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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Joca da Calne : Quadribooks

Olá amigos

Agora em Novembro estamos lançando o primeiro Número de nossos Quadribooks.
Quadribooks?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A sociedade, os animais e a inversão de valores

Rapaz se atira em rio para salvar um cão

 

O que distingue o Bem do Mal?

 


Somos uma sociedade capitalista? 

Sim, somos. 

Vivemos para o consumo , trabalhamos para o consumo e não sobrevivemos se não consumirmos. Mas dentro dessa bolha capitalista que nos envolve nós deixamos de distinguir o Bem do Mal. 

Por quê?

Simplesmente porque paramos de refletir/pensar, por nós mesmos. Se alguém diz: "coma isso" não questionamos, comemos, não importa se houve algum mal ao que está diante de nós ou não.

Vivemos nos distinguindo dos animais para  tentar demonstrar o quanto somos bons em ser maus.Queremos ser melhores que os animais que matam , estraçalham aqueles delicados filhotes;queremos ser diferentes daqueles que matam os filhotes alheios, que são irracionais, enquanto nós "racionais" inventamos mentiras para parecermos bons. Quando fazemos o mínimo do mínimo de bem, que aliás é nossa obrigação moral, já nos achamos aptos ao paraíso, afinal, fizemos algo de bom.

Outro dia um veterinário se declarava vegetariano e uma quantidade enorme de leitores o parabenizava por uma atitude que não deveria ser apenas dele, mas de todos os veterinários, afinal, dizem eles que fizeram veterinária por amor aos animais.

Mas nessa sociedade inversa, achamos a obrigação moral uma coisa  diferente e nova, enquanto achamos o que é mal algo tipicamente normal, já que um veterinário que mata animais para comer faz mais parte do nosso dia dia do que aquele que decidiu burlar as regras e ser vegetariano.

Raposa presa em armadilha
Essa inversão é um fato, e parece deteriorar a sociedade a cada dia tirando dela os resquícios de uma ética e de uma moral para o bem, dirigindo-a para o mal com tanta facilidade que chega a nos aterrorizar. 

Desculpamos as crianças que matam apenas por serem da espécie humana. É proibido repreender. Hoje em dia vemos as mães ensinarem seus filhos a espancarem filhotes de cães , a os abandonarem a beira de estradas , a roubarem, tudo porque é proibido proibir.

Somos sofistas modernos, perdoando cada ato nosso, desculpando cada erro, cada mal que envolve o outro, seja ele humano, animal, mineral ou vegetal.

Hoje usamos a desculpa da Democracia para nossos atos de vandalismo,usamos a desculpa que estamos fora do sistema e que desejamos, através do mal, adentrar nele, mesmo sendo contra ele.


O mal é patrimônio nosso, só nosso.

O mal está dentro de nós, o bem está entre nós, é uma questão de escolha fazer um ou outro. Um ser humano que escolheu continuar comendo carne é alguém que resolveu não combater um mal inerente a si mesmo.É bem mais comodo continuar a fazer o SER que fizeram dele, mais suas inclinações más por natureza. resumindo, quem opta pelo comodismo é Preguiçoso, se diz que ama e trabalha por amor aos animais, ainda por cima se torna um hipócrita.     (Antonio Simões) 


Perdemos totalmente a noção de Bem e de Mal, matar um pode, outro não pode, mas quem define isso ? Nós, seres humanos que matamos a nós mesmos pelos mais diversos motivos? Em todas as questões, matar animais é permissível,somente porque "achamos" que eles não são iguais a nós.Nós perdemos o senso do que é justo ou injusto. Matar boi pode, cão não pode. Matar frango pode, gato não pode. E coelho? E cobra e aranhas? 

E nós alegamos que nos distinguimos dos animais porque somos racionais, e porque temos o sentido de Bem e de Mal....
Planeta destruído, planeta perfeito

Só não tomamos consciência de uma coisa, só permitirmos essa total inversão de valores para nos beneficiarmos, seja em relação a sociedade ou seja , e é ainda pior, em relação aos animais.

Quando tomarmos consciência de que o mal é patrimônio nosso, passaremos a enxergar que as coisas erradas que fazemos em relação a sociedade e aos animais - somente por serem comuns- não são as coisas certas a serem feitas e se findará finalmente o Pão e o Circo, somente então o desenvolvimento humano irá acontecer.



