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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Nossos irmãos animais - Aulas em PPS

Nossos irmãos animais






Nossos irmãos animais from Simone Nardi 


Descrição dos Slide

 

  • 1. NOSSOS IRMÃOS ANIMAIS Texto de Simone Nardi
  • 2. Não é sempre que vemos alguém falando sobre a alma dos animais. Muitas religiões sequer aceitam que os animais possuam alma e as que aceitam ainda começam a engatinhar nesse novo tema, por isso talvez as dezenas de dúvidas que ouvimos quando alguém se coloca a falar sobre os animais.
  • 3. Talvez uma das principais dúvidas é se eles voltam para nós quando desencarnam. Sabemos que todos nós estamos ligados por laços que nos unem uns aos outros, sabemos que nessa ou em outra vida, nós humanos nos encontraremos com nossos entes queridos.
  • 4. O que nos diferenciaria então dos animais, se sabemos que somos todos irmãos embora em escalas diferentes? Irvênia Prada, médica veterinária espírita, em todas as suas palestras sempre nos diz: Nós somos os tutores dos animais, nossa responsabilidade é grande para com eles.
  • 5. Ora, como tutores desses nossos irmãos, sabemos que eles nos seguirão e que nos encontraremos sempre que lhes for permitido, retornando sempre que possível para nossos braços para um novo aprendizado, tanto nosso quanto deles. Nem é preciso repetir aqui a historia de Chico Xavier e seu cachorrinho que sempre lhe voltava aos braços.
  • 6. Estamos ligados a eles pelos mesmos laços que nos ligamos uns aos outros: Amor. É esse amor que vai fazer com que cuidemos deles, de sua educação, de sua evolução, de sua caminhada ao Pai. Assim como um dia fomos tutelados pelos irmãos maiores, hoje tutelamos esses nossos irmãos em sua jornada de aprendizado.
  • 7. Se eles voltam? Sempre que podem, sempre que lhes é permitido. Como sabemos? Nem sempre o sabemos, mas há sempre um olhar, uma brincadeira, um afago, um algo mais que os identifica.
  • 8. Perdi há alguns anos um rottweiler muito querido, meu amigo e companheiro, inteligente e carinhoso, morreu em meus braços, me olhando, se despedindo. Passaram-se dois anos de sua morte e estava eu num parque quando, do nada, apareceu um cão sem raça, todo preto e mancando de uma das pernas.
  • 9. Seguia-a me para todo lado, direi que estava "sorridente", pois a alegria em seus olhos era quase palpável. Para onde eu ia, lá estava ele manquitolando e sorrindo para mim. Todo mundo o apontava e apontava, logicamente, para mim, afinal aonde eu ia, lá ia também ele aos saltos e latidos.
  • 10. Em determinado momento, resolvi ir para meu carro, e lá foi o Michelangelo, nome com o qual o batizei em poucos minutos, correndo na minha frente. Sem que eu dissesse nada, postou-se o danado bem ao lado do meu carro, sorrindo e abanando a cauda, ora olhando para mim, ora para o carro. Disfarcei, pois sei que ele não tinha como saber qual era meu carro, afinal eu o encontrara no meio do
  • 11. Dirigi-me então a outro carro, do mesmo modelo, fingi que ia abri-lo, Michelangelo não ligou, latiu e tornou a olhar para meu carro como quem dissesse: Hei, você está no carro errado, nosso carro é esse. Foi nesse instante que vi, naqueles olhinhos, não o cão abandonado que me olhava, mas meu rottweiler Renno, esperto e sorridente, no mesmo carro que durante tanto tempo o tinha levado aos veterinários.
  • 12. Enquanto eu olhava para meu antigo amigo, ele mais do que feliz, notara o reconhecimento e corria de mim para o carro e vice-versa. Não tive como deixá-lo ali e quando chegamos em casa, notei que não apenas seu olhar era o mesmo, mas seu modo de brincar, de latir, de deitar, em tudo era Renno que havia voltado e, pelos caminhos do destino, ele havia me encontrado novamente.
  • 13. Ninguém em casa consegue negar que Michelangelo é meu antigo rottweiler, noutra roupagem, para um novo aprendizado e que, depois de muito sofrer as ruas, agora vive num merecido repouso entre aqueles que um dia já haviam sido seus tutores.
  • 14. Hoje já não mais me pergunto se eles voltam. Não, tenho certeza disso. Sim eles voltam. Não importa como, nem importa a distância, eles sempre dão um jeito de nos encontrar novamente. Esses são os caminhos do amor, sempre entrelaçados entre aqueles que aspiram à mesma coisa:
  • 15. Erguer-se ao Pai em sua Jornada de amor.

