quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vida Noturna



Vida Noturna


E pisca-pisca começa a iluminar a noite
São vaga-lumes que aparecem para namorar
Novos insetos despertam para o trabalho
No galho lá longe,
A coruja pia inquieta buscando o alimento
O rato se esconde, em seu canto se aquieta

E vem a noite e desperta, as aranhas , as cobras
Os vermes da terra
O sapo coaxa, bem perto do lago
Em suave melodia, a rã  muito esperta
Se atira na água  tão calma, buscando o alimento
Que a fome espanta

É a vida noturna , despertando de novo
Aguardando que no lago
Até o chato pernilongo
Namore e procrie, se alimente e termine
Na boca do sapo que ao se calar
Com a língua o laça,
Para se alimentar.



Simone Nardi



Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Animais, nossos irmãos (Estudo) Parte 7



“Cuidado significa, então, desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção, bom trato... estamos diante de uma atitude fundamental, de um modo de ser mediante o qual a pessoa sai de si e centra-se no outro com desvelo e solicitude”. Leonardo Boff Encontrando o Caminho
 

Estamos desvendando juntos um mundo que para alguns é realmente novo, um mundo onde a inclusão da responsabilidade moral para com os animais se faz presente, os laços de afeto, as relações de irmandade a qual sempre nos referimos ao falarmos sobre suas almas, agora realmente começam a existir na prática, não apenas nas palavras. Seguimos então o caminho tortuoso de mostrar que muita coisa em que acreditávamos não passavam de mentiras que nos foram ensinadas ao longo do tempo, e que hoje precisam sumir na poeira dos desenganos. Eles não apenas possuem alma, mas são seres sencientes e inteligentes; diante desse novo conhecimento algo precisa mudar : Nosso comportamento diante deles, nossa exploração por seus corpos está baseada exatamente no fato de que não acreditávamos que eles eram iguais a nós, não em forma corporal, mas emocional e sensorial. E agora sabemos: eles são iguais a nós.

Que atitude tomar então?

É inegável que muitos irão continuar ignorando esse fato, como também é inegável que muitos irão mudar. Caridade e compaixão. Pode até haver alguém que diga que um bifinho “não faça mal”, é aquele que pensa em si mesmo apenas, não se enxergando como irmão daquele Ser ainda em condição inferior ( na escalada evolutiva) à ele .

Sabemos há muito, faz parte da índole humana pensar em si, depois nos demais; só que o desprendimento do mundo material só vai ocorrer quando pensarmos igualmente no próximo e então em nós mesmos, ainda mais quando a vida desse próximo depende inteiramente de uma mudança de atitude moral da nossa parte.

Para aqueles que não querem mudar, nada mais podemos fazer além de acreditar que cedo ou tarde, eles realmente verão que os animais não foram criados para o uso que fazemos deles. Para aqueles que querem mudar, o que podemos fazer é incentivar, auxiliar e dizer o quanto nos sentimos felizes com essa mudança, por isso traremos dois assuntos importantes que são conseqüências da conscientização: O vegetarianismo e o veganismo.

Desde que me propus a escrever sobre a inclusão moral dos animais não-humanos dentro de nossa visão ética e religiosa, jamais havia tocado diretamente no fato das pessoas se tornarem vegetarianas ou veganas. Falava sobre como devemos agir com amor, com compaixão e misericórdia para com esse nossos irmãos, contudo, acredito que seja tempo de falar mais claramente sobre esse assunto que assusta tanto alguns espíritas : o que é o vegetarianismo e o que é veganismo, para aqueles que estão em mudança e para aqueles que já mudaram. Nesses 4 anos na Feal, pude sentir que muitas pessoas compartilham da visão de que realmente os animais são nossos irmãos, de que merecem nosso respeito e nossa compaixão; alguns mudaram, alguns deixaram de se acanhar diante do assunto e se mostraram interessados, questionando, buscando por mais respostas, o que demonstra que ao se descobrir uma verdade deve-se fazer isso racionalmente, sem fanatismos, sem se deixar levar pelo entusiasmo. Pude ver que foi um espaço democrático para que outros amigos trouxessem a tona suas experiências, suas angustias, suas alegrias, demonstrando que o trabalho ao qual havíamos nos proposto a realizar realmente estava trazendo resultados, e quando me refiro a nós, me refiro aos amigos espirituais que muito se dedicam a essa causa, amigos desconhecidos que trabalham em silêncio por esses irmãos em ascensão, que dia a dia travam uma guerra sem fim contra a crueldade que impomos aos animais, amigos que me pediram: trabalhe por eles. Amigos que passaram mensagens já postadas aqui e que se mantiveram anônimos porque para eles o trabalho pelos animais é o que importa. E aos poucos pudemos notar que muitas pessoas se interessaram pelos animais, não apenas espiritualmente, mas pelo que lhes acontecia enquanto encarnados e por isso esse trabalho tem sido recompensado com emails e palavras de incentivo. Mas vamos ao que realmente nos interessa, lembrando sempre que, seja qual for a alimentação , sempre serão necessários cuidados nutricionais:

Vegetarianismo [1]: esse é com certeza o primeiro passo para quem descobriu nos animais uma irmandade que lhe ficava oculta, muitos colocam como um modelo, como uma filosofia de vida, mas na verdade tornar-se vegetariano é muito mais que isso, é uma atitude que denota verdadeiro interesse pelo Planeta e por aqueles que sofrem, pois a abstenção de fazer o mal começa também pela boca. Cada um deve levar em conta o seu tempo pois o desligamento da alimentação carnívora para uns pode ser fácil, enquanto que para outros pode ser mais difícil, essa mudança de hábito cultural, contudo, denota grande coragem em encarar os problemas de frente, de se posicionar, de praticar a caridade. Mas, pelos motivos certos, nenhum ideal deixa de ser erguido dentro de nós. Algumas pessoas simplesmente abandonam de uma só vez todos os tipos de carne, se mantendo apenas nos derivados do leite (queijos e laticínios) os conhecidos lacto-vegetarianos. Outras precisam de um tempo maior e vão abandonando aos poucos primeiro a carne bovina, depois a suína, a de frango, peixes, numa caminhada Ética até o topo. Em todos os casos é preciso reaprender a se alimentar, o novo vegetariano não pode simplesmente abdicar da carne e comer apenas salada, é preciso que ele coloque em suas refeições pratos que até hoje ele considerava apenas como secundários (acompanhamentos). É o equilíbrio alimentar que o deixará saudável, por isso a importância em buscar informações sobre o assunto em sites especializados, comunidades ou mesmo com amigos, para que a mudança seja realizada sem problemas. Veganismo [2]: é a principal mudança que as pessoas podem fazer em relação aos animais. Um degrau mais alto que o vegetarianismo onde alguns ainda fazem uso de ovos, do leite e seus laticínios; o veganismo toma um rumo Ético ainda mais prático, eliminando do uso diário qualquer tipo de produto que provenha da exploração animal. Não se faz uso de roupas de couro, seda, lã ou peles, de produtos que assumidamente tenham realizado testes em animais, não se utiliza mel de abelha, cera ou própolis, não se come peixes, ovos ou laticínios, ou seja, o vegano se exime completamente do uso de qualquer coisa que provenha da exploração animal. É uma mudança que exige muito mais do que apenas tornar-se vegetariano, porque se pode ver através do veganismo os inúmeros abusos cometidos contra os animais em nosso dia a dia. E é uma mudança que obrigou muitas empresas a mudarem também. Hoje existem no mercado inúmeros produtos isentos de crueldade, a pressão dos que lutam pelos animais tem conseguido fazer com que as empresas troquem os testes realizados em animais e partam em busca de métodos alternativos. Hoje também existe uma gama enorme de cosméticos isentos de crueldade, isentos de produtos de origem animal, provando que é possível mudar de atitude e criar novas mudanças com isso. Agora se espalham pelas prateleiras dos supermercados produtos para vegetarianos e veganos, porque é um mercado que cresce e cresce simplesmente porque cada vez mais pessoas abriram os olhos para essa cruel realidade que aflige os animais não-humanos.

Claro que existem ainda muitas barreiras que são levantadas contra o vegetarianismo e o veganismo, ora alguém aponta a falta de vitamina B12 que só é encontrada em produtos de origem animal e embora seja verdade, sabemos que ela pode ser suplementada através de comprimidos igualmente isentos de produtos de origem animal. Ainda há quem diga que veganos e vegetarianos não consomem proteínas, o que não é verdade e sim desconhecimento, pois existem boas fontes de proteína que não são de origem animal e que muitos ignoram porque só possuem olhos para a “carne”. Sementes de gergelim e girassol, grão de bico, feijão, lentinhas, ervilhas, castanhas, amêndoas, nozes e a soja, todas são fontes de proteína. Para se manter saudável é preciso apenas começar a prestar atenção na imensa quantidade de alimentos que deixamos de lado durante todos esses anos. Quando fazemos isso notamos que não precisamos obter o ferro apenas da ingestão de animais, além de estar presente nos alimentos já mencionados, ele se encontram em vegetais verde-escuros, aqueles mesmos que só são ingeridos uma vez ou outra, e como mero acompanhamento do prato principal. Igualmente o cálcio que muitos insistem em dizer que só existe no leite e seus derivados, pode ser encontrado nas leguminosas, nas oleaginosas, nos mesmos vegetais verde-escuros onde encontramos o ferro ou seja, em fontes vegetais que passarão de mero acompanhamento à pratos principais até porque, somente os seres humanos é que continuam tomando leite na fase adulta. Existem inúmeros sites dirigidos a veganos e vegetarianos, existem nutricionistas especializados para esclarecer essas questões, demonstrando que ninguém mais precisa repetir que a carne nutre a carne quando a ciência começa a provar que ela não é mais necessária ao corpo, que podemos viver bem sem nos utilizarmos da morte de animais, porque é isso o que fazemos, não ligamos a “carne” dita no Livro dos Espíritos aos milhares de animais que são mortos diariamente, porque essa conexão não nos interessa e não nos interessa porque nos fará pensar e pensando seremos forçados a nos ver como seres totalmente isentos de compaixão.

Claro que muitos irão dizer que o vegetarianismo ou o veganismo não torna alguém melhor, inúmeras vezes ouvimos dizerem que Chico comia carne e que Hitler era vegetariano(3), mas sabemos que é a conscientização que torna a pessoa melhor, existem muitas pessoas que se tornam vegetarianas por modismo, essas pessoas não fazem isso para o bem do próximo mas por interesses próprios e isso é egoísmo não altruísmo. Ninguém que se esforce para ajudar os animais é uma pessoa má como alguns querem colocar, há o mito de que as pessoas que cuidam de animais não ajudam outras pessoas, que são misantropos, mas sabemos que muitos que auxiliam apenas humanos também o fazem por um interesse próprio, sabemos que muitos que batem no peito e se dizem caridosos às vezes só os são nas ruas, e são verdadeiros tiranos em casa, mesmo assim não podemos generalizar dizendo que a caridade entre pessoas não torna alguém melhor. O mundo se tornará melhor na medida em que nós nos tornarmos melhores, na medida em que deixarmos essas acusações absurdas de lado e partirmos para o trabalho, queiramos ou não, a compaixão pelos animais irá fazer parte da nossa evolução.

