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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Da Criação

Universo


 
É criação de Deus todo o Universo


A estrelas que brilham na noite, é certo


A lua que encanta e o sol que aquece


São Dele os planetas e os cometas que aparecem


O Mar! 

As montanhas! 

O ar!


Os peixes nos rios, os animais a pastar, a ave a voar


Muitas raças Deus criou


E o homem então forjou


Negros, brancos , amarelos


Todos filhos seus de Espíritos eternos


Mas disseram que em seis dias tudo Ele criou


Mas hoje a razão nos mostra, milhões de anos isso levou


E de descanso com certeza, Deus nunca precisou.





14/03/05

Simone Nardi



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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O homem de branco

Cão usado em experimentação



Ao término de uma das aulas práticas notei aquele homem de branco; seus olhos desprovidos de qualquer sentimento de piedade; ele olhava o corpo estendido numa das mesas, imóvel, gelado. Não havia qualquer sinal de que se importasse com ele.

Talvez porque se achasse superior aquele corpo pequeno, nada harmônico, sem raça como o que, provavelmente, ele tinha em casa. É, o animal estava muito abatido, mas era a fome, porque ele encontrara pelo caminho apenas pessoas como aquele homem de branco que o olhava. Sim, o animal era mesmo um dos mais desfavorecidos na Terra, pois, assim como era aquele homem que o olhava, ele só conhecera o lado mais vil e desumano daqueles seres que se achavam superiores, só encontrara pessoas como aquele homem de branco, sem amor, sem sentimento e sem compaixão pelos seres por eles, considerados inferiores, se houvesse um dia cruzado com alguém que não se achasse superior, talvez seu corpo não estivesse agora, diante daquele frio e orgulhoso homem de branco.

Se tivera dono não era importante, o importante era que muitos homens diante dele tiveram a chance de se tornarem grandes, realmente grandes, fazendo brotar em seus corações o sentimento que eleva a humanidade; o Amor.Nenhum dos homens que encontrara fora capaz de amar. Todos possuíam corações duros, orgulhos, perdidos, todos iguais.

Se ele não tivera amigos não era importante, importante é que ele dera a muitos, inclusive ao homem de branco que o fitava, a chance de aprender a Ser Amigo e eles todos, inclusive o homem de branco, mostrara-se incapaz de tornar-se amigo.

Ele dera chance aos homens, inclusive ao homem de branco,de ser fiel, leal, afetivo, mas ele se negara veementemente a ser tudo o que era bem e se engalfinhara no mal que existia nele.

A morte não provocava o fim de uma existência, ao contrário, ela mostrava que a existência humana sequer era digna da morte, pois que não acreditavam em nada a não ser neles mesmos. 

Macaco usado em experimentaçao
Que orgulho tolo e infantil nos olhos do homem de branco.

Nada sabia da vida pregressa do homem de branco, mas ali, diante dele, descobri em pouco minutos o que ele era. Era um ser humano incapaz de amar, de se relacionar, de tornar-se amigo e ter compaixão; como é triste saber que desperdiça a chance de tornar-se bom que todos os dias esses amigos lhes trazem e ele continua adormecido no orgulho de sua mente débil e obsoleta.

Certamente nada que fizera em sua vida fora relevante, já que voltava às costas diariamente para o bem e para a compaixão. Com certeza quando morresse, estaria tão só quanto aquele corpo frio que agora fitava, pois ainda tolo, acreditava que a morte traria a vida. 

Tenho pena dele, mais do que sentiu de mim ao me abrir sem qualquer piedade, ao me eutanasiar quando tudo o que eu lhe pedia era o seu progresso sentimental e não o meu, tenho pena dele por mostrar que nada aprendeu da vida a não ser matar e matar e matar. 

Tenho pena dele por achar que foi piedoso ao matar um ser que desejava ardentemente viver. Deixando-me só ao abandono e acreditando-se ainda um deus, falso, corruptível, cheio de rancor.

