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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Amor Incondicional





Renno

(Baseado numa história real)



Renno era o  único filhote que ficara de uma ninhada de 12 cãezinhos. Desde cedo já se podia notar seu talento especial para proteger e o carinho que mantinha pelos tutores. Aos dois meses ficara com parvovirose e a doença fora tão forte que durante um mês Renno lutara pela vida. Passada a doença, descobriu-se que Renno não desenvolvera todo seu potencial, ficara um Rotweiller pequeno, vistoso e muito carinhoso.
Quando completou seis meses chegou Tayler, outro filhote de Rotweiller . Com apenas dois meses as pessoas achavam que tinha 4, com certeza ultrapassaria Renno em tamanho e força, foi quando surgiu a dúvida.
Como acostumar dois machos de Rotweiller juntos, quando tantas pessoas diziam que era impossível. Enquanto se pensava, Tayler dormia num quarto e Renno no outro. Juntar ou não juntar? Os dias passavam.
Vamos juntar e ver no que dá.
Dia de sol. Renno no quintal. Mostra o filhotão. Cheira daqui, cheira de lá. Rosnados por parte de Renno. Não vai dar.
Insiste. Põe o filhote no chão. Cheira, cheira. Cutuca com o focinho. Tayler rosna. Renno rosna. Silêncio. Tayler provoca Renno, mordisca a canela, a pata. Renno se vira, olha feio mas aceita a brincadeira. Quinze minutos depois ninguém mais diz que eram estranhos.
Os meses passam. Tayler cresce. Renno não. As brincadeiras continuam, e os rosnados também. Logo se vê que um não vive sem o outro. Renno vai para a casinha. Tayler deita na porta.
Renno vai para o portão. Tayler segue atrás.
Dividem a casa. Dividem o quintal.
Tayler é simplesmente o dobro do tamanho de Renno, mas há respeito e carinho entre eles, se Renno rosna, Tayler abaixa a cabeça respeitoso. Nunca haveria briga.
Os anos passam e a alegria continua. Renno é sempre mais sério, com a idade não aceita mais brincadeiras, já Tayler quer brincar, quer morder, mesmo assim respeita o companheiro. A seriedade deixa os dois um pouco mais afastados. Renno tenta se afastar, mas o companheiro não permite, está sempre ao seu lado, sempre o seguindo, sempre disposto a brincar, nem imagina a força que tem, mas sempre se dobra aos desejos do amigo.

Tayler

Vem a doença. Babesia. Tayler fica irritadiço. A perna traseira incha. Dói. Separar ou não os dois amigos. É melhor não. Rosna daqui, se estranha de lá. A briga nunca acontece, ficam de mau por alguns minutos e logo estão juntos de novo.
Tayler piora. Dizem que não há mais cura. Renno não rosna mais. Desconfia que há algo errado.
Mas como? É apenas um cão!
Não se sabe.
Hemorragia. As vistas de Tayler dilatam. Ele não consegue enxergar. Ninguém percebe a princípio até ouvir os latidos de Renno.
Saímos.
Tayler com a cabeça baixa não consegue voltar para a casinha. Renno ao seu lado tem expressão preocupada. Com o focinho força o amigo a levantar a cabeça. Late! Empurra o companheiro na direção correta. As pessoas, sem entender o que está acontecendo, tentam afastá-lo, dão bronca, não compreendem sua preocupação. Mas ele insiste, volta e os empurra até chegar novamente ao amigo. Late  e mais uma vez tenta fazer com que Tayler levante a cabeça.
Renno é preso, mesmo assim não se acalma, sabe que o outro precisa de sua ajuda.
Veterinário, injeções, anemia profunda. Tayler está se despedindo. Separamos os dois afinal, Tayler está com dor, irritado, não queremos briga. 
Não compreendemos bem os animais.
Tristeza ao amanhecer. Tayler partiu. E agora  o que fazer além de chorar?
Alguém acha que Renno deve se despedir. O portão é aberto. Tayler está deitado, coberto. 
Não entendemos os animais.
Renno assim que o vê começa a ganir. Se aproxima e cheira o companheiro. Com a pata, retira o cobertor que cobre o outro. Late. Arranha o amigo como que pedindo que ele se levante. Finge que quer brincar. Choramos. Tentamos afastá-lo do amigo mas ele se recusa a sair. Insiste com a pata para que o amigo venha brincar com ele. Continua a latir e a se curvar diante do outro.
Finalmente começamos a entender os animais.
Renno sofre. Quer o amigo de volta. Quer as brincadeiras, os rosnados. Aquele é o seu jeito de chorar, o seu jeito de dizer adeus. Voltamos no tempo, ele focinhando o amigo na direção da casinha. Atrapalhamos seu auxílio. Os separamos quando devíamos tê-los deixados juntos. Eram como irmãos. Agora Renno estava sozinho e sentimos nele a falta que Tayler igualmente nos faz.
Hoje nós compreendemos os animais, pena que tenha sido de uma forma tão triste.