As respostas estão aqui, as informações foram passadas e as portas estão abertas, agora é direito de cada um pensar por si mesmo, mas não há como se esconder mais atrás de antigos tabus. Isso é o que fazemos com os animais, isso é o que podemos ou não fazer. Quando mudamos outras mudanças decorrem dessa primeira mudança. Quando nada fazemos, nada acontece, nada muda e os animais continuam a sofrer.

Está em nossas mãos o destino dos animais. 



  Notas: 

  [1] Vegetarianismo: devemos lembrar que a quantidade de animais que sofrem é muito grande e esse primeiro passo é muito significativo, porém não é o último. Encontramos dentro do vegetarianismo diversas formas de alimentação: os ovo-vegetarianos, lacto-vegetarianos, ovo-lacto-vegetarianos, que dentro de cada parcela, ainda se utiliza de um tipo de exploração animal. 

  [2] Veganismo: conhecidos também como vegetarianos estritos ou éticos; o fato é que o veganismo recusa-se a qualquer forma de exploração animal, tirando do uso diário tudo que possa vir da tortura animal: leite e seus laticínios(queijos, manteiga, cremes, maionese), ovos, peixes, não fazendo uso de objetos que igualmente compactuem com a tortura animal como couro, pérola, marfim, sabonetes feitos com gordura animal, cosméticos testados em animais, perfumes . O mesmo ocorrendo com o aprisionamento de animais para diversão como circos e zoológicos, pesca , corridas , caça, gaiolas e tantas outras formas de exploração animal.Um problema levantado por muitos médicos é a ingestão de vitamina B12, mas ela pode , tranquilamente, ser administrada via oral com medicamentos que não provenham da exploração dos animais. 

  [3] O mito de que Hitler era vegetariano é uma ideia compartilhada por muitos escritores, segundo alguns , foram os médicos de Hitler que lhe indicaram uma dieta vegetariana devido a problemas estomacais crônicos, já que muitos de seus biógrafos afirmam sua preferência por carnes. Sua cozinheira deixou registrado no livro intitulado "Gourmet Cooking School Cookbook “ que ele adorava um prato onde o recheio era filhote de pombo. 

  Para conhecer mais: 

  Chico Xavier/Irmão X - Contos e Apólogos e Treino para a Morte Instituto Nina Rosa - A Carne é Fraca (vídeo) e Não matarás (vídeo) Earthilings (Vídeo) - Terráqueos SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira Galáxia Alfa Sítio Vegetariano Nutriveg Centro vegetariano Revista dos Vegetarianos - Edição mensal em bancas de todo País. Guia Vegano Animais tem senso de Moral ANDA - Agência de Notícias dos Direitos Animais Pensata Animal – Revista Eletrônica dos Direitos Animais Rádio Boa Nova - Nossos Irmãos Animais Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!










Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.





Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Segunda sem carne - Charuto de repolho recheado com proteína de soja


Pelo PLANETA


Em todo o mundo, mais terras são utilizadas para alimentar animais de produção do que para qualquer outro fim. Mais de 97% do farelo de soja e 60% da produção global de cevada e milho são usadas para alimentar animais de produção. #segundasemcarne




Ingredientes:
6 folhas de repolho
3 tomates grandes para o recheio
1 tomate grande para forrar a panela
1 xícara de PTS miúda e escura
1/2 xícara de arroz cru
3/4 de xícara de alho-poró
1/2 xícara de cheiro-verde
1 colher (chá) de pimenta-calabresa
1/2 limão pequeno
2 colheres (sopa) de óleo
1 colher (sopa) de manjericão
Sal a gosto
Temperos a parte para o tomate que forra a panela e 1/2 xícara de água
Preparo:
Retire as folhas do repolho e diminua a parte grossa pra ficar mais fácil pra enrolar. Coloque a proteína de soja de molho na água por dez minutos. Lave-a na peneira e aperte para tirar a água. Pique o alho-poró, o cheiro-verde e os tomates. Junte tudo, acrescentando o arroz e tempere com o óleo, o limão, o sal, o manjericão e a pimenta (é importante por o sal bem proporcional, eu polvilho por cima de cada item com bastante atenção). Misture. O segredinho é que fique com bastante tomate pra soltar bastante caldo, deixando saboroso e úmido.
Fervente as folhas do repolho até amolecer. Pique o tomate que vai forrar a panela e tempere com cheiro-verde, limão, sal e óleo. Coloque na panela. Divida o recheio em seis partes e faça os charutos fazendo uma dobra da folha por cima do recheio, depois virando as laterais para dentro e enrolando o restante. Coloque-os na panela em cima do tomate, e acrescente a 1/2 xícara de água. Deixe cozinhar em fogo baixo com a panela tampada até secar. Demora meia hora ou mais, pois solta bastante líquido.
Dica – Se for fazer o repolho todo, retire o centro fazendo um buraco e cozinhe até amolecer um pouco as folhas. Resfrie na água da torneira ou naturalmente e retire as folhas.
Veja fotos do passo a passo aqui.
Fonte: Receita e foto do blog Alquimia Veg



Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email





©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Animais ,Nossos Irmãos (estudo)- Parte 6

“O Homem não é o único animal que pensa!
É o único animal que pensa que não é animal.”
Pascal
A Inteligência dos Animais

 

Muito se discute sobre a inteligência animal. Cientistas do mundo todo fazem teses e testes a esse respeito, criam meios mirabolantes de testar tal e tal raciocínio e terminam, uns por achar que os animais não pensam, outros por achar que agem apenas pelo instinto e, muitos outros, de que a capacidade deles em resolver problemas de ordem lógica é bem alta.

