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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A importância da castração de animais

Projeto Batalha Animal



Poodle branco abandonado

O problema da superpopulação de animais preocupa entidades de proteção animal e órgãos de saúde pública.

Diariamente, milhares de cães e gatos são apreendidos nas ruas ou levados por seus donos nos CCZs (Centros de Controle de Zoonoses) de várias cidades brasileiras. Parte destes bichinhos sofre eutanásia ou é levada para servir de cobaia em alguns laboratórios e faculdades onde ainda são utilizados animais para experimentos.

A eutanásia está proibida em alguns CCZs de algumas cidades do país, mas infelizmente ela ainda ocorre em muitas localidades, oficialmente ou às escondidas.

O número de animais abandonados vem crescendo. Muitos ficam vagando pelas ruas sem alimento e água, em condições deploráveis, com sarna e desnutridos, acabando atropelados ou vítimas de maus tratos.


Bull Terrier abandonado, com sarna e desnutrido
Milhares de cães e gatos (de raça ou sem raça definida), terão este destino se a população não se conscientizar deste problema.

Antes de acasalarem seus bichinhos de estimação, as pessoas deveriam pensar se encontrarão tutores conscientes e responsáveis que assumirão o animalzinho até o fim da vida.
 
A castração é uma medida inteligente e eficiente para reduzir o número de animais sem lar. Ela traz inúmeras vantagens para o homem e para os animais.

Na fêmea a remoção do útero evita o cio e complicações futuras como tumores nas mamas, no útero, ovários e infecções uterinas (piometra).Nos machos evita a hiperplasia da próstata e tumores de testículos.

Boxer branco abandonado
A castração evita a fuga do animal, brigas, gravidez indesejável, doenças venéreas, e sarna contraídas no acasalamento. 

Algumas pessoas ainda têm a ilusão de ganhar dinheiro com a venda de cães, gatos e outros animais, mas depois percebem que os gastos com a manutenção (alimentação, vacinas, vermífugo, remédio para parasitas, banho, cuidados com os pelos, limpeza dos canis e gatis...) é maior do que o dinheiro da venda.

Nos sites de animais e vê-se milhares de bichinhos para doação e venda. Não é fácil vendê-los e alguns criadores acabam doando os bichinhos encalhados para pessoas que não têm condições ( tempo para cuidar, espaço adequado, condições financeiras e psicológicas).

SRD abandonado

Teresa, Colaboração para o Blog



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segunda-feira, 16 de março de 2015

Memórias de uma Infância


Suzi, cocker, foi abandonada na velhice , nós a recolhemos e ela nos proporcionou 10 anos maravilhosos

Nós éramos muitos, eu me lembro, eu e meus irmãos. Chovia e eu sempre estava molhado, embora minha mãe sempre tentasse nos proteger. Uma vez ela saiu e nunca mais voltou, dois de meus irmãos tentaram encontrá-la e também não voltaram mais. Ficamos apenas os quatro, três irmãs e eu. Sozinhos.

Um dia apareceu um homem e nós olhou atentamente. Falou, fez perguntas. Olhou minhas irmãs, depois me pegou e me levou com ele. Nem tive tempo de pedir à ele que também levasse minhas irmãs, afinal elas ficariam sozinhas e desprotegidas. Fiquei nervoso, quis me soltar e voltar correndo, mas o homem me segurou com força e partimos num grande carro.

Prometi a mim mesmo que voltaria um dia, e que encontraria minha mãe e meus irmãos novamente . Quando chegamos na casa dele várias pessoas vieram me recepcionar, crianças, velhos, a esposa dele foi a única que não veio me abraçar. Não me incomodei, pensava apenas em ficar forte e voltar para ajudar minha família.

O tempo passou e eu fui crescendo, me acostumando aquela nova vida mas jamais esquecia da minha mãe e dos meus irmãos. Torcia paraque a sorte deles houvesse sido boa, melhor que a minha. Sim, eu já começava a entender as coisas da vida. Nada mudara muito desde que eu fora tirado da rua.

Comia uma vez por dia e trabalhava muito. Como eu estava mais crescido, as pessoas já não me tratavam com tanto carinho, ao contrário, a palavra que mais pronunciavam era feio, depois burro. Eu até me afeiçoara a eles, mas eles não desejavam mais meus mimos.

Eles não sabiam que eu os conhecia e compreendia o que queriam de mim. Claro que não era burro. Feio? Bem, não sei dizer, nunca me olhei de frente mas também não me importava.

