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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vivei e Deixai Viver

Brilho animal, Leão

Ella Eheeler Wilcox 





Eu sou a voz dos que não falam,

Por mim falarão os que são mudos.

Minha voz ressoará nos ouvidos do mundo

Até o cansaço, até que escutem e saibam

Os erros que cometem com os débeis

Que não podem falar.

O mesmo poder formou o pardal,

O homem e o rei.

O Deus do Todo deu uma

Chispa anímica a todos

Os seres de pêlo e pluma.

Eu sou o guardião dos meus irmãos;

Lutarei sua batalha e farei

A defesa do animal e da ave,

Até que o mundo faça

As coisas como se deve.


Ella Eheeler Wilcox 





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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Presente Divino

Imagem: Ratinhos oferecendo flor


 

Eis que surgiu no céu uma estrela
E seu brilho espalhou-se mais além
Muitas outras iluminaram a redondeza
Brilhando aqui e mais além
Diziam uns que era a graça divina
Outros diziam nada saber
Porém a estrela que surgia
Era um ser predestinado a vencer
Sua responsabilidade era grande
Cuidar dos homens, designou-lhe o Pai
Seria ele um ser importante
Por isso Deus lhe exigiria mais
Paciência e amor eterno
Obediência e compreensão
Candura e um toque terno
Muita alma no coração
Saber ouvir ele deveria
Manter silêncio e devoção

Fazer nascer ele saberia
O amor nesse outro seu irmão
Enviado foi ele à Terra
Incompreendido em suas virtudes
O malvado homem levou-o a guerra
Sem pensar em suas inquietudes
Mas sempre valente se levantou
E com sua força grandiosa
Ao lado do homem ele lutou
De lá do céu Deus lhe sorria
Vendo que sua criação
Ajudava, homens, mulher, meninas
E sua bênção ele derramou
Sobre a pequenina criatura
Que de animais ele batizou
Para quem a vida é toda ternura
E esse foi seu presente Divino
Esse ser que nos anima
As vezes pequeno animalzinho
Muitas vezes o amigo que nos ilumina.
Não desrespeitai te peço eu
E os tratai com muito amor
Pois é um presente meu
Teu Pai, teu Deus, teu Criador

(um Espírito amigo)




Simone Nardi


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

VIDA

Tornado




A vida é um barco inseguro,

Que corre o risco de sempre virar,
Balança de um lado para o outro,
Tentando sempre nos derrubar

A vida é uma longa luta,

Que nos impele a continuar,
Uma busca, onde nada se ofusca
Uma rede pronta a nos laçar

A vida é barreira, onde tudo se anseia

Água  fugindo por entre as mãos
A vida, mar de areia tão cheia
Luz de um só coração

Se sabes o que é luta amigo,

Se sabes o que é vida irmão,
A vida é uma casa , um abrigo
A luta, nos tira da solidão


Simone Nardi

(à todos os protetores de animais) 



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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Discurso do Santo Padre e a Libertação Animal


Em Julho de 2013 o Papa Francisco esteve em visita no Brasil para a Jornada da Juventude. Muitas palavras ditas pelo Papa  ecoaram e ainda ecoam em nossas mentes, mesmo aqueles que desgostam da posição de Francisco dentro da Igreja deveriam parar para ouvir sua voz e suas ideias. Dentre todos os discursos, escolhemos um em particular o da VISITA AO HOSPITAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS NA PROVIDÊNCIA DE DEUS, e a partir dele, emprestaremos de suas palavras para expressar a nossa luta pela Libertação Animal.


Papa abençoa cão guia


Como seria a Libertação Animal pela voz de um Papa:  

 

 

 

Mercadores da Morte


Papa Francisco inicia seu mais belo discurso no Brasil falando , claro, de Francisco de Assis: 

"Francisco abandona riquezas e comodidades para fazer-se pobre no meio dos pobres, entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo a verdadeira riqueza e que estes não dão a verdadeira alegria, mas sim seguir a Cristo e servir aos demais;"


Fazer-se pobre em meio aos pobres, fazer-se humilde em meio aos humildes, essa a personificação do sentimento de Alteridade, o sentir o que ou outro sente, o olhar como o outro olha, ao se colocar no lugar do outro, em igualdade com o outro é possível perceber todo seu sofrimento seja pelo abandono, seja pelo encarceramento, seja pelo medo da morte.

