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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Buscando respostas no escuro

Chakras


 Ser humano

 

            Raça de animais perdida dentro de si mesma, tentando argumentar com palavras e atitudes criadas  para esconder suas deficiências de atos passados, do presente e também do futuro, porque não....

            O humano não consegue com toda a sua inteligência entender o que faz outro ser humano matar, roubar, mentir, agir de forma a conseguir o que lhe é proveitoso, aquilo que pode lhe trazer algum benefício material, tudo o que sabemos é que vivemos trancados dentro de um mundo sem volta, com todo o desenvolvimento tecnológico; pouco se sabe sobre o motivo de brigas familiares, mesmo tendo chegado a lua, o ser humano ainda não consegue prever desastres, mesmo com toda “fabulosa” medicina, ainda não conseguimos erradicar a fome, mesmo tendo terras de sobra, ainda não conseguimos nos livrar dos aluguéis, ainda não se sabe sobre o por que, temos que ter tanto e outros tão pouco.

            Seja quem for, o (sistema) como é chamado o modo de vida de uma
In-volução h-umana
população, impõe as regras a qual o ser humano deve respeitar, e como deve ser a vida, essas ordens foram e são lançadas a todo o momento, nos ditam regras, nos jogam como seres também inconscientes e hipnotizados; quando um ou outro para e reflete, quando um ou outro questiona o do por que deve ser assim, - ahh...este é chamado de louco, de inconsequente ou de marginalizado, ou quem sabe, de estar promovendo o caos....sempre foi assim, vide casos de teorias aceitas atualmente,  (a terra é redonda e não plana, Aristóteles), mas até que fossem provadas, eram tidas pela sociedade (sistema), como sendo um provocador dos bons costumes e um revolucionário que queria tirar a ordem e a paz de seu devido lugar.....


            O ser humano mesmo com toda inteligência "dada" por Deus, (não aceito pela maioria dos cientistas), ainda não conseguiu em sua própria sociedade, colocar a mulher em pé de igualdade com os homens; por que será??

            Acredito que através dessas palavras, diante desses tão poucos exemplos citados, possamos parar e refletir um pouco mais sobre nossas vidas, qual o sentido, para que estamos aqui, porque sofremos tanto, porque destruímos aquilo que nos foi permitido usufruir de graça.....temos neste planeta, água, plantas e animais, nos colocamos acima de todos...
Nos consideramos os maiorais, os donos da verdade.....mas nem ao menos sabemos. 

– Qual a verdade?

Dentre alguns poucos anos, não teremos mais ÁGUA potável para consumirmos, não teremos mais PLANTAS para nos satisfazer, não só a visão com suas belas paisagens, mas o AR, componente essencial para a VIDA, dentre pouco tempo não teremos ANIMAIS, isso mesmo, (ANIMAIS) essenciais a vida, - não se deita em uma rede que tenha buracos, com medo que ela se rompa, assim é a vida, maltratamos tudo o quanto conseguimos, matamos não só a nossa própria espécie, e todas as outras as quais conseguimos algum Valor "dinheiro" em cima.

Proibido h-umanos
O ser humano se esqueceu de usar a inteligência, e se deixou tomar pelo senso de propriedade, achando o mesmo que os faraós, que após as morte, ordenavam que fossem sepultados com toda a riqueza material aqui conseguida; uma pena que nunca parou para imaginar, toda a riqueza foi saqueada, consumida pela mesma sede que possuíam, o que ficou dele, foi somente histórias, somente o que ele fez, se ele pudesse ver o dia de hoje, com certeza falaria,  – Mesmo toda a riqueza que possuía não foi capaz de me dar a eternidade, eu fui, e ela ficou.

