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domingo, 31 de dezembro de 2017

VAI ABANDONAR NO ANO NOVO?






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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ABANDONO NO ANO NOVO










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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Trabalho de Assistência Espiritual de Animais

o

Em nossa página Tratamento Espiritual de Animais trazemos este artigo abaixo, estamos recolocando aqui apenas para reforçar o que é preciso para  iniciar esse trabalho em mais Casas Espiritas e abrir espaço para uma nova discussão sobre o assunto.Traremos depois deste mais 4 artigos referentes ao tema ainda inéditos no Blog e acreditamos, em toda a internet.

 

Tratamento e assistência espiritual aos animais e tutores


O mundo está mudando e é preciso aceitar as novas mudanças. Há poucos anos atrás seria algo inimaginável falar-se no atendimento espiritual aos irmãos animais dentro de qualquer religião, tal como seria polêmico falar sobre vegetarianismo também.

No entanto, está se comprovando essa nova visão holística do mundo através dos trabalhos que algumas casas estão desenvolvendo. No Final do texto colocamos a lista de algumas casas que conhecemos.

Não é fácil implantar um trabalho desses numa Casa Espírita ou em qualquer outra religião devido ao preconceito que grande parte nutri em relação aos animais. Fomos ensinados desde tenra idade que eles são inferiores, a má compreensão da Bíblia nos deixou como herança que Deus nos havia fornecido os animais para nosso uso, e não para compartilhar conosco esse caminho evolutivo. Temos enraizada em nossa mente que todo animal deve ter um propósito de utilidade para os seres humanos, quando o único propósito de cada ser é com ele mesmo e com sua evolução.

Enxergar Deus nos animais nos faz compreender isso.

Plantando uma semente


Toda nova ideia sofre resistência, seja em qualquer religião, seja em qualquer sistema onde seres humanos estejam reunidos. É preciso perseverança para fazê-la brotar, para fazê-la crescer e para fazê-la frutificar.

Resistência sempre haverá, porque o medo de transformar-se faz com que as pessoas resistam e fujam das novas ideias. A barreira da existência da alma dos animais foi quebrada, como um dia foi quebrada a barreira da existência da alma dos negros, dos índios e das mulheres, não há superior e não há inferior e só iremos acordar para isso quando passarmos a compreender nossa relação com o mundo.

Plantar esta semente é obrigação de cada um de nós, o que não podemos é jogar para o Futuro, uma mudança que deve começar pelas nossas mãos.

O futuro começa hoje


Pessoas afins sempre se encontram, assim como se encontram pessoas com coragem. Seja você o Futuro. Inicie um grupo de estudos sobre a espiritualidade dos animais, mas não persevere somente neste caminho, conheça a alma, mas não a separe da matéria, lembre-se que Espiritismo é Filosofia, Ciência e Religião. Por isso além da alma dos animais é preciso questionar-se para conhecer a vida no plano físico destes irmãos, somente esse conhecimento é que poderá mudar nosso futuro.

Reúnam-se uma vez por semana, leiam, discutam, iniciem um estudo sério sobre estes irmãos tão esquecidos e que estão dentro da caridade Divina. O mundo não vai mudar sozinho, seremos sempre um mundo de expiação e provas enquanto apontarmos para o futuro, aguardando que “alguém” transforme a Terra sem nosso esforço pessoal.

Iniciando os estudos


Alma Animal

A maioria de nossos conhecimentos provêm dos livros, se ontem dizíamos que não “sabíamos”, hoje é impossível dizer tal coisa, podemos apenas alegar que não “desejamos saber”, nada além disso.

É preciso conhecer para poder ensinar.

O trabalho de assistência com animais nos leva a um estudo sério e sistemático de todas as obras espíritas disponíveis, sobretudo do Pentateuco. As duvidas deverão ser sanadas e creiam, muitas pessoas trarão dúvidas para os estudos e posteriormente para os trabalhos.

