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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Animais ,Nossos Irmãos (estudo)- Parte 6

“O Homem não é o único animal que pensa!
É o único animal que pensa que não é animal.”
Pascal
A Inteligência dos Animais

 

Muito se discute sobre a inteligência animal. Cientistas do mundo todo fazem teses e testes a esse respeito, criam meios mirabolantes de testar tal e tal raciocínio e terminam, uns por achar que os animais não pensam, outros por achar que agem apenas pelo instinto e, muitos outros, de que a capacidade deles em resolver problemas de ordem lógica é bem alta.

Chamem como o quiserem, o certo é que alguns animais ultrapassam a linha de raciocínio que lhes é testada. Não pegando bolinhas ou fazendo gracejos para seus tutores em troca de biscoitos, mas sim, conseguindo compreender as coisas que acontecem ao seu redor. Exemplo disso foi a gorila Washoe(falecida) que através de sinais conseguia articular frases gramaticalmente corretas e expressar o que quer que sentisse no momento, raiva, ciúme, inveja, amor, e além de tudo, ainda ensinou outros gorilas a se comunicarem através da linguagem de sinais.

Muitos estudos científicos já chegaram à conclusão de que a inteligência não é mais um privilégio humano ,e que alguns animais possuem a capacidade de aprender a lidar com alguns instrumentos ou criar outras ferramentas que possam facilitar-lhes a vida com extrema habilidade, alguns cientistas até sugerem que os golfinhos são infinitamente mais inteligentes que os humanos, que se reconhecem e se chamam por nomes e que a linguagem usada por eles ultrapassa o número de “palavras” em comparação com a nossa. Relataremos abaixo algumas experiências sobre a dimensão da inteligência animal, e que o amigo leitor tire, ele mesmo, suas conclusões, sabendo que não é a inteligência ou a senciência, que podem fazer com que existam seres superiores ou inferiores, visto que afirmamos mais uma vez, viemos de um mesmo Pai: 



