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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Alimentação Carnívora - Parte 2

Cardápio semanal veg
Ainda sobre a alimentação de origem animal; não é nosso intuito obrigar o querido leitor a parar de comer carne, nem o condenar por isso, de forma alguma, mas sim iniciá-lo nos pensamentos do profundo amor que ele ouve dentro da Casa Espírita que frequenta. 

Não nos foi e nem sempre nos é ensinado dentro delas, pelo menos na maioria, o respeito para com os animais, mas isso faz parte de nossa evolução, afinal, se voltarmos a um passado recente, nos lembraremos que o homem não tinha respeito pelos negros nem tampouco pelas mulheres, acusando-os de raça inferior e o pior, que sequer possuíam espírito. 

Agora é a vez de aprendermos a amar aqueles seres inferiores dos quais nos fartamos sem qualquer piedade, já que Deus nos permite fazer isso. Será que permite mesmo? 

Bom, somos de certa forma, impelidos dentro da Casa Espírita, a diminuir o consumo de álcool e do cigarro, que fazem mal para os médiuns, tanto dentro quanto fora dela, mas os instintos animalescos da ingestão de carne não são tão fortemente combatidos. Quantas palestras o amigo leitor participou onde tais coisas foram ditas? Hoje ainda temos o querido autor Dr Marcel Benedeti, mas quantas casas trazem um expositor que fale como ele? 

Eu particularmente jamais ouvi qualquer referência a animais dentro dos Centros Espíritas aos quais freqüentei, mas essa é uma discussão para outro dia, hoje nos preocupa lançar uma semente de amor para quem não fala nem se defende. 

Os animais. 

Muitos ao lerem a primeira parte desse artigo devem ter pensado: Mas sou contra a tortura e a crueldade para com os animais, sou contra rodeios, touradas e vivissecção. 

Mas esses amigos se esquecem disso quando entram no açougue e escolhem aqueles enormes pedaços de carne dependurados no balcão. O amigo não vê o que acontece por detrás daquela cena. 

Vamos encontrar referências a isso no livro Missionários da Luz, do querido autor espiritual André Luiz, chocado ao ver a ação dos espíritos vampiros contra o homem. Ao ler o que seu instrutor lhe fala, nos é difícil ficar impassível diante dessa dor: 

“ ...A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.
O suíno comum era mantido por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente.
Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado “.

Diante da leitura desse trecho ditado pelo espírito, devemos realmente repensar nossas ações, nossas desculpas e atitudes.Devemos lembrar que tudo é criação Divina e o que fazemos hoje, se refletirá em nosso futuro. 

Respeito e amor são as coisas de que o homem precisa para realmente chegar a Deus.
Pense nisso com o coração. 


Simone Nardi





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terça-feira, 24 de junho de 2014

Alimentação Carnívora - Parte 1

Essa é uma questão sempre muito polêmica, não apenas dentro do espiritismo, mas em muitas outras religiões. 

Alimentar-se ou não de carne? 

Fala-se tanto dentro das Casas Espíritas que os médiuns: verdadeiros doadores de energia, não devem se alimentar de carne no dia do trabalho, isso pelo malefício que ela causa tanto ao organismo como ao perispírito devido aos seus fluidos pesados e sombrios, afinal uma vida é tirada de forma cruel para servir de alimento. 

E quando essa questão é debatida, surge em nossa mente aquela já conhecida frase, ditada pelos espíritos: “A Carne nutre a Carne”. 

Sim, talvez isso fosse verdade há mais de cem anos atrás. Vamos começar a pensar de uma outra forma, talvez um pouco diferente da tradicional até porque, tudo evolui. 

Se a carne deve ser evitada nos dias de trabalho espiritual, pois pode prejudicar os médiuns, por qual processo ela se torna menos maléfica nos dias que se seguem? Vamos dizer que a alimentação carnívora, além de poder prejudicar o indivíduo devido aos seus fluídos nada leves, também causa distúrbios digestivos e é, já comprovado pela ciência, uma das maiores causas de câncer de estômago. 

Mas voltemos ao tema: o porque dessa recomendação apenas no dia do trabalho, já que as energias negativas da carne permanecem no organismo por cerca de três dias. E é óbvio que não somos médiuns e trabalhadores apenas dentro da Casa Espírita, somos diariamente, acordados ou dormindo, no trabalho, na rua, em casa, somos médiuns por vinte e quatro horas. 

Não? 

