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quarta-feira, 28 de março de 2018

QUAL A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS E VEGETARIANISMO:2



ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS E VEGETARIANISMO




A princípio o que as pessoas buscam – alguns -quando mostram o desejo de estudar a espiritualidade dos animais é estudar o seguinte:
1.   O meu animal têm alma?
2.   O meu animal têm espírito?
3.   O meu animal reencarna?
4.   O meu animal pode ficar na erraticidade e voltar para mim?
5.   O meu animal pode ver espíritos? - se os animais possuem mediunidade
Fica claro nas primeiras questões que o tema se refere apenas ao “meu animal”, precisamente nestes casos apenas cães e gatos e que os demais animais são literalmente deixados de lado, abafando assim o conceito de vegetarianismo que está embutido em cada uma das questões a respeito da alma animal.
Isso é ruim?
Sim e Não.
Não porque o tema - embora movido pelo egoísmo que leva as pessoas a estudarem apenas a alma de cães e gatos - acabará infalivelmente forçando-as a abrirem – mais uma vez “algumas”- seus olhos para os demais animais.
Sim, porque muitas pessoas, embora já conheçam de cor e salteado esse tema, quando chega o momento de olhar para os outros animais simplesmente ignoram e passam a falar da alma dos animais como se soubessem tudo, quando na verdade lhes falta a parte mais importante: respeito por todas as Centelhas Divinas.
E o que está contido no conhecimento da Alma Animal?
O que está contido no conceito de Centelha Divina?
O que está contido no conceito de Espiritualidade dos Animais?
Vejamos:
Sabemos o que é alma/espírito, sabemos de onde ela vem: é Divina. Sabemos que desencarnam, reencarnam e evoluem, sabemos que são seres individuais (corpo e alma), tudo isso significa – ou deveria significar - Respeito. Mas não apenas respeito pelos animais. Não, esse respeito nos devemos primeiro a Quem os forjou: Deus.
Qual a melhor forma de respeitar a Deus e ao outro – não importa se humano ou animal:
Colocar-se no lugar dele: Alteridade.
Não maltratar.
Não matar.
Não roubar.
Conseguiu encontrar o conceito Vegetarianismo dentro do tema “espiritualidade dos animais”?
Não?
O que nos diz o Livro dos Espíritos, aliás, a questão correta é:
“Para que serve o Livro dos Espíritos?”
Apenas para nos dizer:
“Sim, todos vocês possuem alma, evoluem, etc, etc”.
Se até hoje você acreditou que ele servia apenas para esclarecer suas dúvidas, é preciso começar a estudá-lo do zero, pois está totalmente enganado.
O Livro dos Espíritos veio para mostrar que “Todos os seres são irmãos. Que todos os seres são iguais. Que todos os seres merecem respeito e que, se não os respeitarmos iremos repetir as mesmas lições por séculos até que finalmente a aprendamos”.
Mas o espirita - mais do que todos- pode procrastinar, afinal ele crê na reencarnação. Isso é problema dele, os demais alunos irão passar pela mesma lição mais rapidamente, enquanto ele será o repetente procrastinador de séculos. [3]
E qual uma das melhores formas de demonstrar respeito aos animais e, sobretudo ao Seu Criador?
Não devorá-los.
Por quê?
Porque a partir do momento que você paga para que matem um animal, você dispara uma cadeia imensa de desrespeito. Você tira a vida de um ser que possui alma/espírito, que desencarna/reencarna e que é uma Centelha Divina e nesse caso você já desrespeita o Criador. Você, obrigado outro ser humano a matar por você o que causa? - como já foi tratando em outros artigos -: Um impacto enorme na vida desses trabalhadores - doenças físicas e psicológicas-.




