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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

LIVRO: PORQUE OS ANIMAIS SOFREM


Nosso terceiro e-book está disponível no Amazon:



O livro "Porque os animais sofrem" é uma resposta as inúmeras questões elaboradas sobre o sofrimento dos animais e sua espiritualidade. Ao longo dos anos nos deparamos apenas com uma argumentação sobre o tema: Eles sofrem para evoluir. Mas seria somente este o motivo de tamanhas dores? Seria possível um Deus que não zelasse por seus filhos, permitindo que somente através do sofrimento contínuo do abate, das torturas , do abandono, do aprisionamento, entre tantas outras formas de sofrimento eles realmente pudessem evoluir? Se os animais não possuem Carma, para que então tanta dor? Seria a falta ou a existência de um Deus? Foi para sanar estas e outras dúvidas que este livro foi escrito com auxílio da intuição advinda dos mentores espirituais,por isso aborda questões muito mais claras e pertinentes ao sofrimento destes irmãos , buscando esclarecer de forma bem ilustrativa todos os caminhos que causam o sofrimento e como é possível evitar que ele ocorra.

Boa leitura


Para adquirir o livro clique no link abaixo:

PORQUE OS ANIMAIS SOFREM



Este livro está dividido em  14  capítulos

Capítulo 1 – A ilógica de René Descartes
ü  Cógito Ergo Sum
ü  Dualismo Cartesiano

Capítulo 2 - Senciência Animal
ü  Os animais são seres sencientes
ü  Manifesto sobre a Consciência Animal

Capítulo 3 – Mecanismo. Dor. Evolução
ü   A questão da dor nos animais
ü  Evolução. Experiência. Dor
ü  Mas o que é Dor?

Capítulo 4 – livre-arbítrio X Carma
ü  livre-arbítrio X Carma Humano X Carma Animal
ü  Livre arbítrio X Carma

Capítulo 5 –Mecanismo Do Carma nos Seres Humanos
ü  O que é Carma ?

Capítulo 6 –Perispírito e a Formação dos Corpos
ü  Perispírito: Conceitos e características

Capítulo 7 – Força do Pensamento
ü   Fluidos espirituais e a atuação do ser humano sobre eles

Capítulo 8 – Fluidos X Formas –Pensamento X Miasmas
ü  Miasmas, o perigo que nos ronda

Capítulo 9 – Causa e Efeito
ü  Espiritismo. Alimentação. Obsessão. Sofrimento
animal.

Capítulo 10 – Por que os Animais Sofrem?
ü  Fim do sofrimento animal?
ü  Porque os animais sofrem
ü  Quem não vem pelo amor, vem pela dor
ü  Considerações de um amigo espiritual

Capítulo 11 – Efeito e Causa
ü  Ser humano: Causa primária
ü  Força das Coisas: domesticação de elefantes
ü  Comércio de carne e couro na Índia
ü  Caça de animais
ü  Zoológicos

Capítulo 12 – Consequências da Invigilância
ü  Doenças congênitas
ü  Leis Divinas

Capítulo 13 – Animais e Espiritismo
ü  Fim do sofrimento animal?
ü  Deus cria sem cessar: Outros mundos
ü  Fim do sofrimento animal

Capítulo 14 – Considerações Finais
ü  Sofrimento animal e carma


Disponível  na Amazon e  na Livraria Saraiva.





Contamos com a colaboração de nossos leitores na divulgação desta segunda obra, e já nos preparamos para lançar o terceiro livro em breve. 

Grande abraço

Simone Nardi

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os animais são nossos companheiros, não nosso alimento

Charles Camosy


Márcia Junges e Andriolli Costa / Tradução: Isaque Gomes Correa



O teólogo Charles Camosy, autor de livros sobre o amor cristão aos animais, alerta sobre a cumplicidade do consumidor com a crueldade contra os animais


“Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se movem na terra", comanda o primeiro capítulo do livro do Gênesis. No entanto, para o teólogo Charles Camosy, este “domínio” que Deus deu ao homem vem sendo muitas vezes mal interpretado ao longo dos anos. “Nosso domínio deveria seguir o exemplo de Jesus, para quem liderança significa serviço não violento aos que estão à margem. Os animais devem constar como pertencentes a este tipo de população marginal”, propõe.



Camosy, que concede entrevista por e-mail à IHU On-Line, critica duramente a crueldade contra os animais para fins de alimentação. De acordo com ele, o simples fato de desejarmos nos alimentar de suas carnes não é motivo suficiente para promover o sofrimento dos “animais não humanos”. “Para muitas pessoas, o único momento em que elas interagem com animais durante todo o dia é quando os comem.” O filósofo trata do veganismo e do vegetarianismo como alternativas, destaca a diferença de seu pensamento com o de Peter Singer (outro autor que defende os direitos dos animais) e marca sua posição sobre os fetos humanos, cujos direitos — tal como dos animais — são muitas vezes recusados.



