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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Veganismo e Alteridade - E-book Grátis


Mais um e-book do IACH disponível gratuitamente :







VEGANISMO: mOVIMENTO SOCIAL PELA  ALTERIDADE



Os movimentos sociais são reconhecidamente uma das principais ferramentas de mudança das quais as pessoas podem se utilizar para efetuar grandes modificações dentro de uma sociedade, e é dentro dessa estrutura de movimento social em franca expansão que, nos parece, o veganismo já se encontra


Boa leitura


Contamos com a colaboração de nossos leitores na divulgação deste e-book, e já nos preparamos para lançar muitos outros.

Grande abraço

Simone Nardi








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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Educação para sanar todo o mal -pt3

Pantera,pastor alemão, abandonada

O que seremos,superiores ou inferiores?





“ Porque somos superiores.”

Assim disse um professor referindo-se na internet ao uso de animais em experiências laboratoriais.

E é exatamente esse tipo de raciocínio que cria guerras entre as Nações.Porque alguns se acham superiores a outros e se achando assim, sentem-se livres para invadir e matar aqueles que seriam os inferiores. E o algoz, sempre poderoso, sempre se sentindo superior, torna escravos aqueles que são mais fracos e não podem se defender a altura.

Muitas raças foram exterminadas assim.

Muitos dos grandes líderes se achavam superiores . Matavam. Muitos dos grandes lideres se achavam poderosos. Vilipendiavam.

Alexandre, o grande.Júlio César.Napoleão. 

Hitler, talvez o mais odiado de todos. Sim, os grandes líderes superiores acabaram sendo odiados pela História. Resultado de sua superioridade.

Milhões de pessoas mortas.Pessoas que ele considerava inferiores a ele, o que para ele, dava-lhe todo o direito de matá-las, roubá-las e usá-las em experimentos médicos. Tirou vidas que jamais seriam recuperadas novamente.

Jerry Lee, pastor alemão, abandonado
Isso é um sinal de superioridade?

Somos intelectualmente superiores às crianças, principalmente as bem pequenas e o que fazemos? Armados de nossa inteligência superior nós as Protegemos.Nós as tratamos com carinho porque sabemos, elas são incapazes de se defender sozinhas.

Isso é sinal de superioridade.Usar a inteligência e a pseudo-superioridade de outra forma é tornar-se um tirano tão cruel quanto Hitler.

Não devemos, pois, cuidar melhor daqueles que sabemos, podem ser inferiores a nós? Não é obrigação do mais forte proteger o mais fraco? Ou a regra de moral nos diz que o mais forte deve esmagar o mais fraco?

Quem nos outorgou esse direito?

Ninguém a não ser o próprio homem.

Tal como alguns se outorgam o direito de matar outros homens, ilegal ou legalmente, lembrando que em muitos países a pena de morte é permitida, mais uma vez o homem surge roubando o direito que deveria pertencer apenas a Divindade.

O que é ser superior?

Matar?Abusar? Corromper?Torturar?Escondendo tudo isso por trás de uma tola superioridade? Não, em minha opinião isso é que é ser inferior, mesquinho e negligente para com a Natureza.

O homem só será superior quando aprender a cuidar daqueles que são incapazes de se defenderem sozinhos.Quando aprender que sua superioridade intelectual foi conquistada  para que ele a use para o bem de todas as criaturas e não apenas o dele, do contrário ele não passará de um tirano escondido nas sombras de sua própria crueldade.

Hitler matava aqueles que ele considerava inferiores e alguns loucos compartilhavam os mesmos ideais dele.

Hoje os grandes  homens da ciência fazem isso com os animais.

Hitler era louco.

Qual a sua desculpa ?

Somos o que fazemos, lembre-se disso.


Simone Nardi








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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

- Educação para sanar todo o mal -pt2

Imagem: Cão, Samuel

Enfrentando o Preconceito




Todas as mudanças mais difíceis que a humanidade já enfrentou foram por causas morais.Há séculos atrás quando vozes se levantavam contra a escravidão, muitas outras acusavam os abolicionistas de loucos e imorais. A luta prosseguiu e os loucos conseguiram libertar do jugo do homem branco o homem negro que apesar da liberdade ainda não possuía direitos porque segundo alguns, não possuía alma.

