sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O respeito e a integridade da Criação

Coala e seu filhote

Este Blog tem uma única intenção: Fazer as pessoas refletirem sobre suas ações para com o Outro, seja este outro humano ou não humano.

Por isso garimpamos textos, estudamos artigos de algumas religiões que conhecemos as bases somente para mostrar aos seus lideres e aos seus seguidores ,que ainda tratam os animais como objetos, que eles estão complementa equivocados .

 O texto abaixo pertence aos escritos da Igreja Católica e prega em favor dos animais, bem ao contrário das ações que alguns de seus lideres e praticantes realizam.


 Arquivos do Vaticano

Animais 

O RESPEITO PELA INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO

 

Papa Francisco abençoando cão guia

 


2415. O sétimo mandamento exige o respeito pela integridade da criação. Os animais, tal como as plantas e os seres inanimados, são naturalmente destinados ao bem comum da humanidade, passada, presente e futura(155) O uso dos recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser desvinculado do respeito pelas exigências morais. O domínio concedido pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os outros seres vivos, não é absoluto, mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo, inclusive das gerações futuras; exige um respeito reli­gioso pela integridade da criação (156).

Irmãos Animais-Consciência Humana : Nós entendemos nesse trecho que tudo o que foi criado serviria para o bem comum da humanidade. Nós que dividimos nossas vidas com os animais sabemos o bem que eles nos fazem, sabemos que cada um deles, assim como cada um de nós, serve ao outro como amigo e como irmão. Não significando que foram criados por Deus para serem mortos, pois se assim fosse as linhas subsequentes do texto estariam confrontando-se com as primeiras palavras:

"O domínio concedido pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os outros seres vivos, não é absoluto, mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo"

Domínio não significa geração de violência, como normalmente costumamos interpretar qualquer texto, mas cuidar, zelar pela vida e pelo bem estar de todas as criaturas, até porque, como colocado acima, o "domínio" não é absoluto(morte), mas regulado pela preocupação da qualidade de vida do próximo, e é necessário entender esse próximo como também o animal e não apenas o ser h-umano. Não podemos colocar que matar, aprisionar, eutanasiar, testar produtos químicos, confinar para diversão, sejam demonstrações de nossa preocupação pelos animais para o bem absoluto da humanidade, já que pesquisas modernas informam que a geração de detritos devido o abate de animais polui o Planeta, que a destruição das florestas igualmente destrói o Planeta e que em nada, essa destruição desenfreada, auxilia no crescimento da humanidade.

Lembrando que  quando Deus coloca Dominai, vem de Domini, que é Deus, essa não é uma permissão para que usemos os animais, mas um alerta para que sejamos Domini, Deuses, Deus para os animais.

Criação, mão de Deus e mão do homem
Como então, após matar, confinar e abusar de seus corpos como fazemos pode ser um "respeito reli­gioso pela integridade da criação" ???
 

2416. Os animais são criaturas de Deus. Deus envolve-os na sua solicitude providencial (157). Pelo simples facto de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória (158). Por isso, os homens devem estimá-los. É de lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais.

Irmãos Animais-Consciência Humana : Se os animais são criaturas de Deus, como nós, míseros mortais podemos usurpar essa "posse"? Se por existirem eles, que são animais, "O bendizem e Lhe dão glória", o que diremos de nós que os matamos com a falaciosa desculpa de que Deus criou outras criaturas somente para o sofrimento? Nem precisamos comentar o restante do texto, onde se faz referência a Francisco de Assis.


2417. Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem (159). É, portanto, legítimo servimo-nos dos animais para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam o homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas.


Irmãos Animais-Consciência Humana : Esse trecho nos mostra o quanto estamos enganados em nossa concepção de senhores da morte para os animais; Se Deus nos confiou suas vidas porque seríamos seres a sua imagem ou desdenhamos de Deus colocando-O como um ser desprovido de caridade que destrói sua própria criação ou estamos prestes a descobrir um "deus" cruel, egoísta, mentiroso e sórdido como tem agido a humanidade. Temos, antes de aceitar o que está escrito neste trecho,  que decidir antes o que é Deus, porque se Ele for bom e nós matamos sua criação, é porque não somos sua imagem ou porque estamos trilhando o caminha errado. Ou se somos a sua imagem, nossa concepção de Divindade está totalmente errada.
O texto católico acaba se tornando confuso na medida em que pede senso moral, exige que ajamos como Deus e de repente propõe que a experimentação com essas criaturas Divinas é admissível para salvar a vida de seres que matam por matar, que não se preocupam com o outro e pior, que enganam a si mesmos se achando deuses modernos.O que seria esse razoável??? Matar seria razoável? Se sim,como aceitar a parte onde se coloca que Deus confiou os animais a humanidade por serem sua imagem e semelhança????