Peço a Deus que se apiede dele, mais do que ele se apieda daqueles a quem tira a vida inutilmente, pois não busca por outras soluções, está tão calcado em si mesmo que não consegue reconhecer o avanço da ciência.
Filhotes de simios

Peço a Deus que não o deixe morrer como ele me matou, peço a Deus que o embale e lhe estenda a mão como ele se negou a fazer por mim e por outros companheiros que partiram em suas mãos, pois apesar dele me achar irracional, eu ainda acredito em Deus e sei amar , respeitar e pedir por pessoas como ele e a quem me oferece abrigo.

E hoje, apesar de ser ignorado como ser vivo, por pessoas como ele, estou em paz, ao contrário dele, que jamais na vida saberá reconhecer a paz e o amor.

Carta de um dos muitos cães para um dos muitos homens que ainda não descobriram que a ciência deveria humanizar os homens e não desumanizá-los.



01/11/2006

Simone Nardi











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domingo, 20 de julho de 2014

Somos Todos Irmãos


Bosque


Na terra fofa, na semente que brota, na grama molhada pela gota do orvalho, nas raízes profundas que se tornam árvores, vejas se O  nota.
No céu azul ou na tormenta, nas gotas de chuva, em raios ou trovões que formam o mar, nos seres que habitam a terra ,tu hás de O encontrar.
No ar que respiras, na neve que cai, no vento que vira brisa, em tudo Ele está, assim é o Pai.
No ser microscópico que não podes ver, nos animais , nas aves,  nos peixes, basta olhares com o coração. Basta  apenas crer.
Um só Pai é de todos, por isso somos todos irmãos, sobre a Terra não caminha apenas o homem, tenha disso razão.
O cão filhotinho ou o gigante leão, respeites os seres pequeninos sabendo que todos, mesmo os que fazem ninhos, são nossos irmãos.



Simone Nardi





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sábado, 24 de maio de 2014

LEÃO E O PEIXE



Leão envergonhado



Leão, rei da selva e da relva verdejante,
Deitado fica em sua grande rede,
Olhando quieto aquele amor inquietante,
Pois longe dele, durante o dia esteve

No lago quieto, pequeno mar repousante,
Dois olhos espreitam quietos, é o peixe
O danado  pensa, onde ela esteve ?
Sonhando está agora, com sua amante

E o céu cresce no coração
Daqueles dois amantes, leão e peixe
Que separados dela, durante o dia estão
A espera da noite que a reveste

E a amada Lua, sorri faceira e se envaidece
Tem dois amantes, e quão diferentes são
Um esperto marinheiro, é o peixe
Um tão grande e forte, é o leão.



Simone Nardi



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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Por um Mundo de Regeneração



Foto cauda de baleia, Sebastião Salgado


     (Sandra,colaboradora do Blog)




Enquanto o ser humano não se conscientizar do seus deveres junto à Proteção Animal, por mais progrida, intelectual e cientificamente, haverá sempre lacunas em seu Espírito Eterno, exigindo o reajuste.

Em vão rogará por Deus no deserto de suas dívidas espirituais, enquanto os gemidos dos pequeninos inocentes ecoarem em seu caminho, comprovando sua ignorância e primitividade, contabilizando seus débitos, ainda que os ignore.

Enquanto o sentimento da compaixão não o motivar mais efetivamente diante do sofrimento dos irracionais, por sua causa, em vão sua voz recitará, comovidamente, salmos e preces nos templos de ouro e mármore aonde nem sempre, infelizmente, o Seu Destinatário, está.

Inutilmente suplicará por Misericórdia, quando tempestades atingirem com fragor seu barco frágil, na problemática de enfermidades, contratempos ou morte.

Pinguins em geleira, Sebastião Salgado
Isto porque somos TODOS elos da Grande Corrente da Vida e, desconsiderar, enfraquecer ou destruir qualquer um deles, por mais insignificante seja, implicará em nossa própria ruína e perda.

