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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Animais, nossos irmãos (Estudo) Parte 7



“Cuidado significa, então, desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção, bom trato... estamos diante de uma atitude fundamental, de um modo de ser mediante o qual a pessoa sai de si e centra-se no outro com desvelo e solicitude”. Leonardo Boff Encontrando o Caminho
 

Estamos desvendando juntos um mundo que para alguns é realmente novo, um mundo onde a inclusão da responsabilidade moral para com os animais se faz presente, os laços de afeto, as relações de irmandade a qual sempre nos referimos ao falarmos sobre suas almas, agora realmente começam a existir na prática, não apenas nas palavras. Seguimos então o caminho tortuoso de mostrar que muita coisa em que acreditávamos não passavam de mentiras que nos foram ensinadas ao longo do tempo, e que hoje precisam sumir na poeira dos desenganos. Eles não apenas possuem alma, mas são seres sencientes e inteligentes; diante desse novo conhecimento algo precisa mudar : Nosso comportamento diante deles, nossa exploração por seus corpos está baseada exatamente no fato de que não acreditávamos que eles eram iguais a nós, não em forma corporal, mas emocional e sensorial. E agora sabemos: eles são iguais a nós.

Que atitude tomar então?

É inegável que muitos irão continuar ignorando esse fato, como também é inegável que muitos irão mudar. Caridade e compaixão. Pode até haver alguém que diga que um bifinho “não faça mal”, é aquele que pensa em si mesmo apenas, não se enxergando como irmão daquele Ser ainda em condição inferior ( na escalada evolutiva) à ele .

Sabemos há muito, faz parte da índole humana pensar em si, depois nos demais; só que o desprendimento do mundo material só vai ocorrer quando pensarmos igualmente no próximo e então em nós mesmos, ainda mais quando a vida desse próximo depende inteiramente de uma mudança de atitude moral da nossa parte.

Para aqueles que não querem mudar, nada mais podemos fazer além de acreditar que cedo ou tarde, eles realmente verão que os animais não foram criados para o uso que fazemos deles. Para aqueles que querem mudar, o que podemos fazer é incentivar, auxiliar e dizer o quanto nos sentimos felizes com essa mudança, por isso traremos dois assuntos importantes que são conseqüências da conscientização: O vegetarianismo e o veganismo.

Desde que me propus a escrever sobre a inclusão moral dos animais não-humanos dentro de nossa visão ética e religiosa, jamais havia tocado diretamente no fato das pessoas se tornarem vegetarianas ou veganas. Falava sobre como devemos agir com amor, com compaixão e misericórdia para com esse nossos irmãos, contudo, acredito que seja tempo de falar mais claramente sobre esse assunto que assusta tanto alguns espíritas : o que é o vegetarianismo e o que é veganismo, para aqueles que estão em mudança e para aqueles que já mudaram. Nesses 4 anos na Feal, pude sentir que muitas pessoas compartilham da visão de que realmente os animais são nossos irmãos, de que merecem nosso respeito e nossa compaixão; alguns mudaram, alguns deixaram de se acanhar diante do assunto e se mostraram interessados, questionando, buscando por mais respostas, o que demonstra que ao se descobrir uma verdade deve-se fazer isso racionalmente, sem fanatismos, sem se deixar levar pelo entusiasmo. Pude ver que foi um espaço democrático para que outros amigos trouxessem a tona suas experiências, suas angustias, suas alegrias, demonstrando que o trabalho ao qual havíamos nos proposto a realizar realmente estava trazendo resultados, e quando me refiro a nós, me refiro aos amigos espirituais que muito se dedicam a essa causa, amigos desconhecidos que trabalham em silêncio por esses irmãos em ascensão, que dia a dia travam uma guerra sem fim contra a crueldade que impomos aos animais, amigos que me pediram: trabalhe por eles. Amigos que passaram mensagens já postadas aqui e que se mantiveram anônimos porque para eles o trabalho pelos animais é o que importa. E aos poucos pudemos notar que muitas pessoas se interessaram pelos animais, não apenas espiritualmente, mas pelo que lhes acontecia enquanto encarnados e por isso esse trabalho tem sido recompensado com emails e palavras de incentivo. Mas vamos ao que realmente nos interessa, lembrando sempre que, seja qual for a alimentação , sempre serão necessários cuidados nutricionais:

Vegetarianismo [1]: esse é com certeza o primeiro passo para quem descobriu nos animais uma irmandade que lhe ficava oculta, muitos colocam como um modelo, como uma filosofia de vida, mas na verdade tornar-se vegetariano é muito mais que isso, é uma atitude que denota verdadeiro interesse pelo Planeta e por aqueles que sofrem, pois a abstenção de fazer o mal começa também pela boca. Cada um deve levar em conta o seu tempo pois o desligamento da alimentação carnívora para uns pode ser fácil, enquanto que para outros pode ser mais difícil, essa mudança de hábito cultural, contudo, denota grande coragem em encarar os problemas de frente, de se posicionar, de praticar a caridade. Mas, pelos motivos certos, nenhum ideal deixa de ser erguido dentro de nós. Algumas pessoas simplesmente abandonam de uma só vez todos os tipos de carne, se mantendo apenas nos derivados do leite (queijos e laticínios) os conhecidos lacto-vegetarianos. Outras precisam de um tempo maior e vão abandonando aos poucos primeiro a carne bovina, depois a suína, a de frango, peixes, numa caminhada Ética até o topo. Em todos os casos é preciso reaprender a se alimentar, o novo vegetariano não pode simplesmente abdicar da carne e comer apenas salada, é preciso que ele coloque em suas refeições pratos que até hoje ele considerava apenas como secundários (acompanhamentos). É o equilíbrio alimentar que o deixará saudável, por isso a importância em buscar informações sobre o assunto em sites especializados, comunidades ou mesmo com amigos, para que a mudança seja realizada sem problemas. Veganismo [2]: é a principal mudança que as pessoas podem fazer em relação aos animais. Um degrau mais alto que o vegetarianismo onde alguns ainda fazem uso de ovos, do leite e seus laticínios; o veganismo toma um rumo Ético ainda mais prático, eliminando do uso diário qualquer tipo de produto que provenha da exploração animal. Não se faz uso de roupas de couro, seda, lã ou peles, de produtos que assumidamente tenham realizado testes em animais, não se utiliza mel de abelha, cera ou própolis, não se come peixes, ovos ou laticínios, ou seja, o vegano se exime completamente do uso de qualquer coisa que provenha da exploração animal. É uma mudança que exige muito mais do que apenas tornar-se vegetariano, porque se pode ver através do veganismo os inúmeros abusos cometidos contra os animais em nosso dia a dia. E é uma mudança que obrigou muitas empresas a mudarem também. Hoje existem no mercado inúmeros produtos isentos de crueldade, a pressão dos que lutam pelos animais tem conseguido fazer com que as empresas troquem os testes realizados em animais e partam em busca de métodos alternativos. Hoje também existe uma gama enorme de cosméticos isentos de crueldade, isentos de produtos de origem animal, provando que é possível mudar de atitude e criar novas mudanças com isso. Agora se espalham pelas prateleiras dos supermercados produtos para vegetarianos e veganos, porque é um mercado que cresce e cresce simplesmente porque cada vez mais pessoas abriram os olhos para essa cruel realidade que aflige os animais não-humanos.

Claro que existem ainda muitas barreiras que são levantadas contra o vegetarianismo e o veganismo, ora alguém aponta a falta de vitamina B12 que só é encontrada em produtos de origem animal e embora seja verdade, sabemos que ela pode ser suplementada através de comprimidos igualmente isentos de produtos de origem animal. Ainda há quem diga que veganos e vegetarianos não consomem proteínas, o que não é verdade e sim desconhecimento, pois existem boas fontes de proteína que não são de origem animal e que muitos ignoram porque só possuem olhos para a “carne”. Sementes de gergelim e girassol, grão de bico, feijão, lentinhas, ervilhas, castanhas, amêndoas, nozes e a soja, todas são fontes de proteína. Para se manter saudável é preciso apenas começar a prestar atenção na imensa quantidade de alimentos que deixamos de lado durante todos esses anos. Quando fazemos isso notamos que não precisamos obter o ferro apenas da ingestão de animais, além de estar presente nos alimentos já mencionados, ele se encontram em vegetais verde-escuros, aqueles mesmos que só são ingeridos uma vez ou outra, e como mero acompanhamento do prato principal. Igualmente o cálcio que muitos insistem em dizer que só existe no leite e seus derivados, pode ser encontrado nas leguminosas, nas oleaginosas, nos mesmos vegetais verde-escuros onde encontramos o ferro ou seja, em fontes vegetais que passarão de mero acompanhamento à pratos principais até porque, somente os seres humanos é que continuam tomando leite na fase adulta. Existem inúmeros sites dirigidos a veganos e vegetarianos, existem nutricionistas especializados para esclarecer essas questões, demonstrando que ninguém mais precisa repetir que a carne nutre a carne quando a ciência começa a provar que ela não é mais necessária ao corpo, que podemos viver bem sem nos utilizarmos da morte de animais, porque é isso o que fazemos, não ligamos a “carne” dita no Livro dos Espíritos aos milhares de animais que são mortos diariamente, porque essa conexão não nos interessa e não nos interessa porque nos fará pensar e pensando seremos forçados a nos ver como seres totalmente isentos de compaixão.