Chamem como o quiserem, o certo é que alguns animais ultrapassam a linha de raciocínio que lhes é testada. Não pegando bolinhas ou fazendo gracejos para seus tutores em troca de biscoitos, mas sim, conseguindo compreender as coisas que acontecem ao seu redor. Exemplo disso foi a gorila Washoe(falecida) que através de sinais conseguia articular frases gramaticalmente corretas e expressar o que quer que sentisse no momento, raiva, ciúme, inveja, amor, e além de tudo, ainda ensinou outros gorilas a se comunicarem através da linguagem de sinais.

Muitos estudos científicos já chegaram à conclusão de que a inteligência não é mais um privilégio humano ,e que alguns animais possuem a capacidade de aprender a lidar com alguns instrumentos ou criar outras ferramentas que possam facilitar-lhes a vida com extrema habilidade, alguns cientistas até sugerem que os golfinhos são infinitamente mais inteligentes que os humanos, que se reconhecem e se chamam por nomes e que a linguagem usada por eles ultrapassa o número de “palavras” em comparação com a nossa. Relataremos abaixo algumas experiências sobre a dimensão da inteligência animal, e que o amigo leitor tire, ele mesmo, suas conclusões, sabendo que não é a inteligência ou a senciência, que podem fazer com que existam seres superiores ou inferiores, visto que afirmamos mais uma vez, viemos de um mesmo Pai: 



“A melhor definição para inteligência é a habilidade de resolver problemas", Culum Brown, Pesquisador da Universidade de Edimburgo, Escócia.
1. Betty, um corvo fêmea, depois de ver que o corvo macho desistira de buscar comida no fundo de um vidro, aproximou-se com um pedaço de arame, dobrou-o na forma de um gancho e enfiou-o no tubo até o fundo, fisgando o petisco. Ou seja, o corvo criou uma ferramenta que o auxiliasse a retirar o alimento de dentro do vidro. 2. Muitos devem se lembrar e não é necessária tanta explicação. A gorila que há alguns anos surpreendeu o mundo comunicando-se com a veterinária na linguagem dos sinais, Washoe, a quem já nos referimos aqui. Fácil lhe seria decorar os sinais, mas manifestar seus desejos e seu amor pelo ser humano, chegando a pedir que lhe fossem ensinadas palavras com as quais pudesse demonstrar esses sentimentos é algo diferente, sem contar que numa recente competição de memorização entre chimpanzés e universitários, os símios deram um verdadeiro show de inteligência e capacidade, o que demonstra com certeza que há muita coisa neles que desconhecemos e ignoramos. 3. Em 28/08/2007, na praia Marina State(EUA), Todd Endrin teve sua vida salva por um bando de golfinhos nariz de garrafa. Todd surfava quando foi atacado por um tubarão - sabemos que os tubarões não comem carne humana e os acidentes acontecem por que os animais confundem os surfistas com focas e leões marinhos-. Os estudos demonstraram que os golfinhos ouvem sons há km de distância e muitos deles, embora inteligentes, também são alvos dos tubarões. Eles nadavam perto de Todd Endrin no dia do ataque. No momento do primeiro ataque, os gofinhos nadaram em direção ao surfista, no segundo ataque eles fizeram um anel ao redor dele, tentando manter o tubarão longe do rapaz, batendo as caudas na água em círculo para que o tubarão se espantasse. No terceiro ataque, onde o tubarão conseguiu romper o anel de proteção dos golfinhos, e em uma atitude desesperada, os golfinhos começaram a atacar o tubarão com cabeçadas, saltavam na água e circulavam o surfista em ações coordenadas para tentar salvá-lo. E finalmente conseguiram. Vemos nisso um ato deliberado e consciente, os golfinhos foram altruístas diante do perigo no qual se colocaram para salvar um ser humano que não é da mesma espécie deles, a vontade deles em salvar o surfista foi maior do que o instinto que lhes obrigaria a preservar as suas vidas. 4. O Psicólogo Marc Hauser presenciou uma cena inusitada em 1987 numa floresta de Uganda. Alguns chimpanzés se alimentavam em uma figueira, depois da refeição, a mãe e dois de seus filhotes pularam para outra árvore, o mais novo, inexperiente, ficou com medo de segui-los. A dedicada mamãe começou então a gritar e se aproximou dos galhos da figueira, forçando-os a se aproximarem da árvore onde estava o filhote, de modo que se formasse uma ponte por onde o filhote conseguiu atravessar. Há pouco tempo atrás, a mídia também relatou o fato dos chimpanzés usarem pedaços de árvores, para medir a profundidade de rios que precisavam atravessar, para coletar frutos, sem contar ferramentas utilizadas para quebrar nozes, castanhas, coquinhos, processo esse que é ensinado a todos do grupo.Queremos abrir um parênteses aqui, pois muitas pessoas diante disso alegam que tal aprendizado entre os animais é a “repetição”, mas voltando a nossa infância, vemos que nossas primeiras palavras também nos foram ensinadas por repetição até a compreensão, aprendemos a escrever repetindo as letras tanto em um caderno quanto mentalmente e transmitimos nosso conhecimento de geração para geração tal como os animais . 5. Na ilha de Koshima, alguns pesquisadores se surpreenderam quando Imo, uma macaca, começou a lavar suas batatas-doce tirando a terra, antes de levá-las a boca, comportamento esse que rapidamente se espalhou pelo grupo. Ela também foi a responsável por ensinar o grupo a separar os grãos de trigo que seriam ingeridos da areia onde eles caiam, apanhando um punhado deles e mergulhando na água para que se separassem.