Algumas dúvidas que irão surgir pelo caminho serão:


  •      O que é espírito?
  •      O que é alma?
  •      Os animais têm espírito?
  •      Os animais são alma-grupo?
  •      Os animais são seres inteligentes?
  •      Inteligência é atributo do espírito?
  •      Instinto é uma espécie de inteligência?
  •     Os animais reencarnam e evoluem?
  •     Os animais despertam da consciência?
  •     Os animais possuem pensamento fragmentário?
  •     Os animais podem receber passes, magnetização e irradiação?
  •     Existem Chakras nos animais?
  •      Entre muitas outras


Livros que podem e devem ser lidos – Religião


Ø  O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Ø  O Livro dos Médiuns - Allan Kardec
Ø  Gêneses - Allan Kardec
Ø  Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Ø  Caminho da Luz- Emanuel
Ø  Alvorada do Reino - Emanuel
Ø  Os animais tem alma? - Ernesto Bozzano
Ø  Evolução Anímica - Gabriel Delanne
Ø  Evolução em dois Mundos - André Luiz
Ø  No mundo Maior – André Luiz
Ø  Os Mensageiros – André Luiz
Ø  Mecanismos da Mediunidade – André Luiz
Ø  Apelo em favor dos animais - Caibar Schutel
Ø  A Gênese da Alma – Cairbar Schutel
Ø  Passes e magnetização- Herculano Pires
Ø  Fisiologia da Alma – Ramatis
Ø  Tudo o que vive é teu próximo- Ramatis
Ø  Origem e Evolução dos seres – Galileu Galilei
Ø  Filhos de Gautama- Augusto Drumond
Ø  Fenômenos espíritas no mundo Animal – Carlos Bernardo Loureiro
Ø  Animais Nossos irmãos – Eurípedes Kruhl
Ø  Livros do Dr. Marcel Benedeti
§  Todos os Animais Merecem o Céu
§  Os Animais conforme o espiritismo
§  A espiritualidade dos animais
§  Todos os Animais são nossos irmãos
Ø  Irvênia Prada
§  A Alma dos Animais
§  A questão espiritual dos animais


Livros de que devem ser lidos - Filosofia*


  •       Libertação Animal- Peter Singer
  •       Vida ética – Peter Singer
  •       A ética da alimentação – Peter Singer
  •       Ética Pratica- Peter Singer
  •       Jaulas Vazias – Tom Regam
  •       Quando os Elefantes choram- Jeffrey Moussaief
  •       Visão Abolicionista: Ética e Direitos Animais; Antologia ANDA   

Por que colocamos que tais livros "devem ser lidos"?

Pelo simples fato de que, se lermos apenas um único tipo de livro, estaremos deixando de lado  um grande cabedal de conhecimento que pode vir a reforçar nossos conhecimentos no tema Animais,e também pelo fato  de que nem todos os livros  que citamos no tema Religião explicam detalhadamente toda a evolução pela qual já passamos desde que Kardec codificou o espiritismo. Presos apenas a religião deixaremos de ver e compreender muitos outros fatos e conhecimentos que tanto a Filosofia quanto a ciência nos trazem.

Livros que podem e devem ser lidos: Ciência



·         A Evolução das espécies- Charles Darwin
·         A expressão das emoções no homem e nos animais – Charles Darwin 
·         A Evolução Criativa das espécies – Amit Goswani
·         A Leoa Vegetariana –George H. Westbeau
·         A Verdadeira face da experimentação animal –Sérgio Greif e Thales Trez


Atingido o objetivo inicia da própria conscientização, deve-se então decidir pela implantação ou não dos trabalhos, lembrando que este, tal como qualquer outro trabalho, vem acrescido de grande responsabilidade junto ao plano espiritual, mas vencida as dúvidas e os preconceitos, estará a Casa pronta para a implantação.