“A melhor definição para inteligência é a habilidade de resolver problemas", Culum Brown, Pesquisador da Universidade de Edimburgo, Escócia.
1. Betty, um corvo fêmea, depois de ver que o corvo macho desistira de buscar comida no fundo de um vidro, aproximou-se com um pedaço de arame, dobrou-o na forma de um gancho e enfiou-o no tubo até o fundo, fisgando o petisco. Ou seja, o corvo criou uma ferramenta que o auxiliasse a retirar o alimento de dentro do vidro. 2. Muitos devem se lembrar e não é necessária tanta explicação. A gorila que há alguns anos surpreendeu o mundo comunicando-se com a veterinária na linguagem dos sinais, Washoe, a quem já nos referimos aqui. Fácil lhe seria decorar os sinais, mas manifestar seus desejos e seu amor pelo ser humano, chegando a pedir que lhe fossem ensinadas palavras com as quais pudesse demonstrar esses sentimentos é algo diferente, sem contar que numa recente competição de memorização entre chimpanzés e universitários, os símios deram um verdadeiro show de inteligência e capacidade, o que demonstra com certeza que há muita coisa neles que desconhecemos e ignoramos. 3. Em 28/08/2007, na praia Marina State(EUA), Todd Endrin teve sua vida salva por um bando de golfinhos nariz de garrafa. Todd surfava quando foi atacado por um tubarão - sabemos que os tubarões não comem carne humana e os acidentes acontecem por que os animais confundem os surfistas com focas e leões marinhos-. Os estudos demonstraram que os golfinhos ouvem sons há km de distância e muitos deles, embora inteligentes, também são alvos dos tubarões. Eles nadavam perto de Todd Endrin no dia do ataque. No momento do primeiro ataque, os gofinhos nadaram em direção ao surfista, no segundo ataque eles fizeram um anel ao redor dele, tentando manter o tubarão longe do rapaz, batendo as caudas na água em círculo para que o tubarão se espantasse. No terceiro ataque, onde o tubarão conseguiu romper o anel de proteção dos golfinhos, e em uma atitude desesperada, os golfinhos começaram a atacar o tubarão com cabeçadas, saltavam na água e circulavam o surfista em ações coordenadas para tentar salvá-lo. E finalmente conseguiram. Vemos nisso um ato deliberado e consciente, os golfinhos foram altruístas diante do perigo no qual se colocaram para salvar um ser humano que não é da mesma espécie deles, a vontade deles em salvar o surfista foi maior do que o instinto que lhes obrigaria a preservar as suas vidas. 4. O Psicólogo Marc Hauser presenciou uma cena inusitada em 1987 numa floresta de Uganda. Alguns chimpanzés se alimentavam em uma figueira, depois da refeição, a mãe e dois de seus filhotes pularam para outra árvore, o mais novo, inexperiente, ficou com medo de segui-los. A dedicada mamãe começou então a gritar e se aproximou dos galhos da figueira, forçando-os a se aproximarem da árvore onde estava o filhote, de modo que se formasse uma ponte por onde o filhote conseguiu atravessar. Há pouco tempo atrás, a mídia também relatou o fato dos chimpanzés usarem pedaços de árvores, para medir a profundidade de rios que precisavam atravessar, para coletar frutos, sem contar ferramentas utilizadas para quebrar nozes, castanhas, coquinhos, processo esse que é ensinado a todos do grupo.Queremos abrir um parênteses aqui, pois muitas pessoas diante disso alegam que tal aprendizado entre os animais é a “repetição”, mas voltando a nossa infância, vemos que nossas primeiras palavras também nos foram ensinadas por repetição até a compreensão, aprendemos a escrever repetindo as letras tanto em um caderno quanto mentalmente e transmitimos nosso conhecimento de geração para geração tal como os animais . 5. Na ilha de Koshima, alguns pesquisadores se surpreenderam quando Imo, uma macaca, começou a lavar suas batatas-doce tirando a terra, antes de levá-las a boca, comportamento esse que rapidamente se espalhou pelo grupo. Ela também foi a responsável por ensinar o grupo a separar os grãos de trigo que seriam ingeridos da areia onde eles caiam, apanhando um punhado deles e mergulhando na água para que se separassem.

"Convivemos nesse planeta com animais pensantes. Cada espécie, com sua mente única, favorecida pela natureza e moldada pela evolução, é capaz de enfrentar os mais fundamentais desafios que o mundo apresenta.” Marc Hauser
São pequenos relatos que comprovam cientificamente a inteligência dos animais, não sendo mais possível dizermos que abatemos animais pelo simples fato de que eles não são inteligentes.

Seres tão curiosos e agradáveis; almas consideradas puras, mesmo assim os animais sofrem.E A pergunta as vezes martela nosso cérebro: Se não há carma, por que o sofrimento? Não sabemos ainda todas as respostas do reino animal, mas sabemos que como nós, os animais humanos, os animais não-humanos sofrem, sentem dor , se comunicam (Livro dos Espíritos), e até se suicidam.

Partindo do princípio de que todo animal irá evoluir, mesmo que isso leve muitas e muitas encarnações, o fato é que um dia ele chegará ao reino hominal. Mas, e o que levaria os animais a se suicidarem?

“Em Viena, Áustria, uma macaca fez grande amizade com uma raposa, e passavam ambas, horas a se divertirem. Separadas um dia, notou-se que a macaca começou a desesperar-se e lançou-se num tanque d’água. Alarmado, o guarda conseguiu salvá-la e para evitar o suicídio, soltou-a novamente com a raposa , porém as ordens eram separá-las e assim , mais uma vez foi feito. Na manhã seguinte encontraram a macaquinha morta no tanque d’água. Suicidara-se.”