 

 Simone Nardi



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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ciência, Filosofia e Religião

Imagem: Pata e mão;"Quando lutamos pelos Direitos Animais,não consideramos a moralidade da sociedade em que vivemos,mas a moral da sociedade que queremos viver. ( Sérgio Greif)"



Desde que nos propusemos a levar esse trabalho adiante, e falo “nós” porque sei que tanto meu mentor quanto outros espíritos amigos me auxiliam nessa difícil jornada, buscamos entrelaçar Ciência, Filosofia e Religião em cada novo artigo, para que um reforce o pensamento do outro e se alicercem em saberes que nos levem a praticar sempre o melhor.
Jesus

A Religião, embora muitas vezes mal compreendida e fanatizada, acaba tendo suas palavras levadas ao contrário do que deveriam nos encaminhar; no caso dos animais, busca-se amenizar as fraquezas morais de cada um respaldando-se em palavras as quais os sentidos não foram amplamente conhecidos, muito embora os chamemos de irmãos, os tratamos como inimigos e a palavra irmão perdeu seu verdadeiro sentido de fraternidade fazendo com que nos tornássemos fratricidas.
Filosofia, amor a sabedoria

A Filosofia vem então e questiona o que é ser irmão, o que é ser fraternal e nos faz buscar dentro de cada coração o entendimento de que quando nos julgamos irmãos temos a obrigação de agir como irmãos ou as palavras que usamos de nada servirão. Ser irmão é ser misericordioso, ser irmão é abster-me muitas vezes em prol do próximo e é a Filosofia que vai nos fazer realmente compreender a Religião não como uma amenizadora de fraquezas, mas como uma mantenedora de nossa força moral no caminho do bem: é isso que devo fazer, é isso que farei sem medo.
Ratinho cientista

E agora a Ciência vem mais uma vez provar que ora compreendemos mal a Religião, ora esquecemos a Filosofia, somente porque não queremos sair de nossa zona de conforto moral. Quando dizemos que comer a carne de animais não faz bem, nem a eles nem a nós, muitos desacreditam e retrucam dizendo que queremos forçar as pessoas a pararem com hábitos que estão enraizados há anos. Acontece que não é isso que desejamos, e sim fazer as pessoas compreenderem que não se pode chamar de irmão um ser que irá morrer de forma violenta para servir de alimento, seria uma grande contradição do Espiritismo agir assim e o Espiritismo não é contraditório, alguns espíritas é que o são.

E encontramos uma noticia que deveria ser alarmante para quem se escuda na questão “a carne nutre a carne”, e defende que necessitamos dela para sermos saudáveis: 


“Consumo de todos os tipos de carne é ligado ao risco de câncer: Carne vermelha e de porco são mais nocivas à saúde, mas nem peixe é absolvido” [1]

Essa não foi e nem será, a última notícia sobre esse assunto que a Ciência levantará, muitos outros artigos já tratam dos malefícios da alimentação carnívora e se nos baseamos no Livro dos Espíritos para defendê-la, esquecendo que o Espiritismo se alicerça em Religião, Filosofia e Ciência, é melhor começarmos a pensar de outro modo, já que se precisamos nos alimentar para sobreviver temos que perceber de forma mais clara que o Livro dos Espíritos não nos diz que é obrigatoriamente a carne que vai nos manter vivos, até porque tanto a Filosofia quanto a Ciência já se opõe a esse paradigma.

