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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Faça a conexão

Foto:Sebastião Salgado
É assim que termina o excelente documentário Earthlings –Terráqueos- pedindo que as pessoas façam uma conexão com o meio onde vivem.

É fabuloso abrir os olhos e descobrir que podemos entrar em sintonia com o Planeta Terra.Uma experiência inigualável quando descobrimos que fazemos parte de um mundo muito maior do que a nossa casa e a nossa família.

Fazer a conexão significa respeitar a vida.Não apenas a nossa vida ou a vida daqueles que nos cercam, mas respeitar todas as vidas do Planeta.

Quando fazemos a conexão descobrimos que a água nos pertence de várias formas e que também temos a obrigação de cuidar dela.Quando fazemos a conexão, abrimos nosso coração para tudo mais que nos cerca, descobrimos o prazer de respirar e zelar pelo ar que nos doa a vida. Descobrimos que cada ser, por menor que seja, é nosso irmão e que devemos respeitar seu desejo de viver.

Quando fazemos a conexão, descobrimos uma nova vida que até então adormecia dentro de nós, e passamos a enxergar o mundo de outra forma, com outras cores, com outros desejos.O desejo de fazer o melhor pelo Planeta e por tudo o que existe nele.

O desejo de fazer com que a vida prossiga, em seus mais pequenos detalhes.

Na rosa que se abre para a vida. No pássaro que canta ao amanhecer.

Descobrimos que até então éramos programados para viver a vida de outras pessoas, realizando o sonho de outras pessoas, vivíamos somente para nós e não para o Mundo. Não tínhamos a verdadeira noção do bem ou do mal. Nem tínhamos a verdadeira noção do amor.

Passávamos pela vida sem deixar marcas, sem deixar rastros, sem deixar sonhos, sem saber o que realmente significava o amor.Alguns despertam.Alguns fazem realmente essa conexão com o mundo fora da bola de cristal onde vivem. Mas ainda são poucos, bem poucos.

Despertar para a vida é sentir novos perfumes, novos desejos, novos amigos.

Fazer a conexão é preservar a vida na Terra, é deixar rastros e marcas que possam ser seguidas, marcas de respeito, rastros de amor, caridade e compaixão.

Então decida-se: você quer viver uma vida de sonho e ficção, uma vida abstrata e sem sentido ou que despertar para esse gigantesco Mundo ao seu redor?

Só os valentes conseguem descobrir o que existe por detrás das mais altas montanhas. Só a descoberta do verdadeiro amor nos eleva a Deus.

Viva a vida de forma plena. Faça a Conexão.




Simone Nardi



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quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Crise Da Linguagem



A crise da linguagem



Investigar a linguagem, e sua "crise", é um dos desafios mais intrincados para os pensadores. Conheça a visão de três grandes autores sobre o assunto

POR SIMONE DE NARDI GRAMA*




Platão, Sócrates, Crátilo e tantos outros já se debruçaram sobre a investigação da linguagem, sobre a significação dos nomes e sobre a relação entre a linguagem e o ser. Os sofistas fizeram uso hábil da linguagem, transformando o que poderia ser "falso", em "real". A Filosofia faz uso da linguagem para buscar o conhecimento, e vamos tentar identificar o que levou a linguagem a entrar em crise, se ela mesma por não conseguir expressar o mundo em palavras, ou se o ser humano a fez entrar em crise por fazer um uso degenerado das palavras com as quais ela nos serve.