As vezes chorava na minha solidão , lembrando-me do dia da separação. Pensei que minha vida seria melhor, que eu poderia voltar e salvar minha família. Nada, nenhum dos meus sonhos se realizava.

O tempo passou e fui amadurecendo. Já não era mais criança, mesmo assim trabalhava por comida e apanhava por qualquer motivo. Doía-me a lembrança de minha mãe, embora minha nova família insistisse em dizer que eu já não me lembrava mais dela. Mentira, meu coração guardara por ela aquele sentimento que só os filhos entendem.

Eu queria fugir, mas não conseguia, todos me vigiavam. Eu era um escravo cativo, sem desejos, sem liberdade, mas jamais sem sonhos e esperanças. Um dia, pensava eu, um dia irei rever a minha família.

O tempo passou e fui envelhecendo. Imprestável passou a ser a palavra mais usada por aquela família. As surras continuaram, a comida diminuiu. Muitas vezes dormi ao relento, tomei chuva e adoeci. Já não pensava mais em fugir.

Eles matavam aos poucos os sonhos que eu ainda podia ter. Mas no meu coração, a lembrança de minha mãe me dava forças para continuar.

Lembro-me que vi o portão se abrir. “Fora seu imprestável “. Gritou o dono da casa, o mesmo que anos atrás havia me separado de minhas irmãs.

Sai. Era um sonho que se realizava.

Clint, resgatado

Minhas costas doíam, minhas pernas fraquejavam. A fome tolheu-me as forças e minha visão já não era tão boa quanto antes. Mesmo assim deixei aquele lugar rumo ao meu velho aconchego, de onde um dia fora retirado.

Andei muito até encontrar o ninho de amor que havia deixado há anos atrás.

Estava vazio. Sentei-me desolado na calçada revendo as imagens agora já quase apagadas de minha família. Relembrando as brincadeiras e o carinho de minha mãe.

Chorei, porque vi perder-se ali, o último fio de esperança que retinha no peito.

Estava sozinho num mundo que não era mais meu. Adormeci e meus sonhos me levaram ao passado feliz de minha infância.

Senti um toque suave e quando abri os olhos vi que minha mãe sorria para mim. Meus olhos orvalhados pela emoção se fecharam, me ergui e corri até ela. Estava feliz, eu a encontrara finalmente.

Minhas pernas não mais fraquejavam. Minhas costas não mais doíam. Olhei ao redor e revi meus irmãos. Todos levemente iluminados, notei que eu mesmo exalava uma pequena luz, foi então que minha mãe me mostrou a realidade.

Eu vi o cachorro acinzentado deitado na calçada. O pelo ensopado pela garoa fina que caia. O focinho arranhado pela última surra. As costelas a mostra por causa da fome.

Olhei-me e vi o pelo acinzentado brilhando, o focinho curado , o corpo bem feito.

Não, eu não era feio, nem burro. Eu fora maltratado durante muitos anos e a morte viera trazer-me novamente a alegria de viver.

Cada um de meus irmãos sofrera o mesmo que eu. Alguns ainda pior. Mas isso não importava mais, estávamos juntos novamente. Éramos uma família e éramos felizes e ninguém mais agora, poderia nos separar.

Que Deus abençoasse a raça humana para que um dia eles pudessem ver que nós, seres irracionais, podemos ter por eles, muito mais amor do que eles por nós.

Agora eu partirei, pois sou um filhote novamente e espero um dia, renascer e viver, mas dessa vez.......com respeito.

Adeus.

 

 

Simone Nardi

 

 

 

 

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A sociedade, os animais e a inversão de valores

Rapaz se atira em rio para salvar um cão

 

O que distingue o Bem do Mal?

 


Somos uma sociedade capitalista? 

Sim, somos. 

Vivemos para o consumo , trabalhamos para o consumo e não sobrevivemos se não consumirmos. Mas dentro dessa bolha capitalista que nos envolve nós deixamos de distinguir o Bem do Mal. 

Por quê?

Simplesmente porque paramos de refletir/pensar, por nós mesmos. Se alguém diz: "coma isso" não questionamos, comemos, não importa se houve algum mal ao que está diante de nós ou não.

Vivemos nos distinguindo dos animais para  tentar demonstrar o quanto somos bons em ser maus.Queremos ser melhores que os animais que matam , estraçalham aqueles delicados filhotes;queremos ser diferentes daqueles que matam os filhotes alheios, que são irracionais, enquanto nós "racionais" inventamos mentiras para parecermos bons. Quando fazemos o mínimo do mínimo de bem, que aliás é nossa obrigação moral, já nos achamos aptos ao paraíso, afinal, fizemos algo de bom.