Simone Nardi



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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Amar enquanto há tempo

Foto: Sebastião Salgado
Eu sempre venho aqui falando sobre o respeito aos animais, sobre o auxilio a estes irmãozinhos tão desventurados.Falo nas Casas espíritas, falo nas ruas, falo para pessoas que muitas vezes não querem ouvir, e a maioria não deseja mesmo ouvir. E um certo dia, já há muito tempo atrás, dentro de uma Casa Espírita, numa reunião mediúnica, eu pensava exatamente nisso.

Por que nunca apareciam espíritos que pregassem o respeito e o amor aos animais? Seria mesmo que os animais não mereciam qualquer atenção de Deus Pai Criador, nem um espírito, nenhuma mensagem, nada. Será que eles não valiam a atenção de nenhum ser mais esclarecido? Pois todas as mensagens ali recebidas eram dirigidas apenas de pessoas para pessoas.

E eu vagava nesses pensamentos quando me veio a mente à imagem de um senhor muito alto, de rosto muito severo e decidido. Sua voz poderosa soou dentro de minha mente e tal qual como seu rosto, era séria e cheia de uma força que jamais eu vira em qualquer outra pessoa, ou qualquer outro espírito de luz. E é sua mensagem que descrevo abaixo, sentindo ainda o peso de suas mãos sobre meus ombros, sentindo a obrigação de esclarecer aqueles que muitas vezes desejam permanecer cegos e surdos nesta trilha solitária que é a defesa animal.E ele começou a falar com sua voz imponente e cheia de severidade, como quem dá uma bronca gentil, porém severa.

“Vocês aprendem na escola que passam por todos os reinos: mineral, vegetal, animal e hominal . E são como crianças que começam no pré-primário, passam pelo primário, ginásio, colégio e galgam a faculdade. O orgulho os cega e passam a ser “doutores”, que só conversam com “doutores”, esquecendo-se das criancinhas do pré-primário.

Que tristeza.

Nós temos um trabalho importante, mas as Casas Espíritas não nos dão abertura para continuarmos, não se lembram de nós em suas vibrações embora digam que todas as criaturas são filhas de Deus.

Aprendam a amar enquanto há tempo.”

E sua voz silenciou, porém sua imagem marcante ficou gravada em minha mente e suas palavras em meu coração.

“Amar enquanto há tempo.”

Muitos aqui podem não gostar de animais, compreendo, mas um pensamento em intenção a eles se transforma em energia e esses abnegados trabalhadores necessitam dessa energia. Pedimos a tantos, em tantos lugares, que custaria uma pequena intenção em nome desses irmãos esquecidos?

Eu ainda chorava quando meus ouvidos foram invadidos pelo som das ondas do mar e uma voz amorosa e delicada declamou esse pequeno verso, depois se despediu agradecendo a oportunidade de falar em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. 


Um dia a voz da Baleia no oceano
Não mais irá ecoar
E o canto do Pássaro na Terra
Se extinguirá
Os mares serão poluídos
E a sede como a vida, se acabará
Que triste destino o do homem
Que nem mesmo a lembrança
O tempo irá guardar

Deus guarda todos os seus filhos no coração, aprendamos a amar enquanto há tempo, essa é a grande lição.



Fonte: Feal 

Republicação 




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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Transformação




Transformação ou renovação, é uma das capacidades humanas, alicerçadas no desejo de cada um, para a mudança de uma postura moral e ética. Essa mudança ocorre através do trabalho diário, no treino do amor ao próximo que um dia nos elevará ao nosso potencial máximo, ou seja, renovar-se e evoluir é esforço de cada um.

Não existe trabalho fácil, sobretudo no treino para o amor, contudo temos que nos lembrar que somos desdobramentos de um só deus e nosso desenvolvimento evolutivo nada mais é do que o despertamento do potencial Divino que há dentro de cada um de nós.

O que fazemos, na maioria das vezes é “terceirizar” esse esforço de mudança, de transformação para o nosso próximo, ao invés de desenvolvermos em nós a capacidade de nos transformar e com isso, transformar o mundo.

Fazer o bem não é nenhum privilégio do qual devemos nos orgulhar, é apenas obrigação como seres Divinos que somos.Nada muda, quando não mudamos.


Simone Nardi 





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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Alimentação Carnívora - Parte 2

Cardápio semanal veg
Ainda sobre a alimentação de origem animal; não é nosso intuito obrigar o querido leitor a parar de comer carne, nem o condenar por isso, de forma alguma, mas sim iniciá-lo nos pensamentos do profundo amor que ele ouve dentro da Casa Espírita que frequenta. 

