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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Veganismo e Alteridade - E-book Grátis


Mais um e-book do IACH disponível gratuitamente :







VEGANISMO: mOVIMENTO SOCIAL PELA  ALTERIDADE



Os movimentos sociais são reconhecidamente uma das principais ferramentas de mudança das quais as pessoas podem se utilizar para efetuar grandes modificações dentro de uma sociedade, e é dentro dessa estrutura de movimento social em franca expansão que, nos parece, o veganismo já se encontra


Boa leitura


Contamos com a colaboração de nossos leitores na divulgação deste e-book, e já nos preparamos para lançar muitos outros.

Grande abraço

Simone Nardi








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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Espiritismo High Tech


O mundo vive e respira internet


Em Junho de 2017 a empresa onde trabalho sofreu um ataque cibernético que inviabilizou qualquer trabalho com computadores. Isso nos permitiu ler e reler, estudar artigos que muitas vezes em casa não tínhamos tempo. Deparei-me em uma dessas leituras com um artigo de João de Fernandes Teixeira sobre Heidegger e a Tecnologia ( A liberdade é azul era o nome do artigo), onde o filosofo alemão questionava se a Tecnologia era algo nocivo.

Havia,  o olhar pessimista de Heidegger e o contra ponto otimista de G Simondon, belo embate muito bem escrito por João Teixeira. Realmente temos a opção de escolher, mas não apenas de escolher se queremos ou não a tecnologia, mas de como a utilizaremos.

Temos carros mais bonitos, mais potentes, mais tecnologicamente completos e ainda assim continuamos a morrer esmagados dentro deles, a morrer atropelados por eles. Até onde vemos, a Tecnologia não nos ajudou, neste caso, a sermos melhores motoristas, mas ela existe e pelo visto, não sabemos utilizá-la da melhor forma. Somos como algumas crianças que ao receberem um brinquedo novo rapidamente o destroem sobre o olhar assertivo dos pais, afinal para alguns, é preciso destruir para aprender a brincar, ao contrário de outras crianças e pais que sabem que destruir não é brincar, mas é sim algo nocivo.

E por que um Blog Veg está falando sobre Tecnologia?

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Todas as aves merecem a liberdade

Pelicano, foto Sebastião Salgado


As aves são lindos animais que não devem ser retirados da natureza, para ficarem aprisionados em gaiolas. Eles merecem voar livremente pelos céus, e se você gosta desses seres, não deve aprisiona-los, mas sim criar condições em seu quintal para que eles se aproximem de você por vontade própria. Plante arvores frutíferas e flores para que esses nossos irmãos emplumados venham se alimentar próximos de sua casa. Assim você pode se deleitar com seu canto e sua beleza.

Para aqueles que não tem possibilidade de plantar arvores em casa, nada mais agradável que visitar esses lindos animais em seus habitats naturais. Visite parques e reservas onde você pode compartilhar da companhia desses nossos irmãos. 

Mesmo em relação às aves domesticadas e criadas a muito tempo em cativeiro, lembre-se que ao participar desse comercio você está estimulando a perpetuação dessa situação.

Uma coisa que é importante lembrar é: que por mais que nos pareça certo ou caridoso libertar as aves de suas gaiolas, a situação não é tão simples como aparenta. Ao libertar uma ave devemos imaginar se ela vai encontrar condições para sobreviver como: água, comida e abrigo. Devemos ainda ter certeza que ela vai conseguir se defender de predadores. Caso ela não tenha essas capacidades, ao solta-la, estamos condenando essa ave a morte.

Devemos soltar unicamente as aves adultas que foram retiradas da natureza a pouco tempo. Essas sim, tem a capacidade de sobreviver em liberdade. E quanto antes forem livres melhor, já que  muitas vezes o cativeiro leva à morte desses seres, pois inconformadas e assustadas muitas aves se batem contra as grades até o fim de suas forças. Devemos procurar solta-las próximo ao local onde foram aprisionadas para que fique mais fácil seu retorno.
Aves ao por do sol
Aves que foram retiradas da natureza há muito tempo ou que nasceram em cativeiro necessitam de um período de adaptação para que sejam reintroduzidas na natureza e muitas podem nunca chegar a ser soltas.

Agora se você já tutela uma ave é sua responsabilidade cuidar muito bem dela.  