Não exercitamos a caridade todos os dias? Se não exercitamos deveríamos começar a fazê-lo. 

Vejamos alguns exemplos de que é, perfeitamente possível, viver sem alimentar-se do sofrimento animal. 

Alma dos animais
Vamos falar dos Essênios, uma das principais seitas religiosas da Palestina e de onde se acredita, Jesus era membro. Eram, conforme escritos que foram encontrados: vegetarianos; 

'...estas criaturas são teus companheiros na grande casa de Deus, sim, são teus irmãos e irmãs, têm o mesmo alento de vida na Eternidade. E quem cuida da menor delas e lhes dá de comer e beber, o mesmo está fazendo comigo”... 

Segundo essa antiga escritura essênia encontrada em 1888 e traduzida pelo Reverendo Gideon Jasper Ouseley, Jesus igualmente era vegetariano. 

A própria mensagem que Jesus nos deixou foi de amor e compaixão, bondade e misericórdia em relação a qualquer Criação de Deus. Jesus contestou o sacrifício de animais no Templo, disse que Deus requeria piedade não sacrifício e amou a todos os seres que existiam. 

Concordamos que todo alimento é permitido ao homem desde que não o prejudique, é a Lei de Conservação, uma Lei Divina. 

Mas vamos continuar nosso raciocínio.Comemos carne de animais, nos fartamos com a morte deles.Isso agora lhe parece Divino? 

Quando deixamos de comer carne para trabalhar na Casa Espírita, fazemos isso para não nos prejudicarmos e nem para prejudicar nosso próximo dentro da Casa Espírita.Não é um amor desprendido, afinal não temos “próximo” apenas dentro de um Centro.Depois voltamos a comer nossos irmãos inferiores sem um pingo de remorso, isso porque ainda não encontramos o verdadeiro motivo para tirar da mesa, esses apreciados cadáveres. 

O amor puro é nobre de sentimentos. 

O Espírito Irmão X chama isso de “mantermos um cemitério na barriga”, afinal de contas também somos animais! 

Emmanuel, no Livro O Consolador, acha um erro brutal a ingestão de víceras de animais, já que Deus colocou a disposição do homem, um verdadeiro arsenal de proteínas e vitaminas que facilmente repõe as energias negativas da carne. 

Como podemos buscar nossa evolução, nossa purificação se ainda mantemos os mesmos vícios do passado? 

E assim nos falam tantos outros autores espirituais. Os animais sofrem sim antes de morrerem, nenhuma morte para eles é indolor. Assim como nós, animais humanos, eles - animais não humanos - também possuem seu instinto de conservação e pesquisas recentes mostram que possuem emoções de medo, pavor e angustia, da qual nos alimentamos. 

Engana-se quem ainda pensa que os animais foram criados exclusivamente para servir aos homens. 

Boi, sombra
Falamos de amor, mas não o deixamos crescer, somos preconceituosos com quem devemos ou não amar e respeitar.Comer ou não carne é uma opção, mas devemos ter em mente que a crueldade com os animais se inicia num matadouro, vai para um frigorífico e termina em nossas mesas, e que estamos sendo coerentes com ela. 

Devemos lembrar que eles, assim como nós, também, somos filhos de Deus e que Deus assiste tudo o que estamos fazendo com eles. 

Não vamos aqui falar de moral, de conduta, vamos apenas pensar em treinar nosso amor na tarefa mais difícil: O respeito aos animais. 

Hoje, em pleno século 21, quando há tantas manifestações em prol dos animais, não é mais concebível que deixemos de comer carne apenas para trabalhar em nosso benefício, mas devemos nos desprender dessa mesquinhez e pensar que o fazemos pelos animais.
Nem todos devem parar de comer carne, não, nem todos conseguirão, mas todos devemos pensar que, para que tenhamos carne em nossa mesa, uma vida foi tirada. 

Uma vida que Deus, Pai de todos nós, criou com o mesmo amor com o qual nos fez. 


 


Simone Nardi




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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alimentação carnívora - Pai Benedito responde

Carnívoro

Pergunta: Devemos parar ou não com a alimentação carnívora? Muitos combatem isso dizendo que a carne não interfere na mediunidade, que importa realmente é o espírito de caridade.

Pai Benedito: Filho, notamos as lágrimas que correm dos olhos dos bois e o medo ao ouvirem seus irmãos em evolução sendo trucidados pelo "ponteiro" nos frigoríficos; registramos os gemidos dos porcos, horas antes de serem sacrificados pela faca de ponta, ou ainda a agonia dos gansos tendo o seu fígado ultra desenvolvido para se transformar na pasta que será degustada como iguaria (patê de foie-gras) e ai nos questionamos: "Será que preservar toda esta dor, haja visto estes seres também estarem em fase de evolução, não seria um gesto de caridade???"

