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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Poesia da Mata





O Vento uiva baixinho
O riacho chora ao seu lado
A mata treme de frio
E o  lobo fica calado

É noite em toda floresta
E o cheiro que sobe é de gente
Que a bota pesada amassa
A relva que tem pela frente

Um tiro ecoa na no ar
A onça pintada expira
O caçador vem matar
A vida que não lhe pertence.




Os animais pensam, sentem e mais do que tudo amam. Sua alma delicada recebeu o dever de se afinar com os homens para protegê-los e ampará-los, devemos pois agir como eles. Amar sem esperar nada em troca. Perdoar setenta vezes sete. Amparar  e viver em busca do verdadeiro amor de Deus.


Simone Nardi 





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domingo, 20 de novembro de 2011

A Lenda do Lobo (Poema)

Imagem: Lobo


"O vento na colina chamou meu nome, vens menina vens.
É o dia de eu partir para a cidade do horizonte,
Pois a mim a morte veio assumir ..."
Cantava a menina sentada na relva
Morria de tristeza a órfã pequenina,
Que todos os dias seguia para a colina, até que um dia
Um pequeno filhote encontrou e seu amigo se tornou

Os anos passaram ligeiros, e o animal cresceu ao seu lado
E em lobo gigante se transformou
Meigo como a folha de outono
Protetor da pequena menina,  seu pequenino ósculo de amor
Por quem ele daria a vida

Noite de tormenta, a menina sai em busca de seu amigo
Ele percebe o perigo, sai para encontrá-la
Corre em sua direção
A menina não vê o enorme animal na estrada

A fera faminta  que se prepara para atacá-la

O lobo feroz atacou.

Batalha sangrenta é travada
Caçadores correm ao ouvir a fera rosnar
Ganidos de dor, gritos assustados da pequenina
Um tiro ecoando na noite
A noite tingida em vermelho

O lobo caído no chão

Chora a menina a falta do amigo
Era lobo, mas não era feroz
Agora um  amigo perdido por culpa de uma bala atroz
Ao seu lado cai outro animal, colhido pela bala da espingarda,
Um porco do mato faminto em busca de sua caça
Ferido foi pelo lobo protetor, que tanto a menina amava

Acaba a vida, a amizade, o medo, o engano
Terminando com a vida querida
Do único companheiro da órfã menina
Dizem que hoje depois de anos, a menina já mulher
E ainda sobe cantando tristemente até a colina

E lá no alto surge uma luz
Que se transforma no imenso lobo
E seu espírito protege a menina
O companheiro  morto virou uma estrela
Que com sua luz, pelo bom caminho
A menina conduz.


Simone Nardi




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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tua calma é vida

Imagem: Riacho



Tua calma é vida
E vivem em ti, os mais belos seres
Pequenos, bisonhos, tranquilos
Tu és fonte inesgotável
Do alimento e da vida
És a serenidade dos peixes
Nos matizes da vida
Cada gota é um raio gigantesco de Deus
Transformada, ora em orvalho, ora nos beijos teus
Pois a terra que te cerca
Te ama e deseja, pois em tua singeleza
Erguestes a teu redor, toda a floresta
E dais de beber, ao lobo, ao tigre a cotovia
Alimentas teus filhos, com as mais nobres iguarias
Na calma de tuas águas, és mais forte que o leão
Pois para sempre serás, a fonte da eterna vida


Simone Nardi


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