“O jornal Morning Post noticiou outro caso de suicídio animal. Dessa vez um cão tido como detentor de hidrofobia. Afastado de todos a quem amava, o cão vagou durante dias pela pequena cidade buscando alguém que se apiedasse dele. Como todos os repeliam, afastou-se em direção ao rio e ali mergulhou, vindo a morrer diante de alguns moradores que olhavam a cena espantados.”

Kardec elucidou casos semelhantes dizendo que essa seria a prova de que o animal tem consciência de sua existência e individualidade, compreendendo o que é a vida e o que é a morte, escolhendo dessa forma, uma ou outra. Seria um livre arbítrio?. O instinto o impediria de cometer suicídio, mesmo assim eles o fizeram.

Por falar em instinto, o que levou os elefantes da Ásia a escaparem com vida do perigoso tsunami de dezembro de 2004 enquanto milhares de pessoas morreram? Pressentimento, premonições, o que seria?

O fato é que não só eles, mas muitos outros animais conseguiram perceber, seja pelo ar ou pela terra, que algo de muito errado iria acontecer por ali. Pesquisas já comprovaram que em lugares assolados por terremotos, imediatamente as formigas abandonam os formigueiros. Os animais sempre conseguiram perceber as grandes catástrofes, isso desde 481 a.C. Muito depois em Kracatoa, as aves debandaram da ilha pouco antes da explosão do vulcão. Os cães tentaram escapar e outros animais atiraram-se ao mar. Os homens, e apenas eles, não perceberam nada.

Os gatos em Londres sempre pressentiam os bombardeios alemães, e seus tutores se salvavam dirigindo-se aos refúgios antiaéreos. Max, um cavalo, em 1958 foi capaz de salvar sua dona do ataque de um touro, abandonando o fazendeiro que o fazia arar a terra e correndo de volta para a fazenda.

Diante dessas maravilhas que lemos, ainda existem pessoas que não se preocupam com os animais, que abusam de suas fraquezas, que os caçam por “esporte”, que não os respeitam, e pensamos: Nós conseguimos ver os motivos que levaram Deus a nos presentear com essas criaturas magníficas. Nosso aprendizado, nossa pequena doação de amor. Como ser insensível então, diante de tanto sofrimento que lhes causamos, seja no abate para alimentação ou por qualquer outro tipo de exploração que lhes dirigimos? O que dizer agora diante de tudo o que sabemos? Que somos fracos? Que ainda nos falta informação para mudarmos? Ou que nos acostumamos a essa barbárie e dela não desejamos nos afastar? Precisamos refletir mais, pesar mais nossas ações, não basta falar dos animais, é preciso fazer por eles.

Esperamos ter conseguido, nesse curto espaço, proporcionar umas poucas parcelas de conhecimento sobre a alma dos animais, sua inteligência e senciência, lembrando sempre que são eles também “Nossos irmãos nesse mundo”, sendo que não é mais possível tratar da alma dos animais e esquecer o que fazemos com seus corpos. Nesse pequeno passeio, descobrimos que Deus criou os animais assim como criou os homens, deu-lhes uma alma assim como a que tivemos um dia, a mesma que chegará a arcanjo. Descobrimos que são sencientes, inteligentes e companheiros, a mudança agora depende apenas de cada um. Sem o peso das mentiras e sem o medo do conhecimento. Erguemos então uma nova barreira : da omissão, do esclarecimento sobre o que fazer pelos animais. Quantas vezes ouvimos um palestrante versar sobre vegetarianismo ou veganismo? Por que o medo avassalador quando se ouve essas duas palavras? Eis aí mais uma barreira a ser vencida. O bem e o mal dependem unicamente de nossas próprias ações. 


Reflexão: Imaginemos que Deus nos tratasse como tratamos os animais ! 

Como estaríamos sendo tratados agora? 



