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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quando os oradores espiritas irão fazer o que seus lábios repetem??


PENSADOR



“A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”.

Dana Zohar*





Essa é uma pergunta recorrente aqui no Blog. Sempre nos enviam emails questionando ou avisando que em tal orador ou em tal rádio espirita  alguém disse um tremendo absurdo sobre os animais. Aqui mesmo no blog trazemos inúmeras cartas em forma de artigo respondendo a esses locutores e oradores sobre seus deslizes constantes a respeito dos animais. 

Sabemos que o que falam não passa da "Opinião pessoal de cada um deles", já que é bem claro a explicação nos livros espiritas(não somente de Kardec) a espiritualidade dos animais, muitíssimo semelhante a nossa própria jornada.

Já fomos animais?

Na verdade para sermos o que somos hoje, quase seres H-umanos, já passamos sim pelos diversos reinos , escalando a longa trilha evolutiva, os animais apenas estão em um dos muitos reinos pelo qual todos já passamos. A impressão que tenho, as vezes, é que a irracionalidade a respeito destes irmãos, ainda mantem muitos espiritas em reinos como o animal e para ser sincera, até mesmo no reino vegetal.

Não é possível ouvir um espirita dizer que os animais foram criados para o fim alimentar. Não é possível ouvir espiritas bradando que protetores de animais perdem tempo com eles quando deveriam estar auxiliando as crianças. Não é possível mais ver um orador espirita pedindo misericórdia e matando um animal para comer. 

Já passamos do limite da irracionalidade e desdem a respeito destes irmãos que estão aqui pelos motivos deles, não pelos nossos. Sim, há quem diga que Deus, logo Ele puro amor, criou os animais para nos servirem. Quem quer que saia por ai dizendo isso se esqueceu da Lei da Evolução.

Todos foram criados para evoluir.

Cada um evolui no seu tempo, para alcançar sua própria angelitude,não para servir de "degrau" para o mais preguiçoso.

Quando conheci um amigo  espirita, muito gente boa, ele me dizia:

Não acredite , nem se encante com muitos oradores espiritas, eles sabem falar, mas quando descem do púlpito são ainda piores do que aqueles que estavam ali para ouvi-lo.

Não ouço, não falo, não vejo
Isso é ainda mais verdadeira quando se trata de Animais.

As pessoas se encantam quando alguns oradores falam sobre cães. Porque  o cão de fulano reencarnou, porque ciclano viu o cão desencarnado, mas ignoram os animais que todos os dias morrem nos abatedouros, vitimas da caça, vitimas de fome e do abandono. Para esses animais alguns oradores viram as costas e pior, desdenham daqueles que os auxiliam como se não fosse um trabalho nobre auxiliar outro irmãos em sua evolução.

Vamos parar de contar "historinhas" para alegrar a plateia e vamos trabalhar o prato nosso de cada dia. Vamos parar de empurrar com a barriga o termo vegetarianismo e olhar realmente para os animais como eles são: Criações Divinas com os mesmos direitos a VIDA.

Falar sobre misericórdia é fácil, ser misericordioso é difícil.

Nada mais de esperar por "um dia" de mudança, esse DIA é HOJE.


Simone Nardi



* Dana Zohar, física , filósofa, formada em física pela Universidade Harvard, possui pós-graduação pelo Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) e leciona na universidade de Oxford




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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Relação entre Filosofia e Religião: Confronto entre fé e razão

Aristóteles

Há muito que o confronto entre fé e razão ocorre, não foi privilegio apenas da antiguidade, mas é um embate que ainda hoje é provocativo, no entanto, talvez o mais feroz confronto tenha realmente ocorrido quando do surgimento do cristianismo, pois ele veio para modificar de forma mais contundente a visão dos povos sobre a existência de um Deus. Os deuses gregos erravam tal como seus filhos humanos e a razão não permitiria que se adorasse alguém com os mesmos problemas e defeitos; o cristianismo vem então criticar a postura desse deus, mostrando um Deus que ama aos homens, um Deus perfeito e infalível.

Contudo, como firmar o cristianismo num terreno onde inúmeras outras religiões já coexistiam e fazer dele uma religião superior as demais? A razão filosófica em seu início exigia respostas que até então a fé cristã não conseguia dar a não ser através da Revelação, por isso os textos apologéticos criticavam os filósofos colocando-os como pessoas que nunca conseguiram alcançar aquilo que tanto buscavam.

