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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A ficção e a realidade

A Ilha, ilusão ou realidade?




O filme “ A Ilha” não é um marco no cinema, porém é um filme simples de onde um olhar mais atento pode e consegue fazer um link com a nossa realidade. Muitos ao verem um filme conseguem captar dele ferramentas que possam utilizar no dia a dia, seja a observação simples de como as pessoas se comportam diante de algo novo ou como o filme apresenta determinados pensamentos que realmente traçam linhas paralelas entre a ficção e a realidade. Apesar de simples e com um final nada especial, esse filme é na verdade uma “ilha” de possibilidades éticas e morais, passiva, revoltosa entre tantos outros atributos que podemos enxergar.

É uma ficção –ainda – sobre a clonagem e a doação de órgãos . Seres humanos são clonados e “vivem” isolados do mundo, que segundo lhes é informado, passou por uma catástrofe e ali seria o lugar mais seguro para os sobreviventes. Porém há inúmeras regras nas instalações: 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Faça a conexão

Foto:Sebastião Salgado
É assim que termina o excelente documentário Earthlings –Terráqueos- pedindo que as pessoas façam uma conexão com o meio onde vivem.

É fabuloso abrir os olhos e descobrir que podemos entrar em sintonia com o Planeta Terra.Uma experiência inigualável quando descobrimos que fazemos parte de um mundo muito maior do que a nossa casa e a nossa família.

Fazer a conexão significa respeitar a vida.Não apenas a nossa vida ou a vida daqueles que nos cercam, mas respeitar todas as vidas do Planeta.

Quando fazemos a conexão descobrimos que a água nos pertence de várias formas e que também temos a obrigação de cuidar dela.Quando fazemos a conexão, abrimos nosso coração para tudo mais que nos cerca, descobrimos o prazer de respirar e zelar pelo ar que nos doa a vida. Descobrimos que cada ser, por menor que seja, é nosso irmão e que devemos respeitar seu desejo de viver.

Quando fazemos a conexão, descobrimos uma nova vida que até então adormecia dentro de nós, e passamos a enxergar o mundo de outra forma, com outras cores, com outros desejos.O desejo de fazer o melhor pelo Planeta e por tudo o que existe nele.

O desejo de fazer com que a vida prossiga, em seus mais pequenos detalhes.

Na rosa que se abre para a vida. No pássaro que canta ao amanhecer.

Descobrimos que até então éramos programados para viver a vida de outras pessoas, realizando o sonho de outras pessoas, vivíamos somente para nós e não para o Mundo. Não tínhamos a verdadeira noção do bem ou do mal. Nem tínhamos a verdadeira noção do amor.

Passávamos pela vida sem deixar marcas, sem deixar rastros, sem deixar sonhos, sem saber o que realmente significava o amor.Alguns despertam.Alguns fazem realmente essa conexão com o mundo fora da bola de cristal onde vivem. Mas ainda são poucos, bem poucos.

Despertar para a vida é sentir novos perfumes, novos desejos, novos amigos.

Fazer a conexão é preservar a vida na Terra, é deixar rastros e marcas que possam ser seguidas, marcas de respeito, rastros de amor, caridade e compaixão.

Então decida-se: você quer viver uma vida de sonho e ficção, uma vida abstrata e sem sentido ou que despertar para esse gigantesco Mundo ao seu redor?

Só os valentes conseguem descobrir o que existe por detrás das mais altas montanhas. Só a descoberta do verdadeiro amor nos eleva a Deus.

Viva a vida de forma plena. Faça a Conexão.




Simone Nardi



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segunda-feira, 30 de março de 2015