 Referência bibliográfica 


  EMAMANUEL, Chico Xavier – O Consolador Inteligência Animal e Memória Animal Disponível: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125520.shtml E Agora Animal ? - Revista Sapiens BOFF, Leonardo – Ecologia, grito da terra, grito dos pobres Videos: Consciência Humana no YOUTUBE
Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!


Simone Nardi

* Na última parte falaremos sobre nosso caminho de volta ao Bem, em relação aos animais.






Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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domingo, 25 de maio de 2014

Somos invisíveis???




Para algumas pessoas os animais são totalmente invisíveis....

Enxergar muitas vezes é um ato mais moral do que físico, pense nisso.


S.N

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sexta-feira, 14 de março de 2014

Animais "Selvagens " e evolução- parte 3


 
Macacos

Para fechar este pequeno estudo sobre o significado e a evolução dos animais  "selvagens", trazemos a seguir um dos textos onde Emmanuel nos fala sobre a evolução da alma animal e nos diz:






'Segundo estudos que pude efetivar em companhia de elevados mentores da espiritualidade, posso dizer-vos francamente que todas as formas vivas da natureza estão possuídas de princípios espirituais. E princípios que evoluem da alma fragmentária até a racionalidade do homem. A razão, a consciência, a noção de si mesmo, constituem na individualidade a súmula de muitas lutas e de muitas dores, em favor da evolução anímica e psíquica dos seres.



O processo, portanto, da evolução anímica se verifica através de vidas cuja multiplicidade não podemos imaginar, nas nossas condições de personalidades relativas, vidas essas que não se circunscrevem ao reino hominal, mas que representam o transunto das mais várias atividades em todos os reinos da natureza.



Todos aqueles que estudaram os princípios de inteligência dos considerados absolutamente irracionais, grandes benefícios produziram, no objetivo de esclarecer esses sublimes problemas, do drama infinito do nosso progresso pessoal.



Leão rugindo
O princípio inteligente, para alcançar as cumiadas da racionalidade, teve de experimentar estágios outros de existência nos planos de vida. Os protozoários são embriões de homens, como o selvagem das regiões ainda incultas são os embriões dos seres angélicos. [...]




Os animais são os irmãos "inferiores" dos homens, Eles também, como nós, vêm de longe, através de lutas incessantes e redentoras e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, em favor do progresso dos homens.



Seus labores, penosamente efetivados, terão um prêmio que é o da evolução na espiritualidade gloriosa. Eles, na sua condição de almas fragmentárias no terreno da compreensão, têm todo um exército de protetores dos planos do Alto, objetivando a sua melhoria e o amplo desenvolvimento de seu progresso, em demanda do reino hominal.



Em se desprendendo do invólucro material, encontram imediatamente entidades abnegadas que os encaminham na senda evolutiva, de maneira que a sua marcha não encontre embaraços quaisquer que os impossibilitem de progredir, como se torna necessário, operando-se sem perda de tempo a sua reencarnação.



Filhote de macaco
O macaco, tão carinhosamente estudado por Darwin nas suas cogitações filosóficas e científicas, é um parente próximo das criaturas humanas, falando-se fisicamente, com seus pronunciados laivos de inteligência; mas a promoção do princípio espiritual do animal à racionalidade humana se processa fora da Terra, dentro de condições e aspectos que não posso vos descrever, dada a ausência de elementos analógicos para as minhas comparações.



E que Jesus nos inspire, esclarecendo nossas mentes em face de todas as grandiosidades das leis divinas, imperantes na Criação."



Emmanuel,

pelo médium Francisco Cândido Xavier





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quarta-feira, 12 de março de 2014

Animais Selvagens e Evolução - parte 2


  “O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas.” 