Simone Nardi



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quarta-feira, 31 de maio de 2017

As religiões, o ateísmo e os animais

Clara, garota propaganda do Blog




Não me recordo bem quando iniciei na Proteção Animal seja recolhendo animais abandonados ou virando Veg, só sei que faz tempo. 

Mas tenho notado de alguns anos para cá que o número de ateus tem aumentado significativamente, arrisco a dizer que não é porque descobriram a "proteção " agora, mas porque muitos que ainda não haviam se interessado por qualquer religião, com esses tempos modernos e cheios de guerras, desligaram-se de vez dela.

Por um lado acho até saudável, porque mostra que as religiões não estão cumprindo com suas obrigações morais e éticas de encaminhar aqueles que as seguem por um caminho de amor Universal.

Afinal os ateus fazem a Caridade sem esperar a Salvação, o que é muito mais benéfico para o Planeta; sem moeda de troca, fazer somente porque é o certo e não porque receberá algo em troca.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Memórias de uma Infância


Suzi, cocker, foi abandonada na velhice , nós a recolhemos e ela nos proporcionou 10 anos maravilhosos

Nós éramos muitos, eu me lembro, eu e meus irmãos. Chovia e eu sempre estava molhado, embora minha mãe sempre tentasse nos proteger. Uma vez ela saiu e nunca mais voltou, dois de meus irmãos tentaram encontrá-la e também não voltaram mais. Ficamos apenas os quatro, três irmãs e eu. Sozinhos.

Um dia apareceu um homem e nós olhou atentamente. Falou, fez perguntas. Olhou minhas irmãs, depois me pegou e me levou com ele. Nem tive tempo de pedir à ele que também levasse minhas irmãs, afinal elas ficariam sozinhas e desprotegidas. Fiquei nervoso, quis me soltar e voltar correndo, mas o homem me segurou com força e partimos num grande carro.

Prometi a mim mesmo que voltaria um dia, e que encontraria minha mãe e meus irmãos novamente . Quando chegamos na casa dele várias pessoas vieram me recepcionar, crianças, velhos, a esposa dele foi a única que não veio me abraçar. Não me incomodei, pensava apenas em ficar forte e voltar para ajudar minha família.

O tempo passou e eu fui crescendo, me acostumando aquela nova vida mas jamais esquecia da minha mãe e dos meus irmãos. Torcia paraque a sorte deles houvesse sido boa, melhor que a minha. Sim, eu já começava a entender as coisas da vida. Nada mudara muito desde que eu fora tirado da rua.

Comia uma vez por dia e trabalhava muito. Como eu estava mais crescido, as pessoas já não me tratavam com tanto carinho, ao contrário, a palavra que mais pronunciavam era feio, depois burro. Eu até me afeiçoara a eles, mas eles não desejavam mais meus mimos.

Eles não sabiam que eu os conhecia e compreendia o que queriam de mim. Claro que não era burro. Feio? Bem, não sei dizer, nunca me olhei de frente mas também não me importava.

As vezes chorava na minha solidão , lembrando-me do dia da separação. Pensei que minha vida seria melhor, que eu poderia voltar e salvar minha família. Nada, nenhum dos meus sonhos se realizava.

O tempo passou e fui amadurecendo. Já não era mais criança, mesmo assim trabalhava por comida e apanhava por qualquer motivo. Doía-me a lembrança de minha mãe, embora minha nova família insistisse em dizer que eu já não me lembrava mais dela. Mentira, meu coração guardara por ela aquele sentimento que só os filhos entendem.

Eu queria fugir, mas não conseguia, todos me vigiavam. Eu era um escravo cativo, sem desejos, sem liberdade, mas jamais sem sonhos e esperanças. Um dia, pensava eu, um dia irei rever a minha família.