Mais tarde foi a vez de lutar pelas mulheres que alguns diziam ser inferiores e tal como os negros não possuíam alma. Uma questão moral defendida por uns e repelida por outros. A verdade prevaleceu.

E desde então a humanidade tem lutado por outras questões morais: o racismo, o anti-semitismo, o sexismo e agora uma nova palavra surge para causar furor naquelas pessoas de sempre, aquelas que não aceitam mudanças no qual o orgulho já está tão enraizado que qualquer atitude contrária, pode causar uma explosão : O Especismo.

E você deve estar se perguntando: O que é Especismo?


Suzy, coker abandonada
O Especismo é um tipo de racismo ,quando alguém considera sua raça superior a uma outra, nesse caso , o Especismo é quando um ser humano acredita que nenhuma espécie vivente além dele possui qualquer valor, passando a considerar que é moralmente possível infringir qualquer tipo de sofrimento a esses seres não-humanos. E o que são seres não humanos? Os animais é claro.

Mas, animais? Algumas pessoas vão dizer que estou brincando, falando em racismo para com os animais.

Isso é o que deve estar passando pela cabeça dos orgulhosos nesse exato momento, pois uma pessoa mais racional sabe que já passou da hora de começarmos a respeitar esses irmãos terrenos.

Pois é, acreditem ou não, eles são nossos irmãos.Não somos mais ou menos importantes que eles para Deus, por isso , diante da Divindade, eles possuem os mesmos direitos que nós. Embora muitos se neguem a aceitar isso.

É o orgulho criando vítimas inocentes.

Quem foi que deu ao homem o poder de reinar sobre os animais, senão sua própria mente cruel ? Quem garante que o homem é superior diante dos animais não humanos? Que direito o homem possui de usar seus corpos, de divertir-se as suas custas, de abandoná-los como tem feito ao longo dos séculos?

Mel, srd abandonada
Achar que somos superiores a qualquer criação Divina é ser especista. Aceitar que os animais não humanos não possuem direitos, é ser especista. Alimentar-se deles , fechando os olhos para seu sofrimento é ser especista.

O Especismo será uma outra luta moral. Árdua como outra qualquer.Cheia de inimigos. Cheia de tristezas, de perdas e vitórias, porém, como qualquer outra luta Moral ela vai vencer os cegos e orgulhosos, os poderosos senhores da morte, e fará o verdadeiro amor prevalecer. O espiritismo não pode manter-se alheio a isso.

Não importa quantas derrotas tivermos, o que não podemos é esmorecer na caminhada para o Divino.

Chegará o dia em que um estábulo será tão sagrado quanto a família.

Sim, esse dia chegará.Com você, sem você e apesar de você, e quando esse dia chegar eu quero estar do lado daqueles que lutaram pela moral e pela misericórdia.

E você? De qual lado quer estar? 

Espero sinceramente te encontrar do lado dos “loucos” que lutam pelos Direitos Animais.



Simone Nardi






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terça-feira, 12 de agosto de 2014

- Educação para sanar todo o mal -pt1


Imagem; Cão de rua, Prince




Consciência na Via Pública




Antes de falar sobre educação, vou contar uma pequena história que ocorreu comigo e com a minha família há alguns anos atrás.Eu a escrevi em forma de conto, pois é mais fácil ler sem que a revolta e as lágrimas cheguem a nossos olhos:

“ Foram os minutos mais longos da minha vida. Aos poucos a dor foi sumindo, acho que era porque estava tão forte que eu não conseguia mais senti-la. As vozes ao meu redor pareciam vir de um túnel, pois ecoavam longe, fracas e tais como eu, doloridas.Alguns cantavam algo que falava sobre um tal de Jesus, para que Ele lhes enviasse uma luz, que lhes mudasse o coração.Outros me olhavam e diziam coisas que eu não compreendia: que dó, minha nossa, quanto sangue, deve estar morto.


Não eu não estava morto.Estava vivo e queria viver.Senti que alguém me tirava do chão e me envolvia num cobertor, diziam que eu era filho de Deus. Me senti tão bem naquela hora.O aconchego daqueles braços, a preocupação naquelas vozes, o carinho daquelas mãos sobre mim.Tentei agradecer, mas sentia-me fraco demais. Cedi a dor.Quando dei por mim, um outro homem de olhar preocupado me examinava, dizia que nada mais poderia ser feito.Senti aquele mesmo toque carinhoso de antes e uma voz tão doce  me dizia:

 Não tenha medo, tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem.

