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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Animais, Nossos Irmãos - (Estudo) Parte 1



Tigre branco

“Amai-vos uns aos outros”



 

* Estudo realizado em 2008/2009,estou postando novamente para leitura de todos.



Há anos que o homem evoluiu ouvindo essas palavras do Mestre Jesus; há anos que outra lei de Deus nos toca o coração; “Não matarás”. Mas o homem parece alheio até certo ponto, para essas duas leis soberanas: Amar a quem?Não matar, a quem? Se sou capaz de amar realmente, sou incapaz de matar...

Mas, teria dito Deus; “ amar somente aos homens, não matar somente os homens? “. Se fosse assim com certeza Ele teria frisado a palavra “homens”, mas não o fez. Deste modo, devemos entender que Deus, em sua soberana bondade, referiu-se na palavra AMAR, a amarmos tudo que Ele criou, bem como não MATAR nada do que Ele criou. O amigo leitor deve estar se questionando: “E a carne, devemos então deixar de comê-la?”. Para alguns já bem mais conscientizados com o sofrimento animal, essa “necessidade” não mais existe, não porque sejam pessoas especiais ou mais capacitadas, mas simplesmente porque descobriram o mal que faziam aos animais quando ingeriam seus corpos. 


Sabemos que cada um tem o seu tempo, e que é preciso respeitar isso, o que não podemos é deixar de mostrar que o fato de pararmos de ingerir carne, não deve ser pensado simplesmente pelo “Nosso” benefício, e sim em benefício que faremos aos animais, e ao contrário do que ainda hoje alguns insistem em nos dizer, a carne não precisa mais nutrir a carne e deixa, com certeza, de ser “necessária”, quando nos informamos melhor sobre o sofrimento pelo qual passam os animais, não apenas no momento do abate, mas durante toda sua curta estada na Terra. Nossa função aqui é de instruir aqueles que ainda desconhecem esse sofrimento, é iluminar o passo daqueles que queiram mudar, é auxiliar e fortalecer os que mudaram e amansar os corações mais duros que se negam a aceitar a realidade dos animais.


Pássaros ao por do Sol
Deus deu ao homem o dever de cuidar dos animais, mas ele fez mau uso desse singelo “poder” : o abandono, os maus-tratos, o abate cruel de animais para alimentação, o uso de animais para “divertimentos” como a farra-do-boi, os circos, os zoológicos e tantas outras formas de exploração que nos parecem simples, normais ou benéficas, mas que tiram dos animais toda sua liberdade de vida, são os caminhos que o homem decidiu trilhar. Queremos mostrar a todos, principalmente aqueles que veem na Caridade apenas o amor aos seres humanos, e que são incapazes de estender a mão a um animal que necessite, que eles apenas desconhecem ainda,o âmbito do amor de Deus para quem, cada criatura existente na Terra é importante, que a VIDA de todos os seres deve ser amada e preservada, sejam humanos, não-humanos(animais) ou plantas.

Talvez seja pela falta de estudo na área, pelo orgulho ou por medo, que o espiritismo teima em falar sobre esse assunto, mas aquele que se iniciou na Doutrina através do Pentateuco Kardequiano há de lembrar-se que no Livro dos Espíritos, existem perguntas e respostas sobre o assunto. Capítulo XI ,Os Três Reinos, perguntas 592 a 607, as quais não trataremos especificamente nesse artigo, mas num próximo momento.

Cães e gatos abandonados. Bois e porcos abatidos em matadouros. Baleias arpoadas. Golfinhos mortos a pauladas em rituais milenares. Devemos sempre esconder a tola vaidade e nos lembrar que todos eles nasceram pela Obra de um só Pai, é uma decisão Divina eles estarem ao nosso lado, negar-lhes esse respeito é negar o amor a Deus. As leis são as mesmas para todos.

Há muita discussão sobre se os animais possuem alma. Onde ficam quando desencarnam. Se, reencarnam novamente. Por que sofrem as dores de doenças como o câncer e tantas outras. Se, possuem sentimentos, inteligência, mas que importa sabermos tudo isso se não os respeitamos?

Esse é o principal motivo desse artigo, fazer com que as pessoas enxerguem que os animais, seres ditos inferiores, às vezes possuem mais amor por nós do que nós mesmos.

Vamos ler juntos vários relatos e diversos estudos sobre esses seres tão ignorados pela raça humana e que hoje a ciência vem provando que causam mais bem do que mal, e que são tão marginalizados por aqueles que deveriam zelar por eles. 



Esses nossos amigos nos guiam, nos fazem companhia, nos dão alegria e nos curam. 


Respeitemos então todas as criaturas de que Deus criou.  

              

 Nossos irmãos animais 

*©Copyright 2008/2009
 

Gatinho de olhos verdes
O espiritismo nos diz que fomos todos criados por Deus, éramos pequenas luzes de sua Luz e fomos enviados ao mundo para evoluirmos. Aprendemos que fomos Mônadas, as primeiras criaturas que habitaram o reino terrestre, depois passamos “Estagiando” pelo reino mineral, vegetal, animal e finalmente hominal. Por isso muitas vezes a dificuldade de compreender o pensamento de alguns companheiros de jornada, quando desprezam qualquer outro ser vivo. Não estagiaram eles também por esses reinos, onde agora novos companheiros estagiam? Por que então tratá-los de forma tão rude?

Dúvidas a parte, queremos nos referir aqui, ao assunto principal: Animais, esses nossos irmãos.

Apenas por nos reconhecermos como criaturas de um mesmo Pai, já deveríamos nos chamar de irmãos, e termos uns para com os outros, atitudes de irmãos, afinal, Deus criou tudo que existe e como dizia Carl Sagan, um dos poucos cientistas que acreditava em Deus: “Nós temos, comparativamente, as árvores como nossas primas.” Isso após descobrir certos elementos das plantas que formam também o corpo humano. Que podemos dizer então dos animais?

Mas o importante agora é percorrermos uma longa trilha em relação aos animais, e descobrirmos no final dela, o que realmente pensamos ou sabemos sobre eles, e que atitude tomaremos depois de olharmos para o fundo do nosso coração e compararmos, nossos pensamentos com nossas ações.Vamos refletindo no que somos realmente, quando nos vemos diante das atrocidades que cometemos para com esses nossos irmãos. Conseguir refletir já é um começo. 


Referências Bibliográficas


KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo
KUHL, Eurípedes - Animais Nossos Irmãos
SCHUTEL, Caibar - A Gênese da Alma
LUIZ, André - Nosso Lar e Evolução em Dois Mundos
RAMATÍS – Fisiologia da Alma 


Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!

http://br.groups.yahoo.com/group/clara_luz/


- Aguarde a segunda parte do estudo, Animais nossos irmãos.

Um Abraço e Até Mais

Simone Nardi










Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os Animais tem Alma. E daí?


Arara
Se dermos uma rápida busca na internet vamos encontrar milhares de artigos, livros e revistas relacionados à questão da alma animal. Os animais têm alma? Os animais são nossos irmãos? Eles reencarnam? Existem animais na erraticidade?


Cada um fala o que já leu, o que já ouviu, outros muitas vezes colocam suas próprias deduções sem o critério dos estudos mais sérios,mas ao final, o leitor  geralmente acaba ficando satisfeito ao saber que sim, os animais têm alma, sim, eles reencarnam, sim , eles ficam numa espécie de erraticidade, embora alguns ainda hoje digam que não.

Certo, os animais têm alma, e daí? O que muda em nossa concepção ao descobrirmos que  eles são nossos irmãos e que possuem alma? Ficamos felizes  “Puxa que bom, Deus também deu alma aos animais...” ou  “Nossa que fantástico descobrir que são nossos irmãos”.

Será que já paramos para nos perguntar o que realmente muda quando descobrirmos que os animais possuem alma, o espírito encarnado que lhes anima o corpo e que, devido a isso, sua evolução depende também de novas reencarnações ?

Muda alguma coisa? 

Cão morto em "Obra de arte"
Para alguns esse fato não muda absolutamente nada. A descoberta da alma animal assemelha-se, para muitos, apenas ao fato de alguém poder afirmar “viu, eu não disse que eles tinham alma”, “eu não falei para você que eles reencarnavam”, ou o pior, como mecanismo de discussão feroz para com aqueles que discordarem disso. Poucos são os que realmente se atentam a responsabilidade que isso acompanha : Sim os animais possuem alma, eles são nossos irmãos, portanto eu preciso rever meus conceitos em relação ao que faço a eles. 

O artigo deveria terminar aqui para que alguns leitores pudessem ter tempo para a reflexão, repensarem seu modo de vida, sua alimentação, aliás, todos os conceitos que trazem encrustados dentro de si no que trate dos animais. “Aquele bifinho que pertenceu a um corpo que tinha uma alma, ou seja, um espírito encarnado”. “Aquele animal eutanasiado por minha falta de zelo tinha também uma alma”. “Os navios que seguem lotados de animais para o abate em outros países, cada um daqueles animais possui uma alma.”

Mas qual a minha real atitude em relação a isso? Eu mudo ou permaneço igual?
Essa é uma questão que cada um de nós deveria se fazer antes mesmo de procurar saber se os animais possuem alma, pois sendo a alma um espírito encarnado, é preciso que pensemos que são nossas atitudes de hoje que levam tantos animais a deixarem seus corpos tão violentamente, não sendo importante saber se eles possuem ou não alma, mas saber o modo como os tratamos enquanto estão encarnados.

Eles têm alma, e daí?




Simone Nardi






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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Blog Irmãos Animais e sua Missão


Durante muito tempo vasculhamos alguns blogs que se dedicam a estudar a espiritualidade dos animais, tema sempre muito procurado por todos aqueles que se intitulam “apaixonados por animais”, porém, uma verdade tem que ser dita por pior e mais dolorosa que seja: O meio espírita talvez seja um dos mais refratários à ideia de vegetarianismo, de combate a vivissecção e ao tratamento espiritual de animais, entre outros assuntos relacionados a estes irmãos.

Ocorre uma serie de péssimas interpretações a respeito do Pentateuco e de suas concepções sobre os animais. É fato que a maioria hoje concorda que os animais possuam alma (espírito encarnado), que são nossos irmãos e que todos evoluímos da mônada , passando por todos os reinos conhecidos, mineral ,vegetal e animal - onde estamos ainda em evolução. Porém, nada disso sozinho faz/fez o espírita mudar sua relação de predador dos irmãos animais.

A grande maioria dos oradores espíritas, famosos por arrastar multidões, comem carne e se escudam no Livro dos Espíritos para continuar fazendo isso. Se negam a tratar do assunto por acharem “polêmico” o conceito de vegetarianismo. Mas, basta uma rápida busca pela internet para comprovar o que falamos aqui. Há ainda muito debate se o próprio Chico era realmente vegetariano antes de seu desencarne, além claro da infinita comparação que muitos destes oradores fazem entre  Hitler e Chico, dúvida esta que já esclarecemos no artigo  Desconhecimentos e Desentendimentos sobre Vegetarianismo”.

Ao ler a “desculpa” de cada um em alegar que a carne é necessária ao espírita, nota-se claramente que a única preocupação é com o ser humano em si mesmo, pouco importando como o bife (um irmão animal) chegou até o prato. Encontramos um texto - de um destes oradores em especial - que fala dos malefícios do vegetarianismo, da palidez cadavérica, das olheiras, porém em momento algum é citado a busca por informações sobre o vegetarianismo e como ser saudável ao se eliminar o corpo dos animais do prato diário, a caridade deste orador é tão grande em relação aos animais que vez ou outra ele compara os vegetarianos aos nazistas. Não é reportado também neste mesmo artigo, a criação do animal e seu sofrimento desde o nascimento até o momento do abate. É evidente no texto a falta da preocupação com o irmão animal , dragado ali por uma única preocupação: tornar-se um excelente médium.

Por isso notamos que , mesmo a leitura constante e insistente do Pentateuco não liberta a mente como alguns oradores acreditam, ao contrário, os torna tão alienados quanto qualquer outra pessoa que se debruça somente sobre um autor para se alicerçar. Por isso trazemos,semanalmente, os mais diversos temas, as mais diversas abordagens, pois no Pentateuco não é relatada a dor pela qual os animais, possuidores de alma e nossos irmãos, passam no momento do abate. Kardec não deixou comprovada a senciência animal e nem tampouco o fato da Consciência Animal, relatada pelos neurocientistas em 2012. Não há imagens no Pentateuco que retratem o lado interno dos abatedouros, nem das fábricas de filhotes, nem tampouco das granjas e da produção de ovos.

Lutamos contra a crueldade praticada com os animais:  SIM, uma luta ainda mais difícil pois está sendo travada no interior de cada Casa Espírita, com muitos espíritas que se negam a aceitar os animais como eles realmente são: IRMÃOS . Com espíritas que se  pautam em suas próprias fraquezas, em sua má vontade de mudar, alegando constantemente que são fracos e ignorantes , que este é um Planeta de expiação e provas e que um dia tudo mudará. Só que eles não percebem que os animais não podem mais esperar.

Por isso lutamos para trazer o Espiritismo novamente para os trilhos da Ciência, da Filosofia e da Religião, para que estes pilares sim possam libertar as mentes e assim, libertar os animais, libertando também os seres humanos de sua falta de amor.

Por isso os temas trazidos para este Blog são pautados nestes 3 Pilares, porque de nada nos adianta sabermos que os animais têm alma se os devoramos. De nada adianta dizermos que são nossos irmãos se nossa única preocupação não é com eles, mas com nós mesmos, a prova  maior é a reduzida quantidade de Casas Espíritas que abriram suas portas para cuidar destes irmãos e a quantidade igualmente reduzida de temas sobre animais que são abordados em suas palestras semanais, como se eles não fossem importantes para a mudança moral de cada um de nós.

A hora da mudança chegou. O que iria ocorrer “um dia”, já se tornou ontem, estamos atrasados para mudar, é hora de sacudir a poeira da preguiça e usar os lábios que oram não mais para devorar animais, mas para bradar em sua salvação.