O tempo passou e fui envelhecendo. Imprestável passou a ser a palavra mais usada por aquela família. As surras continuaram, a comida diminuiu. Muitas vezes dormi ao relento, tomei chuva e adoeci. Já não pensava mais em fugir.

Eles matavam aos poucos os sonhos que eu ainda podia ter. Mas no meu coração, a lembrança de minha mãe me dava forças para continuar.

Lembro-me que vi o portão se abrir. “Fora seu imprestável “. Gritou o dono da casa, o mesmo que anos atrás havia me separado de minhas irmãs.

Sai. Era um sonho que se realizava.

Clint, resgatado

Minhas costas doíam, minhas pernas fraquejavam. A fome tolheu-me as forças e minha visão já não era tão boa quanto antes. Mesmo assim deixei aquele lugar rumo ao meu velho aconchego, de onde um dia fora retirado.

Andei muito até encontrar o ninho de amor que havia deixado há anos atrás.

Estava vazio. Sentei-me desolado na calçada revendo as imagens agora já quase apagadas de minha família. Relembrando as brincadeiras e o carinho de minha mãe.

Chorei, porque vi perder-se ali, o último fio de esperança que retinha no peito.

Estava sozinho num mundo que não era mais meu. Adormeci e meus sonhos me levaram ao passado feliz de minha infância.

Senti um toque suave e quando abri os olhos vi que minha mãe sorria para mim. Meus olhos orvalhados pela emoção se fecharam, me ergui e corri até ela. Estava feliz, eu a encontrara finalmente.

Minhas pernas não mais fraquejavam. Minhas costas não mais doíam. Olhei ao redor e revi meus irmãos. Todos levemente iluminados, notei que eu mesmo exalava uma pequena luz, foi então que minha mãe me mostrou a realidade.

Eu vi o cachorro acinzentado deitado na calçada. O pelo ensopado pela garoa fina que caia. O focinho arranhado pela última surra. As costelas a mostra por causa da fome.

Olhei-me e vi o pelo acinzentado brilhando, o focinho curado , o corpo bem feito.

Não, eu não era feio, nem burro. Eu fora maltratado durante muitos anos e a morte viera trazer-me novamente a alegria de viver.

Cada um de meus irmãos sofrera o mesmo que eu. Alguns ainda pior. Mas isso não importava mais, estávamos juntos novamente. Éramos uma família e éramos felizes e ninguém mais agora, poderia nos separar.

Que Deus abençoasse a raça humana para que um dia eles pudessem ver que nós, seres irracionais, podemos ter por eles, muito mais amor do que eles por nós.

Agora eu partirei, pois sou um filhote novamente e espero um dia, renascer e viver, mas dessa vez.......com respeito.

Adeus.

 

 

Simone Nardi

 

 

 

 

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Animais, Nossos Irmãos - (Estudo) Parte 1



Tigre branco

“Amai-vos uns aos outros”



 

* Estudo realizado em 2008/2009,estou postando novamente para leitura de todos.



Há anos que o homem evoluiu ouvindo essas palavras do Mestre Jesus; há anos que outra lei de Deus nos toca o coração; “Não matarás”. Mas o homem parece alheio até certo ponto, para essas duas leis soberanas: Amar a quem?Não matar, a quem? Se sou capaz de amar realmente, sou incapaz de matar...

Mas, teria dito Deus; “ amar somente aos homens, não matar somente os homens? “. Se fosse assim com certeza Ele teria frisado a palavra “homens”, mas não o fez. Deste modo, devemos entender que Deus, em sua soberana bondade, referiu-se na palavra AMAR, a amarmos tudo que Ele criou, bem como não MATAR nada do que Ele criou. O amigo leitor deve estar se questionando: “E a carne, devemos então deixar de comê-la?”. Para alguns já bem mais conscientizados com o sofrimento animal, essa “necessidade” não mais existe, não porque sejam pessoas especiais ou mais capacitadas, mas simplesmente porque descobriram o mal que faziam aos animais quando ingeriam seus corpos. 


