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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O respeito e a integridade da Criação

Coala e seu filhote

Este Blog tem uma única intenção: Fazer as pessoas refletirem sobre suas ações para com o Outro, seja este outro humano ou não humano.

Por isso garimpamos textos, estudamos artigos de algumas religiões que conhecemos as bases somente para mostrar aos seus lideres e aos seus seguidores ,que ainda tratam os animais como objetos, que eles estão complementa equivocados .

 O texto abaixo pertence aos escritos da Igreja Católica e prega em favor dos animais, bem ao contrário das ações que alguns de seus lideres e praticantes realizam.


 Arquivos do Vaticano

Animais 

O RESPEITO PELA INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

 

Papa Francisco abençoando cão guia

 


2415. O sétimo mandamento exige o respeito pela integridade da criação. Os animais, tal como as plantas e os seres inanimados, são naturalmente destinados ao bem comum da humanidade, passada, presente e futura(155) O uso dos recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser desvinculado do respeito pelas exigências morais. O domínio concedido pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os outros seres vivos, não é absoluto, mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo, inclusive das gerações futuras; exige um respeito reli­gioso pela integridade da criação (156).

Irmãos Animais-Consciência Humana : Nós entendemos nesse trecho que tudo o que foi criado serviria para o bem comum da humanidade. Nós que dividimos nossas vidas com os animais sabemos o bem que eles nos fazem, sabemos que cada um deles, assim como cada um de nós, serve ao outro como amigo e como irmão. Não significando que foram criados por Deus para serem mortos, pois se assim fosse as linhas subsequentes do texto estariam confrontando-se com as primeiras palavras:

"O domínio concedido pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os outros seres vivos, não é absoluto, mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo"

Domínio não significa geração de violência, como normalmente costumamos interpretar qualquer texto, mas cuidar, zelar pela vida e pelo bem estar de todas as criaturas, até porque, como colocado acima, o "domínio" não é absoluto(morte), mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo, e é necessário entender esse próximo como também o animal e não apenas o ser h-umano. Não podemos colocar que matar, aprisionar, eutanasiar, testar produtos químicos, confinar para diversão, sejam demonstrações de nossa preocupação pelos animais para o bem absoluto da humanidade, já que pesquisas modernas informam que a geração de detritos devido o abate de animais polui o Planeta, que a destruição das florestas igualmente destrói o Planeta e que em nada, essa destruição desenfreada, auxilia no crescimento da humanidade.

Lembrando que  quando Deus coloca Dominai, vem de Domini, que é Deus, essa não é uma permissão para que usemos os animais, mas um alerta para que sejamos Domini, Deuses, Deus para os animais.

Criação, mão de Deus e mão do homem
Como então, após matar, confinar e abusar de seus corpos como fazemos pode ser um "respeito reli­gioso pela integridade da criação" ???
 

2416. Os animais são criaturas de Deus. Deus envolve-os na sua solicitude providencial (157). Pelo simples facto de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória (158). Por isso, os homens devem estimá-los. É de lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais.

Irmãos Animais-Consciência Humana : Se os animais são criaturas de Deus, como nós, míseros mortais podemos usurpar essa "posse"? Se por existirem eles, que são animais, "O bendizem e Lhe dão glória", o que diremos de nós que os matamos com a falaciosa desculpa de que Deus criou outras criaturas somente para o sofrimento? Nem precisamos comentar o restante do texto, onde se faz referência a Francisco de Assis.


2417. Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem (159). É, portanto, legítimo servimo-nos dos animais para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam o homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas.


Irmãos Animais-Consciência Humana : Esse trecho nos mostra o quanto estamos enganados em nossa concepção de senhores da morte para os animais; Se Deus nos confiou suas vidas porque seríamos seres a sua imagem ou desdenhamos de Deus colocando-O como um ser desprovido de caridade que destrói sua própria criação ou estamos prestes a descobrir um "deus" cruel, egoísta, mentiroso e sórdido como tem agido a humanidade. Temos, antes de aceitar o que está escrito neste trecho,  que decidir antes o que é Deus, porque se Ele for bom e nós matamos sua criação, é porque não somos sua imagem ou porque estamos trilhando o caminha errado. Ou se somos a sua imagem, nossa concepção de Divindade está totalmente errada.
O texto católico acaba se tornando confuso na medida em que pede senso moral, exige que ajamos como Deus e de repente propõe que a experimentação com essas criaturas Divinas é admissível para salvar a vida de seres que matam por matar, que não se preocupam com o outro e pior, que enganam a si mesmos se achando deuses modernos.O que seria esse razoável??? Matar seria razoável? Se sim,como aceitar a parte onde se coloca que Deus confiou os animais a humanidade por serem sua imagem e semelhança????