Agora vamos responder a questão feita no início:
“A espiritualidade dos animais se resume somente ao vegetarianismo?”
Não, mas ele entrelaça cada uma das questões voltadas à alma animal. Ele faz parte da alma/espírito. Ele está contido na desencarnação/reencarnação. Ele faz parte do respeito que alguns dizem querer ter pelos animais.
A questão mais interessante a ser feita, para rebater essa primeira pergunta seria:
“A espiritualidade dos animais se resume somente aos cães e gatos?”
A resposta correta é: NÃO.
Então, partir dela se abriria um leque imenso, onde as pessoas que realmente se interessam pela espiritualidade dos animais seriam obrigadas a mergulhar no tema e se deparariam de pronto com o VEGETARIANISMO, posto que cada um dos estudantes iria notar que os bois que eles comem têm alma, assim como os suínos , os galináceos, os peixes - bem como todos os demais animais.  Consciente da espiritualidade dos animais seria impossível ao estudante permanecer no mesmo ato bárbaro que comete diariamente: Matar e devorar uma Centelha Divina.

VEGETARIANISMO E ESPIRITISMO


E aí, você ainda tem dúvidas se o conceito de vegetarianismo faz mesmo parte da espiritualidade dos animais?

Simone Nardi

Notas

1.   Concordamos que muitas pessoas têm conhecido o espiritismo de alguns anos, talvez até nos séculos passados, porém ninguém hoje pode se auto intitular “in-voluído” diante do tema do vegetarianismo, pois a palavras escritas nele não estão sendo lidas pela primeira – ao menos não pela grande maioria-, e mesmo que assim o fosse, as palavras são tão claras que a única “in-volução” que poderia ocorrer é a do próprio orgulho em ação, ou seja, afirmar para si mesmo: “Isto tudo é bom, desde que não me faça mudar” ou ainda” eu comi e sempre vou comer animais, afinal o que está dito aqui ainda não é para mim”. E para quem seria então? Se houvéssemos todos, prestado atenção as primeiras lições, na certa não estaríamos sendo obrigados a repeti-las.
2.   Alguns espíritas irão dizer que Deus, Criador de tudo está infinitamente acima de nós, e estará correto, mas deverá se atentar que não é a distância que importa aqui, mas nossas ações. Nossas ações são a “passagem” para chegarmos cada dia mais perto da Beleza Divina e de Seu Amor, no entanto nunca usamos essa passagem para nos aproximarmos de Deus, mas as usamos para irmos cada vez mais para longe Dele.
3.    Alguns espíritas, para manterem-se no carnivorismo alegam que cada um tem sua evolução, ou seja, alguns seriam mais adiantados do que outros, nesse caso para estes que pensam assim, os mais evoluídos seriam os vegetarianos. Isso não procede, e nada mais é do que mais uma das centenas de desculpas criadas pelo medo da mudança alimentar. A tal “evolução” soaria mais como um termo pejorativo do que propriamente um elogio. Ao dizer: “Ainda não sou tão evoluído”, na verdade a pessoa quer ironizar o fato do outro preocupar-se com animais mais do que os demais. Não se trata de evolução, se trata da boa vontade e da boa compreensão, sem medo, das palavras do Livro dos Espíritos, no que tange a alma animal.




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quarta-feira, 21 de março de 2018

QUAL A RELAÇÃO ENTRE ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS E VEGETARIANISMO:1


ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS



O tema “espiritualidade dos animais“ é um tema muito interessante a ser abordado. Os artigos mais lidos do Blog são os que se referem ao tratamento espiritual de animais, a alma animal, passes em animais entre outros que abordem sua espiritualidade- reencarnação, desencarnação, mediunidade.
E o estudo se assemelha as ondas do mar, que uma após a outra chegam à praia, derramam sua espuma e retornam ao mar para, em seguida, uma nova onda vir tocar novamente a areia. A busca pelo conhecimento é assim, uma busca constante pela “areia” –conhecimento - da praia.
As questões levantadas são, geralmente, as mesmas que são elaboradas há vários anos. Afinal, há quantos milênios as ondas do mar não tocam as areias?
Assim, ocorreu uma questão que para muitos parecia bem simples, para outros ainda é impossível de enxergar, não devido à evolução, mas devido a pouca preocupação que a maioria mantém pela vida dos animais e para outros parece somente uma questão de “preguiça intelectual”, coisa que deveria ser rara dentro do Espiritismo - até porque Kardec é o idealizador da frase “Fé Raciocinada”, e dúvidas tão simples como esta já deveriam ter morrido há muitos anos atrás [1].
A questão que ouvimos foi:

ALMA ANIMAL


“A espiritualidade dos animais se resume somente ao vegetarianismo?”
Quando se ouve tal questão, a princípio sente-se um calafrio. Sim, pois o estudo da espiritualidade dos animais igualmente não se resume apenas a alma ou ao espírito do animal - em sua grande maioria cães e gatos. Nem ao seu desencarne ou reencarne. Ou se ele permanece ou não na erraticidade. Ou se possui alma grupo ou não.  Não é possível estudar a espiritualidade dos animais sem colocar na pauta sua alma/espírito, desencarne/reencarne, mediunidade/erraticidade e sim, o vegetarianismo.
Por quê?
Simples.
O vegetarianismo está contido em uma das primeiras questões do Livro dos Espíritos que aborda o tema: “a espiritualidade dos animais”.

(597-a) - Será esse princípio uma alma semelhante à do homem?
R. “É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.”

A resposta acima já nos diz: Sim, os animais têm alma.
A partir daí não importa se é ou não inferior a do ser humano, até porque não temos noção - diante das Criações Divinas - do que significa ser inferior ou superior. Igualmente não importa a distância que nos permeia, embora haja nesta frase um importante recado ainda não estudado pelos grandes ícones do Espiritismo:
“Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.”
Um alerta. Uma obrigação.

A distância que nos medeia serve para mostrar o quanto, embora “inferiores” - para utilizar aqui o mesmo conceito do Espírito que respondeu - Deus é amoroso com todos os filhos. Em contrapartida, os “homens” ao tratarem outras espécies como “inferiores”, são verdadeiras “bestas feras” para com estes. Ou seja: a distância é a mesma, o modo de agir para com o Outro é que é extremamente diferente. Quem estaria errado? Nós ou Deus? [2]

Mas, voltando ao tema principal deste artigo, é preciso também saber o significado de alma e espírito, para juntar esse conhecimento à resposta da Questão 597:
Alma: Do Latim Anima, mente, consciência, aquilo que anima, que sopra vida, Princípio Inteligente Universal, Espírito Encarnado (material, espiritual). É uma Centelha Divina seja nos seres humanos, nos animais, nas plantas, nas pedras, bem como nos anjos e arcanjos, é uma Centelha Divina da qual Jesus também foi forjado.

ONDAS DO CONHECIMENTO


     Espírito é a individualização deste Princípio Inteligente Universal no plano espiritual, tal como nossos corpos são individualizações materiais no campo físico. Os animais possuem corpos e espíritos individuais, cada um age e possui uma personalidade diferente do outro, mesmo em grupo são capazes de demonstrar essa individualidade.
Encontrou o vegetarianismo?
Não?
. . . 

VEGETARIANISMO E ESPIRITISMO




Simone Nardi



Notas

1.   Concordamos que muitas pessoas têm conhecido o espiritismo de alguns anos, talvez até nos séculos passados, porém ninguém hoje pode se auto intitular “in-voluído” diante do tema do vegetarianismo, pois a palavras escritas nele não estão sendo lidas pela primeira – ao menos não pela grande maioria-, e mesmo que assim o fosse, as palavras são tão claras que a única “in-volução” que poderia ocorrer é a do próprio orgulho em ação, ou seja, afirmar para si mesmo: “Isto tudo é bom, desde que não me faça mudar” ou ainda” eu comi e sempre vou comer animais, afinal o que está dito aqui ainda não é para mim”. E para quem seria então? Se houvéssemos todos, prestado atenção as primeiras lições, na certa não estaríamos sendo obrigados a repeti-las.
2.   Alguns espíritas irão dizer que Deus, Criador de tudo está infinitamente acima de nós, e estará correto, mas deverá se atentar que não é a distância que importa aqui, mas nossas ações. Nossas ações são a “passagem” para chegarmos cada dia mais perto da Beleza Divina e de Seu Amor, no entanto nunca usamos essa passagem para nos aproximarmos de Deus, mas as usamos para irmos cada vez mais para longe Dele.

