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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A ficção e a realidade

A Ilha, ilusão ou realidade?




O filme “ A Ilha” não é um marco no cinema, porém é um filme simples de onde um olhar mais atento pode e consegue fazer um link com a nossa realidade. Muitos ao verem um filme conseguem captar dele ferramentas que possam utilizar no dia a dia, seja a observação simples de como as pessoas se comportam diante de algo novo ou como o filme apresenta determinados pensamentos que realmente traçam linhas paralelas entre a ficção e a realidade. Apesar de simples e com um final nada especial, esse filme é na verdade uma “ilha” de possibilidades éticas e morais, passiva, revoltosa entre tantos outros atributos que podemos enxergar.

É uma ficção –ainda – sobre a clonagem e a doação de órgãos . Seres humanos são clonados e “vivem” isolados do mundo, que segundo lhes é informado, passou por uma catástrofe e ali seria o lugar mais seguro para os sobreviventes. Porém há inúmeras regras nas instalações: 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

NO LIMIAR DA REVOLUÇÃO


    

Revolução Global


                  
A civilização humana, ao longo de sua curta história, veio cometendo diversos equívocos, em todos os campos, principalmente no que se refere às questões envolvendo o respeito ao próximo. Alguns desses equívocos persistem até os dias coetâneos, devido ao estado de imaturidade em que ainda estão imersas as coletividades terrenas. Tais desvios de comportamento, apesar de absolutamente normais, porque oriundos da debilidade ética dos seres humanos, precisam ser combatidos, a fim de que atinjamos, com mais celeridade, patamares evolutivos mais elevados, graças à eliminação de costumes, muitas vezes, bárbaros, que ainda enegrecem nossa caminhada.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Especismo

Pata, foto de Sebastião Salgado


O mundo é um lugar perigoso de se viver não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer" . Albert Einstein



Todas as mudanças mais difíceis que a humanidade já enfrentou foram por causas morais. Há séculos atrás quando vozes se levantavam contra a escravidão, muitas outras acusavam os abolicionistas de loucos e imorais. A luta prosseguiu e os loucos conseguiram libertar do jugo do homem branco, o homem negro que apesar da liberdade ainda não possuía direitos porque segundo alguns, não possuía alma.

Mais tarde foi a vez de lutar pelas mulheres que alguns diziam serem inferiores e tal como os negros também não possuíam alma. Uma questão moral defendida por uns e repelida por outros. A verdade prevaleceu.

E desde então a humanidade tem lutado por outras questões morais : o racismo, o anti-semitismo, o sexismo e agora uma nova palavra surge para causar furor naquelas pessoas de sempre, aquelas que não aceitam mudanças no qual o orgulho já está tão enraizado que qualquer atitude contrária, pode causar uma explosão : O Especismo.

E você deve estar se perguntando: O que é Especismo?

O Especismo é um tipo de racismo ,quando alguém considera sua raça superior a uma outra, nesse caso , o Especismo é quando um ser humano acredita que nenhuma espécie vivente, além dele, possui qualquer valor, passando a considerar que é moralmente possível infligir qualquer tipo de sofrimento a esses seres não-humanos. E o que são seres não-humanos? Aquele que conhecemos apenas como animais .

Mas, animais? Você só pode estar brincando, falar em racismo para com os animais. Isso é o que deve estar passando pela cabeça dos orgulhosos nesse exato momento, pois uma pessoa mais racional sabe que já passou da hora de começarmos a respeitar esses irmãos terrenos.

Pois é, acreditem ou não, eles são nossos irmãos. Não somos mais ou menos importantes que eles para Deus, por isso , diante da Divindade, eles possuem os mesmos direitos que nós. Embora muitos se neguem a aceitar isso.

É o orgulho criando vítimas inocentes.

Quem foi que deu ao homem o poder de reinar sobre os animais, senão sua própria mente cruel ? Quem garante que o homem a superior diante dos animais não humanos?

Que direito o homem possui de usar seus corpos, de divertir-se as suas custas, de abandoná-los como tem feito ao longos dos séculos?

Achar que somos superiores a qualquer criação Divina é ser especista. Aceitar que os animais não humanos não possuem direitos, é ser especista. Alimentar-se deles , fechando os olhos para seu sofrimento é ser especista.

O Especismo será outra luta moral. Árdua como outra qualquer.Cheia de inimigos. Cheia de tristezas, de perdas e vitórias, porém, como qualquer outra luta Moral, ela vai vencer os cegos e orgulhosos, os poderosos senhores da morte, e fará o verdadeiro amor prevalecer. O espiritismo não pode manter-se alheio a isso.

Não importa quantas derrotas tivermos, o que não podemos é esmorecer na caminhada para o Divino.

Chegará o dia em que um estábulo será tão sagrado quanto a família.

Sim, esse dia chegará.Com você, sem você e apesar de você, e quando esse dia chegar, eu quero estar do lado daqueles que lutaram pela moral e pela misericórdia.

E você? De qual lado quer estar?


Simone Nardi

23/04/2010




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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Esquecendo o antropocentrismo filosófico - "releitura"

"Vi o solo semeado de rodas, de forcas,
de patíbulos, de pelourinhos; vi esqueletos
horrendamente estendidos sobre rodas.
Van Meenen - Congresso penitenciário de Bruxelas, 1847

Vamos provando aos poucos como é possível, em muitos casos, estudarmos a Filosofia e encontrarmos dentro dela, escondido de olhos puramente antropocêntricos, caminhos que nos levem a uma ética de Libertação Animal. O que ocorre normalmente com as pessoas é que, como não estão totalmente ligadas ao Mundo e a Natureza, não conseguem fazer uma imagem clara das coisas. Para elas seria algo como "Pensar o inexistente". Sem essa ligação com as coisas da Natureza, com esse "além da vida" puramente humana, se torna realmente difícil tornar livre do antropocentrismo tantos os mestres quanto os alunos de Filosofia. Quantas vezes ao nos depararmos com um ninho ou até mesmo com um pássaro diferente, e pararmos para admirar tal visão, as pessoas ao nosso redor nos olham com certa curiosidade e ficam, geralmente, espantadas ao notarem que nem haviam se dado conta de que tal ninho estivesse ali ou que tal pássaro rondasse o lugar? 

Elas normalmente não conseguem enxergar aquilo com o qual não estão sintonizadas, e sabemos que dentro desse rebanho social, as pessoas não estão sendo formadas para entrarem em sintonia com os animais ou com a Natureza. A maioria nem sabe quando as quaresmeiras florescem, nem como é um filhote de sabiá ou jamais viram uma coruja de perto, não porque ela não exista em sua região, mas porque essa imagem não faz parte da sintonia da pessoa, ela só vê aquilo que a programaram para ver, mesmo que o animal em questão cruze seu caminho, sua mente não o projeta, ela simplesmente não o vê, não porque não consegue, mas porque não está conectada a tal imagem. Assim também ocorre com a Filosofia, muitos só conseguem ler aquilo o qual foram programados para ler, do modo como seus mestres igualmente foram programados, porém, com um empurrãozinho, as pessoas passam a ter dentro de si, imagens que antes mal sabiam que existiam, assim ocorre também com o estudo filosófico.

Há um livro interessantíssimo de Michel Foucault que se chama "Vigiar e Punir", onde em seu início é narrado o suplicio de um "Ser"1 condenado pela Igreja, e os tipos de tortura as quais foi submetido pelo crime que cometeu. Hoje vemos muitas vítimas sendo submetidas a outros tipos de tortura e que, ao contrário de Damiens2, nada fizeram para merecerem esses suplícios. É através da "releitura" do texto desse filósofo, agora projetando dentro de cada um, imagens as quais jamais lhe foram dadas a conhecer, que poderemos comprovar que é imoral provocar sofrimento, posto que a dor se estabelece em todos os seres, que a vontade de viver também lhes é inerente, e que, qualquer ato contrário a isso se torna extremamente anti-ético. O livro inicia-se com essa narrativa da morte de Damiens, mas poderia ser a narrativa da morte de qualquer outro "Ser":

SUPLÍCIO
O corpo dos condenados
"Damiens fora condenado, a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris [aonde devia ser] levado e acompanhado numa carroça, nu, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras; [em seguida], na praça de Greve, e sobre um patíbulo que aí será erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o dito parricídio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento." (M. Foucault)
Todos os alunos do curso de Filosofia leram o primeiro capítulo do livro e ficaram horrorizados com tal brutalidade, como seria possível que existisse um tempo onde se praticasse tanta barbárie? Que homens eram aqueles que mutilavam e matavam sem qualquer tipo de remorso? O que a grande maioria desconhece, contudo, é que esses homens prosseguem até hoje em suas barbáries e com o consentimento desses mesmos alunos que ficaram tão revoltados. E se fizéssemos agora a projeção que eles não conseguiram ver, a ligação que não conseguiram fazer, pois não foram forjados a olhar além dos animais humanos?

SUPLÍCIO
O corpo dos condenados
"Sem nome" fora condenado à morte impiedosa, a portas fechadas dentro de uma sala com paredes brancas. Foi carregado a força, teve as "mãos" trespassadas por pequenos "cravos", os "pés" igualmente foram cravados, deixando-o a mercê de seus algozes. Seus olhos fitavam o rosto de seu torturador, que parecia ignorar-lhe o pedido de piedade. Seu peito foi aberto, e seus órgãos foram expostos até que a vida se esvaísse de seu corpo. As dores excessivas lhe tiravam gritos de agonia horríveis, que eram ignorados por aqueles que o cercavam. Depois disso seu corpo foi descartado como material biológico e seu sofrimento foi esquecido, porém repetido nos outros "sem nome" que lhe faziam companhia dentro da pequena cela."
Alguns, tal como Léon Faucher3, criaram então códigos de "ética", para que o sofrimento dos condenados fosse suavizado, o Comitê de Ética previa:

Art.1 - Celas maiores para os condenados, boa comida e cuidados de saúde, para que não morressem antes do suplício.

Art. 2 - Em casos especiais, era necessário o uso de drogas para que o condenado sentisse pouca dor e se mantivesse "vivo" até o fim do suplício.

Art. 3 - O condenado deveria ser "assassinado" de forma digna.

Art. 4 - O mesmo tipo de morte e de suplício só deveria ser repetido por carrascos especializados para isso.

Art. 5 - Não seria permitido repetir o mesmo suplício a menos que fosse estritamente necessário.

"O assassinato que nos é apresentado como um crime horrível vemo-lo sendo cometido friamente, sem remorsos". (Foucault - Vigiar e punir, pag. 12)

E esse é um tipo de crime que é cometido ainda hoje, nos mesmos moldes inquisitoriais, todos os dias e aprovado por inúmeros Comitês de Ética, sejam as portas fechadas de um laboratório de experimentação animal ou as portas trancafiadas de um abatedouro, a morte é a mesma, o suplicio perdura, e as pessoas tentam a todo custo, ignorar.

Para quem já leu as primeiras páginas do livro "Vigiar e Punir" , fica ainda mais fácil notar a comparação que há entre o que aconteceu ao infeliz Damiens e ao que acontece hoje em dia com os animais em tantos outros lugares4, uma realidade para a qual muitas pessoas ainda fecham os olhos, pois, como no livro, hoje ainda estamos sob o jugo do poder e da punição; o poder de algumas tradições e culturas que agem sobre nossa mente, o poder dos mais fortes sobre os mais fracos e nos calamos diante da acomodação mental que nos torna mansos e gentis, porque tememos ser punidos, e essa punição sabemos, virá de nossos próprios amigos, na forma da ridicularização por nossa opção alimentar, e isso nos apavora mais do que tudo. Fomos disciplinados para agir assim, e assim agimos, infelizmente. Não nos rebelamos porque pensar diferente nos torna "estranhos", e temos medo disso porque como um dia ridicularizamos aquele filósofo que nos mostrou a verdade sabemos que, ao ocuparmos o lugar dele, o mesmo ocorrerá conosco; só nós esquecemos de uma coisa: de que podemos mudar e talvez até sermos punidos pela mudança, mas mudar e aceitar a verdade é sempre melhor do que vivermos eternamente na caverna escura da mentira.

"O desaparecimento dos suplícios é, pois o espetáculo que se elimina; mas é também o domínio sobre o corpo que se extingue. Em 1787, dizia Rush: Só posso esperar que não esteja longe o tempo em que as forcas, o pelourinho, o patíbulo, o chicote, a roda, serão considerados, na história dos suplícios, como as marcas da barbárie dos séculos e dos países e como as provas da fraca influência da razão e da religião sobre o espírito humano."
Talvez seja esse pavor de ver-se extinguir o domínio sobre os corpos dos animais não humanos que mantenha o homem cego e surdo diante de tanta dor. E tal como dizia Rush, hoje podemos dizer o mesmo em relação ao pensamento das pessoas para com os animais não humanos, desejando que os abatedouros, os laboratórios, os circos , zoológicos entre tantos meios de exploração animal sejam nada mais nada menos, do que apenas lembranças tristes de uma humanidade que estava perdida.

Não podemos mais aceitar sem questionar, omitindo-nos diante desse suplício pelo qual os animais passam diariamente, esquecendo-nos que o que nos torna seres éticos é a ética que temos diante da vida. É essa a referência que desejamos mostrar as pessoas, a Liberdade de poder pensar além do que lhes é mostrado, a percepção de enxergar além do animal humano porque, embora os textos sejam totalmente antropocêntricos, libertos desse mal que atormenta a Ética, poderemos ver neles caminhos que nos levarão a Libertação Animal. Vamos realizar uma nova releitura dos antigos textos, vamos usar a Filosofia como "Mola", para alcançarmos coisas maiores que ela própria. Vamos libertar a Filosofia do antropocentrismo que a cega e que torna cego qualquer caminho para uma Ética de Libertação.

"Vi o solo semeado com o sangue de golfinhos, vi centenas de chicotes, correntes e celas de circos e zoológicos, vi agulhas e bisturis nos laboratórios, facas e marretas nos abatedouros; vi esqueletos horrendamente empilhados após suas peles serem arrancadas enquanto ainda estavam vivos...."

Ainda é possível acreditar que os suplícios realmente tenham acabado?



Referências Bibliográficas

FOUCAULT, Michel - Vigiar e Punir


Notas

1 Expandi esse conceito de "Ser" igualmente aos animais, posto que lhes deve ser permitido fazer parte de nossa comunidade moral.
2 Nome do supliciado que nos é apresentado no primeiro capítulo do Livro Vigiar e Punir
3 Foi o responsável por redigir um regulamento que tornava mais "humana" as condições dos detentos pouco antes de sua execução, não impedia, contudo, as torturas durante a execução.
4 As touradas, sangrentas e bárbaras são vistas como tradição, o mesmo ocorre com a farra do boi, com as vaquejadas e os rodeios, tão aplaudidos por uma platéia que desconsidera a si mesmo, tanto quanto desconsidera aos animais.




 
 
Simone Nardi 
Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.








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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PI e Richard Parker: o Tigre em nós


Imagem: Tigre
Depois de certa resistência eu acabei assistindo o filme “ As aventura de Pi” - ou para alguns "A Vida de Pi" -, naqueles dias em que não há absolutamente nada a fazer e assistir um filme pelo qual não havíamos nos interessado é tudo que nos resta.

Tirando o enredo altamente especista, Pi traz uma mensagem interessante-(PI não é diferente da esmagadora maioria de filmes com animais, ele ainda é o espelho de uma sociedade igualmente especista), por isso não irei falar sobre este aspecto do filme , mas vou tentar acomodá-lo de um modo diferente, fazendo uma alusão a essa mesma sociedade e ao filme que a reflete.

Quem não assistiu Pi, assista antes, pois este pequeno e desprentecioso artigo traz spoilers do filme.

"A vida de Pi", de Yann Martel, é um livro adaptado para o cinema. Ang Lee é o diretor do filme e a principio achamos que é apenas mais uma historiazinha boba de um naufrago, só que dessa vez com um tigre.Tigres chamam a nossa atenção, não apenas pela beleza, mas pelo ar de divindade que trazem consigo, isso talvez tenha chamado mais a atenção dos cinéfilos do que propriamente a história que inicialmente passa a ser contada.

Não vou narrar o filme, quem assistiu vai entender o artigo, quem não assistiu ainda, basta dar uma lida rápida numa sinopse para entender o enredo do filme: um garoto extremamente religioso “preso” num bote que esta a deriva no mar junto a Richard Parker, o Tigre.

Mas PI não é somente isso. PI somos todos nós: especistas, religiosos ou não( o ateísmo muitas vezes acaba virando uma espécie de “religião” para alguns ateus, já que o fanatismo não faz escolhas), vivendo diariamente confrontos internos, aterrorizados com novas verdades e terrivelmente amedrontados com uma possível mudança de hábitos, sobretudo daqueles aos quais nos achamos por demais apegados.

Por quê?

Porque inicialmente quando o pai de PI diz que vão deixar a Índia ele se nega a aceitar , afinal aquela é a VIDA dele, é ali que está seu passado, seu presente e,deseja ele, seu futuro. Mudanças sempre são difíceis.

E por que tanta religiosidade?

PI não se decide em qual religião quer fincar os pés, quer ser cristão, hinduísta e muçulmano ao mesmo tempo, quer acreditar ferozmente em Deus e o fato de descobrir que Deus não pode fazer tudo por ele é que vai fazê-lo ver que mudanças são possíveis e necessárias.

Esquecendo o lado especista, vemos no Tigre o nosso estado ainda selvagem, instintivo, reino que nos preparou para parte do que somos hoje, o reino animal, desses nossos irmãos ainda em evolução.

Imagem: Tigre
O instinto nos protege, mas nem sempre a selvageria nos salva. O confronto entre PI e o Tigre é exatamente o confronto entre o reino pelo qual passamos e o reino no qual estamos (hominal, por falta de um termo melhor). Nossa atual capacidade de raciocinar e nossos instintos ainda selvagens que desejam apenas “sobreviver”. Tudo é muito simbólico nesse encontro, caso não tenham notado PI é na verdade o Tigre, o lado racional e o lado instintivo e selvagem que habita dentro de todos nós. Por um lado vemos exposta a nossa crueldade em matar para o que chamamos “sobreviver”, no filme é contra essa crueldade que PI luta a todo instante, tudo para se manter vivo.

São esses impulsos selvagens e instintivos que PI tenta dominar enquanto seu bote está a deriva- ou seria, o nosso Planeta que está a deriva?

Na cena em que PI tenta “matar” Richard Parker e olha em seus olhos vendo ali uma alma, na verdade sabe que não podemos matar nossos instintos, pois sem esse lado não sobreviveríamos, nos basta “domar” nossa selvageria e moldar nossos instintos para uma convivência harmoniosa com o Outro.

Todo o filme é um confronto interno de forças, não podemos dizer forças boas e forças ruins, isso não existe, a selvageria a qual nos referimos só é ruim quando exacerbada, assim como nosso lado instintivo e nosso lado racional, o equilíbrio torna ambas as forças saudáveis .

Nós podemos escolher quais dessas potências podemos despertar , nós podemos escolher harmonizar, equilibrar ou simplesmente destruir e perecer.

O problema é que fomos despertados a utilizar mais nossas tendências violentas(selvagens), do que a moderar seu uso, e isso se tornou tão normal que não conseguimos mais perceber o que somos e no que nos transformamos . Caso entre PI e o Tigre.

Imagem: Tigre
E o quem tem a ver PI, O Tigre e este artigo?

Exatamente o especismo do qual não queríamos tratar no início deste artigo, não pelo filme em si, mas em nós, como telespectadores, como seres humanos que não estabelecem um equilíbrio com o meio onde vivem, como seres que desconsideram aquilo que julgam inferior, seres que não acreditam que necessitam um do outro para sobreviver, como PI e o Tigre presos ao bote.

PI e Richard Parker, o Tigre, estão num bote a deriva. A humanidade esta num Planeta a deriva, lutando contra sua selvageria e sua "i-racionalidade" moral que, se bem conduzida, lhe permitiria viver em harmonia.

Lutamos o tempo todo contra essa crueldade enraizada em nossa pele, em nossa espécie enquanto estamos no bote(Planeta).

Quando falamos em vegetarianismo para qualquer pessoa, ela age como o Tigre de PI, com seu modo instintivo e selvagem, ela retorna a um reino pelo qual já passou e do qual saiu para aprender novas experiências. Tal como o Tigre, as vezes as pessoas não sabem se controlar, se harmonizar, o importante para elas é manter a selvageria e não a razão. E a razão nos diz, os animais tem alma, eles são seres conscientes...precisamos parar de matá-los ou nós mesmos não iremos sobreviver.

Mas,nós precisamos da carne? 

Será?

Quando PI encontrou a ilha carnívora descobriu se continuasse ali, ou melhor, se continuasse ASSIM ele e Richard Parker morreriam; o instinto de sobrevivência o alertou para deixar esse modo de viver, prova de que não podemos viver sem um ou outro, mas que devemos saber utilizá-los bem. Banalizamos tanto a nossa crueldade e a nossa violência que nem percebemos que dela depende a continuidade de nossa existência, nos encantamos com nossa inteligência e não percebemos que ela, desequilibrada, permitiu que nossa violência nos cegasse. Não nos vemos matando animais quando nos alimentamos de carne, mas é isso, exatamente isso o que ocorre. Tal como a Ilha, nós devoramos tudo e destruímos tudo, nos enganando ao alegar que “isso que destrói” somos nós.

Tal como os suricatos, inertes, alienados, inconsequentes diante de nosso próprio ataque, nós permanecemos velados a essa violência toda, extinguindo de nós mesmos aquilo que mais deveríamos trabalhar neste reino : a moral.

Nós acreditamos que , por sermos racionais, não somos cruéis e nos enganamos por detrás de uma aparência majestosa de seres morais e éticos, mas cínicos, mentirosos e ignorantes.

Quando alegamos que necessitamos da carne, não estamos fazendo um enfrentamento entre nossa a natureza racional que nos prova que não necessitamos da carne e nossa natureza selvagem que não deseja mudar, estamos apenas cedendo espaço para nossos instintos mais primitivos: o Tigre[1] em nós.O Selvagem em nós que não pensa no Outro, mas apenas em si mesmo.

Qual o sentido da nossa existência?

Nós somos duas histórias: Somos PI e somos o Tigre.

Somos bons, benevolentes e racionais, não matamos, não torturamos, não devoramos outros irmãos.

Imagem:Tigre humanizado

Nós somos PI e somos o Tigre

Somos selvagens, instintivos e até certo ponto, irracionais, nós como humanos matamos, nós torturamos e nós devoramos os nossos irmãos.

Em qual das duas histórias você prefere acreditar? 









Simone Nardi 


Nota;

1- Não significa que o Tigre seja um animal ruim pois aqui falamos apenas do ser humano e não do animal, já que Richard Parker, o Tigre, não existe como animal, mas falamos aqui do lado instintivo que ele possui e que lhe obriga a matar para comer. Para ele não há escolha, é um Tigre, é esse lado sem escolha que divide o lado que pode escolher que vive dentro de cada um, a questão é que optamos mais por sermos Tigres, do que por sermos PI (o lado racional que permite escolher entre matar ou não).





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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vegetarianismo e Espiritismo:Discussão de livro: pt3

 Ratifica-se  que a alimentação carnívora — que é responsável pelas matanças cruéis nos matadouros e charqueadas ou açougues — é produto de uma natureza humana “impiedosa e má”


Não existe apenas um tipo de Crueldade:

Não são apenas os humanos que sofrem


 
Imagem: Gato abandonado





Imagem: Elefante de circo





 



























Não são apenas os animais que sofrem.


Imagem: Criança ferida









 

Imagem: crianças com fome











 

Por que se preocupar com apenas uma espécie se o todo é que a mantém viva?

A pegada de água de um quilo de bife de boi (15.500 litros) considera que, normalmente, o animal é abatido com três anos de vida e gera, aproximadamente, 200 kg de carne sem osso.

Ao longo da vida, o boi consome em torno de 1.300kg de grãos (entre trigo, aveia, cevada, milho, ervilha seca, farelo de soja e outros), 7.200 kg de pastagem, feno e silo, bebe 24 m³ de água e gasta outros 7 para sua manutenção.


Essa soma é dividida pelos 200 kg de carne produzidas pelo boi.(Fonte: Planeta Sustentável)

 1 quilo de arroz
3 mil litros de água
1 quilo de carne
15.500 litros de água
1 quilo de carne de frango
3.500 litros de água

Infográfico de gasto de água


Imagem: Infográfico, a água que você não vê



O que isso representa?


Representa que no momento em que os médiuns comem seu bifinho, muitas crianças, jovens e anciãos igualmente padecem de sede, ou seja, a água que deveria salvar suas vidas é gasta na produção de carne de um animal que possui alma e é um ser senciente.


Outro detalhe importante é a obrigatoriedade do abate. Não, os médiuns acima citados não abatem seus animais, eles obrigam outros seres humanos a fazerem isso por eles.


Sim, até já conhecemos o velho lema sobre a economia, e dos trabalhadores necessitarem destes empregos para sua subsistência, mas devemos pensar o seguinte: somos éticos em obrigar outros seres humanos a matarem por nós, só porque acreditamos que a economia do pais dependa disso?


Se por um lado discutimos a visão de um abatedouro pelo plano espiritual, é necessário agora que analisemos as condições de um abatedouro através do lado material. Preciso também dizer que não podemos alegar que os trabalhadores dos abatedouros necessitam deste trabalho por esse ou por aquele motivo, porque somos nós que os obrigamos a isso ( o escândalo há de vir, mas ai daquele por quem o escândalo vier).


“Os abatedouros são locais úmidos, barulhentos, onde altas e baixas temperaturas se alternam dentro da mesma instalação. As operações de abate e obtenção de carnes ocorrem de forma seqüencial, como numa linha de montagem, na qual a velocidade de trabalho não é determinada pelo indivíduo, mas pelo número de animais que devem ser abatidos por intervalo de tempo.”(1)


Quando se coloca: “pelo numero de animais que devem ser abatidos” devemos ter em mente que no Natal, festa da paz, o número de abate de animais chega a triplicar, até porque muitas Casas Espíritas realizam suas festas de “confraternização” a base de muitos corpos de animais.


 “Objetos cortantes são manipulados em movimentos firmes e vigorosos que podem causar lesões do sistema músculo-esquelético, principalmente pela possibilidade dos animais reagirem de forma violenta e inesperada. Além disso, a morte dos animais pode determinar efeitos psicológicos que ainda não foram adequadamente estudados.7 O risco de transmissão de agentes infecciosos, além de importante para a saúde ocupacional individual, tem grande relevância para a saúde pública, pois os trabalhadores de abatedouros são os primeiros hospedeiros a serem expostos aos agentes etiológicos de zoonoses.”


É a esse ambiente que obrigamos outros seres humanos a trabalharem. Não vamos acreditar que se os abatedouros acabassem, todos estes seres humanos ficariam desempregados, pois sempre há uma nova ocupação, sempre há um novo trabalho.Se assim fosse, deveríamos ser a favor das empresas armamentistas que auxiliam na morte de milhares de pessoas, mas que empregam outras milhares. Das empresas de cigarro, que matam anualmente das mais diversas doenças pulmonares e cânceres, mas que empregam também milhares de pessoas. Alguns irão dizer: mas esses trabalhos ainda são necessários. Talvez só sejam necessários devido a nossa imperfeição moral, e algumas imperfeições morais são hábitos dos quais não queremos nos livrar.


Em um dos livros, nos é citado que o médium deve pensar mais em sua vida moral do que em sua alimentação, mas as duas não estariam ligadas?


Vejamos aqui duas tabelas que são citadas no artigo:



Sequência de abate de animais e perigo a saúde dos trabalhadores


Etapas do Abate                                   Perigos Apresentados


Condução dos animais
Reação violenta do animal
Insensibilização (descarga elétrica , pistola pneumática)
Estresse pela natureza da tarefa;acidente com pistola ou eletricidade;ruído elevado
Sangria
Contato com sangue potencialmente contaminado; estresse pela natureza da tarefa; queda do animal; acidente com faca; ruído elevado,piso escorregadio
Levantamento e escalda dos animais
Queda do animal; movimentação excessiva; acidente com faca; velocidade excessiva da linha; temperatura e umidade elevada;contato com fezes e sangue potencialmente contaminados
Retirada de couro,cascos, chifres e depilação
Queda do animal; movimentação excessiva; acidente com faca; velocidade excessiva da linha; temperatura e umidade elevada;contato com fezes e sangue potencialmente contaminados
Evisceração
Contato com fezes e órgãos potencialmente contaminados; acidente com faca ou ganchos; ruído elevado; piso escorregadio
Remoção e inspeção da cabeça
Contato com fezes e órgãos potencialmente contaminados; acidente com faca ou ganchos; ruído elevado; piso escorregadio
Remoção e inspeção das vísceras
Queda dos órgãos; Contato com fezes; acidente com faca; presença potencial  de patógenos nas vísceras; estresse pela natureza da tarefa; temperatura e umidade elevada; ; ruído elevado; piso escorregadio
Serragem para divisão da carcaça e lavagem das meias carcaças
Acidentes com moto-serra(queda,cortes, contusões);movimentação excessiva; contato com água fria sob pressão; ruído elevado
Desossa
Acidente com faca; acidente com fragmento ósseos pontiagudos;movimentação desconfortável;baixas temperaturas
Câmara fria
Acidente com faca; acidente com fragmento ósseos pontiagudos;movimentação desconfortável;baixas temperaturas
  



A condução dos animais, esses irmãos sencientes e possuidores de alma, gera tensão entre trabalhadores e animais, animais que não desejam morrer, animais conscientes que pressentem a morte . Daí seguimos para a insensibilização deste irmão animal que , segundo o artigo, gera no animal humano um estresse pela própria natureza da tarefa. Vamos refletir bem, “Natureza da tarefa”. Qual é a natureza da tarefa?  Matar um animal que luta para viver.


Não citaremos todos os passos para não ficar repetitivo, mas basta lermos a tabela para conhecermos o que fazemos a outros seres humanos. Isso seria moral ou imoral? Nossa alimentação não estaria ligada a essa imoralidade de obrigar um Outro irmão a matar?


A segunda tabela nos mostra as complicações causadas por esse trabalho. Não colocaremos todos aqui, pois a tabela é muito grande.:


Descrição dos problemas que podem afetar trabalhadores de abatedouros.


Tipo de problema                                                   Característica principal
 

Acidentes;Lesões em mãos,perfuração cardíaca com a pistola pneumática;infecção dos cortes causados por instrumentos afiados/ossos
Acidentes de trabalho;,demora no atendimento e morte do trabalhador;
Abuso de drogas,álcool e analgésicos;e tranquilizantes: Problemas sociais e comportamento agressivo
Analgésicos e outras formas de tratamento pra lidar com sintomas de dor;A eutanásia de animais de estimação e animais destinados a alimentação humana pode ter impacto psicológico diferentes sobre o trabalhador responsável por suas mortes
Incidência de problemas psicossomáticos;risco do aumento de câncer
A exposição a compostos usados na indústria de carnes contribuem para um risco mais elevado de cânceres da boca, laringe, pulmão e estômago
  

O que há de moral e ético em , para não nos atormentarmos com a falta do bife, atormentarmos outras pessoas causando-lhes as mais diversas doenças? Todos os que se alimentam de carne promovem exatamente os riscos e problemas citados nas tabelas. Sim, há uma melhora no ritmo de trabalho ou diminuição dos riscos de acidente. Sim, que visa promover um lucro melhor, pois o empregado não estando afastado o ritmo de uma empresa sempre é melhor e o lucro é maior.Mas lembremos que esse mesmo com todo esse desgaste, essas doenças e o trágico fim dos animais, crianças, velhos e enfermos continuam morrendo de fome, pois este alimento não chega até eles e podemos relembrar Gandhi, vegetariano, a nos dizer:

Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu.” Mahatma Gandhi


É esse outro lado que desejamos mostrar, tanto quando se fala que a carne não faz mal ao médium , como quando se fala que os movimentos de luta pelos animais não se preocupam com os seres humanos; Nós sabemos que isso ocorre dentro dos abatedouros, será que os oradores sabem, ou sabiam? Nós lutamos pelo fim dos abatedouros que irá salvar seres humanos e animais, enquanto muitos oradores os defendem. Qual o lado correto então? Quais humanos são importantes de serem salvos? Só os que são citados e que morrem de fome, ou será que não devemos qualquer consideração aos que padecem dos mais variados transtornos devido ao trabalho dentro um abatedouro?

Há quem o diga, como é sempre o repetitivo entre os oradores, José Carlos De Lucca não escapou disso , depois de também citar num programa de rádio o movimento de defesa dos animais como se quem o praticasse fosse totalmente alienado e desconsiderasse o sofrimento humano:

“Sim é importante cuidar dos animais, mas as pessoas não podem se esquecer de cuidar das pessoas”

Nós sabemos.

Ao que respondemos


“Sim, é importante cuidar de pessoas e nós também fazemos isso, mas o que pedimos a essas mesmas pessoas é que elas igualmente não devem esquecer de cuidar também dos animais e citando Irmão X “Comecem a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia{...} pois o cemitério na barriga é um tormento  depois da grande transição”.



A alimentação pode até, como colocou Raul Teixeira, não definir o potencial mediúnico ou sua moral, mas os atos escondidos por detrás da alimentação, esses sim podem definir não somente o potencial mediúnico, mas o potencial de moralidade de cada um. Pois quando somos a favor a carne, quando defendemos uma alimentação carnista, defendemos igualmente tudo o que foi citado nas duas tabelas. Sim, não é mais possível dizer que não sabíamos. Caiu o pano, desvelou-se a verdade, que a escolha seja de cada um, mas que não bradem, quem é tão conhecido no cenário espírita, em favor a morte de animais sem contudo explicar os detalhes de como o bife chega aos seus pratos.

Imagem: Ciclo de abate, nós obrigamos os trabalhadores a matar os animais

Incomoda? 

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível." 
Mahatma Gandhi

E iríamos mais longe em dizer que, o que afeta um, afeta outro...

A vida é um todo indivisível, não queiram dividir quem sofre mais ou quem sofre menos, não queiram criar privilégios, não queriam bradar a favor a morte, mesmo que para vocês os irmãos animais não tenham qualquer significado.

Não nos culpem por conseguir enxergar os animais como irmãos, enquanto vocês apenas conseguem enxergá-los como bife, como carne, como alimento.
Façam o trabalho que lhes cabe e nós faremos o nosso, em harmonia, dentro de um Planeta onde todos os seres merecem consideração, pois todos, sem exceção, são criaturas de Deus.

Se vocês sabem que os animais tem alma, se vocês sabem que eles possuem consciência e são seres sencientes, o que lhes falta para mudar?

Há trabalho mais do que suficiente para todos, há lugar para todos, há espaço para todos. Mas quando não sabemos viver na relação social saudável, quem é vegetariano começa atormentar o outro que come carne: Como você come carne? Como você carrega um cemitério na barriga? Como você sacrifica os bichinhos?  Da mesma maneira que o outro que fala tem a língua ferina. As liberdades. Imaginemos se a criatura quer impor a sua vontade a terceiros.Há compromissos nossos, ao nível do indivíduo que somos e há compromissos nossos, ao nível da sociedade da qual participamos. Saber viver em sociedade é uma arte.Raul Teixeira

O que dizem a nós, isso dizemos a vocês também:

  Há trabalho mais do que suficiente para todos, há lugar para todos, há espaço para todos. Mas quando não sabemos viver na relação social saudável, quem se acredita sabedor de toda a Doutrina e de todos os caminhos começa atormentar o outro que não come carne: Como você não come carne? Como você , ao contrário de mim, não carrega um cemitério na barriga? Como você não sacrifica os bichinhos?  Da mesma maneira que o outro que fala tem a língua ferina. As liberdades. Imaginemos se a criatura quer impor a sua vontade a terceiros.Há compromissos nossos, ao nível do indivíduo que somos e há compromissos nossos, ao nível da sociedade da qual participamos. Saber viver em sociedade é uma arte.