Libertação Animal- Aula em PPS

Libertação Animal









Descrição do Slide


  • 1. LIBERTAÇÃO ANIMAL Blog :Irmãos Animais- Consciência Humana: Simone Nardi ttp://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/
  • 2. ÉTICA • Do grego ETHOS que significa: modo de ser, a forma como os seres humanos procedem/se comportam na sociedade, possui raízes na Moral, e serve para regular ou regulamentar as relações inter-humanas.
  • 3. • ÉTICO: • ESTABELECE A PRECEDÊNCIA DA REGRA • MORAL: • DETERMINA A APLICAÇÃO DA REGRA
  • 4. ÉTICAS • ÉTICA ARISTOTELICA Aristóteles, dividia os homens em castas, a conhecida pirâmide aristotélica era assim dividida: Nobres Plebeus Escravos Animais ??????
  • 5. ÉTICAS • ÉTICA ARISTOTELICA Na visão do filósofo, não havia qualquer tipo de racionalidade nos animais, havia alguma sensitividade e nada mais. Os animais eram inferiores aos homens, as mulheres eram inferiores aos homens, os escravos eram inferiores aos homens.
  • 6. KANT Imperativo Categórico Age somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.
  • 7. ÉTICAS • ÉTICA KANTIANA Acreditava que os animais podiam sentir, porém não raciocinar, não tendo assim um estado moral como o dos seres humanos, não lhes sendo permitido qualquer direito moral ou ético que pudesse protegê-los.
  • 8. ÉTICAS • CONTRATUALISMO • ROUSSEAU, RAWLS • SUJEITO ÉTICO, SOMENTE AQUELE DA COMUNIDADE, ONDE SEJA POSSIVEL HAVER UMA “TROCA”(CONTRATO”)
  • 9. ÉTICA X ANIMAIS • É preciso ter uma Ética para com os Animais? É possível ser Ético apenas com os humanos e não com os animais?
  • 10. TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS • Peter Singer “Em todas as nossas deliberações morais atribuímos o mesmo peso aos interesses semelhantes de todos os que são atingidos por nossos atos”(Singer) ... ou por que razão o princípio ético sobre o qual assenta a igualdade humana nos obriga a ter igual consideração para com os animais
  • 11. IGUAL CONSIDERAÇÃO DE INTERESSES • « O princípio básico da igualdade não requer tratamento igual ou idêntico, mas sim, igual consideração »(Singer, 04) • OBS. Mesmos direitos. Ex. Voto.
  • 12. IGUAL CONSIDERAÇÃO DE INTERESSES • « ...a defesa da igualdade não depende da inteligência, da capacidade moral, da força física ou de fatos similares. A igualdade é uma idéia moral, não a afirmação de um fato. Nosso interesse pelos « outros » não deve depender de sua aparência ou capacidades. »(Singer,06)
  • 13. IGUAL CONSIDERAÇÃO DE INTERESSES • « ...deve ser estendido a todos os seres, negros ou brancos, do sexo masculino ou feminino, humanos ou não humanos »(Singer,07)
  • 14. FORMAS DE EXCLUSÃO: RACISMO, ESPECISMO, SEXISMO • Direitos da Mulher • « Eles falam sobre esta coisa na cabeça, como se chama(intelecto, sopraram), isso mesmo. O que isso tem a ver com o direito das mulheres ou dos negros?se o meu copo não contiver mais de meio litro e o seu contiver um litro, não seria mesquinho de sua parte não me deixar encher por completo o meu copinho? »(08)
  • 15. Especismo • Muro que impede a igual consideração moral, já que o que o rege é o interessa da própria espécie.(Racismo? Sexismo?). • Argumento favorável a igualdade moral: • DOR
  • 16. Especismo x Igual consideração moral “EQUILIBRIO: PRIORIDADE ENTRE UM E OUTRO NÃO IMPLICA EM DESCONSIDERAR OU CONFERIR MENOS STATUS MORAL AOS ANIMAIS, NÃO JUSTIFICANDO A UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS COMO “COISAS”, TAL COMO SÃO VISTOS PELOS ESPECISTAS.”
  • 17. Especismo x Igual consideração moral Qual a natureza deste princípio? Princípio Mínimo de Igualdade Interesse: não sofrer dor
  • 18. SENCIÊNCIA • Capacidade de sentir dor, medo, alegria, prazer, essa capacidade de sofrer é característica vital e que confere a um ser o direito a igual consideração.
  • 19. SENCIÊNCIA (eletricidade/amor) Se um ser sofre, não pode haver justificação moral para recusar ter em conta esse sofrimento. Independentemente da natureza do ser, o princípio da igualdade exige que ao seu sofrimento seja dada tanta consideração como ao sofrimento semelhante - na medida em que é possível estabelecer uma comparação aproximada - de um outro ser qualquer. Se um ser não é capaz de sentir sofrimento, ou de experimentar alegria, não há nada a ter em conta. Assim, o limite da senciência (utilizando este termo como uma forma conveniente, de designar a capacidade de sofrer e/ou, experimentar alegria) é a única fronteira defensável de preocupação relativamente aos interesses dos outros.(10/11)
  • 20. (QUAIS) ANIMAIS SENTEM DOR? Pessoalmente, não vejo razão para conceder uma mente aos meus congêneres humanos e negá-la aos animais (...) Pelo menos, não posso negar que os interesses e atividades dos animais estão relacionados com uma consciência e uma capacidade de sentir da mesma forma que os meus, e que estes podem ser, tanto quanto sei, tão vívidos quanto os meus.( Lorde Brain, NEUROLOGISTA)14
  • 21. (QUAIS) ANIMAIS SENTEM DOR? E após a análise do valor evolucional da dor, o relatório do comitê concluía que a dor é "de utilidade biológica incontestável“(15) (...) acreditamos que as provas fisiológicas, e, mais especificamente, as provas anatômicas, justificam e reforçam completamente a convicção geral, baseada no senso comum, de que os animais sentem dor.
  • 22. Assim, em jeito de conclusão: não existem razões válidas, científicas ou filosóficas, para negar que os animais sentem dor. Se não duvidamos de que os outros humanos sentem dor, não devemos duvidar de que os outros animais também a sentem. Os animais são capazes de sentir dor. Como já vimos, não pode existir qualquer justificação moral para considerar a dor (ou o prazer) que os animais sentem como menos importante do que a mesma dor (ou prazer) sentida pelos humanos. (18)
  • 23. ÉTICA? Tal como a maior parte dos seres humanos é especista na sua prontidão em causar dor a animais quando não causaria uma dor idêntica a humanos pela mesma razão, também a maioria dos seres humanos é especista na sua prontidão em matar outros animais quando não mataria seres humanos.(20) A opinião de que a vida humana, e apenas a vida humana, é sacrossanta é uma forma de especismo.(20)
  • 24. ÉTICA? Para evitarmos o especismo, devemos admitir que os seres que são semelhantes em todos os aspectos relevantes têm um direito semelhante à vida - e a mera pertença à nossa própria espécie biológica não pode constituir um critério moral válido para a concessão deste direito(22)
  • 25. ÉTICA? O QUE PRECISAMOS FAZER É TRAZER OS ANIMAIS PARA DENTRO DA ESFERA DE NOSSAS PREOCUPAÇÕES MORAIS E CESSAR DE TRATAR SUAS VIDAS COMO DESCARTÁVEIS, UTILIZANDO-OS PARA QUALQUER PROPÓSITO TRIVIAL.(23)-
  • 26. LIBERTAÇÃO ANIMAL O ÂMAGO DESTE LIVRO RESIDE NA ALEGAÇÃO DE QUE DISCRIMINAR SERES SOMENTE COM BASE EM SUA ESPÉCIE É UMA FORMA DE PRECONCEITO IMORAL E INDEFENSÁVEL, DA MESMA MANEIRA QUE É IMORAL E INDEFENSÁVEL A DISCRIMINAÇÃO COM BASE NA RAÇA.(276)
  • 27. « ENSINAMENTOS » “AQUELE POIS, QUE NÃO O APROVEITA PARA SEU ADIANTAMENTO, QUE AS ADMIRA COMO COISAS INTERESSANTES E CURIOSAS SEM QUE SEU CORAÇÃO POR ELES SEJA TOCADO, QUE NÃO É MENOS VÃO, NEM MENOS ORGULHOSO, NEM MENOS EGOÍSTA, NEM MELHOR PARA SEU PRÓXIMO, É TANTO MAIS CULPADO, QUANTO TENHA MAIORES MEIOS DE CONHECER A VERDADE “ (Evangelho Segundo o Espiritismo)
  • 28. CAPÍTULO 2 E 3 “(...) escolhi duas ilustrações fundamentais do especismo posto em prática. Não são exemplos isolados de sadismo, mas práticas que envolvem, num dos casos, dezenas de milhões de animais, e, no outro, milhares de milhões de animais por ano. Nem podemos fingir que nada temos a ver com estas práticas. Uma delas – As experiências com animais - é incentivada pelo governo que elegemos e é substancialmente financiada pelos impostos que pagamos. A outra - a criação de animais para alimentação - é apenas possível porque a maior parte das pessoas compra e consome os produtos obtidos através desta prática.
  • 29. JESUS “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado” Blog ; Irmãos Animais- Consciência Humana:Simone Nardi http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/