Simone Nardi



Fale Conosco  

Qualquer dúvida escreva um email para  Fale Conosco  

Além dos contatos de cada Casa  em nossa Página, disponibilizamos, baseados na reposta de cada Centro se eles são vegetarianos ou não; fica a critério de cada leitor questionar as Casas posteriormente.





Email que enviamos às Casas (sugestão para que os leitores enviem também)


Bom dia amigos, temos um Blog irmãos Animais - Consciência Humana ( http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/)sobre a espiritualidade de animais, que tem recebido muitas visitas e disponibilizamos nele os endereços e os contatos das casas que realizam o tratamento espiritual  de animais.
Para deixarmos mais claro aos nossos leitores, decidimos colocar  além dos dados da Casa, um comunicado alertando se os trabalhadores envolvidos, bem como a Casa em si ,já se tornou vegetariana/vegana.
Estamos enviando esse email a todas as Casas a partir dessa semana(Janeiro 2014), já que  houve inúmeros problemas com Casas que pregavam o vegetarianismo aos tutores enquanto os trabalhadores se alimentavam de carne e a Casa realizava eventos a base de animais.
Queremos deixar ao público o trabalho de modo mais cristalino possível, para que tais problemas não ocorram novamente.
A (nome da Instituição) tanto os trabalhadores quanto a casa em si, já tomaram conhecimento da necessidade do vegetarianismo a partir da abertura dos trabalhos com animais?(já são vegetarianos, incluindo os eventos de arrecadação de fundos financeiros?)
A opção que colocaremos no site é * são todos vegetarianos
                                                        * nem todos são vegetarianos
                                                        * absteve-se da resposta
                                                  
gratos pela atenção






Parte 2

Assistência Espiritual de Animais: Cuidado com as palestras

Video



Artigo da Associação Medico Espírita

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

   

 

 


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Meu Grande Tutor (História)

Foto by SN: Yannis

(Baseado num fato real)




Eu cheguei naquele lugar sozinha. Não vi meus pais e olha que eles sempre estavam comigo. Continuei a andar vendo que outros como eu também caminhavam um tanto assustados. Me enchi de coragem, sim pois que meus pais sempre me chamavam de “Grande Cão de Guarda”,  por isso achei que deveria agir como um.

Olhei com olhos antigos um mundo novo diante de mim, então percebi que havia uma rodinha de outros cães, todos sentados conversando uns com os outros. Um velho humano fez sinal para que eu me juntasse a eles, obedeci, afinal sempre fui muito obediente mesmo.

Aproximei-me e sentei descuidadamente sobre o rabo de um de meus novos amigos, desculpei-me e sorri mostrando meus dentes brancos para ele. Minha mãe gostava quando eu fazia isso para ela.

Fiquei ali parada, ouvindo eles contarem sobre suas experiências sem saber ainda aonde estava. Sentia falta dos meus pais, mas sabia que cedo ou tarde eles viriam me apanhar, sempre diziam assim:

“ Nossa que saudades do amor da mãe”, ou então: “Cadê o amor da mãe? “ .

E eu balançava meu toquinho de rabo e sorria para eles. Não, eu não devia me preocupar, eles viriam me pegar a qualquer momento.

Notei com estranheza que meu peito não estava mais inchado e notei também que algumas gotinhas d’água brotavam dos meus pelos umedecendo-os levemente. Não dei muita importância , então percebi que aquele senhor velhinho, o humano, olhava fixamente para mim .

— Você sabe onde está agora?

Victoria
Claro que eu sabia! Devia estar na clínica veterinária. Meus pais sempre me levavam lá.

— No médico eu acho- falei meia atrapalhada - Só que acho que ele já me curou e espero apenas meus tutores virem me buscar, estou louca para brincar de  paninho com minha mãe.

— Você se lembra do que houve ?

Se eu me lembrava ? Era claro que sim...

