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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sofrimento dos Animais: de quem é a Culpa?




Sabemos que o sofrimento dos animais é um tema que comove, intriga, causa revolta e aguça a curiosidade daqueles que se interessam pelo bem estar geral dos animais.

Embora a resposta a questão :  Por que sofrem os animais? ; seja tão cristalina e evidente, constantemente empreendemos uma busca distante do agressor para encontrarmos um culpado a altura do sofrimento que assistimos, buscamos sempre encontrar Um Culpado que consiga tranquilizar nossa consciência.

A grande maioria culpa Deus utilizando-se das mesmas razões milenares : 

"Ele ama somente os seres humanos."

"Ele pune uns e poupa outros"

"Ele é cruel".

E são tantos Ele é isso ou Ele é aquilo , isso quando Ele sequer existe, sua Não existência é o que causaria o sofrimento dos animais, ou seja, de qualquer modo só há um culpado para o sofrimento animal e seu nome é : DEUS.

É sempre bem mais fácil e comodo culpar um Ser no qual , primeiramente não se acredita e posteriormente, que não reclama de ser acusado de algo. Se um trem bateu porque o maquinista  ou seus controladores falharam e milhares de pessoas morreram logo surge a Frase : Por que Deus não fez nada?

Ora porque uma outra parcela da população também alega que Ele não existe e não existindo, inclusive para alguns que se encontravam no trem, o que Ele poderia fazer? Mas existindo e nada fazendo, Ele repentinamente se torna um Ser cruel.

Não existe escapatória para Ele.

Mas aí eis que surge outro grande problema. Alguns que alegam que Deus não existe o fazem porque afirmam que se Ele, caso existisse, não permitiria tanto sofrimento , não permitindo que sob seu reino existisse tanta dor.


Mas existem tantos filhos humanos que cometem atrocidades bestiais mundo afora. 

Concordamos que alguns são filhos de pais realmente ausentes, que pouco se importam com os caminhos que o filho seguir já que também eles estão perdidos no Mundo, mas há outros porém que são filhos de pais devotados e amorosos, que tudo fazem para o bem estar do filho, que de todas as formas lutam para que aquele filho, hoje criminoso e causador de sofrimento, retorne ao caminho do bem, muitas vezes sem sucesso.

O que dizer a respeito disso? 

Que quando erramos, seja muito ou seja pouco, a culpa sempre será de nossos pais : ou por não se incomodarem com o rumo que tomamos ou por , mesmo amorosos, nos permitirem a confiança do Livre Arbítrio, a confiança de que como seres do Mundo temos o total direito de escolher para onde rumar, independente de seus valorosos conselhos?

Seria mesmo perfeito se não existisse um Deus, pois assim os seres humanos olhariam sua crueldade para com os animais por um outro ângulo, veriam sua bestialidade incessante realmente desvelada.

Eles deixariam de se endeusar como se aqueles que hoje cobram e apontam para um único culpado, nunca antes em suas vidas houvessem cometido qualquer delito contra os animais. Porque hoje, do lado que julgam ser o Bem, ele se vê na condição de culpar a quem - ainda - não pensa como ele.

Assim começam os fanatismos. 

Vagarosamente, procurando um culpado para que sua "Causa" possa existir, procurando diferenças que sempre irão existir e com dedos em riste sempre explosivos, zangados, vingativos e revoltados, cuspindo ódio ao invés do amor:

"Se não for da minha religião, não presta"

"Se não for ateu, não presta"

"Se não for vegetariano, não presta"

E vamos colocar que, ao contrário do que muitas pessoas repetem como papagaios :

"Se não vier pelo amor, vem pela dor"

O esperado é que se venha sempre pelo amor. Sempre é mais benfazejo conquistar um coração pelo amor, jamais pela dor.

A vida só é injusta quando a esperança morre, quando o amor desaparece, quando se vive no fanatismo cego de que só minha palavra é lei.

Os animais sofrem sim, porque muitos que hoje lutam por eles já comeram suas carnes, já lhes devoraram as entranhas, já os ignoraram um dia.

Sofrem porque muitos de nós já nos mantivemos por anos a fio cegos as suas súplicas, tais como os que hoje ainda os ignoram. E os animais sofrem mais ainda para nos mostrar o que somente HOJE conseguimos enxergar;

"Cegos guiando cegos, ambos cairão no abismo"



Deus não é o culpado pelos erros humanos nem pela dor dos animais, existindo ou não.

