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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O amor do Cristo pela Humanidade, reflete o Seu amor a tudo o que vive.

Animais do mundo




Artigo do colaborador 

Murillo Francisco Cason


Fazem dois mil anos que a Humanidade ganhou o maior presente que Deus deu aos filhos que já alcançaram o nível da consciência de Sua existência.

Esse maior presente, foi a vinda do próprio Cristo ao planeta, como homem.
É bom ressaltar que Jesus já ultrapassou de forma abismal o nível evolutivo de ser humano, sendo ele há bilhões de anos um ser Cristico e não um ser humano.

Por amor a nós, o Cristo aceitou a espinhosa tarefa de descer a terra, encarnando em corpo humano para ter com os homens.

Sabia de nossa abismal inferioridade evolutiva em relação a Ele, sabia de tudo o que faríamos com ele, tanto que 700 anos antes de sua vinda já nos havia avisado do que faríamos com ele através do profeta Isaias.

Mesmo assim, Seu amor não vacilou por um segundo sequer, e cumpriu a vontade do Pai com absoluta perfeição.

Mas a humanidade, mesmo tendo entre nós esse exemplo inigualável de amor ao próximo desde há dois mil anos, ainda não compreendeu o profundo significado da palavra próximo.

Não podemos mais circunscrever o próximo somente à humanidade, pois na verdade, para Jesus o próximo nunca ficou circunscrito somente ao homem.
Tudo o que vive é nosso próximo.

E graças a Jesus, que rogou ao Pai que nos enviasse o Consolador, hoje temos essa verdade de forma explícita demonstrada através da doutrina espírita.

 Como se não bastasse a prova cabal de nossa irmandade com todos os seres no fato de que todos nós sem exceção, partimos do mesmo ponto, onde fomos criados simples e ignorantes e nos aperfeiçoamos ao longo de milênios, reflitamos sobre a seguinte colocação:

Jesus, em sua natureza espiritual estando muito acima do nível de humanidade, encarnou em nosso meio, por amor ao inferior ser humano.

Imaginemos Jesus se recusando a sofrer a privação da vivência dos planos celestes, não tendo se submetido a tudo o que ele se submeteu ao vir a terra. Imaginemos, como estaríamos sem sua vinda, sem sua divina doutrina entre nós. Imaginemos uma humanidade sem o amor incondicional de Jesus.

Mas Jesus veio até nós e por 33 anos Jesus privou-se da felicidade perfeita dos planos celestes para vir cuidar pessoalmente do inferior homem.

Como sendo criaturas tão inferiores a Ele, e por O termos como modelo e guia, devemos imitar esse amor que não enxerga nível evolutivo, raça, espécie, e estendermos nosso amor a todos os seres de nosso planeta, principalmente aos animais que até os dias de hoje tem sido excluídos do nosso círculo de irmandade e cujo nível evolutivo estamos muitíssimo mais próximos do que o nível angelical, e que dirá ainda do nível Crístico.

Se Jesus nos deu esse exemplo de que o superior deve cuidar do inferior na escala espiritual evolutiva, por que ainda não imitamos essa postura de Jesus em relação aos animais e demais seres da criação?

Por que não nos privamos de satisfazer nosso adoecido paladar com os corpos desses nossos irmãos?

Porque não nos privamos de satisfazer nossa vaidade roubando as peles de nossos irmãos, que é o vestuário que Deus concedeu a eles e não a nós?

Por que não nos privamos de roubar o leite de bebês animais, aprisionando a eles e suas mães para mais uma vez satisfazermos nosso viciado paladar?

Por que ainda insistimos em testar medicamentos para aliviar nossas dores em irmãos cujo organismo responde de forma muito diferente do nosso às substancias que testamos contra a vontade deles submetendo-os a torturas inimagináveis.

Nos privarmos de USAR e ABUSAR de nossos irmãos animais não é uma simples caridadezinha, e sim uma das maiores obrigações do verdadeiro cristão que deseja espelhar-se no exemplo divino de doação, abnegação e renúncia de Jesus Cristo.

Jesus cuida de nós de acordo com as necessidade que nós seres humanos precisamos, assim como Jesus também cuida de cada espécie animal de acordo com aquilo que cada espécie necessita.

Deixemos de uma vez por todas a ilusória ideia de que Jesus se encontra nos planos celestes se preocupando e traçando diretrizes para o futuro do ser humano apenas. Jesus se preocupa, ama e cuida igualmente de todos os habitantes do planeta terra.

Para Jesus não existe a espécie humana e os animais, para Ele, existe apenas irmãos.

Passemos a enxergar os animais conforme o que a doutrina espírita e Jesus nos ensina; como irmãos.



                    Murillo Francisco Cason






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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Faça a conexão

Foto:Sebastião Salgado
É assim que termina o excelente documentário Earthlings –Terráqueos- pedindo que as pessoas façam uma conexão com o meio onde vivem.