Sabemos que cada um tem o seu tempo, e que é preciso respeitar isso, o que não podemos é deixar de mostrar que o fato de pararmos de ingerir carne, não deve ser pensado simplesmente pelo “Nosso” benefício, e sim em benefício que faremos aos animais, e ao contrário do que ainda hoje alguns insistem em nos dizer, a carne não precisa mais nutrir a carne e deixa, com certeza, de ser “necessária”, quando nos informamos melhor sobre o sofrimento pelo qual passam os animais, não apenas no momento do abate, mas durante toda sua curta estada na Terra. Nossa função aqui é de instruir aqueles que ainda desconhecem esse sofrimento, é iluminar o passo daqueles que queiram mudar, é auxiliar e fortalecer os que mudaram e amansar os corações mais duros que se negam a aceitar a realidade dos animais.


Pássaros ao por do Sol
Deus deu ao homem o dever de cuidar dos animais, mas ele fez mau uso desse singelo “poder” : o abandono, os maus-tratos, o abate cruel de animais para alimentação, o uso de animais para “divertimentos” como a farra-do-boi, os circos, os zoológicos e tantas outras formas de exploração que nos parecem simples, normais ou benéficas, mas que tiram dos animais toda sua liberdade de vida, são os caminhos que o homem decidiu trilhar. Queremos mostrar a todos, principalmente aqueles que veem na Caridade apenas o amor aos seres humanos, e que são incapazes de estender a mão a um animal que necessite, que eles apenas desconhecem ainda,o âmbito do amor de Deus para quem, cada criatura existente na Terra é importante, que a VIDA de todos os seres deve ser amada e preservada, sejam humanos, não-humanos(animais) ou plantas.

Talvez seja pela falta de estudo na área, pelo orgulho ou por medo, que o espiritismo teima em falar sobre esse assunto, mas aquele que se iniciou na Doutrina através do Pentateuco Kardequiano há de lembrar-se que no Livro dos Espíritos, existem perguntas e respostas sobre o assunto. Capítulo XI ,Os Três Reinos, perguntas 592 a 607, as quais não trataremos especificamente nesse artigo, mas num próximo momento.

Cães e gatos abandonados. Bois e porcos abatidos em matadouros. Baleias arpoadas. Golfinhos mortos a pauladas em rituais milenares. Devemos sempre esconder a tola vaidade e nos lembrar que todos eles nasceram pela Obra de um só Pai, é uma decisão Divina eles estarem ao nosso lado, negar-lhes esse respeito é negar o amor a Deus. As leis são as mesmas para todos.

Há muita discussão sobre se os animais possuem alma. Onde ficam quando desencarnam. Se, reencarnam novamente. Por que sofrem as dores de doenças como o câncer e tantas outras. Se, possuem sentimentos, inteligência, mas que importa sabermos tudo isso se não os respeitamos?

Esse é o principal motivo desse artigo, fazer com que as pessoas enxerguem que os animais, seres ditos inferiores, às vezes possuem mais amor por nós do que nós mesmos.

Vamos ler juntos vários relatos e diversos estudos sobre esses seres tão ignorados pela raça humana e que hoje a ciência vem provando que causam mais bem do que mal, e que são tão marginalizados por aqueles que deveriam zelar por eles. 



Esses nossos amigos nos guiam, nos fazem companhia, nos dão alegria e nos curam. 


Respeitemos então todas as criaturas de que Deus criou.  

              

 Nossos irmãos animais 

*©Copyright 2008/2009
 

Gatinho de olhos verdes
O espiritismo nos diz que fomos todos criados por Deus, éramos pequenas luzes de sua Luz e fomos enviados ao mundo para evoluirmos. Aprendemos que fomos Mônadas, as primeiras criaturas que habitaram o reino terrestre, depois passamos “Estagiando” pelo reino mineral, vegetal, animal e finalmente hominal. Por isso muitas vezes a dificuldade de compreender o pensamento de alguns companheiros de jornada, quando desprezam qualquer outro ser vivo. Não estagiaram eles também por esses reinos, onde agora novos companheiros estagiam? Por que então tratá-los de forma tão rude?

Dúvidas a parte, queremos nos referir aqui, ao assunto principal: Animais, esses nossos irmãos.

Apenas por nos reconhecermos como criaturas de um mesmo Pai, já deveríamos nos chamar de irmãos, e termos uns para com os outros, atitudes de irmãos, afinal, Deus criou tudo que existe e como dizia Carl Sagan, um dos poucos cientistas que acreditava em Deus: “Nós temos, comparativamente, as árvores como nossas primas.” Isso após descobrir certos elementos das plantas que formam também o corpo humano. Que podemos dizer então dos animais?

