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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

VAI ENCARAR: CHICO X HITLER X GANDHI









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quarta-feira, 9 de maio de 2018

COPA ANIMAL: RELIGIÕES X ANIMAIS



RETRANCA



 QUAL RELIGIÃO REALMENTE JOGA AO LADO DO TIME DOS ANIMAIS?



A produção de três livros sobre a espiritualidade dos animais rendeu muitos novos conhecimentos sobre o assunto; o que não pôde se tornar e-book acabou virou artigo- alguns maiores que o normal - trazendo assuntos de referência sobre o que ocorre ao redor do tema “a espiritualidade dos animais”.

Por que ao redor?

Porque o tema central desperta a curiosidade nos tutores, o que os levam a buscar inúmeros recursos holísticos no tratamento de seus animais. Alguns passam a rever a alimentação; outros acreditam que uma coisa não esteja relacionada com a outra. Fato é que, a questão do que ocorre ao redor dessa busca é que está se tornando interessante e peculiar.

Ao estudarmos algumas religiões para o trabalho sobre os Chacras, as energias envolvidas, a comparação de como essa energia é utilizada por alguns grupos bem como o que pode ou não interferir nos resultados, descobrimos coisas que vão à contramão do cuidado com o próximo – animal ou humano – disfarçado de “preocupação” com o meio ambiente.

Para este artigo escolhemos apenas quatro religiões/doutrinas: Espiritismo. Catolicismo. Seicho-no-ie. Igreja Messiânica.

quarta-feira, 8 de março de 2017

ANIMAIS E SOFRIMENTO -Emmanuel


Homem numa moto carregando um engradado de suinos

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier



Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.


Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.


Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.


Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.


Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?


E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?



Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.


O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-la na posse definitiva do raciocínio.


Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.


Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.


O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.


O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.


Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.


Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.


Certifiquemo-nos, porém, de que toda criatura caminha para o reino da angelitude, e que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz.



("Aulas da Vida", Emmanuel)








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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Não podemos confundir o que diz O ESPIRITISMO com o que dizem OS ESPÍRITAS

Passaro e seu reflexo na água



Prezados Amigos.


         Não podemos confundir o que diz O ESPIRITISMO com o que dizem OS ESPÍRITAS. Entre estes, há muitos irmãos desatentos, desinformados, preguiçosos, egoístas, presos à matéria, etc., etc., como os há em todos os setores, pois são humanos, a caminho da evolução. Como ensina Allan Kardec, seria cometer o mesmo erro que desacreditar da Medicina porque existem médicos charlatães.

         Sim, sou vegetariano. Não como carne de nenhum tipo (inclusive frango) ou derivados e sou muito feliz por ter superado essa etapa, ao mesmo tempo que estudava profundamente a questão, não apenas no que diz respeito aos malefícios do consumo mas especialmente pelo assassinato dos animais, que têm direito à vida tanto quanto nós.

         A porcentagem de espíritas vegetarianos ainda é muito pequena, pois é óbvio: nosso próprio planeta ainda é de evolução bem rasteira. Porém, vamos em frente porque tudo vai mudando aos poucos. Vamos trabalhando e fazendo nossa parte.

         Os carnívoros inveterados e pouco dispostos a se mexer que empunham O Livro dos Espíritos apresentando a questão 723 ("Em vossa constituição física, a carne alimenta a carne, de outro modo, o homem enfraquece..."), no fundo sabem que estão apenas se utilizando de um ardil para continuarem desfrutando de seu bárbaro prazer. Engraçado que nunca se lembram de citar a questão imediatamente seguinte, em que encontramos:

         "724. A abstenção de alimento animal ou outro, como purificação, é meritória?
         - Sim, se essa abstenção for em benefícios dos outros. (...)"
         É, portanto, evidente que deixar de comer carne não apenas pelos danos à nossa saúde mas também em respeito à vida dos animais é um ato meritório muito importante e que TODOS, mais cedo ou mais tarde, com a evolução de seus espíritos, NECESSARIAMENTE, terão de abandonar esse hábito. Não querer pensar no assunto é simplesmente adiar – e arcar com as consequências. Como dizem estes versos finais do capítulo "Alimento e Animais" do livro Palco Iluminado (Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Jair Presente. GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora):

         "O homem faz a matança
         E as doenças vão seguindo..."