3.    Alguns espíritas, para manterem-se no carnivorismo alegam que cada um tem sua evolução, ou seja, alguns seriam mais adiantados do que outros, nesse caso para estes que pensam assim, os mais evoluídos seriam os vegetarianos. Isso não procede, e nada mais é do que mais uma das centenas de desculpas criadas pelo medo da mudança alimentar. A tal “evolução” soaria mais como um termo pejorativo do que propriamente um elogio. Ao dizer: “Ainda não sou tão evoluído”, na verdade a pessoa quer ironizar o fato do outro preocupar-se com animais mais do que os demais. Não se trata de evolução, se trata da boa vontade e da boa compreensão, sem medo, das palavras do Livro dos Espíritos, no que tange a alma animal.


Na próxima parte veremos onde o vegetarianismo se encaixa dentro do tema Espiritualidade dos animais.
Até breve




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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ciência, Filosofia e Religião

Imagem: Pata e mão;"Quando lutamos pelos Direitos Animais,não consideramos a moralidade da sociedade em que vivemos,mas a moral da sociedade que queremos viver. ( Sérgio Greif)"



Desde que nos propusemos a levar esse trabalho adiante, e falo “nós” porque sei que tanto meu mentor quanto outros espíritos amigos me auxiliam nessa difícil jornada, buscamos entrelaçar Ciência, Filosofia e Religião em cada novo artigo, para que um reforce o pensamento do outro e se alicercem em saberes que nos levem a praticar sempre o melhor.
Jesus

A Religião, embora muitas vezes mal compreendida e fanatizada, acaba tendo suas palavras levadas ao contrário do que deveriam nos encaminhar; no caso dos animais, busca-se amenizar as fraquezas morais de cada um respaldando-se em palavras as quais os sentidos não foram amplamente conhecidos, muito embora os chamemos de irmãos, os tratamos como inimigos e a palavra irmão perdeu seu verdadeiro sentido de fraternidade fazendo com que nos tornássemos fratricidas.
Filosofia, amor a sabedoria

A Filosofia vem então e questiona o que é ser irmão, o que é ser fraternal e nos faz buscar dentro de cada coração o entendimento de que quando nos julgamos irmãos temos a obrigação de agir como irmãos ou as palavras que usamos de nada servirão. Ser irmão é ser misericordioso, ser irmão é abster-me muitas vezes em prol do próximo e é a Filosofia que vai nos fazer realmente compreender a Religião não como uma amenizadora de fraquezas, mas como uma mantenedora de nossa força moral no caminho do bem: é isso que devo fazer, é isso que farei sem medo.
Ratinho cientista

E agora a Ciência vem mais uma vez provar que ora compreendemos mal a Religião, ora esquecemos a Filosofia, somente porque não queremos sair de nossa zona de conforto moral. Quando dizemos que comer a carne de animais não faz bem, nem a eles nem a nós, muitos desacreditam e retrucam dizendo que queremos forçar as pessoas a pararem com hábitos que estão enraizados há anos. Acontece que não é isso que desejamos, e sim fazer as pessoas compreenderem que não se pode chamar de irmão um ser que irá morrer de forma violenta para servir de alimento, seria uma grande contradição do Espiritismo agir assim e o Espiritismo não é contraditório, alguns espíritas é que o são.

E encontramos uma noticia que deveria ser alarmante para quem se escuda na questão “a carne nutre a carne”, e defende que necessitamos dela para sermos saudáveis: 


“Consumo de todos os tipos de carne é ligado ao risco de câncer: Carne vermelha e de porco são mais nocivas à saúde, mas nem peixe é absolvido” [1]

Essa não foi e nem será, a última notícia sobre esse assunto que a Ciência levantará, muitos outros artigos já tratam dos malefícios da alimentação carnívora e se nos baseamos no Livro dos Espíritos para defendê-la, esquecendo que o Espiritismo se alicerça em Religião, Filosofia e Ciência, é melhor começarmos a pensar de outro modo, já que se precisamos nos alimentar para sobreviver temos que perceber de forma mais clara que o Livro dos Espíritos não nos diz que é obrigatoriamente a carne que vai nos manter vivos, até porque tanto a Filosofia quanto a Ciência já se opõe a esse paradigma.