COMMONS
Qual seria efetivamente a relação do ser humano com a linguagem, essa nunca foi uma pergunta nova, contudo, essa questão foi um dos temas que chamou a atenção de Mauthner que como muitos outros filósofos, tentou buscar na essência da linguagem a solução para o problema que se apresentava. Realmente seriam as palavras capazes de expressar a beleza da vida, a concepção humana de mundo?Estaria ela limitada e se estivesse, quais seriam seus limites e qual o papel que ela desempenha? Para responder a essas questões Mauthner vai examinar a linguagem em si, não as linguagens dos povos, mas a Linguagem, aquilo ao qual ele poderia chamar de essência da linguagem. Em sua crítica, ele não deseja separar ou diferenciar, como fez Kant, pois para ele isso seria uma mera observação da linguagem e não é essa sua intenção, ele deseja buscar uma visão mais clara, ou seja, a essência da linguagem em si. Suas reflexões visam demonstrar que a linguagem nada mais é do que uma grande ilusão, uma abstração, para isso ele vai demolir essas ilusões, revelando assim a verdadeira face da linguagem.
Mauthner
Fritz Mauthner (1849- 1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.

Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

Segundo podemos encontrar no texto " A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle", para Mauthner a linguagem está subordinada aos nossos hábitos e as nossas convenções, não tento por isso, elementos universais, por isso a ausência da unidade e a variação no significado das palavras. Mauthner nos diz então, que devido a tudo isso, a linguagem não possui uma essência, sendo apenas um apanhado de convenções que, apesar de precárias, desempenham de forma eficiente, seu papel dentro da sociedade, sendo que tais convenções ocorrem exatamente por causa do "papel vil", entre as relações humanas, reduzindo a linguagem ao uso que fazemos dela que pode ser Bom ou Mau. Mauthner propõe então o suicídio da linguagem, sua desconstrução, insinuando o ingresso da filosofia no reino do silêncio, pois para ele apenas entre os incultos existe uma linguagem sã, enquanto que, no seio intelectual e artístico, evidenciava-se o uso vazio da linguagem. Mauthner propõe também o silêncio para alcançar o mítico,de forma a se alcançar uma vida harmoniosa com o mundo, ou seja, o silêncio faria com que o homem se harmonizasse novamente consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.

Hofmannsthal também se debruçou sobre o problema da linguagem. Assim como Mauthner, Hofmannsthal acreditava que a linguagem era solidão, sobretudo porque sentia-se mal ao dizer palavras como "alma", espírito" ou "corpo", certos diálogos o deixavam furioso e lhe pareciam sobretudo, falsos, o que o fazia sentir-se amargamente solitário, para ele as palavras eram estéreis, destituídas de um sentido e lhe traziam imobilidade, afastando-o e anulando-o frente ao mundo. Assim como Mauthner, Hofmannsthal apelou ao místico, buscou uma ligação mais forte com o mundo pautada apenas nos sentidos, buscando como Mauthner, o reino do silêncio, onde para ele a Vida sim se revelava com sua verdadeira linguagem. Assim ele coloca que a crise da linguagem ocorre porque ela não possui uma capacidade eficiente, para a expressar a Vida em palavras. Como Mauthner, Hofmannsthal acusa a linguagem de ser incapaz de demonstrar o mundo, por ser restrita e limitada.

KRAUS: DEGENERAÇÃO DA CULTURA, DEGENERAÇÃO DA LINGUAGEM

Karl Kraus, ao contrário de Mauthner e Hofmannsthal, dirige ao ser humano, a culpa pela crise da linguagem. A degeneração da cultura vienense para ele, causou também a degeneração da linguagem, que foi asfixiada pelo mau uso que fizeram dela, sobretudo artistas e jornalistas. Devemos lembrar que Hofmannsthal, embora tenha rompido com sua veia poética, escrevia peças de óperas. Kraus concordava com Mauthnner ao dizer que o povo humilde é que conhecia a verdadeira linguagem, porém para Kraus, isso vinha sendo tirado pelo mau uso dela em folhetins, e a crise da linguagem ocorreu exatamente com a relação de mau uso da imprensa no uso da língua, foi esse uso degenerado da imprensa que destruiu a linguagem. Ao contrário de Mautner e Hofmannsthal, Karl Kraus não acreditava que a linguagem em si fosse o problema, não acreditava que fosse incapaz de demonstrar o mundo em palavras , nem por isso inconsistente, sua corrupção ocorreu com a morte da cultura, onde para ele, a imprensa teve enorme influência. Era, na opinião de Kraus, a imprensa quem fornecia novas práticas e novos valores sociais a cultura vienense, era ela quem os manipulava e conduzia para onde bem entendesse e desejasse. O jornal possuía poder, e seu poder se espalhava por todas as classes, construindo aos poucos a opinião pública, produzindo um novo paradigma, uma nova cultura, através de interesses, puramente financeiros de quem pudesse pagar mais. "Ela tornou-se a principal responsável pela redução da palavra escrita a um envelope conveniente para uma opinião"( "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle")