Quando acordei eu já me sentia bem. Meu corpinho não doía mais.Tinha outros amiguinhos ao meu lado e de onde eu estava, podia ver bem abaixo de mim, as pessoas que cercavam um outro filhote, todo ensangüentado e ferido.Foi quando percebi que aquele filhote na verdade era eu mesmo.Aquelas pessoas deveriam ser os anjos de que eu sempre ouvi falar. Os anjos que nos ajudam nos momentos de dificuldade.Sim, hoje olhando para eles, tenho certeza de que eram anjos . Eram eles que tinham me recolhidos da via pública apôs eu ter sido atropelado. Tinham me levado para o médico, mas meu estado era tão grave que ele nada pudera fazer.É eu tinha morrido, mas incrivelmente me sentia vivo, vivo e agradecido por eles terem um coração bondoso, tão bondoso a ponto de se importarem com um filhote que eles nem sequer conheciam.

Eles não haviam apenas passado por mim e virado o rosto. Não, eles haviam tido compaixão e consciência de que eu, mesmo um filhote ainda, era filho de Deus assim como eles e como todos os anjos que nos ajudam. Esse é o meu agradecimento à vocês, nossos anjos da guarda, que dia a dia lutam pelo nosso bem estar, uma luta árdua e muitas vezes ingrata, mas saibam, que para nós vocês são especiais e que já habitam nossos corações. 

Desse filhote que morreu, mas vive ao lado de Deus!”

Filhote, srd, abandonado(Foto SN)
O filhote havia sido atropelado por volta das seis da manhã, quando nós o vimos por volta das sete horas corremos socorrê-lo. Durante o trajeto o acariciamos e ele respondeu ao carinho. Era possível sentir quão grande era seu medo, mas ele se sentiu calmo ao nosso lado.Infelizmente não foi possível salvá-lo, essa dor ainda corrói meu coração:

Por que não levantamos mais cedo?

Por que não olhamos antes na direção  onde ele estava caído?

Muitas pessoas, no ensaio da igreja, cantaram uma música para que Jesus lhes tocasse o coração. Lembro-me de ter acordado por volta das seis e meia com elas cantando. E foram essas mesmas pessoas que passaram pelo filhote e voltaram-lhe as costas.Talvez Jesus as tenha tocado e elas não tenham percebido. Talvez esse fosse o toque de suas mãos, mas eles a ignoraram. 

Por culpa delas? Por culpa dos pais que não as ensinaram a respeitar os animais?

Qual ser humano, religioso, bom e caridoso consegue passar por um filhote de 4 meses estendido na rua, ensanguentado, lutando para viver e mesmo assim, consegue virar-lhe as costas , seguir para sua Igreja e orar para Deus?

Não um ser humano normal.

Não aquele que compreende o significado da palavra Respeito.

Precisamos urgentemente começar a educar hoje, para que as consciências de amanhã não fiquem jogadas na sarjeta





Simone Nardi






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terça-feira, 1 de julho de 2014

Quem são os oprimidos?Uma questão de Alteridade!



“A partir dos anos 80 ficou claro para muitos teólogos – nem todos, claro – que não só os povos gritam, as águas gritam, as florestas, os animais, a Terra grita, porque são todos oprimidos. Solos são devastados, os ares são poluídos. O planeta é agredido de todas as formas”. Leonardo Boff.





Essa é a questão fundamental para que o rumo da Filosofia e sua eterna, e quase inalcançável busca pela ética, mude. Quem são os oprimidos? A quem se estende a nossa alteridade? Afinal, o que é alteridade e o que é opressão?

Alteridade é quando conseguimos compreender o “Outro”, nos colocarmos em seu lugar, nos compreendermos como ele se compreende, é ouvi-lo, é sentir seu desejo pela vida e pela liberdade. Em nossa dominação pela Terra e por tudo que nela existe, nós não exercitamos a alteridade, mas sim, a dominação, de forma bruta tanto para com aqueles que julgamos inferiores, como para conosco mesmo. Ação e reação, o que enfrentamos hoje nos aparece na forma da terceira lei de Newton:

“Para cada ação há sempre uma reação, oposta e de mesma intensidade”. Somos incapazes de pensar na Natureza como um “Outro”, como aquele a quem oprimimos e subjugamos, somos incapazes de ver os animais como um “Outro Ser” do qual nos apropriamos e oprimimos, porque somos incapazes de exercitar a alteridade para com eles.