Temos que decidir o que queremos ser realmente para os animais: irmãos ou algozes, não há meio termo, pois já sabemos que eles são seres sencientes e sabemos que a carne faz mal ao nosso organismo, nos resta agora perdemos o medo de mudar e enfrentar as verdades que tanto a Filosofia quanto a Ciência nos apresentam a cada dia, nós é que receamos compreendê-las. Muitos podem até não concordar, é direito de cada um, muitos podem continuar ignorando o assunto como ainda o fazem, mas jamais poderão se considerar verdadeiramente “irmãos dos animais”, jamais poderão dizer que compreenderam amplamente o significado do amor, não enquanto outros seres sofrerem por suas mãos. Existem verdades que doem, essa é com certeza, uma delas. 

Ou tratamos realmente os animais como irmãos ou corremos o risco de sermos acusados - e vermos o Espiritismo ser acusado- com o tempo, de “sepulcros caiados”[2], bonitos por fora e cheios de podridão por dentro, porque nossas palavras não chegam ao nosso coração. Diante disso, e de todo mal que ainda praticamos aos animais, é melhor começarmos a repensar as coisas.



Simone Nardi

Notas

 
[1] O Artigo em questão me foi enviado por email por uma amiga que se tornou vegetariana ao ler artigos sobre espiritismo e vegetarianismo, saiu no site Minha vida em 29/04/2010.

[2] Palavras essas que foram ditas por Jesus aos fariseus : “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda a imundícia”. Por que Jesus lhes disse tal coisa? Porque muitas pessoas de grande furor oratório, conhecedores profundos dos grandes textos religiosos , faziam de seus discursos grandes armas de intolerância. E nós aqui? Com que intenção chamamos os animais de irmãos? Por sentimento ou por obrigação ao que foi estudado nos livros? 






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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Amar enquanto há tempo

Foto: Sebastião Salgado
Eu sempre venho aqui falando sobre o respeito aos animais, sobre o auxilio a estes irmãozinhos tão desventurados.Falo nas Casas espíritas, falo nas ruas, falo para pessoas que muitas vezes não querem ouvir, e a maioria não deseja mesmo ouvir. E um certo dia, já há muito tempo atrás, dentro de uma Casa Espírita, numa reunião mediúnica, eu pensava exatamente nisso.

Por que nunca apareciam espíritos que pregassem o respeito e o amor aos animais? Seria mesmo que os animais não mereciam qualquer atenção de Deus Pai Criador, nem um espírito, nenhuma mensagem, nada. Será que eles não valiam a atenção de nenhum ser mais esclarecido? Pois todas as mensagens ali recebidas eram dirigidas apenas de pessoas para pessoas.

E eu vagava nesses pensamentos quando me veio a mente à imagem de um senhor muito alto, de rosto muito severo e decidido. Sua voz poderosa soou dentro de minha mente e tal qual como seu rosto, era séria e cheia de uma força que jamais eu vira em qualquer outra pessoa, ou qualquer outro espírito de luz. E é sua mensagem que descrevo abaixo, sentindo ainda o peso de suas mãos sobre meus ombros, sentindo a obrigação de esclarecer aqueles que muitas vezes desejam permanecer cegos e surdos nesta trilha solitária que é a defesa animal.E ele começou a falar com sua voz imponente e cheia de severidade, como quem dá uma bronca gentil, porém severa.

“Vocês aprendem na escola que passam por todos os reinos: mineral, vegetal, animal e hominal . E são como crianças que começam no pré-primário, passam pelo primário, ginásio, colégio e galgam a faculdade. O orgulho os cega e passam a ser “doutores”, que só conversam com “doutores”, esquecendo-se das criancinhas do pré-primário.

Que tristeza.

Nós temos um trabalho importante, mas as Casas Espíritas não nos dão abertura para continuarmos, não se lembram de nós em suas vibrações embora digam que todas as criaturas são filhas de Deus.