Era, porém ineficaz argumentar-se contra a filosofia sem levar-se em conta toda a tradição filosófica e uma reaproximação entre filosofia e religião se tornou necessária, afim de fortalecer o pensamento cristão e embasar o que antes surgiam como dogmas apenas. Fé e razão se cruzaram pelas mãos de Santo Agostinho pois que, separadamente, nenhuma delas conseguia responder a todas as questões e criou-se uma “relação de mão dupla “ entre filosofia e religião. Thomas de Aquino, utilizou-se da filosofia de Aristóteles para embasar a religião e chegou a quase, “cristianizar” ,o filósofo nesse trabalho de união entre fé e razão, onde sempre a Fé, deveria ser a primeira a ser escolhida diante de um impasse entre Fé e Razão.

“ Qualquer pessoa por uso da  sua Razão, pode chegar a conclusão de que há uma causa primária, que Deus existe.”[1]

Foi durante a secularização que a religião perdeu seu papel principal na sociedade, esvanecendo-se a ideia de que a filosofia era a serva da teologia, pois na secularização a razão vem em primeiro lugar.

Heidegger

Com o passar dos anos, ocorre novamente um retorno a religião, pois a neutralidade dela na sociedade não melhorou o mundo, outras questões são levantadas e Heidegger surge com uma teoria para muitos problemas enfrentados por teólogos e filósofos : O Ser

O que é o Ser dentro da religião e da filosofia?

Para Heidegger houve uma confusão entre o ente e o ser, o que ele chama de onto-teo-logia; ele não nega a existência de Deus, porém também não a afirma, o que faz é mudar a questão - “Deus existe?”- pela - O que é o ser, o que é ente?- sendo assim não é possível através da metafísica formular a questão da existência de Deus, é necessário reconhecer a diferença entre Ser e Ente, criando agora a ruptura entre ontologia e teologia.

“ A questão do ser significa de início a questão do ente como ente[2].”

E Heidegger vai retrabalhar toda a questão do ser e do tempo, pois não é possível tratar a questão do ser sem levar em consideração a finitude humana diante do tempo, ou seja, o tempo só existe no homem, não existe em Deus.

“ Esse é o grito de Heidegger contra a metafísica tradicional que viveu iludida pensando estar tematizando o ser, quando na verdade estava tematizando o ente.”[3]

Pois na tradição filosófica a pergunta sobre o ser recebe uma resposta como ente, que seria Deus, e é essa ruptura entre ser-tempo e ente-atemporal que Heidegger faz , distinguindo o que é somente fé, do que é somente razão.

Perispíritos

E hoje, não podemos nos ater somente a dois conceitos, mas urge que utilizamos a Ciência como método de tese, antítese e síntese.

A alma existe?

Os animais tem alma?

Através da alma é que os animais são sencientes?

Não é mais necessário o confronto, mas a união para que se reforce a ideia de que sim, os animais possuem alma, são sencientes e merecem nosso respeito. Pensar o contrário é ir realmente na contramão da Fé, da Razão e da Ciência.


Simone Nardi

Notas:
[1] citação em aula , prof. Frederico Pieper 24/02/2009
[2] citação em aula , prof. Frederico Pieper 24/02/2009
[3] Deus na filosofia de Heidegger  - Reginaldo José dos Santos

Referências
PIEPER, Frederico, citação em aula
SANTOS, Reginaldo José dos-  Deus na filosofia de Heidegger  : Disponível em : http://www.revistatheos.com.br/Artigos%20Anteriores/Artigo_01_02.pdf. Acesso em 19/03/2009


Para Ler mais:


A religião, o ateísmo e os animais






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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Os vampiros da JBS

Imagem Link: https://www.youtube.com/watch?v=pSqCmTGtZ0M


    Nos últimos dias, nós, brasileiros, ficamos mais uma vez atônitos com um novo escândalo de corrupção. A verdade começa a vir à tona, destruindo as máscaras de grande parte dos dirigentes do país. “E conhecereis a verdade e ela vos libertará”, já dizia o mestre Jesus. Por mais que o mal persista, se camufle, não será o suficiente para quebrar a força da verdade, que continuará intacta, apesar de os dissimuladores, os mentirosos, parecerem a maioria. Não, eles não são maioria. Apenas são barulhentos, audaciosos. 

    Nesse contexto, vem a calhar a velha e boa frase “o que me assusta não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons”. Entretanto, os bons também estão se tornando audaciosos, e deixando de se calar diante de tantas injustiças e mentiras. Graças a isso, muitos corruptos têm sido desmascarados, e o mal, se enfraquecido.     

    Nos últimos dias, temos tomado conhecimento das famosas “delações premiadas”, nas quais são evidenciadas várias ações corruptas, com recebimento de propinas milionárias por parte de políticos que, eleitos pelo povo, deveriam atuar em favor deste e não ao sabor de sua própria ganância e vaidade. Entretanto, mesmo com tantos fatos vexatórios, é até certo ponto compreensível não ficarmos tão estupefatos assim, porque já não esperávamos boa coisa daquela legião de monstros gananciosos.