2418. É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afecto só devido às pessoas.



Irmãos Animais-Consciência Humana : Esse trecho torna a ideia da bondade de Deus,e a solicitação que tratemos bem os animais numa total contradição dos escritos. Se é contrário a dignidade h-umana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor, como fazemos, indiscriminadamente de suas vidas, porque o vegetarianismo não é tratado dentro dos círculos religiosos? Já que a alimentação vegetariana, comprovadamente, faz mais bem do que a alimentação carnívora?


A todo momento nos despimos de nossa dignidade quando matamos um animal para alimentação, já que a carne os faz sofrer inutilmente, por não ser necessária a subsistência da vida h-umana. A todo momento colocamos nossa dignidade em xeque por matá-los inutilmente em prol de um único ser vivente e antropocêntrico.

Experimentação animal, cão de Pavlov
Até concordamos na não-humanização dos animais, nos gastos com inúmeras roupas e joias, casamentos , festinhas, mas em caso de doenças o tutor tem obrigação moral de gastar com seu tutelado o que for necessário para preservar sua vida ou dar-lhe o maior conforto possível na velhice.Uma coisa intrigante é acreditar que haja dois tipos de Amor, quando Jesus pregou apenas um. no trecho acima se lê que :"Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afecto só devido às pessoas."

Não há um afeto para pessoas e um afeto aos animais, ou um afeto as plantas, há simplesmente o Amor, coisa que ainda não aprendemos, por isso separamos animais, de pessoas, de plantas e de Deus. Muitas pessoas simplesmente desconsideram totalmente os animais, não lhes oferecendo nem uma porção de afeto, nem por isso amam mais as pessoas ou a Deus, Isso é crime? Não, é apenas uma falta do conhecimento do que é o Amor. Ela não precisa ser recriminada tal como não precisa ser recriminado aquele que ama os animais, pois ao amar os animais ele ama Deus através deles e faz mais, recolhe um animal que outro ser h-umano, por puro desafeto abandonou e queira ou não, ama esse irmãos através do animal que recolheu.Ou seja, ele ama sempre.Nas mis diversas circunstância que, aquele que ainda não reconhece o verdadeiro amor, n~]ao consegue compreender.

Quando ele se recusa a comer um animal, ele ama ao animal em sua escolha, ama a Deus que é Pai da criação por auxiliar na preservação da vida daquele ser e ama aquele irmão que trabalha nos frigoríficos tirando a vida dos animais, pois reconhece que, por puro orgulho, a h-umanidade os obriga a matar diariamente, e que, quanto mais pessoas deixarem de se alimentar com a carne dos animais, menos animais irão morrer e menos pessoas serão forçadas a matar, indo, cada uma delas, buscar um trabalho mais digno.
Isso é amar, já é hora de começarmos a encarar o amor como um esforço para o Bem do próximo, não apenas para o bem estar de cada um.

Preservar a vida sim é sinal de respeito pela integridade da Criação.



Simone Nardi

 


 Fonte:





Para ler mais


Fala Bicho

A Igreja é a favor ou contra testes em animais

Ser vegetariano é algo moralmente bom?




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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Temos que ser cruéis?

 
Cão abandonado, animal não é brinquedo

 

'Temos de ser cruéis. Temos de recuperar a consciência tranquila

 para sermos cruéis'

Adolf Hitler



Dia 06/04/2014 , na rádio CBN, ouvi a voz de Mario Sérgio Cortela entrar pelo rádio e começar uma conversa sobre a  estupidez e a crueldade humana, e o professor citou a frase acima, com a qual iniciamos o artigo e que repetiremos agora.
 