Se for possível deixe a ave o maior tempo possível livre, mas não se esqueça de fechar todas as saídas, pois se a ave fugir não conseguirá arrumar alimento e água ou acabará morrendo na boca de algum predador. Mantenha alimento e água abundante. E não se esqueça que as aves devem comer ração, frutas, legumes e verduras, não unicamente sementes como é o costume.

Muitas aves podem ser soltas dentro de casa, mas algumas buscando a claridade podem bater em vidros e janelas, assim faça um acompanhamento delas para que não se machuquem.

Observem sempre o estado de saúde de seus tutelados, palpando seu peito, onde se encontra os maiores músculos de seu corpo. Músculos fortes e robustos são sinais de saúde, o osso do peito em quilha e saltado é sinal de fraqueza e quase sempre de doença.

Outra maneira de observar a saúde da ave é olhando suas fezes. Fezes saudáveis são formadas de uma “minhoquinha” verde ou marrom, de consistência pastosa, uma pequena parte branca e um pouco de liquido transparente. 

Fezes leitosas, gosmentas, esbranquiçadas, com sangue, sem formato ou cor de vinho são indicativos de doenças. Na duvida leve a um veterinário que atende aves.

Nunca utilize papeis com tinta para forrar os locais onde deixa a ave, jornais e revistas contem produtos químicos que podem intoxicar a ave quando em contato com a pele ou o bico.

Preste muita atenção em sua amiga ave, pois muitas vezes as penas dificultam a percepção de doenças. Assim é importante visitas frequentes ao veterinário.

Arara
Não participe dessa injustiça com as aves, evite aprisionar, comprar e comercializar esses lindos seres que não merecem a prisão, pois nunca foram culpados de nenhum crime!



Ricardo Capuano








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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vegetarianos? Quem são esses caras????

Imagem: Pigley Winks

Você!


É você mesmo que está lendo esse artigo. Você tem ou conhece algum amigo Vegetariano?
Sim? ?
Se não tem deveria ter, já que é cômico ver um amigo sofrendo nos restaurantes para conseguir comer algo nessa cidade, aliás, nesse Mundo.Muito embora as coisas estejam melhorando.
Mas os vegetarianos ainda são vistos como verdadeiros Et´s pelas pessoas, principalmente, pelos garçons. Veganos então, nem se fale.
Para quem é ou tem um Et, opssss um amigo vegetariano e muito ao contrário do que um certo cartão de crédito diz, é impagável ter um amigo no mínimo "diferente" da massa em geral, sabe perfeitamente sobre o que estou falando.
A primeira coisa que fazem quando descobrem que você, ou seu tal amigo é vegetariano e que não come carne é te olharem com aqueles olhos esbugalhados, cheios de terror, como se você fosse uma criatura estranha vinda no mínimo de Plutão, que agora nem mesmo é um Planeta, por isso você passa a ser tão, tão fora de compasso.
Coma mais vegetais
Impressionante não é?
Depois do susto, as pessoas logo soltam aquela pergunta manjada:
Você não come carne? Mas frango você come não é?
Tente você(ou seu amigo, por isso digo que é engraçado ter um amigo assim, ele se mete em cada sinuca e você fica lá, só olhando), mas tente você, um Et de Plutão explicar para o cara esperto diante de você que frango, peixe, mortadela, presunto tudo se encaixa no mesmo rol das "carnes", sorte dele não viver no continente asiático, pois as perguntas prosseguiriam assim: mas gato você come? Cachorro? Golfinho?Baleia?????.
Mesmo aqui no País Tropical eles se negam a acreditar e dizem de pronto:
Ah, mas carne branca você come?
Normalmente é nessa hora em que os vegetarianos respiram mais fundo e tentam explicar os motivos que o tornaram um ser tão desenquadrado da sociedade como ele é. Mal sabe ele que o pior está por vir.E vem mesmo, lá do fundo da mesa, quando uma pessoa mais intrigada chega até mesmo a gritar para tentar entender a linguagem complicada do cara que não come carne:
E por quê?
Nessa hora é quase como se o mundo ao seu redor parasse.Um verdadeiro Matrix vegetal. Até as moscas parecem parar de voar para ouvir o que você vai responder.
As goteiras cessam.A respiração para. E parece que o restaurante inteiro está com os olhos voltados em sua direção(não se esqueça, ou na direção do seu amigo).
Claro que sabemos os motivos que levam algumas pessoas a se tornarem vegetarianas, mas a resposta mais polêmica é aquela que você/seu amigo vai soltar, é quase como o som de um míssil solto voando em direção aos ouvidos inocentes dos telespectadores e caindo em cima deles como uma bomba:
·         Pelos animais.