O ser humano gosta de se desvencilhar de suas responsabilidades colocando como foco principal o objetivo a ser alcançado, mas se esquece que para atingi-lo existe um caminho a percorrer.

Respeitamos nossos irmãos terrícolas que ainda necessitam da carne em sua alimentação, mas na visão de um preto de senzala que até hoje tenta aprender a se melhorar, tudo na vida é uma questão de reeducação.

Clinicamente a ciência já comprova que a carne demora mais tempo para ser digerida em nosso aparelho fisico, ocasionado problemas relacionados a pressão arteríal, taxas de colesterol, complicações cardíacas e do sistema linfático e até o surgimento de cânceres; isso já nos dá margem para compreender o quão nociva se torna essa prática alimenticia.

Do ponto de vista espiritual, notamos:

•Estados emocionais alterados, devido à carga tóxica psiquica que é agregada à carne exatamente no momento do sacrificio cruento do animal ou ao ambiente de sofrimento a que o mesmo é exposto, maquiado como "fase de engorda";

•Perda de energia do Duplo Etérico, que necessita enviar mais carga energética aos orgãos responsáveis para digerirem a carne absorvida, ocassionando assim uma taxa de baixa resistência no ser;

•Problemas de sintonia com a espiritualidade superior, mentores e guias que nos auxiliam em nossas tarefas mediunicas, deixando assim uma lacuna na aplicação de passes magnéticos, incorporações e canalizações de mensagens, pinturas etc...

•Ligação com formas vampirizadoras que procuram este tipo de energia para alimentar suas necessidades vibratórias, abrindo espaço para os ataques noturnos de "quiumbas" (*)na roupagem de "Incubus" e "Sucubus".  
                    

(*) espíritos desencarnados

Como podemos perceber, meu filho, sacrificar o irmão menor, que está como nós em fase evolutiva, para saciar o prazer regado a molhos e condimentos picantes à mesa, é atitude de "estágio evolutivo paralisado" Deus, o Arquiteto do Universo, nos presenteou com uma vasta fonte de alimentação natural que é rica nas substâncias necessárias para nossa evolução, ficando assim dispensável o consumo de carne animal.

Sabemos que muitos dizem ser difícil este desligamento e sugerimos que além de abandonar a alimentação carnívora, também estes meus irmão em Oxalá possam fazer uma reforma íntima intensiva. Não basta somente abandonar o vicio alimentício, mas também o vicio moral negativo.

Que cada um tire suas conclusões, filho, mas vale lembrar que as sensações de medo e dor que os seres humanos sentem ocorrem da mesma forma e talvez de maneira mais intensa no reino animal.

Rogando a Jesus que nos inspire a cultivar boas atitudes,


Pai Benedito

Canalizado por Géro Maita
ceuesperanca.blogspot.com




Fonte : Grupo de Umbanda Triângulo Fraternidade



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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alimentação Animal

Desde que o Homem começou a pensar, existiu nele várias formas de desejo, entre elas: desejo de vingar-se, de ajudar, etc. tudo fluindo através do pensamento. Basta que pensemos em uma pessoa e já se está levando nisso o Espírito, e junto, o calor da vibração, da energia magnética, para o lado bom, ou para o lado do mal.


Um fluido maligno pode expandir-se e levar uma criatura à dor, ou a enfermidade, ao passo que, os bons fluidos a auxiliarão ou curarão.


Quando unimos nosso pensamento ao Pai, ou nos ligamos a Jesus numa conversa em oração, estamos movimentando as ondas positivas, embalando nosso Espírito beneficamente no auxílio do bem, modificando as vibrações negativas próprias e de irmãos que queremos socorrer.


Num trabalho espiritual, onde médiuns trazem consigo os ensinos de Kardec, entrosamento fraterno, praticando a doutrina cristã, com eles estarão os bons Espíritos, a auxiliarem e ampararem a fim de que seja desenvolvida uma tarefa sadia. Entretanto, temos ainda que preocupar-nos com a nossa saúde, cuidando da higiene, repouso, alimentação, etc. para que tenhamos um estado físico-mental bastante harmonioso e equilibrado.