"Convivemos nesse planeta com animais pensantes. Cada espécie, com sua mente única, favorecida pela natureza e moldada pela evolução, é capaz de enfrentar os mais fundamentais desafios que o mundo apresenta.” Marc Hauser
São pequenos relatos que comprovam cientificamente a inteligência dos animais, não sendo mais possível dizermos que abatemos animais pelo simples fato de que eles não são inteligentes.

Seres tão curiosos e agradáveis; almas consideradas puras, mesmo assim os animais sofrem.E A pergunta as vezes martela nosso cérebro: Se não há carma, por que o sofrimento? Não sabemos ainda todas as respostas do reino animal, mas sabemos que como nós, os animais humanos, os animais não-humanos sofrem, sentem dor , se comunicam (Livro dos Espíritos), e até se suicidam.

Partindo do princípio de que todo animal irá evoluir, mesmo que isso leve muitas e muitas encarnações, o fato é que um dia ele chegará ao reino hominal. Mas, e o que levaria os animais a se suicidarem?

“Em Viena, Áustria, uma macaca fez grande amizade com uma raposa, e passavam ambas, horas a se divertirem. Separadas um dia, notou-se que a macaca começou a desesperar-se e lançou-se num tanque d’água. Alarmado, o guarda conseguiu salvá-la e para evitar o suicídio, soltou-a novamente com a raposa , porém as ordens eram separá-las e assim , mais uma vez foi feito. Na manhã seguinte encontraram a macaquinha morta no tanque d’água. Suicidara-se.”

“O jornal Morning Post noticiou outro caso de suicídio animal. Dessa vez um cão tido como detentor de hidrofobia. Afastado de todos a quem amava, o cão vagou durante dias pela pequena cidade buscando alguém que se apiedasse dele. Como todos os repeliam, afastou-se em direção ao rio e ali mergulhou, vindo a morrer diante de alguns moradores que olhavam a cena espantados.”

Kardec elucidou casos semelhantes dizendo que essa seria a prova de que o animal tem consciência de sua existência e individualidade, compreendendo o que é a vida e o que é a morte, escolhendo dessa forma, uma ou outra. Seria um livre arbítrio?. O instinto o impediria de cometer suicídio, mesmo assim eles o fizeram.

Por falar em instinto, o que levou os elefantes da Ásia a escaparem com vida do perigoso tsunami de dezembro de 2004 enquanto milhares de pessoas morreram? Pressentimento, premonições, o que seria?

O fato é que não só eles, mas muitos outros animais conseguiram perceber, seja pelo ar ou pela terra, que algo de muito errado iria acontecer por ali. Pesquisas já comprovaram que em lugares assolados por terremotos, imediatamente as formigas abandonam os formigueiros. Os animais sempre conseguiram perceber as grandes catástrofes, isso desde 481 a.C. Muito depois em Kracatoa, as aves debandaram da ilha pouco antes da explosão do vulcão. Os cães tentaram escapar e outros animais atiraram-se ao mar. Os homens, e apenas eles, não perceberam nada.

Os gatos em Londres sempre pressentiam os bombardeios alemães, e seus tutores se salvavam dirigindo-se aos refúgios antiaéreos. Max, um cavalo, em 1958 foi capaz de salvar sua dona do ataque de um touro, abandonando o fazendeiro que o fazia arar a terra e correndo de volta para a fazenda.

Diante dessas maravilhas que lemos, ainda existem pessoas que não se preocupam com os animais, que abusam de suas fraquezas, que os caçam por “esporte”, que não os respeitam, e pensamos: Nós conseguimos ver os motivos que levaram Deus a nos presentear com essas criaturas magníficas. Nosso aprendizado, nossa pequena doação de amor. Como ser insensível então, diante de tanto sofrimento que lhes causamos, seja no abate para alimentação ou por qualquer outro tipo de exploração que lhes dirigimos? O que dizer agora diante de tudo o que sabemos? Que somos fracos? Que ainda nos falta informação para mudarmos? Ou que nos acostumamos a essa barbárie e dela não desejamos nos afastar? Precisamos refletir mais, pesar mais nossas ações, não basta falar dos animais, é preciso fazer por eles.

Esperamos ter conseguido, nesse curto espaço, proporcionar umas poucas parcelas de conhecimento sobre a alma dos animais, sua inteligência e senciência, lembrando sempre que são eles também “Nossos irmãos nesse mundo”, sendo que não é mais possível tratar da alma dos animais e esquecer o que fazemos com seus corpos. Nesse pequeno passeio, descobrimos que Deus criou os animais assim como criou os homens, deu-lhes uma alma assim como a que tivemos um dia, a mesma que chegará a arcanjo. Descobrimos que são sencientes, inteligentes e companheiros, a mudança agora depende apenas de cada um. Sem o peso das mentiras e sem o medo do conhecimento. Erguemos então uma nova barreira : da omissão, do esclarecimento sobre o que fazer pelos animais. Quantas vezes ouvimos um palestrante versar sobre vegetarianismo ou veganismo? Por que o medo avassalador quando se ouve essas duas palavras? Eis aí mais uma barreira a ser vencida. O bem e o mal dependem unicamente de nossas próprias ações. 


Reflexão: Imaginemos que Deus nos tratasse como tratamos os animais ! 

Como estaríamos sendo tratados agora? 



