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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Espiritismo High Tech


O mundo vive e respira internet


Em Junho de 2017 a empresa onde trabalho sofreu um ataque cibernético que inviabilizou qualquer trabalho com computadores. Isso nos permitiu ler e reler, estudar artigos que muitas vezes em casa não tínhamos tempo. Deparei-me em uma dessas leituras com um artigo de João de Fernandes Teixeira sobre Heidegger e a Tecnologia ( A liberdade é azul era o nome do artigo), onde o filosofo alemão questionava se a Tecnologia era algo nocivo.

Havia,  o olhar pessimista de Heidegger e o contra ponto otimista de G Simondon, belo embate muito bem escrito por João Teixeira. Realmente temos a opção de escolher, mas não apenas de escolher se queremos ou não a tecnologia, mas de como a utilizaremos.

Temos carros mais bonitos, mais potentes, mais tecnologicamente completos e ainda assim continuamos a morrer esmagados dentro deles, a morrer atropelados por eles. Até onde vemos, a Tecnologia não nos ajudou, neste caso, a sermos melhores motoristas, mas ela existe e pelo visto, não sabemos utilizá-la da melhor forma. Somos como algumas crianças que ao receberem um brinquedo novo rapidamente o destroem sobre o olhar assertivo dos pais, afinal para alguns, é preciso destruir para aprender a brincar, ao contrário de outras crianças e pais que sabem que destruir não é brincar, mas é sim algo nocivo.

E por que um Blog Veg está falando sobre Tecnologia?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

De 1984 a 2011..12..13...16....





                 1984. 
Alguém já leu este livro de George Orwell, o mesmo que escreveu Revolução dos Bichos???
Pois é, 1984 narra um mundo dominado exatamente pelas câmeras, quase igual ao nosso mundinho moderno. Qualquer coisa que você fizesse estaria sendo filmada, enviada ao grande irmão e  você seria punido com a morte.
Estamos no clima de 1984, quem há de negar?
Pululam pela internet imagens abomináveis de pessoas que se julgam seres humanos e que torturam, mutilam, dilaceram, espancam e assassinam animais humanos e não humanos por todos os cantos do Globo terrestre.
Mas como  em 1984, as leis decretam morte a uns e liberdade a outros. Mesmo apesar das filmagens. E tal como 1984 a alienação é tão grande mas tão grande que, uns filmam, outros assistem os assassinatos e a grande massa não faz absolutamente NADA para mudar o rumo das coisas. Ainda reclamam de quem tenta fazer alguma coisa.
Em 2011 assistimos ao atropelamento de uma menina chinesa, vimos às câmaras filmarem os dois atropelamentos, sim, porque o segundo motorista não se incomodou de passar novamente por cima dela, assim como não se incomodaram todas as dez, doze pessoas que a viram e simplesmente desviaram do corpo caído no chão.
Assistimos ainda em 2011 um ser qualquer, que não pode ser definido, tentando matar uma égua a marteladas no meio de dezenas de pessoas, vimos porque havia uma câmera filmando, depois ouvimos depoimentos de que a égua teria sido enterrada ainda viva e que, pasmem, algumas pessoas haviam ficado indignadas com o fato de seus filhos terem assistido aquele assassinato brutal perpetrado por um ser racional a um que seria irracional, como se elas, após assistirem aos mais de 15 minutos de tortura tivessem direito a se indignar...
Em 2011 assistimos um outro ser, que provavelmente desconhece o código de ética da classe e a senciência total do corpo dos seres vivos, espancar um cão até a morte e dizer na maior cara lavada, que não sabia que ele iria morrer....Vimos um cão preso no carro quase indo a óbito e vimos tantas outras cenas que não passaram na TV por falta de espaço  no mínimo.
Mas o pior em tudo é ver que  a grande massa que assiste ao vivo a tais acontecimento se submete ao silêncio total e compassivo.
E os criminosos filmados? Esses continuam impunes.
Impunes porque neste País quem não paga a pensão do filho vai parar na cadeia, e quem atropela e mutila uma criança responde em liberdade porque tem endereço fixo e claro, é réu primário, como se todo mundo tivesse o direito de matar ao menos um ser humano em sua vida , réu primário é mais ou menos isso aqui no Brasil.
O cara que enche a cara e mata pessoas, inclusive crianças, vai parar na rua, basta dar dinheiro para governo na forma de fiança, manja. E quem mata cães e outros animais, se for pego pelas câmeras pagas uns 3 mil de multa e vai para casa, afinal matou um objeto não é?
E esse povo ainda reclama de quem luta pelos animais, eles mesmos não lutam nem por eles mesmos e ainda repetem como papagaios: tanta criança passando fome e você dando comida aos animais. Sim, eu faço a minha parte tentando lutar , muitas vezes contra a sua brutalidade e o desprezo . A vida é assim, tem espaço para todos, menos para os espaçosos.


