Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A MORTE DE UM ANIMAL







Quantas vezes lemos “A Morte não existe”? O que existe é uma breve separação que cedo ou tarde se dará em novo reencontro.

Com relação aos animais as coisas não são diferentes. Ao desencarnarem eles não desaparecem no ar, não se juntam a um oceano de almas e perdem sua identidade. Não somem de modo a que nunca mais os reencontremos.

Todas as almas que se encontram ou já são unidas de outras reencarnações e, se for o primeiro encontro, não será o último. Nós somos responsáveis por muito de seu aprendizado e, infelizmente, por muito de seu sofrimento.

E sofremos toda vez que ocorre uma separação, porque essa separação, por mais breve que seja, afasta de nós aquele pequeno floco de amor e não estamos – essa é a verdade – preparados para nenhum tipo de separação-morte.

Animais morrem tal como qualquer outro ser vivo que esteja encarnado neste planeta- seres humanos, plantas, animais. Tudo tem a necessidade evolutiva de se renovar, de evoluir sempre, todos nós temos uma data de entrada e uma data de saída deste Planeta.

Vamos reencontrar esses animais que partiram?

Sim, do mesmo modo que vamos - em novas reencarnações- reencontrar nossos amigos e nossos parentes, porque estamos ligados a eles por um laço muito poderoso chamado AMOR. Seremos, mais adiante, igualmente responsáveis pela sua evolução moral.






E ao contrário do que pensamos nenhum animal nos pertence, todos eles - todos nós - somos filhos de Deus, todos precisamos evoluir, aprender a amar e auxiliar os demais, devemos sempre nos lembrar de que não foi Deus quem nos deu este ou aquele animal para cuidar, mas foi Ele quem nos deu a oportunidade de cuidar, muitas vezes, de um animal que em outras encarnações sofreu em nossas mãos. Ele colocou os animais em nosso caminho e nosso Livre Arbítrio é que escolheu entre auxiliar ou virar as costas para eles, atitude que com certeza, já tivemos muitas vezes antes.

Ou só porque hoje cuidamos dos animais, somos vegetarianos, nos tornamos “Santos”? Somos pessoas boas? Reencarnadas em missão e não em resgate?

Nenhum ser humano que conhecemos se encontra em missão, mas sim em resgate de seus erros passados. Somos bons hoje para os animais porque aprendemos, em outras encarnações, que deveríamos amar a estes irmãos. Mas não é nossa primeira ou nossa segunda reencarnação, não somos bons para eles porque nascemos assim, somos porque caminhando ao longo dos tempos evoluímos e aprendemos a amar Inter-Reinos.





Ou eles desencarnem por velhice ou na flor da idade por alguma doença, o carma não é deles, foi e sempre será nosso, porém, mais adiante nós nos encontraremos com eles em outras moradas, em outras roupagens, para vivenciar aquilo para o qual fomos criados:

AMAR.





Simone Nardi





Gostou deste Blog? 
Mande um recado pelo
Nos Ajude a divulgar 










Licença Creative Commons     Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2018
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2018



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Amor Incondicional





Renno

(Baseado numa história real)



Renno era o  único filhote que ficara de uma ninhada de 12 cãezinhos. Desde cedo já se podia notar seu talento especial para proteger e o carinho que mantinha pelos tutores. Aos dois meses ficara com parvovirose e a doença fora tão forte que durante um mês Renno lutara pela vida. Passada a doença, descobriu-se que Renno não desenvolvera todo seu potencial, ficara um Rotweiller pequeno, vistoso e muito carinhoso.
Quando completou seis meses chegou Tayler, outro filhote de Rotweiller . Com apenas dois meses as pessoas achavam que tinha 4, com certeza ultrapassaria Renno em tamanho e força, foi quando surgiu a dúvida.
Como acostumar dois machos de Rotweiller juntos, quando tantas pessoas diziam que era impossível. Enquanto se pensava, Tayler dormia num quarto e Renno no outro. Juntar ou não juntar? Os dias passavam.
Vamos juntar e ver no que dá.
Dia de sol. Renno no quintal. Mostra o filhotão. Cheira daqui, cheira de lá. Rosnados por parte de Renno. Não vai dar.
Insiste. Põe o filhote no chão. Cheira, cheira. Cutuca com o focinho. Tayler rosna. Renno rosna. Silêncio. Tayler provoca Renno, mordisca a canela, a pata. Renno se vira, olha feio mas aceita a brincadeira. Quinze minutos depois ninguém mais diz que eram estranhos.
Os meses passam. Tayler cresce. Renno não. As brincadeiras continuam, e os rosnados também. Logo se vê que um não vive sem o outro. Renno vai para a casinha. Tayler deita na porta.
Renno vai para o portão. Tayler segue atrás.
Dividem a casa. Dividem o quintal.
Tayler é simplesmente o dobro do tamanho de Renno, mas há respeito e carinho entre eles, se Renno rosna, Tayler abaixa a cabeça respeitoso. Nunca haveria briga.
Os anos passam e a alegria continua. Renno é sempre mais sério, com a idade não aceita mais brincadeiras, já Tayler quer brincar, quer morder, mesmo assim respeita o companheiro. A seriedade deixa os dois um pouco mais afastados. Renno tenta se afastar, mas o companheiro não permite, está sempre ao seu lado, sempre o seguindo, sempre disposto a brincar, nem imagina a força que tem, mas sempre se dobra aos desejos do amigo.