Temos que decidir o que queremos ser realmente para os animais: irmãos ou algozes, não há meio termo, pois já sabemos que eles são seres sencientes e sabemos que a carne faz mal ao nosso organismo, nos resta agora perdemos o medo de mudar e enfrentar as verdades que tanto a Filosofia quanto a Ciência nos apresentam a cada dia, nós é que receamos compreendê-las. Muitos podem até não concordar, é direito de cada um, muitos podem continuar ignorando o assunto como ainda o fazem, mas jamais poderão se considerar verdadeiramente “irmãos dos animais”, jamais poderão dizer que compreenderam amplamente o significado do amor, não enquanto outros seres sofrerem por suas mãos. Existem verdades que doem, essa é com certeza, uma delas. 

Ou tratamos realmente os animais como irmãos ou corremos o risco de sermos acusados - e vermos o Espiritismo ser acusado- com o tempo, de “sepulcros caiados”[2], bonitos por fora e cheios de podridão por dentro, porque nossas palavras não chegam ao nosso coração. Diante disso, e de todo mal que ainda praticamos aos animais, é melhor começarmos a repensar as coisas.



Simone Nardi

Notas

 
[1] O Artigo em questão me foi enviado por email por uma amiga que se tornou vegetariana ao ler artigos sobre espiritismo e vegetarianismo, saiu no site Minha vida em 29/04/2010.

[2] Palavras essas que foram ditas por Jesus aos fariseus : “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda a imundícia”. Por que Jesus lhes disse tal coisa? Porque muitas pessoas de grande furor oratório, conhecedores profundos dos grandes textos religiosos , faziam de seus discursos grandes armas de intolerância. E nós aqui? Com que intenção chamamos os animais de irmãos? Por sentimento ou por obrigação ao que foi estudado nos livros? 






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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Presente Divino

Imagem: Ratinhos oferecendo flor


 

Eis que surgiu no céu uma estrela
E seu brilho espalhou-se mais além
Muitas outras iluminaram a redondeza
Brilhando aqui e mais além
Diziam uns que era a graça divina
Outros diziam nada saber
Porém a estrela que surgia
Era um ser predestinado a vencer
Sua responsabilidade era grande
Cuidar dos homens, designou-lhe o Pai
Seria ele um ser importante
Por isso Deus lhe exigiria mais
Paciência e amor eterno
Obediência e compreensão
Candura e um toque terno
Muita alma no coração
Saber ouvir ele deveria
Manter silêncio e devoção

Fazer nascer ele saberia
O amor nesse outro seu irmão
Enviado foi ele à Terra
Incompreendido em suas virtudes
O malvado homem levou-o a guerra
Sem pensar em suas inquietudes
Mas sempre valente se levantou
E com sua força grandiosa
Ao lado do homem ele lutou
De lá do céu Deus lhe sorria
Vendo que sua criação
Ajudava, homens, mulher, meninas
E sua bênção ele derramou
Sobre a pequenina criatura
Que de animais ele batizou
Para quem a vida é toda ternura
E esse foi seu presente Divino
Esse ser que nos anima
As vezes pequeno animalzinho
Muitas vezes o amigo que nos ilumina.
Não desrespeitai te peço eu
E os tratai com muito amor
Pois é um presente meu
Teu Pai, teu Deus, teu Criador

(um Espírito amigo)




Simone Nardi


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os animais: amigos da humanidade!?

Imagem: Dupla de tartarugas ao sol, de Sebastião Salgado

 

Quando me lançaram o tema :

“ Animais, amigos do homem”

... logo me veio a cabeça algumas dúvidas: Mas o que é amigo e o que é amizade, o que é o homem?


Qual a visão que cada um tem de ser amigo, principalmente em se tratando de animais? A grande maioria vai achar que eles são amigos porque nos cedem sua força, sua companhia, sua vida, mas isso não é amizade, isso não é ser amigo. Não poderia escrever que os animais são amigos dos homens, já que não podemos tratar toda a humanidade como homens, isso seria generalizar e nessa generalização excluiríamos as mulheres apenas porque servem aos “homens” todos os dias, isso jamais, isso também não é amizade.

Amizade é uma palavra , amigo é um sentimento. E esse sentimento é que se traduz em amor, quando surge sincero vem também atrelado à lealdade, ao respeito, a compaixão e a doação de si em detrimento do outro. A amizade sincera é recíproca, quem recebe doa, quem doa recebe. O amigo sincero não cobra, não explora, não maltrata, não despreza, ao contrário, ele apoia, sofre junto e dá a vida se for preciso.No silêncio da tristeza, na zurra da alegria, amigo é sempre amigo,seja lá de que espécie for. Então como falar sobre os animais serem amigos da humanidade se essa amizade, essa lealdade não é recíproca?