Mauthner
Fritz Mauthner (1849-1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.
Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

A linguagem usada nos folhetins era ornamentada, maquiada, nada mais era do que uma linguagem estéril, coberta de más intenções e que possuía, simplesmente, a função de moldar opiniões, o que foi destruindo assim, a cultura vienense e destruindo, distorcendo por assim dizer a essência da linguagem. Essa "morte da cultura" afastava mais e mais a sociedade do místico, do real, de si mesma e talvez um detalhe que Kraus tenha disto, e que nos remete aos dias atuais: "escrever com a linguagem ou escrever guiado pela linguagem?", o certo é que os folhetins vienenses escreviam com a linguagem, encobriam, enganavam e iniciavam, para Kraus, a crise da linguagem. Karl Kraus pede a revalorização da linguagem, a superação de sua crise através do envolvimento no "interior da linguagem", de sua lógica, à volta ao bom uso da palavra, o que havia sido, com certeza, esquecido pela cultura vienense.
COMMONS
Três pensadores, um só objetivo, desvendar o que levou a linguagem a uma crise, de um lado a acusação de Mauthner e Hofmannsthal a linguagem, como sendo ela uma mera ilusão, incapaz de definir o mundo em que vivemos, segundo eles, apenas no reino do silêncio, dos sentimentos é que permaneceria a verdadeira linguagem, que não poderia ser descrita em palavras; esse retorno ao místico une Mauthner e Hofmannsthal, esse retorno ao mundo, a hora de aprender a calar, a silenciar, pois para eles, não há um universal, não há uma essência que possa tornar a linguagem algo eficiente para demonstrar a vida, por isso a necessidade da destruição da linguagem e a busca pelo mundo interior. De outro lado Karl Kraus, que dirige a culpa pela crise da linguagem a própria sociedade, ao uso degenerativo que as pessoas fizeram das palavras, aos interesses financeiros que os conduziram e a degeneraram, ela sim uma vítima da incapacidade humana de comunicar-se, pede ele a revalorização da mesma, para que possa , a linguagem, sobreviver.
Será que a crise da linguagem foi realmente superada?Pela visão de Kraus, é possível dizer que não, pois hoje os folhetins foram substituídos pelos telejornais, pela internet que fazem a massificação da sociedade, e a leva a morte da cultura,esmagando sob seus pés a linguagem das palavras, tal como ocorreu em Viena, sinal de que talvez também estejamos, em nosso fim de século cultural, e que Como Mauthner e Hofmannsthal concluíram, talvez apenas no silêncio, o homem possa realmente encontrar a verdadeira linguagem.
Hofmannsthal
Um dos fundadores do Festival de Salzburgo, o escritor e dramaturgo austríaco Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal (1874- 1929) foi um colaborador do compositor e maestro alemão Richard Strauss (1864-1949).
REFERÊNCIAS
PANSARELLI, Daniel (org.) Metafísica, Epistemologia e Linguagem. São Bernardo do Campo: Umesp, 2009.
SILVA, José Fernando da. "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle". Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, 2008.
*Simone De Nardi Grama é graduada em Filosofia e especialista em Filosofia Contemporânea e História pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).