         Os mesmos irmãos espíritas carnívoros que ainda vociferam que Hitler era vegetariano e Chico Xavier comia carne, têm a memória um pouco curta, pois esquecem deste texto (enviado pelo Projeto Saber e Mudar em 16 de junho de 2007):


JANTAR
Espiritismo X Vegetarianismo



 
         Nossas recordações se perdem no tempo. Chico [Xavier] é para nós um patrimônio imperecível não só de amizade mas também um tesouro vivo para o futuro do mundo. Nele, os homens encontrarão repouso e paz, como legítimo mensageiro de Cristo.

 
         O trabalho árduo que executa a cada dia, ele o faz através dos anos com a mesma regularidade e precisão. Não muda. Pelo contrário, amplia cada vez mais suas tarefas e responsabilidades.
 
         Naquele dia havíamos ido em caravana ver o Chico. A estrada poeirenta, camioneta com algumas cadeiras em cima, o vento atingindo-nos a face, cabelos esvoaçantes...
         Éramos talvez doze companheiros. Recebidos pelo médium com aquela alegria de sempre. Gordo, exibindo saúde e tranqüilidade.

 
         Felizes pelo reencontro. Nessa época ainda não se havia organizado o Movimento da Fraternidade e todos eram carnívoros. Comia-se carne à vontade. Alguns bebiam vinho ou cerveja.
 
         Troca de ideias, perguntas nossas, de todos, respostas do Chico a todos. Consultas, comentários, tudo se misturava.

 
         Logo, Chico nos disse que iríamos jantar num bar da cidade. Estávamos em Pedro Leopoldo. Tempo bom.

 
         Sentamos à mesa e a comida mineira foi servida: arroz, feijão, parece que tutu de feijão, ovos, bifes...

 
         Todos comiam e conversavam. Os bifes eram devorados regularmente, mas no prato do Chico o seu bife era afastado para um canto. Também não bebera nenhuma bebida alcoólica. Nada de vinho nem cerveja. Água mineral ou guaraná. Fiquei de olho no bife dele. Queria ver o que iria acontecer com a carne, que estava em seu prato.

 
         Pouco antes de terminar o jantar, procuramos o fotógrafo para uma fotografia coletiva. Não o encontramos.

 
         Logo depois, todos se levantaram da mesa e fomos ao caixa pagar a conta. O homem nos respondeu:

 
         — Chico já pagou.

 
         Ficamos abismados! Mais de doze pessoas; ele, o mais pobre de todos, ganhando pouco e tendo família para manter, inclusive as irmãs!

 
         Tentamos convencer o homem do bar e nada conseguimos. Ordens do Chico ali eram cumpridas rigorosamente...

 
         Até hoje, nosso coração dói quando pensamos no caso. Sentimo-nos culpados daquela situação. Jamais poderíamos imaginar que isso pudesse ocorrer, mas ocorreu.

 
         Era sempre o primeiro a pagar as contas dos amigos. É natural que se tornasse depois imenso sacrifício. Nada, porém, havia mais a fazer. Não prevíramos a sua atitude... Éramos moço, meio envergonhados...

 
         Prometemos a nós mesmos ser mais prevenidos para o futuro.

 
         No entanto, a história do bife ficou em nossa mente. Chico não comia carne. Disfarçadamente, colocara o seu bife de lado.

 
         Lendo o O Consolador, de Emmanuel, e recebido por ele, encontramos lá a pergunta 129, com a resposta que ingerir carne é um erro de enormes consequências...

 
         O problema da carne tornou-se no correr dos anos um problema maior. A Fraternidade orientada por Espíritos Superiores estabeleceu como norma que os elementos que compusessem o Departamento Mediúnico não comessem carne. Pelo Peixotinho, através da mediunidade de efeitos físicos, os Espíritos materializados recomendavam a mesma coisa. Em O Consolador, Emmanuel ensinava o mesmo princípio... Depois, muitos outros Espíritos, por outros médiuns, falaram a mesma coisa...

 
         Só quando Waldo [Vieira] foi morar com o Chico é que começamos a ouvir coisas diferentes que partiam dele... Médico, fez uma campanha contra a falta de carne na alimentação. Havia notícias sobre isso. Pessoalmente, nunca estivemos com ele e não ouvimos, por isso, de sua boca qualquer referência. Falava-se nos pobres que não teriam condições para se alimentar com alimentos diferentes, que substituíssem a carne, tais como ovos, leite, etc., etc.

