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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

“NÃO PASSAMOS DE CRIANÇAS BIRRENTAS”



Livro dos Espíritos - 491.
 “Qual a missão do Espírito protetor?
      — A de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições sustentar sua coragem nas provas da vida.”



            Parece unanime! Com todos que se conversa, é igual...

            Todos estão assombrados com a humanidade e as coisas que as pessoas fazem.Quanta maldade! Principalmente com os animais! Pobres criaturas que não podem se defender!

            Na internet e em vários outros meios de comunicação vemos pessoas sendo violentas com os animais e a maioria só para demonstrar que tem o poder sobre suas vidas. Como se os animais fossem brinquedos que quando estamos “nervosinhos” podemos destruir. Homens e mulheres agem como verdadeiras crianças com seus bonecos, que quando se cansam de brincar jogam a um canto ou pior, destroem suas peças só por diversão.

 Mas isso não se reflete apenas nos animais, seja em relação a ações pequenas como “dirigir um carro”, até coisas monumentais como “dirigir um país”, parece que “nunca antes se viu na história desse país” tanta sandice e loucura.

            Motoristas que matam por causa de discussões bobas de trânsito; maridos e esposas que matam os cônjuges que, infelizes no relacionamento, querem seguir em frente; pais matando filhos; netos matando avós; fora as mortes sem sentido de balas perdidas e brigas variadas!

E quantas vezes acaba sobrando para os animais! Quando seus tutores nervosos, por motivos variados, chutam ou dão safanões em seus tutelados que contentes com sua presença pulam em suas roupas em comprimentos de amor e carinho sendo recebidos com violência insana e sem sentido.

E ainda devemos levar em consideração a “corrupção”, na qual, aqueles que deveriam zelar pelos direitos do povo - os políticos – a maioria deles se locupletam de seus cargos em benefício próprio, quando não estão roubando estão criando leis que prejudicam crianças, idosos, doentes e toda uma nação; tratando de forma humilhante àqueles a quem deveriam dar confiança.

Uma verdadeira insanidade!

Parece que estamos em um sanatório, ou melhor, em meio a um “jardim da infância”, onde todas as crianças, ou sua maioria, são FEDELHOS MIMADOS!

Aproveitando um estudo recente, vamos ver se conseguimos confirmar ou refutar essa afirmação.

                        *COMO IDENTIFICAR UMA CRIANÇA MIMADA
(Matéria de Susana Krauss, revista –lifestyle)

1.      Faz birras por tudo e por nada, seja em casa ou na rua.”
Definição de “Birra” segundo o dicionário: 2. Comportamento ou .reação exagerada e sem motivação racional, geralmente originada por
um capricho ou uma contrariedade. = CENA, FITA (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa https://www.priberam.pt/dlpo/birra )
            Prestando atenção em no nosso mundo atual vemos isso: “birra” a cada minuto e a cada ação. Quando estou atrasado (ou não) e o trânsito atrapalha meu caminho, acabo agindo sem “racionalidade”, ultrapassando perigosamente os outros carros, invadindo faixas e desrespeitando os outros motoristas. Isso não é birra?
            Utilizando-se de um comportamento “sem motivação racional”, originado de uma contrariedade, onde não pensamos com lógica, fingimos não perceber que não somos os únicos naquela mesma situação. Existem varias pessoas que podem ter motivos iguais ou melhores do que os nossos, para quererem se desvencilharem daquele trânsito o mais rápido possível. Até os perigos de acidente e morte ficam esquecidos, ao dirigir irracionalmente.
            Falamos sobre a “birra” na rua, mas em casa não é diferente. Para dar um exemplo muito simples, quantos não arremessam os objetos longe quando esses não funcionam direito. Esquecem que ao atirar longe, inevitavelmente vão quebrar o aparelho que, muitas das vezes, necessitava apenas de algum ajuste. Pura “birra”!