Axel Munthe

 
Primata fazendo uso de  ferramentas

 

Mensagem psicofonada sobre a questão dos animais "selvagens "



"A compreensão da evolução dos animais não é uma coisa tão simples quanto Darwin e os humanos imaginam... Falta-lhes a compreensão que vem do desapego do orgulho e pré conceitos, no sentido de conceitos que eles tem dificuldade de abandonar"

Criança agradando um cão
"Em relação aos animais domésticos, eles são retirados da natureza e levados ao convívio de humanos, somente isto. Obviamente o homem assume a "tutoria" e a responsabilidade de cuidar e protege-los, e mais que isso, ele deveria assumir a responsabilidade de auxilia-lo em sua evolução"

"O convívio com os humanos deveria ser uma maneira de "apressar" e facilitar a evolução desses seres com a exposição e o estimulo a enfrentarem situações que estimulam a tomada de decisão para aumentar sua capacidade de exercer o livre arbítrio."

Homem chutando um cão amarrado

"Sabemos que isso não é o que ocorre, por enquanto, O que vemos hoje é os humanos explorando e vampirizando os animais, quando muito "ensinado" a eles tomarem atitudes e fazerem gestos que nós são agradáveis e úteis a nossa espécie, não a sua evolução"

"Criamos Ranks onde julgamos a inteligência dos animais pela capacidade de nos obedecer, em repetir atos que só tem significados para nós e não para eles; assim o Border Collie seria o mais inteligente ou o mais servil....como julgar a inteligência de um animal e com isso sua fase evolutiva, levando em conta parâmetros unicamente humanos; impossível enquanto a mente humana não se expandir e compreender os nuances de cada espécie e parar de julgar os outros seres vivos pelas capacidades e defeitos humanos"

Primata usando vara como ferramenta
"Um golfinho, um primata, mesmo na floresta e dito selvagem consegue ter um aprendizado muito grande e possui um grau evolutivo muito elevado entre os animais. Até por que nós não somos a única espécie que tem uma sociedade elaborada e complexa. Esses animais mesmo vivendo na natureza tem relacionamentos sociais extremamente elaborados e se deixarmos os pré- conceitos de lado não poderíamos chamá-los de selvagens"

"Assim ao homem falta uma capacidade primordial para o entendimento da evolução e dos animais; a humildade de não os julgar por seus parâmetros, mesquinhos e antropomórficos!


Amigo espiritual: Tier Arzt Praxis

Psicofonia do amigo Ricardo Capuano, colaborador do Blog 


Quem será realmente o selvagem?


   Para ler mais





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segunda-feira, 10 de março de 2014

Animais "Selvagens" e Evolução - parte 1

 

"Os animais selvagens nunca matam por divertimento. O homem é a única criatura para quem a tortura e a morte dos seus semelhantes são divertidas por si." – (JAMES ANTHONY FROUD )

 

Tigre, um animal selvagem ainda muito motivado pelo instinto

 

Os animais selvagens são menos evoluídos que os animais domésticos? 



Esse é um questionamento que tem sido feito repetidamente nos últimos meses, até porque, uma das situações mais corriqueiras é falarmos sempre dos animais que nos rodeiam, como se os considerados " selvagens" - porque possuem certa liberdade, não fossem iguais aos domesticados, de quem a liberdade foi retirada.

Antes vamos compreender  o termo selvagem.

Nós humanos costumamos nomear de selvagem todo aquele que não segue o "nosso" padrão de vida, ou seja, aquele que não segue regras, que não é civilizado ou domesticado, aquele que é livre para viver como bem desejar. Atrelamos porém ao termo alguns pesos ruins como  "matadores violentos", "seres sem compaixão", "extremamente instintivos" e "pouco inteligentes" . Simplificando:

Selvagem é todo aquele que não segue as regras de convivência que nós criamos. 


Para Rousseau, filósofo, o homem selvagem era sim o homem que era considerado naturalmente bom, pois nascera livre. Sua maldade surgiu com o aparecimento da sociedade que lhe impunha servidão -domesticação-, tirania, escravidão e ambição - surgimento das desigualdades e exploração do ser humano pelo próprio ser humano.