No livro Desdobramento, pelos Espíritos: Eurípedes Barsanulfo,Ismael Alonso, Miguel de Alcântara, encontramos informações sobre o prejuízo da alimentação carnívora. Eis o que nos informam os Espíritos:


..."Insistimos ainda sobre o prejuízo do alimento carnívoro. Todos devem encarar essas tarefas sem se valerem da alimentação de carne de qualquer espécie, porque os seus fluidos, impregnados no organismo, são completamente contrários à ação dos fluidos dispensados nas correntes eletromagnéticas, onde as pessoas sentadas à volta de uma mesa se dão as mãos para praticar um tratamento à distância em prol de uma criatura que sofre. Há de estar-se bem preparado, além de moralmente, também fisicamente, porque o fluido ectoplásmico gerado pela carne é bastante pesado, e na medida em que a pessoa dele portadora recebe o fluido mais leve a circular pela corrente, ela sente um choque e passa mal. Pessoas desmaiam, vomitam, porque, repetimos, não estão de fato preparadas para o trabalho. A carne leva um fluido pesadíssimo, emanando um fluido ectoplásmico, como insistimos em repetir, que atrapalha bastante as pessoas. Observe-se uma pessoa que come a carne e ver-se-á como ela tem mais sono, mais vontade de repousar, enquanto o vegetariano consegue ficar por mais tempo acordado, sem sentir o peso do estômago".


Continuando com os estudos sobre a alimentação carnívora, encontramos no Boletim de Sinais, no 3, de julho/1999 , a revelação feita por Rudolf Steiner em "Crônica do Alaska": ... O sangue revela os hábitos alimentares de uma pessoa. Examinemos o processo físico que ocorre sob influência da alimentação carnívora: os glóbulos vermelhos tornam-se mais pesados, mais escuros, e o sangue apresenta uma tendência maior para coagular. Formam-se com mais facilidade incrustações de fosfatos e outros sais. Sob uma alimentação predominantemente vegetariana, a velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos é bem menor. É possível ao ser humano não deixar que seu sangue chegue a uma cor tão escura; justamente por isso, ele se torna então muito mais capaz de alcançar a partir do controle de seu EU interno, a coesão de pensamentos, enquanto um sangue mais pesado exprime uma tendência para se entregar de maneira servil àquilo que se incorpora ao seu corpo astral pela alimentação carnívora".


Steiner prossegue: "pela alimentação carnívora o ser humano incorpora em si elementos que aos poucos se transformam em substâncias estranhas, que seguem dentro dele seu próprio caminho. Isto é evitado quando a alimentação é predominantemente vegetariana. Quando as substâncias em nós seguem seu próprio caminho, elas exercem influências que desencadeiam estados histéricos e epilépticos. Como o sistema nervoso recebe de fora essas impregnações, torna-se vulnerável às mais diversas doenças".


No livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, temos uma pergunta, a de número 4, sobre:


Procedem as preocupações relativamente à superpopulação do Planeta?"
Resposta:
- Nas condições egoístas em que vive a atual sociedade, é natural que a superpopulação pareça ameaçar as estruturas econômicas e morais do homem no mundo, trabalhando para que as calamidades da fome, da violência fomentem o seu extermínio. No entanto, a colocação carece de fundamentos legítimos, quando examinada sob a óptica do Espírito. A Terra tem condições para manter quase cinco vezes mais o número dos seus atuais habitantes, já que nas Esferas espirituais estão programados para a reencarnação mais de vinte bilhões de seres, que aguardam o momento próprio. Avançando com o progresso, as técnicas para descobertas alimentícias propiciarão recursos para atender a todas as necessidades, particularmente aqueles que podem ser retirados dos oceanos, das terras improdutivas, dos rios, lagos e mares, e, sobretudo, os que poderão ser produzidos em laboratório, diminuindo a voracidade do ser humano que aprenderá, mediante experiências respiratórias elevadas, a retirar do próprio ar inúmeros nutrientes para a preservação da existência corpórea. Para tanto serão alcançados níveis mais elevados de consciência, de respeito à Natureza e à Vida".


A Ciência já analisou detidamente os vários tipos de carne-alimento e descobriu que vários elementos que a compõem são contra-indicados à saúde humana. 


Eurípedes Kühl que escreveu o livro Animais-nossos irmãos, menciona:
... "Os milhões de animais que são mortos, quase sempre de forma brutal, fornecem energias protéicas ao homem, mas esse mesmo homem resgata essa crueldade nos campos de batalha, na matança repulsiva das guerras intermináveis. Tal perdurará até que a Humanidade transforme seus hábitos alimentares e suas estruturas sociais, empregando recursos materiais não em arsenais bélicos, mas nas lavouras, eliminando de vez o fabrico de armas, os matadouros e a alimentação carnívora".