'Temos de ser cruéis. Temos de recuperar a consciência tranquila para sermos cruéis'

Não vamos de Hitler e de sua política nazista; não, nós vamos  falar da h-umanidade e lembrar que há séculos nós usamos essa "consciência tranquila" para matar muito mais do que a nós mesmos, mas tudo que divide este Planeta conosco.
Não podemos dizer que a h-umanidade recuperou essa consciência para matar com absoluta tranquilidade, mas vamos nos lembrar que jamais nos despimos dela, é como se ela fosse nossa segunda pele.

Nós matamos e alegamos que o fazemos para sobreviver, alegamos que o fazemos para nos divertir, alegamos que o fazemos para nos vestir. E permanecemos, diante da morte, de consciências plenamente tranquilas.

Nós questionamos quando alguém mata :"Por que ele fez isso, será que não pensou?"
Homens carregam gorila
Não importa muito se ele pensou, porque para ele a consciência dele estava tranquila quando ele praticou o crime. E nós fazemos o mesmo diariamente, ignorando o que fazemos de forma a manter paz em nossas ações diárias, mesmo as mais cruéis.

O que deveria nos causar pavor é essa aparente tranquilidade diante da dor, diante da morte e da exploração da vida de outros seres . Mas , por mais estranho que possa nos parecer, essa tranquilidade não nos causa qualquer estranhamento.

Nós somos somos cruéis com a maior tranquilidade. Mas tentamos não ver ou tentamos dividir o que fazemos entre psicopatia e necessidade.

Quando um indivíduo h-umano mata outro indivíduo h-umano com crueldade, dizemos que ele tem problemas psicológicos. Quando um ser h-umano abandona, por quaisquer razão seu filhote h-umano, alegamos que ele também sofre de algum transtorno psicótico.


Porém quando matamos um animal de forma cruel - e eles são mortos de forma cruel para virarem a carne que estará em nossos pratos - nós nos achamos perfeitamente "normais". Quando abandonamos um animal a beira da estrada, sem nos preocuparmos se alguém irá resgatá-lo, se ele morrerá de fome, de sede ou atropelado,conseguimos tranquilamente colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência em paz, apagando da mente que somos cruéis, tão cruéis quanto Hitler, quando pediu a recuperação da tranquilidade para poderem ser cruéis, pois ele sabia que uma mente intranquila é  incapaz de provocar a dor do Outro.


H-umanos ateiam fogo aos chifres de um touro
O Animacídio  - anima, do latim, de alma ou de animal, aquele ser que respira e do latim cídio o sufixo cídio que vem de caedere,  de coedes que significa matar -para nós, seres h-umanos parece não nos transtornar, nos abalar, nos envergonhar...


"Temos de ser cruéis"

E como nós somos cruéis ...


"Temos de recuperar a consciência tranquila para sermos cruéis"

E como temos a consciência tranquila diante de tanta crueldade .

Não é mais possível que nos enganemos desse modo ou que provoquemos tantas mortes, nós somos nocivos não apenas aos animais, mas a nós mesmos.



Temos que ser humanos. Temos que recuperar nossa alteridade para voltarmos a ser humanos.


Temos que ser benevolentes. Temos que recuperar nossa humanidade para ser benevolentes

Sem nossa humanidade permaneceremos cruéis, nocivos e e permanceremos tranquilos diante de nossa própria destruição.

Isso não o assusta?

Touro sendo morto em tourada






 Simone Nardi



"É preciso diminuir a distancia entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento, a tua fala seja a tua pratica."
Paulo Freire



Mário Sérgio Cortela, Filósofo e Teólogo

Para ouvir basta clicar aqui no link da Rádio CBN

 Pensar faz bem










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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Senhor faça-me vegetariano: mas não hoje...

Imagem: Vaquinha virando churrasco





O título deste artigo nos remete a frase de Santo Agostinho que em oração pedia a Deus: “Senhor, faça-me casto: mas não hoje”. Completava ele.

E porque nos referimos a esse tema, novamente.

Simplesmente porque ele ainda não se esgotou.

Já falamos aqui sobre as Casas Espíritas e o tratamento de animais, falamos sobre os tutores e queremos acentuar o que porventura não tenha ficado claro.

Sabemos que o tratamento espiritual é um fato e que deve estar aliado a uma coerência caridosa. Quando falamos em assistência espiritual de animais devemos buscar, sobretudo no conceito “animais”, o seu verdadeiro significado e com isso a direção que os trabalhos, com estes irmãos devem seguir.

