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sexta-feira, 24 de março de 2017

Eles não sabem o que comem

Mesmo os olhos que veem , não enxergam





Há poucos dias a Operação " Carne Fraca", trouxe a tona os inúmeros problemas da carne abatida, processada e vendida por 3 dos maiores frigoríficos do País. Imediatamente o Governo Federal tentou mudar o foco alegando que a culpa não era dos frigoríficos, mas sim da Polícia Federal que teria alardeado ao lançar ao público uma questão de vigilância sanitária sem pensar antes na situação financeira do País e claro, dos frigoríficos ali envolvidos.

Na segunda feira seguinte a União Européia, a China, o Japão e o Chile, preocupados com a má qualidade da carne, proibiram a importação brasileira, afinal é uma questão de saúde publica e não financeira.

Aqui, porém, o Governo desviava a todo o momento a visão da má produção da carne para o “alarde da PF”, como e de costume desviarmos o foco toda vez que algo que nos enoja nos atinge.

Mas o que a PF descobriu que poderia ser novidade?

Papelão nos embutidos?

Carne podre?

Data de vencimento alterada?

Qual a novidade?

Desde quando não sabemos que tais coisas realmente ocorrem e que, quem come carne simplesmente ignora, tal como ignora o fato de que está comendo um pedaço que pertenceu a um animal tão senciente quanto o gato ou o cachorro que ele trata tão bem?

Quantas vezes não ouvimos dizer que se processavam jornais junto com a massa da salsicha? Que juntava-se ao jornal bicos e unhas das aves que era descartadas e simplesmente para perseverar num hábito alimentar de morte, simplesmente tais fatos eram ignorados?

Aqueles que comiam e os que ainda comem carne sempre souberam da carne podre, do papelão nos embutidos, da água injetada nas carnes, da remarcação das datas, do pedaço de cadáver temperado no prato para tirar o odor e a cor putrefata de um cadáver que pertenceu a um animal abatido de forma “Humana”, sim de forma humana porque parece ser inato do ser Humano matar.

Isso sempre foi ignorado.

Agora as pessoas carnívoras ficam assustadas porque descobriram o que ignoravam há tantos anos.

Ficam apavorados porque descobriram que o cadáver foi remarcado, que produtos químicos foram utilizados para realçar a cor e eliminar o odor.

Quando , ainda assim permanecem ignorando o crime principal: A criação de um animal senciente para a morte.

O que  os carnívoros comem não é “carne”, carne é apenas o nome que vocês usam para se distanciar do crime que ajudam a cometer, é o nome que que usam para se sentirem melhor de tanta dor e tormento.

Se você mata um ser vivo para comer, que mal há em você comer papelão que e inanimado?

Carne com sangue pode, papelão não.

Qual mal existe em comer um cadáver remarcado quando, no momento do abate, quando o sangue deixa as artérias dos animais a carne já  inicia seu processo de degradação pois que não é mais irrigada por vasos, capilares e artérias. Tanto que necessita de produtos químicos e congelamento para ser conservada , ou melhor, para evitar o que deve ocorrer ao corpo inerte: apodrecimento.

Duvido muito que alguns carnívoros parem de comer carne diante das denuncias da PF. Acredito mesmo que não e sabe por quê? Porque eles não sabem o que comem, porque nunca tiverem a capacidade de parar e pensar o que e a carne, porque nunca tiveram capacidade de se preocupar com os animais que ajudam a matar todos os dias.

Eles irão apenas ter outro surto, daqui a mais alguns anos, quando forem mostrados outros crimes envolvidos no processo da produção de carne, mas como não estão dispostos a pensar muito, logo vão ignorar e voltar a comer, e farão assim levando chocalhões de tempos em tempos até , quem sabe um dia, despertem. Eu pessoalmente duvido de muitos.

Tenho pena desses que não pensam, pois realmente continuarão num eterno e sofrido “ Eles não sabem o que comem”.