2.      Nunca está satisfeita. Uma criança mimada nunca se mostra satisfeita com o que tem. Quando vê outra criança com uma coisa, também quer.”
Quem é capaz de dizer que é feliz nessa vida? Todos, e digo praticamente todos, vivem a reclamar. Nunca estão satisfeitos com o que tem. Se você é rico reclama do tedio, se é pobre reclama do trabalho, se é solteiro reclama da solidão, se é casado reclama do companheiro... NUNCA ESTAMOS SATISFEITOS!
Não valorizamos o que temos: saúde, família, emprego, amigos, sanidade... Não somos capazes de valorizar nossa vida! Sempre queremos mais e muitas vezes lutamos e dedicamos uma vida, para conseguir a satisfação desse desejo e quando conseguimos, não ficamos contente com aquilo! A “CRIANÇA NUNCA ESTÁ SATISFEITA”!
Sem falar na inveja e seus desmembramentos que, em ultimo caso, podem levar ao roubo e até à morte.
3.      Nunca ajuda nas pequenas tarefas em casa. Geralmente, as crianças não gostam de arrumar. Mas à medida que vão crescendo, criam alguns hábitos como arrumar os seus sapatos, os brinquedos, fazer a cama... As crianças mimadas simplesmente recusam-se a fazer estas pequenas tarefas.”
Quantas vezes deixamos de fazer as coisas por que achamos que não são nossa responsabilidade ou são serviços sem valor.  Frases como: “Eu sou importante demais para fazer isso...” “Esse serviço não é para mim...” “Meu tempo é muito importante...”, “Não tenho nada a ver com isso...”
Essa visão mesquinha, nos impede de ajudar os outros e de agirmos de forma a melhorar o mundo ao nosso redor; ação essa que traria reflexos positivos para nossa própria vida.
“Vou limpar só meu quarto, a casa não é responsabilidade minha!”
4.      Tentam controlar os adultos. Uma criança mimada não faz a distinção entre adultos e crianças, pois espera que ambos lhe obedeçam.”
Tentamos controlar tudo! Procuramos mandar nos outros, em nossos amigos, cônjuges, familiares, colegas de trabalho e chefes. Criando situações para manipulá-los usando a autoridade, chantagem, suborno e todos os outros meios possíveis.
Até Deus queremos manipular, em favor de nossos desejos insanos. É comum ver pessoas se fazendo de vitima em orações pseudo-humildes, acendendo velas para Lhe chamar a atenção, e tentando até o suborno, através de promessas e dízimos.
5.      Envergonha, com frequência, os pais em público. Uma birra de vez em quando é normal, e todas as crianças o fazem. Mas quando se torna num evento frequente para chamar a atenção, estamos perante uma criança mimada.”
Envergonhamos a nossa espécie! Se existe outros seres “não humanos” com raciocínio, devem olhar para nós com vergonha e descredito. Poderia jurar que os outros primatas tem vergonha do nosso parentesco com eles!
6.      Não gosta de partilhar. Até aos 4 anos, partilhar é algo difícil para uma criança. Mas a partir desta idade, já o devem fazer.”
Não conseguimos olhar além de “nosso umbigo”! Não nos preocupamos com ninguém. Quando muito conseguimos cuidar e partilhar com nossos familiares, mas nem isso é uma regra ultimamente! O lema atual é “Cada um por si” ou “Ema, ema, ema... cada um com seu problema!”
7.      Os pais têm de implorar para que cumpra uma tarefa até ao final.”    
Em meio a esse “caos” egoísta e birrento imaginem o desespero de nossos “Amigos Espirituais”. Nossos anjos de guarda devem estar fazendo um esforço enorme para “Cumprirmos nossa tarefa”, que nada mais é do que simplesmente assumir a vida que é nossa!
8.      Tem por hábito ignorar uma ordem. Quando os pais dizem "não", a criança deve obedecer.”
A ideia de hierarquia traz consigo dois conceitos: o de dever e o de responsabilidade entre quem dirige, circunstancialmente, e quem é dirigido . O que vemos hoje em dia, é que “todos se sentem capazes de comandar e ninguém se acha obrigado a obedecer.”
Todos se consideram tão especiais que a ideia da existência de alguém superior a sua pessoa, torna-se ofensiva a sua vaidade e orgulho.
Frases como: “Se sou melhor que meu chefe, por que deveria fazer o que ele manda?”; “Sou especial, as leis não se aplicam a mim!”; “Eu mereço mais que ele!”; “Sou VIP, por isso não preciso esperar!”... tudo isso é reflexo do egocentrismo disfarçado em autoestima.
9.      Deve brincar sozinha. Até aos 4 anos, as crianças gostam de brincar com um adulto. Mas a partir desta idade já deve brincar umas horas sozinha. Se está sempre a pedir a alguém para brincar com ela, é porque precisa de atenção.”
Independência! Um adulto tem de ter independência para resolver seus problemas, sustentar-se em todos os sentidos, não ficar se fazendo de vitima, implorando e empurrando, para que outros resolvam suas necessidades e pendências.
“Não tenho trabalho, vou roubar”; “ A sociedade é culpada por minha situação!”; “Nasci pobre e não tive escolha”; “Se você não me quer, vou te matar e você não vai ficar com mais ninguém”; “Vou me matar, porque não aguento mais”...
Torna-se muito fácil fazer o papel de vítima em um mundo caótico e colocar a culpa nos outros.
10.  Os pais têm de estar sempre a oferecer-lhe dinheiro ou brinquedos em troca de uma tarefa completa.”
Parecemos animais adestrados: só fazemos as coisas em troca de “agrados” ou a base de reprimendas.
Nosso aprendizado se dá pelo amor ou pela dor, ou seja: em troca de receber amor ou evitar a dor... isso não se parece com adestramento?
Poucas vezes buscamos o conhecimento e o crescimento pessoal, sem algum interesse de recompensa imediata.
Sejamos sinceros: é muito difícil assumir que somos muito parecidos a algumas crianças de 5 anos de idade, impertinentes e mimadas; mas não podemos fugir da realidade.
Focalizemos por um instante nossa atenção para o conceito de um humano “Adulto”. O que vem a nossa mente geralmente é a figura de um senhor serio, pai de família, independente, trabalhador, honesto e responsável por seus atos e pela resolução de seus problemas. Não combina com esse conceito, a ideia de um ser que só reclama, culpa todos ao redor por deficiências que são suas, se vinga por qualquer coisa que não goste e vive choramingando porque não é feliz. Somos crianças mimadas e birrentas vivendo em um imenso e insano “JARDIM DA INFÂNCIA”.
            Agir como adultos, responsáveis por nossos atos e capazes de resolver os problemas de nossa vida, os quais nós mesmo criamos, essa é nossa obrigação e nosso objetivo nesse planeta. Só isso!