Dizer que os animais são nossos amigos porque nos aquecem com sua pele, que nos alimentam com seu corpo, que nos carregam em seus dorsos, isso não é amizade, não é amor , eles são forçados a viver assim e somos nós que os forçamos a isto. Qual de nós exploraria um amigo humano desse modo, despindo-o de sua vida em nosso favor sem que ele tivesse a opção de escolher?

Amigo é aquele que está disponível para ouvir, para aquietar, para brincar, seja na lida do dia a dia, seja no lar ao anoitecer, amigo é aquele que chega ao seu lado e traz uma indizível alegria interior. Será que agimos assim em relação aos animais?

Essa alegria na verdade, é doação de amor. Quando estamos disponíveis para os animais que sofrem, mesmo para aqueles companheiros que estão em nosso lar? Sempre? Amizade é algo recíproco. Amizade não machuca, não importa se tem patas, focinho curto ou comprido, orelhas de pé ou caídas, se late, se mia, se guincha, se ruge, ele tem lá sua linguagem, dizer o contrário seria pura bobagem, mesmo assim nós , na grande maioria das vezes, não somos amigos. Por que então dizer que os animais são amigos da humanidade se a humanidade, em grande parte, desconhece a amizade, se a amizade que pensamos é aquela revestida de servidão e humilhação?

Nós vemos os animais como meros objetos, quando eles não são isso, mas são seres que também caminham para a evolução, Centelhas Divinas criadas pelo mesmo Pai, não são amigos, são mais do que isso, são nossos irmãos. Eles nos amam sinceramente, protegendo-nos, acolhendo-nos em suas vidas, abstendo-se de si mesmos em nosso favor, porém a mão que acaricia é também aquela que abandona , mata e humilha.

Amizade sincera deveria ser recíproca, quem recebe doa, quem doa recebe, mas fechamos nossos olhos para isso, esquecendo de que todos esses nossos “amigos”, são irmãos de caminhada dos quais nos aproveitamos em benefício próprio, os quais exploramos sem nos preocuparmos com o que sentem ou deixam de sentir.

Quantas vezes ouvimos alguém dizer que o cão é um amigo fiel, pois se bate nele e ainda sim ele lambe a mão do tutor? Quantas vezes deixamos de pensar que isso é que é a verdadeira lealdade, o verdadeiro amor, aquele amor que é desprendido, que é sincero, aquele amor que ainda não temos por eles. Podemos amar nosso cão ou nosso gato, mas e os demais animais, os bois, os porcos, os frangos confinados e abatidos, não merecem eles também o nosso amor, a nossa amizade, não são eles também filhos de Deus?

Não sei se os animais são amigos da humanidade apenas por se calarem diante das injustiças que lhes são conferidas, não sei, só sei que a humanidade ainda não descobriu o que é amizade, o que é ser amigo, numa jornada onde Deus nos colocou exatamente para aprendermos uma simples lição, a de amar e somente amar. Até aprendermos isso não poderemos dizer que nossa amizade em relação a esses irmãos é recíproca, nem que eles, intelectualmente inferiores, consigam sem a força e a brutalidade da qual nos revestimos, serem nossos amigos, quando deveríamos na verdade, apenas tratá-los como irmãos.

O Natal se aproxima e com ele a grande prova de sabermos se os tratamos como amigos e como irmãos.



Simone Nardi 





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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Só de longe?Vegano insensível...

Imagem;Urso polar escondendo o rosto, vergonha?


As pessoas mudam ou é só fachada?

Algumas mudam, outras enraízam, os motivos do enraizamento a meu ver são simples: Orgulho e Vaidade.

Muitas pessoas dizem que veganos são insensíveis, que vivem colocando o dedo na "cara" dos outros para que deixem de comer animais, afinal animais tem alma, são irmãos, evoluem etc e tal...

Para alguns essas atitudes veganas não são um "trabalho", são apenas, "apontamentos de dedos", como se nosso trabalho não valesse nada só porque somos veganos e eles comem carne,e pior, não gostam de ouvir dos veganos que eles comem carne, embora comam carne.