Mas o importante agora é percorrermos uma longa trilha em relação aos animais, e descobrirmos no final dela, o que realmente pensamos ou sabemos sobre eles, e que atitude tomaremos depois de olharmos para o fundo do nosso coração e compararmos, nossos pensamentos com nossas ações.Vamos refletindo no que somos realmente, quando nos vemos diante das atrocidades que cometemos para com esses nossos irmãos. Conseguir refletir já é um começo. 


Referências Bibliográficas


KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo
KUHL, Eurípedes - Animais Nossos Irmãos
SCHUTEL, Caibar - A Gênese da Alma
LUIZ, André - Nosso Lar e Evolução em Dois Mundos
RAMATÍS – Fisiologia da Alma 


Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!

http://br.groups.yahoo.com/group/clara_luz/


- Aguarde a segunda parte do estudo, Animais nossos irmãos.

Um Abraço e Até Mais

Simone Nardi










Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os Animais tem Alma. E daí?


Arara
Se dermos uma rápida busca na internet vamos encontrar milhares de artigos, livros e revistas relacionados à questão da alma animal. Os animais têm alma? Os animais são nossos irmãos? Eles reencarnam? Existem animais na erraticidade?


Cada um fala o que já leu, o que já ouviu, outros muitas vezes colocam suas próprias deduções sem o critério dos estudos mais sérios,mas ao final, o leitor  geralmente acaba ficando satisfeito ao saber que sim, os animais têm alma, sim, eles reencarnam, sim , eles ficam numa espécie de erraticidade, embora alguns ainda hoje digam que não.

Certo, os animais têm alma, e daí? O que muda em nossa concepção ao descobrirmos que  eles são nossos irmãos e que possuem alma? Ficamos felizes  “Puxa que bom, Deus também deu alma aos animais...” ou  “Nossa que fantástico descobrir que são nossos irmãos”.

Será que já paramos para nos perguntar o que realmente muda quando descobrirmos que os animais possuem alma, o espírito encarnado que lhes anima o corpo e que, devido a isso, sua evolução depende também de novas reencarnações ?

Muda alguma coisa? 

Cão morto em "Obra de arte"
Para alguns esse fato não muda absolutamente nada. A descoberta da alma animal assemelha-se, para muitos, apenas ao fato de alguém poder afirmar “viu, eu não disse que eles tinham alma”, “eu não falei para você que eles reencarnavam”, ou o pior, como mecanismo de discussão feroz para com aqueles que discordarem disso. Poucos são os que realmente se atentam a responsabilidade que isso acompanha : Sim os animais possuem alma, eles são nossos irmãos, portanto eu preciso rever meus conceitos em relação ao que faço a eles. 

O artigo deveria terminar aqui para que alguns leitores pudessem ter tempo para a reflexão, repensarem seu modo de vida, sua alimentação, aliás, todos os conceitos que trazem encrustados dentro de si no que trate dos animais. “Aquele bifinho que pertenceu a um corpo que tinha uma alma, ou seja, um espírito encarnado”. “Aquele animal eutanasiado por minha falta de zelo tinha também uma alma”. “Os navios que seguem lotados de animais para o abate em outros países, cada um daqueles animais possui uma alma.”

Mas qual a minha real atitude em relação a isso? Eu mudo ou permaneço igual?
Essa é uma questão que cada um de nós deveria se fazer antes mesmo de procurar saber se os animais possuem alma, pois sendo a alma um espírito encarnado, é preciso que pensemos que são nossas atitudes de hoje que levam tantos animais a deixarem seus corpos tão violentamente, não sendo importante saber se eles possuem ou não alma, mas saber o modo como os tratamos enquanto estão encarnados.

Eles têm alma, e daí?




Simone Nardi






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domingo, 20 de julho de 2014

Somos Todos Irmãos


Bosque


Na terra fofa, na semente que brota, na grama molhada pela gota do orvalho, nas raízes profundas que se tornam árvores, vejas se O  nota.
No céu azul ou na tormenta, nas gotas de chuva, em raios ou trovões que formam o mar, nos seres que habitam a terra ,tu hás de O encontrar.
No ar que respiras, na neve que cai, no vento que vira brisa, em tudo Ele está, assim é o Pai.
No ser microscópico que não podes ver, nos animais , nas aves,  nos peixes, basta olhares com o coração. Basta  apenas crer.
Um só Pai é de todos, por isso somos todos irmãos, sobre a Terra não caminha apenas o homem, tenha disso razão.
O cão filhotinho ou o gigante leão, respeites os seres pequeninos sabendo que todos, mesmo os que fazem ninhos, são nossos irmãos.