Por exemplo, a utilização de cobaias, pela comunidade científica e/ou acadêmica, sua experimentações impiedosas e retrógradas, ainda que sob o pretexto do benefício a humanos, diante de DEUS será sempre a irresponsável marcha ao contrário do caminho inexorável da Evolução, que o tempo se incumbirá de comprovar.

Enquanto as vísceras dos animais se derramarem dos altares de pedra, em ritualísticos religiosos, o Deus do Bem lhes ocultará sua Augusta Face porque “Misericórdia quer e não Sacrifício”, supostamente em Seu Nome mas, indubitavelmente, sem o Seu aval.

Relevante e fundamental, diante Dele, continua sendo o sagrado sopro de vida insuflado em cada um de nós, um dia, resultando, os males e abusos a ela infringidos, nas consequências, tão bem estudadas no meio espírita, com o nome de Ação e Reação.

Utilizando-se da importante prerrogativa do seu livre arbítrio, vem o ser humano, ao longo dos milênios, exercendo-o de forma desorganizada, injusta e irracional, principalmente no que concerne ao tratamento destinado aos mais fracos da Criação, aqueles que se convencionou denominar “inferiores”.

Gatinhos presos
É incoerente escrever sobre a Paz, difundi-la em simpósios, campanhas de desarmamento, conferencias, assembleias e congressos, enquanto nos utilizarmos das mãos para atirar pedras e dos pés para desferir chutes nos irracionais que, por infelicidade, nos cruzarem o caminho, machucados, carentes, abandonados e incompreendidos pelos “importantes” do mundo.

Inconsistente o argumento de que precisamos dos animais para comê-los ou torturá-los em atividades recreativas (para nós, não para eles) como touradas, circos, zôos, caça e pesca, farra do boi, rinhas, etc.

Realmente precisamos dos animais (e, muito!) para compreendê-los e guiá-los corretamente nos atalhos aonde, presumimos, Ele esteja.

Para aprender,com eles, na simplicidade de suas vidas despojadas, a lição de não acumularmos tanto para ser felizes, como eles – com tão pouco – são.

Ansiando pelo Mundo de Regeneração que nos habilitará a tentames mais altos, primeiro nos regeneremos ao pé daqueles que temos maltratado e destruído através dos séculos, doando-lhes, agora, o que já conseguimos amealhar de mais puro e nobre no decurso de nossas encarnações expiatórias, numa Terra, por enquanto, de expiações e provas.

Reconciliemo-nos, humildemente, de joelhos para que a nossa altura se equivalha à deles, suplicando-lhes desculpas pelas práticas abjetas e desapiedadas de que foram vítimas por nossos ancestrais, antes de nos predispormos ao recebimento das bênçãos de um Mundo Novo onde apenas seres renovados merecerão habitar.

Sem nos penitenciarmos ante aqueles a quem devemos tanto, curando as feridas que produzimos em seus corpos e almas, libertando-os de todas as correntes, grades, arpões, jaulas, anzóis, flechas e armadilhas, inútil será rogar à Divindade pela própria saúde e a de nossos filhos, porque preces são improfícuas quando credores batem a porta da consciência, clamando por justiça!

“Doando, receberemos”, tanto o mal quanto o bem.

Morador de rua e seu cão
Ansiando pelas dádivas do Céu (quem não as quer?), construamos, aonde devastamos, abrigos para os animais bebês, doentes ou velhos, abstendo-nos de chupar os seus ossos, de consumir sua carne e sangue ou vestir sua pele, repartindo com eles, o que já sabemos de Deus, nosso Pai.

Para que também eles nos ensinem, em forma de gratidão, o que Ele lhes ministrou no silencio de seu martirológio, quando expiavam o inferno da escravidão, sonhando com o Céu da mesma Terra regenerada – a NOSSA.



Sandra, autora e colaboradora do Blog 






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