E por que existem pessoas que defendem animais?

Porque os animais também são mediadores da luz, pois são eles  filhos de Deus, criados com um único propósito : Evoluir.

Os animais não foram criados para servir aos seres humanos nem como alimento, nem como vestimenta, nem como diversão ou experimentos que lhes roubam a vida. Papa Francisco é claro ao dizer que nós é que devemos seguir o Cristo e servir os demais, ou seja, aqueles que se encontram em sofrimento. Por isso é preciso ver os animais igualmente como mediadores da luz, aqueles pelos quais chegaremos ao Cristo, seguindo-o, servindo-o, pois:

"...em cada irmão e irmã em dificuldade, nós abraçamos a carne sofredora de Cristo."


Por isso eles são também os mediadores da Luz Divina, nosso acesso ao bem, nosso acesso a Deus. Uma luta diária para uma transformação, para uma verdadeira regeneração.

E o  Papa prossegue:


Poodle abandonado

"Abraçar, abraçar. Precisamos todos de aprender a abraçar quem passa necessidade, como fez São Francisco. Há tantas situações no Brasil e no mundo que reclamam atenção, cuidado, amor, como a luta contra a dependência química. Frequentemente, porém, nas nossas sociedades, o que prevalece é o egoísmo."


Mas o egoísmo prevalece...

Nosso egoísmo em fechar os olhos para o sofrimento animal e acreditar que somente seres humanos necessitam de auxílio, que somente seres humanos são irmãos que a providência Divina coloca em nosso caminho. Há tanto mal no mundo, há tanta dor e somos tão poucos, se não houvesse uma divisão de tarefas o que seria da Vida, o que seriam dos rios, das árvores dos mares, do ar, dos animais.Se Deus houvesse criado uma só espécie é porque seria somente ela necessária a vida, mas estranho, criou tantas, de tantas formas , raças e cores... Por que então teria feito tal coisa se somente uma Lhe interessasse, se somente uma merecesse respeito?

 Sim:

"São tantos os “mercadores de morte” que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo o custo!"


Os mercadores da morte se espalham por todas as áreas, dos animais humanos aos animais não humanos, causam dor, morte, tanto sofrimento seguindo apenas uma lógica: Poder e dinheiro. E nós acatamos aos seus vorazes desejos deixando de enxergar nos animais o nosso princípio existencial, deixando de enxergar nos animais os nossos irmãos de caminhada, deixando de ver nos animais o caminho que nos levaria a seguir o Cristo, que nos levaria a compreender Deus, que nos levaria a des-velar nossa real humanidade, ainda adormecida pelo nosso imenso egoísmo.

Nós não somos servidores, nós somos mercadores da morte, movidos pelo egoísmo, pela ganância e pela total falta de capacidade em compreender o que realmente significa Caridade, porque ainda não aprendemos a ser pobres em meio aos pobres e nem humildes em meio aos humildes.Seguimos uma lógica de terror, de dominação a partir da violência e nos cobrimos com os louros da racionalidade para esconder tudo isso de nós mesmos, pois nossa visão do mal em nós nos apavora, desconcerta e nos agride.

Precisamos urgentemente aprender a abraçar, a amar e mais do que tudo, a servir com humildade. A chaga de uma falsa humanidade nos dilacera a cada dia que semeamos a violência e a morte a estes irmãos.Só nos falta coragem de assumir o que realmente somos: Mercadores da Morte.


"Precisamos todos de olhar o outro com os olhos de amor de Cristo, aprender a abraçar quem passa necessidade, para expressar solidariedade, afeto e amor.[...]Mas abraçar não é suficiente. Estendamos a mão a quem vive em dificuldade"


Filhote de urso escorregando
Para resgatar assim, a humanidade que estamos perdendo, pois falamos em regeneração, mas não nos regeneramos, falamos em transformação, porém não nos transformamos e jamais existirá um Planeta de Regeneração sem seres regenerados.Francisco bem o disse: Nós somos os protagonistas de nossa subida, nós somos a condição imprescindível para a regeneração, para a mudança, para toda e qualquer transformação.Mas nós não subimos e não permitimos que outros subam, nos aviltamos toda possibilidade de evolução dos demais animais por mero capricho, pela gula insaciável, pelos lucros a qualquer custo.