 
         É lógico que a humanidade marcha para a libertação da alimentação carnívora. Os homens não poderão por muito tempo continuar ingerindo as vísceras que lhes trazem com elas as vibrações de sofrimento dos animais sacrificados, assim como as doenças e distúrbios que elas produzem. Há o problema, porém, da libertação imediata ou gradativa. Esse fato, de acordo com informações mediúnicas de Entidades espirituais, tornou-se problema também nos planos do Espírito, já que ali há Espíritos Superiores que querem que a humanidade deixa de se alimentar da carne imediatamente e há os Espíritos Superiores que ensinam que a libertação deve ser gradativa, já que a humanidade através dos milênios se intoxicou com as vibrações da carne e para deixá-la deverá proceder a uma desintoxicação lenta, gradativa, até que possa estar livre dela.

 
         A carne acirra as paixões e alimenta o ódio; enfim, dinamiza as paixões fortes que levam o homem às atitudes mais belicosas e violentas.

 
         Assim como nós, diz o Chico, recebendo instruções de André Luiz, os Espíritos continuam estudando, também, esses problemas e outros mais difíceis que constituem imensa trama no imenso Universo.

 
Livro
Recordações de Chico Xavier
R. A. Ranieri
LAKE - Livraria Allan Kardec Editora"

         Já o trecho citado do livro O Consolador diz o seguinte:

         "129. É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

         - A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta de matadouros e frigoríficos.

         Temos que considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.
 
Livro
O Consolador
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
FEB – Federação Espírita Brasileira"
 
         Portanto, amiga Simone, não se deixe levar pelos espíritas que pretendem distorcer sutil ou grosseiramente uma Doutrina que é toda amor e verdade.
 
         Ainda como o próprio Kardec disse, é um erro de muita gente achar que O Livro dos Espíritos esgotou todas as questões de filosofia. A Doutrina continua se desenvolvendo com o tempo – sem, contudo, modificar nenhum ponto de suas bases fundamentais. Muito já foi, está e continuará a ser pensado, pesquisado e escrito sobre diversos assuntos.
 
         Sobre o consumo de carne, por exemplo, recordemos também a magnífica obra Fisiologia da Alma, de Hercílio Maes, pelo Espírito Ramatís. Conhece? Riquíssima em informações, perguntas e respostas, precisa ser estudada atentamente.
 
         Há alguns anos, realizamos em particular um trabalho de energização e cura à distância, semanalmente. Alguns irmãos encarnados e desencarnados são tratados com amor e fluidos para o restabelecimento de sua saúde física, mental, emocional. E os animais não são esquecidos. Incluímos os pedidos de alguns amigos cujos animais de estimação passam por dificuldades orgânicas. Ao final dos trabalhos, tratamos também, com muito carinho, de outros animais anônimos, encaminhados pelos veterinários da Espiritualidade. E quando realizamos o Evangelho no Lar, não nos esquecemos de citá-los em nossas vibrações, como citamos os órfãos, os moradores de rua, os presidiários, os doentes em toda parte enfim...
 
         Não desanime, irmã.
 
         Prossiga em sua tarefa de alertar a Humanidade sobre a questão, mantendo todo esse amor em seu coração, com firmeza mas sem qualquer agressividade, confiando em Deus de que tudo mudará, como tudo está mudando. Aos poucos e sempre...
 
         Um forte abraço fraterno e muita Paz,
 


Fernando Peron
Coordenação
Projeto Saber e Mudar
Aos poucos e sempre.






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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Espiritismo e Vegetarianismo

Homens e bois

 

 

“Só para ter um pedaço da sua carne, privamo-los da luz do sol, da vida para que nasceram. Tomamos por inarticulados e inexpressivos os gritos de queixume que eles soltam e voam em todas as direções; quando na realidade são instâncias e suplicas e rogos que cada um deles nos dirige: - Não é da verdadeira satisfação das vossas reais necessidades que queremos livrar-nos, mas da complacente luxúria dos vossos apetites.” 