Livro dos Espíritos  - “TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS – ...Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.  Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.
Espíritos Impuros — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem
Espíritos Levianos –  Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas.”




Autor: Ricardo Luiz Capuano







Fontes:

Livro dos Espíritos (Allan Kardec) – Escala Espírita, questões 100ª 113 - TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS – http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Livro-dos-Espiritos.pdf




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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Relação entre Filosofia e Religião: Confronto entre fé e razão

Aristóteles

Há muito que o confronto entre fé e razão ocorre, não foi privilegio apenas da antiguidade, mas é um embate que ainda hoje é provocativo, no entanto, talvez o mais feroz confronto tenha realmente ocorrido quando do surgimento do cristianismo, pois ele veio para modificar de forma mais contundente a visão dos povos sobre a existência de um Deus. Os deuses gregos erravam tal como seus filhos humanos e a razão não permitiria que se adorasse alguém com os mesmos problemas e defeitos; o cristianismo vem então criticar a postura desse deus, mostrando um Deus que ama aos homens, um Deus perfeito e infalível.

Contudo, como firmar o cristianismo num terreno onde inúmeras outras religiões já coexistiam e fazer dele uma religião superior as demais? A razão filosófica em seu início exigia respostas que até então a fé cristã não conseguia dar a não ser através da Revelação, por isso os textos apologéticos criticavam os filósofos colocando-os como pessoas que nunca conseguiram alcançar aquilo que tanto buscavam.

Era, porém ineficaz argumentar-se contra a filosofia sem levar-se em conta toda a tradição filosófica e uma reaproximação entre filosofia e religião se tornou necessária, afim de fortalecer o pensamento cristão e embasar o que antes surgiam como dogmas apenas. Fé e razão se cruzaram pelas mãos de Santo Agostinho pois que, separadamente, nenhuma delas conseguia responder a todas as questões e criou-se uma “relação de mão dupla “ entre filosofia e religião. Thomas de Aquino, utilizou-se da filosofia de Aristóteles para embasar a religião e chegou a quase, “cristianizar” ,o filósofo nesse trabalho de união entre fé e razão, onde sempre a Fé, deveria ser a primeira a ser escolhida diante de um impasse entre Fé e Razão.

“ Qualquer pessoa por uso da  sua Razão, pode chegar a conclusão de que há uma causa primária, que Deus existe.”[1]

Foi durante a secularização que a religião perdeu seu papel principal na sociedade, esvanecendo-se a ideia de que a filosofia era a serva da teologia, pois na secularização a razão vem em primeiro lugar.

Heidegger

Com o passar dos anos, ocorre novamente um retorno a religião, pois a neutralidade dela na sociedade não melhorou o mundo, outras questões são levantadas e Heidegger surge com uma teoria para muitos problemas enfrentados por teólogos e filósofos : O Ser

O que é o Ser dentro da religião e da filosofia?

Para Heidegger houve uma confusão entre o ente e o ser, o que ele chama de onto-teo-logia; ele não nega a existência de Deus, porém também não a afirma, o que faz é mudar a questão - “Deus existe?”- pela - O que é o ser, o que é ente?- sendo assim não é possível através da metafísica formular a questão da existência de Deus, é necessário reconhecer a diferença entre Ser e Ente, criando agora a ruptura entre ontologia e teologia.