E ainda nos achamos racionais, tão racionais que não conseguimos enxergar o outro com os olhos do Cristo, tão racionais que conseguimos abraçar aquele que necessita de afeto, tão racionais que cegamos para todo mal que praticamos neste mundo.Nossa racionalidade não nos permite olhar o outro com os olhos do Cristo, expressar solidariedade, carinho, afeto ou compaixão passou a ser apenas um mero sinal de fraqueza do qual nos envergonhamos e nos afastamos.


Ignoramos os inúmeros lugares de sofrimento, tanto dos seres humanos quanto dos animais.Nos afastamos, ignoramos, como se não fizesse a dor do outro, parte de nossa imensa responsabilidade pela vida.Seguir ao Cristo ficou distante e vergonhoso. Servir? Ainda mais a um animal, jamais.E Cristo nos serviu e ainda serve ...

Mas nossas costas não se dobram para que nossos olhos se tornem humildes, tão humildes quanto foi Francisco de Assis ao abraçar o leproso, pária da sociedade.


"Aquele irmão sofredor foi «mediador de luz (…) para São Francisco de Assis» (Carta Enc. Lumen fidei, 57), porque, em cada irmão e irmã em dificuldade, nós abraçamos a carne sofredora de Cristo. 


Toda criatura terrena é nosso irmão e nossa irmã, todo auxilio a cada um deles é um auxílio ao Cristo , jamais desistamos de nossa empreitada.

"Não deixem que lhes roubem a esperança! Não deixem que lhes roubem a esperança! Mas digo também: Não roubemos a esperança, pelo contrário, tornemo-nos todos portadores de esperança!"


Sejamos então, todos nós, portadores de uma nova esperança para animais e humanos,que "não haja mais indiferenças e sim solicitudes, que não haja mais desinteresse e sim Amor"


Não devemos esmorecer...

Pietá

"O Senhor está ao lado de vocês e lhes conduz pela mão. Olhem para Ele nos momentos mais duros e Ele lhes dará consolação e esperança. E confiem também no amor materno de Maria, sua MãeOnde tivermos uma cruz para carregar, ao nosso lado sempre está Ela, nossa Mãe. "


O amor não escolhe a quem ajudar, a compaixão não perece jamais. 

Estendamos a mão a quem vive em dificuldade....tonemo-nos portadores de esperança para que possamos ver Jesus em todoas aqueles que sofrem...



Simone Nardi






Fonte: Vatican



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quarta-feira, 7 de maio de 2014

A Missão dos Anjos de Deus (conto)


Águia voando


Ariel olhava a imensa multidão sob seus pés. As lágrimas queimavam-lhe as faces alvas e abatidas. As Sirenes não silenciavam e mais carros de bombeiros chegavam a todo momento. O prédio estava cercado. O cheiro do medo invadia-lhe as narinas com uma força sobrenatural. Ela apertou o pequeno objeto na mão e fitou o chão lá embaixo. As pessoas pequeninas. O som estridente do megafone, as luzes, seu fim.

A morte era tudo o que lhe restara. Nela não haveria mais dor ou lágrimas, apenas o silêncio da eternidade. Ninguém no mundo a faria mudar de ideia.

— Eu poderia ajudá-la?

Ariel voltou-se assustada para o lugar de onde vinha a voz. Um homem alto a fitava com a destra estendida. Ela comprimiu com ainda mais força o pequeno objeto que estava em sua mão, depois voltou a olhar para as ruas. A queda dali seria fatal.

— A morte não é o fim.- tornou a repetir a voz.

A jovem balançou a cabeça, ainda chorava quando sua voz tremula ecoou no alto do edifício.

— A morte me trará paz. A paz que jamais senti.

— A morte só lhe trará mais dor. Acredite eu sei disso.

Ariel fitou-o .Os olhos claros pareciam sinceros. A voz era calma e acolhedora. Toda sua figura inspirava a paz.

— Afaste-se de mim ou eu vou pular- ameaçou ela vendo que ele caminhava em sua direção.


Jesus amparando o homem
Tudo que ela viu foi um sorriso surgindo no rosto dele, depois Ariel o viu sentar-se ao seu lado com as pernas cruzadas a maneira hindu. Havia algo nele que a fazia sentir uma calma que jamais sentira na vida.