Plutarco, “Moralia”, “De Seu Carnium”




Encontramos no “Livro dos Espíritos” de Allan Kardec uma muleta que os espíritas se escorarem para justificar o consumo de carne; 

Questão 723: “A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?”

 Na resposta, lemos: -“Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto segundo a sua organização”.

Só que o que os Espíritas esquecem é de ler a questão seguinte:
Questão 724. “Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?” 

R:-“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.” 

É ainda a confirmação dessa afirmação na questão 720, onde encontramos; 

“ Há privações voluntárias que sejam meritórias?”
 
Sim: a privação dos prazeres inúteis, porque liberta o homem da matéria e eleva sua alma.”

André Luiz
André Luiz em "Missionários da Luz" , 1943, já dava indícios de que a nossa inteligência poderia trabalhar em prol de uma alimentação vegetariana e esclarecia:


“(…) esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte.

Pois então: se a constituição do homem, segundo a ciência, através da vertente especifica que cuida do desenvolvimento e manutenção de seu corpo físico, representada pelos seus trabalhadores conhecidos como nutricionistas e médicos, afirma que é possível ao homem viver de maneira saudável sem a carne, já não faz mais sentido que os espíritas se escorem na questão 723 expressa na frase “A carne nutre a carne” para não se tornarem vegetarianos.

Sua constituição física já não necessita da carne, isso confirmado pela ciência*, e o homem não mais perece sem a carne.
 
Muito mais coerente é afirmarmos que “As proteínas, vitaminas, carboidratos e outros componentes alimentícios nutrem a Carne”  e que eles não mais precisam ser necessariamente extraídos de cadáveres de nossos irmãos caçulas; os animais. 

Hoje é possível ao homem, como já previa André Luiz, pelo uso de sua inteligência: “ encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte.” 

  Então é chegada a hora, de todos nós espíritas, aceitarmos o que diz a questão 720 e tomarmos uma decisão de nos privarmos de prazeres inúteis, nos libertarmos mais da matéria, e procurarmos elevar nossas almas”

       Terminamos com uma frase do livro "O Consolador"- de Emmanuel psicografada por Chico Xavier : 

“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade ABSOLUTA dos matadouros e frigoríficos.”





Ricardo Capuano





*Para conhecer a parte medica-científica sobre o vegetarianismo recomendamos o site: Alimentação sem carne – Principalmente a matéria:  O que você precisa saber sobre oVegetarianismo






Nota do Blog: 


Chico Xavier
Apesar de psicografar inúmeros livros a favor dos animais (vegetarianismo) Chico Xavier comia carne, existem até entre alguns espíritas a comparação entre ele e Hitler, que pode também ser lida no Blog. Depois de seu desencarne, muitos vieram a público alegar que Chico fora vegetariano, como foram poucos que aceitarem, hoje ao questionar esse fato , recebemos como reposta o seguinte: "Chico comia carne por orientação do Dr Bezerra de Menezes".

Porém, trazemos outra dúvida aos queridos leitores: Dr Bezerra de Menezes, conhecido médico espírita, não poderia fugir ao que nos coloca André Luiz:

" nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte.

Não nos importa se Chico comia ou não carne,a esmagadora maioria de Médicos e Veterinários espíritas o fazem(o que recai em grande erro), só nos compete esclarecer alguns fatos para que muitas pessoas não sejam levadas a comer carne(animais) somente porque algumas outras pessoas alegam que Chico comia("se Chico comia também posso comer").

A realidade dos animais nos clama a mudança alimentar, e estamos sim preparados para ela, só nos falta Vontade.

 

S.N





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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Entrevista Fernanda Almada


Entrevista exclusiva



Blog IACH) A exemplo de muitos, você defende que os animais são muito mais do que meros seres sem raciocínio, mas, sim, criaturas dotadas de predicados parecidos com os dos ditos "humanos", como, por exemplo, a espiritualidade. O que comprovaria a espiritualidade animal? Eles têm realmente uma "alma"?