Talvez com poucas exceções, a grande maioria dos autores que fala em alteridade, aponta como “Outro” apenas o ser social, aquele que se relaciona, porém, esse mesmo “Outro” que se comunica e troca experiências é, na ponta dessa corrente, um ser oprimido devido à opressão que ele, e quem o defende, causa ao esquecer que a água igualmente grita, que os animais igualmente gritam por serem eles, todos oprimidos.

Por isso a necessidade de nos debruçarmos sobre a Filosofia e encararmos com coragem os desafios que ela nos impõe, para que alcancemos uma ética que mostre que o “Outro” não é necessariamente o “Outro Humano”, mas um “Outro Ser” pelo qual, igualmente, temos a obrigação moral de oferecer respeito.

Merleau Ponty nos diz: “ Na experiência do diálogo, constitui-se entre mim e o outro um terreno comum, meu pensamento e o dele formam um só tecido, minha fala e as dele são invocadas pela interlocução, inserem-se numa operação comum da qual, nenhum de nós é criador.Há um entre os dois, eu e o outro somos colaboradores, numa reciprocidade perfeita coexistindo no mesmo mundo.”

Mas as águas gritam, os animais gritam e nós fechamos nossos ouvidos para o sofrimento deles porque acreditamos que apenas o ser social, apenas o ser comunicador tem o direito de coexistir ao nosso lado, no entanto, eles não se calam. Mas ignoramos porque ouvindo-os, seremos obrigados a novas atitudes, a novas reflexões, a novos conceitos.

Ouvindo-os, nos aproximaremos de novas questões morais e éticas, e finalmente, da inclusão desse critério de alteridade aos demais seres que tanto marginalizamos e nessa nova práxis libertadora , seremos apresentados a verdadeira liberdade dos oprimidos.

Essa negação do critério de alteridade para com os animais, transformando-os em não-outro ou não-ser, ocorre devido à dominação que nós, animais humanos, os submetemos; ao subjugá-los como fazemos, lhes negamos o direito de liberdade e os oprimimos. Não nos colocamos no lugar de seres que dominamos, isso é opressão. Não ouvimos seus gemidos, nem sentimos suas dores, apenas os oprimimos e não podemos deste modo, nos considerarmos seres éticos na busca pela libertação e pela alteridade, o que nos coloca em contradição com aquilo que buscamos, ou seja, a própria Ética. A consequência dessa exclusão é a opressão e as mudanças a qual temos assistido todos os dias, na reação de um Planeta que igualmente no todo, é considerado um não-ser, sendo violentado diariamente pelo desejo humano.

Essa “ética” atual é na verdade uma ética injusta e irresponsável, que aniquila não apenas os excluídos, mas os que os excluem e ameaça dia a dia, o futuro de todos os seres que aqui habitam.

Sabemos que essa estrutura de dominação e aniquilação da alteridade para com os animais, está enraizada parte na Filosofia e nos foi passado pelo rebanho social que nos precedeu, tentando colocar em nossas mentes que esse abuso é uma coisa perfeitamente normal, talvez por isso a dificuldade das novas gerações em considerar os animais, assim como o planeta, como um “Outro” a quem a ética também deva preservar. É bem mais simples encarar os animais como “coisas” desprovidas de qualquer senciência, de qualquer conotação moral, dispensados de qualquer critério de alteridade, pois mudar isso desestruturaria parte das grandes obras filosóficas, uma verdadeira heresia.

“ os conquistadores dominaram o índio; os negreiros venderam africanos como “instrumentos”(…) Qual tipo de lógica dirige a argumentação de tais injustiças? Para justificar a morte de alguém, a exploração a opressão, sem a culpabilidade moral, é necessário algo que fundamente.(…) O outro é visto como alguém diferente da totalidade.” (Enrique Dussel)

E qual será a lógica para todas as injustiças cometidas contra os animais, qual o nosso direito como seres superiores, de infligirmos tanto sofrimento a seres que não possuem a capacidade de defenderem-se sozinhos?