O trabalho de assistência envolve os tutores e seus tutelados -animais- desde a recepção, posteriormente as palestras de instrução,os passes, a irradiação das águas, o atendimento caso a caso e o auxilio aos tutores. Tudo isso, como já dissemos em um estudo do Blog, deve envolver muito estudo dos trabalhadores a respeito dos animais, não apenas da parte espiritual, mas também sobre sua vida material.

Não somos mais inocentes de ficarmos parados acreditando que cada um tem o seu momento, o seu tempo para a mudança, principalmente se o trabalhador estiver envolvido com a assistência espiritual de animais já passou; por isso é necessário o verdadeiro envolvimento, o verdadeiro amor e muita, muita responsabilidade para não cair em descrédito com tutores e consigo mesmo. Nossa consciência pode se tornar nosso pior inimigo, sobretudo quando deixamos o conceito “animais” atrelado apenas a cães e gatos, ignorando aqueles que afetam nosso “paladar”.

Então deixemos de orar como Agostinho, pedindo a Deus que nos faça vegetarianos, porém não hoje, para nos tornamos realmente coerentes com nossa realidade.

Pense bem, reflita e depois nos diga:

Isso acontece com você? Acontece na Casa onde você trabalha?

Estou pronto para trabalhar com animais?Com todos os animais?

Estou pronto para vê-los como vidas em evolução e não como alimento? 

Me tornarei vegetariano por amor ou por vergonha de cair no descrédito dos demais?

Sei amar realmente os animais?

Esperemos que sim.

Deus faça-nos vegetarianos, sim , agora.



Simone Nardi




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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Segunda sem carne - Escondidinho de Mandioca



Alimentação sem carne

Leia o guia em :
http://www.hsi.org/portuguese/issues/eating/meatfree_guide/meatfree_meals_guide.html







Ingredientes:
1 kg de mandioca crua;
1 xícara de PTS miúda;
1 lata de tomate pelado (pode ser tomate ou molho de tomate);
1/2 xícara de azeitonas picadas;
1/2 xícara de cebola picada;
1/2 xícara de alho-poró picado;
1 xícara de ervilha congelada;
Salsa picada a gosto;
4 colheres (sopa) de óleo;
Sal a gosto.
Temperos desidratados:
1/2 colher (chá) de feno grego;
1 colher (chá) de mostarda em grãos;
1 colher (chá) de urucum;
1/2 colher (chá) de açafrão em pó;
1/2 colher (chá) de orégano;
Pimenta-do-reino branca a gosto;
Preparo:
Descasque a mandioca e cozinhe em água com sal (em água que a cubra e panela tampada ou panela de pressão). Enquanto isso faça o molho: Coloque a proteína de soja para hidratar por uns dez minutos. Pique a azeitona, a salsa, a cebola e o alho-poró. Pique o tomate pelado em pedaços grandes. Separe a ervilha, os temperos desidratados e reserve.
Aperte bem a proteína de soja com as mãos para retirar a água. Aqueça o óleo numa panela e acrescente o feno grego, a mostarda, o urucum e a pimenta e deixe até começar a estourar os grãos de mostarda, então coloque a cebola, o alho-poró e a azeitona e refogue por um minuto aproximadamente. Coloque a proteína de soja, sal e deixe refogar uns cinco minutos mexendo sempre. Coloque o tomate e a ervilha e refogue mais dez minutos pra pegar bem o tempero (deixe em fogo baixo e panela tampada para o molho não secar).
Passe a mandioca cozida (pode estar quente) pelo espremedor ou amasse com o garfo na pia mesmo ou superfície lisa, pois terá que sovar a massa (dependendo da época e da mandioca, a massa ficará mais ou menos mole). Acrescente mais sal se necessário, a salsa, açafrão, orégano e sove.
Montagem:
Numa forma refratária de 18×28 aproximadamente coloque metade da massa de mandioca. Cubra com o molho de proteína de soja. Coloque o restante da massa de mandioca (se ficar mais durinha pode-se moldar pedaços pequenos e colocar lado a lado até preencher toda a forma). Tampe com papel alumínio e leve ao forno por uns 20 minutos.
Fonte: Alquimia Veg
                                                                                                                                            


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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pé de coelho



Fonte: Orkut






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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Alimento que Ingeres

MIRAMEZ


Carne


O alimento que ingeres é de grande utilidade quando bem orientado para o equilíbrio da saúde, conseguindo a paz interior. É bom que não te esqueças da escolha dos alimentos, consultando bons livros, em se referindo à comida.
 