Link original:

A crise da linguagem

 Filosofia - Conhecimento Prático
filosofia.uol.com.br/filosofia
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Educação para sanar todo o mal -pt3

Pantera,pastor alemão, abandonada

O que seremos,superiores ou inferiores?





“ Porque somos superiores.”

Assim disse um professor referindo-se na internet ao uso de animais em experiências laboratoriais.

E é exatamente esse tipo de raciocínio que cria guerras entre as Nações.Porque alguns se acham superiores a outros e se achando assim, sentem-se livres para invadir e matar aqueles que seriam os inferiores. E o algoz, sempre poderoso, sempre se sentindo superior, torna escravos aqueles que são mais fracos e não podem se defender a altura.

Muitas raças foram exterminadas assim.

Muitos dos grandes líderes se achavam superiores . Matavam. Muitos dos grandes lideres se achavam poderosos. Vilipendiavam.

Alexandre, o grande.Júlio César.Napoleão. 

Hitler, talvez o mais odiado de todos. Sim, os grandes líderes superiores acabaram sendo odiados pela História. Resultado de sua superioridade.

Milhões de pessoas mortas.Pessoas que ele considerava inferiores a ele, o que para ele, dava-lhe todo o direito de matá-las, roubá-las e usá-las em experimentos médicos. Tirou vidas que jamais seriam recuperadas novamente.

Jerry Lee, pastor alemão, abandonado
Isso é um sinal de superioridade?

Somos intelectualmente superiores às crianças, principalmente as bem pequenas e o que fazemos? Armados de nossa inteligência superior nós as Protegemos.Nós as tratamos com carinho porque sabemos, elas são incapazes de se defender sozinhas.

Isso é sinal de superioridade.Usar a inteligência e a pseudo-superioridade de outra forma é tornar-se um tirano tão cruel quanto Hitler.

Não devemos, pois, cuidar melhor daqueles que sabemos, podem ser inferiores a nós? Não é obrigação do mais forte proteger o mais fraco? Ou a regra de moral nos diz que o mais forte deve esmagar o mais fraco?

Quem nos outorgou esse direito?

Ninguém a não ser o próprio homem.

Tal como alguns se outorgam o direito de matar outros homens, ilegal ou legalmente, lembrando que em muitos países a pena de morte é permitida, mais uma vez o homem surge roubando o direito que deveria pertencer apenas a Divindade.

O que é ser superior?

Matar?Abusar? Corromper?Torturar?Escondendo tudo isso por trás de uma tola superioridade? Não, em minha opinião isso é que é ser inferior, mesquinho e negligente para com a Natureza.

O homem só será superior quando aprender a cuidar daqueles que são incapazes de se defenderem sozinhos.Quando aprender que sua superioridade intelectual foi conquistada  para que ele a use para o bem de todas as criaturas e não apenas o dele, do contrário ele não passará de um tirano escondido nas sombras de sua própria crueldade.

Hitler matava aqueles que ele considerava inferiores e alguns loucos compartilhavam os mesmos ideais dele.

Hoje os grandes  homens da ciência fazem isso com os animais.

Hitler era louco.

Qual a sua desculpa ?

Somos o que fazemos, lembre-se disso.


Simone Nardi








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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

- Educação para sanar todo o mal -pt2

Imagem: Cão, Samuel

Enfrentando o Preconceito




Todas as mudanças mais difíceis que a humanidade já enfrentou foram por causas morais.Há séculos atrás quando vozes se levantavam contra a escravidão, muitas outras acusavam os abolicionistas de loucos e imorais. A luta prosseguiu e os loucos conseguiram libertar do jugo do homem branco o homem negro que apesar da liberdade ainda não possuía direitos porque segundo alguns, não possuía alma.

Mais tarde foi a vez de lutar pelas mulheres que alguns diziam ser inferiores e tal como os negros não possuíam alma. Uma questão moral defendida por uns e repelida por outros. A verdade prevaleceu.

