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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Fogo irmão, chuva amiga


Imagem;Sebastião Salgado


Fumaça encobrindo o ar
A relva estala sob o fogo irmão
Fogem da mata os pequeninos
Em busca do abrigo seguro

Fica cinza então o céu
Surge o vento abrasador
Mais longe o fogo alcança
Levando as cinzas a linda floresta

Mas do céu surge a esperança
Primas nuvens vem chegando
As águas em forte tempestade
O fogo irmão de mansinho abranda

Aquieta a relva ressecada
Nutrindo as raízes das árvores
Vem a chuva irmão amiga
Acalmar e salvar
A floresta que aos bichos abriga.



Simone Nardi 



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domingo, 20 de novembro de 2011

A Lenda do Lobo (Poema)

Imagem: Lobo


"O vento na colina chamou meu nome, vens menina vens.
É o dia de eu partir para a cidade do horizonte,
Pois a mim a morte veio assumir ..."
Cantava a menina sentada na relva
Morria de tristeza a órfã pequenina,
Que todos os dias seguia para a colina, até que um dia
Um pequeno filhote encontrou e seu amigo se tornou

Os anos passaram ligeiros, e o animal cresceu ao seu lado
E em lobo gigante se transformou
Meigo como a folha de outono
Protetor da pequena menina,  seu pequenino ósculo de amor
Por quem ele daria a vida

Noite de tormenta, a menina sai em busca de seu amigo
Ele percebe o perigo, sai para encontrá-la
Corre em sua direção
A menina não vê o enorme animal na estrada

A fera faminta  que se prepara para atacá-la

O lobo feroz atacou.

Batalha sangrenta é travada
Caçadores correm ao ouvir a fera rosnar
Ganidos de dor, gritos assustados da pequenina
Um tiro ecoando na noite
A noite tingida em vermelho

O lobo caído no chão

Chora a menina a falta do amigo
Era lobo, mas não era feroz
Agora um  amigo perdido por culpa de uma bala atroz
Ao seu lado cai outro animal, colhido pela bala da espingarda,
Um porco do mato faminto em busca de sua caça
Ferido foi pelo lobo protetor, que tanto a menina amava

Acaba a vida, a amizade, o medo, o engano
Terminando com a vida querida
Do único companheiro da órfã menina
Dizem que hoje depois de anos, a menina já mulher
E ainda sobe cantando tristemente até a colina

E lá no alto surge uma luz
Que se transforma no imenso lobo
E seu espírito protege a menina
O companheiro  morto virou uma estrela
Que com sua luz, pelo bom caminho
A menina conduz.


Simone Nardi




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sábado, 20 de dezembro de 2008

Natal, em imagem e poesia

  



É na luz da aurora que se ilumina
A face morena do pequeno menino
Espantando o medo que me afligia
Ao ouvir o choro do pequenino

A doçura da mãe o acalentou
Da infância a juventude
E um belo homem Ele se tornou
O mais forte em sua plenitude

E todos os anos se lembram
Do dia em que Ele nasceu
Mas é triste que poucos vejam
O que realmente aconteceu

Nós que o recebemos
Com tanto carinho e amor
Do homem só recebemos
Medo, tortura e dor

Para comemorar sua vinda
Nos matam sem piedade
Esquecendo que a vida
Deveria ser plena de igualdade

Pois fomos nós os primeiros
Que ao seu redor se colocou
E o menino tão altaneiro
Com seu sorriso nos abençoou

Mas Dele nos fomos afastados
Pelos homens que nos roubam a vida
Nossa carne em bocados
Mancham-lhe a túnica da vida

Somos nós os animais
Os primeiros que o viram
Somos nós , pobres animais
Que no Natal, a vida tiram

E Jesus sempre a chorar
De braços abertos a nos receber
Roga ao Pai, "Faça-os parar
Para que a Terra possa novamente me ver"

Hoje é festa de Natal
Em imagem e poesia
Pena mesmo que o Natal
Seja a festa da agonia 
Se Ele que foi o Maior, nasceu cercado de animais, quem somos nós, para tirar-lhes a vida?


S.N.







Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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