Simone Nardi


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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ética Animal

Ética:


Do grego ETHOS que significa: modo de ser, a forma como os seres humanos procedem/se comportam na sociedade, possui raízes na Moral, e serve para regular ou regulamentar as relações inter-humanas.É possível ser Ético apenas com os humanos e não com os animais?







Simone Nardi


Descrição da Palestra para DVs

  • 1. ÉTICA ANIMAL Simone Nardi http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/
  • 2. KANT Imperativo Categórico Age somente, segundo uma máxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.
  • 3. ÉTICA • Do grego ETHOS que significa: modo de ser, a forma como os seres humanos procedem/se comportam na sociedade, possui raízes na Moral, e serve para regular ou regulamentar as relações inter-humanas.
  • 4. ÉTICAS • Ética antropocêntrica • Ética Animal • Biocentrismo • Ecocentrismo
  • 5. ÉTICA X ANIMAIS • É preciso ter uma Ética para com os Animais? É possível ser Ético apenas com os humanos e não com os animais?
  • 6. ÉTICA X ANIMAIS • Peter Singer(feijões) • Tom Regan(Gandhi)
  • 7. Diferentes éticas humanas • Domesticação • Experimentação
  • 8. Diferentes éticas humanas • Alimentação • Vestimenta
  • 9. Diferentes éticas humanas * Vestimenta
  • 10. Diferentes éticas humanas • Diversão
  • 11. O que somos e o que fazemos
  • 12. O que somos e o que fazemos Manifestação Crueldade Nunca Mais -22/01/12
  • 13. O que somos e o que fazemos
  • 14. O que somos e o que fazemos Manifestação Crueldade Nunca Mais -22/01/12
  • 15. Diferentes Éticas Humanas • VOCÊ PODE ATE SER UM VEGANO SEM SER UMA ATIVISTA PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS, MAS VOCÊ JAMAIS PODE SER UM ATIVISTA PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS SE VOCÊ NÃO FOR UM VEGANO. • PENSE NISTO!
  • 16. Des-velando nossa Ética
  • 17. Seja você a mudança que deseja no Mundo


S.N.