Simone Nardi





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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Eles sentem pena, mas comem o objeto de sua compaixão

Essa é uma frase de Oliver Goldsmith, um escritor inglês , na frase completa ele indica a indignação pelo pensamento humano ao dizer : “Mas no entanto (consegues acreditar?) eu tenho visto o próprio homem que se gaba da sua ternura, a devorar de uma só vez a carne de seis animais diferentes num fricassé. Estranha contradição de conduta! Têm piedade, e comem os objetos da sua compaixão!”.


Numa só frase ele demonstra como muitas vezes nós somos contraditórios entre o que falamos e o que realmente fazemos. Nós acostumamos a chamar os animais de irmãos, no entanto visitamos churrascarias, fazemos lanches com presunto, comemos frango assado no domingo com a família, tudo numa “boa”; nossas reuniões familiares normalmente são recheadas das carnes desses nossos irmãos em evolução. Talvez nunca tenhamos parado para realmente pensar no significado da palavra irmão e na extensão da palavra animais.


Nós somos todos irmãos, todos centelhas Divinas criadas por um mesmo Pai, irmãos espirituais que devem se auxiliar na grande caminhada evolucional. Não somos irmãos apenas no reino “hominal”, mas em todos os reinos onde Deus colocou suas mãos.Não somos irmãos apenas no Planeta Terra, mas em muitos outros Planetas , em muitos outros Universos que ainda desconhecemos. Fisiologicamente somos parecidos com os animais, e podemos compreender que o reino animal abarca a todos os seres, mesmo aqueles aos quais nós desconsideramos por uma tradição cruel que nos foi trazida pelo passado remoto de nossos ancestrais.


Os cães, os gatos, os pássaros, os peixes, não apenas aqueles que estão ao nosso lado são nossos irmãos animais, mas aqueles cães e gatos abandonados nas ruas, nos laboratórios de experimentação, os peixes que se debatem nas redes, que se prendem aos anzóis e sufocam aos poucos, esses também são nossos irmãos e caminham conosco na seara Divina. Os bois, suínos, galos, gansos,carneiros, coelhos e tantos outros que são usados como alimento, esses também são nossos irmãos.E um irmão não deveria matar outro irmão.


Quando vamos passar a considerá-los assim? Quando vamos deixar nossos medos e tradições, para alçarmos mais um degrau em nossa evolução? Nosso minuto de prazer valeria mesmo a vida de um desses nossos irmãos? O Planeta já nos pede essa consciência de fraternidade, os animais nos pedem essa consciência fraternal, a vida nos pede essa reflexão.


Somos contra os rodeios, as vaquejadas e as touradas, somos contra o uso de peles, contra a dor infligida aos animais, tiramos um cão da rua, o abrigamos e alimentamos, no entanto nos permitimos nos alimentar de outro, protestamos quando ouvimos dizer que outros povos comem cães e gatos, mas ignoramos a senciencia dos porcos, somos a favor a vivissecção porém não desejamos ver o que se passa dentro dos laboratórios com os cães que não tiveram a mesma sorte dos nossos, e ouvimos a voz de Oliver Goldsmith ecoar em nossa mente: Têm piedade, mas comem o objeto de sua compaixão”.


Até quando teremos apenas “piedade”?



Simone Nardi
Fonte original do artigo: ANDA 





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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Blog Irmãos Animais e sua Missão


Durante muito tempo vasculhamos alguns blogs que se dedicam a estudar a espiritualidade dos animais, tema sempre muito procurado por todos aqueles que se intitulam “apaixonados por animais”, porém, uma verdade tem que ser dita por pior e mais dolorosa que seja: O meio espírita talvez seja um dos mais refratários à ideia de vegetarianismo, de combate a vivissecção e ao tratamento espiritual de animais, entre outros assuntos relacionados a estes irmãos.

Ocorre uma serie de péssimas interpretações a respeito do Pentateuco e de suas concepções sobre os animais. É fato que a maioria hoje concorda que os animais possuam alma (espírito encarnado), que são nossos irmãos e que todos evoluímos da mônada , passando por todos os reinos conhecidos, mineral ,vegetal e animal - onde estamos ainda em evolução. Porém, nada disso sozinho faz/fez o espírita mudar sua relação de predador dos irmãos animais.

