais que os não-vegetarianos. Lembremo-nos de escritores como George Bernard Shaw, idealistas como Gandhi, atletas olímpicos e outros aqui mesmo no Brasil. Se é com fins esportivos, nada pode ser mais vexatório para o nosso orgulho de supostos civilizados, do que ver homens e mulheres divertirem-se e fazendo seus filhos seguirem o exemplo, matando fria e calculadamente, animais, os quais se tornam inúteis para a própria alimentação. 

Se é com fins ornamentais, como acontece com o uso de casacos de pele e de couro, penas e aves para chapéus, mais se evidencia a inutilidade da destruição, porque inúmeras são as pessoas que vivem muito bem com outros agasalhos e enfeites que não exigem destruição de vidas. Poucas pessoas comeriam carne se tivessem elas próprias de sacrificar os animais ou, simplesmente assistissem á carnificina nos matadouros. Compreende-se que no passado, quando o cultivo da terra era reduzido, difícil mesmo em muitas regiões, desconhecidos os grandes recursos agrícolas de hoje, ignorado o valor alimentício da maior parte das frutas, cereais e legumes, a caça fosse o maior abastecimento das mesas. 

Hoje, porém; enriquecidos de tão grandes progressos e conhecimentos, como explicar que ainda não tenhamos vencido a herança desumana de comer carnes? Podemos cultivar o sentimento de FRATERNIDADE UNIVERSAL aprovando, apoiando, participando ou sendo omissos diante da crueldade com que se sacrificam nossos irmãos menores, os animais? 

Não é uma incoerência, festejarem-se grandes datas nas quais reverenciamos o Senhor do Amor, do Perdão - JESUS CRISTO - sacrificando, para nossa mesa, vidas e vidas dos animais? Poderá ser agradável ao Senhor, que foi o maior paradigma da Compaixão, a destruição de seres que já possuem sensibilidade e conhecem o sofrimento justamente nas mãos dos que deveriam ser seus irmãos maiores, os homens?

 O vegetarianismo se impõe por questões de saúde, científicas e, sobretudo, porque corresponde a uma atitude de obediência à LEI DO AMOR. Seria muito interessante que pessoas ou organizações reproduzissem, de alguma maneira, esta publicação, fortalecendo esta corrente de solidariedade à vida animal no mundo.




Fonte: O Teosofista - Julho/Setembro de 1985( o texto chegou as nossas mãos de forma impressa, sem link)





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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Síndrome de Narciso

Narciso



Conta a lenda que Narciso era filho de um deus com uma ninfa, e que segundo um adivinho, o jovem viveria muito desde que não visse a própria imagem. Rapaz de extrema beleza e orgulho, um dia ao ver seu reflexo nas águas de um lago, apaixonou-se.Encantado com o que via, passou dias a admirar a própria imagem, sem beber ou comer, até seu corpo ir definhando. Alguns contam que atirou-se, o jovem, nas águas do lago afim de abraçar a imagem, e assim morreu afogado.

Assim também, são os seres humanos, incapazes de enxergar qualquer beleza além de sua própria forma. Nada para eles, esses narcisos modernos, é mais belo do que eles, é mais inteligente , mais merecedor de respeito ou melhor. O orgulho por sua dominação aos outros seres, seu ego extremamente “Narcisista” é tão grande que os está, a cada dia, mergulhando nas águas que um dia levaram o jovem grego para a morte. Seu desprezo pelos demais seres da criação é tão grande que lhes é impossível olhar para outra imagem que não seja a própria.”Nós podemos, somos os únicos abençoados, somos superiores...”

E como Narciso, a cada dia eles deixam de beber, poluindo as águas dos mares, rios e lagos. Deixam de comer, queimando florestas, contaminando o solo, matando em nome de uma falsa necessidade. Aos poucos seus corpos igualmente estão definhando, porque a Terra já não lhes suporta mais esse orgulho infantil e os esmaga e , embora egoistas, eles sabem que diante da Terra, nada podem, nada são.

Os narcisos modernos não respeitam cores , credos ou raças.Não respeitam qualquer forma de vida que não possuam a “SUA” forma. Animais não são belos ou inteligentes para esses narcisos.Não merecem respeito apesar de ser-lhes impossível sobreviver sem eles. São maltratados, mortos e torturados em nome da beleza e da soberbia humana.São massacrados em nome de seu mais adorado profeta, em nome de suas vidas, como se apenas eles fossem merecedores de sua egoísta existêncialidade.

Tal como o herói grego, a humanidade se encontra agora orgulhosamente olhando para sua própria face, com todas as dores, com toda destruição que ela mesmo causou.É sua imagem que ela agora vê refletida no lago em forma de desastres naturais, mortes, roubos, corrupção.É seu ego e seu egoísmo que ela vê quando olha para as milhares de criaturas presas em minúsculas celas aguardando apenas a hora da execução, porque para esses narcisos, somente eles são importantes, somente eles merecem viver. E são milhares de atrocidades que ela agora vê refletida em seu espelho espiritual com a Terra se modificando, com a poluição que os sufocará assim como eles fizeram com tantos outros. Como uma imagem no espelho d’água, a humanidade recebe agora tudo o que ofereceu durante tantos anos :Dor, desespero, morte.