Os animais sofrem e continuarão sofrendo enquanto não formos capazes de mudar e sobretudo de amar, não em nome de Deus, nem em nome de nossa saúde, mas por respeito à eles mesmos.

Àqueles que creem, fiquem com Deus.

Aos amigos ateus, fiquem em paz.


Simone Nardi


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domingo, 24 de agosto de 2014

Alma-grupo - isto existe (Parte II)


Quando o assunto abordado é a espiritualidade dos outros animais, muito se ouve que os animais não-humanos são seres que não possuem alma ou que se possuem faz parte de um "todo coletivo', negando-se suas individualidades como seres espirituais.
Aceitar que os animais não-humanos são seres que não possuam alma ou que possuam uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pode-se questionar esta teoria analisando a seguinte frase: "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (O Livro dos Espíritos).
Esta tese de alma-grupo teria se iniciado na Antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
Em relação a "alma-grupo", segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
"Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois
no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem,
Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro
corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que
se chamamos de Alma-grupo"
(Os mestres e a senda - C.W. Leadbeater)
Este conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater não condiz com a Doutrina Espírita, pois o Espiritismo assinala que os Espíritos estagiários do reino animal são Espíritos em evolucão.
Analisemos as citações para melhor refletir:
-      "Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)" (Emmanuel);
-      "Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o Homem não seria menos Homem e nem mais animal” (Kardec);
-      "O Princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade” (Espírito da Verdade);
-      "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (Kardec).
-      "Somos espíritos que animaram animais de antes" (Emmanuel).
Se a alma não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso seria como se não tivesse alma" (Obras Póstumas), o que não se aplica ao Reino Animal, no qual o homem também está incluído.

Este texto foi baseado em grande parte no texto Individualidade da Alma Animal (Comunidade Espírita)
Blog: Alma Animal



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sábado, 23 de agosto de 2014

Alma-grupo - isto existe? -pt 1


É muito comum ouvir/ler que nos animais não-humanos existe o que se denomina “alma-grupo”.

De maneira geral, alma-grupo seria o princípio inteligente, sem consciência, conduzido por um “princípio inteligente grupal” que atuaria na matéria segundo a Lei da Evolução que rege tudo o que conhecemos.

Pensemos de maneira lógica, baseados nas obras da Codificação. Kardec e os Espíritos Superiores escrevem na questão 597 em O Livro dos Espíritos (LE) que “há nos animais um princípio independente da material e que sobrevive ao corpo.”

1ª afirmação: os animais têm alma. Alma é o espírito encarnado, portanto todos – homens e outros animais – são espíritos encarnados (alma) ou desencarnados (espíritos).

Na questão 79 do LE, Kardec e os Espíritos esclarecem: Os espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material.”

2ª afirmação: animais não são alma-grupo. São espíritos que possuem sim individualidade quando encarnados e também quando desencarnados.

Sabe-se de duas frentes em relação a este estudo: 

1) A que admite a individualização durante o processo de evolução do princípio inteligente;

2) A que admite a individualização desde o princípio.

Vejamos o que Irvênia Prada em seu livro A Questão Espiritual dos Animais (pp.43) escreve:
                           
  “Aceito plenamente a ideia de que a célula já é um indivíduo e que corresponde a um princípio inteligente rudimentar. Penso que a noção de alma-grupo apenas pode ser entendida como o estado de sintonia e consequentemente de interação energética e vibratória, em que vivem seres afins.

Ainda em LE, os Espíritos abordam sobre a vontade dos outros animais: “É verdade que na maioria dos animais domina o instinto. Mas, não vês que muitos obram denotando acentuada vontade? É que têm inteligência, porém limitada.”

Como poderíamos discutir sobre vontade sem individualizar o ser? Não observamos nossos amigos animais em casa e presenciamos diversas cenas em que a inteligência, raciocíno e sensiblidade nos aguça a curiosidade? E nem que estas demonstrações de vontade são diferentes e variam muito de ser para ser? 

De maneira lógica, para animais não-humanos, acreditar no que se chama “alma-grupo” como colocamos aqui, é desacreditar na inteligência superior e nas evidências que todos os dias observamos.