Tayler

Vem a doença. Babesia. Tayler fica irritadiço. A perna traseira incha. Dói. Separar ou não os dois amigos. É melhor não. Rosna daqui, se estranha de lá. A briga nunca acontece, ficam de mau por alguns minutos e logo estão juntos de novo.
Tayler piora. Dizem que não há mais cura. Renno não rosna mais. Desconfia que há algo errado.
Mas como? É apenas um cão!
Não se sabe.
Hemorragia. As vistas de Tayler dilatam. Ele não consegue enxergar. Ninguém percebe a princípio até ouvir os latidos de Renno.
Saímos.
Tayler com a cabeça baixa não consegue voltar para a casinha. Renno ao seu lado tem expressão preocupada. Com o focinho força o amigo a levantar a cabeça. Late! Empurra o companheiro na direção correta. As pessoas, sem entender o que está acontecendo, tentam afastá-lo, dão bronca, não compreendem sua preocupação. Mas ele insiste, volta e os empurra até chegar novamente ao amigo. Late  e mais uma vez tenta fazer com que Tayler levante a cabeça.
Renno é preso, mesmo assim não se acalma, sabe que o outro precisa de sua ajuda.
Veterinário, injeções, anemia profunda. Tayler está se despedindo. Separamos os dois afinal, Tayler está com dor, irritado, não queremos briga. 
Não compreendemos bem os animais.
Tristeza ao amanhecer. Tayler partiu. E agora  o que fazer além de chorar?
Alguém acha que Renno deve se despedir. O portão é aberto. Tayler está deitado, coberto. 
Não entendemos os animais.
Renno assim que o vê começa a ganir. Se aproxima e cheira o companheiro. Com a pata, retira o cobertor que cobre o outro. Late. Arranha o amigo como que pedindo que ele se levante. Finge que quer brincar. Choramos. Tentamos afastá-lo do amigo mas ele se recusa a sair. Insiste com a pata para que o amigo venha brincar com ele. Continua a latir e a se curvar diante do outro.
Finalmente começamos a entender os animais.
Renno sofre. Quer o amigo de volta. Quer as brincadeiras, os rosnados. Aquele é o seu jeito de chorar, o seu jeito de dizer adeus. Voltamos no tempo, ele focinhando o amigo na direção da casinha. Atrapalhamos seu auxílio. Os separamos quando devíamos tê-los deixados juntos. Eram como irmãos. Agora Renno estava sozinho e sentimos nele a falta que Tayler igualmente nos faz.
Hoje nós compreendemos os animais, pena que tenha sido de uma forma tão triste.


Simone Nardi



Gostou deste Blog? 
Mande um recado pelo
Nos Ajude a divulgar 







Licença Creative Commons     Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2017
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2017

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Meu Grande Tutor (História)

Foto by SN: Yannis

(Baseado num fato real)




Eu cheguei naquele lugar sozinha. Não vi meus pais e olha que eles sempre estavam comigo. Continuei a andar vendo que outros como eu também caminhavam um tanto assustados. Me enchi de coragem, sim pois que meus pais sempre me chamavam de “Grande Cão de Guarda”,  por isso achei que deveria agir como um.

Olhei com olhos antigos um mundo novo diante de mim, então percebi que havia uma rodinha de outros cães, todos sentados conversando uns com os outros. Um velho humano fez sinal para que eu me juntasse a eles, obedeci, afinal sempre fui muito obediente mesmo.