Charles Camosy possui graduação em Filosofia e em Comunicação e Teatro pela Universidade de Notre Dame. Pela mesma universidade, possui também mestrado em Teologia Sistemática e doutorado em Ética Cristã, além de doutorado em Filosofia pela University of California. Atualmente é professor assistente de Ética Cristã na Universidade de Fordham (EUA). Além do livro que baseia esta entrevista, intitulado For Love of Animals: Christian Ethics, Consistent Action ( Franciscan Media: Cincinatti, 2013), Camosy é autor de Too Expensive to Treat? - Finitude, Tragedy, and the Neonatal (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Press, 2010) e Peter Singer and Christian Ethics: Beyond Polarization(Cambridge: University Press, 2012).


Confira a entrevista.

IHU On-Line - Em que consistem as práticas condenáveis às quais você se refere sobre a criação de animais em confinamento nas fazendas industriais nos EUA?

Charles Camosy - Estas práticas não estão limitadas às fazendas americanas, mas são projetadas para maximizar as “unidades proteicas por metro quadrado”. Elas incluem manter os porcos em “gaiolas de parto” nas quais eles passam a maior parte de suas vidas sem mesmo ter um espaço para se virar para trás. As peruas criadas possuem o peito tão grande que sequer conseguem fazer sexo com seus pares, precisando que o sêmen do macho seja “obtido manualmente” para inseminar artificialmente a fêmea. Galinhas chocadeiras passam a vida inteira em gaiolas empilhadas, com 50 cm² de espaço, sendo atingidas pelas fezes das galinhas acima. Hoje, as galinhas são geneticamente manipuladas de tal forma que elas nunca se sintam “estufadas” e comam tanto quanto possível, no menor espaço de tempo; portanto, elas estão constantemente famintas. Eu poderia dizer muito mais, incluindo as práticas repugnantes empregadas para matarmos estes animais, mas você entendeu. Eles são vistos como meras “coisas” que estão ao nosso dispor, como qualquer outro tipo de produto em um supermercado.

IHU On-Line - Em que aspectos consumir a carne desses animais é compactuar com um ato vergonhoso e pecaminoso?

Charles Camosy - Na medida em que compramos carne com base no preço, somos cúmplices dos atos vergonhosos e pecaminosos acima trazidos. Afinal, o motivo pelo qual as “fazendas industriais” tratam os animais de forma tão terrível é porque tentam reduzir os custos para que possamos comprar seus produtos pelo preço mais baixo. Precisamos comprar carnes de animais que foram bem tratados — e, portanto, mais caras — ou teremos de nos recusar a comprá-las de vez.

IHU On-Line - Em que medida há uma compreensão equivocada do livro do Genesis sobre como devemos conviver com os animais não humanos?

Tripas de boi espalhadas no chão

Charles Camosy - O livro de Gênesis, capítulo 1, diz que nos foi dado o “domínio” sobre os animais. Porém, nosso domínio deveria seguir o exemplo de Jesus, para quem liderança significa serviço não violento aos que estão à margem. Os animais devem constar como pertencentes a este tipo de população marginal. De fato, Gênesis 1 diz que os animais estão “bem”, independentemente dos seres humanos, e ordena a nós, humanos, que tenhamos uma dieta vegetariana (comer animais aparece apenas após o pecado ter entrado no mundo). Gênesis, capítulo 2, mostra que Deus traz os animais a Adão “porque não é bom que o homem esteja só”. A compreensão é a de que os animais são nossos companheiros, não nosso alimento.

IHU On-Line - Por que a humanidade deve bondade aos animais não humanos?

Charles Camosy - Bem, se a pessoa for católica, podemos citar o Catecismo da Igreja Católica que insiste que “devemos bondade aos animais”. A linguagem de justiça é usada. Devemos bondade aos animais, e precisamos dar isso a eles, especialmente se respeitarmos o ensino (a doutrina) católico.

IHU On-Line - A partir disso, em que medida o antropocentrismo é um dos pilares que explica esse comportamento consumista e exploratório que a humanidade vem demonstrando para com os animais não humanos?

Charles Camosy - O antropocentrismo é uma parte significativa deste comportamento. Para muitas sensibilidades modernas, especialmente conforme mais e mais pessoas migram para as cidades, os animais se tornam simplesmente invisíveis. Não pensamos sobre eles, e certamente não pensamos no que devemos a eles em termos de justiça. Para muitas pessoas, o único momento em que elas interagem com animais durante todo o dia é quando os comem. É preciso mudar isso e nos tornarmos mais cientes de como nossas ações contribuem para o sofrimento dos animais não humanos, além de nos recusarmos a tomar parte deste comportamento consumista e abusivo.