E desde então a humanidade tem lutado por outras questões morais: o racismo, o anti-semitismo, o sexismo e agora uma nova palavra surge para causar furor naquelas pessoas de sempre, aquelas que não aceitam mudanças no qual o orgulho já está tão enraizado que qualquer atitude contrária, pode causar uma explosão : O Especismo.

E você deve estar se perguntando: O que é Especismo?


Suzy, coker abandonada
O Especismo é um tipo de racismo ,quando alguém considera sua raça superior a uma outra, nesse caso , o Especismo é quando um ser humano acredita que nenhuma espécie vivente além dele possui qualquer valor, passando a considerar que é moralmente possível infringir qualquer tipo de sofrimento a esses seres não-humanos. E o que são seres não humanos? Os animais é claro.

Mas, animais? Algumas pessoas vão dizer que estou brincando, falando em racismo para com os animais.

Isso é o que deve estar passando pela cabeça dos orgulhosos nesse exato momento, pois uma pessoa mais racional sabe que já passou da hora de começarmos a respeitar esses irmãos terrenos.

Pois é, acreditem ou não, eles são nossos irmãos.Não somos mais ou menos importantes que eles para Deus, por isso , diante da Divindade, eles possuem os mesmos direitos que nós. Embora muitos se neguem a aceitar isso.

É o orgulho criando vítimas inocentes.

Quem foi que deu ao homem o poder de reinar sobre os animais, senão sua própria mente cruel ? Quem garante que o homem é superior diante dos animais não humanos? Que direito o homem possui de usar seus corpos, de divertir-se as suas custas, de abandoná-los como tem feito ao longo dos séculos?

Mel, srd abandonada
Achar que somos superiores a qualquer criação Divina é ser especista. Aceitar que os animais não humanos não possuem direitos, é ser especista. Alimentar-se deles , fechando os olhos para seu sofrimento é ser especista.

O Especismo será uma outra luta moral. Árdua como outra qualquer.Cheia de inimigos. Cheia de tristezas, de perdas e vitórias, porém, como qualquer outra luta Moral ela vai vencer os cegos e orgulhosos, os poderosos senhores da morte, e fará o verdadeiro amor prevalecer. O espiritismo não pode manter-se alheio a isso.

Não importa quantas derrotas tivermos, o que não podemos é esmorecer na caminhada para o Divino.

Chegará o dia em que um estábulo será tão sagrado quanto a família.

Sim, esse dia chegará.Com você, sem você e apesar de você, e quando esse dia chegar eu quero estar do lado daqueles que lutaram pela moral e pela misericórdia.

E você? De qual lado quer estar? 

Espero sinceramente te encontrar do lado dos “loucos” que lutam pelos Direitos Animais.



Simone Nardi






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terça-feira, 12 de agosto de 2014

- Educação para sanar todo o mal -pt1


Imagem; Cão de rua, Prince




Consciência na Via Pública




Antes de falar sobre educação, vou contar uma pequena história que ocorreu comigo e com a minha família há alguns anos atrás.Eu a escrevi em forma de conto, pois é mais fácil ler sem que a revolta e as lágrimas cheguem a nossos olhos:

“ Foram os minutos mais longos da minha vida. Aos poucos a dor foi sumindo, acho que era porque estava tão forte que eu não conseguia mais senti-la. As vozes ao meu redor pareciam vir de um túnel, pois ecoavam longe, fracas e tais como eu, doloridas.Alguns cantavam algo que falava sobre um tal de Jesus, para que Ele lhes enviasse uma luz, que lhes mudasse o coração.Outros me olhavam e diziam coisas que eu não compreendia: que dó, minha nossa, quanto sangue, deve estar morto.