É fabuloso abrir os olhos e descobrir que podemos entrar em sintonia com o Planeta Terra.Uma experiência inigualável quando descobrimos que fazemos parte de um mundo muito maior do que a nossa casa e a nossa família.

Fazer a conexão significa respeitar a vida.Não apenas a nossa vida ou a vida daqueles que nos cercam, mas respeitar todas as vidas do Planeta.

Quando fazemos a conexão descobrimos que a água nos pertence de várias formas e que também temos a obrigação de cuidar dela.Quando fazemos a conexão, abrimos nosso coração para tudo mais que nos cerca, descobrimos o prazer de respirar e zelar pelo ar que nos doa a vida. Descobrimos que cada ser, por menor que seja, é nosso irmão e que devemos respeitar seu desejo de viver.

Quando fazemos a conexão, descobrimos uma nova vida que até então adormecia dentro de nós, e passamos a enxergar o mundo de outra forma, com outras cores, com outros desejos.O desejo de fazer o melhor pelo Planeta e por tudo o que existe nele.

O desejo de fazer com que a vida prossiga, em seus mais pequenos detalhes.

Na rosa que se abre para a vida. No pássaro que canta ao amanhecer.

Descobrimos que até então éramos programados para viver a vida de outras pessoas, realizando o sonho de outras pessoas, vivíamos somente para nós e não para o Mundo. Não tínhamos a verdadeira noção do bem ou do mal. Nem tínhamos a verdadeira noção do amor.

Passávamos pela vida sem deixar marcas, sem deixar rastros, sem deixar sonhos, sem saber o que realmente significava o amor.Alguns despertam.Alguns fazem realmente essa conexão com o mundo fora da bola de cristal onde vivem. Mas ainda são poucos, bem poucos.

Despertar para a vida é sentir novos perfumes, novos desejos, novos amigos.

Fazer a conexão é preservar a vida na Terra, é deixar rastros e marcas que possam ser seguidas, marcas de respeito, rastros de amor, caridade e compaixão.

Então decida-se: você quer viver uma vida de sonho e ficção, uma vida abstrata e sem sentido ou que despertar para esse gigantesco Mundo ao seu redor?

Só os valentes conseguem descobrir o que existe por detrás das mais altas montanhas. Só a descoberta do verdadeiro amor nos eleva a Deus.

Viva a vida de forma plena. Faça a Conexão.




Simone Nardi



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domingo, 24 de agosto de 2014

Alma-grupo - isto existe (Parte II)


Quando o assunto abordado é a espiritualidade dos outros animais, muito se ouve que os animais não-humanos são seres que não possuem alma ou que se possuem faz parte de um "todo coletivo', negando-se suas individualidades como seres espirituais.
Aceitar que os animais não-humanos são seres que não possuam alma ou que possuam uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pode-se questionar esta teoria analisando a seguinte frase: "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (O Livro dos Espíritos).
Esta tese de alma-grupo teria se iniciado na Antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
Em relação a "alma-grupo", segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
"Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois
no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem,
Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro
corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que
se chamamos de Alma-grupo"
(Os mestres e a senda - C.W. Leadbeater)
Este conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater não condiz com a Doutrina Espírita, pois o Espiritismo assinala que os Espíritos estagiários do reino animal são Espíritos em evolucão.
Analisemos as citações para melhor refletir:
-      "Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)" (Emmanuel);
-      "Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o Homem não seria menos Homem e nem mais animal” (Kardec);
-      "O Princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade” (Espírito da Verdade);
-      "Os animais conservam depois da morte a sua individualidade" (Kardec).
-      "Somos espíritos que animaram animais de antes" (Emmanuel).
Se a alma não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso seria como se não tivesse alma" (Obras Póstumas), o que não se aplica ao Reino Animal, no qual o homem também está incluído.

Este texto foi baseado em grande parte no texto Individualidade da Alma Animal (Comunidade Espírita)
Blog: Alma Animal



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segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Trabalhadores da Vinha

Muitas vezes ouvimos pessoas que perguntam a si mesmas: "O que estou fazendo aqui?", "Qual o propósito da Vida?”.

Com certeza muitas dessas pessoas ainda não se encontraram e nem encontraram na religião que frequentam, guarida para seus sentimentos. Há muitos que acham terem encontrado as respostas e mesmo assim, buscando o trabalho mais confortável, estacionam no ato da caridade. Optam por um trabalho, às vezes na Casa Espírita e ali permanecem por anos a fio. Muitas vezes vão por ir, contudo, sem espalhar aquele antigo amor que os fez iniciar a jornada. 

Foi quando meu querido mentor me disse o que estávamos fazendo aqui e qual o motivo de nossa vinda, coisas tão simples que às vezes esquecemos completamente: 

"É chegada a hora dos trabalhadores seguirem para a Vinha".