Queixos caem. 

Mãos estremecem.

Rosto empalidecem.

Alguns recuam as cadeiras.

Outros levam as mãos a boca totalmente aparvalhados, apopléticos,paralisados.
Sorrisos irônicos brotam, alguns tentam disfarçar mas não conseguem.

Espanto.

Incredulidade.

Se alguém ali ainda estivesse em dúvida de que você ou seu amigo era um Et de Plutão, acabaram de ter certeza.

Caracol
Isso é o ser vegetariano.Um ser de outro fragmento rochoso que, quando vai num rodízio de Pizza, paga seus 15 Reais como todos os outros, sai de lá com fome, pois só consegue comer duas ou três pizzas e todas do mesmo sabor:

Rúcula com tomate seco  ou escarola com tomate seco.

Diante dos olhos assustados da plateia ele deixa passar as pizzas de camarão, presunto com ovos, bacon com lombo canadense e bravamente, corajosamente, consegue comer a terceira fatia repetida de rúcula com tomate seco.
Ele incrivelmente não frequenta lanchonetes que vendem hambúrgueres, não come mais cachorro quente no parque, odeia feijoada(quase um herege nesse País) e nem passa perto de açougues.

O sadismo dos amigos é convidá-lo para aquela churrascada de fim de semana: leve espeto para assar a alface, faremos churrasco de brocoli para você.Isso quando não te falam:
·         Abra uma exceção.

Ninguém, ou bem poucos compreendem os motivos que nos levam a ser vegetarianos.Não entendem que não há exceção em nossos ideais.Nós somos completos como somos, pois entendemos a vida de uma forma muito melhor do que muitos pensam entender. 

Nossa consciência nos mostrou que é o certo e o que é o errado e nós escolhemos fazer o certo, não se pode fazer uma exceção e deixar de amar a vida.Somos diferentes porque não conseguimos fechar os olhos para a verdade quando ela apareceu diante de nós, ao contrario de virarmos o rosto nos revoltarmos, optamos por fazer o melhor, por tornar o mundo melhor.

Sim, é muito bom ser vegetariano e melhor ainda ter um amigo vegetariano para conhecermos a força de um ideal, de uma luta por uma mudança no Planeta, pois ser vegetariano num mundo de carnívoros, por si só já é ser um grande vencedor.


Simone Nardi







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domingo, 24 de agosto de 2014

Alma-grupo - isto existe (Parte II)


Quando o assunto abordado é a espiritualidade dos outros animais, muito se ouve que os animais não-humanos são seres que não possuem alma ou que se possuem faz parte de um "todo coletivo', negando-se suas individualidades como seres espirituais.
Aceitar que os animais não-humanos são seres que não possuam alma ou que possuam uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pode-se questionar esta teoria analisando a seguinte frase: "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (O Livro dos Espíritos).
Esta tese de alma-grupo teria se iniciado na Antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
Em relação a "alma-grupo", segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
"Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois
no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem,
Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro
corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que
se chamamos de Alma-grupo"
(Os mestres e a senda - C.W. Leadbeater)
Este conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater não condiz com a Doutrina Espírita, pois o Espiritismo assinala que os Espíritos estagiários do reino animal são Espíritos em evolucão.
Analisemos as citações para melhor refletir:
-      "Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)" (Emmanuel);
-      "Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o Homem não seria menos Homem e nem mais animal” (Kardec);
-      "O Princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade” (Espírito da Verdade);
-      "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (Kardec).
-      "Somos espíritos que animaram animais de antes" (Emmanuel).
Se a alma não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso seria como se não tivesse alma" (Obras Póstumas), o que não se aplica ao Reino Animal, no qual o homem também está incluído.

Este texto foi baseado em grande parte no texto Individualidade da Alma Animal (Comunidade Espírita)
Blog: Alma Animal



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sábado, 23 de agosto de 2014

Alma-grupo - isto existe? -pt 1


É muito comum ouvir/ler que nos animais não-humanos existe o que se denomina “alma-grupo”.

De maneira geral, alma-grupo seria o princípio inteligente, sem consciência, conduzido por um “princípio inteligente grupal” que atuaria na matéria segundo a Lei da Evolução que rege tudo o que conhecemos.

Pensemos de maneira lógica, baseados nas obras da Codificação. Kardec e os Espíritos Superiores escrevem na questão 597 em O Livro dos Espíritos (LE) que “há nos animais um princípio independente da material e que sobrevive ao corpo.”