Claro que muitos irão dizer que o vegetarianismo ou o veganismo não torna alguém melhor, inúmeras vezes ouvimos dizerem que Chico comia carne e que Hitler era vegetariano(3), mas sabemos que é a conscientização que torna a pessoa melhor, existem muitas pessoas que se tornam vegetarianas por modismo, essas pessoas não fazem isso para o bem do próximo mas por interesses próprios e isso é egoísmo não altruísmo. Ninguém que se esforce para ajudar os animais é uma pessoa má como alguns querem colocar, há o mito de que as pessoas que cuidam de animais não ajudam outras pessoas, que são misantropos, mas sabemos que muitos que auxiliam apenas humanos também o fazem por um interesse próprio, sabemos que muitos que batem no peito e se dizem caridosos às vezes só os são nas ruas, e são verdadeiros tiranos em casa, mesmo assim não podemos generalizar dizendo que a caridade entre pessoas não torna alguém melhor. O mundo se tornará melhor na medida em que nós nos tornarmos melhores, na medida em que deixarmos essas acusações absurdas de lado e partirmos para o trabalho, queiramos ou não, a compaixão pelos animais irá fazer parte da nossa evolução.

As respostas estão aqui, as informações foram passadas e as portas estão abertas, agora é direito de cada um pensar por si mesmo, mas não há como se esconder mais atrás de antigos tabus. Isso é o que fazemos com os animais, isso é o que podemos ou não fazer. Quando mudamos outras mudanças decorrem dessa primeira mudança. Quando nada fazemos, nada acontece, nada muda e os animais continuam a sofrer.

Está em nossas mãos o destino dos animais. 



  Notas: 

  [1] Vegetarianismo: devemos lembrar que a quantidade de animais que sofrem é muito grande e esse primeiro passo é muito significativo, porém não é o último. Encontramos dentro do vegetarianismo diversas formas de alimentação: os ovo-vegetarianos, lacto-vegetarianos, ovo-lacto-vegetarianos, que dentro de cada parcela, ainda se utiliza de um tipo de exploração animal. 

  [2] Veganismo: conhecidos também como vegetarianos estritos ou éticos; o fato é que o veganismo recusa-se a qualquer forma de exploração animal, tirando do uso diário tudo que possa vir da tortura animal: leite e seus laticínios(queijos, manteiga, cremes, maionese), ovos, peixes, não fazendo uso de objetos que igualmente compactuem com a tortura animal como couro, pérola, marfim, sabonetes feitos com gordura animal, cosméticos testados em animais, perfumes . O mesmo ocorrendo com o aprisionamento de animais para diversão como circos e zoológicos, pesca , corridas , caça, gaiolas e tantas outras formas de exploração animal.Um problema levantado por muitos médicos é a ingestão de vitamina B12, mas ela pode , tranquilamente, ser administrada via oral com medicamentos que não provenham da exploração dos animais. 

  [3] O mito de que Hitler era vegetariano é uma ideia compartilhada por muitos escritores, segundo alguns , foram os médicos de Hitler que lhe indicaram uma dieta vegetariana devido a problemas estomacais crônicos, já que muitos de seus biógrafos afirmam sua preferência por carnes. Sua cozinheira deixou registrado no livro intitulado "Gourmet Cooking School Cookbook “ que ele adorava um prato onde o recheio era filhote de pombo. 

  Para conhecer mais: 

  Chico Xavier/Irmão X - Contos e Apólogos e Treino para a Morte Instituto Nina Rosa - A Carne é Fraca (vídeo) e Não matarás (vídeo) Earthilings (Vídeo) - Terráqueos SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira Galáxia Alfa Sítio Vegetariano Nutriveg Centro vegetariano Revista dos Vegetarianos - Edição mensal em bancas de todo País. Guia Vegano Animais tem senso de Moral ANDA - Agência de Notícias dos Direitos Animais Pensata Animal – Revista Eletrônica dos Direitos Animais Rádio Boa Nova - Nossos Irmãos Animais Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!










Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.