Simone Nardi




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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Buscando respostas no escuro

Chakras


 Ser humano

 

            Raça de animais perdida dentro de si mesma, tentando argumentar com palavras e atitudes criadas  para esconder suas deficiências de atos passados, do presente e também do futuro, porque não....

            O humano não consegue com toda a sua inteligência entender o que faz outro ser humano matar, roubar, mentir, agir de forma a conseguir o que lhe é proveitoso, aquilo que pode lhe trazer algum benefício material, tudo o que sabemos é que vivemos trancados dentro de um mundo sem volta, com todo o desenvolvimento tecnológico; pouco se sabe sobre o motivo de brigas familiares, mesmo tendo chegado a lua, o ser humano ainda não consegue prever desastres, mesmo com toda “fabulosa” medicina, ainda não conseguimos erradicar a fome, mesmo tendo terras de sobra, ainda não conseguimos nos livrar dos aluguéis, ainda não se sabe sobre o por que, temos que ter tanto e outros tão pouco.

            Seja quem for, o (sistema) como é chamado o modo de vida de uma
In-volução h-umana
população, impõe as regras a qual o ser humano deve respeitar, e como deve ser a vida, essas ordens foram e são lançadas a todo o momento, nos ditam regras, nos jogam como seres também inconscientes e hipnotizados; quando um ou outro para e reflete, quando um ou outro questiona o do por que deve ser assim, - ahh...este é chamado de louco, de inconsequente ou de marginalizado, ou quem sabe, de estar promovendo o caos....sempre foi assim, vide casos de teorias aceitas atualmente,  (a terra é redonda e não plana, Aristóteles), mas até que fossem provadas, eram tidas pela sociedade (sistema), como sendo um provocador dos bons costumes e um revolucionário que queria tirar a ordem e a paz de seu devido lugar.....


            O ser humano mesmo com toda inteligência "dada" por Deus, (não aceito pela maioria dos cientistas), ainda não conseguiu em sua própria sociedade, colocar a mulher em pé de igualdade com os homens; por que será??

            Acredito que através dessas palavras, diante desses tão poucos exemplos citados, possamos parar e refletir um pouco mais sobre nossas vidas, qual o sentido, para que estamos aqui, porque sofremos tanto, porque destruímos aquilo que nos foi permitido usufruir de graça.....temos neste planeta, água, plantas e animais, nos colocamos acima de todos...
Nos consideramos os maiorais, os donos da verdade.....mas nem ao menos sabemos. 

– Qual a verdade?

Dentre alguns poucos anos, não teremos mais ÁGUA potável para consumirmos, não teremos mais PLANTAS para nos satisfazer, não só a visão com suas belas paisagens, mas o AR, componente essencial para a VIDA, dentre pouco tempo não teremos ANIMAIS, isso mesmo, (ANIMAIS) essenciais a vida, - não se deita em uma rede que tenha buracos, com medo que ela se rompa, assim é a vida, maltratamos tudo o quanto conseguimos, matamos não só a nossa própria espécie, e todas as outras as quais conseguimos algum Valor "dinheiro" em cima.

Proibido h-umanos
O ser humano se esqueceu de usar a inteligência, e se deixou tomar pelo senso de propriedade, achando o mesmo que os faraós, que após as morte, ordenavam que fossem sepultados com toda a riqueza material aqui conseguida; uma pena que nunca parou para imaginar, toda a riqueza foi saqueada, consumida pela mesma sede que possuíam, o que ficou dele, foi somente histórias, somente o que ele fez, se ele pudesse ver o dia de hoje, com certeza falaria,  – Mesmo toda a riqueza que possuía não foi capaz de me dar a eternidade, eu fui, e ela ficou.