Precisamos de muita paciência na especulação da alimentação, fornecendo ao complexo orgânico as coisas naturais e as forças da natureza, empregadas no amparo as nossas forças, para o bem da nossa própria vida.
 
A resignação em relação ao que aparece como problema no correr da existência é de grande utilidade, desde quando não faltem o amor e o bem-estar, que surge da alegria. 
 
Procura alimentar-te nos moldes em que se mostra o equilíbrio, sem estimular a vontade exagerada; devemos comer para viver, e não viver para comer.
 
Não te deixes viciar no que tange à alimentação; procura triturar com perseverança a comida, retirando dela as substâncias da paz orgânica, buscando sempre, onde existem mais experiências, o que falta para enriquecer as tuas.
Frango
 
Alguns dizem que religião nada tem com a alimentação; como se enganam! Tem e muito! Devemos cuidar do corpo e do Espírito, para o equilíbrio interno. Tudo o que aprendemos de bom é útil a vida, como exemplos aos outros.
 
É justo que tenhamos constância em tudo o que é bom, favorecendo a harmonia, sendo porta aberta para a luz do entendimento. Sejamos pacíficos em tudo o que venhamos a fazer, porque essa tranquilidade nos faz aceitar o amor e vivê-lo, nos faz aceitar a caridade e vivê-la, nos faz aceitar o perdão e vivê-lo. E esse conjunto de virtudes forma em nossa intimidade a paz, bem como estimula o coração, senão a consciência. Compete a cada um esforçar-se para alcançar o estágio da benevolência que alegra e nos faz crescer na luz de Deus. 
 
O que se chama alimento para que possamos viver não é somente o pão de cada dia; a água é alimento, o ar o é também, como igualmente o amor.
 
Esses últimos se fazem diretamente sustento para a alma, como também para o corpo e as suas funções entre os dois mundos.
 
Sejamos ordeiros nas investidas do corpo para a alma e da alma para o corpo, meditando no que ocorre, no sentido de aprender a nos comportar, para melhor tirar proveito das lutas que sempre nos trazem um bom rendimento.
 
Tenhamos paciência no desenrolar do tempo, que somente assim nós crescemos, deixando fulcros de exemplos para os outros, colhendo os frutos da paz, aquela que o mundo não pode dar. As nossas vidas significam luta permanentemente, porque é no intenso trabalho para aprender que nós instruímos e enriquecemos as qualidades do coração.
Verificamos que, em tudo na vida, estamos nos alimentando; e a escolha é de grande utilidade, sendo que podemos viver bem ou mal, de acordo com o que escolhemos para nos alimentar. 
 
Apaziguar o que vem a nós é o nosso dever, para que surja disso o maior dos ambientes da vida - o Amor.

 
(Mensagem extraída do livro Cura-Te A Ti Mesmo - João Nunes Maia / pelo Espírito Miramez) 
 

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Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo-nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna.

   
(De Vinha de Luz - Chico Xavier/Emmanuel)


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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Bolinha (Conto)

SRD- Pank, cão de rua



(Baseado numa história real)


Eu me chamo Bolinha. É que tenho , ou melhor tinha, uma enorme verruga no canto da boca. Por isso me deram esse apelido engraçado. Eu vaguei pelas ruas desde muito novo. Meus pais me recusaram e desde cedo tive que lutar para sobreviver.





Você sabe, a vida na cidade não é fácil mas, eu encontrei um pessoal que gostava de mim. Finalmente eu fora adotado. Eles me deram abrigo e comida. Eu era pele e osso nessa época e, como todo morador de rua, sofri o preconceito das pessoas que se achavam bem de vida e acima das misérias alheias.


Sempre fui muito alegre e dado a brincadeiras. E essa nova família parecia adorar isso. Só que eu tinha o que eles chamavam de “defeito”. Eu saia de manhã e só voltava a noitinha, cansado e com fome. Eles brigavam comigo, diziam que não me deixariam mais entrar e coisa e tal.