Outro dia um veterinário se declarava vegetariano e uma quantidade enorme de leitores o parabenizava por uma atitude que não deveria ser apenas dele, mas de todos os veterinários, afinal, dizem eles que fizeram veterinária por amor aos animais.

Mas nessa sociedade inversa, achamos a obrigação moral uma coisa  diferente e nova, enquanto achamos o que é mal algo tipicamente normal, já que um veterinário que mata animais para comer faz mais parte do nosso dia dia do que aquele que decidiu burlar as regras e ser vegetariano.

Raposa presa em armadilha
Essa inversão é um fato, e parece deteriorar a sociedade a cada dia tirando dela os resquícios de uma ética e de uma moral para o bem, dirigindo-a para o mal com tanta facilidade que chega a nos aterrorizar. 

Desculpamos as crianças que matam apenas por serem da espécie humana. É proibido repreender. Hoje em dia vemos as mães ensinarem seus filhos a espancarem filhotes de cães , a os abandonarem a beira de estradas , a roubarem, tudo porque é proibido proibir.

Somos sofistas modernos, perdoando cada ato nosso, desculpando cada erro, cada mal que envolve o outro, seja ele humano, animal, mineral ou vegetal.

Hoje usamos a desculpa da Democracia para nossos atos de vandalismo,usamos a desculpa que estamos fora do sistema e que desejamos, através do mal, adentrar nele, mesmo sendo contra ele.


O mal é patrimônio nosso, só nosso.

O mal está dentro de nós, o bem está entre nós, é uma questão de escolha fazer um ou outro. Um ser humano que escolheu continuar comendo carne é alguém que resolveu não combater um mal inerente a si mesmo.É bem mais comodo continuar a fazer o SER que fizeram dele, mais suas inclinações más por natureza. resumindo, quem opta pelo comodismo é Preguiçoso, se diz que ama e trabalha por amor aos animais, ainda por cima se torna um hipócrita.     (Antonio Simões) 


Perdemos totalmente a noção de Bem e de Mal, matar um pode, outro não pode, mas quem define isso ? Nós, seres humanos que matamos a nós mesmos pelos mais diversos motivos? Em todas as questões, matar animais é permissível,somente porque "achamos" que eles não são iguais a nós.Nós perdemos o senso do que é justo ou injusto. Matar boi pode, cão não pode. Matar frango pode, gato não pode. E coelho? E cobra e aranhas? 

E nós alegamos que nos distinguimos dos animais porque somos racionais, e porque temos o sentido de Bem e de Mal....
Planeta destruído, planeta perfeito

Só não tomamos consciência de uma coisa, só permitirmos essa total inversão de valores para nos beneficiarmos, seja em relação a sociedade ou seja , e é ainda pior, em relação aos animais.

Quando tomarmos consciência de que o mal é patrimônio nosso, passaremos a enxergar que as coisas erradas que fazemos em relação a sociedade e aos animais - somente por serem comuns- não são as coisas certas a serem feitas e se findará finalmente o Pão e o Circo, somente então o desenvolvimento humano irá acontecer.



Simone Nardi



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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Um dia

Vaquinha assando

Um dia eu saí na janela e de longe, de muito longe os vi bois e vaquinhas espalhados na campina, pastando, andando de um canto a outro, soltos livres, felizes.

Foto by; SN:Cão, Michelangelo
Um dia depois eu saí na janela e os vi, dois filhotes de cachorrinhos bem pretinhos, pequeninos, pobrezinhos estavam perdidos, andavam de um lado para o outro , eu orei para que uma alma bondosa os recolhesse antes da chuva da tarde, antes do frio da noite, me despedi deles e a janela fechei.

Um dia eu saí à janela para ver os boizinhos, havia poucos, muito menos do que eu contara, o malhado havia sumido, mas em compensação havia um bebezinho, sorri para eles, como eram felizes, saí para ir ao açougue e a janela fechei.

Um dia eu saí à janela e apenas um filhotinho eu vi, na certa uma alma bondosa recolhera um, mas que pessoa sem coração, como pudera escolher a um e a outro não? Será que o pobrezinho estava com fome, com sede, então orei, orei para que um bondoso coração se apiedasse dele e o recolhesse, pois o dia estava quente, o sol ardia e ele poderia estar com sede, assim que terminei, a janela fechei.