Aproximei-me e sentei descuidadamente sobre o rabo de um de meus novos amigos, desculpei-me e sorri mostrando meus dentes brancos para ele. Minha mãe gostava quando eu fazia isso para ela.

Fiquei ali parada, ouvindo eles contarem sobre suas experiências sem saber ainda aonde estava. Sentia falta dos meus pais, mas sabia que cedo ou tarde eles viriam me apanhar, sempre diziam assim:

“ Nossa que saudades do amor da mãe”, ou então: “Cadê o amor da mãe? “ .

E eu balançava meu toquinho de rabo e sorria para eles. Não, eu não devia me preocupar, eles viriam me pegar a qualquer momento.

Notei com estranheza que meu peito não estava mais inchado e notei também que algumas gotinhas d’água brotavam dos meus pelos umedecendo-os levemente. Não dei muita importância , então percebi que aquele senhor velhinho, o humano, olhava fixamente para mim .

— Você sabe onde está agora?

Victoria
Claro que eu sabia! Devia estar na clínica veterinária. Meus pais sempre me levavam lá.

— No médico eu acho- falei meia atrapalhada - Só que acho que ele já me curou e espero apenas meus tutores virem me buscar, estou louca para brincar de  paninho com minha mãe.

— Você se lembra do que houve ?

Se eu me lembrava ? Era claro que sim...

— Eu havia ficado doente, minha perna doía  - comecei a dizer - aí meus pais haviam me levado no veterinário, tiraram fotos minhas e quando saí para encontrá-los eles estavam chorando, não soube bem o motivo . Ouvi o médico falar algo como: “Vai chegar a hora em que teremos que sacrificar".

Não sabia o que era , então brinquei para tentar alegrá-los. Fomos para casa e eles não pararam de chorar, no dia seguinte fomos a outro médico, a mesma coisa, eles choravam mais e mais. Minha mãe brincava comigo , mas com um pouco mais de cuidado, pois minha perna ainda doía.

Mais uns dias e fomos à outro médico, esse eu já conhecia e não tinha medo dele, era muito bonzinho. Ao contrário dos outros, ele não falou a palavra sacrificar nem uma vez. Sequer sei para que usavam essa palavra, mas achei que era por causa dela que meus tutores choravam tanto.

Comecei a sentir dores mais fortes, mas meus pais me compraram um colchão enorme de espuma e ali eu comecei a passar a maior parte do meu tempo. Saia para fazer xixi e  bem, você sabe o quê, depois voltava. Até comer era fácil, meus pais me davam ali mesmo, na boca. Comecei a tomar umas bolinhas doces que me davam mais animo, mas eu sentia que havia alguma coisa errada.

Já não conseguia mais correr como antes e nem tinha mais animo para brincar com o paninho, mesmo quando minha mãe pedia, então para disfarçar , eu enchia ela de beijos e fazia ela coçar minhas costas. Acho que ela ficava triste comigo, porque ela chorava muito.

Os dias passaram e eu fui piorando. Já quase não conseguia mais andar, então meus pais me ajudavam a caminhar lentamente. Me seguravam enquanto eu fazia xixi e me enxugavam, afinal sempre fui muito cuidadosa com minha aparência. Depois eles me deitavam e me ofereciam água, eu tomava tudo, mesmo que não estivesse com sede. Era meu jeito de agradecer à eles pela ajuda, sabia que quando ficasse forte novamente poderia recompensá-los melhor.

Yannis
Mas parecia que eu não melhorava, nem fome eu sentia mais e olhe que eu comia muito bem. Mas lá estava minha mãe de novo. Ela comprou
uma ração super gostosa, era especial - eu os ouvia falar -  para eu comer. Vejam só, ela dava ração na minha boca com  aquela colher que os humanos usam. Então, para não fazê-la chorar eu comia tudo. Depois vinham aquelas massagens gostosas no meu braço e no meu peito, água e muito carinho. Depois eu dormia e quando acordava sempre um deles estava do meu lado.

Eu não conseguia mais andar quando nos voltamos naquele veterinário bonzinho. Fiquei "esticadona" no carro e vi ele vir todo preocupado para meu lado. Disse que havia inchado muito, olhou para meus pais e disse que estava indo tudo bem, depois sorriu para mim e esfregou minhas costas, então todos foram lá para dentro. Minha mãe voltou chorando, mas eu sabia que estava prestes a melhorar.