 Referência bibliográfica 


  EMAMANUEL, Chico Xavier – O Consolador Inteligência Animal e Memória Animal Disponível: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml E Agora Animal ? - Revista Sapiens BOFF, Leonardo – Ecologia, grito da terra, grito dos pobres Videos: Consciência Humana no YOUTUBE
Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!


Simone Nardi

* Na última parte falaremos sobre nosso caminho de volta ao Bem, em relação aos animais.






Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Animais, Nossos Irmãos - (Estudo) Parte 5

“Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão”
Paulinho da Viola

 
Senciência Animal

Sempre que levantamos a questão da carne, obtemos duas respostas distintas, que , com o esforço de muitas pessoas que lutam pela libertação animal, aos poucos estão desaparecendo. A primeira era a antiga crença de que os animais não eram sencientes (seres que podem ter emoções, sensações, vontades), a segunda é que poderiam ser explorados porque não eram inteligentes (raciocínio na resolução de problemas, memória, etc). No entanto, são duas barreiras que iremos quebrar de uma vez por todas. Seria bem simples dizermos de pronto, que o fato de um Ser qualquer , não ser considerado inteligente, não nos permite fazermos com ele as atrocidades que cometemos para com os animais, esse é um principio apenas, mas vamos fortalecer ainda mais nossas argumentações para que não restem dúvidas.

Qual ser humano poderia fazer mal a um ser senciente, que tem emoções, que sente dor, que sente alegria? Logicamente nenhum, não podemos nos permitir proporcionar dor ou sofrimento, tristezas ou amarguras. Por isso algumas pessoas relutavam –algumas ainda relutam- em aceitar que os animais são seres sencientes. As que aceitam, logo se propõe a dizer que, por eles não serem inteligentes, poderiam ser abatidos de um modo que não sentissem dor. O problema é que a senciência não se restringe ao campo da dor material simplesmente no momento do abate. Quando nós estamos solitários e tristes, sabemos o que é a tristeza, embora seja uma dor palpável, e sabemos que os sentimentos não são palpáveis, não são materiais, compreendemos que eles provêm sim, de algo material para poderem ocorrer, a tristeza provêm da dor do encarceramento do corpo, a alegria provêm da felicidade do corpo de ser livre, tudo isso torna-se ou não, dor. Os animais sofrem desde o nascimento, encarcerados em celas minúsculas, ora com excesso de indivíduos, sendo forçados de um lado a outro, ficando confinados para que a carne fique tenra, entre outras torturas. O sofrimento deles não ocorre apenas no momento do abate como muitos querem crer, mas durante toda sua vida, isso devido à senciência: eles sentem dor, sentem tristeza e o pior, sentem medo, muito medo e esse já é um aspecto psíquico que deve ser levado em alta conta por qualquer pessoa que se coloque como racional.

Por isso a necessidade de quebramos essa barreira erguida pelos seres humanos em relação aos animais. Não nos será possível, dentro do campo da compaixão e da caridade, fazermos qualquer ato de crueldade para seres que reconhecemos como sencientes, não teremos mais desculpas para explorá-los quando conseguirmos notar que eles, tal como nós, sofrem, não importa aí se a dor é apenas moral ou física, dor é dor, e nenhum ser, mesmo os considerados não inteligentes, apreciam sofrer. Não podendo mais mentir ou omitir a consciência animal, será necessário que assumamos uma nova postura diante deles. Negar isso hoje em dia já é algo ultrapassado, a ciência prova que eles sentem dor, então passaram a anestesiar os animais para aliviar essa dor, inventaram o abate humanitário, mesmo sabendo que a humanidade ainda não é tão humana quanto se imagina. Esse é o chamado Bem-Estar animal, a qual tantas pessoas, entre elas espíritas, se referem; nada mais é do que uma exploração disfarçada, uma tortura consentida, o fato de tratá-los com “menos dor”, significa ainda que a dor está ali presente, mesmo que em menor intensidade, melhorar a dor não é caridade, eliminar a dor e o sofrimento sim, e nós temos essa opção, e não se trata mais da exploração inconsistente que temos ao dizer que podemos ou não usar de nosso livre arbítrio, temos que ter consciência de que fazemos um mal, e podemos ou não, evitar fazer esse mal.. Se tomarmos a senciência como ponto de partida, e nos colocarmos no lugar da vítima, como seres sencientes que somos, veremos que não será melhor que vivamos confinados, mesmo que com boa comida. Veremos que não será vantajoso, nem satisfatório que vivamos sendo furados, obrigados a ingerir medicamentos, anestesiados, abertos e costurados, mesmo que no fim de tudo, sejamos eutanasiados “sem dor” . O medo é algo que não pode ser anestesiado, nem apagado da mente, e medo nada mais é do que reflexo da experiência da dor.

Sabemos que nosso cão está alegre porque vemos a expressão corporal dele, alegria é sinal de senciência, e reconhecemos isso. Sabemos que está com medo quando lhe damos uma bronca e ele corre se esconder, outro sinal de senciência que reconhecemos. O que devemos ter em mente agora é que nenhum animal é tão diferente como queremos acreditar. Bois, galinhas, suínos, elefantes, conseguem manifestar seus sentimentos tal como o nosso animal de estimação então, assim como não maltratamos nosso mascote, não podemos maltratar qualquer outro animal que , reconhecidamente agora sabemos, é também senciente.

Todos os casos que narramos anteriormente, nada mais são do que provas da senciência animal, em cada um dos casos, podemos notar a vontade, o desejo, a dor ou a alegria de cada animal, então não há porque nos enganarmos mais.Nós, como seres sencientes, devemos sentir alguma coisa em relação a isso. Esse sentimento nada mais seria do que compaixão, e a mudança de comportamento, a caridade. Mas ainda resta uma barreira. A Inteligência Animal... 