“ A questão do ser significa de início a questão do ente como ente[2].”

E Heidegger vai retrabalhar toda a questão do ser e do tempo, pois não é possível tratar a questão do ser sem levar em consideração a finitude humana diante do tempo, ou seja, o tempo só existe no homem, não existe em Deus.

“ Esse é o grito de Heidegger contra a metafísica tradicional que viveu iludida pensando estar tematizando o ser, quando na verdade estava tematizando o ente.”[3]

Pois na tradição filosófica a pergunta sobre o ser recebe uma resposta como ente, que seria Deus, e é essa ruptura entre ser-tempo e ente-atemporal que Heidegger faz , distinguindo o que é somente fé, do que é somente razão.

Perispíritos

E hoje, não podemos nos ater somente a dois conceitos, mas urge que utilizamos a Ciência como método de tese, antítese e síntese.

A alma existe?

Os animais tem alma?

Através da alma é que os animais são sencientes?

Não é mais necessário o confronto, mas a união para que se reforce a ideia de que sim, os animais possuem alma, são sencientes e merecem nosso respeito. Pensar o contrário é ir realmente na contramão da Fé, da Razão e da Ciência.


Simone Nardi

Notas:
[1] citação em aula , prof. Frederico Pieper 24/02/2009
[2] citação em aula , prof. Frederico Pieper 24/02/2009
[3] Deus na filosofia de Heidegger  - Reginaldo José dos Santos

Referências
PIEPER, Frederico, citação em aula
SANTOS, Reginaldo José dos-  Deus na filosofia de Heidegger  : Disponível em : http://www.revistatheos.com.br/Artigos%20Anteriores/Artigo_01_02.pdf. Acesso em 19/03/2009


Para Ler mais:


A religião, o ateísmo e os animais






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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Família multiespécie




Tendência crescente no resto do mundo, também verifica-se no Brasil. Cerca de 60% dos lares brasileiros têm como moradores pessoas e animais de companhia, especialmente cães e gatos. Fazendo com que os estudiosos revejam o conceito de família. Se, antes, o principal critério eram os laços de sangue, formando o modelo tradicional de pai, mãe e filhos, hoje, são os laços afetivos que unem pais, filhos e pets.

É impossível pensar em família, atualmente, sem considerar a interação humano-animal. É a chamada família multiespécie.

A Antrozoologia, nova área do conhecimento que estuda as interações entre seres humanos e animais, tenta explicar esta tendência mundial. Nos estudos da Antrozoologia são apresentadas diferentes teorias para os laços cada vez mais fortes entre pessoas e bichos.

Uma das mais aceitas é que a crescente associação entre seres humanos e animais dá-se como estratégia para enfrentar os desafios da sobrevivência. Humanos e animais de companhia são seres gregários. E ambos gostam de estar em companhia um do outro, além de que os bichos oferecem suporte para a sobrevivência das sociedades. No mundo atual, onde são incentivados o individualismo, a perda de laços familiares e a solidão, a presença dos animais serve como apoio social, fortalece o sentimento de que somos pertencentes à sociedade, amados, e absolutamente necessários para alguém.

Nos lares com animais de estimação, há uma troca de afetividade permanente, uma vez que os animais são claramente verdadeiros na expressão de seus sentimentos.


Enquanto os humanos podem dissimular sentimentos, os animais, especialmente os cães, são claros na manifestação de seu amor incondicional.


Mas voltamos a lembrar que essa relação tem que ser benéfica aos dois participantes, os animais são grandes amigos e membros da família que agregam muita alegria e afetividade, mas também tem suas necessidades afetivas, psicológicas e físicas.


Um lar feliz é um lar com animais, respeito e amor !




Ricardo Capuano, médico veterinário e colaborador do Blog

 

 

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tua calma é vida

Imagem: Riacho



Tua calma é vida
E vivem em ti, os mais belos seres
Pequenos, bisonhos, tranquilos
Tu és fonte inesgotável
Do alimento e da vida
És a serenidade dos peixes
Nos matizes da vida
Cada gota é um raio gigantesco de Deus
Transformada, ora em orvalho, ora nos beijos teus
Pois a terra que te cerca
Te ama e deseja, pois em tua singeleza
Erguestes a teu redor, toda a floresta
E dais de beber, ao lobo, ao tigre a cotovia
Alimentas teus filhos, com as mais nobres iguarias
Na calma de tuas águas, és mais forte que o leão
Pois para sempre serás, a fonte da eterna vida


Simone Nardi


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