Simone Nardi

 20/03/2017



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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os Animais Nascem Bifes?




 

 

Os Animais Nascem Bifes?  

 

Texto de 15/10/2006

Simone Nardi


Geralmente as pessoas usam como desculpa para continuar comendo carne o fato de que os humanos sempre comeram carne, de acordo com essa lógica, não deveríamos tentar impedir pessoas de assassinarem outras, já que esse comportamento acontece desde os tempos mais remotos.
Isaac Bashevis Singer [1]

Essa pode parecer uma pergunta engraçada, mas envolve algo muito sério, envolve a alienação de indivíduos pela sociedade, envolve medos e uma palavra forte , mas que não há como esconder, a ignorância. Ignorância na visão de desconhecimento, de falta de saber, mas por puro medo, e por medo compreenda-se aqui uma gigantesca inquietação interior diante de algo que hoje em dia é visto como uma ameaça, mas que deveria ser encarado como um avanço moral.

Quando falamos em vegetarianismo, não falamos para censurar ou violar os desejos de cada um, mas falamos para o bem dos animais, porque não, os animais não nascem em forma de bifes, de coxas ou de filés de peixe, eles nascem animais, com sistemas neurológicos como o nosso, com sentimentos parecidos com o que temos, com sensibilidade literalmente a “flor da pele” como nós humanos. Hoje em dia não é mais possível esconder a senciência animal, ela sempre existiu , só que era ignorada. Nós somos o grande problema dos animais, essa é que é a verdade. Conheci uma pessoa que dizia amar os animais, falava deles com tanto amor e piedade que eu não pude me conter e logo perguntei: Então você é vegetariana, que legal...

Legal foi o olhar que ela me lançou, algo como: “Você tinha que estragar tudo né?” Pois é, o rosto mudou, a voz mudou, os gestos, tudo, parecia outra pessoa a me dizer que cães e gatos são uma coisa e que bois, porcos e galinhas eram outra, eram já bifes, pururucas e coxinhas , não eram animais, mas já vinham assim, em forma de bifes mesmo...

Surpreso?

Vai ficar ainda mais. Quando tentei explicar que os animais não nasciam bifes, ela colocou a mão dela sobre a minha boca e disse que não queria saber, que queria continuar acreditando que eles já vinham plastificados naquelas bandejinhas que se encontram nos supermercados, pois tudo era mais “bonito” assim, como um lindo conto de fadas para nós humanos, mas um conto de terror para os animais.

As pessoas vivem dizendo que temos que ter cuidado quando falamos em vegetarianismo para não assustar as pessoas, mas será que não seria por medo de “despertar” as pessoas? Pensamos muito em nós mesmos, em nossas vontades, em nossos desejos e nos esquecemos dos animais, porque afinal são apenas animais, já nascem cortados e embalados, prontos para ir do mercado ao freezer e do freezer a frigideira. E poucos são os que conseguem autonomia para pensar quais os caminhos percorridos por esses irmãos, antes de dizer que Deus permitiu a alimentação carnívora,antes de dizer que senão os matarmos, morreremos,isso soa quase como dizer que Deus também permitiu os crimes aos quais assistimos chocados, quando somos nós que nos desviamos de Seu caminho.

Isso se chama Alienação, uma coisa que se faz por fazer, sem questionar os motivos, algo que aprendemos desde o berço, uma ilusão que se torna natural, que se torna real e da qual não queremos nos separar, mesmo quando descobrimos que não passa de uma falácia. Nós somos indiferentes aos animais porque aprendemos isso com nossos pais, com nossos amigos, na escola e passamos a achar natural. Muitos ficam bravos quando alguém tenta despertá-los, faz parte do seu livre arbítrio mudar ou não, mas insistimos: ou repensamos nossas atitudes ou nada nesse inicio de Século , absolutamente nada, vai mudar o pensamento das novas gerações.

Você ainda acredita que os animais nascem bifes?

Simone Nardi

[1] Judeu-polonês, que passou a maior parte da infância em Varsóvia, escritor, filho e neto de rabinos hassídicos.

Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!
http://br.groups.yahoo.com/group/clara_luz/





Simone Nardi

 

 


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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Mordidas e arranhões





Mesmo que seu tutelado animal seja carinhoso e um grande amigo, devido a certas condições eles  podem se tornar subitamente agressivos e atacar. Quando sentem dor, medo, quando estão acuados, e assustados muitas vezes eles podem se tornar agressivos e morderem ou arranharem.

Nestas situações como devem agir as pessoas que sofrem uma mordida de cachorro ou os arranhões afiados de um gato? Como se prevenir na incerteza de que o animal está ou não vacinado contra a raiva?

A primeira coisa a ser feita é buscar ter a certeza que aquele animal agressor está imunizado contra a raiva e que sua vacina esta atualizada se isso se confirmar a ferida pode ser tratada como um a lesão comum sem maiores preocupações. Podemos recorrer a um atendimento medico em casos mais graves, mas a preocupação se restringe ao ferimento.

Caso haja duvida ou não possa ser confirmado a vacinação por não se encontrar o tutor do animal, a primeira ajuda deve ser no posto de saúde mais próximo da vítima.

Além de muitas vezes serem dolorosos, os ferimentos causados pelos animais, quando não se confirma a vacinação, impõem um calvário de procedimentos. Depois do posto de saúde, a vítima deve procurar um hospital de referência para tomar o soro antirrábico. Terá de se submeter a uma profilaxia completa, que pode incluir cinco doses de vacina, mais o soro.

Mesmo não havendo registro de raiva canina no Estado nos últimos anos e não ter sido registrada as variantes que acometem cães e gatos há cerca de 30 anos é importante seguir as recomendações dos médicos a risca, pois a raiva é uma doença muito grave e não tem cura.

Então fica a recomendação para que tutores de cães e gatos

— Vacine anualmente seus animais e guardem os comprovantes de vacinação.

— Mantenha-os sob controle, usem guias quando for passear com ele, e se seu animal for agressivo focinheiras,  para evitar acidentes com outras pessoas e animais.

— Respeite e procure  entender o comportamento e as reações dos animais, inclusive nas brincadeiras e no convívio em casa.
 E lembramos que caso você seja mordido por um cachorro ou gato não vacinado contra a raiva:
— Lave imediatamente o ferimento com água corrente e sabão.

— Procure atendimento médico na unidade de saúde mais próxima, para ser examinado.

— Caso o médico prescreva profilaxia antirrábica completa (soro e vacina), o soro deverá ser feito em hospital de referência na região onde está a pessoa atacada.

— A busca pelo atendimento deve ser o mais rápido possível.

— Ao receber vacina antirrábica ou antitetânica, não abandone o tratamento.

A raiva não é brincadeira é uma doença seria e mortal !


Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), da Secretaria Estadual da Saúde (SES)








Ricardo Capuano, médico veterinário e colaborador do Blog










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terça-feira, 17 de março de 2015

Parábola do semeador - Aula em PPS

Parábola do semeador













Descrição do Slide

  • 1. Blog :Irmãos Animais- Consciência Humana: Simone Nardi http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/
  • 2. Não permita que ninguém negligencie o peso de sua responsabilidade.Enquanto tantos animais continuam a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, enquanto prevalecer tanta brutralidade em nossos matadouros, todos seremos culpados! Tudo o que tem vida tem valor como ser vivo, como uma manifestação do mistério da vida. Albert Schweitzer (1875 - 1965)
  • 3. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. - Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
  • 4. Aquele que semeia saiu a semear; - e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram.
  • 5. Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. - Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram.
  • 6. Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram.
  • 7. Outra, finalmente, caiu em terra boa e Produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. - Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)
  • 8. Nossa vontade de mudar ou não ,é apenas nossa e de mais ninguém, a conquista da evolução pertence a cada um de nós e independe da vontade do outro. Esse outro pode nos informar, porém o que fazemos com essa informação é de nossa inteira responsabilidade. Somos como o solo, prontos ou não para receber a semeadura.
  • 9. Quando recebemos a semente do esclarecimento , ao invés de refletirmos sobre ele nós o ignoramos sem sequer pesar sobre ele a análise filosófica.... jogamos aos pássaros esse esclarecimento como se não pudesse ela, trazer algo de bom para nós.Nosso coração está fechado para o novo e não permite transformar-se, ainda é cedo para que se chegue a ele.
  • 10. Doutras vezes até ouvimos esse novo conhecimento, mas já temos lá nossa própria opinião e não desejamos refletir mais sobre um assunto que talvez possa criar raízes fortes em nossos corações, tal conhecimento dura pouco e a vontade de fazê-lo dar frutos acaba morrendo e desaparecendo...o enterramos sobre as pedras do muro que construímos ao nosso redor e com o tempo, o esquecemos.
  • 11. Então ouvimos com certa atenção, porém envolvidos em nossos próprios espinhos, (nossa própria concepção de entendimento), relutamos em mudar pois nossos desejos materiais ainda nos controlam e esses espinhos, conhecidos como “medos morais” acabam por sufocar nosso desejo de aprender e frutificar , sufocando nosso esclarecimento e relegando-o ao esquecimento.
  • 12. Mas existem aqueles em que a semente consegue germinar e acaba por produzir frutos, porque eles conseguem abrir seus corações para o novo, porque conseguem refletir e não permitem que seus medos anteriores atrapalhem sua reflexão e sua transformação.
  • 13. A questão que nos fica por enquanto e que necessitamos refletir com urgência é: que tipo de solo nós somos?
  • 14. "Nossa tarefa deve ser nos libertarmos, aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza." Albert Schweitzer
  • 15. Valores internos  Medos  Nova ética, nova moral  Resistência a mudanças
  • 16.  Paradigma Ideologia social  Aparatos ideológicos  Capitalismo
  • 17. Álcool X Fumo Aborto X Eutanásia ANIMAIS!?!?!?
  • 18.  Informação  Busca pelo esclarecimento Difusão desse conhecimento Sinergia com as criaturas
  • 19. O SEMEADOR NÃO PODE DEIXAR DE SEMEAR... * Aquele que já tomou consciência de algo tem a obrigação moral de semear o que aprendeu, mesmo sabendo que suas sementes nem sempre atingirão um solo fértil. A lei do amor o obriga a perseverar.
  • 20. E quando se fala em caridade e amor pelos animais, a Parábola do Semeador fica ainda mais clara, porque a resistência de algumas pessoas se amolda as sementes perdidas Cada irmão preparou seu próprio solo e é nesse solo que a semente da informação vai cair.
  • 21. Este solo não é fértil porque Deus o abençoou com isso. Seu solo é fértil por seu próprio esforço e vontade, porque comunga ele com o bem planetário, pois já se compreendeu como um entre tantos e que pode ou não fazer a diferença, não importa em qual frente trabalhe, ele consegue compreender o novo sem medo e sem temores, pois adubou seu solo com o amor Divino.
  • 22. Preparemos então o solo para que fique fértil, para que os medos em forma de pedras e espinhos sejam arrancados, possibilitando que a semente do amor e da vida possa finalmente florescer em nossos corações.
  • 23. Blog :Irmãos Animais- Consciência Humana: Simone Nardi http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/ 
Simone Nardi

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Espiritismo e alimentação carnívora


 

Por Wilson Moreno

No livro Missionários da Luz, André Luiz nos traz um exemplo interessante, mostrando a necessidades que os espíritos de baixa vibração têm de vitalidade, ao ponto de extraí-lo do sangue dos animais mortos em um abatedouro:

"Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de esforço espiritual. Seguindo lexandre de muito perto, via numerosos grupos de entidades francamente inferiores que se alojavam aqui e ali. DIANTE DO LOCAL EM QUE SE PROCESSAVA A MATANÇA DOS BOVINOS, PERCEBI UM QUADRO ESTARRECEDOR. GRANDE NÚMERO DE DESENCARNADOS, EM LASTIMÁVEIS CONDIÇÕES, ATIRAVAM-SE AOS BORBOTÕES DE SANGUE VIVO, COMO SE PROCURASSEM BEBER O LÍQUIDO EM SEDE DEVORADORA...

Alexandre percebera o assombro doloroso que se apossara de mim e esclareceu-me com serenidade:

- Está observando, André? Estes infelizes irmãos que nos não podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, ESTÃO SUGANDO AS FORÇAS DO PLASMA SANGUÍNEO DOS ANIMAIS. SÃO FAMINTOS QUE CAUSAM PIEDADE.

Poucas vezes, em toda a vida, eu experimentara tamanha repugnância. As cenas mais tristes das zonas inferiores que, até ali, pudera observar, não me haviam impressionado com tamanho amargor.

DESENCARNADOS À PROCURA DE ALIMENTOS DAQUELA ESPÉCIE? MATADOURO CHEIO DE ENTIDADES PERVERSAS? QUE SIGNIFICAVA TUDO AQUILO? Lembrei meus reduzidos estudos de História, remontando-me à época em que as gerações primitivas ofereciam aos supostos deuses o sangue de touros e cabritos. Estaria ali, naquele quadro horripilante, a representação antiga dos sacrifícios em altares de pedra? Deixei que as primeiras impressões me incandescessem o cérebro, a ponto de sentir, como noutro tempo, que minhas idéias vagueavam em turbilhão.

Alexandre, contudo, solícito como sempre, acercou-se mais carinhosamente de mim e explicou:

- Porque tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos, nós ambos, na esfera da Crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. COM O MESMO DIREITO, ACERCAM-SE OS DESENCARNADOS, TÃO INFERIORES QUANTO JÁ O FOMOS, DOS ANIMAIS MORTOS, CUJO SANGUE FUMEGANTE LHES OFERECE VIGOROSOS ELEMENTOS VITAIS. Sem dúvida, o quadro é lastimável; não nos compete, porém, lavrar as condenações. Cada coisa, cada ser, cada alma, permanece no processo evolutivo que lhe é próprio. E se já passamos pelas estações inferiores, compreendendo como é difícil a melhoria no plano de elevação, devemos guardar a disposição legítima de auxiliar sempre, mobilizando as melhores possibilidades ao nosso alcance, a serviço do próximo.”

A EXPLICAÇÃO DADA PELO INSTRUTOR QUE ACOMPANHAVA ANDRÉ LUIZ É PROFUNDA, MOSTRANDO O O PORQUÊ DO SACRIFÍCIO DE ANIMAIS EM CERTOS RITUAIS DE QUIMBANDA E CANDOMBLÉ.

Vou realçar essa observação importante de Andre Luiz.

DIANTE DO LOCAL EM QUE SE PROCESSAVA A MATANÇA DOS BOVINOS, PERCEBI UM QUADRO ESTARRECEDOR. GRANDE NÚMERO DE DESENCARNADOS, EM LASTIMÁVEIS CONDIÇÕES, ATIRAVAM-SE AOS BORBOTÕES DE SANGUE VIVO, COMO SE PROCURASSEM BEBER O LÍQUIDO EM SEDE DEVORADORA...

 

 

ESTÃO SUGANDO AS FORÇAS DO PLASMA SANGUÍNEO DOS ANIMAIS. SÃO FAMINTOS QUE CAUSAM PIEDADE.

DESENCARNADOS À PROCURA DE ALIMENTOS DAQUELA ESPÉCIE? MATADOURO CHEIO DE ENTIDADES PERVERSAS

Os espíritos ainda apegados a matéria, querem manter as sensações da vida terrena, é por isso que eles procuram certas praticas viciosas, como, beber, fumar e outras sensações materiais . Os Espíritos Elevados já se libertaram dessas praticas negativas e nocivas, muitos desses espíritos atrasados são maldosos, vingativos e obsessores, temos que tomar muito cuidado nesses assuntos. Perguntamos, os Espíritos Elevados precisam de velas, cachaça, charutos e pede sacrifícios de pobres animais???

Vamos analisar a questão dos Animais, pelo estudo do Espiritualismo e do Espiritismo, sabemos que os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva, devemos respeitar e amar os animais, eles também estão evoluindo, existe nos animais um principio inteligente ou principio espiritual que está num processo evolutivo, como o ser humano. O nosso dever é respeitar e tratar bem dos animais, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas ou praticas, quem pede sacrifícios de animais são espíritos maldosos e ignorantes ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos.

O ser humano é um Espírito encarnado no mundo terra ou plano material para processar a sua Evolução Moral e Intelectual, no qual ele tem que se libertar das suas imperfeições morais, vícios, maus desejos e maus hábitos, para poder evoluir e crescer espiritualmente, portanto, qual o beneficio que essas praticas podem trazer para nossa evolução??

As pessoas que se entregam a essas praticas, só podem atrair pela Sintonia vibratória espíritos ainda apegados a matéria e aos vícios terrenos, os semelhantes atraindo os semelhantes, essa é a Lei das atrações. O Espiritualismo e o Espiritismo não mandam ninguém usar velas, roupas brancas, amuletos, talismã, imagens de santos, despachos, cachaça, charutos e sacrificar animais inocentes, nada disso existe no Espiritismo verdadeiro. Para se atrair os Espíritos Superiores e os bons espíritos, temos que cultivar pensamentos elevados, sentimentos nobres e ter atitudes positivas no bem e nas virtudes, pela lei das atrações psíquicas, o bem atraia o bem e o mal atraia o mal.

Existem centros de umbanda que não praticam essas coisas, devemos sempre analisar essas questões pelo crivo severo e sereno da Fé Racional, não podemos aceitar nada sem exame rigoroso, devemos sempre analisar e raciocinar.

Uma outra questão, os assuntos tratados nesses ambientes, são sempre assuntos relacionados a questões materiais sem elevação moral, assuntos como, volta da pessoa amada, sorte no jogo, melhoria nos negócios, prejudicar desafetos etc.

Os Espíritos Superiores e os bons espíritos só tratam de assuntos moralmente elevados, eles pregam a pratica sincera do Bem e das Virtudes, os Espíritos de Luz procuram moralizar, educar, disciplinar e espiritualizar as pessoas, incentivando elas a praticarem o amor e as virtudes. É pelo pensamento e sentimentos que entramos em sintonia vibratória com o plano astral ou mundo espiritual, e vamos atrair bons ou maus espíritos, conforme o padrão Moral desses pensamentos e sentimentos.

Não adianta usar objetos matérias, como amuletos, talismã, velas, roupas brancas e imagens de santos ou anjos, o que vale são nossos Pensamentos, sentimentos e atitudes. Uma pessoa falsa, maldosa, com vícios e maus hábitos, podem usar roupas brancas, velas, amuletos, talismã, falar em Jesus e em Deus, que não tem nenhum valor espiritual, o valor está em nossos Pensamentos e sentimentos. Ela tem que procurar combater as suas imperfeições morais, modificar seus pensamentos e sentimentos para melhor. Repetimos, não estamos criticando pessoas, estamos analisando princípios e praticas, os Espíritos de Luz jamais vão pedir essas coisas, que se encontram nesses centros de macumbas, candomblé e umbanda.


Wilson Moreno



Espiritos Superiores X Espiritos Inferiores - Sacrifício de animais

 

 

 

 

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Por que ser vegetariano?

Imagem;Suinos



Palestra realizada no Grupo Fraternal Francisco de Assis sobre vegetarianismo e seus benefícios a saúde , ministrada pela Dra Odete Miranda, cardiologista e docente da Faculdade de Medicina do ABC , no dia 04/02/2012. 
 Nós estivemos lá para conferir a palestra, vale a pena.








Perdoe-nos pela imagem e pelo som, não temos aparelhagem profissional para gravação e fizemos do melhor modo que nos foi possível.


Simone Nardi





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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

DIREITOS ANIMAIS - Questão de Consciência!


Nina, SRD




Em tudo há um "porque". E há também um "por que" desse artigo.

Como todo mundo, acredito que eu tenha tido uma infância normal.Tive cães, porquinhos da índia, tartaruguinhas e até mesmo um ganso que eu achava que era um pato e o chamava de Jeremias.

Amava os meus animais."Amava-os" e apesar disso assisti meu pai matar um a um meus porquinhos da índia.Vi Jeremias, o patinho, lutar, mas mesmo assim ter o pescoço decepado por uma faca. Depois ainda vi o cadáver dele sobre a mesa, temperado e assado. 

Tive nojo.Tive vontade de vomitar, não chorei por nenhum deles, embora tenha pedido para que não os matassem, afinal eram meus. Não fiz nada.

Absolutamente nada.

E por quê?

Samuel, srd
Porque os adultos insistiam em dizer que os animais eram feitos para servirem de alimento para as pessoas, era para isso que eles serviam, embora nunca tivéssemos comido qualquer um de nossos cães.

Lembro também que assisti minha avó destroncar o pescoço e matar um galo para o almoço. Revejo a cena como se fosse hoje, eu devia ter uns cinco anos mais ou menos: ela me estendeu o galo ainda vivo e tentou me ensinar a matá-lo. Eu o peguei, puxei um pouco o pescoço dele e quando vi que estava vivo e olhando para mim larguei-o nas mãos na minha avó. Ela depenou-o, ainda consigo sentir o cheiro das penas sendo queimadas.

Jamais vou esquecer o olhar dele.O medo.O desespero diante da morte.

Eu cresci e embora essas imagens jamais tenham saído de minha mente ainda me considerava uma pessoa "normal" que ia com os amigos a churrascarias, comia frango, peixe normalmente, isso sem me lembrar de tudo pelo que aqueles animais haviam passado para estar em meu prato.Sem me lembrar que eles, tal como Jeremias e os porquinhos da índia, haviam sofrido o mesmo pavor diante da morte. 

Eu não me esquecia deles porque eram meus, mas comia os outros que não havia conhecido.

Por quê?

Foi exatamente essa a pergunta que iniciou um efeito dominó em minha consciência.
Porquinhos.

Coelhos.

Pássaros.

Cães.

Porcos.

Bois.

Príncipe, srd
Todos eram animais.Todos eram igualmente seres senscientes. Todos queriam viver e sofriam, tinham medo, podiam dar e receber carinho.Todos tinham seu instinto de sobrevivência assim como nós, humanos. Mesmo assim eu comia alguns deles.

Alguns!

Eu não comi meus porquinhos da índia.Não, eles eram meus.

Eu não comi meu pato-ganso Jeremias.Não, ele também era meu.

Eu não comi o galo que minha avó matou. Afinal de contas, eu o conheci instantes antes de ser morto.

Eu jamais comerei meus cães.

Eu jamais os comeria porque os conheci. Porque eram meus amigos e porque alguns até morreram em meus braços.

Pank
Não se maltrata um amigo, mas isso também não me dá o direito de permitir a morte daqueles que não conheci. Acaso eles seriam diferentes dos meus?

Não, de modo algum. O fato de não conhecer esses animais não os torna imune à dor e ao sofrimento pelo qual irão passar.

Foi assim que isso aconteceu...

Quando descobri que como dizem:

A ignorância é uma benção”

Deixei de ser ignorante.

Quando descobri que independente do que meus pais diziam, eu podia tirar o véu que me encobria os olhos a toda dor e sofrimento animal.

Deixei de ser cega.

Quando descobri que eu podia, mais do que tudo, mostrar a verdade para as pessoas.

Tornei-me realmente uma pessoa normal.

O que não é normal é fechar os olhos à dor animal. O que não é normal é fingir que eles não são vidas como nossos cães. O que não é normal é permitir que outros matem - porque não temos coragem de fazer isso- para que nos fartemos de seus cadáveres intoxicantes.

Isso não é ser normal.

Animais são vidas.

E vidas não devem ser tiradas.

Quando abrimos nossos olhos realmente passamos a ver a verdade do mundo.

Não existe abate humanitário. 

Os rodeios torturam os animais.

A farra do boi mutila e mata os animais.

Os circos tiram a dignidade dos animais.

Somente os cegos não se permitem enxergar isso.

Bono, srd
Chega de virarmos o rosto para essas imagens cruéis, para podermos sentar a nossa mesa e nos fartarmos de carne.

Chega de alegarmos que não conseguimos assistir as imagens de animais sendo maltratados, quando fazemos parte da Indústria que os maltrata e queremos continuar ignorantes a ela, porque assim é mais fácil continuarmos com nossa vidinha simples e sem ética .Porque assim é mais fácil irmos aos rodeios, assistir esse ou aquele artista, ignorando o que é feito com bois e cavalos numa arena de rodeio, pois do contrário não iríamos até lá prestigiar aquelas figuras que também, de forma indireta como a gente, permitem a pratica dos maus tratos.

Devemos mudar.

O que os olhos vem o coração sente.

E quando o coração sente, uma mudança moral e ética se faz necessária.Nós já não conseguimos mais conviver com isso, não conseguimos mais mentir para nós mesmos.

Mas, muitas pessoas não querem mudar.Querem apenas ficar estiradas em seus sofás comendo aquela coxa de frango que não era de um animal vivo. Talvez de um animal vivo sim, mas que foi abatido “Humanitariamente”. Que ela, na realidade, não “quer“ fazer ideia de onde veio, porque não tem “coragem” de assistir a um vídeo de abate, mesmo de um abate  “humanitário”, que mostra a realidade de como os frangos são abatidos.

As imagens enojam;o cadáver nas suas mãos não. Estranho isso.

Algumas pessoas querem permanecer cegas, porque sendo cegas, as dores alheias não às atingirão.

Mudanças exigem Trabalho.

Trabalho dá Trabalho.

Quando essas pessoas resolverem tirar o véu que as cega farão parte, assim como tantas outras, da luta pelos Direitos Animais. Descobrirão que não se rouba um amigo só porque ele é um amigo, mas que do mesmo modo não se rouba aquele vizinho lá do final da rua, aquele que nem sequer vemos ou cumprimentamos, não porque ele é nosso amigo, mas pelo fato de que é errado roubar.

Pedrinho, SRD
Nós não matamos nossos amigos, não porque são nossos amigos, mas porque é errado matar ou permitir que se tire uma vida, mesmo quando não a conhecemos.

Nós não matamos nossos amigos, mas também não matamos aqueles que não conhecemos.
Nós não comemos nossos cães, nem nossos pato-gansos ou nossos porquinhos da índia, mas também não comemos aquele frango ou aquele boi que, embora não tenhamos chegado a conhecer, era um indivíduo único e insubstituível.

Eu cansei de não fazer nada, espero que você, após ler isso, também se canse e comece a se mexer.




Simone Nardi

 

Sobre as fotos

São todos nossos amigos que nos encontraram nas ruas e vieram morar conosco trazendo mais luz, energia e alegria ao nosso lar.

 






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