  Referências Bibliográficas
KREISLER, Kristin Von - A Bondade nos Animais
REGAM, Tom – Jaulas Vazias
SINGER, Peter- Libertação animal,Ética Prática e Vida Ética
MASSON, J. Moussaieff - Quando os elefantes choram
TREZ, Thales e GREIF, Sérgio – A Verdadeira face da experimentação animal





* Na próxima parte trataremos sobre a inteligência animal, até lá.






Simone Nardi





Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.





Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Animais, Nossos Irmãos - (Estudo) Parte 4

"A proteção aos animais faz parte da moral e da cultura dos povos" Victor Hugo


 

Mediunidade Animal

Muitos questionam sobre a mediunidade nos animais e na verdade surge, nesse caso, uma particularidade pequena entre homens e animais: O intelecto mais evoluído que proporciona a comunicação por palavras - sendo que não podemos esquecer que inúmeros pesquisadores já demonstraram que muitas espécies de animais são capazes de um raciocínio lógico na resolução de problemas-. Não vetando, contudo, a possibilidade dos animais verem espíritos, embora não atuem como médiuns tal como os humanos. Muitos irmãos insistem em dizer que os animais, considerados inferiores, só enxergam espíritos inferiores, mas será isso verdade?
1- Era hábito do velho senhor sentar-se em sua cadeira e tirar os sapatos. Seu fiel companheiro, um cachorro, seguia para o quarto e lhe trazia os chinelos. Anos se passaram e o velho senhor desencarnou. Certa feita, quando a família estava reunida na sala, notou que o cão modificara o temperamento, correu para o quarto todo feliz e voltou trazendo os chinelos de seu querido dono, colocando-os como de costume, perto da cadeira. 2- Numa casa dita “ Mal assombrada”, onde uma senhora de preto sempre aparecia, conta-se que certa vez viram o cão correr em direção a escada , abanando o rabo, todo festeiro como sempre o fazem quando desejam agrado, mas no mesmo instante, correu para debaixo do sofá, assustado com o que provavelmente vira.

Esses e outros casos podem ser encontrados nos diversos livros já citados anteriormente, todos com base em estudos rigorosos, demonstrando a capacidade que os cães possuem de enxergar tanto espíritos bons quanto aqueles que desconhecem o bem. Como o tempo é curto, e a leitura na net é muitas vezes cansativa, resolvemos apenas pincelar o assunto.

Aguça-se também a curiosidade sobre a existência de animais em outros mundos. Há anos ouvi um companheiro espírita dizer que os animais nunca chegariam a ser homens, que evoluiriam dentro de raças e mais raças e mais raças e que, pasmem, haveriam mundos onde os animais poderiam “conversar com seus donos”, mas seus espíritos nunca iriam evoluir até a condição hominal, anulando a conhecida frase “Do átomo ao Arcanjo”.

Nisso surge uma dúvida. Conversar significa articular palavras, pensar no que se vai dizer, não seria então uma condição, vamos dizer, humana? Talvez seja o orgulho tolo dos homens que tentam guardar as “coisas boas” apenas para si mesmos. Só pela resposta que nos deu o amigo, já descobrimos que os animais renascem igualmente em outros planetas, caso contrário seria impossível sua evolução.

Quanto à mediunidade nos animais, já o dissemos antes, os animais não são médiuns que consigam transmitir ideias de espíritos desencarnados, mas podem enxergar espíritos e não creiam nas palavras daqueles que dizem que eles apenas podem ver espíritos inferiores, isto está longe de ser verdade absoluta, eles possuem percepções psíquicas condizentes com sua evolução, portanto veem aquilo que queira se apresentar diante deles, superior ou inferior. Afirmamos novamente, porém, que eles não são médiuns como os seres humanos (mediar a relação entre os dois mundos por meio da fala ou da escrita) porque ainda falta-lhes o intelecto mais evoluído para isso - em outro capítulo trataremos especificamente da inteligência animal-, mas que em nada isso os desmereça, a ponto de afligirmos seus corpos como fazemos diariamente.
Eutanásia animal , abandono, matadouros

Esses são alguns assuntos que envolvem a crueldade do homem para com os animais. Há muito tempo atrás lendo um artigo de Emmanuel, ele falava que jamais, em circunstância alguma, deveríamos praticar a eutanásia contra um animal, a dor, o sofrimento ou o abandono por parte do dono, era prova de evolução para ele, o que não significa que deva acontecer, pois Jesus mesmo já dizia;” O escândalo há de vir, mas ai daquele por quem o escândalo vier”, ou seja, se os animais tiverem que sofrer, que não seja pelas mãos dos seres humanos. A ocorrência de atos brutais contra os animais, nada mais significa do que um desvio de caráter. Há casos e casos, mas se possível evitá-la, melhor, dizia o espírito. É certo que usamos a palavra sacrifício para nos livrarmos daquele peso da doença animal, daquele peso da velhice animal, sem nos incomodarmos muito se ele irá sofrer mais ou menos, desde que nosso sofrimento seja aliviado. Essa eutanásia consentida, tira do animal a chance de evolução a qual se destinava nessa reencarnação, e um dos maiores motivos para que ela continue tirando vidas é a irresponsabilidade humana.

Mas o que leva o ser humano, esse ser inteligente e repleto de razão, a abandonar um animal? Falta de conhecimento sobre o amor, isso é certo, não há outra explicação. Orgulho, pois não aceita ele a lei de que esse mundo pertence igualmente aos animais, demonstrando a grande irresponsabilidade dele para com a Criação Divina.