Este texto foi escrito para que pudessem realmente ler e pensar, o que estamos fazendo com este planeta? o que estamos fazendo com a natureza? o que estamos fazendo com os animais? o que estamos fazendo no país em que vivemos? com a cidade em que moramos? com o bairro? com os familiares? com os filhos? com nós mesmos? o que estamos fazendo para que sejamos livres? o que estamos fazendo para sermos felizes? porque não somos felizes agora? o que falta a todas essas perguntas tem uma simples resposta, mas difícil de ser compreendida, de ser exteriorizada.

O AMOR foi simplesmente colocado de lado em nossas vidas, parece até um discurso infantil, e é exatamente este o propósito, pois ninguém nega que todos os seres que conhecemos são perfeitos quando crianças, adoramos toda forma de vida infantil, todos os animais....... mas será que o ser humano também?



Anderson Pacheco da Silva, colaborador do Blog




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Qual a definição?

Crueldades Impessoais.

 

 

 

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Síndrome de Narciso

Narciso



Conta a lenda que Narciso era filho de um deus com uma ninfa, e que segundo um adivinho, o jovem viveria muito desde que não visse a própria imagem. Rapaz de extrema beleza e orgulho, um dia ao ver seu reflexo nas águas de um lago, apaixonou-se.Encantado com o que via, passou dias a admirar a própria imagem, sem beber ou comer, até seu corpo ir definhando. Alguns contam que atirou-se, o jovem, nas águas do lago afim de abraçar a imagem, e assim morreu afogado.

Assim também, são os seres humanos, incapazes de enxergar qualquer beleza além de sua própria forma. Nada para eles, esses narcisos modernos, é mais belo do que eles, é mais inteligente , mais merecedor de respeito ou melhor. O orgulho por sua dominação aos outros seres, seu ego extremamente “Narcisista” é tão grande que os está, a cada dia, mergulhando nas águas que um dia levaram o jovem grego para a morte. Seu desprezo pelos demais seres da criação é tão grande que lhes é impossível olhar para outra imagem que não seja a própria.”Nós podemos, somos os únicos abençoados, somos superiores...”

E como Narciso, a cada dia eles deixam de beber, poluindo as águas dos mares, rios e lagos. Deixam de comer, queimando florestas, contaminando o solo, matando em nome de uma falsa necessidade. Aos poucos seus corpos igualmente estão definhando, porque a Terra já não lhes suporta mais esse orgulho infantil e os esmaga e , embora egoistas, eles sabem que diante da Terra, nada podem, nada são.

Os narcisos modernos não respeitam cores , credos ou raças.Não respeitam qualquer forma de vida que não possuam a “SUA” forma. Animais não são belos ou inteligentes para esses narcisos.Não merecem respeito apesar de ser-lhes impossível sobreviver sem eles. São maltratados, mortos e torturados em nome da beleza e da soberbia humana.São massacrados em nome de seu mais adorado profeta, em nome de suas vidas, como se apenas eles fossem merecedores de sua egoísta existêncialidade.

Tal como o herói grego, a humanidade se encontra agora orgulhosamente olhando para sua própria face, com todas as dores, com toda destruição que ela mesmo causou.É sua imagem que ela agora vê refletida no lago em forma de desastres naturais, mortes, roubos, corrupção.É seu ego e seu egoísmo que ela vê quando olha para as milhares de criaturas presas em minúsculas celas aguardando apenas a hora da execução, porque para esses narcisos, somente eles são importantes, somente eles merecem viver. E são milhares de atrocidades que ela agora vê refletida em seu espelho espiritual com a Terra se modificando, com a poluição que os sufocará assim como eles fizeram com tantos outros. Como uma imagem no espelho d’água, a humanidade recebe agora tudo o que ofereceu durante tantos anos :Dor, desespero, morte.

E aos poucos chafurda nas águas de seu orgulho sem que ninguém mais venha o auxiliar, pois como jamais angariou amigos, não há quem possa tirá-los agora, das profundezas do lago de lama e dor, em que está se afogando. Como Narciso, a humanidade se afoga em seu ego e em sua falsa beleza , como Narciso a humanidade passará a ser apenas uma lenda, nada mais que uma lembrança perdida no passado.