Sem querer comparar veganos do mundo atual com um vegano maravilhoso do passado, podemos dizer que esse tal de Jesus também era insensível e vivia "botando o dedo na cara dos fariseus da vida".

Amar ao próximo?

Perdoar os inimigos?

Totalmente sem sentido para um povo que odiava o inimigo e se pudesse, se vingava dele.

E olha que nunca chamei ninguém de víbora e nem de sepulcro caiado.
Daí, quando os veganos dizem que carne é cadáver de animal, são chamados de insensíveis, de malcriados, de apontadores de dedo na cara, ou seria na ferida? 

É somos uma pedra no sapato daqueles que não querem mudar.

Quando os veganos dizem que a Casa Espírita,principalmente aquela que trabalha com animais não pode vender carne lá dentro, nem os trabalhadores que trabalham com animais podem comer carne, são chamados de crianças insensíveis, para não dizer coisa pior.

Você avisa, você alerta e mesmo assim você é a tal da ovelha no rebanho errado, o tal do vegano insensível .

Depois de um tempo você até quer achar que as coisas melhoraram daí se depara com anúncio, dentro da Casa de " Faz-se churrasco em casa".

Não, não se engane , não é churrasco veg, é churra de bicho mesmo.

E você até arrisca falar, mas enquanto você fala que isso é visto como hipocrisia o povo entende que você apenas quer colocar o dedo na ferida; mas, pensem comigo, a ferida só existe porque o cara a mantém aberta, ou não?

Para cicatrizar uma ferida basta tratar, cuidar, lavar, manter limpo, assim é com nossos pensamentos e com nossas ações/atitudes.

Mas você é a insensibilidade em pessoa.

E o  tempo passa e você pensa, a coisa vai mudar.

Dias depois recebe por email o convite do evento; como todo veg insensível logo vai ver o que rola no cardápio e descobre:

Tem preço, tem endereço, banda, horário mas.....não tem cardápio.

Não tem cardápio?
Reflete um pouco e pensa que da última vez passou fome na noite da pizza porque não tinha nada veg para ser degustado.

Sem cardápio não dá.É fria, melhor não arriscar.

Depois de algumas semanas recebe as fotos do evento e relembra que da última vez tinha foto de todos os tipos de carne, mas nessa, tem algo diferente.

Sua insensibilidade olha, espiona, afinal vocé é insensível. 

Estranho fotos de longe da cozinha, de mais longe ainda das panelas,que será que tem dentro delas que não pode ser mostrado?

Fotos distantes da mesa, seria aquilo frango ou almôndega??? Nem dá para ver, está longe demais Só surge a mesa de salada de pertinho, como se todo veg fosse alfaciano.

Qual comida foi servida, não dá para ver.
Eles mudaram ou estão apenas cuidadosos??

Essa é a questão.

Eles mudaram sim, mas mudaram o modo como tirar as fotos, estão mais cuidadosos, agora só de longe, bem de longe.....e olha, para mim aquilo era mesmo almôndega.

Dá para degustar??

As pessoas mudam ou é só fachada?

Só rindo mesmo.



S.N.




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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Nossos Irmãos Animais: A reencarnação

Postamos no Blog já há algum tempo a experiência que tivemos com o retorno de um cão que voltou ao nosso convívio, depois de desencarna. O artigo já foi publicado com o nome : Nossos Irmãos Animais:

Passeando pela net, nos deparamos com um pps que foi feito em cima deste artigo e o postamos aqui para que, aqueles que ainda não leram o artigo passem a conhecê-lo e aquele que nunca leram , se emocionem conosco.


Nossos Irmãos Animais


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domingo, 12 de janeiro de 2014

Programa Nossos Irmãos Animais

O Programa Nossos irmãos Animais foi idealizado pelo querido amigo Marcel Benedeti, logo após o lançamento de seu livros Todos os Animais Merecem o Céu, onde trazia mais informações sobre a espiritualidade dos animais.

O programa antes, com o Dr Marcel e dona Ana, contava com uma hora cheia para responder as dúvidas dos ouvintes. Marcel desencarnou e a cada ano o programa vem encurtando, de meia hora a 22 minutos, tempo insuficiente para tantas questões.