Este o verdadeiro trabalho da caridade.




* A maioria dos links encontrados no texto são de artigos ou apresentações de palestras já postadas no blog. 

Abaixo colamos alguns dos inúmeros convites para "Almoços Beneficientes" das mais diversas Casas Espíritas, reconhecer o problema é o primeiro passo para mudar.










Redação do blog Irmãos Animais - Consciência Humana

S.N



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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nossos Irmãos Animais


Foto: Yannis-SN

Não é sempre que vemos alguém falando sobre a alma dos animais. Muitas religiões sequer aceitam que os animais possuam alma, e as que aceitam, ainda começam a engatinhar nesse novo tema, por isso talvez as dezenas de dúvidas que ouvimos quando alguém se coloca a falar sobre os animais.

Talvez uma das principais dúvidas é se eles voltam para nós quando desencarnam. Sabemos que todos nós estamos ligados por laços que nos unem uns aos outros, sabemos que nessa ou em outra vida, nós humanos nos encontraremos com nossos entes queridos. O que nos diferenciaria então dos animais, se sabemos que somos todos irmãos embora em escalas diferentes?

Irvênia Prada, médica veterinária espírita, em todas as suas palestras sempre nos diz: Nós somos os tutores dos animais, nossa responsabilidade é grande para com eles.

Ora, como tutores desses nossos irmãos, sabemos que eles nos seguirão e que nos encontraremos sempre que lhes for permitido, retornando sempre que possível para nossos braços para um novo aprendizado, tanto nosso quanto deles. Nem é preciso repetir aqui a historia de Chico Xavier e seu cachorrinho que sempre lhe voltava aos braços.

Estamos ligados a eles pelos mesmos laços que nos ligamos uns aos outros: Amor.

É esse amor que vai fazer com que cuidemos deles, de sua educação, de sua evolução, de sua caminhada ao Pai. Assim como um dia fomos tutelados pelos irmãos maiores, hoje tutelamos esses nossos irmãos em sua jornada de aprendizado.

Se eles voltam? Sempre que podem, sempre que lhes é permitido.Como sabemos?Nem sempre o sabemos, mas há sempre um olhar, uma brincadeira, um afago, um algo mais que os identifica.

Renno
Perdi há alguns anos um rottweiler muito querido, meu amigo e companheiro, inteligente e carinhoso, morreu em meus braços, me olhando, se despedindo. Passaram-se dois anos de sua morte e estava eu num parque quando, do nada, apareceu um cão sem raça, todo preto e mancando de uma das pernas. Seguia-a me para todo lado, direi que estava "sorridente", pois a alegria em seus olhos era quase palpável. Para onde eu ia, lá estava ele manquitolando e sorrindo para mim. Todo mundo o apontava e apontava, logicamente, para mim, afinal aonde eu ia, lá ia também ele aos saltos e latidos. Em determinado momento, resolvi ir para meu carro, e lá foi o Michelangelo, nome com o qual o batizei em poucos minutos, correndo na minha frente. Sem que eu dissesse nada, postou-se o danado bem ao lado do meu carro, sorrindo e abanando a cauda, ora olhando para mim, ora para o carro. Disfarcei, pois sei que ele não tinha como saber qual era meu carro, afinal eu o encontrara no meio do parque, aliás, ele me encontrara. 






Michelangelo
Dirigi-me então a outro carro, do mesmo modelo, fingi que ia abri-lo, Michelangelo não ligou, latiu e tornou a olhar para meu carro como quem dissesse: Hei, você está no carro errado, nosso carro é esse.

Foi nesse instante que vi, naqueles olhinhos, não o cão abandonado que me olhava, mas meu rottweiler Renno, esperto e sorridente, no mesmo carro que durante tanto tempo o tinha levado aos veterinários. Enquanto eu olhava para meu antigo amigo, ele mais do que feliz, notara o reconhecimento e corria de mim para o carro e vice-versa. Não tive como deixa-lo ali e quando chegamos em casa, notei que não apenas seu olhar era o mesmo, mas seu modo de brincar, de latir, de deitar, em tudo era Renno que havia voltado e, pelos caminhos do destino, ele havia me encontrado novamente.

Ninguém em casa consegue negar que Michelangelo é meu antigo rottweiler, noutra roupagem, para um novo aprendizado e que, depois de muito sofrer as ruas, agora vive num merecido repouso entre aqueles que um dia já haviam sido seus donos.

Hoje já não mais me pergunto se eles voltam. Não, tenho certeza disso. Sim eles voltam.Não importa como, nem importa a distância, eles sempre dão um jeito de nos encontrar novamente. Esses são os caminhos do amor, sempre entrelaçados entre aqueles que aspiram à mesma coisa:

Erguer-se ao Pai em sua Jornada de amor. 




Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana







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