Então ela verá que não era a coisa mais importante, pois sem ela a vida renascerá, os animais renascerão e a Terra se renovará passando a viver em sua plenitude, sem guerras, sem assassinatos, sem medo.Sem a humanidade narcisista a Terra viveu milhares de anos, e assim voltará a viver novamente quando, por suas próprias mãos, for a humanidade banida do Planeta que tanto sofreu em suas mãos.

Simone Nardi 






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terça-feira, 3 de junho de 2014

Escravidão Animal: Cães de Aluguel

Cão de locação, fonte ANDA

O que você acharia se seu pagamento mensal fosse um prato de comida, água e um pequeno canto para dormir?

Em alguns casos sua ração e sua água seriam esquecidos, afinal todo proprietário , vez ou outra pode ter problemas e "esquecer" ou "atrasar" seu pagamento.

O que você faria?

Na certa iria reclamar e exigir seus direitos. A questão é que você pode reclamar mas os animais não. 

Esse é mais um, dos muitos problemas que os animais enfrentam em sua "associação" obrigatória com os seres h-umanos. A exploração de seus corpos para gerar renda aos proprietários.

Fêmea de pastor alemão encontrada desnutrida, fonte ANDA
Leis são sancionadas, leis caem e os maus-tratos nesse tipo de exploração seguem se avolumando e pior, tirando a vida de centenas de animais todos os anos.

Um dos  inúmeros resgates pode ser lido no artigo de nossa amiga Lilian Rockenbach - Contra a locação de cães" .

Alguns proprietários(não tutores) de cães de locação devem estar dizendo: "mas eu trato meus animais muito bem". A questão não é dar apenas ração e água, a questão é ver que os cães são animais sencientes que podem sofrer tanto física quanto psicologicamente, ignorar esse fato se traduz na exploração cega e utilitária do animal, já que seu trabalho é revertido em lucros.

Cães não são animais solitários, são animais de matilha e muitos deles são deixados em propriedades com água e comida "suficientes" para alguns dias, isso quando seus proprietários se "preocupam" um pouco com eles. Em alguns locais onde existe mato eles ficam a mercê de doenças , podem contrair babesia através dos carrapatos, bicheiras no  caso de se ferirem, entre outros problemas como tiros de chumbinho, venenos ou toda sorte de crueldade que um ser h-umano "naturalmente" faz com um animal.

O respeito por um animal não pode ser compreendido como treiná-lo para o ataque e a defesa de uma propriedade que não é o lar dele(coisa que ele defende naturalmente). Também não há como chamar de amor, o fato do animal ser deixado sozinho numa empresa sem a supervisão que um tutor, deveria ter. Ou seja, explorar o animal para o trabalho, pagando-o com alimento e água e vez ou outra tratando suas doenças ou levando-o ao veterinário é obrigação para que o lucro que provem dele prossiga, não é um ato de amor, mas de interesse pelo objeto que lhe traz ganhos financeiros apenas.


Pastor Alemão encolhido que foi espancado por adestrador
Atualmente, não existe no Brasil legislação federal específica sobre a locação de cães para trabalho como guardas. No Rio Grande do Sul, foi aprovado o projeto de lei 462/2011, que proíbe o aluguel de cães para fins de segurança patrimonial. Em outros estados e municípios, também já existem projetos para acabar com esse tipo de exploração canina. O grande número de denúncias de maus-tratos vem mobilizando não só protetores de animais, mas alguns legisladores, que têm visado acabar com o uso de cães como guardas, já que existem seres humanos treinados para esse trabalho. Estes, por sua vez, terão todos os direitos trabalhistas resguardados, enquanto os cães são tratados como objetos, desprovidos de direitos. Cabe à população em geral denunciar, tanto às delegacias de polícia quanto ao Ministério Público, esse tipo de situação, para que empresas que abusam dos cães sejam devidamente punidas pelos atos de exploração e maus-tratos. Devido à falta de legislação especifica em vigor, o amparo legal que será cabível para a denúncia será o artigo 32 da Lei Federal 9.605, de 12 de fevereiro de 1998:

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:  
Pena - detenção, de três meses a um ano, e  multa.  