Referências Bibliográficas

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec





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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Livre Arbítrio x Animais - Parte 3

Pintinhos




Permitido é ao homem, alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. (Livro dos Espíritos - questão 722)


Nós falamos, falamos e talvez para alguns não tenha ainda ficado compreensível o termo: Livre Arbítrio X Animais. O fato é que não queremos proibir ninguém de fazer nada, assim como o Livro dos Espíritos nada proíbe. Quem somos nós para proibirmos algo? O desejo é apenas de mostrar a verdade que fica oculta em nossos atos diários. Não queremos proibir Paulo de bater em Joana, não, ele tem o livre arbítrio dele para usar como bem entender, porém há um adendo: Paulo batendo em Joana, esta ficará machucada, e se Paulo não sabe que ela ficará machucada é uma coisa, se sabe, é outra bem diferente, ele o fará consciente do fato, o que pesará mais sobre ele, porém não evitará a dor dela. Mas, se ele souber que poderá machucá-la nessa "brincadeira" e realmente gostar dela, com certeza não irá mais bater nela.

As pessoas hoje querem guardar essa inocência infantil em relação aos animais; não saber o que lhes acontece, de alguma forma, as faz pensar que não são culpadas. Porém eles continuam, assim como Joana, sendo machucados e mortos diariamente.

O livre arbítrio nos dá igualmente o direito de optarmos por roubar ou não, mas nós sabemos das consequências para nós mesmos se formos presos; o mesmo acontece se matarmos alguém. Com os animais, porém, a coisa é diferente; achamos que matá-los não nos trará consequências, e a maioria nem se importa ou sequer se dá conta do que acontece com eles em sua curta vida de aprisionamento e abate.

Enganamo-nos. As consequências estão diante de nossos olhos. Basta ligarmos a TV para ouvirmos falar sobre o aquecimento global. Queimadas, erosões, tornados. Houve uma grande desestabilização do planeta, causado pelo uso incorreto e excessivo de suas riquezas naturais. Estudos reveladores de economistas e de jornalistas como Washington Novais, mostram que o maior responsável pelo aumento de gases na atmosfera e, consequentemente, o aumento da temperatura e das mudanças climáticas, é a criação de rebanhos para consumo de carne.

Nós temos o direito do livre arbítrio e também temos direito às suas consequências. Washington Novaes é franco ao dizer que hoje, apenas no Brasil, existem muito mais bois do que pessoas, e ainda se morre de fome neste país. Todos esses animais necessitam de água (para um quilo de carne é necessário cerca de 15 mil litros de água, cada boi pesa em torno de 500 quilos), recurso que também está ficando escasso. Todos esse animais produzem dejetos que, dependendo de onde são criados, poluem rios e lençóis freáticos. Parece que algo realmente está começando a nos afetar, e se não nos preocupamos com os animais, é hora de começarmos a nos preocupar com nós mesmos e com nosso futuro no planeta.

Uma das oito recomendações da FAO é que se diminua a ingestão de carne, não apenas porque ela mata os animais, mas porque está matando o planeta. Um certo egoísmo disfarçado, pois ainda mais uma vez, nós não nos importamos com os animais e, sim, com o que acontece com o planeta, pois se ele morrer morreremos com ele. E isto, sim, nos afeta.

Frangos
Agora que sabemos, supondo que antes desconhecíamos tal fato, que o consumo de carne, seja de qualquer cor - pois está previsto também por economistas que em cerca de 40 a 45 anos os peixes irão desaparecer do mar - o que faremos? Lembrando que a piscicultura também é uma grande responsável pela degradação de biomas, desequilíbrio do habitat de espécies nativas e poluição das águas por produtos químicos (fontes da FAO e World Watch Institute). Os jornais dizem que o consumo de carne está aumentando, mas a fome continua, porque milhares de áreas são devastadas para o aumento dos rebanhos e para a plantação de soja que será exportada e transformada em alimento para o gado europeu, enquanto o mundo mergulha no aquecimento global.

Se conseguimos não nos importar com a morte dos animais, será que um dia conseguiremos nos importar com a "nossa"? Será que, diante dos fatos novos que nos surgem, seremos capazes de sermos mais piedosos com o planeta ou ainda usaremos do nosso livre arbítrio para ir contra ele? Não estamos mais falando das mortes violentas nos abatedouros, do transporte estressante desses animais. Não, estamos falando agora de nossa própria extinção e, o pior, não pelos desígnios divinos como muitos gostam de dizer, mas pelas nossas próprias mãos. Se não somos capazes de abstermo-nos de carne pelos animais (questão 724 do Livro dos Espíritos), será que conseguiremos fazê-lo então por nós mesmos?