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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nosso antropocentrismo de cada dia

Em seu livro “Ecologia, grito da Terra, grito dos Pobres”, Leonardo Boff expõe com grandeza a visão antropocêntrica do homem em relação ao meio em que vive, e demonstra num parágrafo único, que ao invés de ser tudo, o homem nada é diante do Universo:


“Esquece, entretanto, que o universo e a Terra não são resultado de sua criatividade nem fruto da sua vontade. Ele não assistiu ao seu nascimento, nem definiu a seta do tempo, nem inventou as energias primordiais que continuam agindo no imenso processo evolucionário e que estão atuando em sua própria natureza humana, parte da natureza universal. Ele se encontra na retaguarda, como o último a chegar nessa imensa festa da criação. Por ser anterior a ele, o universo e a Terra não lhe pertencem. Ele, na verdade, pertence à Terra e ao universo. Se a Terra não é o centro do universo, como é possível que o ser humano, filho e filha da terra, se considere seu centro e sua finalidade?”


Infelizmente o Antropocentrismo: o homem como peça fundamental e protagonista desse nosso Planeta, o início, o meio e mais do que provável, o fim de tudo, é uma realidade e uma barreira difícil de ser vencida. Para o antropocêntrico, nada além do ser humano possui valor intrínseco ou qualquer direito ao conceito de alteridade, nada, absolutamente nada é mais importante no Planeta do que seu ego. O que mais nos chama a atenção nessa palavra tão conhecida , é ver há quantos séculos as pessoas exploram os animais e que hoje, em pleno Século 21, muitas ainda vivem presas a esse passado tão antigo e violento.


O paradigma Antropocêntrico, essa visão de que tudo que existe ao nosso redor nos pertence para que façamos com ele o que quisermos e o que bem entendermos, parece já ter surgido durante a concepção do ser humano, porém, com toda certeza, não pode mais fazer parte do pensamento da humanidade, posto que tal paradigma nos leva a uma visão perigosa, tanto para humanos quanto para não humanos:


Tudo pode e deve ser feito em beneficio único e exclusivo dos seres humanos, não importando aí o que será destruído em seu benefício o que nos leva a exploração total dos recursos da Natureza, o uso brutal dos animais nas mais diversas áreas e com as mais absurdas alegações de que: Tudo no mundo é para nosso bem estar. A maioria que ainda pensa assim, o faz porque não conseguiu se livrar do peso das “mentes antigas” que exigiam o comando do conhecimento em todas as áreas: Ciência. Religião. Estado.


Esse é um dogma que persegue o homem até os dias atuais, talvez pelo simples fato de que alguns temam as mudanças, temam mudar seus valores, já que o orgulho os impede de caminhar e os impede de sequer imaginar, que um animal que durante muito tempo foi considerado um ser inferior, possa ter direito a vida tal como os seres humanos. Se isso acontecer, sobre quem o ser humano irá reinar então??? Talvez por esse ângulo seja bem mais fácil identificar a resistência ao fim desse paradigma, essa irracionalidade em se admitir tal verdade que viria a “ferir” a tola vaidade humana.


O motivo pelo qual, muitos alunos em cursos que utilizem animais ou não, jamais contrariarem seus mestres, nada mais é do que o medo da desaprovação, o medo de parecerem ridículos diante de suas convicções; eles não temem, contudo, apenas a reprovação, mas se envergonham em admitir perante professores e colegas que os animais possuem direito a vida e a liberdade, e que não foram feitos, a não ser dentro da mais medíocre mente humana, para servirem aos humanos.


Alguns alunos, talvez a grande maioria, ainda mantém dentro de si o Paradigma Antropocêntrico e não o combatem, acreditando que o professor sempre tem razão, “Magister dixit1″, quando julgam os animais humanos superiores diante dos animais não humanos. Talvez muitos desses alunos sequer gostem de animais, outros talvez tenham seus cães e gatos em casa e os adulem com mimos e guloseimas, porém, por uma razão que já nos é conhecida, não admitem que os animais de laboratório que servirão para um falso aprendizado, mereçam o mesmo amor e o mesmo respeito daqueles animais que deixaram em suas casas, que podem sentir tanta ou mais dor que seus bichinhos, levados a alguns veterinários que fizeram com certeza, a mesma opção de se omitir diante disso.