1ª afirmação: os animais têm alma. Alma é o espírito encarnado, portanto todos – homens e outros animais – são espíritos encarnados (alma) ou desencarnados (espíritos).

Na questão 79 do LE, Kardec e os Espíritos esclarecem: Os espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material.”

2ª afirmação: animais não são alma-grupo. São espíritos que possuem sim individualidade quando encarnados e também quando desencarnados.

Sabe-se de duas frentes em relação a este estudo: 

1) A que admite a individualização durante o processo de evolução do princípio inteligente;

2) A que admite a individualização desde o princípio.

Vejamos o que Irvênia Prada em seu livro A Questão Espiritual dos Animais (pp.43) escreve:
                           
  “Aceito plenamente a ideia de que a célula já é um indivíduo e que corresponde a um princípio inteligente rudimentar. Penso que a noção de alma-grupo apenas pode ser entendida como o estado de sintonia e consequentemente de interação energética e vibratória, em que vivem seres afins.

Ainda em LE, os Espíritos abordam sobre a vontade dos outros animais: “É verdade que na maioria dos animais domina o instinto. Mas, não vês que muitos obram denotando acentuada vontade? É que têm inteligência, porém limitada.”

Como poderíamos discutir sobre vontade sem individualizar o ser? Não observamos nossos amigos animais em casa e presenciamos diversas cenas em que a inteligência, raciocíno e sensiblidade nos aguça a curiosidade? E nem que estas demonstrações de vontade são diferentes e variam muito de ser para ser? 

De maneira lógica, para animais não-humanos, acreditar no que se chama “alma-grupo” como colocamos aqui, é desacreditar na inteligência superior e nas evidências que todos os dias observamos.


Referências Bibliográficas

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec





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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Livre Arbítrio x Animais - Parte 3

Pintinhos




Permitido é ao homem, alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. (Livro dos Espíritos - questão 722)


Nós falamos, falamos e talvez para alguns não tenha ainda ficado compreensível o termo: Livre Arbítrio X Animais. O fato é que não queremos proibir ninguém de fazer nada, assim como o Livro dos Espíritos nada proíbe. Quem somos nós para proibirmos algo? O desejo é apenas de mostrar a verdade que fica oculta em nossos atos diários. Não queremos proibir Paulo de bater em Joana, não, ele tem o livre arbítrio dele para usar como bem entender, porém há um adendo: Paulo batendo em Joana, esta ficará machucada, e se Paulo não sabe que ela ficará machucada é uma coisa, se sabe, é outra bem diferente, ele o fará consciente do fato, o que pesará mais sobre ele, porém não evitará a dor dela. Mas, se ele souber que poderá machucá-la nessa "brincadeira" e realmente gostar dela, com certeza não irá mais bater nela.

As pessoas hoje querem guardar essa inocência infantil em relação aos animais; não saber o que lhes acontece, de alguma forma, as faz pensar que não são culpadas. Porém eles continuam, assim como Joana, sendo machucados e mortos diariamente.

O livre arbítrio nos dá igualmente o direito de optarmos por roubar ou não, mas nós sabemos das consequências para nós mesmos se formos presos; o mesmo acontece se matarmos alguém. Com os animais, porém, a coisa é diferente; achamos que matá-los não nos trará consequências, e a maioria nem se importa ou sequer se dá conta do que acontece com eles em sua curta vida de aprisionamento e abate.

Enganamo-nos. As consequências estão diante de nossos olhos. Basta ligarmos a TV para ouvirmos falar sobre o aquecimento global. Queimadas, erosões, tornados. Houve uma grande desestabilização do planeta, causado pelo uso incorreto e excessivo de suas riquezas naturais. Estudos reveladores de economistas e de jornalistas como Washington Novais, mostram que o maior responsável pelo aumento de gases na atmosfera e, consequentemente, o aumento da temperatura e das mudanças climáticas, é a criação de rebanhos para consumo de carne.

Nós temos o direito do livre arbítrio e também temos direito às suas consequências. Washington Novaes é franco ao dizer que hoje, apenas no Brasil, existem muito mais bois do que pessoas, e ainda se morre de fome neste país. Todos esses animais necessitam de água (para um quilo de carne é necessário cerca de 15 mil litros de água, cada boi pesa em torno de 500 quilos), recurso que também está ficando escasso. Todos esse animais produzem dejetos que, dependendo de onde são criados, poluem rios e lençóis freáticos. Parece que algo realmente está começando a nos afetar, e se não nos preocupamos com os animais, é hora de começarmos a nos preocupar com nós mesmos e com nosso futuro no planeta.