Evitamos pensar , porém, o que significa domesticação para os animais: impor a limitação para eles. Não há mais uma sociedade na qual eles possam viver, contudo há novos aprendizados que podem obter ao nosso lado, aprendizados bons ou ruins, dependendo do humano que encontrarem pela frente.

Os animais selvagens[1] igualmente possuem alma, estão também numa caminhada evolutiva e são seres sencientes. Já colocamos no Blog que a evolução não é uma reta (vide Origem e Evolução do Princípio Inteligente) , ou seja,não há que se passar por todos os reinos aracnídeos para daí partir para outro reino, nem por todos os reinos dos felinos, dos canídeos e assim por diante até se conseguir passar para outro reino.

A evolução faz essa "troca" conforme a necessidade de cada alma/espírito. Em cada reino ele aprende mais devagar ou mais rapidamente e pula para aquele onde o espírito tenha necessidade de novo aprendizado. 

Baleias , um animal selvagem que possui grande inteligência e capacidade de comunicação vocal
Não podemos afirmar que todos os animais domésticos são mais evoluídos do que os animais considerados selvagens, basta olharmos para os chimpanzés, gorilas , baleias e golfinhos para notarmos que são tão ou mais evoluídos que muitos animais domésticos.

Poderemos arriscar uma sequencia  evolutiva dizendo que do gato a alma passa a habitar o cão, deste para o cavalo e deste para um primata, já que a comunicação do cão não seria tão perfeita quanto a comunicação de um primata que já consegue aprender a linguagem dos sinais(libras) .

Galileu Galilei no livro psicofonado por João Berbel nos diz o seguinte:

"... um pequeno felino.Para que ele chegue evolutivamente até o estágio de primata não é necessário que passe por outros estágios de espécies, como de um equino ou de um elefante.se um peixe experiencia o seu estágio pisciforme, não é necessário que encarne em todas as espécies de estirpe ictiológica para adquirir a evolução que lhe permita alcançar um filo mais desenvolvido da escala animal."

Não podemos traçar limites para a evolução, ela caminha por onde a alma/espírito necessita caminhar para aprender, é claro que  há certos reinos menos evoluídos do que outros, um cão não poderá retornar ao reino dos anfíbios ou dos insetos,nem um inseto pular de seu reino para o reino dos mamíferos, mas basta olharmos os animais e poderemos ver que a evolução não cessa.

Rosto metade homem, metade chimpanzé



Muitas pessoas , talvez pelo peso que o termo selvagem ainda carregue, acreditam que se um cão passar  deste reino para um reino primata(considerado selvagem), será uma involução. Mas , como já explicamos, nós é que colocamos o termo selvagem apenas como ato instintivo, quando na verdade ele significa liberdade(até certo ponto) de ação.

Vamos supor que o cão ou até mesmo um suíno considerado muito mais inteligente que um cão, tenha aprendido tudo o que lhe foi necessário nesta roupagem, mas ainda não saiba conviver em sociedade ou apanhar objetos com as mãos ou mesmo começar a ficar ereto; nem sua linguagem ainda está totalmente completa.Em qual reino ele obteria tudo isso?

No reino "selvagem" dos primatas. Mas seria uma involução?

Não, o afastamento da domesticação para nós humanos pode até parecer um retrocesso, mas o cão/suíno/cavalo jamais poderá usufruir de um livre arbítrio um pouco maior enquanto permanecer sobre a tutela humana.Tal mudança pode ou não ocorrer no planeta Terra, segundo Galileu, este salto, esta mudança não ocorreria somente aqui.

Gorila, animal vegetariano
Os primatas são, talvez, a passagem do reino animal para o reino hominal que ocorre em outros mundos e não aqui na Terra.

A ciência nos mostra o quanto somos próximos dos primatas, nos mostra uma evolução nestes irmãos que nos surpreende  a cada dia com a construção de ferramentas, a facilidade na aprendizagem dos sinais e a grande capacidade de memorizar e planejar.