Um dia jantei, um bife enorme confesso, pudera, depois de um dia tão longo observando o filhotinho, de um lado para outro, as pessoas passavam tão perto, como podiam deixar lá o pequenino, pessoas malvadas sem coração, não queria mais vê-lo sofrer, fechei a janela e chorei.

Um dia saí à janela, vi que o bezerrinho sumira, apenas duas vaquinhas pastavam, não havia mais bois na campina, de certo os haviam levado, mas para onde seria? Busquei o meu cachorrinho perdido, então eu o vi, o meu pequenino, seu corpinho caído na lama, pois a noite chovera e o frio o corroera e ninguém o ajudara, como o mundo era mal, como as pessoas eram más. Um pobre filhote e ninguém o ajudara, o deixara morrer de sede e de fome.Chorei, confesso, de tão triste fiquei.

Mas um dia o mundo irá mudar, alguém se encarregará de ajudá-los, porque afinal, eles também merecem carinho e amor, pena que ninguém o salvara.Por ele agora, eu iria orar.

Sabe, um dia um cara me falou que os bois da campina haviam morrido, todos levados ao mesmo frigorífico, não acreditei, por certo é mentira, ninguém mataria o malhado, nem tampouco o bezerrinho, que cara mentiroso pensei.

Hoje vou jantar, comprei bife e um pouco de fígado, vou orar mais a noite pela alma do filhotinho; soube que trouxeram mais bois para a campina, amanhã quando eu abrir a janela vou poder vê-los, como a vida é linda, um dia eu serei forte, um dia eu farei algo de bom e Deus vai sorrir , até lá vou orar, para que as pessoas melhorem e comecem a trabalhar para o bem do Planeta, para que outro filhote não morra de sede, de frio e de fome.Como as pessoas são más, mas eu sei, um dia tudo vai melhorar.

“Muita gente aguarda que o mundo mude, sem saber que para isso, a mudança deve começar por suas próprias atitudes.”

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”



Simone Nardi
Gandhi

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Olhos para Ver

Raposa



(Sandra)


Podemos medir o adiantamento moral  e espiritual das criaturas pela maneira como consideram e tratam os animais.

Essa avaliação torna-se nítida quando dedicamos ao animal (ou animais) de estimação da nossa casa o tratamento adequado à sua qualidade de vida, saudável e enriquecedora, para nós e para “eles”.

No entanto, nem sempre somos motivados à prestação do auxílio básico (alimentação e socorro médico) aos animais extra-muros de nossa moradia, aqueles considerados “de ninguém”.

Sem mão humana que os ampare, olhos que os vejam e ouvidos que ouçam seus gemidos, perambulam (quando ainda o podem fazer) desnutridos e/ou feridos, maltratados, às vezes, por “racionais sem razão”.

Filhote abandonado
Alguns deles, exauridas as últimas forças, caem ao chão, entregues a si mesmos, enquanto à sua volta pés apressados de executivos atarefados e crianças sorridentes de pais afetuosos, prosseguem o próprio caminho, solenemente indiferentes.

Das vitrines de lanchonetes se esparrama o aroma das esfihas, croquetes, empadinhas, pizzas e pastéis, sem que ninguém se recorde de que eles também tem fome.

Quem se importa, senão DEUS, com o registro destas cenas, já que câmeras de segurança, espalhadas na redondeza desconsideram o crime testemunhado contra coitados de quatro patas, cuja vida ou morte em nada interessa consignar?

Que piedoso benfeitor o irá descobrir, intuído pelo céu, sob a madeira podre de um degrau qualquer, onde se abriga do vento, da chuva ou das pedradas humanas?

Que mãos racionais, sem medo de sujar-se, o irão beneficiar com afagos em sua cabeça sofrida, e, comovendo-se do seu olhar súplice e rouco gemido, o transportar nos braços, com o amor de um samaritano?

Quem o levará, como se leva um filho, para ser cuidado, protegido,  salvo e amado apesar da sua qualidade de anônimo, até então?

Nenhum arcanjo descerá do céu para fazê-lo. Você ou eu, é o que Deus espera.

**************

Ao orarmos pela Paz do nosso lar, possamos incluí-los nessas preces, pois efetivamente muito mais precisam delas do que a parentela sanguínea ou do coração que avaliamos, emocionalmente, como os nossos amores.