Mesmo na Bíblia nós assistimos pasmos, os sacrifícios de animais a deus, sim a deus com “d” minúsculo, porque um pai jamais aceitaria que um filho seu fosse sacrificado. Abel e Caim se transformaram em inimigos após deus pedir-lhes uma oferenda. Caim ofereceu-lhe um ramalhete de flores colhidas no campo. Abel matou um cordeiro e ofereceu a esse deus. Pensemos juntos amigo leitor, seria mesmo esse um pedido “Divino”? Matar, quando Sua lei é Não Matar? Deus iria então contrariar suas próprias leis? Matar um animal para que deus fique feliz não é o que devemos chamar de oferenda a divindade, pois qualquer deus que se felicite com a morte de um inocente, não deve ser deus.

Mas, talvez dessa falsa crença, é que o homem tenha cada vez mais maltratado os animais, achando nisso um consentimento divino, o que apesar de ser inaceitável em nosso Século, ainda ocorre em algumas religiões. E o nosso querido leitor muitas vezes se revolta contra isso dizendo que Deus não exige sacrifícios, e coloca-se então contra aqueles que insistem em matar os animais em ritos religiosos, esquece ele, porém, que o mesmo acontece nos abatedouros e nos laboratórios de pesquisas científicas, os quais muitas vezes, ele mesmo defende:

"Ao morrer, os animais sentem a maldade que os atinge, provocando-lhes tanta dor; seu pavor e desespero impregnam na carne as toxinas e liberam a sua volta, fluidos espirituais deletérios, os desencarnados infelizes que ali estão , absorvem tal matéria astral; os encarnados tem registrado em seus espíritos como débito, a violência que infligiram aos animais." (trecho do livro- Animais nossos irmãos).

Temos que compreender que não podem existir dois pesos e duas medidas, não somos deuses que devam escolher qual animal será amado, qual animal será abatido, sacrificado ou mutilado. No entanto, a cada dia, esse nosso hábito alimentar leva a morte milhares de animais, ano após ano, século após século, e insistimos em dizer que a carne é necessária, mesmo sabendo do sofrimento e das toxinas lançadas sobre ela no momento do abate, mesmo sabendo dos grupos vampíricos e dos obsessores que rondam esses locais de assassinatos. Insistimos, persistimos, fechamos os olhos para tanta dor.

…”insistimos ainda sobre o prejuízo do alimento carnívoro. Todos devem encarar essas tarefas sem se valerem da alimentação de carne de qualquer espécie, porque os seus fluidos, impregnados no organismo, são completamente contrários à ação dos fluidos dispensados nas correntes eletromagnéticas, onde as pessoas sentadas à volta de uma mesa se dão as mãos para praticar um tratamento à distância em prol de uma criatura que sofre. Há de estar-se bem preparado, além de moralmente, também fisicamente, porque o fluido ectoplásmico gerado pela carne é bastante pesado, e na medida em que a pessoa dele portadora recebe o fluido mais leve a circular pela corrente, ela sente um choque e passa mal. Pessoas desmaiam, vomitam, porque, repetimos, não estão de fato preparadas para o trabalho. A carne leva um fluido pesadíssimo, emanando um fluido ectoplásmico, como insistimos em repetir, que atrapalha bastante as pessoas. Observe-se uma pessoa que come a carne e ver-se-á como ela tem mais sono, mais vontade de repousar, enquanto o vegetariano consegue ficar por mais tempo acordado, sem sentir o peso do estômago”.( Desdobramento- Eurípedes Barsanulfo)

Claro que nesse pequeno trecho, embora se tenha o sentido de que a carne faça mal para os médiuns, é necessário lembrarmos que os animais sofrem desde o nascimento até o momento do abate, e que se desejamos praticar a caridade, não devemos pensar em nós mesmos o tempo todo, mas sim no sofrimento pelo qual “ELES” passam, isso sim seria altruísmo, abandonar a carne em nosso benefício nada mais seria do que egoísmo, abandonar a alimentação carnívora por eles, é desprendimento, e é isso que a Doutrina Espírita nos ensina.

A vida não nos deixará outra escolha entre altruísmo e egoísmo, um dia, cedo ou tarde será necessário mudar para prosseguir na evolução.

Não custa nada amar os animais. Não custa nada mudarmos nossos hábitos em relação a eles, pois se pregamos o amor, devemos agir com amor, pois se nos interessa saber sobre sua alma, também nos interessa saber como vivem e como morrem. Nossa evolução já nos permite conhecer a dor pela qual os forçamos a passar, é incoerente antes de conhecermos um abatedouro, dizermos que não há maldade em se comer um bifinho. Após presenciarmos um abate, com toda certeza, jamais conseguiremos repetir tal frase. Está em nossas mãos essa mudança, não é preciso que visitemos um abatedouro ou um laboratório de pesquisa, sabemos que como nós, eles podem sofrer, sabemos que estão numa fase evolutiva pela qual já passamos, então diante disso, a compaixão nos obriga a cuidarmos deles com amor.

Referências Bibliográficas LEADBEDER, C.W. - Tudo que vive é teu próximo KREISLER, Kristin Von - A compaixão dos Animais MAIA, João Nunes Maia - Miramez - Iniciação a viagem astral e Francisco de Assis BARSANULFO, Eurípedes - Desdobramento

 Simone Nardi


- Na próxima parte trataremos sobre a senciência animal, até lá.






Simone Nardi





Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.






Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014