2418. É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afecto só devido às pessoas.



Irmãos Animais-Consciência Humana : Esse trecho torna a ideia da bondade de Deus,e a solicitação que tratemos bem os animais numa total contradição dos escritos. Se é contrário a dignidade h-umana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor, como fazemos, indiscriminadamente de suas vidas, porque o vegetarianismo não é tratado dentro dos círculos religiosos? Já que a alimentação vegetariana, comprovadamente, faz mais bem do que a alimentação carnívora?


A todo momento nos despimos de nossa dignidade quando matamos um animal para alimentação, já que a carne os faz sofrer inutilmente, por não ser necessária a subsistência da vida h-umana. A todo momento colocamos nossa dignidade em xeque por matá-los inutilmente em prol de um único ser vivente e antropocêntrico.

Experimentação animal, cão de Pavlov
Até concordamos na não-humanização dos animais, nos gastos com inúmeras roupas e joias, casamentos , festinhas, mas em caso de doenças o tutor tem obrigação moral de gastar com seu tutelado o que for necessário para preservar sua vida ou dar-lhe o maior conforto possível na velhice.Uma coisa intrigante é acreditar que haja dois tipos de Amor, quando Jesus pregou apenas um. no trecho acima se lê que :"Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afecto só devido às pessoas."

Não há um afeto para pessoas e um afeto aos animais, ou um afeto as plantas, há simplesmente o Amor, coisa que ainda não aprendemos, por isso separamos animais, de pessoas, de plantas e de Deus. Muitas pessoas simplesmente desconsideram totalmente os animais, não lhes oferecendo nem uma porção de afeto, nem por isso amam mais as pessoas ou a Deus, Isso é crime? Não, é apenas uma falta do conhecimento do que é o Amor. Ela não precisa ser recriminada tal como não precisa ser recriminado aquele que ama os animais, pois ao amar os animais ele ama Deus através deles e faz mais, recolhe um animal que outro ser h-umano, por puro desafeto abandonou e queira ou não, ama esse irmãos através do animal que recolheu.Ou seja, ele ama sempre.Nas mis diversas circunstância que, aquele que ainda não reconhece o verdadeiro amor, n~]ao consegue compreender.

Quando ele se recusa a comer um animal, ele ama ao animal em sua escolha, ama a Deus que é Pai da criação por auxiliar na preservação da vida daquele ser e ama aquele irmão que trabalha nos frigoríficos tirando a vida dos animais, pois reconhece que, por puro orgulho, a h-umanidade os obriga a matar diariamente, e que, quanto mais pessoas deixarem de se alimentar com a carne dos animais, menos animais irão morrer e menos pessoas serão forçadas a matar, indo, cada uma delas, buscar um trabalho mais digno.
Isso é amar, já é hora de começarmos a encarar o amor como um esforço para o Bem do próximo, não apenas para o bem estar de cada um.

Preservar a vida sim é sinal de respeito pela integridade da Criação.



Simone Nardi

 


 Fonte:





Para ler mais


Fala Bicho

A Igreja é a favor ou contra testes em animais

Ser vegetariano é algo moralmente bom?




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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sem sonho não há empatia - a dor do outro



Filhote de orangotango


Tecnicamente falando, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e, em imaginando o que ele está sentindo em determinada situação, emocionar-se com tais sentimentos, de forma negativa ou positiva, graças a essa projeção de consciência. 


Podemos nos ver refletidos no bonitão da TV que pega um monte de gatinhas com um estalar de dedos, ou no intelectual talentoso, que comove multidões com a profundidade de suas obras. Podemos ainda, à guisa de exemplo, imaginarmo-nos na pele do bombeiro destemido que, com suas ações heroicas, salva vidas diariamente. Ou mesmo nos projetarmos naquele atacante habilidoso – embora eles estejam cada vez mais raros -, cujos dribles, gols e jogadas incríveis levam ao delírio os torcedores. No entanto, tais exercícios de imaginação não constituem, essencialmente, processos empáticos, na exata conotação do termo, não obstante os primeiros possam ser entendidos, de certa sorte, como fenômenos psicológicos semelhantes aos segundos, haja vista terem em comum a exigibilidade da faculdade imaginativa para se processarem.

