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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Mordidas e arranhões





Mesmo que seu tutelado animal seja carinhoso e um grande amigo, devido a certas condições eles  podem se tornar subitamente agressivos e atacar. Quando sentem dor, medo, quando estão acuados, e assustados muitas vezes eles podem se tornar agressivos e morderem ou arranharem.

Nestas situações como devem agir as pessoas que sofrem uma mordida de cachorro ou os arranhões afiados de um gato? Como se prevenir na incerteza de que o animal está ou não vacinado contra a raiva?

A primeira coisa a ser feita é buscar ter a certeza que aquele animal agressor está imunizado contra a raiva e que sua vacina esta atualizada se isso se confirmar a ferida pode ser tratada como um a lesão comum sem maiores preocupações. Podemos recorrer a um atendimento medico em casos mais graves, mas a preocupação se restringe ao ferimento.

Caso haja duvida ou não possa ser confirmado a vacinação por não se encontrar o tutor do animal, a primeira ajuda deve ser no posto de saúde mais próximo da vítima.

Além de muitas vezes serem dolorosos, os ferimentos causados pelos animais, quando não se confirma a vacinação, impõem um calvário de procedimentos. Depois do posto de saúde, a vítima deve procurar um hospital de referência para tomar o soro antirrábico. Terá de se submeter a uma profilaxia completa, que pode incluir cinco doses de vacina, mais o soro.

Mesmo não havendo registro de raiva canina no Estado nos últimos anos e não ter sido registrada as variantes que acometem cães e gatos há cerca de 30 anos é importante seguir as recomendações dos médicos a risca, pois a raiva é uma doença muito grave e não tem cura.

Então fica a recomendação para que tutores de cães e gatos

— Vacine anualmente seus animais e guardem os comprovantes de vacinação.

— Mantenha-os sob controle, usem guias quando for passear com ele, e se seu animal for agressivo focinheiras,  para evitar acidentes com outras pessoas e animais.

— Respeite e procure  entender o comportamento e as reações dos animais, inclusive nas brincadeiras e no convívio em casa.
 E lembramos que caso você seja mordido por um cachorro ou gato não vacinado contra a raiva:
— Lave imediatamente o ferimento com água corrente e sabão.

— Procure atendimento médico na unidade de saúde mais próxima, para ser examinado.

— Caso o médico prescreva profilaxia antirrábica completa (soro e vacina), o soro deverá ser feito em hospital de referência na região onde está a pessoa atacada.

— A busca pelo atendimento deve ser o mais rápido possível.

— Ao receber vacina antirrábica ou antitetânica, não abandone o tratamento.

A raiva não é brincadeira é uma doença seria e mortal !


Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), da Secretaria Estadual da Saúde (SES)








Ricardo Capuano, médico veterinário e colaborador do Blog










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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Visão abolicionista: ética e direitos animais

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), em um projeto liderado com coerência e dedicação pela jornalista Silvana Andrade, dá mais um importante passo com a edição desse volume, que representa também a constatação da expansão, quantitativa e qualitativa, do movimento pelos direitos animais no Brasil.
Outrora vista como produto do sentimentalismo romântico e inconsequente, a luta pelo respeito à vida e à liberdade dos animais não humanos começa a ganhar destaque em nosso país fora dos textos sobre excentricidades e bizarrices. Começa, finalmente, a ser vista como realmente é: um movimento legítimo com um propósito claro e apoiado sobre forte base tanto científica quanto filosófica.
É neste sentido que oferecemos com orgulho e satisfação a presente obra, que demonstra a evolução desse movimento em nosso país. Ele demonstra que os defensores dos animais no Brasil aprenderam, tanto quanto seus opositores, a importância da reflexão, do conhecimento e da argumentação racional. Aqui estão representados alguns dos expoentes dessa renovação do movimento de defesa animal, prontos para desafiar todos a um salto qualitativo no debate.
Os direitos animais são a continuação lógica dos direitos humanos. Eles vieram para somar e aprofundar, não para reduzir ou relativizar. Aqueles direitos fundamentais à vida, liberdade e integridade que o ser humano, na sua arrogância, um dia atribuiu à sua excepcionalidade no universo, agora são percebidos nitidamente como inalienáveis das outras formas de vida animal. Pois o que define a posse desses direitos fundamentais não é sua indubitável capacidade de construir e imaginar mundos inteiros e expressar-se pelas mais sublimes formas de arte (mas que é também a capacidade de destruir culturas, povos e regiões inteiras). Assim fosse, nem mesmo todos os seres humanos teriam esses direitos reconhecidos. Não, o que define o respeito pela vida e a liberdade é a sensibilidade e a consciência – a senciência, que faz com que todo animal defenda sempre sua vida e liberdade.
Serviço:
Visão abolicionista: ética e direitos animais
Organização: Silvana Andrade
264 páginas
Preço: R$45,00 + frete

Para adquirir, escreva para faleconosco@anda.jor.br .



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terça-feira, 12 de maio de 2009

"Orai e Vigiai"

 


Uma crônica de desobsessão

Deves agir conforme falas, do contrário tuas palavras serão mortas.


Silvana bufou. O trânsito de sexta à tarde a irritava.