No caso dos médiuns, o que deve ser considerado e respeitado é o efeito negativo que a carne produz no corpo e, por reverberação fluídica, no Espírito. Tal afirmação ficará mais bem compreendida, ouvida em resumo as palavras do Espírito Lancellin em Iniciação-Viagem Astral, cap. "Valores Imortais" :
... "Ao serem mortos os animais (no caso, bois) têm o fluido do plasma sangüíneo sugado por espíritos-vampiros, com habilidade espetacular. Tais vampiros fazem fila, um líder na frente, para sorver tal energia. Com o magnetismo inferior dos animais fortalecem seus baixos instintos, retribuindo fluidos pesados em infeliz reciprocidade; assim, carne e ossos do animal ficam impregnados dessa fluidificação negativa, a qual será transmitida aos homens que deles se alimentam".


Conclui alertando :
... "Os espíritas se livram desse magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas ... "


É tão importante a maneira como nos alimentamos, que André Luiz no livro Missionários da Luz, descreve várias situações sobre a alimentação, seus excessos e qualidade. Encontramos no cap.3, anomalia no aparelho digestivo assim descrito :
... "O estômago dilatara-se-lhe horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. Presenciava não o trabalho de um aparelho digestivo usual, mas sim de um vasto alambique, cheio de pasta de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitas conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição ".


André Luiz continua no cap. 4 a descrever os malefícios de uma alimentação carnívora, associados a comprometimentos espirituais :
... "A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso, certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mãe, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o Lar, será também sagrado". 


E a Espiritualidade superior continua a nos informar sobre a necessidade de nossa educação, enquanto encarnados:
... "Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?"


Muitas pessoas buscam nas respostas dos Espíritos dadas a Kardec, uma atenuante para sua alimentação a base de carnes. As respostas que os Espíritos deram a Kardec no O Livro dos Espíritos - questão 723 - sobre a alimentação animal estava de acordo com o entendimento da ciência e da sociedade da época. Julgavam que só a proteína animal é que beneficiava o corpo físico, desconheciam outras vitaminas que poderiam substituir a carne. Para demonstrar que com o processo evolutivo pode haver substituições, vejamos na Revista Espírita de 1858, no mês de abril, a colocação do Espírito de Bernard Palissy que foi um célebre oleiro do séc. XVI, habitante de Júpiter, que possui uma Humanidade bem mais evoluída do que a nossa. O Espírito informa a Kardec, que a alimentação nesse Planeta, é puramente vegetal e acrescenta: "O homem é protetor dos animais ."


Kardec pergunta ainda: "disseram-nos que parte da sua alimentação é extraída do meio ambiente cujas emanações nutritivas eles aspiram.”
É verdade? Resposta do Espírito: "Sim".


Mais adiante, informa que "os animais no Planeta Júpiter não são carnívoros e se amam".
Alimentação Animal Perante a Ciência :
Todos sabemos que uma vida saudável depende de uma boa alimentação, mas poucos têm a consciência do que isso representa em termos de benefício para cada órgão do corpo humano. Do cérebro ao coração, aquilo que ingerimos diariamente tem um papel fundamental na manutenção e no intrincado sistema que nos mantém vivos. Assim, o ser humano precisa entender que a energia e outras substâncias que necessitamos para poder ter uma vida saudável tem basicamente duas fontes: a nossa genética e aquilo que ingerimos ao longo da vida. Assim a questão é como se alimentar para ter saúde e suprir todas as necessidades do corpo, sem excessos ou deficiências? Cada vez mais médicos e determinadas instituições recomendam que as pessoas reduzam a quantidade de carne vermelha e a porcentagem total de gordura de sua dieta. O excesso de gordura na alimentação está ligado a várias doenças, entre as quais doenças cardíacas e câncer, as duas doenças que mais provocam óbito. Um estudo recente do Dr. Dean Ornish, publicado no jornal médico The Lancet constatou que a maioria dos pacientes que seguia uma dieta vegetariana, apresentavam melhoras, ao contrário daqueles que se alimentavam de produtos de origem animal, e pioravam o entupimento das artérias coronárias. Quanto aos tumores malignos (câncer) , até 1990, apenas um câncer havia sido relacionado ao açougue, o do intestino, (terceiro que mais mata no mundo), mas de lá para cá, apareceram os de boca, da faringe e do estômago (o campeão de mortes no Brasil). Segundo o Instituto Nacional do Câncer, os tumores do estômago terão sido responsáveis pela morte de 13.200 brasileiros em 1998.