Cão de locação  desnutrido
A meu ver, pode-se considerar “ato de abuso” e também “maus-tratos” conforme o artigo, o abandono dos cães em locais ermos, sem contato com tutores e sem a devida proteção, sujeitando-os a todo tipo de sofrimento, como sede, fome e abusos advindos de seres humanos. Precisamos nos conscientizarmos de que os animais não foram criados para nos servir. Nós, como seres dotados de maior raciocínio, temos o dever ético e moral de protegê-los, ampará-los, e não o contrário. Sendo assim, fica o nosso apelo a todos que leem este artigo para que não se calem, para que denunciem os abusos e o abandono que os cães explorados para os fins de segurança patrimonial vêm sofrendo, sem a menor chance de defesa, a não ser a nossa voz a falar por eles aos órgãos competentes, a fim de que sejam libertos dessa terrível exploração. 
Agora, só depende de cada um de nós! 

Fernanda Almada e Simone Nardi 

 

As fotos abaixo nos foram enviadas pela amiga Teresa.

PROJETO BATALHA ANIMAL – SÃO PAULO

 

 

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Dobermann preso em uma cela

 

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Pit Bull preso em um quintal


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Dois cães presos numa cela minúscula




Para saber mais

 

Petição contra cães de locação



 



 



 

 

 

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sem sonho não há empatia - a dor do outro



Filhote de orangotango


Tecnicamente falando, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e, em imaginando o que ele está sentindo em determinada situação, emocionar-se com tais sentimentos, de forma negativa ou positiva, graças a essa projeção de consciência. 


Podemos nos ver refletidos no bonitão da TV que pega um monte de gatinhas com um estalar de dedos, ou no intelectual talentoso, que comove multidões com a profundidade de suas obras. Podemos ainda, à guisa de exemplo, imaginarmo-nos na pele do bombeiro destemido que, com suas ações heroicas, salva vidas diariamente. Ou mesmo nos projetarmos naquele atacante habilidoso – embora eles estejam cada vez mais raros -, cujos dribles, gols e jogadas incríveis levam ao delírio os torcedores. No entanto, tais exercícios de imaginação não constituem, essencialmente, processos empáticos, na exata conotação do termo, não obstante os primeiros possam ser entendidos, de certa sorte, como fenômenos psicológicos semelhantes aos segundos, haja vista terem em comum a exigibilidade da faculdade imaginativa para se processarem.

Quando sonhamos ser o galã da TV ou o craque famoso, descansando folgadamente na paradisíaca Ilha de Caras, cercados de mimos e mordomias por todos os lados, estamos, obviamente, fazendo um exercício de imaginação que pode satisfazer ou frustrar nosso ego de maneira momentânea mais ou menos demorada, dependendo do ângulo pelo qual o processo seja interpretado por nossa psique. (Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou ser o Brad Pitt ou o Bono, do U2.) Contudo, tais projeções, tanto num quanto noutro caso, representam a exteriorização pura e simples de nosso egoísmo, tendo em vista que, por meio delas, transportamo-nos para o lugar do outro apenas visando à satisfação de desejos particulares, que não implicam necessariamente o bem coletivo ou de outro indivíduo, além de nós mesmos. Daí sua diferenciação da empatia. 

A empatia é o componente psíquico de nossa personalidade que abala nossa zona de conforto e nos faz sentirmos a dor do próximo, imaginando-a em nós mesmos. A princípio, pode não parecer, mas a maioria esmagadora dos seres humanos a possui, latente, dentro de si. Exceção feita aos psicopatas, que são incapazes de sentir emoções desse tipo, apesar de conseguirem enxergá-las nos outros e simulá-las maquiavelicamente em seu dia a dia, segundo seus interesses mesquinhos, no teatro existencial. 