Cão abandonado
Em fervorosas rogativas ao Pai,imploramos pela harmonia e concórdia de todos  os amados que habitam sob o nosso teto, humanos e animais e, estranhamos quando nem sempre somos atendidos de imediato em nossas preces ou as consideramos esquecidas ou relevadas por Ele, sem  vislumbrarmos o motivo do adiamento.

É que preces desatendidas, às vezes o são, porque não a validamos com o crédito do atendimento aos mais fracos, e uma boa ação, esquecida ou não feita será sempre débito em nossa conta, ainda que com a moratória da misericórdia Dele.

O arbítrio é nosso.



Sandra, autora e colaboradora do Blog


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domingo, 6 de janeiro de 2013

Sempre ao seu lado?

Richard Gere e Hachico
  
  

 Sempre ao seu lado!?!?! ou Cento e um abandonados?







É claro que a conta é mais alta, há muito mais que cento e um animais abandonados pelas ruas do País, aliás, da Terra, mas a verdade é que filmes, livros ou qualquer outra coisa com animais se “vende” sozinho, e os criadores oportunistas riem de orelha a orelha com a oportunidade. O problema é que essa imensa massa humana, cega, surda e na maior das vezes ignorante, não vê o que ela mesma, faz aos animais.


Muitas  vezes se ocupam em repassar emails bonitinhos de filhotinhos ou de animaizinhos, enquanto se deixam levar pelo próprio preconceito em relação aos animais não-humanos, aliás, elas nem sabem direito o que são animais não-humanos, pois em sua egoísta lista pessoal, animais são apenas cães e gatos. E os protetores de animais recebem emails com textos sugestivos como “Lição de Vida”, “Vitoriosos”, mas os “repassantes” se esquecem de enviar junto um auxílio para que o protetor possa cuidar do animal resgatado.


E vai crescendo o número de animais abandonados… Cento e um Dálmatas, a refilmagem saiu quando a raça Dálmata estava, vamos dizer “em baixa”, de repente nunca se vendeu tantos filhotes de Dálmata, depois tornou-se comum ver alguns deles vagando, solitários pelas ruas, afinal a febre “Dalmatiana” havia se acabado.


Então veio a “Marleymania”, ouvia-se a todo instante: “Eu comprei um Marley”, “Eu ganhei um Marley” , ninguém nem lembrava da raça, era , como era mesmo, “Lavrador?”, “Labador” , “La…..é o Marley”. Mas o Marley era o cachorro “deles”, não é o que as pessoas compram, é daí que vem a decepção e o provável abandono.


Agora mais um filme, e tremo de medo ao ver que AKITAS não são para donos preconceituosos que assistem um filme, choram e acham que encontraram o cão da sua vida.Ele não nasce para viver ao lado de qualquer pessoa e mesmo antes do filme já haviam dezenas de Akitas abandonados pelas ruas , só espero que não vejamos mais daqui há um, dois, cinco anos , quando a febre dos “AkitasGeres”for superada pelo próximo filme e pela próxima “raça”.


 Simone Nardi 





Fonte original do artigo : ANDA









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domingo, 1 de janeiro de 2012

Cuidado com o Cão

Pittbull usado em rinhas


Essa é a frase que se vê nas casas, nos portões, nas grandes empresas 

Pit Bulls, Rottweilers, Pastores, Dobermans, de focinheiras .

Leis de extermínio, holocausto total

Ataques, ferimentos, mortes .

Animais ferozes, seres bestiais .

Nascem tão pequenos e indefesos 

Delicados como todo filhote

Crescem, abrem os olhos pela primeira vez 

Dentinhos de leite que caem dando lugar a poderosas presas 

Hora de arranjar um "dono" que lhe amor e carinho 

Tão lindo, tão pequeno

Fome, frio , confinamento 

Dor, isolamento, solidão

Instigação, tormento, tristeza 

Em cão de briga o transformam 

Os levam a rinhas, batem, humilham

 O sangue escorre, o ferimento abre 

Feridas expostas, dor e morte 

Alivio, sossego, paz

Cuidado com o cão. 

Dê-lhe amor, não lhe traga dor 

Cuidado com o cão 

Dê-lhe carinho, não confinamento

Cães não são ferozes, seus donos são

São cruéis, ignorantes, impotentes 

Veem no cão o que falta neles 

Coragem, dignidade, valentia, amor 

Cuidado com o cão, não 

Cuidado com o homem 

Só ele é capaz das maiores atrocidades. 

É essa a verdade dos cães ferozes, 

Por trás deles há sempre um doente 

Louco e sádico

Cuidado, muito cuidado com o homem.  



 Simone Nardi



Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana