segunda-feira, 15 de maio de 2006

Médicos ou Monstros?

  Semana passada, apesar da luta de várias entidades e protetores, aconteceu  uma coisa cruel que nos remete ao tempo da barbárie NAZISTA.Sim, onde se matava sem se importar, pois “aquilo” que se matava era “inferior”.E vimos isso novamente num congresso de videolaparoscopia em Goiás.

Tal como os “Menguellis” da vida, esses médicos, para aguçar suas práticas cirúrgicas, submeteram cerca de 200 animais a pelo menos três cirurgias e depois a pena de morte.Os animais, já há dez dias sem comer ou beber, aguardavam apenas seus carrascos para se verem livres desse sofrimento.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Articulista da Folha on line erra de novo ao falar sobre animais



Olhem bem a imagem, se isso for bom para a Ciência, que Deus nos perdoe por existirmos e pelo que fazemos.

Articulista da Folha on line dá nova Gafe

Embora mostremos sempre aqui nesse Blog, como em outros , as atrocidades que acontecem dentro dos laboratórios científicos  diante da experiência animal, percebemos que ainda hoje, mesmo com o avanço da internet e dos meios de comunicação, algumas pessoas simplesmente desconhecem, ou acreditamos, fecham seus olhos para a realidade, ignorando os métodos alternativos e se mantendo nos tempos arcaicos dos antigos Duelos.


quarta-feira, 3 de maio de 2006

É Tempo de Colheita

Imagem: Sebastião Salgado




Agora é chegado o tempo da colheita, das pequenas sementes que foram plantadas por todos nós. 


O tempo passou e as sementes brotaram, tudo já germinou: o bem e o mal. 

Não se pode mudar a colheita, mas poderíamos ter mudado o plantio. 

É chegada a hora de recebermos aquilo que plantamos. 

Se nada fizemos, nada receberemos. 

Se muito tiramos da Terra, muito nos será tirado. 

Se muito fizemos, muito das mãos do Cristo receberemos. 

Que seus braços colham apenas o bem, pois há milênios lhes jogamos as sementes do amor. 

Se não as usastes, fazemos por ti um lamento, aguardando que no teu próximo plantio, tu recebas as sementes do amor que te ofertamos. 


Que assim seja.



De um amigo que está sempre ao seu lado 



Simone Nardi



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domingo, 16 de abril de 2006

E Deus criou as Mães




Estava Deus muito ocupado
Com o mundo que se iniciara
Carecia de grandes cuidados
Os homens que estão criara
Foi então que resolveu
Ampliar a criação
Para cuidar dos filhos dos seus
Encontrou Deus, a solução
Criar um anjo que fosse forte
Bondoso e cheio de devoção
Que suportasse a dor da morte
Que marcaria o seu coração
E com qual cuidado Ele a criou
Esse ser tão delicado
E de quanto amor Ele a dotou
Fazendo-a um anjo iluminado
E esse anjo a Terra desceu
E os homens iluminou
Com seu amor ela os aqueceu
E em seus braços os aninhou
Era ela toda bondade
Senhora dos desvalidos
Coração feito de caridade
Que erguia qualquer filho caído
Não demorou a perceber
Que esse ser iluminado
Em teus braços ia aquecer
Um menino predestinado
Foi quando nasceu Jesus
Para mostrar um caminho de amor
Levando a pesada cruz
Ao coração do anjo trouxe dor
E ela como tantas, sofreu pelo filho
Na calada da noite chorava
Sozinha em seu martírio
E um nome esse Anjo tem
É Mãe, que Deus batizou
Um anjo por ele criado
Para cobrir os homens com todo o amor
Que Ele próprio nos dedicou.
Assim é a Mãe
Esse Anjo que Deus, ao nosso lado colocou. 



Simone Nardi




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quinta-feira, 6 de abril de 2006

Ao meu inimigo

Hoje, quando eu me levantar, vou me lembrar de você durante a minha oração matinal e vou pedir a Deus forças para que você me perdoe. 

Enquanto eu estiver me vestindo e você adentrar em meus pensamentos, vou me lembrar que seu ódio por mim começou porque eu, ainda desconhecendo o amor, de algum modo o feri. Roubando de você coisas que você achava serem preciosas 

Enquanto eu estiver me dirigindo para o trabalho, vou rogar a Deus que me faça esquecer a discussão que tivemos ontem. Foi o meu orgulho tolo que me fez perder o controle e tentar descontar em você, toda a raiva que você sente por mim. 

Quando meus olhos finalmente te alcançarem, vou pedir a Deus que deles brotem raiadas de amor e perdão a nós dois. Eu porque não te compreendi e você por ainda reconhecer em mim, aquele seu antigo inimigo. 

Talvez eu erre, talvez eu me esqueça e não tenha força suficiente para te perdoar, então eu rogo que você me perdoe, pois eu, conhecendo o amor de Jesus, ainda sou fraco e caio diante de minhas provas. 

Vou tentar te enxergar como um irmão, como um amigo. 

Vou vigiar e orar para que, se minha calma o perturbar, consigas igualmente ver em mim alguém que também caminha para a regeneração. 

Sei que por mais difícil que me seja esse dia ao seu lado, ele vai acabar e me ensinar a amar e eu, cultivando esse pensamento dia a dia, serei como a luz do Sol que surge para germinar a semente da flor. 

A flor do amor que guardo em meu coração e que tanto demorei a deixar crescer. 

Hoje eu vou rezar por você quando eu estiver fazendo minha oração noturna.Pedindo a Deus que nos transforme novamente em amigos, assim como sei que fomos um dia, para que ele traga ao nosso coração as lembranças boas e não as ruins, para que o amor germine em nossos corações. 

Um dia eu sei, todos nós estaremos de mãos dadas caminhando na mesma direção e essa direção é de luz e no final da jornada, veremos, meu querido amigo, a figura do Mestre Jesus. 


Simone Nardi



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quarta-feira, 5 de abril de 2006

Rei dos Reis

Era noite de luar em Jerusalém. No céu, contam, uma estrela iluminava o caminho, enquanto um casal buscava abrigo para o nascimento da criança que seria para o mundo, o renascimento. 

Foi lá em meio ao campo, que a mãe, tirando seu manto, o corpo do pequenino cobriu. 

Dizem alguns que assistiram, que foi nesse momento que lá no horizonte, um anjo surgiu. 

Com ele três Reis, Gaspar, Melchior, Baltazar, que vieram de longe para ver o menino. Trouxeram ouro, incenso e mirra para lhe perfumar, pois que o Rei dos Reis, haviam vindo a Terra visitar. 

Sua luz cobriria o mundo amargurado e do homem, Ele arrancaria todo o pecado. Bela criança se tornou que com cuidados, sua mãe cercou. Falava com cães, com pombas, formigas, até mesmo as cobras lhe eram amigas. 

Brincava alegre como qualquer outra criança que coberta de amigos se torna esperança. 

E a criança cresceu e homem se tornou e para a palavra que salva, sua voz se voltou. 

Amai-vos uns aos outros, aos povos bradou, e em Cafarnaun, nos corações dos homens o amor, esse homem plantou. 

Cobradores e pescadores seguiram seus passos, ouvindo-lhe a voz e apertando-lhe os laços. Por três longos anos esse homem ensinou, que o homem, de Deus sempre necessitou. 

E sua luz expandiu-se de Israel à Roma, caindo em ouvidos infiéis que lhe impuseram uma redoma. 

Perseguido foi Ele, por seus inimigos, tal qual fosse o homem, um reles bandido. 

Traído por Judas, foi encarcerado e a pedido de Roma, tal homem foi torturado. 

O povo temeroso dele se afastou quando, tentando poupá-lo, um romano gritou: 

"A Ele ou a Barrabás? Qual deles os satisfaz?” 

E o povo ingrato bradou: 

“Barrabás, Barrabás".E Roma o soltou. 

Condenado, o bom homem foi coroado com espinhos e seu corpo foi todo marcado. 

Uma cruz de madeira, em seu ombro pousou e para o Gólgota, esse anjo então caminhou.Dois cravos de aço lhe perfuraram as mãos fazendo chorar a enorme multidão. 

Seus pés pregados molharam o carvalho, como o choro de sua mãe, que assistia ao Calvário. 

E a cruz eles ergueram, mostrando seu frágil corpo, sem saberem que jamais esse homem poderia ser morto. Até mesmo o céu chorou de emoção, quando o lanceiro sedento lhe rasgou o coração. 

Ainda na cruz Ele orou ao seu Pai, pedindo-lhe firme: 

"Pai, perdoai-os" 

E ao lado Dele surgiu uma luz, no momento em que expirava esse tal de Jesus.

Hoje, Ele vive ainda mais do que antes, pois suas palavras atingem os corações errantes. 

Seu nome é amado e, por todos, bendito. 

Daí glória a Deus por ter-nos dado o Cristo. 

A Páscoa é momento de renovação, renovemos então nosso amor ao Cristo. 


Simone Nardi




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sexta-feira, 10 de março de 2006

Somos Antropomórficos ou Antropocêntricos?

Para os amigos que ainda não ouviram falar nessa palavra esquisita, vou dar uns exemplos antes de dizer o que significa:

Quantos de nós, pequeninos ou adultos, já não imaginamos Deus como um velhinho de barbas longas e encurvado com o peso dos séculos, diga-se de passagem, milhares de séculos.

Quantas vezes não nos pegamos falando por Deus: “Deus fez o homem, errou depois fez a mulher”. “Deus não diria isso”. “Deus se esqueceu de parar de fazer chover.” E por aí segue nossa comparação para com o Altíssimo.

Isso é nada mais nada menos que Antropomorfismo, ou seja, quando atribuímos à Deus, forma ou atributos puramente humanos, linguagens ou comportamentos que Ele jamais teria, pois nós somos iguais a Ele e não Ele igual a nós.

Ainda bem, não é?

Pois isso é o Antropomorfismo e minha pergunta é, o que somos nós: Antropomórficos ou Antropocêntricos?

O leitor ou leitora devem estar se perguntando, e o que é esse tal de Antropocentrismo? Eu explico.

Antropocentrismo é quando nos consideramos o centro do Universo. Achamos que Deus criou tudo para nos satisfazer. Desde a mais humilde semente até a mais gigantesca criatura da Terra.

Sim, Deus fez tudo isso para nos agradar. Para que ficássemos felizes. Ele nos criou para sermos como Ele. Deuses.

Ops, onde será que erramos? E onde será que eu quero chegar?

Vamos raciocinar um pouco.

Atribuímos a Deus os mesmos valores que possuímos e ao mesmo tempo, achamos que Ele criou tudo para que desfrutássemos de uma boa vida na Terra.Achamos que somos os únicos seres que merecem atenção e respeito, tanto de nossa parte como por parte Dele. Achamos que nascemos para decidir o destino dos seres, para nós, inferiores. E assim o fazemos.

Esquecemos que também somos animais.

Animais? Nós? Não! Nós somos deuses, nascemos para reinar.

E o que fazemos então? Acreditamos que os animais nasceram para nos servir.Antropocentrismo.

Acreditamos que temos sobre eles o dom de decidir quem vive e quem morre.Antropocentrismo.

Acreditamos que jamais Deus nos culpará por suas mortes, sejam elas brutais ou não, afinal eles não passam de animais e tudo o que fazemos é pelo bem da ciência. Antropocentrismo.

Não conseguimos admitir que como nós, eles também evoluem e que evoluindo a cada dia, sobem também os degraus que os levarão para Deus.Do átomo ao Arcanjo.

Nós espíritas acreditamos nisso. Nos três reinos, mineral, vegetal, animal. Mas somos, quando hominais, incapazes de nos lembrarmos disso. As outras religiões ou os ateus não acreditam e fazem o cometem o mesmo erro.
Antropomorfismo.

Nos tornamos deuses.Deuses baratos que não respeitam a Criação do verdadeiro Deus.

Nós queremos dominar, mas pela força. Nos queremos servidão, mas através da dor. Nós queremos diversão, mas através da morte.

Outro dia, lendo um artigo que tratava sobre a alma dos animais, o companheiro alegou que a evolução animal começou no mineral e que seguiria até as alturas angelicais, e que éramos, nós humanos, tratados pelos anjos, assim como tratamos os animais.

Senti um frio tremendo no estômago.Um medo enorme em imaginar que os anjos um dia poderiam fazer conosco o que fazemos aos indefesos animais.

Não preciso ir buscar exemplos lá fora, basta vermos a farra do boi aqui mesmo no Brasil. Os rodeios, as rinhas e tantos outros maus tratos que cometemos sem um pingo de remorso no coração.

Tudo porque achamos que eles não sentem dor como nós.Que não possuem medo ou qualquer outro tipo de emoção que nós, humanos, sentimos.Jamais admitiríamos então que eles possam ser inteligentes, no seu grau de evolução claro. Não, imaginar isso seria compará-los conosco.

Quem se tornou Deus agora?

Deus tem barbas brancas, pensamos nós. Ora, mas nós podemos imaginar isso. Agora admitir que um animal possa pensar, isso jamais.

Tomara que os anjos não pensem isso de nós, pobres mortais, no final das contas, antropocêntricos e antromórficos.

E o amigo leitor, já descobriu o que somos?



Simone Nardi



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sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Ano Novo, vida nova! Será?

Ano novo e surgem as velhas promessas: Vou emagrecer, vou viajar, vou isso, vou aquilo, se lembrarmos bem, foram essas as mesmas promessas que fizemos no ano que passou.

Por que nos é tão difícil evoluir?

Por que nos é tão difícil aprender a amar?

Só há uma resposta para isso tudo:Porque mentimos para nós mesmos.Sim, mentimos o tempo todo, o ano todo, durante muitas encarnações.

Se pudéssemos nós lembrar do que dissemos antes de reencarnarmos aqui, com certeza ficaríamos envergonhados de nós mesmos, pois com certeza, fizemos igualmente inúmeras promessas e cumprimos bem poucas, assim como nas inúmeras viradas de ano.

Dissemos que viveríamos em paz com aquela certa pessoa que numa outra encarnação, nos prejudicou, ou nós a ela. E, ao contrário do que prometemos, vivemos as rusgas com aquele que deveria ser, nosso ideal de paz.

Prometemos também amar ao próximo. Ah mas é tão difícil, Deus não ajuda, toda vez que quero ajudar alguém, chove! Também prometemos aquilo lembra? Não? Aquela promessinha que fizemos baixinho, dizendo que iríamos melhorar, que iríamos cultivar a paz, a caridade, o altruísmo, a benevolência, que seriamos puros e brandos de coração....

Pois é, não deu. Em alguma parte do caminho nós esquecemos essas promessas, do mesmo modo como esquecemos as mais simples, as mais fáceis, aquelas que nem sequer nos trazem algum benefício.

O Ano Novo muitas vezes significa uma nova oportunidade para repensarmos o que fizemos e o que deixamos de fazer. É como uma nova oportunidade de vida, como uma nova reencarnação, onde devemos progredir e onde muitas vezes, estacionamos.

Não vamos mais estacionar. Não vamos mais mentir para nós mesmos.Vamos lutar, vamos melhorar. 

Não vamos mais fazer promessas, vamos ter atitudes: vamos ser Amor, vamos ser Perdão, vamos ser Caridade.

Vamos nesse ano, compreender o motivo de nossas vidas: não viemos para emagrecer, para sermos bonitos, elegantes, viemos para servir, para auxiliar, viemos para amar, nossa beleza será consequência de tudo que fizermos.

Encaremos esse novo ano, como uma nova reencarnação, onde lá atrás prometemos tanta coisa e bem pouco fizemos, então vamos fazer dessa vez. 

Aos poucos, mas sem estacionar.

Tiremos do fundo do coração, pois as promessas ficam guardadas lá, tudo o que desejamos para nós nessa nova vida e vamos a cada dia, a cada semana, a cada mês de 2006, sendo aquilo que gostaríamos de ser, para que quando se encerre nossa vida na Terra, tenhamos cumprido grande parte das promessas que fizemos, para aqui reencarnar.

Quero calma, quero poder pensar antes de falar,ouvir ao invés de discutir, amar ao invés de odiar.

Quero ser a paz, não a tormenta, quero ser a cura que o medo afugenta.

Quero ser o abrigo, o repouso, o ombro amigo Quero secar as lágrimas, não derrubá-las, quero ser a força que a pequenez, apara.

Quero ser alegria intempestiva, para que nem o pior mau humor, ao meu lado resista.

Quero ter amigos, quero ver seus risos, dividir com eles o que em mim há de bom, mesmo quando me sinta em desafinado tom.

Quero ter virtudes, que me façam viver cercada de pessoas, quero para mim, novas atitudes.

Mas, se de tudo isso, quase nada puder ter

Quero ter amigos para quem eu possa ler

Uma mensagem que seja de esperança

A mesma que agora, meu coração alcança.

Para que em minha vida, o amor consiga fazer enfim

A Suprema mudança.


Simone Nardi




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