E aos poucos chafurda nas águas de seu orgulho sem que ninguém mais venha o auxiliar, pois como jamais angariou amigos, não há quem possa tirá-los agora, das profundezas do lago de lama e dor, em que está se afogando. Como Narciso, a humanidade se afoga em seu ego e em sua falsa beleza , como Narciso a humanidade passará a ser apenas uma lenda, nada mais que uma lembrança perdida no passado.

Então ela verá que não era a coisa mais importante, pois sem ela a vida renascerá, os animais renascerão e a Terra se renovará passando a viver em sua plenitude, sem guerras, sem assassinatos, sem medo.Sem a humanidade narcisista a Terra viveu milhares de anos, e assim voltará a viver novamente quando, por suas próprias mãos, for a humanidade banida do Planeta que tanto sofreu em suas mãos.

Simone Nardi 






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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vegetarianos? Quem são esses caras????

Imagem: Pigley Winks

Você!


É você mesmo que está lendo esse artigo. Você tem ou conhece algum amigo Vegetariano?
Sim? ?
Se não tem deveria ter, já que é cômico ver um amigo sofrendo nos restaurantes para conseguir comer algo nessa cidade, aliás, nesse Mundo.Muito embora as coisas estejam melhorando.
Mas os vegetarianos ainda são vistos como verdadeiros Et´s pelas pessoas, principalmente, pelos garçons. Veganos então, nem se fale.
Para quem é ou tem um Et, opssss um amigo vegetariano e muito ao contrário do que um certo cartão de crédito diz, é impagável ter um amigo no mínimo "diferente" da massa em geral, sabe perfeitamente sobre o que estou falando.
A primeira coisa que fazem quando descobrem que você, ou seu tal amigo é vegetariano e que não come carne é te olharem com aqueles olhos esbugalhados, cheios de terror, como se você fosse uma criatura estranha vinda no mínimo de Plutão, que agora nem mesmo é um Planeta, por isso você passa a ser tão, tão fora de compasso.
Coma mais vegetais
Impressionante não é?
Depois do susto, as pessoas logo soltam aquela pergunta manjada:
Você não come carne? Mas frango você come não é?
Tente você(ou seu amigo, por isso digo que é engraçado ter um amigo assim, ele se mete em cada sinuca e você fica lá, só olhando), mas tente você, um Et de Plutão explicar para o cara esperto diante de você que frango, peixe, mortadela, presunto tudo se encaixa no mesmo rol das "carnes", sorte dele não viver no continente asiático, pois as perguntas prosseguiriam assim: mas gato você come? Cachorro? Golfinho?Baleia?????.
Mesmo aqui no País Tropical eles se negam a acreditar e dizem de pronto:
Ah, mas carne branca você come?
Normalmente é nessa hora em que os vegetarianos respiram mais fundo e tentam explicar os motivos que o tornaram um ser tão desenquadrado da sociedade como ele é. Mal sabe ele que o pior está por vir.E vem mesmo, lá do fundo da mesa, quando uma pessoa mais intrigada chega até mesmo a gritar para tentar entender a linguagem complicada do cara que não come carne:
E por quê?
Nessa hora é quase como se o mundo ao seu redor parasse.Um verdadeiro Matrix vegetal. Até as moscas parecem parar de voar para ouvir o que você vai responder.
As goteiras cessam.A respiração para. E parece que o restaurante inteiro está com os olhos voltados em sua direção(não se esqueça, ou na direção do seu amigo).
Claro que sabemos os motivos que levam algumas pessoas a se tornarem vegetarianas, mas a resposta mais polêmica é aquela que você/seu amigo vai soltar, é quase como o som de um míssil solto voando em direção aos ouvidos inocentes dos telespectadores e caindo em cima deles como uma bomba:
·         Pelos animais.

Queixos caem. 

Mãos estremecem.

Rosto empalidecem.

Alguns recuam as cadeiras.

Outros levam as mãos a boca totalmente aparvalhados, apopléticos,paralisados.
Sorrisos irônicos brotam, alguns tentam disfarçar mas não conseguem.

Espanto.

Incredulidade.

Se alguém ali ainda estivesse em dúvida de que você ou seu amigo era um Et de Plutão, acabaram de ter certeza.

Caracol
Isso é o ser vegetariano.Um ser de outro fragmento rochoso que, quando vai num rodízio de Pizza, paga seus 15 Reais como todos os outros, sai de lá com fome, pois só consegue comer duas ou três pizzas e todas do mesmo sabor:

Rúcula com tomate seco  ou escarola com tomate seco.