    O que me tocou profundamente nos últimos escândalos foi o vampirismo daqueles seres malévolos. Não bastasse fragilizarem a democracia e afrontarem descaradamente a legalidade, vampirizando o povo e surrupiando-lhe direitos básicos, eles vampirizam igualmente almas inocentes, roubando-lhes diariamente o seu direito à vida, como se tal derramamento de sangue fosse normal.

    Não, é óbvio que não estou falando de seres humanos. Estou falando dos animais, seres mais inocentes ainda, que não têm nem mesmo voz para clamar por socorro quando são trucidados por nossa ânsia carnívora! Almas inocentes que, desde os primórdios, são vampirizadas por nós, que lhes roubamos as vidas e o direito sagrado de evoluir. 

    Sempre ouvimos dizer que é cultural, que é normal comer carne, que a Bíblia fala que sim, que até  fulano comia, e, através desses desculpismos todos, vamos adiando o inevitável. Precisamos, devemos, podemos, e, queiramos ou não, um dia teremos de parar de nos alimentar dessas criaturas de Deus, porque, enquanto houver o sangue inocente delas sendo derramado, o planeta Terra não se transformará em um planeta de regeneração.

    É fato que ninguém se torna superior pelo fato de não comer carne, mas certamente seres superiores não se alimentam dela, porque sabem de onde advém, e a que custo.   
    
    Vampiros atuais, os irmãos Batista, donos da JBS, compraram  grande parte dos políticos através do sacrifício de milhares de vidas inocentes, e ninguém atentou para isso, porque estão todos preocupados em dizer qual político roubou mais, qual partido  é o mais corrupto, e quantos seres humanos estão sendo lesados perante tanta corrupção. Sim, isso é grave, e muito importante. Como eu disse no começo do texto, a verdade e só a verdade nos libertará dos aguilhões desses vampiros corruptos, como começa a acontecer agora, por meio da ação do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça. Mas, e quanto aos animais? Quem os libertará?

   
Imagem link: http://domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=3898/
Muitas vacas se debatem, esperneiam e claramente respiram depois de terem sido baleadas na cabeça
 Algum de vocês, ao assistir aos noticiários, se deu conta de quanta morte há por trás de tanta propina e ganância? Eu me dei conta, me coloquei no lugar dos milhões de animais vivendo em condições de terrível crueldade até que sejam abatidos. Os vampiros modernos da JBS, assim como muitos outros, estão sugando ao máximo o sangue dessas criaturinhas e ultrapassando todas as fronteiras da maldade, ao tirarem vidas inocentes para alimentarem não só o corpo físico dos “consumidores”, mas também a própria vaidade e gana pelo poder e pelo dinheiro. Pouco estão se lixando se prejudicam aqueles que esperam uma política justa, honesta e transparente. 

    
   
Imagem Link : https://www.youtube.com/watch?v=pSqCmTGtZ0M
 

Diante desse quadro, eu conclamo: vamos refletir sobre tudo isso. Como teremos um país, um mundo melhor, com uma política limpa, ética, diante de tanto derramamento de sangue? Como continuar a fazer vistas grossas ao tremendo genocídio cometido todos os dias contra os animais? Impossível! Sendo assim, deixemos de nos alimentar do sofrimento dessas pobres criaturinhas, para que nossas mãos fiquem igualmente limpas. Do contrário, continuaremos cúmplices da indústria da morte construída pelos vampiros da JBS e por tantos outros como eles, pois o fato de não matarmos diretamente os animais não nos isenta de culpa pela tragédia que se abate sobre esses nossos irmãozinhos menores. Só porque, covardemente, terceirizamos esse ato, não nos eximimos da responsabilidade pelo terrível crime contra a vida que é cometido quando se assassina um ser vivo inocente. Infelizmente, sem dúvida, enquanto formos coniventes com esse imenso, cruel e lastimável derramamento de sangue, embora não queiramos, podemos, em maior ou menor grau, igualmente ser classificados como vampiros.

Posto isso, comecemos então a vencer a nós mesmos, deixando de nos alimentar de carne. Lutemos para que cada vez mais pessoas se conscientizem de que a paz no mundo depende de nós, do nosso esforço, e de que um grande, um gigantesco e inadiável passo para isso será parando de vampirizar os animais.