Infelizmente ainda hoje, é assim que os animais são vistos , como seres diferentes da totalidade, como seres instrumentos, objetos descartáveis que nada sentem e nada desejam. Será essa a ética que a Filosofia deve buscar, ou deve ela se questionar:

Quem realmente são os oprimidos?

Para responder a si mesma: Oprimidos são todos aqueles a quem eu julguei como não seres, como não outros, são todos aqueles a quem eu dominei, são todos aqueles a quem eu subjuguei e são, ainda, aqueles a quem hoje eu ainda desconsidero.

Somente a partir desse ponto, é que poderemos separar o bem, a ética e a justiça, e é sabido por todos que a exclusão é um dos maiores, senão o maior de todos os fatores, da causa de injustiças, mesmo assim nos excluímos os animais. A Ética somente será Ética quando conseguir ver o Outro sem diferenças, sem dominações ou exclusões, quando pensar realmente a partir daquele Outro ser que havia sido esquecido durante tanto tempo. A proposta é romper com toda a Filosofia antropocêntrica que desconsidera e exclui esses seres do direito que possuem ao conceito de alteridade, criando assim uma nova Filosofia de Inclusão e de Libertação.

Não queremos abandonar a Filosofia, mas usá-la como ferramenta para libertar. O que vemos ocorrendo com os animais nos impõe essa necessidade de mudar, por isso a importância da expansão do critério de alteridade para com os animais, para com as águas, para com o Planeta. Não podemos mais repetir antigos conceitos sem vivermos plenamente, a realidade cruel pela qual passam os animais.

Mas sabemos, ao mesmo tempo, o motivo pelo qual muitos não desejam exercitar a alteridade para com os animais:

“Quando se reconhece o outro como alguém, um além da totalidade, é possível uma “práxis de libertação” que procura reconstituir a alteridade, a liberdade de quem vive oprimido na totalidade. ”(E.Dussel)

A liberdade de quem vive oprimido na totalidade. Seres livres do nosso jugo cruel, fim da exploração e do abuso humano sobre os animais.

Esse é o principio primordial e potencializador da Libertação Animal, e mudarmos isso exigirá muito trabalho, afinal como considerarmos, logo nós seres reinantes, que um a um animal possa ser estendido o critério de alteridade? Relembrando a frase de abertura desse artigo, que foi dita durante o último fórum de Teologia da Libertação, e que deixou claro que os oprimidos não são apenas os animais humanos, mas todo o Planeta que também é um “Outro Ser“ a quem devemos estender a alteridade de modo a poder, desta forma, libertarmo-nos da opressão que causamos a nós mesmos e por conseguinte, libertar a própria Filosofia, apresentando assim uma ética material que arrebanhe todos os seres e que permita a todos o mesmo direito, o direito a vida e a liberdade.

“Aja de tal maneira que permitas que todas as coisas possam continuar a ser, a se reproduzir e a continuar a evoluir conosco”.(L.Boff)

E sabemos que não podemos evoluir se não mudarmos, eis a grande questão proposta à Filosofia.




Referências Bibliográficas
DUSSEL, E. D. – Para uma Ética da Libertação Latino-Americana, v. I, II, III, IV, e V, Loyola.  SP. Fórum – Teologia da Libertação / 2009.

 

Simone Nardi








Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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sábado, 12 de abril de 2014

Faça a conexão com a vida






Fonte: Cozinha Natureba

domingo, 26 de janeiro de 2014

O que os cachorros sentem ?



O pastor-belga Mal feliz, triste e com medo (da esquerda para a direita)


Segundo pesquisa da Universidade da Flórida, a maioria das pessoas é capaz de entender as expressões dos cães.

Basta olhar para o rosto de uma pessoa para presumir o que ela está sentindo ou pensando. A empatia, como é chamada a habilidade de distinguir e fazer suposições sobre o que se passa na mente alheia, demanda circuitos neurais sofisticados e tem papel-chave, por exemplo, na socialização, na criação de vínculos e na aquisição de cultura. E essa capacidade, segundo pesquisadores da Universidadeda Flórida, não se restringe a teorizar apenas sobre os membros da nossa espécie – em estudo publicado no European  Journal of Social Psychology, eles mostram que a maioria das pessoas é capaz de interpretar o que os cães estão sentindo.