Fernanda)Sim, os animais são dotados de uma alma, já que são espíritos assim como nós, em diferentes estágios de evolução, que, como nós, foram criados simples e ignorantes, para evoluírem. Nós somos como irmãos mais velhos, devendo, assim, ajudá-los na caminhada rumo à evolução, assim como esperamos que os espíritos evoluídos nos auxiliem também. A ciência também vem comprovando o sentimento dos animais. Sentem, dor, medo, e, sim, amam, respeitam e são solidários, como podemos constatar em vários depoimentos e pesquisas científicas. Todas ao alcance de todos, em uma simples busca na web. Recomendo o link de um estudo no qual foram demonstrados vários desses sentimentos entre os animais:


Blog IACH) Há correntes no meio espírita que defendem a existência de uma diferenciação entre o espírito dos homens e o dos animais. Em seu parecer, isso existe realmente ou ambos são o mesmo espírito em etapas diferentes de evolução?

Fernanda)Acho que minha resposta a esta pergunta ficou bem clara na minha primeira resposta. Mas reforço que em meu entendimento, não há diferença entre nós e os animais, somos todos espíritos em evolução, em graus diferentes, e o mais justo seria que os que estão um pouco à frente se solidarizem com os que vêm logo atrás, assim como irmãos que deveriam se ajudar.

Blog IACH) Com sua larga experiência na área, como você enxerga a questão do trabalho animal? Temos o direito de utilizar os seres que nos estão abaixo na escala evolutiva a nosso bel-prazer? É mesmo possível a utilização deles com respeito e dignidade?

Fernanda)Não devemos utilizar dos animais como se fossem meros objetos. Não concordo com o uso de cães no trabalho de segurança patrimonial, por exemplo, já que para este fim existem profissionais qualificados. Acredito que os animais podem nos auxiliar, desde que não sejam prejudicados, colocando em risco suas vidas, sua individualidade e suas necessidades básicas. Como no caso dos animais que auxiliam em tratamentos de saúde. Nesse caso, tanto os humanos quanto os animais crescem juntos, amando-se e respeitando-se mutuamente.

Blog IACH) A ciência vem, paulatinamente, desvendando muitos mistérios em relação à inteligência dos animais e descobrindo que ela vai muito além do que antes supúnhamos, possibilitando a eles apresentarem mesmo sentimentos parecidos com os dos humanos. Como você analisa esse fenômeno?

Fernanda)Eu acho importantíssimo que a ciência cada vez mais venha a comprovar a sensibliddade e inteligência dos animais, pois, assim, um maior número de pessoas passará a vê-los com outros olhos, olhos de respeito por quem sente e sofre, assim como nós.

Blog IACH) Você acredita que as pessoas estão se tornando mais receptivas no que se refere à causa animal ou ainda há um longo caminho a percorrer no rumo dessa conscientização?

Fernanda)Sem dúvida, as pessoas estão se tornando muito mais conscientes sobre os direitos dos animais. Estamos ainda no começo dessa estrada, mas sei que estamos no caminho certo.

Blog IACH) Você é favorável ao aumento das penas no caso de crimes contra os animais ou acredita que o que falta é a real aplicação das penalidades já existentes?

Fernanda)As duas coisas. Acredito que as penas devem ser cumpridas devidamente, mas, em alguns casos, deveriam ser aumentadas, pois, com leis muito brandas para crimes com extrema crueldade, torna-se clara a disparidade entre o direito e a justiça. Quanto maior a punição e a eficácia da lei, acredito que proporcionalmente diminuirão os crimes.


Blog IACH) Em nosso dia a dia, não é incomum surpreendermos pais dando maus exemplos aos filhos no atinente ao respeito para com os animais. Em seu entendimento, esse tipo de atitude pode ser uma das causas da falta de conscientização de grande parte da sociedade em relação ao assunto? Como quebrar esse círculo vicioso? 

Fernanda)Infelizmente, sim. Se os pais estimulassem a alteridade dos filhos, certamente estes se tornariam adultos mais conscientes em relação aos animais.


Blog IACH) Muitos espíritas se escoram no fato de Chico Xavier ter se alimentado de carne para justificarem sua alimentação carnívora, esquecendo - ou fingindo esquecer - que Emmanuel, André Luiz e outros espíritos que se comunicaram através dele criticaram duramente esse hábito. Como você vê essa questão?