IHU On-Line - Deixar de consumir carne ou mesmo reduzi-la em nossa dieta podem ser contrapontos ao consumismo no qual a humanidade se encontra mergulhada?

Charles Camosy - Sim, poderia. E as tradições cristãs têm uma longa história de práticas alimentares éticas, incluindo a rejeição de consumir carne. Deveríamos prestar mais atenção a estas práticas, especialmente durante a Quaresma.

IHU On-Line - O veganismo e o vegetarianismo surgem como opções éticas para deixarmos de lado o consumo de carne?

Charles Camosy - Sim, são. E eu acho que eles são métodos úteis de resistência. Não há uma “única resposta certa para todo mundo” quando se trata de como resistir à exploração de animais em nossa cultura consumista. O que precisamos é encontrar formas que funcionem para cada um de nós.

IHU On-Line - Ao mesmo tempo em que boa parte da humanidade nega a dignidade dos animais não humanos, o mesmo ocorre com os fetos, por muitos considerados “sem direitos”. Quais são as implicações éticas desse tipo de posicionamento?

Charles Camosy - De algum modo, nossa história humana de pecado pode ser contada como constituindo episódios em que o poderoso domina o fraco, principalmente quando a dignidade do fraco é inconveniente para o poderoso. A dignidade dos animais é inconveniente àqueles de nós que querem comer carne fresca. Mas a dignidade de nossas crianças no pré-natal também é inconveniente àqueles no poder, especialmente quando estes bebês representam prejuízos às nossas carreiras e capacidades de vivermos um estilo de vida consumista. É por isso que o a Doutrina Social Católica insiste que devemos ter uma opção preferencial pelos mais vulneráveis; estas populações precisam de uma voz que as defenda em sua dignidade contra os poderosos. Eu acredito que tanto os animais não humanos quanto nossas crianças pré-natais (embora obviamente os bebês não sejam iguais aos animais) são populações marginalizadas que precisam de nós para falarmos por eles.

IHU On-Line - Quais são os principais pontos de debate e convergência de seu pensamento com Peter Singer ? 

Charles Camosy - Em primeiro lugar, as opiniões de Peter Singer estão em meus pensamentos quando trato deste assunto; então eu o agradeço por isso. Ele tem feito um belo trabalho no sentido de que levemos mais a sério o status moral dos animais. E embora eu concorde com ele sobre o fato de que nosso interesse em comer carne animal não pode justificar o mal que lhes causamos, discordo, sobretudo, de seu utilitarismo preferencial. Discordo, obviamente, por completo dele sobre o status moral das crianças em estado pré-natal e neonatal, mas também discordo dele sobre a forma como descrevemos o valor dos animais não humanos.

A teoria moral dele o limita a falar somente de prazer, dor e preferências, mas os cristãos podem falar do florescer dos animais, já que Deus os criou. Se um pássaro morre, isso é ruim. Mas ele pode ter morrido sem dor, caso no qual o utilitarismo terá problemas para explicar por que tal morte é ruim. Os cristãos podem dizer que a morte de um pássaro é ruim por ter falhado em ser e florescer conforme os desígnios de Deus a fim de contribuir para com o universo repleto de vida criatural. Como falhou em ser e florescer como o animal que é, sua morte é ruim. Assim, a forma como nós, humanos, tratamos os demais animais é terrível, não só porque eles sofrem, mas também porque a estas criaturas não se permite ser e viver como as espécies que elas constituem, na forma como Deus desejou.



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quarta-feira, 8 de março de 2017

ANIMAIS E SOFRIMENTO -Emmanuel


Homem numa moto carregando um engradado de suinos

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier



Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.


Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.


Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.


Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.


Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?


E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?



Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.


O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-la na posse definitiva do raciocínio.


Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.


Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.


O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.


O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.


Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.


Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.


Certifiquemo-nos, porém, de que toda criatura caminha para o reino da angelitude, e que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz.



("Aulas da Vida", Emmanuel)








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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Faça a conexão com a vida







[NEMO.jpg]





Fonte: Cartuntivismo





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quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Crise Da Linguagem



A crise da linguagem



Investigar a linguagem, e sua "crise", é um dos desafios mais intrincados para os pensadores. Conheça a visão de três grandes autores sobre o assunto

POR SIMONE DE NARDI GRAMA*




Platão, Sócrates, Crátilo e tantos outros já se debruçaram sobre a investigação da linguagem, sobre a significação dos nomes e sobre a relação entre a linguagem e o ser. Os sofistas fizeram uso hábil da linguagem, transformando o que poderia ser "falso", em "real". A Filosofia faz uso da linguagem para buscar o conhecimento, e vamos tentar identificar o que levou a linguagem a entrar em crise, se ela mesma por não conseguir expressar o mundo em palavras, ou se o ser humano a fez entrar em crise por fazer um uso degenerado das palavras com as quais ela nos serve.