Fernanda Almada,Bacharel em Direito e colaboradora do Blog





Fonte Imagens:

Videos: Não tenha medo de ver a carne que você come e a dor da qual participa:

https://www.youtube.com/watch?v=pSqCmTGtZ0M

https://www.youtube.com/watch?v=pSqCmTGtZ0M


Artigo:

Dom Total


Para ler mais a respeito:


Eles não sabem o que comem








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sexta-feira, 31 de março de 2017

Animais e Sofrimento - Irvênia Prada

Filhote abandonado

Se os animais estão isentos da lei de ação e reação, em suas motivações profundas, já que não tem culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.

Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos preciosos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras para instruir-se. Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola? E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?

Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.

O animal, igualmente, para atingir a auréola da razão, deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.

Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.

O animal esforça-se para obter as próprias percepções e estabelecê-las. O homem esforça-se avançando da inteligência para a sublimação.

Dor física, no animal, é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.

Dor física, acrescida de dor moral, no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.

Certifiquemo-nos, porém, que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração, dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz." Emmanuel


Irvênia Prada







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segunda-feira, 20 de março de 2017

Os animais também possuem livre arbítrio






O homem, apesar das regras sociais e dos outros tipos de restrições, goza de livre arbítrio. Segundo pesquisadores, os animais também, desde as moscas até os mais evoluídos.
Claro que a ideia de “livre arbítrio” precisa ser redefinida. Entre os animais, o processo é semelhante, não idêntico.

Os animais têm sempre uma variedade de opções disponíveis para eles. Essas “escolhas” se encaixam numa probabilidade complexa. Entre os seres humanos, as escolhas são vistas como decisões conscientes. E nos animais?
Foi estabelecido há muito tempo que o “comportamento determinístico” – a ideia de que um animal provocado de tal forma vai reagir com a mesma resposta toda vez – não é uma descrição completa do comportamento animal.
Segundo os pesquisadores, mesmo os animais mais simples não são previsíveis. No entanto, a ausência de determinismo não sugere um comportamento completamente aleatório também – é por isso que a pesquisa mostra que o comportamento animal não é nem totalmente restrito, nem totalmente livre.
Experimentos com moscas revelaram que, embora o comportamento animal possa ser imprevisível, as respostas parecem vir de uma lista fixa de opções. Os cientistas acreditam que o livre arbítrio seja uma propriedade biológica, um traço de personalidade: o cérebro possui a liberdade de gerar comportamentos e opções.
O mecanismo exato pelo qual os cérebros de todos os animais produzem essa liberdade continua a ser uma questão sem resposta convincente.
Os pesquisadores utilizaram modelos matemáticos para simular a atividade do cérebro em um computador, descobrindo que o que funcionou melhor foi uma combinação de comportamento determinístico e um outro comportamento conhecido como estocástico (que parece aleatório, mas na verdade, segue um conjunto definido de probabilidades).
Essa “estocasticidade” mostra-se, por exemplo, em terremotos. Eles não podem ser previstos com precisão, mas ao longo do tempo se pode perceber que eles se encaixam perfeitamente em uma curva.
Tal como acontece com o comportamento animal, há uma ordem subjacente e a probabilidade de um processo que pode aparecer ao acaso. Segundo os pesquisadores, a probabilidade é a melhor descrição para a “livre escolha animal”, já que lidamos com a situação de que animais não pensam.
Ao pensar, os seres humanos têm todas as opções e, teoricamente, todas as opções têm a mesma probabilidade. Mas na vida real não é bem assim. Existem opções com probabilidades extremamente raras. Os pesquisadores também afirmam que os cérebros podem criar mecanismos que transtornem o elemento probabilístico do comportamento, dependendo da situação em mãos.
Os cientistas acreditam que o livro arbítrio animal seja resultado de uma evolução. A variabilidade que é inerente ao comportamento é um pré-requisito para a sobrevivência em um ambiente competitivo.
Ou seja, um predador não deve ser sempre capaz de adivinhar as ações de sua vítima, mas as ações não devem ser tão aleatórias que incluam opções ainda mais perigosas do que o predador.
No mundo da neurobiologia, a ideia tem certo apoio. Porém, são necessários mais resultados experimentais que correspondam aos modelos matemáticos.
Ainda assim, o debate sobre livro arbítrio é muito mais complexo, e a discussão atual não aborda temas como a consciência, as suas origens, ou se os animais a compartilham.
O livre-arbítrio, como descrito neste estudo, vem com um significado geral, um pré-requisito necessário, mas não está nem perto de ser suficiente para lidar com coisas como moralidade e responsabilidade. Ainda assim, lembram os cientistas, sem essa capacidade muito básica de escolher entre as opções, nós não teríamos que pensar em todas as outras coisas que vêm antes: consciência, educação, etc. [BBC]


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