Este texto foi escrito para que pudessem realmente ler e pensar, o que estamos fazendo com este planeta? o que estamos fazendo com a natureza? o que estamos fazendo com os animais? o que estamos fazendo no país em que vivemos? com a cidade em que moramos? com o bairro? com os familiares? com os filhos? com nós mesmos? o que estamos fazendo para que sejamos livres? o que estamos fazendo para sermos felizes? porque não somos felizes agora? o que falta a todas essas perguntas tem uma simples resposta, mas difícil de ser compreendida, de ser exteriorizada.

O AMOR foi simplesmente colocado de lado em nossas vidas, parece até um discurso infantil, e é exatamente este o propósito, pois ninguém nega que todos os seres que conhecemos são perfeitos quando crianças, adoramos toda forma de vida infantil, todos os animais....... mas será que o ser humano também?



Anderson Pacheco da Silva, colaborador do Blog




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Qual a definição?

Crueldades Impessoais.

 

 

 

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eu e a dor do Outro

Mãe e filhote de orangotango , foram espancados e amarrados, pois devido a invasão humana de seu habita, passam fome e entram nas plantações para obter comida.O ser (h)umano invasor os espanca para evitar o "prejuízo" nas plantações


A tecnologia nos proporciona coisas inimagináveis: o contato com pessoas distantes, a rapidez dessa comunicação, as notícias que nos chegam em tempo real, ou seja, a tecnologia deveria aproximar as pessoas, mas, será que é isso mesmo que ela tem feito?

Nós temos mais acesso as notícias, as imagens ,aos fatos do dia a dia, mas nós também temos acesso a um lado (h)umano que não conhecíamos e que deveria ser muito estudado.

A visão dele (h-umano) diante da dor do outro.

Nós nos abstraímos tanto da dor alheia que não conseguimos mais senti-la como algo a ser evitado, mas apenas como algo a ser visto,aceito e talvez se possível filmado, e que pode ou não, causar algum sentimento em algumas pessoas.

Nos revoltamos com cenas de espancamentos, com cenas de assalto. Nos recusamos a ver cenas de abatedouros ou de criações de animais em confinamento. Mas não fazemos absolutamente nada para mudar as coisas.

A dor do outro permanece em nós como sendo apenas " a dor do outro".

Enquanto o outro sofre nós filmamos para depois postarmos nas redes sociais para que "alguém" faça alguma coisa, para que alguém mais, além do meu Eu, saiba que tal fato existiu.

Cão abandonado
A dor do outro nos parece algo inevitável, a qual algumas vezes pode nos revoltar mas que, em pouco tempo, cai no esquecimento até que mais um sofrimento nos seja mostrado, e assim por diante, causando em nós uma inssenssibilizaçao atordoante que  nos inibe de qualquer ato para evitar que o Outro permaneça em sofrimento.

Para Levinas, filósofo, qualquer um de nós tem inteira responsabilidade pelo outro, sobretudo pelo seu sofrimento, pela sua dor . Para este autor, somente o fato do Outro me olhar, já me torna responsável por ele.O Outro para Levinas, é todo aquele que sofre e necessita de meu auxílio, em sua concepção, todos somos culpados por essa dor.

" [...] a culpabilidade não é um sentimento neurótico, mas a obsessão do sujeito que escuta com solicitude o apelo do outro." (Timm, et.Ética e dialogos)

Ouvir o "grito silencioso" da dor do outro é uma emergência ética.Se posicionar diante desse fato é abrir caminho para tornar-se realmente humano.

A manifestação do outro diante de mim é capaz de trazer com ela o sentido da dor que se exprime naquele ser a quem , eticamente, não posso me furtar em auxiliar. Ao vê-lo, ao tomar seu lugar (alteridade), ao auxiliá-lo, redimo em mim a humanidade esquecida, quase perdida . Abdico de meu solipcismo, de meu antropocentrismo em direção ao outro. Ao vê-lo, finalmente vejo a mim, não importa se ele é humano ou animal, vejo apenas aquele que sofre e que merece a minha humanidade.

Elefante acorrentado
Só assim me posiciono diante do mundo ao qual pertenço, só assim enxergo que também sou o Outro de algum outro Eu.




Simone Nardi







Fonte:

Éticas em Diálogo;Levinas e o pensamento contemporâneo; Ricardo Timm






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