Aprendam a amar enquanto há tempo.”

E sua voz silenciou, porém sua imagem marcante ficou gravada em minha mente e suas palavras em meu coração.

“Amar enquanto há tempo.”

Muitos aqui podem não gostar de animais, compreendo, mas um pensamento em intenção a eles se transforma em energia e esses abnegados trabalhadores necessitam dessa energia. Pedimos a tantos, em tantos lugares, que custaria uma pequena intenção em nome desses irmãos esquecidos?

Eu ainda chorava quando meus ouvidos foram invadidos pelo som das ondas do mar e uma voz amorosa e delicada declamou esse pequeno verso, depois se despediu agradecendo a oportunidade de falar em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. 


Um dia a voz da Baleia no oceano
Não mais irá ecoar
E o canto do Pássaro na Terra
Se extinguirá
Os mares serão poluídos
E a sede como a vida, se acabará
Que triste destino o do homem
Que nem mesmo a lembrança
O tempo irá guardar

Deus guarda todos os seus filhos no coração, aprendamos a amar enquanto há tempo, essa é a grande lição.



Fonte: Feal 

Republicação 




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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Aos animais, de alma e coração



Animais


Os inflexíveis adeptos de Nossa Amada Doutrina Espírita, que não admitem a mudança de uma só vírgula em seus postulados, que me perdoem, mas...

Não me convém essa discussão secular e improfícua sobre a existência ou não de  uma alma nos animais; se dispõem de um princípio inteligente, fluido vital, percepções ou instinto; se deliberam, arbitram ou não; se permanecem na erraticidade após a “morte” ou são encaminhados a nova existência quase imediatamente; se aparições de animais são verdadeiras ou formas pensamento, projeções mentais ou ainda alucinações de mentes humanas desequilibradas.

Não valorizo o tempo despendido em lucubrações filosóficas, científicas e/ou religiosas com o respaldo ou não de professores no assunto “interação animal, mais ou menos significativa com a espécie humana”.

Priorizo porque comprovo que: ELES SOFREM!

Gato amarelo
SOFREM (e, muito!) quando o racional superior os manipula nas dolorosas experimentações dos laboratórios, sob o pretexto de estarem “contribuindo”(ainda que, à revelia) para o progresso humano.

SOFREM, submetidos a prolongadas e ininterruptas torturas, a fim de que o produto X ou Y, em futuro próximo, ocupe as prateleiras da vaidade humana livre de reações adversas, comprometedoras da saúde de sua derme.

SOFREM sem culpa no estreito corredor da morte, sentenciados por algozes cruéis a se transformar em comida, carimbada de “saudável” pela fiscalização, embora fluidos deletérios de horror e desespero nela estejam entranhados, camuflados por temperos mil, quando chegam, fumegantes, à mesa das majestades humanas.

Cão abandonado nas ruas
SOFREM, envelhecendo nas jaulas de modernos Zôos, porque foram arrancados, violentamente, um dia, do chão verde e do céu azul e trancafiados entre paredes cimentadas para que humanos possam curtir sua folga dos domingos,  na convivência de seus filhos queridos, entre beijos, abraços, pipocas e picolés, indiferentes à imensa tristeza de seus grandes olhos, logo  ali à frente! Animais que testemunharam a fragilidade de suas crias e ainda se recordam de suas súplicas, na dolorosa separação, não conseguem entender direito o riso daquelas crianças humanas já que seus filhos choravam...

ELES SOFREM (e, muito) enquanto autores famosos autografam obras de relevância espiritual, entre efusivos abraços e saudações cordiais, cujo contexto especula as emoções mais sagradas do Reino Animal, denominando-as INSTINTO, apenas.

Enquanto arautos da Nova Era polemizam nas tribunas importantes, os pequeninos anônimos estão a gritar sem voz todas estas faculdades inerentes a uma Alma: tristeza, saudade, decepção, inconformismo, desespero, amor e medo, manifestações invisíveis mas presentes em todos nós, inclusive nos humanos, com o nome de princípio inteligente ou que outro nome seja inventado, já que admitir uma alma nos animais parece mais desprezível do que aceitar que ela exista em humanos sem alma.