COMMONS
Qual seria efetivamente a relação do ser humano com a linguagem, essa nunca foi uma pergunta nova, contudo, essa questão foi um dos temas que chamou a atenção de Mauthner que como muitos outros filósofos, tentou buscar na essência da linguagem a solução para o problema que se apresentava. Realmente seriam as palavras capazes de expressar a beleza da vida, a concepção humana de mundo?Estaria ela limitada e se estivesse, quais seriam seus limites e qual o papel que ela desempenha? Para responder a essas questões Mauthner vai examinar a linguagem em si, não as linguagens dos povos, mas a Linguagem, aquilo ao qual ele poderia chamar de essência da linguagem. Em sua crítica, ele não deseja separar ou diferenciar, como fez Kant, pois para ele isso seria uma mera observação da linguagem e não é essa sua intenção, ele deseja buscar uma visão mais clara, ou seja, a essência da linguagem em si. Suas reflexões visam demonstrar que a linguagem nada mais é do que uma grande ilusão, uma abstração, para isso ele vai demolir essas ilusões, revelando assim a verdadeira face da linguagem.
Mauthner
Fritz Mauthner (1849- 1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.

Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

Segundo podemos encontrar no texto " A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle", para Mauthner a linguagem está subordinada aos nossos hábitos e as nossas convenções, não tento por isso, elementos universais, por isso a ausência da unidade e a variação no significado das palavras. Mauthner nos diz então, que devido a tudo isso, a linguagem não possui uma essência, sendo apenas um apanhado de convenções que, apesar de precárias, desempenham de forma eficiente, seu papel dentro da sociedade, sendo que tais convenções ocorrem exatamente por causa do "papel vil", entre as relações humanas, reduzindo a linguagem ao uso que fazemos dela que pode ser Bom ou Mau. Mauthner propõe então o suicídio da linguagem, sua desconstrução, insinuando o ingresso da filosofia no reino do silêncio, pois para ele apenas entre os incultos existe uma linguagem sã, enquanto que, no seio intelectual e artístico, evidenciava-se o uso vazio da linguagem. Mauthner propõe também o silêncio para alcançar o mítico,de forma a se alcançar uma vida harmoniosa com o mundo, ou seja, o silêncio faria com que o homem se harmonizasse novamente consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.

Hofmannsthal também se debruçou sobre o problema da linguagem. Assim como Mauthner, Hofmannsthal acreditava que a linguagem era solidão, sobretudo porque sentia-se mal ao dizer palavras como "alma", espírito" ou "corpo", certos diálogos o deixavam furioso e lhe pareciam sobretudo, falsos, o que o fazia sentir-se amargamente solitário, para ele as palavras eram estéreis, destituídas de um sentido e lhe traziam imobilidade, afastando-o e anulando-o frente ao mundo. Assim como Mauthner, Hofmannsthal apelou ao místico, buscou uma ligação mais forte com o mundo pautada apenas nos sentidos, buscando como Mauthner, o reino do silêncio, onde para ele a Vida sim se revelava com sua verdadeira linguagem. Assim ele coloca que a crise da linguagem ocorre porque ela não possui uma capacidade eficiente, para a expressar a Vida em palavras. Como Mauthner, Hofmannsthal acusa a linguagem de ser incapaz de demonstrar o mundo, por ser restrita e limitada.

KRAUS: DEGENERAÇÃO DA CULTURA, DEGENERAÇÃO DA LINGUAGEM

Karl Kraus, ao contrário de Mauthner e Hofmannsthal, dirige ao ser humano, a culpa pela crise da linguagem. A degeneração da cultura vienense para ele, causou também a degeneração da linguagem, que foi asfixiada pelo mau uso que fizeram dela, sobretudo artistas e jornalistas. Devemos lembrar que Hofmannsthal, embora tenha rompido com sua veia poética, escrevia peças de óperas. Kraus concordava com Mauthnner ao dizer que o povo humilde é que conhecia a verdadeira linguagem, porém para Kraus, isso vinha sendo tirado pelo mau uso dela em folhetins, e a crise da linguagem ocorreu exatamente com a relação de mau uso da imprensa no uso da língua, foi esse uso degenerado da imprensa que destruiu a linguagem. Ao contrário de Mautner e Hofmannsthal, Karl Kraus não acreditava que a linguagem em si fosse o problema, não acreditava que fosse incapaz de demonstrar o mundo em palavras , nem por isso inconsistente, sua corrupção ocorreu com a morte da cultura, onde para ele, a imprensa teve enorme influência. Era, na opinião de Kraus, a imprensa quem fornecia novas práticas e novos valores sociais a cultura vienense, era ela quem os manipulava e conduzia para onde bem entendesse e desejasse. O jornal possuía poder, e seu poder se espalhava por todas as classes, construindo aos poucos a opinião pública, produzindo um novo paradigma, uma nova cultura, através de interesses, puramente financeiros de quem pudesse pagar mais. "Ela tornou-se a principal responsável pela redução da palavra escrita a um envelope conveniente para uma opinião"( "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle")

Mauthner
Fritz Mauthner (1849-1923) foi um filósofo, novelista, crítico teatral e ensaísta austro-húngaro, especializado em filosofia da linguagem.
Nossas convenções
Hermógenes defendia uma visão convencionalista, que defendia que os nomes eram escolhidos por uma convenção, não podendo, portanto , existir nomes falsos, aqui na crise da linguagem, como também o fará Kraus, veremos que muitas vezes ela é usada conforme o desejo humano, por uma convenção que possa beneficiar algumas classes.

A linguagem usada nos folhetins era ornamentada, maquiada, nada mais era do que uma linguagem estéril, coberta de más intenções e que possuía, simplesmente, a função de moldar opiniões, o que foi destruindo assim, a cultura vienense e destruindo, distorcendo por assim dizer a essência da linguagem. Essa "morte da cultura" afastava mais e mais a sociedade do místico, do real, de si mesma e talvez um detalhe que Kraus tenha disto, e que nos remete aos dias atuais: "escrever com a linguagem ou escrever guiado pela linguagem?", o certo é que os folhetins vienenses escreviam com a linguagem, encobriam, enganavam e iniciavam, para Kraus, a crise da linguagem. Karl Kraus pede a revalorização da linguagem, a superação de sua crise através do envolvimento no "interior da linguagem", de sua lógica, à volta ao bom uso da palavra, o que havia sido, com certeza, esquecido pela cultura vienense.
COMMONS
Três pensadores, um só objetivo, desvendar o que levou a linguagem a uma crise, de um lado a acusação de Mauthner e Hofmannsthal a linguagem, como sendo ela uma mera ilusão, incapaz de definir o mundo em que vivemos, segundo eles, apenas no reino do silêncio, dos sentimentos é que permaneceria a verdadeira linguagem, que não poderia ser descrita em palavras; esse retorno ao místico une Mauthner e Hofmannsthal, esse retorno ao mundo, a hora de aprender a calar, a silenciar, pois para eles, não há um universal, não há uma essência que possa tornar a linguagem algo eficiente para demonstrar a vida, por isso a necessidade da destruição da linguagem e a busca pelo mundo interior. De outro lado Karl Kraus, que dirige a culpa pela crise da linguagem a própria sociedade, ao uso degenerativo que as pessoas fizeram das palavras, aos interesses financeiros que os conduziram e a degeneraram, ela sim uma vítima da incapacidade humana de comunicar-se, pede ele a revalorização da mesma, para que possa , a linguagem, sobreviver.
Será que a crise da linguagem foi realmente superada?Pela visão de Kraus, é possível dizer que não, pois hoje os folhetins foram substituídos pelos telejornais, pela internet que fazem a massificação da sociedade, e a leva a morte da cultura,esmagando sob seus pés a linguagem das palavras, tal como ocorreu em Viena, sinal de que talvez também estejamos, em nosso fim de século cultural, e que Como Mauthner e Hofmannsthal concluíram, talvez apenas no silêncio, o homem possa realmente encontrar a verdadeira linguagem.
Hofmannsthal
Um dos fundadores do Festival de Salzburgo, o escritor e dramaturgo austríaco Hugo Laurenz August Hofmann von Hofmannsthal (1874- 1929) foi um colaborador do compositor e maestro alemão Richard Strauss (1864-1949).
REFERÊNCIAS
PANSARELLI, Daniel (org.) Metafísica, Epistemologia e Linguagem. São Bernardo do Campo: Umesp, 2009.
SILVA, José Fernando da. "A crise da Linguagem na Viena Fin-De-Siécle". Tese de Doutorado. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, 2008.
*Simone De Nardi Grama é graduada em Filosofia e especialista em Filosofia Contemporânea e História pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).


Link original:

A crise da linguagem

 Filosofia - Conhecimento Prático
filosofia.uol.com.br/filosofia
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Programa diz que animal não sente - Email 6





Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais





Até o Sr. Sidnei Carvalho.

Sr. Carvalho, ao ouvir o programa “Chama Crística” transmitido no último dia 23 de novembro, pelas ondas da prestigiada Rádio Boa Nova, causaram-me espécie algumas exarações de Vossa Senhoria acerca da evolução animal. Mormente quando o egrégio espiritista se referiu à polêmica “alma-grupo”, afirmando que em todos os animais, inclusive cães, gatos e outros mamíferos em geral, não há qualquer individualidade, já que seriam apenas meras “porções energéticas” da suprarreferida alma coletiva que, após o trânsito na matéria, retornariam à massa espiritual da qual se desprenderam. Soou-me ilógica, paradoxal e desprovida de fundamento tal teoria, visto, em meu entendimento, demolir o mérito pessoal das criaturas, no referente à arregimentação de valores evolutivos capazes de conduzi-las à conquista da láurea do raciocínio.

Aceitar como verdadeiro tal postulado significa jogar por terra alguns dos preceitos básicos do Espiritismo, como a meritocracia, o valor da busca pelo progresso individual e o alcance da consequente premiação relativa ao esforço próprio de cada um. Afinal, se os seres não humanos, independentemente das experiências pelas quais passem na romagem terrena, simplesmente imergem numa alma coletiva após o desencarne, onde a razão de tais experiências únicas para cada espírito? Onde o mérito do ente que, solitariamente, sofre, luta, cai, levanta, aprende, progride, se deixa de existir como indivíduo depois da morte? Carece de consistência tal assertiva.

Discordo também de sua afirmação de que as “almas-grupo” um dia se “hominizarão”, isto é, transformar-se-ão em seres humanos. Parece-me bastante confusa e contraditória essa teoria, devido ao fato de igualmente atentar contra os pressupostos anteriormente tangidos, atinentes ao princípio da individualidade das criaturas. Para mim, cada espírito hominal provém da evolução multimilenar de um um único espírito animal e ambos são, basicamente, o mesmo ser, desde a origem, escalando a montanha íngreme do progresso.

Outro tópico contra o qual me insurjo é a maneira, a meu ver, imprudente pela qual Vossa Senhoria utilizou, à guisa de exemplo da ausência de sentimentos nos animais, a agressão a estes, asseverando que se pode bater em um cão que ele volta depois, abanando o rabo, sem guardar mágoa. Tal colocação pode dar a entender a alguém menos avisado que não há mal algum em agredir os bichos, quando, na verdade, essa atitude, além de desumana, constitui um ilícito, punível por nosso arcabouço legal.

Por fim, repilo veementemente sua afirmação de que os animais não têm sentimentos. E o faço calcado não em obras religiosas, das quais os mais céticos podem refutar os argumentos, mas em experiências empíricas pessoais e trabalhos científicos sérios da atualidade, que vêm comprovando, dia a dia, a capacidade emocional e a notável inteligência dos bichos, com resultados surpreendentes. Enumerá-los nesta já longa arenga seria fastidioso. Daí, o recomendar a Vossa Senhoria a consulta ao Google ou a outros mecanismos de pesquisa da WEB, caso se interesse em pesquisar mais a fundo o assunto.

Encerro minhas considerações alvitrando-lhe, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado, mais prudência e comedimento no trato com a questão animal, haja vista o grande poder de influenciação sobre públicos específicos detido por aqueles que militam em veículos de imprensa tão conceituados como a Rádio Boa Nova. Tal medida certamente evitará que conceitos polêmicos e bastante passíveis de contestação sejam espargidos arrogantemente como verdades absolutas entre os milhares de ouvintes da emissora, confundindo-os de forma lastimável, devido ao fato de não haver a possibilidade do contraditório no exato instante em que são emitidos.

Respeitosamente,

Jones Mendonça




Peço a todos que mandem comentários ao e-mail da rádio:
ouvinte@radioboanova.com.br

E a o e-mail da “Fraternidade Ramatis”:
contato@ramatis.org.br
        
               




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Programa diz que animal não sente - Email 5


Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais
http://radioboanova.com.br/programacao/chama-cristica/



A Sidnei Carvalho.



Ao ouvir o programa “Chama Crística”, não pude me calar diante de uma resposta dada a uma ouvinte. A ouvinte, em relação à evolução dos animais, indagou se um dia chegarão a ser humanos. Confesso que fiquei realmente entristecida com a resposta dada, porque me pareceu uma resposta baseada em “achismos” e poucos estudos. Não somos donos da verdade, somos todos aprendizes em busca da nossa própria evolução e, consequentemente, com ela, sentiremos vontade de auxiliar a todos os que nos cercam. Sendo assim, gostaria de expor a minha opinião acerca do assunto veiculado no dia 23 de novembro de 2013 no programa supramencionado.

Primeiramente, Allan Kardec disse que “se algum dia a ciência provar que o Espiritismo está errado em determinado ponto, abandone esse ponto e fique com a ciência”. Sendo assim, poderia discorrer aqui acerca de vários artigos científicos nacionais e internacionais que vêm comprovando os sentimentos dos animais, sua individualidade e até sua inteligência – claro, em estados rudimentares. Como os de uma criança de até três anos, por exemplo.

Em dado momento, o senhor diz à ouvinte que, se batermos em um cão ele nem sentirá, e virá abanando o rabo, porque não sente raiva. Isso é uma inverdade. A ciência também já comprovou que eles sentem dor sim, que são sencientes. Por isso, penso ser perigosa sua afirmativa, porque pode parecer uma espécie de apologia aos crimes contra animais, tão arduamente combatidos atualmente.

Quanto a guardarem raiva, isso se manifesta conforme a individualidade de cada animal, pois, de acordo com a condição evolutiva de cada um, alguns demonstram sim, esse sentimento. Alguns têm, por exemplo, raiva de tratadores que os maltratam, em circos. Já outros são mais dóceis, provavelmente por terem tido mais experiências reencarnatórias.

Desculpe-me, mas acreditar em “alma grupo” é mais irracional e difícil do que acreditar em contos de fadas. Isso vai contra o evolucionismo, que é o princípio básico do Espiritismo.

Em segundo lugar, não sei de onde foi retirada a fonte da chamada “alma grupo”, porque esse princípio fere a lei de evolução que rege todos os espíritos. Que mérito teria um animal que sofresse mais do que o outro caso retornasse a uma “alma grupo” e depois reencarnasse como todos os seus iguais? A evolução seria toda simétrica? Sendo assim, não teríamos nós, humanos, que estarmos mais ou menos no mesmo estágio evolutivo, já que partimos do princípio de que vimos de uma “alma grupo” ? Onde está o mérito? O esforço de cada espírito? Quem convive com animais pode perceber claramente que todos têm, sim, uma individualidade. Podemos conviver com cem cães e cada um reage de forma diferente a um mesmo estímulo. Isso é individualidade.

O terceiro ponto que gostaria de comentar é que respeito muito os saudosos Marcel Benedeti e Dona Ana Gaspar, que também tiveram seu espaço nessa rádio, e fico triste por perceber que não contam nem ao menos com a caridade dos irmãos espiritistas, no modo de abordar o tema ao qual eles tanto se dedicaram – e ao qual devem continuar se dedicando, do “Outro lado”. No caso do Dr. Marcel, até deixou livros bastante esclarecedores. Bom, mas caridade é de foro íntimo. Perdoem-me se invado esse espaço também. 

Para concluir, gostaria de deixar dois ótimos textos do nosso querido Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, para reflexão, nos quais afirma que, sim, os animais possuem alma, evoluem e são nossos irmãos. Assim como os anjos estão para nós, deveríamos estar para eles, protegendo-os, amando-os e respeitando-os. Mas, infelizmente, parece que isso vai demorar bastante, porque dizem por toda parte que vem aí um mundo de regeneração, entretanto, todos estão de braços cruzados, esperando que o companheiro do lado mude primeiro.

Meus agradecimentos e desde já meus pedidos de desculpas se tomei seu precioso  tempo.

Atenciosamente,

Fernanda Almada




SOBRE  OS  ANIMAIS

Emmanuel

Com o desenvolvimento das idéias espiritualistas no mundo, torna-se um estudo obrigatório, e para todos os dias, o grande problema que implica o drama da evolução anímica.

Teria sido a alma criada no momento da concepção, na mulher, segundo as teorias antirreencarnacionistas? Como será a preexistência? O espírito já é criado pela potência suprema do Universo, apto a ingressar nas fileiras humanas? E os pensadores se voltam para os vultos eminentes do passado. As autoridades católicas valem-se de Tomás de Aquino, que acreditava na criação da alma no período de tempo que precede o nascimento de um novo ser, esquecendo-se dos grandes padres da antigüidade, como Orígenes, cuja obra é um atestado eterno em favor das verdades da preexistência. Outras doutrinas religiosas buscam a opinião falível da sua ortodoxia e dos seus teólogos, relutando em aceitar as realidades luminosas da reencarnação. Pascal, escrevendo na adolescência o seu tratado sobre os cones, e inúmeros Espíritos de escol, laborando com a sua genialidade precoce nas grandes tarefas para as quais foram chamados à Terra, constituem uma prova eloqüente, aos olhos dos menos perspicazes e dos estudiosos de mentalidades tardas no raciocínio, a prol da verdade reencarnacionista.

O homem atual recorda instintivamente os seus labores e as suas observações do passado. Sua existência de hoje á a continuação de quanto efetuou nos dias do pretérito. As conquistas de agora representam a soma dos seus esforços de antanho, e a civilização é a grande oficina onde cada um deixa estereotipada a própria obra.

A  SOMBRA  DOS  PRINCÍPIOS

  Contempla-se, porém, até hoje, a sombra dos princípios como noite insondável sobre abismos.

Os desencarnados de minha esfera não se acham indenes, por enquanto, do socorro das hipóteses. A única certeza obtida é a da imortalidade da vida e como não é possível observar a essência da sabedoria, sem iniciativas individuais e sem ardorosos trabalhos, discutimos e estudamos as nobres questões que, na Terra, preocupavam o nosso pensamento.