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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Consciência Animal

Os Animais possuem Consciência? 


O senso comum já alegava isso, agora a Ciência prova que sim, os animais possuem uma Consciência.

Mas saber disso causa /causou qual impacto na humanidade? essa é a questão, não basta sabermos, é preciso aplicarmos nossos conhecimentos...


 


Simone Nardi

Descrição da Palestra para DVs

  • 1. CONSCIÊNCIA ANIMAL Blog Irmãos Animais- Consciência Humana: http://irmaosanimaisSimone Nardi conscienciahumana.blogspot.com.br/
  • 2. MANIFESTO -2012 PHILIP LOW STEPHEN HAWKING
  • 3. AS ÁREAS DO CÉREBRO QUE NOS DISTINGUEM DOS ANIMAIS NÃO SÃO AS QUE PRODUZEM A CONSCIÊNCIA Cortex Cerebral
  • 4. MAMÍFEROS, PÁSSAROS,POLVOS, POSSUEM ESTRUTURAS NERVOSAS QUE PRODUZEM A CONSCIÊNCIA
  • 5. O QUE É CONSCIÊNCIA ? CIÊNCIA PERCEPÇÃO E SENSAÇÃO DO MUNDO, MEMÓRIA, EMOÇÃO, RACIOCÍNIO (PENSAMENTO) , AÇÃO, RECONHECIMENTO.
  • 6. O QUE É CONSCIÊNCIA ? COMPREENSÃO DE SI MESMO, O QUE POSSIBILITA REAÇÃO AO MUNDO QUE O CERCA . UM DOS ATRIBUTOS DA CONSCIÊNCIA É A SENCIÊNCIA , CAPACIDADE DE SENTIR MEDO, ALEGRIA, DOR OU AFETO FILOSOFIA
  • 7. O QUE É CONSCIÊNCIA ? DAR-SE CONTA DE QUE ALGO EXISTE, DAR-SE CONTA DE EVENTOS NO AMBIENTE E DE SEUS AFETOS; INTENCIONALIDADE, IMAGINAÇÃO,ETC CESAR ADES 1ª Consciência
  • 8. O QUE É CONSCIÊNCIA ? DAR-SE CONTA DO DAR-SE CONTA. (TÍPICO DE SERES HUMANOS.) CESAR ADES 2ª Consciência
  • 9. MEDO PERCEPÇÃO LINGUAGEM COMUNICAÇÃO MEMÓRIA AFETO ALEGRIA IMAGINAÇÃO RACIOCÍCIO PENSAMENTO
  • 10. A IDEIA DO MANIFESTO É NOVA?
  • 11. NEGAÇÃO DA CONSCIÊNCIA DIFERENÇAS E BARREIRAS ENTRE HUMANOS E NÃO HUMANOS, LEVANDO A NEGAÇÃO SISTEMÁTICA DA CONSCIÊNCIA ANIMAL
  • 12. NEGAÇÃO DA CONSCIÊNCIA * PRIVAÇÃO DA MENTE ANIMAL * AFASTAMENTO DO SENSO COMUM QUE REITERAVA A SENCIÊNCIA
  • 13. RETORNO DA MENTE •RETORNO AO SENSO COMUM QUE COLOCA QUE TUTORES DE ANIMAIS SABEM QUE SEUS ANIMAIS PENSAM...
  • 14. HUME [...]parece evidente que os animais, como os homens, apreendem muitas coisas da experiência e inferem que os mesmos eventos resultarão sempre das mesmas causas.” “[...] sagacidade dos velhos que têm aprendido, por uma longa observação, a evitar o que os fere e a perseguir o que lhes proporciona bem-estar e prazer.”
  • 15. DARWIN [...] UM OLHAR ESPONTÂNEO DIRIGIDO AOS ANIMAIS PODE MOSTRÁ-LOS SEMELHANTES A NÓS, INCLUSIVE NAS CARACTERISTICAS SUBJETIVAS.” Ansiedade, tristeza,desânimo, desespero, vergonha, mau humor amor, medo, horror, desamparo, orgulho, paciência, surpresa, culpa...
  • 16. HUSSERL “[...]a consciência é, dentro de sua intencionalidade, o que dá sentido a vida em seu relacionamento intencional com o mundo - não apenas com os objetos, ou fenômenos materiais, mas com toda ação dos seres que interagem - sendo assim pensar sempre é pensar alguma coisa, imaginar é sempre imaginar alguma coisa, e isso é feito através dos atos de perceber, pensar ou imaginar, da consciência.”
  • 17. LIMITE DO CONHECIMENTO • SIGNIFICA QUE POR HAVER LIMITE OS ANIMAIS NÃO POSSUAM CONSCIÊNCIA?
  • 18. LIMITE DO CONHECIMENTO “ A AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO SIGNIFICA A EVIDÊNCIA DA AUSÊNCIA”
  • 19. MARIAN DAWKINS ...PARA CONCLUIR QUE OS ANIMAIS EXPERENCIAM SOFRIMENTO DE UMA MANEIRA SEMELHANTE A NOSSA TEREMOS DE BASEAR NOSSA CONCLUSÃO NA ANALOGIA COM OS NOSSOS PRÓPRIOS SENTIMENTOS.
  • 20. CESAR ADES 1997; Alegava que faltava ancorar a Consciência Animal em substratos neurofisiológicos.
  • 21. FORMA DO PENSAMENTO ANIMAL / DAR-SE CONTA •PENSAMENTO SUBJETIVO •LEMBRANÇA •COMPARAÇÕES (EXPERIÊNCIA HUME) •ANTECIPAÇÕES •ESCOLHA, DECISÃO(HUSSERLINTENCIONAL)
  • 22. MANIFESTO NEUROCIENTÍFICO 2012 EVIDENCIAS CONVERGENTES INDICAM QUE OS ANIMAIS POSSUEM SUBSTRATOS NEUROANATÔMICOS, NEUROQUÍMICOS, NEUROFISIOLÓGICOS, JUNTO A CAPACIDADE DE EXIBIR COMPORTAMENTOS INTENCIONAIS.
  • 23. PHILIP LOW OS MAMÍFEROS, TODOS OS PÁSSAROS E OUTRAS CRIATURAS POSSUEM ESTRUTURAS NERVOSAS QUE PRODUZEM CONSCIÊNCIA, ISSO QUER DIZER QUE ESSES ANIMAIS SOFREM.
  • 24. CIÊNCIA ONTEM E HOJE PASSADO = OBSERVAÇÃO E ANALOGIA(ANTROPOMORFISMO) HOJE COM O MANIFESTO = CONSCIÊNCIA COMO FATO CIENTÍFICO
  • 25. KARDEC "O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrarem que estava no erro sobre um ponto ,modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita."
  • 26. QUESTÃO O QUE FAZEMOS COM O CONHECIMENTO QUE RECEBEMOS?
  • 27. MARC BEKOFF Não podemos simplesmente continuar nas condições em que estamos, porque isso é o que sempre fizemos. O que sabemos mudou, e o mesmo deveria acontecer em nosso relacionamento com os animais.
  • 28. O MUNDO MUDOU , PORQUE O CONHECIMENTO MUDOU? • QUAL A REPERCURSÃO DESSA MUDANÇA EM MIM?
  • 29. JOSÉ SARAMAGO É PRECISO CRIAR UM LUGAR PARA GERAR O DESASSOSSEGO...
  • 30. JOSÉ SARAMAGO É PRECISO CRIAR UM LUGAR PARA GERAR O DESASSOSSEGO... ESSE LUGAR É AQUI... Blog Irmãos Animais Consciência Humana: http://irmaosanimaisconscienciahumana.blogspot.com.br/