Aliás, tudo a irritava. O calor, a chuva. O frio, a garoa. Como sempre, chegou em casa apressada. Thor, o cão labrador da família correu agradar sua dona, o rabo abanava de um lado a outro, ele estava feliz por revê-la.

Silvana o ignorou, tinha pressa, vida de médium era assim. Perseverante e pontual.
Disciplinada e dedicada. Não poderia atrasar-se. Entrou em casa ainda reclamando do trânsito. Banho, jantar leve, rua de novo. Era dia de reunião de desobsessão. Na rua da Casa Espírita, outra irritação. Não havia sequer uma vaga para que Silvana estacionasse o carro, teve que rodar dois quarteirões e voltar a pé. Parecia que tudo tentava impedi-la de chegar ao Centro.

Passo apertado. Rosto franzido. Silvana algo mais irritada, cruza os umbrais da porta principal.

Antônio, o velho presidente do Centro a olha com doçura. Sabe que algo vai mal. A médium segue para a câmara de passe. Fechada. Tem gente lá dentro. Demora.

A hora passa. Mais uma irritação, ela quer trabalhar, quer ajudar, sabe que precisam dela ali, há anos trabalha nesse e noutros centros, “há anos”, pensa entrando na câmara. Um rápido autopasse, Ela também faz isso há anos, ele já sai automático. Encaminha-se apressada para a sala onde alguns trabalhadores já se encontram.

Cumprimenta-os rapidamente. Lázaro, o doutrinador, Célia e Carla, médiuns de sustentação, Ana e Paula, passistas, César, “o metido”, e Onofre ,médiuns de desobsessão. Silvana senta-se, um Pai Nosso desliza por sua mente.

“Será que fechou o gás?... Santificado seja..... Apagou as luzes ?..... O vosso nome ......O carro na rua, perigo... “

Lázaro , o doutrinador apaga as luzes, desliza os olhos pela inquieta Silvana e lhe toca o ombro.

- Célio, Onofre, hoje apenas vocês dois, há pouca gente. Silvana, Célia, Carla, vibrações.

O rosto de Silvana arde. A irritação chega ao auge, ela quase não se controla se cala a custo.

Prece inicial, início das tarefas. O primeiro irmãozinho.

- Bem-vindo, meu irmão - fala a voz serena de Lázaro.

Sinta-se a vontade entre nós, fala ele com carinho. O espírito, algo irônico, começa a sorrir.

- Adoro eles. Os que se acham intocáveis, infalíveis. Esses são os mais divertidos.

- Mas o irmãozinho sabe que está no caminho errado.....

- Eu não. Eu fui chamado.A arrogância e o orgulho deles me atrai. Essa soberbia de achar-se intocável, e não ser. Não admitir. Não pensar. Eu faço apenas o que eles me permitem, nada mais. Erra mais aquele que tem o conhecimento.

- Mas você também possui o conhecimento.

- Eu fui chamado, apenas isso. Posso deixá-los hoje, mas eles me chamarão amanhã. São pessoas de palavras e não pessoas de ação.

Houve silêncio. Silvana sentiu o corpo se arrepiar. O coração parecia afogar-se em dor.
A mente se esvaneceu e quando ela deu por si, a reunião havia terminado.

No silêncio da sala, apenas a respiração de Silvana era percebida. Duas lágrimas rolaram pela face , agora, entristecida.

- Orai e vigiai - falou Lázaro com a voz carinhosa de sempre. Nós médiuns, podemos ser alvo de muitos ataques se não mantivermos o equilíbrio, a fé e a vibração de amor. Não devemos nos orgulhar de nossa mediunidade e sim vigiar-nos sempre, para que ela não nos leve à quedas. Assim como o doente, os médiuns obsediados necessitam do antídoto para a dor. O amor. Quando o médium se desvia de seu verdadeiro caminho, mesmo não querendo, deixa uma porta aberta aos obsessores.

- Orai e vigiai - repetiu Silvana lembrando-se que ela mesma se distanciara de seu principal objetivo quando passara a ver com orgulho e inveja, sua mediunidade.
Sim, pensava ela no silêncio de suas lágrimas, aquele irmãozinho que viera obsediava apenas os médiuns, poderia até mesmo tê-la obsediado, se é que já não o estava fazendo.
Silvana lembrou-se das discussões com os companheiros de seara, das irritações, da falta de controle, todos os sinais de uma perturbação para a qual ela insistia em fechar os olhos.

- Eleve a vibração, ame e, sobretudo, vigie, para que nada de mal lhe aconteça - terminou Lázaro abraçando cada um de seus companheiros.

Silvana deixou a Casa Espírita mais calma naquela noite. Agora ela compreendia o que era deixar-se dominar pelo orgulho tolo da mediunidade, pela vaidade tola do trabalho.
Mediunidade era amor, não medalhas para que colocasse no peito e bradasse aos povos. Era silêncio e resignação. O amor não era aquilo que ela vinha fazendo , era muito mais e somente agora ela compreendia que o antídoto para esse mal era o amor. 

Simone De Nardi




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quarta-feira, 7 de junho de 2006

Sem argumentos as Crianças viram escudos





Sempre as crianças
Presidente da camara de Portugal é a favor de touradas
Sempre as crianças