— Eu havia ficado doente, minha perna doía  - comecei a dizer - aí meus pais haviam me levado no veterinário, tiraram fotos minhas e quando saí para encontrá-los eles estavam chorando, não soube bem o motivo . Ouvi o médico falar algo como: “Vai chegar a hora em que teremos que sacrificar".

Não sabia o que era , então brinquei para tentar alegrá-los. Fomos para casa e eles não pararam de chorar, no dia seguinte fomos a outro médico, a mesma coisa, eles choravam mais e mais. Minha mãe brincava comigo , mas com um pouco mais de cuidado, pois minha perna ainda doía.

Mais uns dias e fomos à outro médico, esse eu já conhecia e não tinha medo dele, era muito bonzinho. Ao contrário dos outros, ele não falou a palavra sacrificar nem uma vez. Sequer sei para que usavam essa palavra, mas achei que era por causa dela que meus tutores choravam tanto.

Comecei a sentir dores mais fortes, mas meus pais me compraram um colchão enorme de espuma e ali eu comecei a passar a maior parte do meu tempo. Saia para fazer xixi e  bem, você sabe o quê, depois voltava. Até comer era fácil, meus pais me davam ali mesmo, na boca. Comecei a tomar umas bolinhas doces que me davam mais animo, mas eu sentia que havia alguma coisa errada.

Já não conseguia mais correr como antes e nem tinha mais animo para brincar com o paninho, mesmo quando minha mãe pedia, então para disfarçar , eu enchia ela de beijos e fazia ela coçar minhas costas. Acho que ela ficava triste comigo, porque ela chorava muito.

Os dias passaram e eu fui piorando. Já quase não conseguia mais andar, então meus pais me ajudavam a caminhar lentamente. Me seguravam enquanto eu fazia xixi e me enxugavam, afinal sempre fui muito cuidadosa com minha aparência. Depois eles me deitavam e me ofereciam água, eu tomava tudo, mesmo que não estivesse com sede. Era meu jeito de agradecer à eles pela ajuda, sabia que quando ficasse forte novamente poderia recompensá-los melhor.

Yannis
Mas parecia que eu não melhorava, nem fome eu sentia mais e olhe que eu comia muito bem. Mas lá estava minha mãe de novo. Ela comprou
uma ração super gostosa, era especial - eu os ouvia falar -  para eu comer. Vejam só, ela dava ração na minha boca com  aquela colher que os humanos usam. Então, para não fazê-la chorar eu comia tudo. Depois vinham aquelas massagens gostosas no meu braço e no meu peito, água e muito carinho. Depois eu dormia e quando acordava sempre um deles estava do meu lado.

Eu não conseguia mais andar quando nos voltamos naquele veterinário bonzinho. Fiquei "esticadona" no carro e vi ele vir todo preocupado para meu lado. Disse que havia inchado muito, olhou para meus pais e disse que estava indo tudo bem, depois sorriu para mim e esfregou minhas costas, então todos foram lá para dentro. Minha mãe voltou chorando, mas eu sabia que estava prestes a melhorar.

Quando voltei para casa naquele dia eu não me sentia muito bem, estava muito cansada , dormi. Minha mãe me acordou só mais tarde para comer, comi e voltei a dormir. Logo aprendi que precisava da ajuda deles para tudo.

Quando estava com sede ou com fome .

Foi assim que aprendi que se eu chorasse, mesmo que baixinho, um deles sempre vinha correndo para me ajudar.

Eu chorava baixinho.

Meus pais vinham e me perguntavam o que eu queria, eu olhava o pote d’água e eles me davam de beber. Chorava só para eles ficarem ao meu lado . Eles aprenderam rápido o que eu queria.

Renno
Quando a dor me incomodava, me davam um remédio docinho, minha mãe dizia que tinha um tal de “açuquinha” não sei o que era mas era bom. Eu dormia e não sentia mais nada.