S.N.

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domingo, 26 de janeiro de 2014

O que os cachorros sentem ?



O pastor-belga Mal feliz, triste e com medo (da esquerda para a direita)


Segundo pesquisa da Universidade da Flórida, a maioria das pessoas é capaz de entender as expressões dos cães.

Basta olhar para o rosto de uma pessoa para presumir o que ela está sentindo ou pensando. A empatia, como é chamada a habilidade de distinguir e fazer suposições sobre o que se passa na mente alheia, demanda circuitos neurais sofisticados e tem papel-chave, por exemplo, na socialização, na criação de vínculos e na aquisição de cultura. E essa capacidade, segundo pesquisadores da Universidadeda Flórida, não se restringe a teorizar apenas sobre os membros da nossa espécie – em estudo publicado no European  Journal of Social Psychology, eles mostram que a maioria das pessoas é capaz de interpretar o que os cães estão sentindo.

No experimento, os psicólogos despertaram algumas emoções em Mal, um pastor-belga adestrado pela polícia local. Para isso, deram remédio de sabor desagradável, brincaram com ele, fingiram repreendê-lo e simularam um assalto. A intenção era provocar no animal reações de nojo, alegria, medo, agressividade, enquanto filmavam e fotografavam suas expressões. Em seguida, com a ajuda de especialistas em comportamento canino, os pesquisadores selecionaram fotos para serem mostradas a 50 voluntários, metade deles “inexperiente” com cães, isto é, não convivia diariamente com ao menos um.