Ao se negarem a expor seus pensamentos por medo de serem ridicularizados, o que geralmente acontece diante de seus colegas, o que deixam de perceber é que depende muito mais deles do que propriamente de seus professores antropocêntricos, uma mudança ética no ensino.Não achem eles que seus professores, alguns muitos mais antropocêntricos do que outros, irão lhes dizer que usar animais em aulas didáticas, que alimentar-se de animais, ou usar suas peles como roupas, é uma desconsideração com os valores da verdadeira ética e da verdadeira moral, ou que incluir o tema de expansão da alteridade moral aos animais, fará parte do currículo acadêmico dessa ou daquela disciplina. Cabe a cada um, a cada aluno, vencer qualquer paradigma a fim de demonstrar que o antropocentrismo não eleva o homem, mas que é o responsável pelos maiores problemas que a História já presenciou. Um aluno não pode permitir que seja tirado dele seu senso de ética e de valor da vida, diante do que lhe é transmitido. Não é mais possível que hoje, com os conhecimentos que adquirimos no decorrer de anos, ainda nos esqueçamos de que os animais sentem medo diante da morte nos abatedouros ou que sentem dor durante as aulas de vivissecção. 


“Pertencemos ao Universo, não somos donos dele.” (F. Capra)


E não sendo donos do Universo, não temos o direito de dispor de nada que pertença a ele, nada que cause sofrimento ou morte. Os futuros doutores de amanhã, precisam mostrar aos seus professores de hoje que existem sim métodos alternativos. Os futuros filósofos precisam criar sistemas com valores baseados nos conceitos de respeito, compaixão e alteridade afim de que seja possível moralizar os indivíduos diante da natureza, dos animais e de si mesmos.Os alunos precisam muito mais do que apenas frequentar as aulas, precisam buscar conhecimentos fora delas, principalmente os conhecimentos que seus professores jamais irão lhes mostrar. Principalmente os filósofos precisam se ocupar dessa idéia de libertação, de alteridade para com os animais, para que a ética em relação a eles mude de tal forma que a fidelidade que antes era destinada a apenas uma espécie, passe a ser uma fidelidade pela Vida.


Não somos o centro de tudo, nem tampouco a medida de todas as coisas, nem o eixo no qual o Universo gira, não é a razão que nos separa dos animais mas o nosso orgulho e a nossa vaidade.


“(…) houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da .história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer.” (F. Nietzsche)


O antropocêntrico se dispensa da alteridade para com aqueles que passa a julgar inferior, se dispensa da ética e de toda moralidade quando se coloca acima de qualquer outro ser.


Portanto, essas desconsiderações de valores, apoiadas somente na vaidade antropocêntrica dos seres humanos pode, daqui a alguns anos, ser apenas uma lembrança de uma raça que abusava dos recursos do meio em que vivia para proveito próprio, colocando-se como um ser acima da natureza, e não ao lado dela:




“[...] Imagina-se um ponto isolado e único, fora da natureza e acima dela. Arrogantemente se dispensa de respeitá-los.” (L. Boff)



Podemos imaginar a partir desse ponto, o caos em que o Planeta ainda pode se transformar se não ocorrer a mudança desse paradigma para um que privilegie a vida, e não somente uma determinada espécie.






Referências Bibliográficas


BOFF, Leonardo – Ecologia: Grito da Terra, Grito dos Pobres

NIETZSCH – Friedrich – Os Pensadores – Verdade e Mentira no Sentido Extra Moral



Nota

1 O mestre (o) disse”. É uma frase proverbial , que ficou popular pelos estudiosos se Aristóteles, para que a opinião de um mestre não admitia, em hipótese alguma, uma réplica.


Simone Nardi







Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Antropocentrismo, A visão humana : Um breve passeio pela história




 Transcrevo aqui a palestra realizada no grupo Fraternal Francisco de Assis(GFFA) e, 06/11/2010.





Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e a natureza. Aí, dentro da mente humana, se inicializam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra o Planeta. Eles se expressam por uma categoria: Antropocentrismo. 


Leonardo Boff 



Para as pessoas que ainda desconhecem esta palavra, antropocentrismo é o ser humano como o centro do Universo. Com tudo girando em torno dele e, para ele, nada que ele faça de mal a outras criaturas merece ser visto como falta de ética. Assim estamos caminhando há anos, explorando e dominando as demais espécies em nome de uma que se acredita: divina. 

Leonardo Boff, no trecho que inicia este artigo, coloca com clareza a nossa violência interna e nosso eterno desejo de dominação, o que nos afasta do amor e da bondade. Esse antropocentrismo é o mecanismo que usamos para violentar os animais e tirar deles o bem que lhes é mais precioso: a vida. 

Para o antropocentrismo nada mais importa, a não ser a sua própria espécie, não enxergando as demais, ele passa a acreditar que não possui responsabilidade alguma e assim prossegue em sua própria destruição. 