Gordura - conforme informou o Dr.Fabio Levi, da Universidade de Lausanne, à Revista Super Interessante: "dificulta a digestão, forçando o fígado e o estômago a produzir ácido em excesso fazendo com que a corrosão das paredes do intestino provoque mutações cancerígenas".


Enxofre - contido na carne vermelha, possa estar participando de uma conspiração com as bactérias moradoras do intestino, é o que nos informa o oncologista John Cummings da Universidade Cambridge, na Inglaterra: "é quase certo que as toxinas expelidas pelas bactérias ao devorar o enxofre colaboram para o aparecimento da doença". 


Amino Heterociclico- é outra substância perigosa contrabandeada para dentro do organismo. Ele é criado pelo calor da grelha ou da panela, formando aquele pretinho crocante dos churrascos e das frituras. "Os aminos acabam no interior das células, onde se ligam ao DNA e provocam mutações cancerígenas" diz Bárbara Pence, da Universidade Técnica do Texas, nos Estados Unidos.


Alcatrão - Contido na fumaça que sobe da carne na brasa, e o SAL que recobre a carne seca (sozinho o sal é inofensivo) , mas misturado a uma substância de nome N-Nitrosamida , segregado pela ligeira fermentação da carne ao sol - se transforma em toxina cancerígena.
Países pobres, que antes não tinham acesso a carne vermelha, e os países como o Japão e Coréia do Sul que não se alimentavam de carne bovina, segundo o especialista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, John Cummins, os cânceres do sistema digestivo, antes quase inexistentes, estão começando a aparecer com freqüência cada vez maior naqueles países. É sinal de que a troca de sua mesa tradicional farta em peixes, pelo anacrônico modismo ocidental, está custando caro.


As proteínas de origem animal criam um grande fardo no corpo, porque contêm alta quantidade de enxofre na composição de seus aminoácidos e são rapidamente absorvidas pela corrente sangüínea. 


A Questão das Proteínas:
Ao contrário da crença popular, as necessidades de proteínas para o corpo humano é bem modesta e fácil de encontrar. Se consumirmos uma VARIEDADE de alimento, com adequadas calorias para o nosso peso e o nosso nível, estaremos comendo o suficiente em proteínas. A Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas recomenda 4,5% de calorias fornecidas pelas proteínas como quantidade diária ideal.


Podemos entender que no futuro a Humanidade terrestre também deixará de se alimentar de carne. Hoje, já encontramos alimentação nos produtos de origem vegetal, sem necessidade da proteína animal. Emmanuel, e muitos outros Espíritos, nos orientam sobre isso, e felizmente, a ciência que cuida da parte alimentar não só demonstra essa possibilidade, como ainda nos previne sobre os excessos e os males ocasionados pela carne vermelha, principalmente a de porco. Emmanuel, no livro O Consolador, pergunta 129, diz que "a alimentação animal é um erro de enormes conseqüências do qual derivam vícios da nutrição humana".


A Lei Natural do Progresso é uma constante que, no futuro, erradicará dos costumes humanos a alimentação de carne, tendo em vista que ela só é conseguida tirando a vida do animal, o que demonstra ainda nosso atraso espiritual (cenas de animais sendo mortos em matadouros não são de fácil contemplação: pessoas sensíveis não a suportam - desmaiam).


Saberemos que não mais cometeremos esses abusos com os animais, quando ao evoluir, o Espírito, pelo Amor, terá aprimorado o seu revestimento perispiritual que, por sua vez, modificará o envoltório carnal - nosso corpo físico.


Conselho Doutrinário
CENL-CAL- abril/2000

BIBLIOGRAFIA :
Desdobramento - Eurípides Barsanulfo, Ismael Alonso, M.Alcantara
Boletim de Sinais, no.3 - julho/99
Atualidade do Pensamento Espírita - Vianna de Carvalho
Animais - nossos irmãos - Eurípedes Küel
Iniciação - Viagem Astral - Espirito Lancellin
O Livro dos Espíritos - Allan Karde
Revista Espírita - 1858 - Allan Kardec
Consolador - Emmanuel
Missionários da Luz - André Luiz
Vegan - (Internet) 




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