Uma das oito recomendações da FAO é que se diminua a ingestão de carne, não apenas porque ela mata os animais, mas porque está matando o planeta. Um certo egoísmo disfarçado, pois ainda mais uma vez, nós não nos importamos com os animais e, sim, com o que acontece com o planeta, pois se ele morrer morreremos com ele. E isto, sim, nos afeta.

Frangos
Agora que sabemos, supondo que antes desconhecíamos tal fato, que o consumo de carne, seja de qualquer cor - pois está previsto também por economistas que em cerca de 40 a 45 anos os peixes irão desaparecer do mar - o que faremos? Lembrando que a piscicultura também é uma grande responsável pela degradação de biomas, desequilíbrio do habitat de espécies nativas e poluição das águas por produtos químicos (fontes da FAO e World Watch Institute). Os jornais dizem que o consumo de carne está aumentando, mas a fome continua, porque milhares de áreas são devastadas para o aumento dos rebanhos e para a plantação de soja que será exportada e transformada em alimento para o gado europeu, enquanto o mundo mergulha no aquecimento global.

Se conseguimos não nos importar com a morte dos animais, será que um dia conseguiremos nos importar com a "nossa"? Será que, diante dos fatos novos que nos surgem, seremos capazes de sermos mais piedosos com o planeta ou ainda usaremos do nosso livre arbítrio para ir contra ele? Não estamos mais falando das mortes violentas nos abatedouros, do transporte estressante desses animais. Não, estamos falando agora de nossa própria extinção e, o pior, não pelos desígnios divinos como muitos gostam de dizer, mas pelas nossas próprias mãos. Se não somos capazes de abstermo-nos de carne pelos animais (questão 724 do Livro dos Espíritos), será que conseguiremos fazê-lo então por nós mesmos?

O que não podemos mais é fechar nossos olhos para a realidade:

"Permitido é ao homem, alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. (Livro dos Espíritos - questão 72)" Agora que sabemos que o aumento dos rebanhos é a maior causa do desequilibro planetário, como poderemos compreender a frase acima? Que avisos mais necessitaremos para ver que estamos indo na contramão da evolução? Podemos nos alimentar de tudo o que não nos prejudique, mas podemos nos alimentar de algo que prejudique a outro ser, a outra centelha divina? A cada minuto 12 crianças morrem de fome no mundo(FAO). Mais de 60 milhões de animais são abatidos por mês. Acredite ou não, tudo isso está interligado.

Frangos abatidos
A nossa visão muda quando deixamos de ver os animais apenas como objetos inanimados, não é? Fica difícil olharmos para eles no momento de seu abate, fica difícil olhar para seus olhos momentos antes de entrarem nos abatedouros. Podemos fechar nossos olhos para eles, mas não podemos fechar os olhos para o que está ocorrendo no planeta.

Nenhuma mudança significativa é fácil, mas a espiritualidade acredita que já estamos prontos para mudar, para compreender o que não conseguiríamos compreender há 200 , 300 anos atrás. Os animais têm alma. O Planeta é um organismo vivo que está , como o lobo, tentando expulsar as pulgas dele. Nós somos, nesse momento, as pulgas. É hora de decidirmos o que queremos para nós mesmos e para o planeta, bem como para todas aquelas centelhas divinas que caminham ao nosso lado. O bom uso do livre arbítrio não maltrata, não destrói e não corrompe, antes de usá-lo devemos pensar nas consequências de nossas escolhas e de nossos atos. O livre arbítrio deve gerar a paz, não a dor.







Simone Nardi




 Bibliografia

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Missionários da Luz- Chico Xavier/André Luiz
Nosso Lar - Chico Xavier/André Luiz
O Consolador - Chico Xavier/Emmanuel
A Gênese da Alma- Caibar Schutel
Tudo o que Vive é Teu Próximo - C.W Leadbeather
Contos e Apólogos - Chico Xavier/Irmão X
Treino para a Morte - Chico Xavier/Irmão X
A Carne é Fraca (vídeo)- Instituto Nina Rosa
Vídeo de Washington Novais
E Agora Animal? - Revista Sapiens
Inteligência e Memória Animal -
Disponível em :http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml 








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