Ao contrário do esperado, a capacidade de interpretar as expressões de Mal diferiu pouco entre os dois grupos de voluntários.  Curiosamente, os menos experientes com cães foram ligeiramente mais hábeis em identificar agressividade. Na média geral, mais de 80% das pessoas acertaram quando o animal estava alegre (feição marcada pela língua de fora e as orelhas em pé); quase metade distinguiu o medo; 37% e 13% identificaram, respectivamente, tristeza e nojo.

 






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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os animais pensam como nós?

Franguinho
Será que o homem é realmente tão mais inteligente do que as outras espécies?

por Rodrigo Cavalcante

Nenhum pesquisador duvida que o pensamento abstrato do Homo sapiens é um feito inédito no mundo animal. Mas, quanto mais os cientistas sabem sobre espécies como chimpanzés, gorilas, orangotangos, baleias e golfinhos, mais eles chegam à conclusão de que a barreira intelectual que separa os homens desses animais é bem menor do que se imaginava.

Dois estudos pioneiros, nas décadas de 1950 e 1960, foram fundamentais para diminuir essa distância. O primeiro, realizado na ilha de Koshima, no Japão, detectou que os macacos da região eram capazes de aprender novas técnicas para se alimentar a partir da mudança do hábito de um dos seus pares. A pesquisa revelou que um jovem macaco provocara uma pequena revolução na ilha ao passar a lavar a batata-doce num pequeno braço d’água antes de comê-la, ato que passou a ser repetido por três quartos de todos os macacos jovens da ilha. A descoberta provou que o homem não era o único a transmitir um comportamento socialmente adquirido – não transmitido geneticamente nem aprendido individualmente. O segundo estudo foi o da inglesa Jane Goodall que, ao conviver com chimpanzés na Tanzânia, provou que esses primatas tinham uma complexa vida social, uma linguagem primitiva com mais de 20 sons e a capacidade de usar diversas ferramentas para obter alimento – algo considerado exclusivo da nossa espécie. Além disso, os pesquisadores sabem que mamíferos como baleias, golfinhos e elefantes conseguem aprender e ensinar.

Cultura e política

Como até a ONU já reconheceu que não dá mais para tratar os grandes primatas como animais comuns (o secretário-geral da ONU Kofi Annan escreveu que, “assim como nós, eles têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas”), é bem possível que, no futuro, o homem venha a descobrir que se comportou diante dessas espécies com a mesma arrogância das velhas teorias de superioridade racial.


Fonte: Super Abril




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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Animais pensam? Quem come carne acha que não...

Gato
Na selva, um leão abate sua presa sem hesitar. Mas, para muitos humanos, imaginar que animais sentem dor, prazer ou medo é suficiente para abrir mão de saborear carne. Uma pesquisa divulgada pelo Personality and Social Psychology Bulletin mostra que a maioria das pessoas que come carne reluta em acreditar que os animais tenham habilidades mentais capaz de fazê-los pensar e sofrer antes da morte.

A negação parece uma tentativa de se justificar moralmente”, diz o psicólogo Brock Bastian, da Universidade de Queensland, na Austrália. O pesquisador e seus colegas questionaram os participantes se queriam comer fatias de carne ou de maçã depois que fizessem uma tarefa. Em seguida, pediu que descrevessem, em um texto breve, como imaginavam o ciclo de vida completo de um animal abatido e como avaliavam as faculdades mentais de um bovino. Os voluntários que escolheram comer carne depois do teste tinham ideias mais “conservadoras” sobre a mente dos animais. A maioria negou que pudessem pensar e ter sentimentos.

“A empatia, que é a capacidade de reconhecer e até mesmo experimentar as emoções dos outros, nem sempre é útil. Pessoas que vivem em sociedades que se alimentam de carne recorrem à negação para alinhar sua moral às tradições e comer sem culpa”, diz Bastian.


Fonte: Mente e Cérebro




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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Os animais são ou não capazes de pensar?

Imagem:Chimpanzé pensativo


Séculos de estudo: afinal, os animais são ou não capazes de pensar?



Imagine um animal em situação de perigo. Antes de se aproximar do objeto ameaçador, ele apenas observa de longe seus movimentos. Depois, vencido pela curiosidade, se aproxima, não sem saltar para trás em apreensão – e precaução. Quando considera que não há perigo, ganha confiança e volta a agir normalmente.

Esse comportamento certamente parece inteligente. Os humanos poderiam muito bem se comportar de forma similar quando se deparassem com algo estranho e potencialmente perigoso. Mas o que realmente acontece com os animais: um processo de pensamento deliberado ou mero instinto animal?

A questão é antiga. Aristóteles e René Descartes acreditavam que o comportamento animal era governado puramente por reflexos. Já Charles Darwin e o psicólogo William James argumentaram que os animais deveriam ter uma vida mental complicada.

Agora, estamos mais perto do que nunca de resolver esse debate. Uma grande quantidade de relatos de comportamentos animais está fazendo muitos biólogos acreditarem que certas criaturas realmente têm pensamentos rudimentares. 