Diante dos olhos assustados da plateia ele deixa passar as pizzas de camarão, presunto com ovos, bacon com lombo canadense e bravamente, corajosamente, consegue comer a terceira fatia repetida de rúcula com tomate seco.
Ele incrivelmente não frequenta lanchonetes que vendem hambúrgueres, não come mais cachorro quente no parque, odeia feijoada(quase um herege nesse País) e nem passa perto de açougues.

O sadismo dos amigos é convidá-lo para aquela churrascada de fim de semana: leve espeto para assar a alface, faremos churrasco de brocoli para você.Isso quando não te falam:
·         Abra uma exceção.

Ninguém, ou bem poucos compreendem os motivos que nos levam a ser vegetarianos.Não entendem que não há exceção em nossos ideais.Nós somos completos como somos, pois entendemos a vida de uma forma muito melhor do que muitos pensam entender. 

Nossa consciência nos mostrou que é o certo e o que é o errado e nós escolhemos fazer o certo, não se pode fazer uma exceção e deixar de amar a vida.Somos diferentes porque não conseguimos fechar os olhos para a verdade quando ela apareceu diante de nós, ao contrario de virarmos o rosto nos revoltarmos, optamos por fazer o melhor, por tornar o mundo melhor.

Sim, é muito bom ser vegetariano e melhor ainda ter um amigo vegetariano para conhecermos a força de um ideal, de uma luta por uma mudança no Planeta, pois ser vegetariano num mundo de carnívoros, por si só já é ser um grande vencedor.


Simone Nardi







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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Segunda sem carne - Panqueca Verde

Pelo PLANETA


A expansão do pasto para a pecuária é um fator chave do desmatamento. Cerca de 70% das áreas desmatadas na Amazônia foram convertidas em pastos, enquanto os restantes 30% são usados principalmente para produzir ração animal.


A panqueca é uma das receitas mais conhecidas mundialmente como alternativa para lanches rápidos ou mesmo para compor o cardápio do almoço ou do jantar.
Fácil de fazer, fica ainda mais saudável com a massa composta de talos e ingredientes orgânicos.
“O destaque também está no molho. Rico em vitamina C e potássio, o tomate orgânico é uma boa fonte de fitoquímicos, dentre eles o licopeno, um antioxidante que se torna mais abundante quando o alimento é cozido”, explica a terapeuta natural Juliana Paula de Sousa, especialista em plantas medicinais.
Ela explica que estudos epidemiológicos demonstram que o licopeno reduz o risco de câncer de próstata e tem propriedades cardioprotetoras, anticancerígenas e anti-inflamatórias.
Já o orégano, também utilizado no molho, contém em uma colher de sopa a mesma força antioxidante de uma maçã. Apresenta ainda capacidade antibacteriana, antifúngica e antiparasitária.
“Além disso, dados de um estudo japonês mostraram que a antocianina presente na casca da berinjela protege de doenças cardíacas, reduzindo o mau colesterol e a taxa de triglicérides”, diz a terapeuta.
Panqueca verde
(vegana)
Ingredientes da massa:
1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de fécula de batata
1 e ½ xícara de água
1 xícara de talos ou folhas orgânicas (de cenoura, beterraba, couve etc)
½ xícara de óleo de girassol
Sal a gosto
Recheio:
1 xícara de cascas de berinjela orgânica
5 tomates orgânicos
1 dente de alho amassado
2 colheres de sopa de cebola ralada
1 colher de chá de páprica doce (opcional)
1 colher de chá de açúcar demerara orgânico ou melado de cana
1 colher de sopa de óleo de girassol
Azeite extra virgem a gosto
Sal a gosto
Orégano a gosto
Modo de preparo da massa:
Colocar os talos no liquidificador, acrescentar a água e bater até a mistura ficar homogênea. Acrescentar os demais ingredientes, bater bem e reservar.
Modo de preparo do recheio:
Picar os tomates e liquidificar até que fiquem líquidos (não é necessário acrescentar água). Deixar em uma panela apurando até ficar com cor e consistência de molho de tomate. Colocar o óleo numa outra panela, acrescentar a cebola e o alho e deixar dourar. Juntar as cascas de berinjela e refogar até ficarem macias. Misturar o molho de tomate, a páprica (opcional), o açúcar demerara ou melado e o sal. Deixar ferver. Desligar e acrescentar o azeite e o orégano a gosto.
Montagem da panqueca:
Colocar a massa na frigideira, espalhar bem e deixar fritar dos dois lados. Rechear as panquecas e sirvir quente.
Juliana Paula de Sousa é pedagoga formada pela USP (Universidade de São Paulo) e terapeuta com especialização em terapias vibracionais pela Unifran (Universidade de Franca) e plantas medicinais pela Ufla (Universidade Federal de Lavras). Realiza cursos e palestras sobre Nutrição Perene, metódo da medicina integrativa que utiliza a alimentação como instrumento de desintoxicação do corpo.
e-mailsantuariohp@gmail.com
Telefone: 0/xx/11/99679-0999/98398-6520
Acesse o site www.santuariohp.com


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