SERÁ QUE TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS?


Embora alguns digam que todos os animais são iguais, vamos conhecer a história de dois gatos: 

Macavity é um gato londrino que todos os dias vai até o ponto do ônibus 331 em Wassall, entra, ajeita-se em seu canto e desce na parada seguinte. Ele sempre desce no mesmo ponto onde existe um restaurante que serve peixe com batatas fritas.As pessoas simplesmente desconhecem quem é o tutor dele. 

Kharlo, por outro lado, é constantemente maltratado por seus “donos”, jovens de 14, 16, 17 e 18 anos, que jogam o animal da janela do quinto andar enquanto filmam a queda, isso até que um vizinho se comova e chame a polícia. 

Esses animais são iguais? 

Os animais sim, os donos e os tutores é que são diferentes, a visão de cada pessoa torna a vida dos animais ou um paraíso ou um inferno.É esse desinteresse pela vida dos animais, é esse antropocentrismo exacerbado que tornou a vidas destas criaturas um caos. 

DE ONDE SURGIU ESSE DESINTERESSE HUMANO SOBRE OS ANIMAIS?

Anualmente mais de 50 bilhões de animais são mortos em interesse de uma só espécie, muitos interesses são tão triviais que as pessoas deveriam se envergonhar disso. Mas, de onde vem o nosso antropocentrismo? 

FILOSOFIA : ARISTÓTELES


De muito longe, mas escolhi Aristóteles para explicar melhor o que ocorreu em nossa mente.Aristóteles, filósofo grego discípulo de Platão dividia os seres humanos em castas, a conhecida Pirâmide Aristotélica era assim dividida: 

1- Nobres 

2- Plebeus 

3- Escravos 



Não havia ainda nela espaço reservado para os animais, pois em sua visão, não havia qualquer tipo de racionalidade neles, até havia “uma certa” sensitividade, porém nada que os abonasse diante dos seres humanos.Os animais eram inferiores aos “homens”, as mulheres eram inferiores aos “homens”, os escravos eram inferiores aos “homens” e, por isso, deveriam ser sempre escravos. 

FILOSOFIA : DESCARTES


Muito tempo depois René Descartes daria um respaldo ainda maior para o antropocentrismo com seu Cogito Ergo Sum( Penso, logo existo). Ao separar a alma do corpo, ele chegou a conclusão de que o pensamento sim era a essência da alma, o que o levou a expor que, tudo o que não possuísse alma ( e ele alocou os animais nesse meio) e uma linguagem inteligível seria apenas algo, uma coisa autômata. Sendo estes corpos desalmados, desprovidos de pensamentos racionais nada poderiam sentir. Essa linha de pensamento foi o que o levou a dizer que os animais, (desprovidos de pensamento racional e alma), não passariam de máquinas, pois para ele a linguagem era a prova de que um ser é capaz de pensar, de ter uma alma e de sentir. 

Para a razão cartesiana os animais não possuíam uma linguagem que fosse nem inteligível e nem universal, igualmente não possuíam consciência de si mesmos nem tampouco do mundo que os cercava, não possuindo faculdades cognitivas (racionais) que lhes permitisse possuir uma alma.Em resumo, não pensavam, não possuíam alma, moviam-se apenas de forma mecânica, buscando alimentos de modo tão autômato quanto uma máquina, tal como o relógio necessitava de corda, não havendo assim qualquer necessidade de ética para com eles. Os animais foram muito usados em experimentação animal por Descartes e seus discípulos e seus gritos, para o filósofo, eram tal como as rodas da carroça que gemiam sobre os buracos, nada com que devessem se preocupar. 

FILOSOFIA : THOMAS HOBBLES, JOHN LOCKE, IMMANUEL KANT

Thomas Hobbles






Outros filósofos igualmente tiraram dos animais os direitos a vida e a paz que deveriam ter, entre eles Thomas Hobbles, John Locke e Immanuel Kant, todos eles achavam que os animais até podiam sentir, mas que não raciocinavam não tendo assim um estado moral como o dos seres humanos , de forma que não lhes eram permitidos qualquer direito moral ou ético que pudesse vir a protegê-los.
Locke

Kant



FILOSOFIA : RELIGIÃO


Passamos pela Filosofia e adentramos um campo muito delicado, o das “religiões”, como nosso passeio é breve não vamos esmiuçar cada uma delas, mas apenas trazer alguns parâmetros que alicerçaram as bases do antropocentrismo.