Não nos foi e nem sempre nos é ensinado dentro delas, pelo menos na maioria, o respeito para com os animais, mas isso faz parte de nossa evolução, afinal, se voltarmos a um passado recente, nos lembraremos que o homem não tinha respeito pelos negros nem tampouco pelas mulheres, acusando-os de raça inferior e o pior, que sequer possuíam espírito. 

Agora é a vez de aprendermos a amar aqueles seres inferiores dos quais nos fartamos sem qualquer piedade, já que Deus nos permite fazer isso. Será que permite mesmo? 

Bom, somos de certa forma, impelidos dentro da Casa Espírita, a diminuir o consumo de álcool e do cigarro, que fazem mal para os médiuns, tanto dentro quanto fora dela, mas os instintos animalescos da ingestão de carne não são tão fortemente combatidos. Quantas palestras o amigo leitor participou onde tais coisas foram ditas? Hoje ainda temos o querido autor Dr Marcel Benedeti, mas quantas casas trazem um expositor que fale como ele? 

Eu particularmente jamais ouvi qualquer referência a animais dentro dos Centros Espíritas aos quais freqüentei, mas essa é uma discussão para outro dia, hoje nos preocupa lançar uma semente de amor para quem não fala nem se defende. 

Os animais. 

Muitos ao lerem a primeira parte desse artigo devem ter pensado: Mas sou contra a tortura e a crueldade para com os animais, sou contra rodeios, touradas e vivissecção. 

Mas esses amigos se esquecem disso quando entram no açougue e escolhem aqueles enormes pedaços de carne dependurados no balcão. O amigo não vê o que acontece por detrás daquela cena. 

Vamos encontrar referências a isso no livro Missionários da Luz, do querido autor espiritual André Luiz, chocado ao ver a ação dos espíritos vampiros contra o homem. Ao ler o que seu instrutor lhe fala, nos é difícil ficar impassível diante dessa dor: 

“ ...A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.
O suíno comum era mantido por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente.
Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado “.

Diante da leitura desse trecho ditado pelo espírito, devemos realmente repensar nossas ações, nossas desculpas e atitudes.Devemos lembrar que tudo é criação Divina e o que fazemos hoje, se refletirá em nosso futuro. 

Respeito e amor são as coisas de que o homem precisa para realmente chegar a Deus.
Pense nisso com o coração. 


Simone Nardi





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terça-feira, 24 de junho de 2014

Alimentação Carnívora - Parte 1

Essa é uma questão sempre muito polêmica, não apenas dentro do espiritismo, mas em muitas outras religiões. 

Alimentar-se ou não de carne? 

Fala-se tanto dentro das Casas Espíritas que os médiuns: verdadeiros doadores de energia, não devem se alimentar de carne no dia do trabalho, isso pelo malefício que ela causa tanto ao organismo como ao perispírito devido aos seus fluidos pesados e sombrios, afinal uma vida é tirada de forma cruel para servir de alimento. 

E quando essa questão é debatida, surge em nossa mente aquela já conhecida frase, ditada pelos espíritos: “A Carne nutre a Carne”. 

Sim, talvez isso fosse verdade há mais de cem anos atrás. Vamos começar a pensar de uma outra forma, talvez um pouco diferente da tradicional até porque, tudo evolui. 

Se a carne deve ser evitada nos dias de trabalho espiritual, pois pode prejudicar os médiuns, por qual processo ela se torna menos maléfica nos dias que se seguem? Vamos dizer que a alimentação carnívora, além de poder prejudicar o indivíduo devido aos seus fluídos nada leves, também causa distúrbios digestivos e é, já comprovado pela ciência, uma das maiores causas de câncer de estômago. 

Mas voltemos ao tema: o porque dessa recomendação apenas no dia do trabalho, já que as energias negativas da carne permanecem no organismo por cerca de três dias. E é óbvio que não somos médiuns e trabalhadores apenas dentro da Casa Espírita, somos diariamente, acordados ou dormindo, no trabalho, na rua, em casa, somos médiuns por vinte e quatro horas. 

Não? 

Não exercitamos a caridade todos os dias? Se não exercitamos deveríamos começar a fazê-lo. 

Vejamos alguns exemplos de que é, perfeitamente possível, viver sem alimentar-se do sofrimento animal. 