Fernanda)Eu acredito que enquanto nos escorarmos nos defeitos dos outros não vamos nos melhorar nunca. Deveríamos nos espelhar nas qualidades e segui-las, e quando notarmos algo que não está muito correto, que mudemos o rumo, pois só assim evoluiremos. Se ficarmos nessa de que se Chico comia carne, logo, eu também vou comer, então, não evoluiremos. Quantos espíritos de  moral elevada passaram pela Terra e também tinham alguns defeitos? Se nos escorarmos nesses defeitos de cada espírito que nos deixou boas lições, mas que também eram falhos, continuaremos falhos. Porque não nos atemos ao que é bom, estamos apegados ao que ainda precisa ser mudado, e isso é comodismo. Ah... Só vou mudar quando o outro mudar.. Isso não faz sentido. Somos espíritos independentes, e a nossa evolução será por nosso próprio esforço. Não podemos jogar a responsabilidade de nossas falhas nos outros.

Blog IACH) Algumas casas espíritas promovem eventos nos quais são servidos pratos como feijoadas, arroz-com-galinha e outros, à base de carne, a pretexto de utilizarem a arrecadação em causas nobres. Isso não é um contrassenso?

Fernanda)Demais. É um enorme contrassenso! Como fazer a caridade para alguns sacrificando a vida de outros, que deveriam ter nossa proteção? Acredito que há outras formas, falta vontade, falta coerência. Não acredito nessa bondade de se dar com uma mão e ferir com a outra.

Blog IACH) Qual a sua opinião acerca dos movimentos de defesa dos animais? Estão no caminho certo ou precisam de uma correção de rota?

Fernanda)Acredito que estamos no caminho certo. Primeiramente o esclarecimento. Depois disso torna-se mais fácil a sensibilização. Quando as pessoas se conscientizam de que os animais sentem dor, precisam de ajuda como nós humanos, a sensibilidade aflora para isso.


Blog IACH) É verdade que os animais se suicidam? Por que isso acontece?

Fernanda)Não tenho conhecimento para dar esta resposta com precisão. Mas penso que os animais não se matam conscientemente, pois não sabem que determinada ação os levará à morte. Matam-se inconscientemente, ao tentar fugir de algum lugar e se enforcando, por exemplo. Nesse caso, a responsabilidade recai sobre os tutores, que deveriam prever esse perigo. Em casos em que o animal deixa de se alimentar por ter sido abandonado, ou pelo tutor ter falecido. Entra em um processo de depressão, e cabe também aos novos tutores o devido tratamento médico veterinário e o tratamento eficaz, que é o amor. Sobre esse tema existem pesquisas científicas que ainda não nos esclarecem com exatidão, por isso, há os que acreditam que os animais se suicidam, sim, e outros, que pensam que não. Por enquanto, o meu pensamento é que os animais não se suicidam, eles apenas tentam fugir de alguma situação que os faz sofrer, e talvez essa fuga resulte em sua morte, infelizmente...

Blog IACH) Para finalizar, que mensagem você deixa para os espíritas em relação à causa animal? 

Fernanda)Espíritas, acordemos!! Não podemos mais falsear a realidade, fingir que não estamos vendo o que acontece a todo o tempo, por todos os cantos do planeta! Os animais são nossos irmãos, precisam da nossa voz, da nossa atitude! Lembremos de que quanto mais nos é dado, mais nos será cobrado, e nos foi dado o conhecimento. Não adianta tapar os olhos. As consciências gritam e, mais cedo ou mais tarde, precisaremos ajudar os nossos irmãos de jornada. Para isso, é preciso que sejamos o exemplo a ser seguido. Não continuemos com desculpismos, dizendo que precisamos melhorar defeitos mais graves primeiro . Nós podemos melhorar um pouco a cada dia, não precisando excluir um ou outro defeito. Podemos amar os animais, e amar os humanos, uma coisa não exclui a outra. Dizer que não amamos nem aos humanos não é justificativa para jogarmos os animais à margem. Deveria ser um incentivo para nós mesmos, dizendo: Puxa! Preciso aprender a amar mais os humanos e também os animais!  Vejam como uma coisa não impede a outra. Os impecilhos somos nós que estamos criando, por desejarmos permanecer
em nossas zonas de conforto. Acordemos! E sigamos com um amor muito maior no coração, um amor que se estende a tudo o que vive!





Fernanda Almada – Bacharel em Direito pela UniAraxá, protetora independente de animais há mais de 20 anos, escritora e divulgadora dos Direitos Animais.



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