Tais propriedades singulares metamorfoseiam a empatia num elemento de suma importância para a higidez dos relacionamentos humanos, por constituir ela o móvel primário das ações mais nobilitantes realizadas pelos indivíduos dentro do organismo social. A solidariedade, a caridade e o amor ao próximo se tornariam mera letra morta no livro da vida não fosse esse dom sublime das criaturas de se enxergarem umas nas outras, absorvendo a aflição alheia como se fosse a sua. 

AMPLIAÇÃO DE HORIZONTES

Animal aprisionado
O curioso é que esse “transporte consciencial”, tão salutar, não deveria se verificar apenas entre os chamados seres hominais, mas, sim, abarcar igualmente os membros das demais espécies que habitam o planeta, tendo em vista que a única diferenciação entre os primeiros e as segundas é o grau evolutivo em que se encontram. De fato, como a própria ciência vem comprovando a cada dia, os animais têm emoções bastante similares às dos humanos e um nível de inteligência que se sobrepõe, em muito, ao mero instinto – este, por si só, aliás, já uma expressão intelectiva, em última instância. 

Via de consequência, faz-se imperativo que deixemos de enxergá-los como meros objetos, sujeitos a nosso bel-prazer, inclusive aos caprichos de nossa gula, e passemos a vê-los como nossos irmãos menores, necessitados de proteção e amparo. Precisamos ampliar nossa capacidade empática, a fim de que ela passe a englobar, mais do que o universo restrito dos homens, os infinitos reinos da natureza, em suas expressões multifárias. Faz-se necessário que passemos a vislumbrar em cada criatura que nos cerca um indivíduo detentor dos mesmos direitos à vida, ao respeito e à dignidade que nós. Somente quando isso acontecer estaremos realmente exercitando, em sua plenitude, nossa empatia.

É óbvio que, como há diferentes níveis de consciência e entendimento, essa dilatação conceitual ocorrerá aos poucos, conforme a capacidade assimilativa de cada um. O que não se pode fazer é deixar de buscar essa mudança íntima, mesmo que no nível mais mínimo, dia a dia. 

 

ELEMENTO INDISPENSÁVEL

 

Agora, se você teve a paciência de chegar até aqui, recoste-se na sua cadeira, ajeite seu notebook e resista mais um pouco, porque já está no finalzinho e eu vou lhe revelar um segredo que, no fim das contas, não é tão secreto assim: pessoas sem imaginação dificilmente desenvolvem a empatia. Pode acreditar: a capacidade imaginativa é um pressuposto básico para a ocorrência do fenômeno empático. Afinal, se você não consegue se imaginar no lugar do outro, consequentemente, não conseguirá sentir compaixão pelo seu sofrimento, já que as sinapses de seu cérebro não serão ativadas convenientemente, devido à ausência do tipo de estímulo adequado. 

Homem dando água a um coala, após incendio
Pode até parecer esquisito, mas, para sentir a dor do próximo é preciso romper os grilhões que nos ajudam ao nosso próprio interior. É preciso fugir de nós mesmos e procurarmos o outro, porque somente escapando de nossas próprias celas mentais arrancaremos dos tornozelos as incômodas correntes de egoísmo que nos atam à frieza e à insensibilidade perante as mazelas alheias. Mas, para isso, é condição sine qua non sonhar. Quem não sonha não sai de si mesmo. É estático, inerme, estéril. Paradoxalmente, apenas com o poder da imaginação é possível tornar tangível, palpável o quase sempre distante, abstrato e incompreensível sofrimento do próximo, seja ele homem ou animal. Sem sonho não há empatia.

Jones Mendonça , colaborador do Blog 

 

 

 

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