Alma dos animais
Vamos falar dos Essênios, uma das principais seitas religiosas da Palestina e de onde se acredita, Jesus era membro. Eram, conforme escritos que foram encontrados: vegetarianos; 

'...estas criaturas são teus companheiros na grande casa de Deus, sim, são teus irmãos e irmãs, têm o mesmo alento de vida na Eternidade. E quem cuida da menor delas e lhes dá de comer e beber, o mesmo está fazendo comigo”... 

Segundo essa antiga escritura essênia encontrada em 1888 e traduzida pelo Reverendo Gideon Jasper Ouseley, Jesus igualmente era vegetariano. 

A própria mensagem que Jesus nos deixou foi de amor e compaixão, bondade e misericórdia em relação a qualquer Criação de Deus. Jesus contestou o sacrifício de animais no Templo, disse que Deus requeria piedade não sacrifício e amou a todos os seres que existiam. 

Concordamos que todo alimento é permitido ao homem desde que não o prejudique, é a Lei de Conservação, uma Lei Divina. 

Mas vamos continuar nosso raciocínio.Comemos carne de animais, nos fartamos com a morte deles.Isso agora lhe parece Divino? 

Quando deixamos de comer carne para trabalhar na Casa Espírita, fazemos isso para não nos prejudicarmos e nem para prejudicar nosso próximo dentro da Casa Espírita.Não é um amor desprendido, afinal não temos “próximo” apenas dentro de um Centro.Depois voltamos a comer nossos irmãos inferiores sem um pingo de remorso, isso porque ainda não encontramos o verdadeiro motivo para tirar da mesa, esses apreciados cadáveres. 

O amor puro é nobre de sentimentos. 

O Espírito Irmão X chama isso de “mantermos um cemitério na barriga”, afinal de contas também somos animais! 

Emmanuel, no Livro O Consolador, acha um erro brutal a ingestão de víceras de animais, já que Deus colocou a disposição do homem, um verdadeiro arsenal de proteínas e vitaminas que facilmente repõe as energias negativas da carne. 

Como podemos buscar nossa evolução, nossa purificação se ainda mantemos os mesmos vícios do passado? 

E assim nos falam tantos outros autores espirituais. Os animais sofrem sim antes de morrerem, nenhuma morte para eles é indolor. Assim como nós, animais humanos, eles - animais não humanos - também possuem seu instinto de conservação e pesquisas recentes mostram que possuem emoções de medo, pavor e angustia, da qual nos alimentamos. 

Engana-se quem ainda pensa que os animais foram criados exclusivamente para servir aos homens. 

Boi, sombra
Falamos de amor, mas não o deixamos crescer, somos preconceituosos com quem devemos ou não amar e respeitar.Comer ou não carne é uma opção, mas devemos ter em mente que a crueldade com os animais se inicia num matadouro, vai para um frigorífico e termina em nossas mesas, e que estamos sendo coerentes com ela. 

Devemos lembrar que eles, assim como nós, também, somos filhos de Deus e que Deus assiste tudo o que estamos fazendo com eles. 

Não vamos aqui falar de moral, de conduta, vamos apenas pensar em treinar nosso amor na tarefa mais difícil: O respeito aos animais. 

Hoje, em pleno século 21, quando há tantas manifestações em prol dos animais, não é mais concebível que deixemos de comer carne apenas para trabalhar em nosso benefício, mas devemos nos desprender dessa mesquinhez e pensar que o fazemos pelos animais.
Nem todos devem parar de comer carne, não, nem todos conseguirão, mas todos devemos pensar que, para que tenhamos carne em nossa mesa, uma vida foi tirada. 

Uma vida que Deus, Pai de todos nós, criou com o mesmo amor com o qual nos fez. 


 


Simone Nardi




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terça-feira, 3 de junho de 2014

Escravidão Animal: Cães de Aluguel

Cão de locação, fonte ANDA

O que você acharia se seu pagamento mensal fosse um prato de comida, água e um pequeno canto para dormir?

Em alguns casos sua ração e sua água seriam esquecidos, afinal todo proprietário , vez ou outra pode ter problemas e "esquecer" ou "atrasar" seu pagamento.

O que você faria?

Na certa iria reclamar e exigir seus direitos. A questão é que você pode reclamar mas os animais não. 

Esse é mais um, dos muitos problemas que os animais enfrentam em sua "associação" obrigatória com os seres h-umanos. A exploração de seus corpos para gerar renda aos proprietários.

Fêmea de pastor alemão encontrada desnutrida, fonte ANDA
Leis são sancionadas, leis caem e os maus-tratos nesse tipo de exploração seguem se avolumando e pior, tirando a vida de centenas de animais todos os anos.