Enquanto isso, as últimas imagens cerebrais de experimentos estão ajudando os cientistas a compreender que tipo de anatomia é necessária para um cérebro pensante.Embora seja improvável que as vidas mentais dos animais sejam tão complexas quanto a nossa, há muito mais acontecendo em suas cabeças do que se pode imaginar.

Na década de 1970, o zoólogo americano Donald Griffin começou a esquentar esse debate. Ele foi uma das primeiras pessoas a descobrir a “ecolocalização” dos morcegos, e comportamentos tais como a capacidade dos castores de cortar pedaços de madeira para encaixar precisamente nos furos particulares de suas barragens, bem como a capacidade dos macacos de usar suas vozes (chamadas diferentes) para enganar os outros – tudo sugeria que os animais podiam pensar.

Os céticos achavam que isso era muito subjetivo. As observações de Donald perderam credibilidade por ele achar que todos os animais eram conscientes – ele queria provar que, cada vez que qualquer animal fazia qualquer coisa com qualquer ingenuidade, tão primitivo quanto um vaga-lume brilhando no escuro, ele estava consciente. 

Hoje, no entanto, apesar do valor do trabalho de Donald, a pesquisa está mais objetiva e sistemática. Mais popular é a ideia de que as experiências mentais de outros animais se encontram em uma espécie de espectro, variando de um tipo primitivo de consciência ao fluxo rico e complexo de pensamentos da mente humana.

A mosca da fruta é o animal perfeito para explorar uma das extremidades desse espectro. Ao longo dos últimos anos, cientistas mostraram que esses insetos têm um pré-requisito essencial para a consciência: ao invés de responder aleatoriamente a tudo à sua volta, eles podem selecionar em que prestam atenção com base em suas memórias. 

Por exemplo, as moscas são mais propensas a explorar novos objetos adicionados ao ambiente do que coisas que estiveram lá por um tempo. Quando os pesquisadores reduziram a capacidade da mosca da fruta de formar memórias, isso prejudicou sua capacidade de atender a novidade, de modo que os insetos responderam mais ao acaso.
Atenção flexível existe, provavelmente, até no mais simples cérebro, o que significa que muitas criaturas, incluindo peixes, anfíbios e répteis, também pode ter esse tipo de consciência. Sendo assim, quais animais, se houver algum, mostram sinais mais avançados de experiência mental?

Os melhores indícios até agora são de animais que exibem formas particularmente complexas de comportamento, como a capacidade de planejar o futuro. 

Até recentemente, os cientistas acreditavam que essa característica era unicamente humana. No final de 1990, pesquisadores descobriram que o pássaro gaio-azul pode usar memórias específicas de acontecimentos do passado para fazer planos para os tempos à frente. 

Em 2006, pesquisadores descobriram que essa capacidade se estendia aos beija-flores. Eles podem se lembrar da localização de certas flores e quão recentemente estiveram em um local, e usar essas informações para orientar seu comportamento futuro. 

Desde então, os estudos sugerem que primatas, ratos e polvos mostram alguma aptidão para o planejamento futuro, também.

O problema é se esse comportamento é flexível. Se não, o ato pode ser apenas um instinto evoluído, por mais complexo que pareça ser. Por exemplo, corvos conseguem usar uma ferramenta “antiga” para um novo uso (um galho para verificar objetos potencialmente perigosos foi usado mais tarde para pegar comida dentro de um tubo).

Corvídeos podem até ser capazes de adivinhar o comportamento de outra ave. Por exemplo, experiências constataram que os corvos tomam medidas para proteger alimentos de outros corvos que poderiam tê-los visto escondendo-os, mas ficam despreocupados com corvos presos atrás de um obstáculo que teriam bloqueado a sua visão (e assim não teriam visto onde eles esconderam a comida). Em outras palavras, eles têm uma “teoria da mente” básica, que não é possível sem algum tipo de processo de pensamento.

Algumas outras criaturas também devem ter essa capacidade; não surpreendentemente os primatas estão entre essa elite. Se os chimpanzés roubam comida, por exemplo, são extremamente silenciosos se outro membro do grupo estiver ao alcance de sua voz. Mais impressionante ainda, eles parecem ser capazes de adivinhar como outro pode ter agido no passado. 

Durante uma caça à comida, os chimpanzés tentam adivinhar onde seus concorrentes poderiam ter procurado primeiro, para que eles possam procurar em locais menos óbvios. Baleias, ursos e cães ainda não provaram suas habilidades neste tipo de tarefa, mas não deixam de mostrar alguns sinais de empatia que sugerem que eles também devem ter uma vida mental relativamente avançada.

No entanto, ainda falta uma característica importante do pensamento humano nos animais, chamada de “metacognição”: a habilidade de monitorar e controlar memórias e percepções, permitindo-nos pensar, por exemplo, “eu sei que eu sei isso” ou “eu não tenho certeza de que estou certo”, ou ainda sentir que o nome de alguém está na ponta de sua língua.