O que não podemos mais é fechar nossos olhos para a realidade:

"Permitido é ao homem, alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. (Livro dos Espíritos - questão 72)" Agora que sabemos que o aumento dos rebanhos é a maior causa do desequilibro planetário, como poderemos compreender a frase acima? Que avisos mais necessitaremos para ver que estamos indo na contramão da evolução? Podemos nos alimentar de tudo o que não nos prejudique, mas podemos nos alimentar de algo que prejudique a outro ser, a outra centelha divina? A cada minuto 12 crianças morrem de fome no mundo(FAO). Mais de 60 milhões de animais são abatidos por mês. Acredite ou não, tudo isso está interligado.

Frangos abatidos
A nossa visão muda quando deixamos de ver os animais apenas como objetos inanimados, não é? Fica difícil olharmos para eles no momento de seu abate, fica difícil olhar para seus olhos momentos antes de entrarem nos abatedouros. Podemos fechar nossos olhos para eles, mas não podemos fechar os olhos para o que está ocorrendo no planeta.

Nenhuma mudança significativa é fácil, mas a espiritualidade acredita que já estamos prontos para mudar, para compreender o que não conseguiríamos compreender há 200 , 300 anos atrás. Os animais têm alma. O Planeta é um organismo vivo que está , como o lobo, tentando expulsar as pulgas dele. Nós somos, nesse momento, as pulgas. É hora de decidirmos o que queremos para nós mesmos e para o planeta, bem como para todas aquelas centelhas divinas que caminham ao nosso lado. O bom uso do livre arbítrio não maltrata, não destrói e não corrompe, antes de usá-lo devemos pensar nas consequências de nossas escolhas e de nossos atos. O livre arbítrio deve gerar a paz, não a dor.







Simone Nardi




 Bibliografia

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Missionários da Luz- Chico Xavier/André Luiz
Nosso Lar - Chico Xavier/André Luiz
O Consolador - Chico Xavier/Emmanuel
A Gênese da Alma- Caibar Schutel
Tudo o que Vive é Teu Próximo - C.W Leadbeather
Contos e Apólogos - Chico Xavier/Irmão X
Treino para a Morte - Chico Xavier/Irmão X
A Carne é Fraca (vídeo)- Instituto Nina Rosa
Vídeo de Washington Novais
E Agora Animal? - Revista Sapiens
Inteligência e Memória Animal -
Disponível em :http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml 








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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Livre Arbítrio X Animais - Parte 2


Luar



Os males deste mundo estão em razão das necessidades fictícias que criais para vós mesmos. ALLAN KARDEC



A moralidade rege o Livre Arbítrio e o Livre Arbítrio rege a moralidade, ou assim deveria ser.

Continuando nosso bate papo sobre livre arbítrio e o quanto ele afeta a vida de outros seres, vamos nos lembrar que refletimos como é muito mais fácil lermos sobre os males do carnaval e nos afastarmos dele, basta não sairmos de casa, não ligarmos a TV, e nos absteremos de todo contato dessa festa, para muitos, imoral. É muito fácil lermos sobre a tristeza que existe no natal, basta doarmos aquilo que não nos fará falta para aqueles que nada possuem, e afinal, pipocam campanhas e mais campanhas nessa época, tornando ainda mais fácil nossa abnegação.

Mas é difícil nos vermos prejudicando a evolução espiritual de outros seres que dividem conosco a maravilha de sermos todos, centelhas divinas. Não vou dividir entre mineral, vegetal, animal ou hominal, vamos nos colocar apenas como realmente somos, ou seja: almas encarnadas em busca da evolução.

Sempre que esse tão temido assunto surge à tona, buscamos no Livro dos Espíritos muitas desculpas para nossa fraqueza moral diante de determinados seres da criação. Pergunta tal, numero tal de fulano de tal e acreditamos que nossa consciência ficará tranquila porque, afinal, está escrito que a carne nutre a carne, mas também lá, no mesmo livro está escrito que é meritório abster-se de carne, porém, para nossa consciência, isso não é tão importante e temos também o direito a usar e abusar de nosso "livre arbítrio".

É sempre muito difícil falarmos sobre a alimentação carnívora porque as pessoas simplesmente não aceitam o fato de que os animais, como nossos irmãos, são centelhas divinas em evolução, como um dia já fomos, e ainda o somos. O espiritismo nos diz: "Os animais são nossos irmãos!" E eu questiono: Irmãos em quê?