A grande maioria dos oradores espíritas, famosos por arrastar multidões, comem carne e se escudam no Livro dos Espíritos para continuar fazendo isso. Se negam a tratar do assunto por acharem “polêmico” o conceito de vegetarianismo. Mas, basta uma rápida busca pela internet para comprovar o que falamos aqui. Há ainda muito debate se o próprio Chico era realmente vegetariano antes de seu desencarne, além claro da infinita comparação que muitos destes oradores fazem entre  Hitler e Chico, dúvida esta que já esclarecemos no artigo  Desconhecimentos e Desentendimentos sobre Vegetarianismo”.

Ao ler a “desculpa” de cada um em alegar que a carne é necessária ao espírita, nota-se claramente que a única preocupação é com o ser humano em si mesmo, pouco importando como o bife (um irmão animal) chegou até o prato. Encontramos um texto - de um destes oradores em especial - que fala dos malefícios do vegetarianismo, da palidez cadavérica, das olheiras, porém em momento algum é citado a busca por informações sobre o vegetarianismo e como ser saudável ao se eliminar o corpo dos animais do prato diário, a caridade deste orador é tão grande em relação aos animais que vez ou outra ele compara os vegetarianos aos nazistas. Não é reportado também neste mesmo artigo, a criação do animal e seu sofrimento desde o nascimento até o momento do abate. É evidente no texto a falta da preocupação com o irmão animal , dragado ali por uma única preocupação: tornar-se um excelente médium.

Por isso notamos que , mesmo a leitura constante e insistente do Pentateuco não liberta a mente como alguns oradores acreditam, ao contrário, os torna tão alienados quanto qualquer outra pessoa que se debruça somente sobre um autor para se alicerçar. Por isso trazemos,semanalmente, os mais diversos temas, as mais diversas abordagens, pois no Pentateuco não é relatada a dor pela qual os animais, possuidores de alma e nossos irmãos, passam no momento do abate. Kardec não deixou comprovada a senciência animal e nem tampouco o fato da Consciência Animal, relatada pelos neurocientistas em 2012. Não há imagens no Pentateuco que retratem o lado interno dos abatedouros, nem das fábricas de filhotes, nem tampouco das granjas e da produção de ovos.

Lutamos contra a crueldade praticada com os animais:  SIM, uma luta ainda mais difícil pois está sendo travada no interior de cada Casa Espírita, com muitos espíritas que se negam a aceitar os animais como eles realmente são: IRMÃOS . Com espíritas que se  pautam em suas próprias fraquezas, em sua má vontade de mudar, alegando constantemente que são fracos e ignorantes , que este é um Planeta de expiação e provas e que um dia tudo mudará. Só que eles não percebem que os animais não podem mais esperar.

Por isso lutamos para trazer o Espiritismo novamente para os trilhos da Ciência, da Filosofia e da Religião, para que estes pilares sim possam libertar as mentes e assim, libertar os animais, libertando também os seres humanos de sua falta de amor.

Por isso os temas trazidos para este Blog são pautados nestes 3 Pilares, porque de nada nos adianta sabermos que os animais têm alma se os devoramos. De nada adianta dizermos que são nossos irmãos se nossa única preocupação não é com eles, mas com nós mesmos, a prova  maior é a reduzida quantidade de Casas Espíritas que abriram suas portas para cuidar destes irmãos e a quantidade igualmente reduzida de temas sobre animais que são abordados em suas palestras semanais, como se eles não fossem importantes para a mudança moral de cada um de nós.

A hora da mudança chegou. O que iria ocorrer “um dia”, já se tornou ontem, estamos atrasados para mudar, é hora de sacudir a poeira da preguiça e usar os lábios que oram não mais para devorar animais, mas para bradar em sua salvação.

Este o verdadeiro trabalho da caridade.




* A maioria dos links encontrados no texto são de artigos ou apresentações de palestras já postadas no blog. 

Abaixo colamos alguns dos inúmeros convites para "Almoços Beneficientes" das mais diversas Casas Espíritas, reconhecer o problema é o primeiro passo para mudar.










Redação do blog Irmãos Animais - Consciência Humana

S.N



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