Um desses problemas, que mais assombram pela sua singular transcendência, é o das origens. Se na Terra o progresso humano se verifica, através de dois caminhos, o da Ciência e o da Revelação espiritual, ainda não encontramos, em identidade de circunstâncias, em nossa evolução relativa, nenhuma estrada estritamente científica para determinar o Alfa do Universo, senão a das hipóteses plausíveis. Contudo, saturada da mais profunda compreensão moral, copiosa é a nossa fonte de revelações, a qual constitui para nós um elemento granítico, servindo de base à sabedoria de amanhã.

OS  ANIMAIS,  NOSSOS  PARENTES  PRÓXIMOS

 Se bem haja no próprio circulo dos estudiosos dos espaços o grupo dos opositores das grandes idéias sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, sou dos que o estudam, atenta e carinhosamente.

Eminentes naturalistas do mundo, como Charles Darwin, vislumbram grandiosas verdades, levando a efeito preciosos estudos, os quais, aliás, se prejudicaram pelo excessivo apego à ciência terrena, que se modifica e se transforma, com os próprios homens; e, dentro das minhas experiências, posso afirmar, sem laivos de dogmatismo, que oriundos na flora microbiana, em séculos remotíssimos, não poderemos precisar onde se encontra o acume as espécies ou da escala dos seres, no pentagrama universal. E, como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.

Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano a aceitação dessas verdades. E pergunta-se como poderíamos admitir um princípio espiritual nas arremetidas furiosas das feras indomesticadas, ou como poderíamos crer na existência de um rio de luz divina na serpente venenosa ou na astúcia traiçoeira dos carnívoros. Semelhantes inquirições, contudo, são filhas de entendimento pouco atilado. Atualmente, precisamos modificar todos os nossos conceitos acerca de Deus, porquanto nos falece autoridade para defini-lo ou individualizá-lo. Deus existe.

“São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo”

Eis a nossa luminosa afirmação, sem poder, todavia, classificá-lo, em sua essência. Os que nos interpelam por essa forma, olvidam as histórias de calúnias, de homicídios, no seio das perversidades humanas. Para que o homem se conservasse nessa posição especial de perfectibilidade única, deveria apresentar todos os característicos de uma entidade irrepreensível, dento do orbe onde foi chamado a viver. Tal não se verifica e, diariamente, comentais os dramas dolorosos da Humanidade, os assassínios, os infanticídios nefandos, efetuados em circunstâncias nas quais, muitas vezes, as faculdades imperfeitas dos irracionais agiriam com maior benignidade e clemência, dando testemunho de melhor conhecimento das leis de amor que regem o mecanismo do mundo.

A  ALMA  DOS  ANIMAIS

 Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.

Seria difícil ao médico legista determinar, nas manchas de sangue, qual o que pertence ao homem ou ao animal, tal a identidade dos elementos que o compõem. A organização óssea de ambos é quase a mesma, variando apenas na sua conformação e observando-se diminuta diferença nas vértebras.

O homem está para o animal, simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. O sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado e muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades, exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo ao próximo, as faculdades de imitação, o gosto da beleza. Para verificar a existência desses fenômenos, basta que se possua um sentimento acurado de observação e de análise.

Inúmeros espíritos trouxeram à luz o fruto de suas pacientes indagações, que são para vós elementos de inegável valor. Entre muitos, citaremos Darwin, Gratiolet e vários outros estudiosos dedicados a esses notáveis problemas.

Os mais ferozes animais têm para com a prole ilimitada ternura. Aves existem que se deixam matar, quando não se lhes permite a defesa das suas famílias. Os cães, os cavalos, os macacos, os elefantes deixam entrever apreciáveis qualidades de inteligência. É conhecido o caso dos cavalos de um regimento que mastigavam o feno para um de seus companheiros, inutilizado e enfermo. Conta-se que uma fêmea de cinocéfalo, muito conhecida pela sua mansidão, gostava de recolher os macaquinhos, os gatos e os cães, dos quais cuidava com desvelado carinho; certo dia, um gato revoltou-se contra a sua benfeitora, arranhando-lhe o rosto, e a mãe adotiva, revelando a mais refletida inteligência, examinou-lhe as patas, cortando-lhe as unhas pontiagudas com os dentes. Constitui um fato observável a sensibilidade dos cães e dos cavalos ao elogio e às reprimendas.

Longe iríamos com as citações. O que podemos assegurar é que, sobre os mundos, laboratórios da vida no Universo, todas as forças naturais contribuem para o nascimento do ser.

TODOS  SOMOS   IRMÃOS


De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.

Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.

Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.

É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.


Retirado do livro "Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões  Que Preocupam a Humanidade", " -  Chico Xavier/Emmanuel.


Fernanda Almada





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