Um dos  inúmeros resgates pode ser lido no artigo de nossa amiga Lilian Rockenbach - Contra a locação de cães" .

Alguns proprietários(não tutores) de cães de locação devem estar dizendo: "mas eu trato meus animais muito bem". A questão não é dar apenas ração e água, a questão é ver que os cães são animais sencientes que podem sofrer tanto física quanto psicologicamente, ignorar esse fato se traduz na exploração cega e utilitária do animal, já que seu trabalho é revertido em lucros.

Cães não são animais solitários, são animais de matilha e muitos deles são deixados em propriedades com água e comida "suficientes" para alguns dias, isso quando seus proprietários se "preocupam" um pouco com eles. Em alguns locais onde existe mato eles ficam a mercê de doenças , podem contrair babesia através dos carrapatos, bicheiras no  caso de se ferirem, entre outros problemas como tiros de chumbinho, venenos ou toda sorte de crueldade que um ser h-umano "naturalmente" faz com um animal.

O respeito por um animal não pode ser compreendido como treiná-lo para o ataque e a defesa de uma propriedade que não é o lar dele(coisa que ele defende naturalmente). Também não há como chamar de amor, o fato do animal ser deixado sozinho numa empresa sem a supervisão que um tutor, deveria ter. Ou seja, explorar o animal para o trabalho, pagando-o com alimento e água e vez ou outra tratando suas doenças ou levando-o ao veterinário é obrigação para que o lucro que provem dele prossiga, não é um ato de amor, mas de interesse pelo objeto que lhe traz ganhos financeiros apenas.


Pastor Alemão encolhido que foi espancado por adestrador
Atualmente, não existe no Brasil legislação federal específica sobre a locação de cães para trabalho como guardas. No Rio Grande do Sul, foi aprovado o projeto de lei 462/2011, que proíbe o aluguel de cães para fins de segurança patrimonial. Em outros estados e municípios, também já existem projetos para acabar com esse tipo de exploração canina. O grande número de denúncias de maus-tratos vem mobilizando não só protetores de animais, mas alguns legisladores, que têm visado acabar com o uso de cães como guardas, já que existem seres humanos treinados para esse trabalho. Estes, por sua vez, terão todos os direitos trabalhistas resguardados, enquanto os cães são tratados como objetos, desprovidos de direitos. Cabe à população em geral denunciar, tanto às delegacias de polícia quanto ao Ministério Público, esse tipo de situação, para que empresas que abusam dos cães sejam devidamente punidas pelos atos de exploração e maus-tratos. Devido à falta de legislação especifica em vigor, o amparo legal que será cabível para a denúncia será o artigo 32 da Lei Federal 9.605, de 12 de fevereiro de 1998:

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:  
Pena - detenção, de três meses a um ano, e  multa.  

Cão de locação  desnutrido
A meu ver, pode-se considerar “ato de abuso” e também “maus-tratos” conforme o artigo, o abandono dos cães em locais ermos, sem contato com tutores e sem a devida proteção, sujeitando-os a todo tipo de sofrimento, como sede, fome e abusos advindos de seres humanos. Precisamos nos conscientizarmos de que os animais não foram criados para nos servir. Nós, como seres dotados de maior raciocínio, temos o dever ético e moral de protegê-los, ampará-los, e não o contrário. Sendo assim, fica o nosso apelo a todos que leem este artigo para que não se calem, para que denunciem os abusos e o abandono que os cães explorados para os fins de segurança patrimonial vêm sofrendo, sem a menor chance de defesa, a não ser a nossa voz a falar por eles aos órgãos competentes, a fim de que sejam libertos dessa terrível exploração. 
Agora, só depende de cada um de nós! 

Fernanda Almada e Simone Nardi 

 

As fotos abaixo nos foram enviadas pela amiga Teresa.

PROJETO BATALHA ANIMAL – SÃO PAULO

 

 

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Dobermann preso em uma cela

 

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Pit Bull preso em um quintal


foto
Dois cães presos numa cela minúscula




Para saber mais

 

Petição contra cães de locação



 



 



 

 

 

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Seres humanos ou animais? Eis a questão.




Algumas vezes nos deparamos com textos, artigos e discursos que recriminam as pessoas que se preocupam com os animais não humanos. Grandes personalidades costumam, talvez sem conhecimento de campo, denegrir, rebaixar  ou desmerecer o trabalho destes outros irmãos que optaram por auxiliar os irmãos menores em sua jornada evolutiva. Por alguma intenção específica  como magoar, machucar e enfraquecer a luta, os chamam de misantropos, dentre outros termos costumeiramente utilizados.