De noite todos se reuniam em volta de mim e proferiam o que eles chamavam de oração. Era muito bom. Eu relaxava muito e podia ter todos
eles ao meu redor por mais tempo e era naquela hora que eu dava beijinho de esquimó na minha mãe. Meu nariz roçando no dela, era divertido, as vezes eu não aguentava e dava uma lambida nela, mas ela gostava e começava a sorrir para mim. Fazia isso também quando eu tentava abanar o rabinho , mas eu estava sempre muito cansada para isso.

Foi quando comecei a entender que talvez eu estivesse mesmo muito doente. Não conseguia me mexer mais e meus pais arranjaram um travesseiro para mim, viviam trocando as fronhas pois eu babava muito nele, mas era gostoso, sempre um deles estava perto de mim.

Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa errada, mas não sabia o que era. Quando não pude mais me mover minha mãe comprou fraldas para mim, então eu podia fazer xixi e tudo mais sem  eles terem que ficar me arrastando de um lado para o outro como faziam antes. Aí eu fazia xixi, chorava e eles vinham trocar aquele paninho úmido que ficava por baixo de mim.

Fui piorando.

Agora só meus olhinhos se moviam. Eu chorava mais, não por que queria comer ou beber, simplesmente  chorava porque tinha medo de ficar sozinha e meus tutores aprenderam rapidamente a ler isso nos meus olhos. Minha mãe se deitava por horas sem fim ao meu lado, falando comigo e me fazendo companhia.

Então um dia notei que todos eles estavam chorando muito, acho que é por que eu não havia comido toda minha comida, bebi muita água e não me sentia bem. Meu corpo estava dolorido e pesado, só dei um beijo de esquimó na minha mãe e uma ou duas lambidinhas neles. Estava com muito sono, não sei como foi, acordei com minha mãe chorando e trocando a fronha onde eu sem querer vomitara. Ela pedia para eu ficar e eu queria realmente ficar com ela.

Mel
Abri meus olhos para ela ver que eu queria ficar ali. Eu a vi chorar . Todos eles. Fechei meus olhos e senti ela me beijar e me abraçar, foi aí que ela me disse que me amava muito. Eu não queria ir, então o sono me fez dormir..........é ......acho que estou sonhando agora.”

Olhei para aqueles rostinhos curiosos diante de mim, um dos meus amiguinhos chorava baixinho e eu não pude deixar de notar isso.

— E você meu amigo, como são seus tutores? - Perguntei à ele tentando animá-lo, afinal, os humanos deviam ser todos iguais, ao menos os que eu conhecia eram bons.

Ele me olhou tristinho e todos nós ficamos quietos. Notei que ele não parecia bem, seu corpo tremia como se estivesse com frio.

— Meu "dono" me levou ao médico, parece que era um problema que dava para resolver, mas a cirurgia ia custar muito caro. Coitado do meu "dono", ele quase nem tem dinheiro, trocou o carro porque fiz xixi nas rodas e elas enferrujaram. Dei muito gasto para ele. Pois é, ele não tinha dinheiro, aí ele mandou o homem de branco me sacrificar. Não o vi sair, fiquei esperando ele voltar e me levar para casa , mas ele não voltou. Nem sei se vai voltar para me buscar.

— O meu fez igual, ele me sacrificou por que eu latia demais defendendo a casa....falou um outro ao lado dele.

Fiquei tão triste com as histórias deles e olhei para o velhinho que havia começado a conversar comigo.

— Você sabe onde está agora?

Olhei para aquele rosto carinhoso e finalmente entendi o que havia acontecido.

Meus tutores não poderiam vir me buscar e sei o quanto desejavam. Eu havia morrido. Ficara doente e havia morrido, por isso aquelas gotinhas de água que molhavam meus pelos.

Eram lágrimas. 

As lágrimas dos meus pais que ainda choravam por mim.





Foto by SN; Yannis












Yannis, morta por Osteosarcoma em 14 de setembro de 2001.







Simone Nardi 




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