Sabemos que os animais domésticos igualmente fazem isso, mas não com uma capacidade tão estendida quanto a dos primatas.

A evolução perpassa o momento totalmente instintivo dos aracnídeos, anfíbios, répteis, insetos, peixes, aves  e até de muitos mamíferos como dos grandes felinos, vemos momentos  quase humanos nos elefantes ao velarem por seus mortos, aprendemos muitos com nossos mamíferos domésticos, mas nada se compara com a capacidade que é adquirida pelos primatas no estado selvagem.

Para esclarecer mais trazemos as palavras de Leon Denis:


"Todos esses invólucros efêmeros não são mais que vestuários que vem ajustar-se a sua forma fluídica permanente.Cobre-os com vestuários para representar os numerosos atos do drama da evolução no vasto campo do Universo."

E Galileu Galilei confirma:

"Instinto e inteligência vão administrando o seu dinamismo no amplo espaço da vida, sem um padrão rígido de escalonamento das espécies."

Evolução do mineral ao hominal

Portanto não podemos afirmar se de cão a alma que ali habita pode passar a habitar o corpo material de um equino ou suíno, pois dependerá de sua experiência de vida naquele corpo material, e como o escalonamento das espécies não é algo rígido, igualmente, dentro de nosso conhecimento, não podemos afirmar que de animais considerados domésticos a animais considerados selvagens seria uma passagem impossível, não são nossos desígnios nem nossas suposições, mas são desígnios e leis Divinas - que muitas vezes não nos é permitido conhecer - já que a escalada evolutiva de todos não se processa num único Planeta.

Galileu, porém traz uma opinião diferente para esta questão:

"... um cão que há se tornado dócil, que há exercitado bastante a sua inteligência no convívio do homem, alcança a passagem da raça canina a dos primatas.mas na terra, tal pulo evolucionário não ocorre[...] Assim temos que aquele animal já avançado no reino animal, alcançando já a condição de passar à estirpe primata, ou deste pata humanoide, cumprirá tal pulo evolutivo noutro planeta que lhe ofereça tal condição" 

Mas vejamos o que outro amigo espiritual nos diz sobre a mesma questão:



" A evolução tem caminhos que nós não compreendemos por completo. Eu digo que a nomenclatura e a questão de julga-los domésticos é unicamente uma visão humana e nada mais. Simplesmente por que retiramos eles da natureza e colocamos sobre nossa tutela não quer dizer que estão melhor. A "domesticação" seria melhor interpretada se fosse uma "tutelação" o que deveria ser um facilitador de sua evolução, mas por enquanto não é assim. O maior beneficiado são os humanos que exploram e utilizam os animais."

Quando questionado se um animal doméstico poderia  passar deste estado para o considerado selvagem :

"Eu diria que sim, um primata que vive em sociedade, mesmo que seja uma sociedade relacionada com seus iguais e por isso não seja considerada "civilizada" por observadores de outra especie, são mais "evoluídos" que cães e gatos." (Tier, mensagem psicofonada pelo amigo Ricardo Capuano)


Uso de ferramenta por um primata

Como podemos ver a questão do "ser selvagem" é uma questão humana, assim como o marcar do tempo, o tempo existe no humano não no animal, por isso alegar que um não pode transitar pelo reino do outro, nos parece um pensamento muito inflexível.


A segunda parte deste artigo trará outra mensagem psicofada do amigo Tier afim de esclarecer ainda mais nossas dúvidas sobre essa questão.


Simone Nardi







Notas


1- Somos o que comemos, isso é verdade. Os animais selvagens devoram suas presas, muitas vezes ainda vivas. Eles caçam para sobreviver, podemos notar que sua evolução espiritual é extremamente Instintiva. Eles são selvagens ainda devido ao forte instinto que os mantém vivos.





Para ler mais


Animais "Selvagens" e Evolução. pt2 



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