Eles não entendiam o que eu fazia. Não entendiam que esse era o meu trabalho. Falavam que eu vivia com os traficantes, que eu era “aviãozinho ”, que só voltava para casa para dormir e para comer. De certa forma era verdade. Eu passava fome durante todo o dia, até porque a família que eu ajudava sem meus pais saberem, não possuía o bastante nem para eles. Mas minha presença alegrava-os e eu estava completamente apaixonado pela menina deles. Luana


Ah, ela era tão linda e meiga, claro que eu amava minha família, mas eles não precisavam de mim como a Luana. Todos os dias, quando eu chegava na favela, ela estendia os braços e me enlaçava até quase me enforcar. Me beijava e dizia que estava com saudades. Só eu entendia o que ela dizia. Acho que era o amor que fazia com que compreendêssemos um ao outro.


Então eu passava um dia maravilhoso ao lado dela. A fazia sorrir, brincar, coisas que apenas eu e mais ninguém, conseguia dar à ela. Vida.


Então, dependendo do entusiasmo dela, eu ficava até mais tarde, mesmo sabendo que meus pais adotivos ficariam zangados com meu aparente , sumiço. Uma vez tentaram me prender em casa mas, eu chorei e gritei tento, que os venci pelo barulho. Desci a rua correndo e troquei um oi discreto com os traficantes que, por sinal, já me conheciam.


Esse meu trabalho durou alguns meses, não sei precisar quantos, mas me lembro bem do dia em que tudo terminou. Eu tomei meu café com meus pais e irmãos adotivos, meu pai me deixou sair e eu cruzei a rua. Sentia o vento batendo contra meu rosto. Estava feliz, veria Luana novamente.


Cruzei rapidamente as pequenas vielas e deparei-me com o barraco de Luana. Havia uma movimentação estranha naquele dia. Alguns vizinhos entravam no barraco e saiam chorando. Fui empurrado e só com muito esforço consegui entrar para vê-la. 


Seus pais choravam em volta a cama. Os adultos sempre faziam isso quando algo muito triste acontecia. Eles me viram entrar e me apontaram, choraram ainda mais. Me aproximei mais e a vi.


Ela estava deitada sobre as cobertas remendadas que eu tanto conhecia. Seus olhinhos estavam fechados. Falei com ela mas, ela não me respondeu. Era a primeira vez que ela não queria falar comigo. 


Quando os bombeiros entraram, é que comecei a compreender o que realmente havia acontecido. Luana não brincaria mais comigo. Eu não ouviria mais aquela risada alegre, seus gritinhos estridentes. Sua mão carinhosa, seu olhar feliz. Aquilo era o que os homens chamavam de Morte.


Luana morrera.


Saí de lá muito abatido. Eu sabia que Luana era diferente das outras crianças. Ela não andava. Vivia sentada naquela cadeirinha de madeira que o pai dela lhe fizera. Seus olhos também não eram iguais aos das outras crianças, nem seu rosto ou suas mãos. Eu ouvi um bombeiro dizendo que ela era deficiente, uma criança especial. Pelo menos para mim Luana sempre fora especial.


Eu sabia sobre suas crises respiratórias. Sobre o tratamento caro que ela necessitava e que seus pais não podiam pagar. Sabia que cedo ou tarde ela me deixaria, mas ignorei tudo isso só para fazê-la feliz.


Voltei muito tarde parta casa naquele dia. Meus pais brigaram comigo. Me chamaram de vagabundo, rueiro e sem vergonha. Fugi no outro dia, queria ver Luana, mesmo sabendo que ela não estava mais lá. Parei na metade do caminho. Revi o rosto do meu pai adotivo. Ele sempre me xingava e mesmo assim me deixava entrar. Depois me agradava com palavras alegres e me fazia dormir quentinho.


Eles faziam por mim, o que eu fazia por Luana. Naquele dia voltei mais cedo do que de costume. Chamei-os e os vi saindo com sorrisos nos rostos. “ Ah, chegou cedo hoje hein, sem vergonha”. Eles jamais saberiam sobre Luana e sobre minhas escapadas para vê-la.


Entrei e saltei sobre minha mãe. Eu os amava. Precisava deles e eles de mim. Olhei para minha casinha, sempre arrumada aguardando minha volta. Lambi meus pais e fui me deitar. Nunca mais eu os deixaria novamente, bem talvez, apenas para ir até a padaria


Sim, eu sou um cachorro. 


Um cachorro para quem Deus deu a grande missão de amar.





Simone Nardi






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