Quando voltei para casa naquele dia eu não me sentia muito bem, estava muito cansada , dormi. Minha mãe me acordou só mais tarde para comer, comi e voltei a dormir. Logo aprendi que precisava da ajuda deles para tudo.

Quando estava com sede ou com fome .

Foi assim que aprendi que se eu chorasse, mesmo que baixinho, um deles sempre vinha correndo para me ajudar.

Eu chorava baixinho.

Meus pais vinham e me perguntavam o que eu queria, eu olhava o pote d’água e eles me davam de beber. Chorava só para eles ficarem ao meu lado . Eles aprenderam rápido o que eu queria.

Renno
Quando a dor me incomodava, me davam um remédio docinho, minha mãe dizia que tinha um tal de “açuquinha” não sei o que era mas era bom. Eu dormia e não sentia mais nada.

De noite todos se reuniam em volta de mim e proferiam o que eles chamavam de oração. Era muito bom. Eu relaxava muito e podia ter todos
eles ao meu redor por mais tempo e era naquela hora que eu dava beijinho de esquimó na minha mãe. Meu nariz roçando no dela, era divertido, as vezes eu não aguentava e dava uma lambida nela, mas ela gostava e começava a sorrir para mim. Fazia isso também quando eu tentava abanar o rabinho , mas eu estava sempre muito cansada para isso.

Foi quando comecei a entender que talvez eu estivesse mesmo muito doente. Não conseguia me mexer mais e meus pais arranjaram um travesseiro para mim, viviam trocando as fronhas pois eu babava muito nele, mas era gostoso, sempre um deles estava perto de mim.

Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa errada, mas não sabia o que era. Quando não pude mais me mover minha mãe comprou fraldas para mim, então eu podia fazer xixi e tudo mais sem  eles terem que ficar me arrastando de um lado para o outro como faziam antes. Aí eu fazia xixi, chorava e eles vinham trocar aquele paninho úmido que ficava por baixo de mim.

Fui piorando.

Agora só meus olhinhos se moviam. Eu chorava mais, não por que queria comer ou beber, simplesmente  chorava porque tinha medo de ficar sozinha e meus tutores aprenderam rapidamente a ler isso nos meus olhos. Minha mãe se deitava por horas sem fim ao meu lado, falando comigo e me fazendo companhia.

Então um dia notei que todos eles estavam chorando muito, acho que é por que eu não havia comido toda minha comida, bebi muita água e não me sentia bem. Meu corpo estava dolorido e pesado, só dei um beijo de esquimó na minha mãe e uma ou duas lambidinhas neles. Estava com muito sono, não sei como foi, acordei com minha mãe chorando e trocando a fronha onde eu sem querer vomitara. Ela pedia para eu ficar e eu queria realmente ficar com ela.

Mel
Abri meus olhos para ela ver que eu queria ficar ali. Eu a vi chorar . Todos eles. Fechei meus olhos e senti ela me beijar e me abraçar, foi aí que ela me disse que me amava muito. Eu não queria ir, então o sono me fez dormir..........é ......acho que estou sonhando agora.”

Olhei para aqueles rostinhos curiosos diante de mim, um dos meus amiguinhos chorava baixinho e eu não pude deixar de notar isso.

— E você meu amigo, como são seus tutores? - Perguntei à ele tentando animá-lo, afinal, os humanos deviam ser todos iguais, ao menos os que eu conhecia eram bons.

Ele me olhou tristinho e todos nós ficamos quietos. Notei que ele não parecia bem, seu corpo tremia como se estivesse com frio.

— Meu "dono" me levou ao médico, parece que era um problema que dava para resolver, mas a cirurgia ia custar muito caro. Coitado do meu "dono", ele quase nem tem dinheiro, trocou o carro porque fiz xixi nas rodas e elas enferrujaram. Dei muito gasto para ele. Pois é, ele não tinha dinheiro, aí ele mandou o homem de branco me sacrificar. Não o vi sair, fiquei esperando ele voltar e me levar para casa , mas ele não voltou. Nem sei se vai voltar para me buscar.

— O meu fez igual, ele me sacrificou por que eu latia demais defendendo a casa....falou um outro ao lado dele.

Fiquei tão triste com as histórias deles e olhei para o velhinho que havia começado a conversar comigo.

— Você sabe onde está agora?

Olhei para aquele rosto carinhoso e finalmente entendi o que havia acontecido.