Porque a maioria de nós não os trata como tal. Que desafio dificílimo não é? Encarar seres que aprendemos a ver como inferiores, como nossos irmãos espirituais. Do átomo ao arcanjo.

Quem consegue imaginar hoje que, aquele ser ao qual tiramos a vida, porque julgamos ter direitos sobre ele, porque nos é, moralmente inferior, um dia chegará a arcanjo?

Já imaginou se um dia nos encontrássemos na espiritualidade com ele e, mais fantástico ainda, ou não, porque demore milhões de anos ou não, a evolução sempre chega para todos, o reconhecêssemos? Será que iríamos nos envergonhar? Ou será que diríamos que tínhamos um direito sobre ele que hoje, ele como arcanjo, já não temos mais!?!?

E será que temos mesmo esse direito ou nos outorgamos um direito que deveria pertencer somente a divindade, o direito sobre a vida e a morte!?!?

Leitão no prato
A verdade é que somos também inferiores e que precisamos da alimentação animal para sobreviver!?!?Alguns sim, outros não. Porém não é por isso que devemos esconder de nossos olhos e de nossos ouvidos o sofrimento e os gritos de dor desses nossos irmãos; mas frequentemente o fazemos, pelo livre arbítrio e para deixarmos nossa consciência mais tranquila. Aí, nesse caso, já não importa o que Emmanuel disse ou André Luiz escreveu, é muito difícil tentar mudar. Podemos sim comer carne, mas não podemos dizer que consideramos os animais nossos irmãos menores, isso jamais iria corresponder à verdade, e também não podemos esconder de nós mesmos o que fazemos com eles.

Não gostamos de quando tentam nos contar como os bois são abatidos, queremos acreditar que existe mesmo o tal "abate humanitário" e que eles não sofrem nada nem antes nem durante o abate. Não queremos ver imagens de porcos sendo eletrocutados para que não nos falte o presunto na mesa matinal, não, não queremos ver, isso fere a nossa sensibilidade. E nós somos bons, somos sensíveis e gostamos dos animais.

Tapamos os nossos ouvidos para aquele cara chato que tenta narrar como as galinhas, coelhos e cabras são degolados e agonizam, porque isso nos causa náuseas e um medo cruel de que, ouvindo, lendo ou vendo tal brutalidade com outras centelhas divinas, não consigamos mais comê-los.

Por que nos recusamos a ouvir ou ver como eles morrem, se ficamos satisfeitos ao vê-los em nossos pratos? Há um provérbio chinês que deixa em descoberto a nossa posição relutante de mudar:

"Fechando os olhos não aliviará a dor do outro"

Por que não queremos pensar neles e em sua dor diante da morte? Por que, ainda hoje, mesmo com todas as provas da ciência de que eles são seres senscientes, queremos viver num passado primitivo onde era necessário matar para sobreviver?

Talvez porque ignoremos as palavras dos Espíritos em relação a eles; porque não queremos mudar, porque temos medo de mudar e deixar a nossa posição confortável diante deles, e talvez o que mais me assusta nos espíritas:

Talvez porque não consigamos vê-los ainda como verdadeiras centelhas da luz divina, porque os animais com certeza, já não nos vêem mais com bons olhos:

"Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiarem em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir, com o raciocínio embrionário, onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. (Cap. 4págs. 41 e 42- Livro Missionários Da Luz)".

Espero que todos um dia, tenham a verdadeira compreensão dessa mensagem em beneficio não se si mesmos, mas daqueles que realmente precisam e sofrem mais do que nós mesmos.

Encerramos com uma frase de Kardec, para nos lembrarmos do caminho mais correto a seguir:

"O progresso da humanidade tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, de amor e de caridade".

Caridade para com todas as centelhas divinas que dividem conosco, este pequeno planeta. 




Simone Nardi 






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terça-feira, 29 de julho de 2014

Livre Arbítrio X Animais - Parte 1


Akita: Hime




O homem é um Deus para os animais, como outrora os Espíritos foram deuses para os homens. ALLAN KARDEC



Diariamente recebemos mensagens da espiritualidade sobre os mais diversos assuntos do nosso cotidiano. Pequenas regras de como agir bem para melhorarmos a nós mesmos e, consequentemente, o mundo ao nosso redor.