O ser humano parece que ainda hoje continua com grande dificuldade para a aceitação do novo, para a aceitação das diferenças para o respeito em relação ao livre arbítrio que igualmente foi concedido ao outro.

Ao invés de se utilizarem do verbo para demonstrar a força desse movimento e utilizá-la como modelo para que outras pessoas se unam em seus ideais alicerçando e fortalecendo cada uma das lutas escolhidas, tentam usar dessa força para tentar demonstrar que é uma luta vã, de pessoas que não amam o próximo humano tal como amam os animais. Seria mesmo baseado no amor o discurso que aponta e tenta desagregar o ideal alheio somente porque este ou aquele não compactua com ele? Não seria melhor dizer: “olhem o que eles fazem, façamos como eles, nos unamos ainda mais nesse mesmo ideal de amor, de devoção e esperança no porvir de um mundo  melhor”. Mas o que fazem?

Acusam esses que se preocupam com os animais de não trabalhem com esse mesmo afinco em “Sua” causa, a causa humana que eles elegeram. E novamente devemos questionar: Mas não matar outros irmãos não é também parte de uma luta para salvar a humanidade, apenas combatida em um cenário diferente?

Que culpa possuem os que lutam pelos animais da força que eles próprios possuem no trabalho ao qual se dedicam? Devem eles carregar a culpa pela fraqueza  daqueles que em, elegendo outras lutas, não possuem a mesma determinação e propósito? Que culpa possuem por conseguir reunir milhares de pessoas em um só dia de manifestação quando todos aqueles que os recriminam, não saem as ruas ou quando saem não arrastam multidões?

Qual o respeito ao livre arbítrio teremos ao querer que todos lutem a “Nossa Luta” quando há tantos cenários de dor, de fome e marginalidade, quando há tantas vidas a serem salvas ?

Admitamos que somos fracos em nossa luta, mas jamais acusemos o outro pelo trabalho bem feito, pela força, pela garra que o move.Somente assim poderemos, cada um em sua escolha, ter forças para lutar por aquilo que  acreditamos.

Olhemos o trabalho do outro com respeito e não com inveja, os animais não são mais importantes que os seres ditos “humanos”, assim como os seres ditos “humanos” não são mais importantes que os animais, somos todos irmãos, somos todos filhos de Deus e cabe, aquele que se acredita superior, cuidar e acalentar aquele que ele julga seu inferior “ A missão do Superior é amparar o Inferior”, já diz André Luiz. Não há mais gente lutando na causa animal, só há menos gente disposta a lutar a mesma luta, quando éramos poucos, ainda ouvíamos a mesma sabatina e aqueles que não faziam nada, continuam a nada fazer.

Lutemos cada qual a nossa luta sem invejas e sem rancores, mas lutemos sempre guiados pelo ideal maior, o amor . Não  o amor da vaidade ferida, mas o amor da dádiva que Deus nos concedeu e que não valorizamos. Todas as lutas da vida são desafios ao amor, cabe a cada um de nós aprender a vencê-las.

Como nos disse Jesus: “uma só coisa vos é necessária: que vos ameis uns aos outros”. Aprendamos a amar para deixarmos de acusar.




Simone Nardi


Este texto foi escrito em reposta ao artigo de José Medrado, Bicho Gente, seu valor,
Mais uma vez, um orador que vem a público para criticar o movimento de proteção aos animais, e ficamos pensando: Quando eles vão entender que o medo deles não é pelo crescimento da proteção aos animais, mas pelo fato dela trazer consigo uma palavra que os apavora: vegetarianismo.  Todo ser vivo tem valor, todo ser vivo ,merece nosso respeito. Não é culpa do movimento de proteção aos animais o sofrimento, a fome, e a sede das pessoas, mas é culpa daqueles que se julgam melhores, daqueles que abatem animais para seus "bifinhos", daqueles que ignoram e desrespeitam, outros seres da Criação.





Demais links/continuação



http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/2013/10/vegetarianismo-e-espiritismodiscussao.html








Cartas/Emails que foram enviados aos oradores

Vegetarianismo e Espiritismo:Carta sobre " A Carne": pt 1


Vegetarianismo e Espiritismo:Carta sobre " A Carne".pt 2


Protetores de Animais - Carta enviada à José Carlos De Lucca


Protetores de animais- Carta enviada à Rádio





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