— Quer falar sobre o que te aflige o coração?

Ariel fitou a rua, o cordão se isolamento, as inúmeras viaturas, o pedido incessante dos bombeiros para que ela não pulasse. Fechou os olhos e respirou fundo.

— Eu não tenho ninguém. Ele me deixou. Disse que me amava e me deixou.- ela correu a mão pelo ventre depois correu o punho pelo rosto secando as lágrimas.- Ninguém se importa comigo.

— Não diga isso. Há muita gente que necessita de você. Seus amigos por exemplo. Os clientes que a procuram. As pessoas que você ainda irá conhecer. A vida não é só isso. Não é só ele, nem só você. Pense na vida de um modo diferente. Não pense em ser ajudada, mas pense em auxiliar. Há tantas mãos estendidas em sua direção, tantas pessoas que possuem menos que você. Há bocas a serem alimentadas, crianças a serem acolhidas, feridas a serem limpas.

— Que me importa os outros? Estou sofrendo e...

— Para mim você faz parte dos outros, mesmo assim estou aqui- ele estendeu a mão e sorriu- Vens, aprendas a olhar o mundo com os olhos do coração e seus problemas não significarão nada. Penses em teu filho que ainda nem nasceu. Que chance de vida dará à ele se pular daqui. Se não deseja se importar com os outros, ao menos se importe com ele. Haverá um braço que irá acolhê-lo um dia?


Jesus salvando
Ariel abriu a mão deixando o pequeno objeto cair sobre o asfalto. Virou-se com cuidado e estendeu a destra segurando a do homem que com cuidado tirou-a do parapeito. Ele deitou-a com cuidado no chão e Ariel sentiu que ele osculava seus cabelos e afagava-lhe o rosto. A jovem tremia e fechou os olhos tentando acalmar o coração.

Sentiu que era erguida e colocada numa maca, quando abriu os olhos viu dezenas de rostos desconhecidos ao seu redor. Tentou sentar-se procurando pelo estranho mas nada viu além de policiais e bombeiros.

— Onde está ele?- gritou ela sendo levada para a ambulância.

— Ele quem? – perguntou um dos bombeiros que a acompanhava.

— Aquele homem, o que me tirou do telhado.

Os homens se olharam assustados.

— Não havia ninguém lá, meu bem.

— Havia sim. Um homem alto, de vestes claras e capuz. Foi ele quem me tirou do parapeito.

— Acalme-se , querida.

Ariel aquietou-se e fechou os olhos. Sorriu e passou a mão pelo ventre onde uma nova vida nascia.

Ao redor do prédio, os bombeiros se olhavam curiosos. Haviam levado mais de meia hora para arrombar a porta do último andar, trancada pela jovem desiludida. Ninguém conseguira falar com ela a não ser através do megafone. Porém, o que deixara-os ainda mais pasmos havia sido o fato da jovem apoiar-se no parapeito seguindo para a segurança do telhado e dizer depois, que um homem falara com ela. Na certa enlouquecera.

— O que acha que foi?

— Medo- respondeu um dos bombeiros, olhando para a chave que Ariel usara para trancar a porta e a qual ela atirara do prédio, sem a chave não havia como entrar, apenas se um deles soubesse voar - Ou a consciência dela.- finalizou ele.

O mais jovem olhou para cima, ainda ouvia a voz da jovem, parecia tão sincera e agradecida.” Um homem alto, de vestes claras e capuz”.

Os olhos do bombeiro correram pelo edifício. Havia um falcão enorme pousado sobre o parapeito. Suas asas se abriram e ele alçou voo. O bombeiro o seguiu com os olhos, havia uma mancha branca atrás de seu pescoço, como se fosse um capuz. O bombeiro sorriu, o medo fazia coisas estranhas com as pessoas. Ele afastou-se voltando para a viatura. Os anjos podiam tomar várias formas.



Rasgando o ar, o falcão iluminou-se e desapareceu na imensidão do céu. Seu trabalho estava sendo cumprida, era para isso que ele existia, para fazer com que a vida continuasse a progredir.

Essa era sua missão e a de todos os anjos de Deus.


Coruja voando








Simone Nardi












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