São mensagens de como nos controlarmos diante da raiva, da tristeza e da perda de um ente querido. De como agirmos diante de uma situação de penúria e lamento. E essas orientações espirituais circulam ainda mais em determinadas datas comemorativas, nos mostrando como deveríamos ou não agir, já que temos o direito do Livre Arbítrio para nos guiar a consciência.

No Natal orientam-nos a respeitar o Mestre Jesus, sempre esquecido nas opulentas festas familiares. Na Páscoa nos convidam a relembrar com carinho do Mestre crucificado. No Carnaval nos convidam a nos afastarmos da festa e tomar cuidado com os excessos ao qual ele pode levar .

A grande maioria dos espíritas segue todas as orientações da espiritualidade, e há um repasse gigantesco de textos sobre tais assuntos pelas redes de Internet, o que não acontece, infelizmente, com outros tipos de mensagens que às vezes sequer são lidas e, frequentemente deletadas, tanto dos e-mails, quanto da mente das pessoas.

Essas mensagens são aquelas que ficam a beira do caminho, ignoradas pela mesma grande maioria que repassou as mensagens sobre o Natal, o Carnaval e a Páscoa, às vezes até são lidas, mas não são seguidas com a desculpa do "Livre Arbítrio". Só nos esquecemos que nosso mau uso do "Livre Arbítrio" pode acabar nos prejudicando e ainda pior, prejudicando o mundo que nos cerca.

Se conseguimos ler uma mensagem de Emmanuel sobre os males que o Carnaval pode trazer a nossa evolução, não ignorá-la e ainda por cima, disseminá-la entre amigos, por que conseguimos ignorar esse mesmo Emmanuel, quando ele se refere aos malefícios da carne, alegando que nossa evolução está atrasada devido aos nossos, nada misericordiosos, hábitos alimentares?

Em sua obra "O Consolador", Emmanuel na questão 129, questionado se é um erro o homem se alimentar dos animais, ele responde:

"A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos."

Livre Arbítrio?

Sim, podemos sempre nos valer dele e acusá-lo por nossas necessidades físicas particulares, só não podemos esquecer que usando-o a nosso favor, estamos contribuindo diretamente com a matança indiscriminada de vidas que foram , como nós, criadas por Deus para evoluírem sempre, e somos responsáveis por impedir esse progresso, retardando-o de forma brutal. Enquanto dizemos a nós mesmos que é preferível comermos nosso bifinho, ao invés de falarmos mal de alguém ou de nos atormentarmos pela falta dele, deveríamos nos lembrar do que acontece dentro dos matadouros e assim pesar se a falta de nosso bife, "nosso tormento", vale mesmo aquela vida que sofreu e perdeu momentos preciosos de evolução.

Planeta Terra
Se conseguimos ler uma mensagem de André Luiz sobre o Natal, e nos compadecermos dos desabrigados, dos órfãos e dos famintos, como conseguimos ignorá-lo quando ele nos narra em detalhes, todo o sofrimento pelos quais os animais passam diante da morte brutal que os levará até nossas mesas natalinas?

"A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugamos os tecidos musculares, roemos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pedem roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatamos os requintes da exploração milenária e infligimos a muitos deles determinadas moléstias para que nos sirvam melhor ao paladar. O suíno comum é enclausurado em regime de ceva, para adquirir banhas doentias e abundantes. Gansos são postos nas engordadeiras para que hipertrofiem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes famosos. Em nada nos dói o quadro comovente das vacas-mãe levadas ao matadouro, para que nossas panelas transpirem agradavelmente, esquecidos de que tempos virão para a Humanidade terrestre em que o estábulo, como o lar, será também sagrado e que em todos os setores da Criação Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. (Cap. 4págs. 41 e 42- Livro Missionários Da Luz)

Livre Arbítrio?

Temos que considerar, embora alguns discordem, que nos é bem mais fácil nos valermos da consciência moral quando nos propomos a realizar ações ou nos afastar de algo que não gostamos: Carnaval, futebol, reveillon. Sempre fica mais fácil nos afastarmos daquilo que não apreciamos. Já, quando gostamos de determinadas coisas, sempre nos valemos de nosso "Livre Arbítrio", afinal, nos banquetearmos dos animais é algo que está encravado em nossas raízes, só nos esquecemos que esses mesmos animais, como Centelhas Divinas, também seguem conosco na trilha da evolução.