A importância disso para o pensamento humano é comparável ao uso da linguagem e das ferramentas. Evidência de metacognição em outros animais, portanto, seria uma grande prova da existência da mente animal.

Alguns cientistas começaram a explorar o assunto no início de 2000. Por exemplo, em um experimento, um grupo de macacos observou uma imagem e, depois de um tempo, tiveram que tentar selecionar a imagem de um grupo de quatro. Para quem acertasse, o prêmio era um amendoim. 

Em um fluxo de experiências, no entanto, os macacos poderiam perder a chance de ganhar o amendoim, em troca de um prêmio garantido – um alimento processado de macaco menos desejável. Os cientistas suspeitam que os macacos deixavam “passar” essa opção quando não tinham certeza da resposta.

Ele estava certo. Macacos que tinham a oportunidade de “passar” para a frente desempenharam muito melhor nos testes do que 0s do experimento “tudo-ou-nada”. Isto sugere que, quando dada a oportunidade, eles eram totalmente capazes de avaliar a sua confiança na tarefa, fornecendo evidências convincentes para a metacognição no macaco.

Novas pesquisas sugerem que eles são parte de um conjunto selecionado com essa capacidade. Os chimpanzés, como os macacos, demonstraram metacognição, mas os macacos-prego, embora inteligentes em outras áreas, parecem cair nesse obstáculo. Os resultados para os golfinhos não são claros, mas já ficou certo que criaturas como o pombo não estão à altura do desafio.

Descobrir se outras espécies inteligentes como os golfinhos e, talvez, os corvos, possuem metacognição é crucial para nosso entendimento da mente. Os cientistas precisam saber se a metacognição desenvolveu apenas uma vez, na linha dos primatas (que leva a macacos e humanos), ou se a característica se desenvolveu repetidamente e convergentemente, com picos de sofisticação cognitiva, em golfinhos, corvos, macacos e pessoas. Se esse for o caso, mudaria toda a nossa compreensão da evolução do cérebro dos primatas.

Muitos cientistas, entretanto, continuam achando que os humanos estão em um nível completamente diferente e muito maior de pensamento. Os chimpanzés, por exemplo, simplesmente não entendem conceitos físicos abstratos, como peso, gravidade e transferência de força. 

Tente colocar uma banana perto da gaiola um chimpanzé e fornecer-lhe algumas ferramentas para alcançar seu potencial lanche. Ele estará tão propenso a tentar usar um material desajeitado e mole quanto um objeto rígido para alcançar a banana. 

Ou seja, os chimpanzés podem raciocinar sobre coisas diretamente perceptíveis, mas somente os seres humanos têm um nível superior de pensamento que não depende apenas de estímulos sensoriais, permitindo-os formar conceitos mais abstratos, como gravidade ou força. 

Esses cientistas céticos são minoria, mas continuam achando que os animais não têm consciência. Como Descartes, eles chegaram à conclusão de que a linguagem é essencial para o pensamento. Isso porque mesmo um comportamento engenhoso – que não envolva linguagem – pode ser feito sem estar consciente (veja os humanos dirigindo um carro sem nem pensar nisso). Os comportamentos que eles não concebem fazer inconscientemente são os que envolvem o uso de linguagem.

Um dos problemas nessa área é que os estudos de comportamento só podem chegar a um certo ponto: você poderia mostrar um animal como uma mosca colocando chapéu e vestindo roupas, e ainda algumas pessoas poderiam dizem que é apenas uma série de reflexos.

Por essa razão, alguns pesquisadores estão tentando novas abordagens que possam resolver o argumento de uma vez por todas. Imagens do cérebro é uma das possibilidades mais promissoras. 

Por exemplo, pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para estudar assinaturas de consciência do cérebro humano. Eles descobriram que existe um padrão similar de atividade neural cada vez que nos tornamos conscientes da mesma imagem de uma casa ou de um rosto, mas não processamos a informação da imagem inconscientemente. O trabalho sugere que o pensamento consciente não depende de qualquer região exclusivamente humana do cérebro, ou seja, não há nenhuma razão anatômica para dizer que o pensamento é exclusivo das pessoas.

Outro trabalho neurocientífico revelou alguns pré-requisitos importantes para a consciência que podem estar presentes em alguns animais. Conexões neurais que permitem que o tálamo transmita informações de sentidos para o córtex, por exemplo, parecem ser vitais para a percepção consciente. Outros mamíferos além de nós possuem tal conexão, por isso, eles têm pelo menos substratos para a consciência. Provavelmente podemos dizer o mesmo sobre as aves, o que parece se encaixar com as conclusões dos estudos comportamentais.

Algumas pessoas nunca vão se convencer do pensamento animal, já que acham que não há dados que possam responder a essa pergunta. Já outros estão otimistas com a procura dos equivalentes animais ao tálamo e córtex para resolver de vez o argumento. 

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Fonte: HypeScience



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