Não eu não estava morto.Estava vivo e queria viver.Senti que alguém me tirava do chão e me envolvia num cobertor, diziam que eu era filho de Deus. Me senti tão bem naquela hora.O aconchego daqueles braços, a preocupação naquelas vozes, o carinho daquelas mãos sobre mim.Tentei agradecer, mas sentia-me fraco demais. Cedi a dor.Quando dei por mim, um outro homem de olhar preocupado me examinava, dizia que nada mais poderia ser feito.Senti aquele mesmo toque carinhoso de antes e uma voz tão doce  me dizia:

 Não tenha medo, tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem.

Quando acordei eu já me sentia bem. Meu corpinho não doía mais.Tinha outros amiguinhos ao meu lado e de onde eu estava, podia ver bem abaixo de mim, as pessoas que cercavam um outro filhote, todo ensangüentado e ferido.Foi quando percebi que aquele filhote na verdade era eu mesmo.Aquelas pessoas deveriam ser os anjos de que eu sempre ouvi falar. Os anjos que nos ajudam nos momentos de dificuldade.Sim, hoje olhando para eles, tenho certeza de que eram anjos . Eram eles que tinham me recolhidos da via pública apôs eu ter sido atropelado. Tinham me levado para o médico, mas meu estado era tão grave que ele nada pudera fazer.É eu tinha morrido, mas incrivelmente me sentia vivo, vivo e agradecido por eles terem um coração bondoso, tão bondoso a ponto de se importarem com um filhote que eles nem sequer conheciam.

Eles não haviam apenas passado por mim e virado o rosto. Não, eles haviam tido compaixão e consciência de que eu, mesmo um filhote ainda, era filho de Deus assim como eles e como todos os anjos que nos ajudam. Esse é o meu agradecimento à vocês, nossos anjos da guarda, que dia a dia lutam pelo nosso bem estar, uma luta árdua e muitas vezes ingrata, mas saibam, que para nós vocês são especiais e que já habitam nossos corações. 

Desse filhote que morreu, mas vive ao lado de Deus!”

Filhote, srd, abandonado(Foto SN)
O filhote havia sido atropelado por volta das seis da manhã, quando nós o vimos por volta das sete horas corremos socorrê-lo. Durante o trajeto o acariciamos e ele respondeu ao carinho. Era possível sentir quão grande era seu medo, mas ele se sentiu calmo ao nosso lado.Infelizmente não foi possível salvá-lo, essa dor ainda corrói meu coração:

Por que não levantamos mais cedo?

Por que não olhamos antes na direção  onde ele estava caído?

Muitas pessoas, no ensaio da igreja, cantaram uma música para que Jesus lhes tocasse o coração. Lembro-me de ter acordado por volta das seis e meia com elas cantando. E foram essas mesmas pessoas que passaram pelo filhote e voltaram-lhe as costas.Talvez Jesus as tenha tocado e elas não tenham percebido. Talvez esse fosse o toque de suas mãos, mas eles a ignoraram. 

Por culpa delas? Por culpa dos pais que não as ensinaram a respeitar os animais?

Qual ser humano, religioso, bom e caridoso consegue passar por um filhote de 4 meses estendido na rua, ensanguentado, lutando para viver e mesmo assim, consegue virar-lhe as costas , seguir para sua Igreja e orar para Deus?

Não um ser humano normal.

Não aquele que compreende o significado da palavra Respeito.

Precisamos urgentemente começar a educar hoje, para que as consciências de amanhã não fiquem jogadas na sarjeta





Simone Nardi






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segunda-feira, 6 de novembro de 2006

A Era de Gelo

Não, não venho, falar de nenhum desenho ou de eras glaciais, quero apenas falar sobre uma “Era” pela qual estamos passando, devido há esses nossos tempos modernos.

Há anos as palavras do Nazareno ecoam em nossa mente, mas nem sempre atingem nosso coração. Houve a era das trevas, talvez a mais obscura da humanidade, mas ela veio e se foi. O Planeta mudou.Os homens mudaram.