Meus tutores não poderiam vir me buscar e sei o quanto desejavam. Eu havia morrido. Ficara doente e havia morrido, por isso aquelas gotinhas de água que molhavam meus pelos.

Eram lágrimas. 

As lágrimas dos meus pais que ainda choravam por mim.





Foto by SN; Yannis












Yannis, morta por Osteosarcoma em 14 de setembro de 2001.







Simone Nardi 




Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014
 


sexta-feira, 18 de julho de 2014

A carne nutre a carne? -Encefalopatia Espongiforme Bovina

Vacas loucas ??

 

 

Encefalopatia Espongiforme Bovina - EEB 




722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?

Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde.[...]

Livro dos Espíritos 

 



O Mal da Vaca Louca!


Quem ainda não ouvir falar desta doença? O Brasil já teve dois casos(ao que sabemos), um em 2012 e um agora em 2014, ano em que este artigo está sendo escrito. Por sinal em uma empresa que usa a propaganda e artistas famosos como meio de persuadir as pessoas a comerem mais e mais carne.

A maioria não se incomoda com a morte dos animais, alegam que não matariam se tivessem que para isso, comerem carne, mas por outro lado pouco se importam com as pessoas que matam animais diariamente bem como com os próprios animais  que são abatidos para virarem bifes. 

As pessoas em geral são estranhas e não pensam nisso.

Houve muito falatório quando se encontrou nos mercados europeus a carne de cavalo sendo vendida livremente - parece que alguns se importam com este animal - e agora  há muito falatório e medo por parte dos carnívoros devido ao surgimento da Encefalopatia aqui em terras tupiniquins.

Enquanto muitos falam, a desconsideração com os animais permanece, vamos ver como.

O que é a  Encefalopatia Espongiforme Bovina ?

Resumindo: 


Príons
Uma doença altamente degenerativa, incurável devido a isso fatal e que não afeta apenas os bovinos, mas os humanoides que se alimentam deles.

A proteína Príon causa a morte das células do cérebro formando buracos nele, deixando-o assim com a aparência que lembra uma esponja. 

O que ocorre é que ela é rapidamente transmitida ao Sistema Nervoso Central do animal afetado causando tremedeira, agressividade, falta de coordenação motora, o que a faz cair e o impede de conseguir levantar-se. O animal afetado não consegue se alimentar ou beber água, o que vai deteriorando sua condição corpórea.A morte ocorre então entre 1 mês a  até 6 meses.

Pois é, ao contrário do que costumamos ler a EEB não atinge apenas bovinos mas seres humanos, já que a doença Creutzfeldt -Jakob, parece resultar do consumo da carne de animais afetados por essa doença. 

Isso fez aumentar a preocupação com os animais?

Não, a única preocupação foi financeira, isso por parte dos criadores já que um animal doente no rebanho pode comprometer todos os demais e assim fazer o empresário perder milhões.

Animal  com EEB
As pessoas se preocuparam com os animais, afinal ela causa muito mal a eles e os leva a morte?

Do mesmo modo, não, as pessoas somente se preocuparam em não pegar, elas mesmas, a doença. 

O cúmulo do egoísmo, principalmente se levarmos em conta o que parece ter motivado o surgimento desta doença. 

Ao que parece a EEB surgiu como resultado da ganância humana ao alimentar o gado bovino com farinhas a base de carne e ossos de outros animais que já haviam sido abatidos, o que fez a epidemia progredir rapidamente. Ao que apuramos em alguns estudos, até mesmo animais doentes e afetados pela EEB eram abatidos e transformados na farinha que iria alimentar animais até então saudáveis. 

Prova incontestável de que a "carne não nutre a carne" como alguns adoram repetir, até porque esses animais, herbívoros igualmente são feitos de carne e não devem se alimentar dela, já que o que serve a um deve servir a outro, ou estaremos como sempre, tentando nos favorecer.


A questão não é deixar de se alimentar de corpos de animais porque eles estão passando novas doenças ou porque amamos este ou aquele animal que é consumido livremente em outra cultura, a questão é apenas sentir Alteridade por aquele animal que sofre, tanto pelo abate quanto pelas doenças que nós mesmos lhes causamos.

Alimentar-se apenas daquilo que não lhe prejudique é uma prova amarga e cruel do mais puro e tenebroso egoísmo humano.




Simone Nardi




Fonte


Instituto Biológico

Pecuária Rural





Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
Nos Ajude a divulgar 





©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014