Dezenas de vozes se erguem para amenizar o tema quando ele trata da alimentação animal, alegando que podemos comer carne porque ainda necessitamos, porque alguns encaram como balelas as palavras de Irmão X sobre os cemitérios na barriga, porque o próprio Chico comia carne, porque ainda somos carne.E encaram com tremenda seriedade outras mensagens desse mesmo espírito sobre Natal, sobre tristeza, sobre dor. Quantas vezes já ouvi de grandes palestrantes a frase: "Comer carne não faz mal nenhum".

Não faz mal nenhum a nós ou aos animais?

Somos egoístas a esse ponto de não nos importamos com eles, só nos importando com as "Nossas" fraquezas e com aquilo que só a nós, poderá ou não fazer mal?Será isso que o Espiritismo nos ensina?

Às vezes me questiono por quanto tempo ainda, nós usaremos da desculpa do "Livre Arbítrio" que Deus nos concedeu, para prejudicarmos estes espíritos, só porque estão num grau bem mais abaixo daquele que já atingimos.

Claro que devemos respeitar o tempo de despertar de cada um e seu Livre Arbítrio, mas enquanto dormimos outros sofrem e, se somos capazes de estender as mãos a um espírito sofredor, porque não somos capazes de fazer isso a todos os que sofrem?

Tudo o que vive é teu próximo, afirmou Gandhi, e Jesus já havia dito antes, Amai ao próximo como a ti mesmo; próximo em espírito, não importa se o consideramos superior ou inferior, somos capazes de respeitar os anjos por serem superiores, no entanto não conseguimos respeitar aqueles que julgamos inferiores.

Menina e a alma de um cão
Acredito que , como espíritas, temos que os esforçar mais para ouvirmos e compreendermos as mensagens dos espíritos, e usar de sua sabedoria não apenas no Carnaval ou no Natal, mas diariamente, a começar pela violência contida em nossas mesas. Não existem vampiros apenas nos bailes de Carnaval, existem vampiros também dentro dos frigoríficos. Não existe tristeza e dor somente no Natal, não somente os órfãos e desabrigados padecem, mas existe dor e sofrimento diariamente dentro dos abatedouros.

Se quisermos nos melhorar e melhorar o Mundo, devemos aprender a ouvir com o coração, não apenas aquelas mensagens que nos são mais "fáceis" de serem seguidas, mas aquelas mais difíceis, aquelas em que temos que quebrar verdadeiros muros culturais para conseguirmos realmente, fazer o bem.

Será que somos capazes de sermos realmente abnegados, ou fazemos apenas o necessário para nos sentirmos bem?


Simone Nardi 






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sexta-feira, 28 de março de 2014

Atitudes em favor dos Animais – Filosofia Vegana


Patinhos

A falta ou deturpação de informação sobre certos assuntos causa a formação de “estereótipos” que muitas vezes não condizem com a realidade. Vemos isso ocorrendo em varias situações, onde pessoas são restritas a grupos, mesmo quando essas pessoas levam uma vida tão normal quanto qualquer um. Muitas vezes essas pessoas são vistas como diferentes, esquisitas, ou estranhas só por que optam em seguir suas convicções.
O caso dos veganos se enquadra nesse estereotipo. O vegano é uma pessoa normal, que procura conhecer a “verdade” sobre como as coisas são produzidas e toma atitudes coerentes com sua escolha moral.

A diferença do vegano é que ele sai da comodidade da ignorância, diferente do consumidor comum, ele procura se informar de como as “mercadorias” são produzidas para tomar atitudes condizentes com o que é ético. Se uma pessoa sabe como os animais sofrem para virar alimento ou para que se produza “cosméticos” e mesmo assim os continua utilizando, sem se esconder na praticidade da ignorância, essa pessoa, assim como o vegano, de posse do conhecimento verdadeiro, faz a escolha que está de acordo com seus princípios éticos e morais ou com a falta deles. Leia o depoimento de um médico do Vietnã à reportagem do Jornal Folha de São Paulo:
“Eu sei que soa esquisito que eu coma aqui, já que eu tenho cachorros e nem me passaria pela cabeça comê-los”, diz Duc Cuong, um médico de 29 anos, enquanto dá uma mordida num bocado de vísceras caninas que acaba de enrolar numa folha de manjericão. “Carne de cachorro é gostosa e faz bem.”…,…Curiosa sobre como essa filosofia seria vista no Vietnã, pergunto a Duc Cuong, o médico que encontrei no restaurante de Hanói, se faria diferença para ele saber que, no prato dele, podia estar o cãozinho de estimação de alguém. “Não”, diz ele. “Não sendo meu cachorro, não estou nem aí.”- Reportagem da Folha de SP- 13 de outubro de 2013.
Percebemos que ele sabe muito bem o que está fazendo, tem conhecimento de onde vem a carne que quer consumir e mesmo convivendo com animais, da espécie que morreu para que seus petiscos fossem feito, assume a sua atitude incoerente e amoral em publico.  Nesse caso vemos o conhecimento, desatrelado à moral.