Estas vozes pequeninas clamam, para os que não tem ouvidos de ouvir, pelo socorro e pela chance  de viver em paz, mas  racionais, sem olhos para ver, estão ausentes, indiferentes aos clamores de proteção e ajuda porque já deveriam mas não aprenderam o nobre sentimento da Compaixão.

Em nome de não sei qual deus, viramos as costas para seres criados por uma Divindade do Bem enquanto  rogamos bênçãos nos templos de pedra,sem nada para oferecer-Lhe em nossas mãos vazias a não ser o sangue dos inocentes.

Pudéssemos ouvi-los e vê-los, porque “lá” estão eles, os pobrezinhos e injustiçados de Assis, arrastados à força de seus lares na floresta, por mãos humanas, mais selvagens do que suas patas, plumagem ou penas. Que pena...

Boi para o abate
Arapucas, alçapões e armadilhas são provas inequívocas do mal que ainda não foi extinto no ser humano, à despeito de seu grau superior hierárquico admitir o contrário.

Furtamos das aves tudo o que era a sua felicidade porque, imersos em sombras, julgamos pouco o tesouro de ter um ninho chamado lar e nada, nada além de todo o céu da floresta para vivenciar nas horas de claridade.

Não fôssemos tão inteligentes, audazes, espertos e sábios, quem sabe, poderíamos amar como “eles” amam, sem astúcia ou falsidade.

Não fôssemos tão “criativos”, concebendo quitutes “mirabolantes”, extravagantes e caros à custa dos animais e a fome saciada no mundo haveria de saciar também a nossa própria fome de justiça e de paz.


Fôssemosmenos e serìamos MAIS!


O que eu sei é que as baleias SOFREM no mar de sangue em que se agitam atingidas mortalmente por engenhocas humanas que as foram caçar em seu habitat... em nome de qual deus?!

Não houvéssemos inventado instrumentos torturadores de seres indefesos e teríamos, talvez, uma alma capaz de, à semelhança do Criador, conduzir-lhes os passos errantes e perdoar-lhes os tombos, assim como Ele costuma fazer conosco, quando caímos.

Não me cabe comprovar se os animais tem uma alma mas me pergunto se ainda resta no ser humano algum princípio inteligente capaz de capacitá-lo a sentir e a amar com a mesma pureza dos animais.

Pergunto-me se ainda existe um ponto de contato ínfimo com a compaixão, que o motive a proteger a Natureza, como os animais a respeitam, dela extraindo o necessário para a vida, sem destruí-la.

Não sei se um dia atingiremos esse patamar ideal em que estagiam alguns animais, protegendo o mais novo e o mais velho, o mais triste e o mais doente, doando-lhes, bondosos, o melhor naco do alimento, em abnegável RENÚNCIA!

Pergunto-me se esse princípio inteligente ainda vibra em nós, mesmo que abafado pelo fragor de batalhas inúteis.

Se ainda há tempo de entender de que maneira os animais descobriram os caminhos de DEUS sem nunca terem ouvido falar DELE.

Diante dos estragos que já deixamos após nossa passagem pela Terra, me pergunto se já não é muito tarde para voltar e curar todas as patas quebradas, juntar os ossos desconfigurados, as asas dilaceradas, os corpos mutilados, refazendo-lhes a integridade como num filme ao contrário, limpando o sangue e lavando as ulcerações, a fim de caminharmos juntos, sem ameaça ou medo, para o tão sonhado mundo de Regeneração!

Absolvidos e perdoados, enfim, devolvendo ao CRIADOR as vidas sagradas confiadas às nossas mãos, agora limpas, conscientes do dever cumprido, de SALVÁ-LAS!

Então, todos os animais compreenderão, sem palavras, que humanos tem, sim, sem sombra de dúvidas – um CORAÇÃO, como eles também.


Jubarte saltando
Não importa se queiram chamar de ALMA.













Sandra, autora e colaboradora do Blog

 



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