Se desejar ouvir o programa, basta acessar a página:


Ali o amigo internauta irá encontrar a relação dos programas passados para ouvir. Na sexta feira é possível ouvir ao vivo e ligar para a radio para fazer questionamentos.




Queremos agradecer aqui ao Ricardo Capuano, Médico Veterinário formado pela USP, Voluntário na “Casa da Criança Bentinho, Lar Espírita para Crianças Excepcionais”. Pela força que tem dado tanto no programa quanto no Blog e no site do ANDA .





Lamentamos apenas o desinteresse da Rádio sobre um assunto que vem se tornando um dos mais lidos na internet: A espiritualidade dos Animais.



Simone Nardi




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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Crueldades Impessoais

Adolfo Leirner mostra o modo perverso com que os seres humanos tratam os animais sem refletirem sobre seus atos.

 
Imagem: corpo de um leitão morto sobre um  prato



Por Antonio Simões




As fotografias expostas por Adolf Leirner em agosto passado na Galeria Fass, na mostra intitulada: “Crueldades Impessoais” na qual mostra o modo perverso de lidar com animais mortos, dialoga diretamente com o insólito e com o absurdo. Absurdo que é visto cotidianamente por todos nós, porém, não é enxergado, dado que os olhos de nossa consciência estão vedados; velados; cegados para a realidade tal qual se nos apresenta.

 


Imagem: 5 lhamas mortas dependuradas
Ele nos mostra a insanidade e a voracidade do homem em relação a outras espécies que servem de mero alimento, como se fizessem parte de uma cadeia alimentar natural, com isso, satisfazendo o hábito des-natural de consumir, ou melhor, devorar outras espécies vivas.
Muito apropriado o nome da mostra “Crueldades Impessoais”. O próprio conceito de impessoalidade afasta daquele que comete qualquer ato insano, a culpa; o ônus moral; o incômodo provocado pela consciência (ou o resquício desta), enfim, toda e qualquer responsabilidade, conivência ou cumplicidade com a barbárie de assassinar, esquartejar, devorar, torturar outros seres viventes. Interessante como o ser (h)umano encontra sempre uma forma de “enfeitar” estes termos fortes, tais como trocar morte por “abate” ,por exemplo, para amenizar o impacto de nos associar à estes fatos, ou seja, às imagens tão bem enquadradas por este fotografo sensível que aprendeu antes de tudo a olhar a realidade como se deve. 


Imagem: cabeça de um camelo pendurada em um gancho

Leirner apresenta dentre as fotos insólitas de animais mortos, um destaque mais insólito ainda: a imagem de “dentaduras expostas numa vitrine marroquina. Como diz o colunista Antonio Gonçalves, “Destituídas de função, elas lembram que esses dentes foram feitos para criaturas vorazes, que estraçalham outros animais com violência insana ...”


Imagem:16 dentaduras expostas


Infelizmente não caímos em si apenas por observar todas estas “insanidades" (h)umanas. Dessensibilizamos nosso coração. Cauterizamos nossa consciência e onde deveria haver um sinal de alerta toda vez que observamos crueldades, restou um coração insensibilizado, cauterizado pela hipermodernidade, onde a própria vida se transformou em artigo descartável ... inclusive, e principalmente, a nossa.




Somos perigosos .....

Imagem: bezerro estendido em mesa com pescoço cortado


 

 

 

 

 

 

Sobre o autor: Antonio Simões, Graduado em Filosofia e Especialista em História da Filosofia Contemporânea, professor da rede pública de SP.



 

Nota final


Imagem: patos mortos, dependurados em ganchos

A sutileza com que somos aliciados dia a dia, ideologicamente, homeopaticamente não deixa que percebamos isso . Somos feitos perigosos gota a gota e de repente estamos degolando pessoas, queimando-as, jogando bebes em lagos ,em caçambas de lixo, arrancando braços e jogando em  rios, degolando animais para amuletos fazendo chaveiros com mini tartarugas vivas como em alguns países, em nome de uma (h)umanidade que não mais existe.





 
Imagem:várias cabeças de porcos sobrepostas










 
Imagem: tartarugas mortas dentro de redes























Fotos: Estadão





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