No caso dos veganos temos que considerar duas características principais, a primeira o inconformismo em relação à ignorância e segundo o uso da moral e ética para guiar suas ações em acordo com esse conhecimento.

Boi antes do abate
Assim o Veganismo se torna uma filosofia de vida, motivada por convicções éticas e morais, com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especicistas.

Na prática o Veganismo busca o fim do uso de animais pelo homem para alimentação, apropriação, trabalho, caça, vivissecção, confinamento e todos os outros usos que envolvam exploração da vida animal pelo homem.  Veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura. Ou seja, não utilizam produtos de beleza, de higiene pessoal, de limpeza, remédios, etc. que não estejam isentos de crueldade animal.

Veganismo não é apenas uma dieta. É um conjunto de práticas focadas nos Direitos Animais que, por consequência, adota uma alimentação estritamente vegetariana. Entende-se que os animais têm o direito de não serem usados como propriedade, e que o veganismo é a base ética para levar a sério esse direito, pelo mínimo de respeito a eles.

Roupas em peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal.
Exemplo: adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pelos, marfim, etc) são evitados, pois implicam em morte ou exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal como algodão e linho, ou sintéticos como o poliéster, mantendo o cuidado de não exagerar com consumismos que também, mesmo que indiretamente, geram degradação do ambiente onde vivem os animais.

Veganos excluem da sua dieta carnes e embutidos, vísceras, músculos, gelatina, peles, cartilagens, laticínios, ovos, mel e derivados, frutos do mar  e quaisquer alimentos de origem animal.

Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas,  cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.

De acordo com o Guia de Nutrição para Americanos de 2010, um relatório emitido pelo Departamento de Agricultura Americano e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos Americano, uma dieta vegetariana é associada com baixos níveis de obesidade e risco reduzido de doenças cardiovasculares. A Associação Dietética Americana (The American Dietetic Association) e os Nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) confirmaram em 2003 que uma dieta vegana planejada, é nutricionalmente adequada para todos os estágios de vida, incluindo gravidez e amamentação, e provê benefícios de saúde no tratamento e prevenção de certas doenças.

Filhote de primata, cobaia
Os Veganos ainda evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Em relação aos medicamentos testados em animais eles optam quando possível pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo. O vegano defende o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.

Também são boicotados circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, pois implicam em escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento. Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “desporto” que envolva animais não-humanos.

O número de adeptos tem crescido de forma gradual, com o auxílio de documentários que denunciam o especicismo e ensinam direitos animais. Ou seja quanto mais pessoas tem descoberto como os animais são explorados pelos humanos, mais pessoas tem se negado a participar desse desrespeito.

Você que nos lê está convidado a conhecer mais sobre essa filosofia de vida, e sobre a exploração dos animais. E mais que isso, você pode participar ativamente sem precisar modificar drasticamente sua maneira de viver.

Você não precisa se tornar um radical, basta você tomar atitudes veganas em seu dia a dia, se você tem dificuldade em mudar sua alimentação, boicote as empresas que fazem testes em animais, procure cosméticos, produtos de limpeza, roupas e acessórios que não são resultados da exploração desses seres.

O maior poder que você tem é o seu “dinheiro de consumidor” que sustenta as empresas e governos, através de suas compras e pagamentos de impostos. Você através de sua escolha de onde empregar esse poder monetário, obriga as indústrias a modificarem sua estrutura, buscando opções a exploração dos animais.

Essas ações que parecem pequenas tem o poder de modificar o mundo e salvar a vida de muitos animais!



Ricardo Capuano, autor e colaborador do Blog
Médico Veterinário formado pela USP, Voluntário na “Casa da Criança Bentinho, Lar Espírita para Crianças Excepcionais”. 






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