Segundo alguns historiadores o judaísmo e o cristianismo sãos as duas principais religiões que justificam a subjugação dos animais, vamos nos concentrar no cristianismo, nele, segundo a Bíblia, Deus teria concedido ao ser humano o domínio sobre as demais espécies. Deus teria dito: “ Façamos o homem a nossa imagem e semelhança, e que ele domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais da terra , todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra.”(Gênesis).
  
Após o Dilúvio, Deus teria dito a Noé: “ Sede o medo e o pavor de todos os animais da terra e de todas as aves do céu , como de tudo que se move na terra e de todos os peixes do mar. Tudo o que se move e possui vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas.”(Gênesis)
  
Muitos se esquecem, no entanto, que todos os livros sagrados foram escritos pelos seres humanos, seres já imensamente antropocêntricos por natureza.Mais adiante vamos ver que Thomas de Aquino baseou-se na filosofia aristotélica e alegou igualmente que nada era maior que a espiritualidade humana, seres estes criados a imagem e semelhança de Deus, portanto, esse distanciamento entre seres humanos e animais era apenas uma “Lei Divina” . A dominação humana sobre os demais seres nada mais era do que fruto dessa “ordem hierárquica de perfectibilidade” humana.

RELIGIÃO : THOMAS DE AQUINO


Aquino
Para Thomas de Aquino, matar animais era um direito natural do ser humano, direito esse que fora concedido por Deus. “Não importa como o homem se comporta com relação aos animais, porque Deus sujeitou todas as coisas ao poder do homem -e é nesse sentido que o apóstolo diz que - Deus não se importa com os bois, pois Deus não pede ao homem para prestar conta do que faz com os bois ou com os outros animais.”

RELIGIÃO : SANTO AGOSTINHO


Agostinho
Outro filósofo cristão a reforçar o antropocentrismo, entre outros, foi Santo Agostinho, para ele a diferença entre homens e animais baseava-se nitidamente na racionalidade.Ele retirou dos animais o campo emocional e qualquer capacidade de raciocínio, o que excluiu dos animais qualquer possibilidade de alcançarem seus direitos, tornando-os maciçamente inferiores.Assim ele estabeleceu uma distinção entre o que denominou “almas racionais”, subdividindo-as em 3 categorias: celeste nos deuses, aéreas nos demônios e terrestres nos homens. Deste modo a alma dos animais era considerada uma alma irracional e inferior, sem qualquer valor significativo.Para ele, a hierarquia das almas se refletia na hierarquia da vida.

CIÊNCIA

 Caminhando, chegamos agora ao campo da ciência que, mesmo tendo se apartado das religiões, utilizou-se das crenças religiosas e filosóficas, aceitando de bom grado o fato de que os animais não possuíam senciência – capacidade de sentir dor ou medo- passando assim a utilizar ainda mais os animais em seus experimentos científicos sem qualquer culpa ou, como havia colocado Santo Agostinho: sem pecado. Agora a ciência poderia fazer tudo. Relaciono aqui alguns itens que são considerados cientificismo e que permitem à ciência, ficar de consciência tranquila no que tange a dor animal:
  
1- Desconsideração de Valores
2- Disponibilidade de animais
3- Exploração inconsequente da natureza

Fortaleceu-se ainda mais o antropocentrismo. A visão de muitos filósofos, bem como a visão Bíblica baseia-se inconsequentemente no antropocentrismo, ou seja, tudo o que é feito deve visar única e exclusivamente o bem dos seres humanos, não havendo dentro deste paradigma, espaço para que o ser humano se preocupe com os demais seres ou mesmo com o Planeta.

E quais são os caminhos de volta? 

A VISÃO ANTROPOCENTRICA E OS CAMINHOS DE VOLTA

Uma das primeiras coisas em que devemos pensar é que, neste caso, nós é que construímos Deus a nossa imagem e semelhança, culpando-o por nossos desejos e fraquezas. Abaixo cito alguns outros filósofos que se opunham, de certa forma, a ideia dos animais serem desprovidos de alma e de direitos.


FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA

JEREMY BENTHAM

O primeiro deles é Jeremy Bentham: 
Bentham


“Talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos que jamais poderiam ter-lhe sido negados, a não ser pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o escuro da
pele não é motivo para que um ser humano seja irremediavelmente abandonado aos caprichos de um torturador. É possível que algum dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação do osso sacro são razões igualmente insuficientes para se abandonar um ser senciente ao mesmo destino. O que mais deveria traçar a linha intransponível? A faculdade da razão, ou, talvez, a capacidade da linguagem? Mas um cavalo ou um cão adulto são incomparavelmente mais racionais e comunicativos do que um bebê de um dia, uma semana, ou até mesmo um mês. Supondo, porém, que as coisas não fossem assim, que importância teria tal fato? A questão não é ‘Eles são capazes de raciocinar?’, nem ‘São capazes de falar?’, mas, sim: ‘Eles são capazes de sofrer?”. 

FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA

  
VOLTAIRE 
Voltaire

Já Voltaire, se opõe com veemência ao pensamento cartesiano de que os animais não possuíam alma e por isso, nada poderiam sentir:

“Os filósofos dizem-me: Não vos enganeis, o homem é inteiramente diferente dos outros animais, tem uma alma espiritual e imortal (…). Escuto esses mestres e lhes respondo, sempre desconfiando de mim mesmo, mas nem por isso confiando neles. Se o homem tem uma alma, tal como assegurais, devo crer que este cão e esta toupeira têm uma semelhante. Todos me juram que não. Pergunto-lhes qual a diferença que existe entre este cão e eles. Uns respondem este cão é uma forma substancial; outros me dizem: Não acrediteis nisso, as formas substanciais são quimeras; este cão é uma maquina como uma manivela. Pergunto ainda aos inventores das formas substanciais o que entendem por essa expressão, e como só me respondem com galimatias, volto-me para os inventores das manivelas e lhes digo: se estes animais são puras maquinas, certamente sereis em comparação com eles, apenas como um relógio de repetição em comparação com a manivela que falais; ou, se tendes a honra de possuir uma alma espiritual, os animais terão uma também, pois são tudo o que vós sois. Possuem os mesmos órgãos com os quais tendes sensações, e se não lhes servirem para a mesma finalidade, dando-lhes tais órgãos Deus terá feito uma obra inútil.”


FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA

LIVRO DOS ESPÍRITOS


 Assim também, o Espiritismo explica a diferença de pensamento em relação aos animais:

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá “uma certa” liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

— Sim, e que sobrevive ao corpo.

597-a. Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

— É também uma alma, se o quiserdes; isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

A inteligência, sendo um dos atributos do Espírito, nos mostra que: se há inteligência há Espírito (a inteligência vai se desenvolvendo conforme a evolução do espírito nos mais variados reinos). 


FILOSOFIA, RELIGIÃO E CIÊNCIA

DARWIN

Darwin

Para Darwin os animais possuíam a habilidade de raciocinar e demonstrar emoções, possuindo muitos sentimentos tais como os seres humanos – mesmo que rudimentares – e sendo ainda, capazes de expressar tais emoções.

“Nos animais inferiores vemos o mesmo princípio do prazer causado pelo contato associado com o amor.Cães e gatos manifestamente têm prazer no contato com seus donos e donas, recebendo afagos e tapinhas.” Charles Darwin

Hoje a própria ciência reconhece a senciência animal, essa defesa biológica descrita como uma capacidade física (dor) e psíquica (medo) de sentir.Que mais poderemos dizer para expor aos seres humanos que os animais são, de certa maneira, igual a nós?

Comparação do Genoma Humano com o dos animais: 
  •    Chimpanzé = 99,4 % (diferença de apenas 0,6%) 
  •    Bonobos = 98,0 
  •    Gorila = 97,0 
  •    Orangotango = 96,3



HUMANOS X NÃO-HUMANOS


Hoje sabemos que a diferença entre o cérebro dos homens e dos animais, se dá somente no Lobo Frontal ,onde o Lobo dos animais tende a ser menor porém, não menos importante.Ou seja, todos os animais possuem. O Lobo frontal é responsável pelo comportamento, temperamento e memória . Portanto, veremos que a diferença entre o cérebro humano e o dos animais mamíferos ,sobretudo, é mais “Proporcional”, pois nos mamíferos a organização do cérebro se dá tal como a dos seres humanos.
















UM NOVO DESPERTAR


Deste modo não há mais justificativa para o Antropocentrismo, posto que todos os animais, humanos e não-humanos tem: 
  •   Capacidade emocional e social : compaixão em relação entre as espécies e inter-espécies -


  •  
  •   Sensibilidade: dor ou medo e capacidade de expressar tais emoções - 


  •   Cognição (Razão): Inteligência, raciocínio, resolução de problemas, memória. 

A QUESTÃO QUE NOS FICA


Sabendo disso, qual atitude tomaremos, de hoje em diante, em relação aos animais, nossos irmãos?

Pensemos nisso com amor. 


Simone Nardi




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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