Quando sonhamos ser o galã da TV ou o craque famoso, descansando folgadamente na paradisíaca Ilha de Caras, cercados de mimos e mordomias por todos os lados, estamos, obviamente, fazendo um exercício de imaginação que pode satisfazer ou frustrar nosso ego de maneira momentânea mais ou menos demorada, dependendo do ângulo pelo qual o processo seja interpretado por nossa psique. (Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou ser o Brad Pitt ou o Bono, do U2.) Contudo, tais projeções, tanto num quanto noutro caso, representam a exteriorização pura e simples de nosso egoísmo, tendo em vista que, por meio delas, transportamo-nos para o lugar do outro apenas visando à satisfação de desejos particulares, que não implicam necessariamente o bem coletivo ou de outro indivíduo, além de nós mesmos. Daí sua diferenciação da empatia. 

A empatia é o componente psíquico de nossa personalidade que abala nossa zona de conforto e nos faz sentirmos a dor do próximo, imaginando-a em nós mesmos. A princípio, pode não parecer, mas a maioria esmagadora dos seres humanos a possui, latente, dentro de si. Exceção feita aos psicopatas, que são incapazes de sentir emoções desse tipo, apesar de conseguirem enxergá-las nos outros e simulá-las maquiavelicamente em seu dia a dia, segundo seus interesses mesquinhos, no teatro existencial. 

Tais propriedades singulares metamorfoseiam a empatia num elemento de suma importância para a higidez dos relacionamentos humanos, por constituir ela o móvel primário das ações mais nobilitantes realizadas pelos indivíduos dentro do organismo social. A solidariedade, a caridade e o amor ao próximo se tornariam mera letra morta no livro da vida não fosse esse dom sublime das criaturas de se enxergarem umas nas outras, absorvendo a aflição alheia como se fosse a sua. 

AMPLIAÇÃO DE HORIZONTES

Animal aprisionado
O curioso é que esse “transporte consciencial”, tão salutar, não deveria se verificar apenas entre os chamados seres hominais, mas, sim, abarcar igualmente os membros das demais espécies que habitam o planeta, tendo em vista que a única diferenciação entre os primeiros e as segundas é o grau evolutivo em que se encontram. De fato, como a própria ciência vem comprovando a cada dia, os animais têm emoções bastante similares às dos humanos e um nível de inteligência que se sobrepõe, em muito, ao mero instinto – este, por si só, aliás, já uma expressão intelectiva, em última instância. 

Via de consequência, faz-se imperativo que deixemos de enxergá-los como meros objetos, sujeitos a nosso bel-prazer, inclusive aos caprichos de nossa gula, e passemos a vê-los como nossos irmãos menores, necessitados de proteção e amparo. Precisamos ampliar nossa capacidade empática, a fim de que ela passe a englobar, mais do que o universo restrito dos homens, os infinitos reinos da natureza, em suas expressões multifárias. Faz-se necessário que passemos a vislumbrar em cada criatura que nos cerca um indivíduo detentor dos mesmos direitos à vida, ao respeito e à dignidade que nós. Somente quando isso acontecer estaremos realmente exercitando, em sua plenitude, nossa empatia.

É óbvio que, como há diferentes níveis de consciência e entendimento, essa dilatação conceitual ocorrerá aos poucos, conforme a capacidade assimilativa de cada um. O que não se pode fazer é deixar de buscar essa mudança íntima, mesmo que no nível mais mínimo, dia a dia. 

 

ELEMENTO INDISPENSÁVEL

 

Agora, se você teve a paciência de chegar até aqui, recoste-se na sua cadeira, ajeite seu notebook e resista mais um pouco, porque já está no finalzinho e eu vou lhe revelar um segredo que, no fim das contas, não é tão secreto assim: pessoas sem imaginação dificilmente desenvolvem a empatia. Pode acreditar: a capacidade imaginativa é um pressuposto básico para a ocorrência do fenômeno empático. Afinal, se você não consegue se imaginar no lugar do outro, consequentemente, não conseguirá sentir compaixão pelo seu sofrimento, já que as sinapses de seu cérebro não serão ativadas convenientemente, devido à ausência do tipo de estímulo adequado. 

Homem dando água a um coala, após incendio
Pode até parecer esquisito, mas, para sentir a dor do próximo é preciso romper os grilhões que nos ajudam ao nosso próprio interior. É preciso fugir de nós mesmos e procurarmos o outro, porque somente escapando de nossas próprias celas mentais arrancaremos dos tornozelos as incômodas correntes de egoísmo que nos atam à frieza e à insensibilidade perante as mazelas alheias. Mas, para isso, é condição sine qua non sonhar. Quem não sonha não sai de si mesmo. É estático, inerme, estéril. Paradoxalmente, apenas com o poder da imaginação é possível tornar tangível, palpável o quase sempre distante, abstrato e incompreensível sofrimento do próximo, seja ele homem ou animal. Sem sonho não há empatia.

Jones Mendonça , colaborador do Blog 

 

 

 

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