No experimento, os psicólogos despertaram algumas emoções em Mal, um pastor-belga adestrado pela polícia local. Para isso, deram remédio de sabor desagradável, brincaram com ele, fingiram repreendê-lo e simularam um assalto. A intenção era provocar no animal reações de nojo, alegria, medo, agressividade, enquanto filmavam e fotografavam suas expressões. Em seguida, com a ajuda de especialistas em comportamento canino, os pesquisadores selecionaram fotos para serem mostradas a 50 voluntários, metade deles “inexperiente” com cães, isto é, não convivia diariamente com ao menos um.

Ao contrário do esperado, a capacidade de interpretar as expressões de Mal diferiu pouco entre os dois grupos de voluntários.  Curiosamente, os menos experientes com cães foram ligeiramente mais hábeis em identificar agressividade. Na média geral, mais de 80% das pessoas acertaram quando o animal estava alegre (feição marcada pela língua de fora e as orelhas em pé); quase metade distinguiu o medo; 37% e 13% identificaram, respectivamente, tristeza e nojo.

 






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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os animais pensam como nós?

Franguinho
Será que o homem é realmente tão mais inteligente do que as outras espécies?

por Rodrigo Cavalcante

Nenhum pesquisador duvida que o pensamento abstrato do Homo sapiens é um feito inédito no mundo animal. Mas, quanto mais os cientistas sabem sobre espécies como chimpanzés, gorilas, orangotangos, baleias e golfinhos, mais eles chegam à conclusão de que a barreira intelectual que separa os homens desses animais é bem menor do que se imaginava.

Dois estudos pioneiros, nas décadas de 1950 e 1960, foram fundamentais para diminuir essa distância. O primeiro, realizado na ilha de Koshima, no Japão, detectou que os macacos da região eram capazes de aprender novas técnicas para se alimentar a partir da mudança do hábito de um dos seus pares. A pesquisa revelou que um jovem macaco provocara uma pequena revolução na ilha ao passar a lavar a batata-doce num pequeno braço d’água antes de comê-la, ato que passou a ser repetido por três quartos de todos os macacos jovens da ilha. A descoberta provou que o homem não era o único a transmitir um comportamento socialmente adquirido – não transmitido geneticamente nem aprendido individualmente. O segundo estudo foi o da inglesa Jane Goodall que, ao conviver com chimpanzés na Tanzânia, provou que esses primatas tinham uma complexa vida social, uma linguagem primitiva com mais de 20 sons e a capacidade de usar diversas ferramentas para obter alimento – algo considerado exclusivo da nossa espécie. Além disso, os pesquisadores sabem que mamíferos como baleias, golfinhos e elefantes conseguem aprender e ensinar.

Cultura e política

Como até a ONU já reconheceu que não dá mais para tratar os grandes primatas como animais comuns (o secretário-geral da ONU Kofi Annan escreveu que, “assim como nós, eles têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas”), é bem possível que, no futuro, o homem venha a descobrir que se comportou diante dessas espécies com a mesma arrogância das velhas teorias de superioridade racial.


Fonte: Super Abril




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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Animais pensam? Quem come carne acha que não...

Gato
Na selva, um leão abate sua presa sem hesitar. Mas, para muitos humanos, imaginar que animais sentem dor, prazer ou medo é suficiente para abrir mão de saborear carne. Uma pesquisa divulgada pelo Personality and Social Psychology Bulletin mostra que a maioria das pessoas que come carne reluta em acreditar que os animais tenham habilidades mentais capaz de fazê-los pensar e sofrer antes da morte.

A negação parece uma tentativa de se justificar moralmente”, diz o psicólogo Brock Bastian, da Universidade de Queensland, na Austrália. O pesquisador e seus colegas questionaram os participantes se queriam comer fatias de carne ou de maçã depois que fizessem uma tarefa. Em seguida, pediu que descrevessem, em um texto breve, como imaginavam o ciclo de vida completo de um animal abatido e como avaliavam as faculdades mentais de um bovino. Os voluntários que escolheram comer carne depois do teste tinham ideias mais “conservadoras” sobre a mente dos animais. A maioria negou que pudessem pensar e ter sentimentos.

“A empatia, que é a capacidade de reconhecer e até mesmo experimentar as emoções dos outros, nem sempre é útil. Pessoas que vivem em sociedades que se alimentam de carne recorrem à negação para alinhar sua moral às tradições e comer sem culpa”, diz Bastian.


Fonte: Mente e Cérebro




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