Realmente, imagines querer impor suas vontades a terceiros, criticando, ironizando, prestando um grande Des-serviço a causa animal....

Ouçam suas próprias palavras para que não tenhamos que repeti-las para vocês





Para aqueles que não conseguem largar o vício da carne , vale a pena reler essa lenda


Conto Cherokee: Dois Lobos

Um velho avô Cherokee disse a seu neto, quando este veio até ele, com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça, 


-“Deixe-me contar uma história. Eu mesmo, algumas vezes, já senti grande ódio por aqueles que não têm qualquer arrependimento do que fazem. Mas o ódio te corrói, e não fere seu inimigo. É como tomar veneno, e desejar  que seu inimigo morra. Lutei com esses sentimentos muitas vezes.” Ele continuou: “É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é  bom e não faz mal. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor, e não se ofende quando não teve intenção de ofender. Ele só luta quando tiver  que lutar, e do jeito certo.


Mas o outro lobo, ah! Ele está cheio de raiva. O insignificante vai colocá-lo em estado de raiva. Ele luta contra todos, o tempo todo, sem  nenhuma razão. Ele não consegue pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, por causa dessa raiva nada irá mudar.


Às vezes, é difícil viver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”.

O garoto olhou bem dentro dos olhos de seu avô e perguntou: “Qual deles vence, vovô?”

O avô sorriu e respondeu baixinho: “Aquele que eu alimentar”.



Qual dos Lobos vocês alimentam?
 


É contra isso que lutamos:

Quando nos referimos aos oradores que defendem publicamente  alimentação carnista, desejávamos mostrar que , co contrário deles, não estamos preocupados com o potencial mediúnico, com a qualidade do passe, pois quem é médium é médium 24hs por dias, sete dias por semanas, o mês inteiro e não apenas de quarta, de sexta ou de sábado.

Não era, e nem é essa a nossa preocupação, nossa única preocupação é com a crueldade que eles ignoram e que é praticada pelos seres humanos para a obtenção da carne.Não ser cruel é um grande passo para sermos morais.e a alimentação defendida por eles é a face mais cruel da natureza humana: o descaso.




Pit bull é submetido a torturas medievais nos Estados Unidos : http://www.anda.jor.br/24/09/2013/pit-bull-submetido-torturas-medievais-estados-unidos


Crianças matam bois em matadouro iraniano: http://www.ogritodobicho.com/2013/01/criancas-matam-bois-em-matadouro.html

Três crianças usam gato como bola de futebol na Inglaterra: http://www.anda.jor.br/23/09/2013/tres-criancas-gato-bola-futebol-inglaterra

Mulher e criança agridem cruelmente um filhote de cão: http://www.ogritodobicho.com/2013/05/mulher-e-crianca-agridem-cruelmente-um.html

Adolescente de 14 anos se embriaga e mata filhote de cachorro em Campo Grande (MS): http://www.anda.jor.br/17/09/2013/adolescente-de-14-anos-se-embriaga-e-mata-filhote-de-cachorro-em-campo-grande-ms

Adolescentes torturam e matam um gatinho de 4 meses - Chile: http://www.ogritodobicho.com/2013/08/adolescentes-torturam-e-matam-um.html

Moradora de rua é apedrejada até a morte ao defender cães abandonados : http://www.anda.jor.br/27/09/2013/moradora-rua-apedrejada-morta-defender-caes

EUA discutem reabertura de matadouros de cavalos para consumo humano: http://www.anda.jor.br/25/09/2013/eua-discutem-reabertura-matadouros-cavalos

Touros tentam fugir da morte na cidade de Viana do Castelo em Portugal : http://www.anda.jor.br/18/09/2013/touros-fogem-da-morte-na-cidade-de-viana-do-castelo-em-portugal


Para transformar o mundo nisso

Criança que mal sabe falar, diz que animais tem que cuidar e não comer: http://www.ogritodobicho.com/2013/05/crianca-que-mal-sabe-falar-diz-que.html

 

Espanha: Freiras toureiras vs. crianças protetoras de animais; http://www.ogritodobicho.com/2013/05/espanha-freiras-toureiras-vs-criancas.html

 

CARTILHA ULINHA - DIREITO DOS ANIMAIS PARA CRIANÇAS: http://www.ogritodobicho.com/2012/03/cartilha-ulinha-direito-dos-animais.html








Referências





Empowerment como forma de prevenção de problemas de saúde em trabalhadores de abatedouros : http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0034-89102007000200021&script=sci_arttext






Acquamundo :http://www.acquamundo.com.br/conservacao-dos-oceanos.asp


Oceanário : http://www.oceanario.pt/cms/1255/

Infografico :http://mensageirosdaagua.org/blog/infografico-agua-nos-alimentos/




  Simone Nardi   



Demais links/continuação









Cartas/Emails que foram enviados aos oradores

Vegetarianismo e Espiritismo:Carta sobre " A Carne": pt 1


Vegetarianismo e Espiritismo:Carta sobre " A Carne".pt 2


Protetores de Animais - Carta enviada à José Carlos De Lucca


Protetores de animais- Carta enviada à Rádio





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